Sábado, 18 de Novembro de 2017
ISSN 1519-7670 - Ano 19 - nº966

ENTRE ASPAS > FIM DE SEMANA, 13 E 14/2

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16/02/2010 na edição 577

VENEZUELA
Diretor da Globovisión deixa cargo de emissora por divergências sobre Chávez

‘O empresário Alberto Ravell, diretor-geral da TV oposicionista Globovisión, anunciou ontem (11/02) sua saída do cargo. Ravell não revelou os motivos de sua renúncia, mas a imprensa local diz que teria sido causada por divergências com seu sócio, o banqueiro Nelson Mezerhane, do Banco Federal, apontado como suposto defensor de uma linha menos dura contra o presidente venezuelano Hugo Chávez.

O empresário revelou no Twitter que não havia renunciado, mas que haviam exigido sua renúncia. Apesar disso, Ravell continuará com sua participação societária na empresa. A emissora também afirmou que não será vendida e que mantém seu quadro de acionistas.

A Globovisión afirmou em comunicados que o canal ‘não se compra nem se vende’ e que não mudará a sua linha editorial. A emissora é conhecida por criticar o governo de Chávez, que a classifica de praticar ‘terrorismo midiático’.

Em abril de 2002, a Globovisión apoiou um golpe de Estado frustrado contra o presidente da Venezuela. Desde então, apenas o canal assumiu uma postura contrária ao governo, enquanto a Venevisión e a Televen passaram a ter uma linha mais favorável a Chávez. Já a RCTV perdeu a concessão de sinal aberto, em 2007, e de transmissão por cabo, no mês passado.

As informações são da Folha de S.Paulo.’

 

CANUDO
Izabela Vasconcelos

Sindicato defende filiação de jornalistas sem diploma que exerçam a profissão

‘O Sindicato dos Jornalistas Profissionais no Estado de São Paulo anunciou, em nota oficial, que pretende filiar jornalistas sem diploma, mas que exerçam a profissão. A proposta deverá ser discutida com a Federação Nacional dos Jornalistas (Fenaj).

A entidade defende que, diante do fim da exigência do diploma de jornalismo para o exercício da profissão, os sindicatos devem assumir uma posição unitária sobre o assunto. ‘Encarar esse problema é uma responsabilidade que todo dirigente deve assumir e uma posição unitária nacionalmente construída deve ser o objetivo (… ) Assim, é preciso discutir seriamente a questão da sindicalização sob as novas regras e responder aos novos desafios que a decisão do STF impôs ao movimento sindical dos jornalistas’, diz o texto.

O presidente do Sindicato, José Augusto Camargo, enfatizou que a nota é apenas uma proposta, que deverá ser discutida. ‘Essa é uma posição da diretoria do sindicato, não está em vigor. Ainda vamos discutir com a Fenaj, que orientou os sindicatos a debaterem propostas’. A reunião com a Fenaj deve acontecer no próximo mês, nela a entidade avaliará as sugestões.

O sindicato defendeu a regulamentação da profissão e a aprovação da Proposta de Emenda à Constituição (PEC), que reestabelece a obrigatoriedade do diploma superior de jornalismo, mas enfatiza que a entidade deve lutar pela categoria e pelas condições de trabalho de toda classe.

‘Outro ponto central em nossa reflexão é a compreensão de que a função básica de um sindicato é a defesa das condições de trabalho de uma categoria profissional diante da exploração patronal’.

O sindicato afirma que ‘qualquer posição adotada não pode negligenciar a necessidade da manter a dignidade da profissão e impedir que indivíduos procurem obter vantagens da condição de ‘jornalista’.

A entidade defende que, de acordo com seu Estatuto, a categoria deve ser organizada. ‘Concluímos que cabe ao Sindicato organizar toda a categoria profissional tal como ela é neste momento, trabalhando pela filiação de todos os profissionais, diplomados ou não-diplomados, que efetivamente exerçam a profissão de jornalista, unificando a categoria em defesa dos direitos, contra a precarização e o abuso das empresas’.

A nota diz que o sindicato luta para reconquistar a formação específica, mas que o momento é de união da categoria.’Chegou a hora de superar a divisão e construir, juntos, o futuro quando, em razão da luta, reconquistaremos formação específica, nova Lei de Imprensa e novos órgãos reguladores, sepultando definitivamente a precarização da profissão.’

 

MEMÓRIA
Jornalista Pedro França Pinto é encontrado morto

‘O jornalista Pedro França Pinto, que atuou por muitos anos como editor de Variedades do Jornal da Tarde, foi encontrado morto em seu apartamento, na manhã desta sexta-feira, por sua empregada. O corpo do jornalista foi levado ao IML e ainda não se sabe a causa da morte.

No próximo mês, Pedro França completaria 60 anos. O jornalista estudou Direito na PUC e Letras na USP. Seu início de carreira foi marcado pela cobertura do clube Palmeiras para a editoria de Esportes do JT, em 1974.

Pedro França também ocupou os cargos de editor dos cadernos de Internacional e Geral. Mais tarde, o jornalista trabalhou por 12 anos como editor de Variedades do JT, de 1976 até 1988. Depois de um período afastado da profissão, por decisão própria, o jornalista passou a viver em Santa Catarina.

Em 1995 voltou ao jornalismo, para trabalhar no grupo O Estado de S. Paulo como redator, passando pela Agência Estado, Portal estadao.com.br e Caderno 2, de onde saiu em 2007.

As informações são do jornal O Estadão de S.Paulo.’

 

BRASÍLIA
Ex-secretário de comunicação de Arruda se entrega à PF

‘O ex-secretário de comunicação do Governo do Distrito Federal Weligton Moraes se entregou à Polícia Federal nesta sexta-feira (12/02). O jornalista chegou à Superintendência Regional da PF em Brasília pouco antes das 14h. Moraes é apontado como um dos envolvidos no esquema de suborno ao jornalista Edson Santos, o Sombra, para prejudicar as investigações da Operação Caixa de Pandora.

Além de Moraes, já estão presos o governador do Distrito Federal, José Roberto Arruda, o ex-diretor de comercialização da Companhia Energética de Brasília (CEB), Haroaldo Brasil de Carvalho, o ex-secretário do GDF, Rodrigo Arantes Carvalho, e o membro do conselho do Metrô DF Antônio Bento. Todos por acusação de tentativa de suborno a Sombra.

O ex-deputado distrital Geraldo Naves (DEM) também teve a prisão preventiva decretada pelo Supremo Tribunal de Justiça (STJ). Naves tem até o fim do dia para se entregar. Caso não procure a PF, será considerado foragido.

As informações são do Correio Braziliense.’

 

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