Segunda-feira, 15 de Julho de 2019
ISSN 1519-7670 - Ano 19 - nº1045
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Comunique-se

10/03/2009 na edição 528


ESPIONAGEM
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Protógenes Queiroz diz que reportagem da Veja é ‘mentirosa’


‘O delegado Protógenes Queiroz classificou a reportagem de Veja sobre a suposta espionagem ilegal de autoridades como ‘mentirosa’. Ele negou todas as informações que a edição desta semana da revista traz e se disse um defensor da liberdade de imprensa.


‘Isso é uma matéria mentirosa, que chegou aos níveis insustentáveis no país de credibilidade em que o papel hoje da imprensa é discutido no próprio meio e essa matéria só fortalece esse debate que é travado na imprensa — declarou dizendo ser a favor da Liberdade de Imprensa mas ‘desde que se apure os excessos que por ventura venham a atingir a honra das pessoas’, disse, em entrevista à Rádio Gaúcha.


Segundo Veja, a Polícia Federeal analisa material encontrado no computador pessoal e em um pen drive, no apartamento de Protógenes no Rio, com provas de que o delegado realizou uma série de investigações ilegais, que vão desde a vida íntima da ministra da Casa Civil, Dilma Rousseff, até suspeitas envolvendo outros ministros do governo Lula.


‘Na minha residência no Rio de Janeiro não foi apreendido e nem buscado nada’, diz Protógenes, que diz também não reconhecer nenhum dos documentos que ilustra a reportagem da revista.


Ele afirma estranhar que fatos como esse, ‘fabricados’, sejam noticiados próximo ao fim do trabalho da CPI dos Grampos. Também considerou criminosa a divulgação de nomes de dois oficiais de inteligência da Agência Brasileira de Inteligência (Abin).


Citou também casos como o suposto grampo clandestino entre o presidente do Supremo Tribunal Federal, Gilmar Mendes, e o senador Demóstenes Torres (DEM-GO).


‘Não se provou nada porque não existiu. Cadê o áudio? Cadê a materialidade do crime? Se abriu uma investigação, se ativou a máquina estatal para investigar aquilo que não existe, a partir de uma fabricação de uma notícia escandalosa publicada por esse órgão de imprensa, que diga-se de passagem já perdeu a credibilidade há muito tempo’.


A direção da revista disse que não vai comentar as declarações de Protógenes Queiroz.’


 


 


EMBRAER
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Repórter acusa Embraer de pedir sua demissão à direção da Gazeta Mercantil


‘O repórter Julio Ottoboni, da Gazeta Mercantil, acusa a assessoria da Embraer de pedir à direção do jornal sua demissão. O motivo seria o furo de reportagem que ele deu em dezembro de 2008, quando divulgou os planos da companhia de demitir cerca de 20% de seu pessoal. O corte foi anunciado há poucas semanas.


‘Tiveram uma atitude agressiva, presunçosa e arrogante. Um dossiê foi montado pela assessoria para exigir minha cabeça no jornal, tal qual o trabalho feito na comunicação externa, mas os efeitos foram nulos junto à direção da Gazeta’, disse Ottoboni. ‘Fui chamado de leviano pela presidência da companhia, que negava veementemente as demissões. Mas o tempo mostrou quem é o verdadeiro leviano e mentiroso nesta história.’


Ele conta que não tem conseguido entrar na fábrica da Embraer e que até a relação com colegas de profissão ficou insustentável.


A gerência da comunicação da Embraer limitou-se a informar: ‘Em quase quatro décadas de existência, a Embraer construiu uma sólida relação com a imprensa nacional e internacional, baseada na verdade, transparência, respeito e integridade, valores estes que busca preservar e ampliar com os representantes da mídia que interagem com a Empresa diariamente.’


Ottoboni tem acompanhado a Embraer há anos e conta que investigou as informações sobre as demissões por mais de dez dias.


As informações são do jornal Unidade, do Sindicato dos Jornalistas de São Paulo.’


 


 


DITADURA
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Diretor da Folha assume que termo ‘ditabranda’ foi um erro


‘O diretor de Redação da Folha de S. Paulo, Otavio Frias Filho, assumiu que o jornal errou ao utilizar, em editorial publicado no dia 17/02, o termo ‘ditabranda’ em referência ao regime militar brasileiro. A declaração foi publicada na edição de domingo (08/02), um dia após manifestação em frente à sede do diário.


‘O uso da expressão ‘ditabranda’ em editorial de 17/02 passado foi um erro. O termo tem uma conotação leviana que não se presta à gravidade do assunto. Todas as ditaduras são igualmente abomináveis’, afirmou.


Entretanto, Frias Filho manteve a posição de considerar a ditadura militar brasileira ‘menos repressiva que as congêneres argentina, uruguaia e chilena – ou que a ditadura cubana, de esquerda’.


Cínicos e mentirosos


Sobre o tratamento dado aos professores Maria Victoria de Mesquita Benevides e Fábio Konder Comparato, que foram tratados como cínicos e mentirosos em comentário da Redação publicado no Painel do Leitor, o diretor manteve o tom.


‘Para se arvorar em tutores do comportamento democrático alheio, falta a esses democratas de fachada mostrar que repudiam, com o mesmo furor inquisitorial, os métodos das ditaduras de esquerda com as quais simpatizam’, criticou.


Manifestação


No sábado, cerca de 300 pessoas se reuniram em frente à sede da Folha para protestar contra o editorial e prestar solidariedade aos professores Benevides e Comparato. O público era formado, em sua maioria, por familiares de vítimas da ditadura, estudantes e sindicalistas ligados à CUT. A manifestação foi organizada pelo Movimento dos Sem-Mídia, do blogueiro Eduardo Guimarães.’


 


 


CONTEÚDO NA REDE
Bruno Rodrigues


Difícil conselho aos mais jovens


‘Este mês completo 42 anos. Não sou exatamente um ancião, mas também não me vejo mais como um jovem rapaz que tem toda a vida pela frente. Muito já aprendi, muito há o que aprender. Sobre alguns assuntos, contudo, já posso falar com conhecimento de causa, e é sobre um destes o tema desta semana: as escolhas que fazemos ao longo da vida e o que os outros têm a ver (ou não) com isso.


Daqui a poucos dias, por exemplo, chegará às bancas a edição de março da revista ‘InfoExame’ na qual há uma entrevista comigo sobre a profissão de arquiteto da informação. Para quem é leitor desta coluna, não é novidade que, quando o assunto é conteúdo para a mídia digital, abraço a causa sem restrições. Mas, hoje em dia, quarentão, preciso pensar bastante no que vou dizer, porque serei ouvido por muita, muita gente – e boa parte destes leitores tem quase metade da minha idade.


Assim, por mais que Arquitetura da Informação seja uma das áreas a que dedico mais estudo e trabalho, não posso afirmar a jovens profissionais que esta atividade, bem, justifica uma profissão. Sem diminuir sua importância, a Arquitetura da Informação é uma área de conhecimento que compreende um conjunto de técnicas, mas que não tem fôlego para ir muito além disso. Repito: entre minhas atividades está a de arquiteto da informação, sou um apaixonado pela atividade e nela está a solução para problemas de organização e localização de conteúdo em ambientes digitais. Mas, não, não posso recomendar a ninguém que aposte todas as fichas em uma atividade que é capaz de dar sustento a um profissional de 20 e poucos anos, solteiro, mas que não é capaz, por exemplo, de garantir o orçamento de um homem de quarenta anos, com um filho adolescente, que paga a prestação de um bom apartamento. Profissão é sinônimo de carreira, e carreira supõe aumentos de salário progressivos e possibilidade de crescimento. Um arquiteto da informação pode virar, no máximo, chefe de arquitetos da informação. Há louváveis exceções – conheço várias – mas são exceções, não é a regra.


Sei que, na mesma matéria da InfoExame, outros entrevistados dirão que arquiteto da informação é a ‘profissão do futuro’, que é para investir todas as fichas na área, o velho conjunto de clichês que compõem a pauta de quem quer dar força a um novo mercado. Difícil, mesmo, será estes mesmos profissionais entenderem que o meu objetivo com uma opinião tão incômoda é idêntico ao deles – mas há que ter responsabilidade quando pedem a você uma orientação, e que neste caso é preciso separar o joio do trigo e deixar o ‘oba-oba’ e o supostamente ‘moderno’ de lado.


No terreno dos conselhos, a situação é, às vezes, a inversa. Há dois anos, um aluno se me chamou a atenção em meu curso de Webwriting e Arquitetura da Informação. Ele estava retomando o curso de Comunicação Social e, enquanto as aulas não começavam, havia se inscrito no meu curso. A questão é que o rapaz era muitíssimo talentoso, um dos melhores que já haviam passado pelas minhas turmas. Decidi que iria ajudá-lo da forma que pudesse e, por sorte ou destino, uma das produtoras web de grande porte do Rio de Janeiro estava precisando de um estagiário. Meu aluno concorreu à vaga e pronto: lá ia ele rumo ao sucesso.


Deixa estar que eu sabia desde o início que ele fazia parte de uma banda e que ela estava prestes a decolar. Ele era o baterista e, pelo que parecia, todos no grupo levavam muito a sério o trabalho. Conversávamos sobre o assunto, mas sempre de forma enviesada; afinal, eu o estava ajudando a furar um mercado de trabalho.


Poucos meses depois, recebi um longo e-mail em que meu aluno pedia um conselho bem delicado. Prestes a renovar o estágio, ele estava em uma encruzilhada: a banda o absorvia cada vez mais e tudo indicava que ela ia estourar. A pergunta era óbvia: eu achava que ele devia largar o estágio e apostar de vez na banda?


Para quem não sabe, tenho um filho de 12 anos, dando os primeiros passos na adolescência, e não é difícil imaginar que engasguei. Ainda assim, lembrei de tudo o que havíamos conversado ao longo de tantos meses, e escrevi um dos e-mails mais sinceros da minha vida: aconselhei que ele se investisse na empreitada, e que, a qualquer momento, eu estaria ali, pronto a ajudá-lo novamente. E foi o que ele fez.


Na semana passada, o Rodrigo – ou Galha, seu apelido – me chamou pelo msn. Há duas semanas, a Catch Side, sua banda, tocou no Canecão, como parte da turnê nacional; pouco antes, eles haviam aparecido no VideoShow – está na Globo.com para quem quiser comprovar – e o novo cd sai este mês.


Mais do que respirar aliviado, fiquei muito, muito feliz. Da mesma forma, se algum dia eu encontrar alguém que seguiu meu conselho da InfoExame, notou que Arquitetura da Informação é apenas mais uma ferramenta para ingressar com sucesso na área de Comunicação Digital e foi em frente, adquirir outros conhecimentos, também vou ficar tranquilo.


Aos (quase) 42 anos, percebo que, entre outras coisas, ficar mais velho não é saber qual conselho é o mais correto a dar, mas sim ter coragem de evitar todos os clichês e deixar o coração falar – o que queremos, tantas vezes, que os outros façam conosco.


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A próxima edição de meu curso ‘Webwriting & Arquitetura da Informação’ acontece em abril no Rio. Para quem deseja ficar por dentro dos segredos da redação online e da distribuição da informação na mídia digital, é uma boa dica! As inscrições podem ser feitas pelo e-mail extensao@facha.edu.br e outras informações podem ser obtidas pelo telefone 21 21023200 (ramal 4).


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Esta semana, o projeto ‘Jornalistas da Web’, que envolve site, grupo de discussão e eventos, completa nove anos de existência. Criado por Mario Cavalcanti, o ‘JW’ é, hoje, o maior patrimônio que o jornalismo online possui no Brasil. Para quem (ainda) não o conhece, o endereço é www.jornalistasdaweb.com.br. Parabéns, Mario e equipe!


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Gostaria de me seguir no Twitter? Espero você em twitter.com/brunorodrigues.


(*) É autor do primeiro livro em português e terceiro no mundo sobre conteúdo online, ‘Webwriting – Pensando o texto para mídia digital’, e de sua continuação, ‘Webwriting – Redação e Informação para a web’. Ministra treinamentos em Webwriting e Arquitetura da Informação no Brasil e no exterior. Em sete anos, seus cursos formaram 1.300 alunos. É Consultor de Informação para a Mídia Digital do website Petrobras, um dos maiores da internet brasileira, e é citado no verbete ‘Webwriting’ do ‘Dicionário de Comunicação’, há três décadas uma das principais referências na área de Comunicação Social no Brasil.’


 


 


EXTRA! EXTRA!
Milton Coelho da Graça


IVC mostra queda geral na circulação



A ANJ – Associação Nacional de Jornais – tem afirmado que os jornais brasileiros não estão sofrendo com a crise, mas os números do IVC de janeiro não dão razão para otimismo. Excluindo-se os números razoáveis dos gaúchos, as médias diárias de dez jornais brasileiros apontam uma tendência de queda preocupante.


Comparem aí em baixo:


 


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Papel era bom até como lanche 


João Ribeiro foi um (ótimo) editor de ÚLTIMA HORA, o jornal de Samuel Wainer nas décadas de 50 e 60. Enquanto fechava a edição, Ribeiro comia várias laudas aproveitadas de sobras de bobinas para uso na redação (naquele tempo, rapaziada, as matérias eram datilografadas!).


Hoje Ribeiro estaria a caminho de morrer de fome. Com o computador, o papel sumiu da redação. E, no futuro, talvez desapareça inteiramente, junto com as rotativas e as oficinas.


A Associação Americana de Editores de Jornais anuncia mudança de nome no próximo mês. A palavra ‘newspaper’ (jornal) será substituída por ‘news’ (notícias) simplesmente – ‘para reconhecer a crescente importância das organizações noticiosas on-line e dos bloggers’, segundo um de seus dirigentes. Mas está com jeito de preparação para um dia dizer ‘adeus, papel’.


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No creo em brujas pero que las hay…


Quatro diários do estado de Tennessee, EUA, fizeram um acordo de cooperação, cuja espinha dorsal é formar uma ‘agência’ para distribuir o mesmo material editorial a todos. Aqui nossos maiores jornais do Rio e de São Paulo já fazem isso há muito tempo, distribuindo noticiário econômico, nacional etc. para jornais de outras cidades. 


Na negociação do Globo com os controladores do Estadão, um dos pontos discutidos – segundo uma antiga raposa do ramo – teria sido a possibilidade de um acordo semelhante com atrativa redução de custos nos dois lados. Os dois jornais fundiriam sucursais no Brasil e no exterior, mantendo redações separadas apenas para a área de opinião, noticiário local e matérias especiais. Globo e Estadão sequer confirmam qualquer conversa sobre qualquer  negociação.


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Uma curta pensata sobre nós mesmos


Esta mensagem, enviada por uma das mais competentes assessoras de imprensa, resume o que venho ouvindo de muitos outros companheiros. Não comento, apenas passo adiante porque ajuda todos nós a pensar sobre os rumos e ‘progressos’ tecnológicos da profissão.


‘Estou muito decepcionada com a imprensa, está muito contaminada, difícil de lidar, e voce vai entender meus motivos. O surgimento dos sites, que deveria ser um plus na comunicação, desvirtuou o contato com os leitores. A velocidade da notícia passou a ser mais importante que a veracidade. A matéria vai ao ar, dá suite em todos os outros, nos programas de tv e faz pauta para o dia seguinte, se transforma em verdade verdadeira. Não adianta desmentir, pedir retificaçào, eles ignoram, e temos de conviver com as mentiras que prejudicam, e muito, o trabalho que exercemos. Eu cansei.  Mas vamos levando, com esperança de que possa mudar’…


(*) Milton Coelho da Graça, 78, jornalista desde 1959. Foi editor-chefe de O Globo e outros jornais (inclusive os clandestinos Notícias Censuradas e Resistência), das revistas Realidade, IstoÉ, 4 Rodas, Placar, Intervalo e deste Comunique-se.


** Atualizada em 10/03.


 


 


JORNAL DA IMPRENÇA
Moacir Japiassu


O velho lobo de tantas batalhas


‘A ordem é circular


O povo vá andando


vá andando devagar


(Talis Andrade in Cantilena)


O velho lobo de tantas batalhas


O considerado Djalma Santos, que completou 80 anos, jogou apenas uma partida na Copa de 1958, justamente a final contra a Suécia – foi o que bastou para ser escolhido como o melhor lateral-direito do mundo. Naquela tarde de domingo, 29 de junho, o Brasil escutou pelo rádio a mais inspirada frase de um narrador de futebol em todos os tempos; encantado com o show de Djalma, o ‘professor’ Oduvaldo Cozzi mandou ver:


‘Procuro Skoglund, o deus louro dos estádios escandinavos, e encontro o negro Djalma Santos, velho lobo de outras batalhas…’


O craque Skoglund era ponta-esquerda da Seleção Sueca, conhecido dos brasileiros desde aqueles 7 a 1 da Copa de 1950. Porém Djalma, que já havia brilhado na Copa de 1954, conhecia todos os atalhos do campo e não estava nem aí para as divindades. O velho lobo enfrentou mais duas batalhas, a de 1962, da qual saiu bicampeão do mundo, e aquele desastre de 1966, na Inglaterra.


Dejalma dos Santos (é este o verdadeiro nome dele) jogou até os 41 anos de idade; e pelo que a TV mostrou das peladas dos veteraníssimos de Uberaba, onde vive, ele, aos 80, ainda poderia disputar a Copa do Brasil pelo Vasco.


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Mais embaixo


O considerado Roldão Simas Filho, diretor de nossa sucursal no Planalto, de cujo varandão debruçado sobre a indigência mental da República é possível escutar a peroração do ministro da Justiça na defesa do MST, pois com Roldão o buraco é mais embaixo e ele não perde tempo com sandices e besteiras:


Ao noticiar a descoberta de um aminoácido encontrado na urina, capaz de ser um bom marcador do câncer de próstata, a editoria Mundo do Correio Braziliense dá uma boa notícia, mas, ao mesmo tempo, presta um desserviço ao classificar como ‘controverso’ e ‘polêmico’ o exame de toque retal com toda a carga preconceituosa que infelizmente muitos homens têm e que precisa ser eliminada, pois se é um pouquinho incômodo, leva poucos segundos, é simples e seguro.


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Derreteu mesmo?


Festejada notinha no Ex-Blog do agora colunista da Folha de S. Paulo, César Maia:


E o PT? Desapareceu em S. Paulo. Sua bancada federal voltou para a ‘clandestinidade’. Não tem nada a dizer sobre a crise econômica. Seu governo na Bahia é patético. Entregou o Congresso ao PMDB. Entregou Belo Horizonte ao PSB do PSDB. A CUT passou a ser o principal interlocutor na defesa das multinacionais. Seus principais líderes no Congresso empossados em 2003 estão sendo julgados no STF. Nenhum de seus quadros de origem é nome para a presidência. E por aí vai.


Indiscutivelmente esta foi a maior proeza do governo Lula: derreter o PT.


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Talis Andrade


Leia no Blogstraquis a íntegra do poema cujo fragmento encima a coluna e que nasce do delírio nas páginas de O Enforcado da Rainha. Os versos do Mestre Talis envergam a corda de cânhamo e a véstia branca dos condenados.


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Puta ousadia!


Deu aqui mesmo no C-se, sob o título Ana Paula Sousa estreia blog na Terra Magazine:


A jornalista Ana Paula Sousa lançou nesta segunda (02/03) um blog na Terra Maganize, dedicado a reportagens. Ana Paula é colaboradora de cinema da CartaCapital.


No blog, a jornalista sai do foco de crítica de cinema para falar de cultura de forma mais ampla. ‘Quero tratar a cultura de forma mais comportamental’, disse a jornalista. O primeiro post de Ana é um perfil de Rita Cadillac.


Depois da leitura, Janistraquis ficou animadíssimo:


‘Considerado, adorei a ‘cultura de forma mais ampla’, que assesta suas baterias nas qualidades literárias da ex-chacrete e antiga rainha do bumbum!’


Confira aqui a íntegra do texto deverasmente ousado.


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Bifes, enfim


Materinha do UOL que deixou o pessoal daqui com água na boca:


Queda na exportação deixa carne bovina mais barata


A carne bovina está mais barata. E como a crise econômica mundial não deve terminar tão cedo, o preço pode ficar ainda melhor neste semestre.


O sorridente Janistraquis, que nos últimos meses tem disputado pedaços de bofe com o cachorro Ringo, exibiu a falta de dentes que o deixa com a aparência de caipira de festa junina:


‘Foi o mais saboroso texto da semana, considerado; é de se comer com os olhos como um pedaço de alcatra!!!


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Memória Globo


O considerado José Luiz Souza Parente, administrador aposentado no Rio de Janeiro, envia a seguinte mensagem diretamente de sua cobertura no Leblon:


Não sei se vocês já viram, porém continua lá na Memória Globo a mentirosa ‘informação’ denunciada pelo Jornal da ImprenÇa há algumas semanas:


No programa ancorado por Luís Mendes, Armando Nogueira, botafoguense, discutia os principais lances da rodada do futebol do final de semana com o tricolor Nelson Rodrigues, o rubro-negro João Saldanha e o vascaíno José Maria Scarsa.


Acho que ninguém da Globo lê a coluna…


Janistraquis lembra que pelo menos um funcionário da Central Globo de Jornalismo lê, ó Parente, pois quando a coluna deu uma informação errada sobre notícia lida por William Bonner, horas depois nos chegava mensagem de protesto, acompanhada da reprodução do trecho do apresentador:


‘É isso, considerado; e a emissora, que tenta reescrever sua história e aparecer até como grande defensora das Diretas Já, não dá a menor bola para as falhas da Memória Globo. Entenda-se!’


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Torta de chocolate


Piadinha politicamente incorreta que desfila na internet com a gostosa sem-vergonhice de uma mulata de escola de samba:


Uma senhora entra numa confeitaria e pede ao balconista uma torta ‘nega maluca’.


O balconista diz à cliente que usar o nome ‘nega maluca’, hoje em dia, pode dar cadeia, em face de:


– lei affonso arinos


– lei eusébio de queiroz;


– artigo quinto da constituição;


– código penal;


– código civil;


– código do consumidor;


– código comercial;


– código de ética;


– moral e bons costumes,


– além da lei ‘maria da penha’ …


– então, meu filho, como peço a porra dessa torta?


– torta afro-descendente com problema mental, por favor…


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Sujeira na TV


Janistraquis leu aqui no C-se:


Rede TV! demite 13 funcionários


A Rede TV! demitiu na quinta (26/02) profissionais das áreas de administração e edição. O jornalismo foi afetado com a saída de seis editores de imagem. Cinco pessoas responsáveis pelo transporte, uma da limpeza e um funcionário do almoxarifado também foram demitidas.


Impressionando, meu assistente inferiu:


‘Considerado, em qualquer empresa, quando se demite um funcionário da limpeza é porque ocorreu inexplicável opção pela sujeira…’


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Caminho das Índias


Janistraquis acha que ninguém na Embaixada da Índia vê a novela-das-oito-que-começa-às-nove, mas, quando isso ocorrer, vai dar um galho danado:


‘Considerado, Caminho das Índias mostra um país atrasado, ignorante, burro, dominado por superstições que inexistem até nesse interiorzão do Brasil onde Lula é adorado como uma vaca indiana. Aquele Ganges é um rio imundo demais para ser tão ‘sagrado’ e os sacerdotes, a julgar pelos conceitos morais impostos a José de Abreu, são tão honestos quanto Marcos Valério.’


Abstive-me de opinar porque, embora não seja funcionário da Embaixada Indiana, também não vejo a novela.


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Troféu Nosferato


Título da coluna de Fernando Rodrigues na Folha de S. Paulo:


OPOSIÇÃO ALAVANCA DILMA


Janistraquis torceu o nariz e imediatamente inscreveu a obra entre as candidatas ao Troféu Nosferato de 2009:


‘Considerado, o título não é feio; é medonho!!! E o Fernando Rodrigues, profissional de bom gosto, deveria pedir satisfações ao autor, porque isso parece coisa de copidesque ruim.’


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Deu no Erramos


ILUSTRADA (21.FEV, PÁG. E1) O nome correto da rua de Paris citada no item ‘Mal-entendido’ do quadro ‘Cartas de (des)amor’ é Vaugirard, e não Vaurigard.


Janistraquis comentou:


‘Considerado, quem leu Os Thibault, aquele monumento da literatura universal, jamais esqueceria a Rue de Vaugirard, endereço do internato onde estudaram os amigos Jacques Thibault e Daniel de Fontanin.’


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Nota dez


Nesses tempos de ‘Caminho das Índias’, o Mestre Sérgio Augusto, melhor jornalista cultural do Brasil, escreveu no caderno Aliás, do Estadão, em artigo sobre a mania dos leilões:


(…) Vão passar no martelo quatro objetos pessoais de Mohandas Gandhi, o Mahatma Gandhi. Parece até gozação do Casseta & Planeta, mas é verdade: o ascético Gandhi, que se notabilizou por seu desapreço total a bens materiais, deixou quatro bens (um par de óculos, um relógio de bolso, uma sandália de couro e uma tigela de metal) que, nos dias 5 e 6 de março, serão leiloadas pela Antiquorum Auctioneers, em Nova York. Sob protestos do governo indiano.


Leia no Blogstraquis a íntegra do texto que tanto informa quanto diverte.


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Errei, sim!


‘SHOWS DE ANIMAIS — Indignado, o leitor Marcelo Rodrigues Teixeira, de Jacarezinho (PR), envia recorte de O Estado do Paraná. Ali, a páginas tantas, alardeava-se um despacho da sucursal de Santo Antônio da Platina, no qual brilhava este autêntico penduricalho da sintaxe:


‘A coordenação da 22ª Exposição-Feira Agropecuária e Industrial do Norte Pioneiro espera a comercialização de 500 animais, entre equinos e bovinos (…) Entre os animais contratados para os shows constam nomes de projeção nacional como as cantoras Joana, Sula Miranda e Beth Guzo; o ator e cantor Almir Sater; o grupo Ginga Pura e a dupla Gian e Giovane’.


Marcelo acha que o jornal faltou com o respeito aos artistas porém Janistraquis não concorda:


‘Considerado, se o Estadão de Curitiba quisesse mesmo avacalhar, não teria chamado Gian e Giovane de dupla, mas de parelha’. Tem certa lógica.’ (abril de 1994)


Colaborem com a coluna, que é atualizada às quintas-feiras: Caixa Postal 067 – CEP 12530-970, Cunha (SP), ou japi.coluna@gmail.com.


(*) Paraibano, 66 anos de idade e 46 de profissão, é jornalista, escritor e torcedor do Vasco. Trabalhou, entre outros, no Correio de Minas, Última Hora, Jornal do Brasil, Pais&Filhos, Jornal da Tarde, Istoé, Veja, Placar, Elle. E foi editor-chefe do Fantástico. Criou os prêmios Líbero Badaró e Claudio Abramo. Também escreveu nove livros (dos quais três romances) e o mais recente é a seleção de crônicas intitulada ‘Carta a Uma Paixão Definitiva’.’


 


 


JORNALISTAS & CIA
Eduardo Ribeiro


Começa a circular a Edição Brasil do Lance


‘Brasília e Goiânia foram as cidades escolhidas para receber o mais novo projeto editorial do Grupo Lance – a Edição Brasil. Diária, nas bancas desde o último dia 17/2, ela é a mesma para as duas cidades, roda em Brasília e traz um forte material dos dez maiores clubes do País (Rio, SP e MG, onde o Lance circula com edições próprias) e mais duas páginas de noticiário local, dos clubes e torneios de Brasília e de Goiás; em condições normais, terá quatro páginas a mais do que as demais edições.


Segundo o editor-chefe, Luiz Fernando Gomes, a produção da maior parte do conteúdo é da editoria de Futebol Nacional do Lance. Ele informa que foi contratado um correspondente em Brasília, Victor Martins, e um coordenador de fechamento, Thiago Bokel, que atua no Rio, onde a edição é fechada, além de dois estagiários – todos respondem a Carlos Alberto Vieira, editor-executivo adjunto, e a Fernando Santos, editor-executivo de Mídia Impressa.


‘A Edição Brasil marca uma nova fase no processo de expansão do Lance’, informa Luiz Fernando. ‘É um movimento no sentido de atender a demandas específicas de leitores específicos. No caso de Brasília, a imensa população que sempre migrou para lá e que, desde os tempos dos peões da Novacap ao funcionalismo público atual, nunca esqueceu sua paixão clubística. Eles agora vão ter como saber das notícias esportivas da terrinha’.


A Edição Brasil faz parte de um projeto de expansão da plataforma multimídia do Grupo Lance e a ideia é que o projeto seja implantado posteriormente em outras praças, sempre com conteúdo dos clubes regionais.


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Dunga no Roda Viva


O técnico da seleção brasileira de futebol, Dunga, será o entrevistado do Roda Viva, na próxima 2ª.feira (9/2), na reestreia de Heródoto Barbeiro à frente do programa.


A chegada do ex-âncora do Jornal da Cultura ao Roda Viva marca ainda uma outra mudança importante: o programa deixará de ser ao vivo na tevê aberta para o ser na internet (IPTV Cultura), no horário das 18h30. À noite, no horário tradicional (22h10), vai ao ar pela TV Cultura a gravação.


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O adeus a Pica-Pau e a Sueli Rumi


Figura lendária do rádio brasileiro nos anos 1960 e 70, tendo apoiado em início de carreira nomes como Elis Regina e João Gilberto, morreu nesta última 6ª.feira (27/2), de insuficiência cardíaca e renal, no Instituto do Coração do Hospital das Clínicas (SP), onde estava internado, Walter Silva, o Pica-Pau, que até dezembro passado apresentou o programa Acervo Walter Silva, na Rádio Cultura.


Demitido da Cultura no final do ano, já com a saúde abalada e sem uma estabilidade financeira, sua situação se agravou a partir de então e culminou com sua morte agora.


Pica-Pau era dono de importante acervo da música popular brasileira e foi descobridor de inúmeros talentos.


Militante, foi também diretor do Sindicato dos Jornalistas em 1975, tendo recebido, no ano 2000, o Prêmio Vladimir Herzog. Tinha 75 anos e era cardiopata. Seu corpo foi enterrado sábado (28/2), no Cemitério Santo Amaro, depois de ser velado na Câmara Municipal de São Paulo. A missa de 7º dia será nesta 5ª.feira (5/3), às 18h30, na Paróquia de N. Sra. Aparecida, no largo de Moema.


A tristeza da semana se estendeu com o falecimento nesta 2ª.feira (2/3), aos 55 anos, de falência múltipla de órgãos, de Sueli Rumi Nakatsui, que atuava na assessoria da Abraciclo, além de prestar serviços voluntários para a ONG Futurong. Ela teve passagens por veículos como MotoJornal, revistas 4×4 & Pickup, Super Auto, entre outros, e, na área de assessoria, fez trabalhos para Yamaha, Kawasaki, KTM, Federação Paulista de Motociclismo, Secretaria Municipal dos Transportes, Fundação Abrinq e esportistas ligados a aventura.


Sueli tinha o projeto de escrever um livro chamado As oito vezes que subi o Everest, no qual falaria de oito clientes seus que conseguiram ou tentaram chegar ao topo do monte, já que mesmo não conhecendo a montanha dava conselhos para os aventureiros de como melhor a explorar. Deixa uma filha, Camila, que por influência da mãe formou-se em Ecoturismo e Esportes de Aventura no Canadá.


(*) É jornalista profissional formado pela Fundação Armando Álvares Penteado e co-autor de inúmeros projetos editoriais focados no jornalismo e na comunicação corporativa, entre eles o livro-guia ‘Fontes de Informação’ e o livro ‘Jornalistas Brasileiros – Quem é quem no Jornalismo de Economia’. Integra o Conselho Fiscal da Abracom – Associação Brasileira das Agências de Comunicação e é também colunista do jornal Unidade, do Sindicato dos Jornalistas Profissionais do Estado de São Paulo, além de dirigir e editar o informativo Jornalistas&Cia, da M&A Editora. É também diretor da Mega Brasil Comunicação, empresa responsável pela organização do Congresso Brasileiro de Jornalismo Empresarial, Assessoria de Imprensa e Relações Públicas’


 


 


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