Terça-feira, 10 de Dezembro de 2019
ISSN 1519-7670 - Ano 19 - nº1066
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ENTRE ASPAS >

Cora Rónai

21/06/2005 na edição 334

‘Assim como, no outro dia, no auge da crise, o presidente Lula confessou que o que realmente o fez sofrer foram os angustiantes minutos do jogo contra a Argentina, eu confesso que, durante todo o depoimento do deputado Roberto Jefferson, o que realmente mexeu comigo foi a rapidíssima referência que ele fez ao blog do Noblat; mais precisamente, ao ‘blig’ do Noblat, posto que assim se chamam os blogs do IG. Uma referência comum, normal, como a referência a qualquer outra forma de comunicação bem conhecida, como rádio, jornal ou televisão.

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Fiquei encantada. Como nerd, como blogueira de primeira hora, como leitora de blogs e crente incondicional do blog como ferramenta de democracia e de comunicação, a idéia de que um deputado já possa se referir a um blog sem precisar explicar à nação o que ele é me encheu de orgulho e de contentamento: chegamos lá!

É claro que teria sido mil vezes melhor ver esta maravilha da internet ser alçada ao centro da vida política brasileira em circunstâncias mais nobres e através de um arauto com melhores antecedentes e maior credibilidade; se eu pudesse escolher, certamente preferiria o outro Jefferson, o Peres, que é uma figura digna e correta – mas também não se pode ter tudo…

Afinal, há um ou dois anos era quase impossível encontrar esta palavra, blog, sem um parênteses ao lado, explicando que, apesar da fama de diários de adolescentes, blogs também são usados por não-adolescentes para fins eventualmente sérios. Nos EUA eles chegaram à maturidade naquele 11 de setembro de horrenda memória; no Brasil são discutidos há tempos e, aqui no GLOBO, já foram até incorporados à nossa edição online. Ainda assim, acho que a referência no depoimento do deputado – feita num momento histórico, para um país paralisado diante da TV, e consagrada nas áreas de comentário – pode ser considerada um marco.

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Nos blogs mais populares, as áreas de comentário correspondem a verdadeiras mesas de botequim virtuais, onde, todos os dias, batem ponto pessoas com interesses mais ou menos parecidos, sejam esses interesses política e economia ou cerveja e mulheres peladas. Como na ‘vida real’, é normal que, em momentos de crise, todos corram para discutir uns com os outros o que está acontecendo.

A dinâmica das áreas de comentários é curiosa: como em qualquer botequim de esquina, as pessoas vão se conhecendo aos poucos e percebendo, no bate-papo contínuo, o seu próprio potencial de comunicação. Muita gente chega tímida e fica calada por meses a fio; outros erram o tom, quebram garrafas e acabam expulsos da comunidade.

Não raro, os melhores comentaristas partem para carreiras solo, abrindo seus próprios ‘botequins’ – blogs que já nascem com uma pequena audiência cativa, e que crescem ou desaparecem de acordo com a persistência e a pauta do autor. A internet é uma rede de conversas, um mar de vozes, onde só fica sozinho quem quer. Neste burburinho incessante, o importante é não deixar a peteca cair.

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Do blog do Moreno, meu queridíssimo coleguinha da sucursal de Brasília, resumindo o depoimento do deputado Roberto Jefferson:

‘Antes de se saber se a oposição conseguiu ou não acuar o governo, fica a constatação de que o próprio Congresso, os partidos e a política em geral saíram perdendo. Um jogo feio, sujo, triste e que não dá muitas esperanças ao povo.’

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Acabou, finalmente, o julgamento do Michael Jackson. E acabou, pelo menos a meu ver, da forma certa: com a absolvição daquele pobre freak , que com certeza tem menos culpa no cartório do que uma mãe que deixa o filho na sua (dele) companhia. Pensem bem: vocês deixariam seus filhos pequenos, de qualquer sexo, em companhia de Michael Jackson?!

Tenho pena dele, que nunca teve uma vida normal e que, na verdade, nunca cresceu. Não acredito que busque a companhia de meninos por pedofilia, mas sim por uma questão de nível mental: é difícil dizer o que é Michael Jackson, mas ele definitivamente não é um adulto plenamente responsável por seus atos. Teria sido mais justo que tivesse sido processado – e ido em cana – quando apareceu expondo um bebê na janela, perigosamente; como um irmão mais velho, digamos, levaria uma bronca se fizesse isso com o mais novinho. Já quanto aos pais e mães que deixaram os filhos passar a noite em Neverland, não tenho qualquer dúvida: esses deveriam, no mínimo, perder a posse das crianças.’



Luciana Coelho

‘Britânicos criam site em que ‘feio’ não entra ‘, copyright Folha de S. Paulo, 19/06/05

Só os mais bonitos sobrevivem. Essa é a regra no BeautifulPeople.net, um website que promete levar o darwinismo ao extremo. E eles avisam: carecas, insípidos e feios estão fora. Impiedosamente.Lançado em abril último no Reino Unido -e com planos de abrir uma versão no Brasil até o fim deste ano-, o site promete ser um ‘clube de elite’ cujos membros são escolhidos por seus pares a partir de um único quesito: quão atraentes eles são.

O espelho da madrasta má de Branca de Neve não faria melhor. Só um em cada 15 candidatos, diz o site, é aprovado. E não pense que os rejeitados são necessariamente feios: a ex-Spice Girl e mulher do jogador David Beckham, Victoria, por exemplo, é citada como exemplo de alguém que não passaria pelo crivo cruel das demais ‘pessoas bonitas’.

‘As pessoas estão fartas de perder tempo e dinheiro conhecendo gente não-atraente na internet. Até agora, não havia nenhum site de relacionamentos exclusivamente para os bonitos; uma comunidade online da qual você quer que seus amigos saibam que você faz parte’, afirma Greg Hodge, diretor de marketing do site.

Um dos textos de apresentação do site acrescenta, em tom provocativo: ‘O BeautifulPeople.net pode ser considerado elitista e polêmico, mas se trata simplesmente de uma resposta direta a uma exigência do público’.

Para se afiliar, o candidato precisa ter mais de 18 anos e criar um perfil que inclua uma foto -o site recomenda que seja tirada uma especialmente para a ocasião, já que sua aprovação depende essencialmente da imagem. Peso, altura e tipo de corpo são informações obrigatórias. Nível de educação e faixa de renda, não.

Uma vez criado o perfil, ele fica exposto por três dias recebendo os votos dos demais membros do site. Embora se tenha acesso a todas as imagens, só é possível avaliar gente do sexo oposto.

Robert Hinze, o fundador do site, aponta para o processo de votação como a razão do sucesso de sua idéia. ‘Se você sempre quis saber quão atraente você é e é suficientemente corajoso para encarar a verdade, você não precisa procurar por mais nada.’

Trata-se, promete o site, de uma democracia. Há quatro opções de voto para decidir quem fica de fora e quem entra: ‘sim, certamente’; ‘hmmm, ok’; ‘hmmm, acho que não’; e ‘de jeito nenhum’.

Uma espécie de termômetro aparece em cima da foto da pessoa mostrando se até o momento seus pares a aprovam ou não. Para aumentar a ansiedade do candidato, há um cronômetro registrando quanto tempo ainda lhe resta de escrutínio público.

Auto-estima

Se a idéia é ter suas qualidades estéticas avalizadas para alimentar a auto-estima, pense duas vezes. Uma visita ao site mostra que a maioria dos candidatos acaba na parte mais baixa da escala, dividida entre vermelho (rejeitados) e verde (aprovados).

Fora o impiedoso critério de aprovação, o site não difere muito de outras redes de relacionamento online. Lista eventos e contatos de outros membros, promove listas de discussão e oferece ferramentas para o envio de recados e mensagens instantâneas. ‘Os membros podem ter certeza de que serão eventos aos quais só gente bonita de verdade comparecerá’, sugere o site.

Depois de votado, para ter acesso ao site, há um preço a ser pago (em libras, não em atributos estéticos): a assinatura de um ano, a mais econômica, custa cerca de 70 libras (cerca de R$ 380) -a de 14 dias sai 9,95 libras (R$ 55).

Os benefícios, promete o BeautifulPeople.net, vão além de arrumar amigos e namorados bonitos. O site seria, segundo seus administradores, visitado freqüentemente por olheiros de modelos, e membros da rede podem receber propostas de produtoras de cinema e de comerciais que procuram figurantes.

Na Dinamarca e na Suécia, os outros dois países onde a rede já está em funcionamento, o BeautifulPeople.net já virou um celeiro de participantes de reality shows.

A rede conta hoje com 3.825 membros e mais 15.099 candidatos. As mulheres têm uma notória maioria: elas são 3.002, e eles, 823. O site alardeia que fazer parte do seleto grupo é tão prestigioso quanto fazer parte da Mensa, a também elitista associação da qual só participa gente cujo QI fica na faixa dos 2% mais altos entre a população.

‘[Charles] Darwin ficaria orgulhoso de ver que achamos um meio perfeito de garantir a sobrevivência do mais apto’, diz Hodge, o diretor de marketing, misturando a teoria da evolução das espécies proposta pelo naturalista britânico do século 19 com uma máxima da sociedade contemporânea e seu culto à aparência e ao ego, que tem na internet uma ferramenta poderosa. ‘Não se trata de quem você é ou de quem você conhece, mas de como você parece e de como se apresenta.’’



PUBLICIDADE

O Estado de S. Paulo

‘Disputa chega à publicidade e vira batalha de liminares ‘, copyright O Estado de S. Paulo, 19/06/05

‘A disputa pelo mercado de reposição de pneus chegou à grande mídia recentemente, quando a Associação Nacional da Indústria de Pneumáticos (Anip) e a BS Colway travaram batalha de liminares, uma censurando campanha publicitária da outra. Na semana passada, a BS Colway voltou à tona com campanha publicitária em que divulga preços dos produtos e mantém a informação de que se trata de produto novo, classificação vista pela Anip como propaganda enganosa.

‘A empresa pode vender seu produto, mas precisa esclarecer ao consumidor tratar-se de pneu usado que passou por reforma’, critica Vilien Soares, diretor geral da Anip. Na nova campanha, a Colway anuncia pneus 175/65 R14 (usado, por exemplo, no Peugeot 206) a R$ 145 e o 205/60 R15 (do CrossFox) a R$ 185. Na rede DPaschoal, que só opera com produtos originais da Goodyear, esses produtos custam, respectivamente, R$ 205 e R$ 342. ‘Atender as exigências tecnológicas e a alta qualidade exige preço diferenciado’, justifica Soares, ressaltando ainda que a matéria-prima para a produção, como a borracha, tem preços internacionais.

A Associação Brasileira da Indústria de Pneus Remoldados (Abip), entidade criada e presidida por Francisco Simeão, e a Associação Brasileira do Segmento de Reforma de Pneus (ABR) defendem a liberalização da importação de carcaças, mas só como matéria-prima. ‘Elas devem ser usadas exclusivamente na reforma, e não ser revendidas como pneu meia-vida’, diz o diretor executivo da ABR, Germano Julio Badi.

Um pneu usado é importado por cerca de R$ 3, e depois revendido a R$ 70 ou R$ 80, calcula a Anip. O diretor de qualidade da Pirelli, Frederico Muraro, diz já ter flagrado, em lojas de bairro, pneus próprios para se rodar na neve. ‘Isso é um perigo para um local quente como o Brasil.’

Em meio à polêmica, o Brasil terá de enfrentar a União Européia, que promete denunciar o País na Organização Mundial do Comércio (OMC) por causa de barreiras à entrada de pneus reformados.’



TV DIGITAL

Antonio Brasil

A TV digital e a revolução das imagens‘, copyright Comunique-se (www.comuniquese.com.br), 17/06/05

‘Como será a nova televisão digital no Brasil? As novas plataformas digitais vão conseguir evitar a decadência do meio televisivo? Qual será o papel do governo na implantação dessa nova televisão? Afinal, TV digital significa as mesmas e velhas ‘baixarias’ televisivas agora com imagens de alta definição?

Para tentar responder a perguntas como essas, acontece no Rio de Janeiro, nesta sexta-feira, o Simpósio Internacional de TV Digital (ver Erro! A referência de hyperlink não é válida.) .

Promovido pelo Instituto de Estudos de TV e sob direção do jornalista e diretor de TV Nelson Hoineff, o simpósio vai reunir alguns dos maiores especialistas do mundo nas áreas de migração tecnológica e desenvolvimento de modelos de conteúdos específicos para a televisão digital. Entre diversos convidados, aproveito para recomendar a palestra do meu colega no departamento de jornalismo da Rutgers, The State University of New Jersey, o Prof. John Pavlik. Ele vai apresentar suas pesquisas mais recentes sobre conteúdo para TVs digitais, The Situated Documentary: a new approach to storytelling in the digital domain.

Como serão os telejornais em uma TV digital?

Na mesma semana, estou lançando mais um livro, ‘A Revolução das Imagens – Uma nova proposta para o telejornalismo na Era Digital’, pela Editora Ciência Moderna (ver aqui). Não se trata de mais um livro sobre a teoria da comunicação ou do jornalismo. O objetivo é discutir o conteúdo específico das novas tecnologias como a própria TV Digital. Proponho alternativas de linguagens comunicacionais para plataformas digitais.

Defendo uma melhor compreensão do poder das imagens na busca de um conhecimento mais apropriado para os nossos tempos. Entre a imagem e a palavra, acredito em uma nova opção pela ‘escrita ideográfica’, uma linguagem audiovisual que incorpora palavras, imagens, sons, gráficos e todos os recursos disponíveis para uma comunicação mais eficiente.

Uma comunicação que não tenha medo do poder das imagens e dos recursos audiovisuais. Em relação ao telejornalismo, deveríamos aproveitar essa oportunidade digital para criarmos novos conteúdos, novos telejornais com menos blá-blá-blá, menos rádio com imagens e mais televisão. A era digital pode contribuir para finalmente desenvolvermos uma linguagem televisiva.

Arquivos digitais com telejornais

Em breve, essa mesma linguagem vai nos ajudar a localizar preciosos documentos audiovisuais já disponíveis nas redes digitais. Na Revolução das Imagens também proponho um acesso público e livre aos arquivos dos nossos telejornais.

Não consigo entender por que podemos acessar qualquer jornal brasileiro de qualquer época em bibliotecas públicas e não podemos assistir aos telejornais de ontem em qualquer lugar do Brasil. Nossos telejornais enquanto memória histórica fundamental para compreensão do nosso passado e presente ainda são reféns de arquivos privados. Tente um dia pesquisar a nossa história recente através dos nossos telejornais para sentir na pele as dificuldades.

Considero a inexistência de arquivos públicos com telejornais um preconceito contra a imagem e contra a televisão. Uma distorção perigosa, um preconceito contra as imagens e contra os telejornais enquanto importantes documentos históricos.

O acesso livre à nossa memória televisiva é questão fundamental e estratégica para a preservação da democracia no Brasil.

TV Digital ou TV na Internet?

Em vez de bancar mais uma aventura tecnológica para privilegiar os mesmos donos das nossas TVs, deveríamos exigir políticas governamentais que garantissem o acesso público aos nossos telejornais e à própria televisão. Proponho uma alternativa digital: a criação de milhares de TVs comunitárias na Internet. Isto sim seria uma Revolução das Imagens, da TV e da Informação.

Por último, gostaria de incluir e agradecer a preciosa apresentação de Nelson Hoineff à Revolução das Imagens.

O que se pode explicar de uma imagem

Quem quer que já tenha se deparado com a necessidade de utilização de imagens previamente produzidas para a construção de um novo produto, sabe a importância de instrumentos que permitam classificar adequadamente essas imagens. A dificuldade de localizar tais instrumentos deve-se a muitos fatores, em particular à multiplicidade de leituras existentes em cada imagem. Já nos primeiros momentos do cinema demonstrava-se que a mesma expressão facial, por exemplo, ganha sentidos diametralmente opostos, dependendo das imagens que a precedem e, portanto a contextualizam.

A imagem nunca é absoluta. Sua construção é fruto de uma grande complexidade e as informações nela contidas espalham-se numa rede interminável de significados. Essas constatações simples já bastariam para sugerir a dificuldade de se encontrar códigos que determinem o que está contido em cada imagem e no que é necessário sabermos para resgatá-la com o fim de a re-arranjarmos em contextos muitas vezes distintos daqueles sob os quais ela foi originalmente arquivada.

Recentemente, plataformas digitais passaram a permitir, por um lado, o radical processamento e transformação das imagens captadas; por outro a construção de mecanismos de busca atrelados a sofisticadas formas de catalogação e pesquisa – que há muito remeteram ao cotidiano a possibilidade da identificação de milhões de ocorrências em frações de segundo.

Resolver a questão do armazenamento e recuperação de informações puramente visuais depende então de um entendimento amplo da complexa estrutura da própria imagem e do que é capaz de lhe conferir importância, bem como da tecnologia capaz de dar suporte às nossas necessidades. Uma coisa não pode ser feita sem outra. É, portanto um desafio que perpassa diversos campos do conhecimento.

Neste livro, Antonio Brasil persegue um objetivo claro: o de propor um método que permita ao usuário a classificação de informações visuais, a partir de critérios muito mais eficazes – e menos frágeis – que a simples descrição dessas imagens por palavras. O autor se concentra nas imagens captadas da realidade pelo trabalho do telejornalismo e propõe então ao construtor de imagens jornalísticas uma ferramenta que pode mudar significativamente o seu método de trabalho de forma análoga a que a Internet, por exemplo, mudou quase instantaneamente toda as nossa forma de pesquisa. Se esse objetivo for alcançado na prática, será enorme a extensão de seus benefícios para os produtores e difusores de informação jornalística – e naturalmente para os consumidores de toda essa informação.

Para descrever seu método, o autor caminha por três vertentes distintas. Inicialmente, conceitua com clareza e grande riqueza de citações a própria imagem; busca estabelecer sua importância e as muitas formas em que ela é apreendida por diversas culturas. A seguir, detém-se na natureza dos mecanismos existentes de catalogação e recuperação de imagens, uma abordagem técnica mas necessária para situar o leitor. Finalmente, descreve com detalhes a sua proposta de modelo. Faz isso na primeira pessoa, num tom pedagógico que não somente facilita o entendimento do leitor como o torna parceiro dessa busca.

No universo do telejornalismo prevalece o conhecimento empírico, a hegemonia da prática sobre teorizações que muitas vezes parecem passar ao largo do seu objeto. Antonio Brasil, um jornalista com larga experiência em redações de TV, mas também um professor de comunicação voltado para a pesquisa acadêmica e a permanente procura por meios novos de expressar e desenvolver a prática jornalística, busca neste volume aproximar as duas coisas. Ao mesmo tempo em que reflete sobre a natureza da matéria-prima do trabalho telejornalístico, detém-se de forma responsável sobre a frágil maneira pela qual tentamos inutilmente colocar em palavras aquilo que as palavras são insuficientes para descrever.

Antonioni dizia que um filme que pode ser explicado por palavras não é um filme. Brasil tenta demonstrar, e faz isso com brilhantismo, que palavras não podem explicar senão uma pequena fração do que contém uma imagem – e isso é francamente insuficiente para quem precise usar a imagem jornalística de maneira consistente para a construção de um novo texto visual.’

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