Sexta-feira, 17 de Novembro de 2017
ISSN 1519-7670 - Ano 19 - nº966

ENTRE ASPAS > FIM DE SEMANA, 27 E 28/3

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30/03/2010 na edição 583

LUTO
Izabela Vasconcelos

Armando Nogueira era o ‘Pelé do jornalismo esportivo’, diz Milton Neves

‘Conhecido por suas crônicas e criações no jornalismo, Armando Nogueira, que morreu nesta segunda-feira (29/03) no Rio de Janeiro, é descrito pelo jornalista Milton Neves como o ‘Pelé do jornalismo esportivo brasileiro’. ‘O Armando foi responsável pela introdução da poesia no futebol. Ninguém definiu Mané Garrincha melhor que ele. Morreu o Pelé do jornalismo esportivo brasileiro’, declarou o apresentador do programa Terceiro Tempo.

O cronista

Para o jornalista Juca Kfouri, colunista da Folha de S. Paulo, Armando foi um dos últimos cronistas do Brasil. ‘O que mais marcou nele foi a delicadeza no trato de tudo, um extremo rigor na língua portuguesa. Eu diria que ele foi um dos últimos cronistas esportivos do Brasil’, descreveu.

Amizades

Além de sua contribuição para o jornalismo brasileiro, Cleber Machado, narrador da TV Globo e apresentador do SporTV, diz que a pessoa de Armando marcou muito sua vida. ‘Além de todas as contribuições dele no rádio, na TV, e em jornais, o que marcou foi a minha relação com ele, a pessoa generosa dele. Depois dele ter passado por tudo, com 80 anos, foi muito bom conversar, dar risada com ele. A nossa relação de amizade começou na Copa de 2006, antes eu só o conhecia como diretor’, afirmou.

O locutor Silvio Luiz, contratado pela Rede TV em 2009, lembra que, apesar de algumas diferenças de estilo, conseguiu cativar Nogueira. ‘Sei que não gostava muito da minha maneira de transmitir, achava que o futebol é coisa mais séria, até ter sido meu comentarista em um amistoso a Seleção Brasileira nos Estados Unidos. Nunca me diverti tanto, disse ele depois do jogo. Tirei um baita peso da consciência’, relembrou em seu blog.

William Bonner, âncora do Jornal Nacional, criado por Armando, declarou ao G1 que o jornalista foi o responsável por sua estreia na Globo, em 1986, e o ensinou a fazer telejornalismo.

A carreira

Armando Nogueira foi diretor da Central Globo de Jornalismo de 1966 a 1990, e criador do Jornal Nacional e do Globo Repórter. Iniciou sua carreira jornalística em 1950, no jornal Diário Carioca, onde foi repórter, redator e colunista. O jornalista também passou pela Revista Manchete, O Cruzeiro, Jornal do Brasil, Rede Bandeirantes, SportTV e Rádio CBN. Armando foi vítima de um câncer, e passava por tratamento desde 2007, quando descobriu a doença.’

 

João Roberto Marinho lamenta morte de Armando Nogueira, um ‘amigo espirituoso’

‘Em nota divulgada para a imprensa, o vice-presidente das Organizações Globo, João Roberto Marinho, lamentou a morte do jornalista Armando Nogueira, um ‘amigo espirituoso’, que trabalhou na emissora entre 1966 e 1990, liderando ‘a equipe que criou a linguagem do telejornalismo que conhecemos hoje’.

‘Foram 24 anos de uma colaboração estreita primeiro com meu pai, Roberto Marinho e, depois, também comigo e meus irmãos, Roberto Irineu e José Roberto. Foi um período muito rico, em que Armando atuou ativamente para que o jornalismo televisivo ganhasse rigor e, por isso, relevância’, diz a nota.’

 

CANUDO
Izabela Vasconcelos

Fenaj decide pela sindicalização apenas de diplomados

‘A Federação Nacional dos Jornalistas (Fenaj) manteve sua posição de que os sindicatos não devem filiar jornalistas sem graduação específica, em reunião com 28 dos 31 sindicatos da categoria, no último sábado (27/03), em Brasília.

‘Decidimos manter os procedimentos anteriores a decisão do STF, de não filiar jornalistas sem diploma, mas sugerimos que os sindicatos deliberem amplamente com a categoria e tragam propostas que serão remetidas ao 34º Congresso Nacional dos Jornalistas, em agosto, quando o martelo será batido’, explica o presidente da entidade, Sérgio Murillo de Andrade.

Os sindicatos de Santa Catarina e São Paulo optaram pela filiação de jornalistas sem diploma, mas terão que adotar a orientação dada pela Fenaj. O presidente da entidade catarinense, Rubens Lunge, informou que irá discutir com o conselho quais serão os procedimentos adotados após a orientação da Fenaj, pois já foram sindicalizados dez não-diplomados no estado.

O presidente do sindicato paulista, José Augusto Camargo, informou que continua defendendo a sindicalização de não-diplomados. ‘Vamos voltar a defender a filiação de jornalistas não-diplomados, mas continuar com as discussões’.’

 

TRIBUNAL
Extinção da Lei de Imprensa não afeta decisões transitadas em julgado

‘A Procuradoria-Geral da República (PGR), em parecer entregue ao Supremo Tribunal Federal (STF), entende que o reconhecimento da inconstitucionalidade da Lei de Imprensa não altera decisões já transitadas em julgado. O entendimento foi em resposta a uma ação em que a revista Veja questiona a necessidade de cumprir uma decisão tomada antes da declaração de inconstitucionalidade da lei.

O parecer, assinado pelo procurador-geral Roberto Gurgel e entregue ao STF na última quinta-feira (25/03), é favorável ao ex-secretário-geral de Presidência no governo FHC, Eduardo Jorge Caldas Pereira. Ele reclama que a Veja se recusa a cumprir decisão já transitada em julgado.

A revista foi condenada a pagar R$ 150 mil em indenização e publicar a sentença condenatória. A condenação foi em 2005 e transitou em julgado em fevereiro do ano passado, antes da declaração de inconstitucionalidade da Lei de Imprensa.

A Justiça determinou a execução da pena, mas a Editora Abril ajuizou uma reclamação no STF, alegando que a decisão desrespeitou a declaração de inconstitucionalidade da Lei de Imprensa.

A advogada de Eduardo Jorge, Ana Luisa Rabelo Pereira, argumentou que a Lei de Imprensa não foi sequer mencionada na ação. Ela foi baseada na Constituição Federal e no Código de Processo Civil.

A PGR acatou os argumentos apresentados pela parte do ex-secretário. ‘O único tema ainda objeto de discussão era o da necessidade ou não de intimação pessoal da reclamante para o cumprimento da obrigação, já assentada de modo definitivo, de publicar na revista impressa o conteúdo do julgado condenatório (…). Nenhuma ofensa pode haver cometido a decisão reclamada, assim, aos termos do decidido por essa Corte Suprema na ADPF 130’.’

 

GAFE
Roberto Jefferson publica artigo plagiado na Folha

‘O filósofo Olavo de Carvalho acusa o presidente nacional do PTB, Roberto Jefferson, de ter plagiado um texto seu e publicado na Folha de São Paulo no dia 19/03. Jefferson se defendeu, e disse que o texto foi enviado por um amigo, com sendo seu.

De acordo com Carvalho, o artigo ‘Pensem nisso’, publicado no Diário do Comércio, foi reproduzido pelo político com o nome ‘São ideológicos, por isso corrompem’ (para assinantes da Folha), e veiculado na Folha no último dia 19/03.

Carvalho ficou sabendo do plágio por e-mails de seus leitores e logo procurou o jornal para esclarecer o caso. ‘Se alguma vez concordei em gênero, número e grau com alguma opinião do senhor Roberto Jefferson foi no último dia 19, ao ler nesta Folha o seu artigo ‘São ideológicos, por isso corrompem’. Nada tenho a acrescentar ou a modificar nesse texto, pela simples razão de que é um plágio do meu artigo ‘Pensem nisso’, publicado pelo Diário do Comércio de 05/01 e reproduzido desde então no meu site…’, informou o filósofo no Painel do Leitor.

Roberto Jefferson alega que não plagiou o texto e informa ainda que o artigo lhe foi enviado por um amigo. ‘Fui induzido ao erro por um antigo colaborador que me enviou o texto como seu. Subscrevi as ideias, porque comungava com elas (quem leu o texto na íntegra verá que não são absolutamente iguais). Mesmo assim, peço desculpas ao professor e à Folha pelo lamentável equívoco’. A assessoria do político também diz que Roberto chegou a encaminhar o texto subscrito para o amigo, que aprovou o conteúdo para a publicação.

O artigo de Jefferson possui os primeiros quatro parágrafos praticamente idênticos ao texto de Carvalho. O restante foi modificado, mas o argumento é o mesmo.

Carvalho não se convenceu com os argumentos do presidente nacional do PTB. ‘A explicação que ele me deu do amigo não me convenceu muito. Além disso, os acréscimos não desconfiguram o plágio’, declarou.

O filósofo ainda estuda se irá ou não entrar com uma ação contra Roberto. ‘Tenho um advogado que está estudando o caso, se é viável ou não. Não fiquei ofendido com a situação, é só uma questão legal’, esclareceu.

A direção da Folha ainda não definiu se publicará novos artigos do político no veículo.’

 

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