Segunda-feira, 23 de Setembro de 2019
ISSN 1519-7670 - Ano 19 - nº1055
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Comunique-se

18/08/2009 na edição 551

AMEAÇA

Comunique-se

Fotógrafo da Folha diz ter sido ameaçado por seguranças da Universal

‘O repórter fotográfico da Folha de S. Paulo, Luiz Carlos Gomes, conhecido como Apu Gomes, afirma ter sofrido ameaças de seguranças da Igreja Universal do Reino de Deus, na madrugada desta sexta-feira (14/08), que o impediram de fotografar a sede da Igreja, no bairro de Santo Amaro, na capital paulista.

De acordo com Gomes, três seguranças se aproximaram quando tirava fotos na calçada em frente à igreja. Um deles perguntou o que ele estava fazendo ali e afirmou que não deveria tirar fotos. ‘Disse que não estava entendendo nada, aí o segurança falou que ‘agora’ a gente iria entender. Foi quando ele falou que se não saíssemos dali iria encher nosso carro de bala’. Segundo Gomes, o segurança deixou as mãos dentro da blusa para simular que estava armado.

Durante a abordagem dos seguranças, uma viatura da Polícia Militar (PM), passou pelo local. Gomes pediu que parasse e explicou a situação. ‘Ele me disse que não podia fazer nada. Que o máximo que poderia fazer é me levar para a delegacia, que o cara (segurança) era policial também’. O fotógrafo ainda afirmou que a polícia havia presenciado o flagrante e que por isso poderia ser testemunha do caso. ‘Se eu for até a delegacia vou ser testemunha do cara porque ele é policial também, ele ainda vai te processar e arrancar uma grana de vocês’, declarou o policial, segundo Gomes.

Após o incidente, Gomes e o motorista da redação se dirigiram ao 11º Distrito Policial (Santo Amaro), e registraram boletim de ocorrência por atentado contra a liberdade de trabalho. ‘Contei toda a história, mas o delegado registrou apenas o caso do segurança, não escreveu nada no boletim sobre os policiais. Aí voltei a falar dessa parte, mas só colocaram uma observação no pé do boletim’, contou o fotógrafo.

A Igreja Universal, por meio de assessoria, afirmou desconhecer o caso.’

 

INTERNET

Rafael Menezes

Proibido na ESPN dos EUA, Twitter é ferramenta de trabalho no Brasil

‘No início do mês, a ESPN dos Estados Unidos proibiu os seus funcionários de utilizarem mídias sociais, principalmente o Twitter. A medida foi tomada para evitar vazamentos de informações internas e preservar a credibilidade do veículo. ‘Se você não pode dizer no ar ou escrever em sua coluna, não twitte’, diz o comunicado enviado aos funcionários.

O Twitter virou uma febre na internet, a interação simultânea entre os usuários e seus seguidores faz com que as e informações circulem pela rede rapidamente, já que não é possível inserir textos longos.

Post do presidente do Galo sobre parceria.

Muitas pessoas aderiram à ferramenta, entre elas profissionais do meio esportivo. Clubes e dirigentes do futebol têm utilizado o Twitter para das informações importantes. É o caso do presidente do Atlético-MG, Alexandre Kalil, que usa seu perfil para dar notícias sobre o clube. ‘Toda notícia importante que eu tiver eu vou dar no Twitter’, afirma Kalil, que já tem mais de 11 mil seguidores.

O Twitter e o furo jornalístico

A questão é: a chegada do Twitter acaba com o ‘furo’, uma vez que a informação sai direto da fonte e chega ao público. ‘Embora a ferramenta seja uma novidade, se o clube ou a pessoa usa o Twitter como fonte oficial, ele serve como um comunicado oficial. Isso não elimina o furo, o jornalismo. Porque a fonte não prioriza esse ou aquele jornalista’, afirma Paulo Vinícius Coelho, comentarista do canal ESPN, que já tem mais de nove mil seguidores em seu perfil.

Página do Twitter do Santos.

Relacionamento com a fonte

Para o apresentador da ESPN Everaldo Marques, que possui mais de dois mil seguidores no Twitter, a ferramenta facilita o relacionamento entre o jornalista e a fonte.

‘Minha maior motivação em entrar no Twitter é ter acesso a uma coisa inacessível. Porque às vezes, o entrevistado está ocupado e assim que ele tem um tempo, coloca informações no Twitter que ninguém tem. As pessoas que sigo são as que podem contribuir no meu trabalho e acabam se tornando fonte de informação’, diz Marques.’

 

CENSURA

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Justiça não acolhe recurso do Estadão contra decisão de desembargador

‘O Tribunal de Justiça do Distrito Federal não acolheu pedido de liminar que o Estadão interpôs contra a decisão do desembargador Dácio Vieira, que proibiu o jornal de publicar informações sobre a Operação Boi Barrica. A sentença, do desembargador Waldir Leôncio Cordeiro Lopes Júnior, da 2ª Câmara Cível do TJ, foi tomada nesta quinta-feira (13/08).

Antes de deliberar sobre o mandado de segurança, Lopes Júnior quer obter mais informações sobre o caso. Com isso, a decisão só será tomada após receber o parecer da Procuradoria de Justiça e dados sobre a decisão de Dácio Vieira, que tem um prazo de dez dias para acatar o pedido.

O mandado de segurança foi a segunda tentativa do jornal de reverter a decisão. Um outro pedido, de exceção de suspeição de Dácio Vieira, ainda não foi analisado.

Com informações de O Estado de S. Paulo.’

 

VENEZUELA

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Jornalistas são atacados em protesto na Venezuela

‘Aliados do presidente da Venezuela, Hugo Chávez, atacaram cerca de 50 jornalistas de meios independentes que cobriam ou participavam, ao lado de líderes universitários, estudantes, religiosos e membros da sociedade civil, de uma série de protestos contra a reforma da Educação do governo, na quinta-feira (14/08) em Caracas.

No ataque aos jornalistas, houve agressões com socos, chutes e pauladas em pelo menos dois pontos da cidade. Pelo menos 12 profissionais ficaram feridos, cinco deles gravemente e foram levados de ambulâncias a centros médicos.

De acordo com testemunhas, os jornalistas foram atacados quando distribuíam panfletos aos motoristas e pedestres na Avenida Urdaneta, uma das principais de Caracas. Os folhetos destacavam o artigo 50 da Lei Orgânica de Educação, atualmente em debate no Congresso, que prevê sanções aos meios de comunicação ‘que produzam terror e incitem ao ódio’. Os manifestantes também recolhiam assinaturas em favor da liberdade de expressão.

O Colégio Nacional de Jornalistas (CNJ) da Venezuela divulgou uma nota de repúdio aos ataques, denunciando ainda agressões físicas a dois cinegrafistas da Globovisión e a um da Rádio Caracas Televisión Internacional que, de manhã, cobriam na Assembleia Nacional, controlada por Chávez, a discussão sobre o projeto.

A polícia utilizou também bombas de gás lacrimogêneo para reprimir os manifestantes. Segundo o comissário da Polícia Metropolitana, Carlos Meza, as forças da ordem tiveram que ‘dissuadir’ os manifestantes porque o protesto não era autorizado.

Com informações de O Globo.’

 

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O Estado de S. Paulo

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