Domingo, 23 de Setembro de 2018
ISSN 1519-7670 - Ano 19 - nº1005
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ENTRE ASPAS > QUARTA-FEIRA, 7/5

CPI encontra mais de 500 pedófilos no Orkut

Por Leticia Nunes (seleção de textos) em 08/05/2008 na edição 484

Leia abaixo a seleção de quarta-feira para a seção Entre Aspas.


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O Estado de S. Paulo


Quarta-feira, 7 de maio de 2008


INTERNET
O Estado de S. Paulo


CPI acha mais de 500 pedófilos no Orkut


‘A CPI da Pedofilia encontrou mais de 500 pedófilos, brasileiros e estrangeiros, entre as páginas do site de relacionamento Orkut examinadas pela comissão parlamentar de inquérito. A informação foi dada ontem pelo presidente da CPI, senador Magno Malta (PR-ES).


O site de busca Google, proprietário do serviço, entregou no dia 23 DVDs com o conteúdo dos 3.261 álbuns privados do Orkut que haviam sido solicitados pela CPI para a quebra de sigilo telemático. As páginas supostamente abrigavam fotos de pedofilia que foram alvo de denúncias e estavam protegidas por uma ferramenta de bloqueio. O mecanismo permite que apenas pessoas autorizadas pelo dono da página tenham acesso ao conteúdo.


Malta disse ainda que vai sugerir modificações na legislação penal para coibir a pedofilia e pedir prioridade na votação desses projetos. O senador quer ainda o apoio do presidente Luiz Inácio Lula da Silva para todas as mudanças.


Em depoimento no fim de abril, o juiz Rinaldo Barros defendeu que a exploração de crianças e adolescentes seja considerada um crime hediondo e a pena seja elevada. Ele sugeriu ainda mudanças no Estatuto da Criança e do Adolescente, para que fique mais clara a definição de prostituição.


De acordo com o juiz, no artigo referente à exploração sexual (244-A da seção Dos Crimes em Espécie) devem ser incluídos os verbos induzir, atrair, facilitar, agenciar, favorecer, propiciar, incentivar, promover, aliciar ou se utilizar de qualquer modo de execução para levar criança ou adolescente à exploração sexual, ‘para que a Justiça possa efetivamente punir envolvidos com o crime de prostituição de crianças e adolescentes’.


O relator da comissão, senador Demóstenes Torres (DEM-GO), disse que a CPI vai sugerir as alterações necessárias no estatuto. ‘Como os tribunais estão entendo que esse verbo submeter é insuficiente, então nós vamos colocar todas as modalidades para que esse crime possa ser realmente punido. Vamos também elevar a pena, que hoje é de 4 a 10 anos para 10 a 20 anos, a fim de evitar o cumprimento em regime semi-aberto da pena e a transformação em crime hediondo.’


A CPI fez ontem reunião administrativa em que aprovou a tomada de depoimento de duas vítimas de pedofilia em Niquelância (GO). O relator da CPI, senador Demóstenes Torres (DEM-GO), informou ainda que foi aprovado outro requerimento, em caráter sigiloso, que poderá resultar na prisão de um pedófilo. AGÊNCIA BRASIL


PROTEJA SEU FILHO


Vigilância: deixe o computador em uma área comum, numa posição em que a tela fique visível


Aproximação: fique alerta se a criança procura esconder ou fechar uma janela na tela quando alguém se aproxima


Tempo: limite o tempo que a criança passa no computador


Conteúdo: procure saber quais sites seu filho acessa. Busquem endereços novos juntos


Filtros: use programas que filtram ou bloqueiam o acesso a sites impróprios


Conversas: peça para ler o que seu filho escreve em salas de bate-papo, MSN ou Orkut


Distância: não deixe que seu filho prefira o computador à companhia de parentes e amigos


Amizades: conheça os amigos virtuais de seu filho’


 


O Estado de S. Paulo


Yahoo diz estar aberto a conversas com a Microsoft


‘O presidente-executivo do Yahoo, Jerry Yang, disse ontem que foi a Microsoft quem deixou a mesa de negociações e que ele ainda está aberto para conversar com a fabricante de software. ‘Nós estávamos negociando uma forma de encontrar um terreno comum e, no sábado, eles decidiram desistir’, disse Yang em entrevista para a agência Reuters. ‘Eles começaram e eles desistiram.’


Perguntado se o Yahoo ainda deixa uma porta aberta para conversações, Yang disse: ‘Se eles tiverem alguma coisa nova para discutir, nós estaremos abertos. E eu estou mais do que disposto a ouvir.’


As ações do Yahoo caíram 15% na segunda-feira, após a Microsoft retirar sua oferta de US$ 47,5 bilhões pela empresa de internet. Ontem, porém, fecharam em alta de 5,54%, cotadas a US$ 25,72, com os rumores de que as duas empresas poderiam voltar à mesa de negociações. As ações da Microsoft também subiram ontem 2,13%, cotadas a US$ 29,70.


A oferta da Microsoft pelo Yahoo, anunciada em fevereiro, era de US$ 31 por ação. a Microsoft chegou a elevar essa oferta para US$ 33, mas o Yahoo manteve sua posição de não vender as ações por menos de US$ 37.


Com o fim das negociações, analistas disseram que o Yahoo pode enfrentar um grande número de processos judiciais de acionistas insatisfeitos com a intransigência da empresa. Quando a Microsoft fez a proposta de compra, as ações do Yahoo estavam na casa dos US$ 19, e há um certo temor de que os papéis voltem a esse patamar.


Yang disse que tem conversado com diversos acionistas desde sábado, e que suas reações com o fim das negociações têm sido as mais diversas, desde o desapontamento ao apoio. Yang terá de defender sua posição na próxima assembléia de acionistas da empresa, marcada para 3 de julho.


‘Há alguns que estão desapontados com o fim do negócio, mas há outros que estão provavelmente satisfeitos por não termos fechado o negócio a US$ 33’, disse. ‘O fundo do poço é que nós fomos para negociar honestamente e com boa vontade e eles foram embora. Nós não fomos embora.’Minha visão é que nós estamos seguindo em frente e eles disseram que também estão seguindo em frente’, completou.


O Yahoo tem negociado possíveis acordos com a AOL, divisão de internet do grupo Time Warner, ou a rede social MySpace, da News Corp. Além disso, o grupo testou com o Google uma parceria em propagandas nas buscas. Segundo fontes, um acordo com o Google pode ser anunciado em breve.


FIM DA HISTÓRIA


Em Londres, o presidente da Microsoft International, Jean-Philippe Courtois, disse que a empresa chegou ao ‘fim da história’ com o Yahoo e que agora irá se concentrar em sua própria e clara estratégia de evolução como líder no fornecimento de serviços de internet.


Courtois disse que a Microsoft fez uma oferta convincente, mas decidiu se retirar depois de muita discussão porque as ‘estrelas não se alinharam’. ‘Decidimos seguir em frente. Basicamente, retiramos nossa oferta e continuamos (executando) nossa estratégia de evoluir e nos tornarmos a provedora líder de serviços de internet em anúncios online, mídia, redes sociais etc’, afirmou. ‘É nisso em que a empresa vai se focar no momento.’’


 


TELEVISÃO
Francisco Quinteiro Pires


Os segredos, as artimanhas e os dramas de novela


‘Dias Gomes dizia que a telenovela ocupa no Brasil um espaço que o teatro popular nunca conseguiu ocupar. O cineasta José Roberto Sadek afirma que o forte apelo dos folhetins da TV se deve ao hábito inerente ao homem de ouvir histórias e à forte tradição oral dos brasileiros, ‘um povo que lê pouco’. Em Telenovela – Um Olhar de Cinema, que será lançado na livraria Cultura hoje, às 19 h, Sadek se aventura num campo pouco cultivado: os estudos sobre a linguagem e a dramaturgia das telenovelas. Ele se apóia em estudos sobre as narrativas clássicas do cinema para fazer o percurso.


‘O preconceito existe e não é só na academia’, ele diz. ‘Se estou tomando um café e conto que preciso sair para ver novela, sou motivo de chacota’, completa. Sadek se debruçou sobre telenovelas como O Bem Amado, América, Belíssima e Paraíso Tropical, entre outras, para entender os motivos que tornaram esse produto efêmero tão querido do público brasileiro e de outros países. Visitou os filmes O Cangaceiro, Grande Momento, Carandiru e Cidade de Deus para encontrar luzes que melhor iluminassem o entendimento da dinâmica dramática dos folhetins televisivos.


Sadek lembra que a excelência na produção do formato se deu a partir de Beto Rockefeller (1968-69), com o emprego de gírias e histórias do cotidiano. ‘Antes, eram dramalhões que se passavam em lugares longínquos.’ As TVs Tupi e Excelsior dariam lugar nos anos 70 à Rede Globo. Um sistema industrial de produção desenvolveria uma linguagem nova: ângulos de câmera e trilhas sonoras criaram maior empatia com o público. As pessoas passaram a organizar o dia em torno das telenovelas para viver outras vidas, as dos personagens. As histórias dão graça e beleza ao cotidiano, fenômeno já manifesto no Livro das Mil e Uma Noites. A fantasia interessa mais que a realidade, embora o real precise ter presença garantida para atrair o público.


Segundo o autor de Telenovela, as telenovelas não têm ‘o compromisso dramático’ de artes mais antigas, como a cinematográfica e a teatral. As inovações, neste caso, são mais fáceis. ‘A TV não tinha modelos nem padrões que dessem balizas para as criações.’ O enredo pode ter conexões incoerentes, e a margem do acaso é maior.


Tanto o cinema como a televisão estão atentos à mudança de comportamento da audiência. Hoje o público é capaz de acompanhar várias dramaturgias ao mesmo tempo. Mas tem coisa que não muda: as histórias precisam de amor, desejo e poder. ‘Isso move e comove as pessoas’, ele diz. ‘Os atos heróicos e as grandes besteiras da humanidade foram cometidos em nome do amor.’


Serviço


Telenovela – Um olhar do Cinema. De José Roberto Sadek. Summus Editorial. 152 págs., R$ 31. Livraria Cultura. Av. Paulista, 2.073, térreo, Conj. Nacional, tel. 3170-4033. Hoje, 19 h’


 


Cristina Padiglione


Tudo falso na estréia de Ciranda


‘Saudades de Padre Inácio, o adorável sacerdote de Marcos Caruso na novela que antecedeu Ciranda de Pedra na Globo. Sorte que Leandra Leal aí está, com a promessa de carregar (não roubar, que ninguém rouba o que lhe pertence) a cena na nova novela das 6 da Globo. Walderez de Barros, outra peça pronta para diluir as lágrimas de Ana Paula Arósio no novo folhetim, não deu o ar da graça na estréia. Pena.


Há um clima fake no ar e não se resume à falsidade que, sabe-se lá por que, costuma nortear produções de época, do cinema à televisão. As pessoas se metem num figurino de outros tempos e saem falando com voz empostada, postura vitoriana, como se o mundo fosse povoado pela guarda da rainha. Vá lá que primeiro capítulo de novela tenha de ser didático – é inevitável o compromisso comercial de mastigar quem é quem para ganhar a platéia antes que ela mude de canal. No caso de Ciranda, houve uma overdose.


Apesar do esforço em distinguir o temperamento das mocinhas que fazem as filhas aborrecentes de Ana Paula Arósio, elas são todas muito semelhantes. É preciso escancarar o fogo de uma, a carolice da outra e a dedicação da terceira, em frases pouco prováveis de se ouvir assim, digamos, à beira da piscina. A despeito da crueldade de se jogar em cena mocinhas tão cruas em papéis de destaque, falta marcação de cena para dar-lhes alguma segurança no ir e vir daquele largo cenário.


Corta para a tenista de Paola Oliveira, apresentada em figurino digno de capa da Boa Forma. Quem sintonizou a novela nesse instante teve a impressão de encontrar ali o intervalo. Mas não, não era comercial de margarina.


Daniel Dantas finalmente nos mete medo. Sempre boa-praça em cena, o ator não apela a muletas cênicas para se fazer intimidar. Já Ana Paula Arósio sai aos berros para expressar a dor do cárcere privado. Tomara que seja só mais um recurso necessário ao tal didatismo de primeiro capítulo. A edição foi visivelmente traçada para dispersar todo o sofrimento que espera pela mocinha no decorrer da história.


Cleo Pires, cada dia mais a cara de Fábio Jr., faz seu primeiro papel de Glória Pires, com perdão pelo rótulo de boa moça. Justiça se faça, ela e Bruno Gagliasso escapam do fake. Ah, sim, é o tal núcleo da Vila Mariana, como se os menos ricos pudessem se mexer melhor dentro de seus figurinos do que a turma abastada. E haja trilha sonora. Cada cena, uma música.


No quesito cenário e moda, quem não viveu a época pode até se encantar com o que lá está, mas a jornalista Cecília Thompson aponta uma série de incongruências em cena. Por que o mocinho de Marcello Anthony trafegava livremente com seu automóvel numa rua onde passavam bondes?


A audiência respondeu com 25 pontos de média em dados prévios na Grande São Paulo, nada tão trágico para os parâmetros do horário nos últimos dois anos.’


 


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Série B crescerá 95%


‘O Campeonato Brasileiro de Futebol sequer começou e a venda de pacotes de futebol em pay-per-view do Première Futebol Clube, da GloboSat, e já somava, no fim de abril, mais assinaturas do que o saldo de todo o ano passado.


Os pacotes só para a Série A já alcançam, este ano, 393 mil vendas, ante 366 mil de todo o ano passado. A Série B para a temporada está em 64 mil, diante de 51 mil fechadas em 2007. A projeção até o fim do Brasileirão, em dezembro, é atingir 550 mil para a Série A (40% a mais que o ano passado), e 125 mil para a B, com 95% de crescimento.


O boom da Série B se explica pela presença da larga torcida do Corinthians na segunda divisão, certo? Para o diretor dos canais Premium GloboSat, Elton Simões, nem tanto. Ele sustenta que quase todos os jogos do Corinthians serão transmitidos pela TV aberta. E se apóia no crescimento da Série A para atribuir o feito ao empacotamento de jogos oferecido pelo Premier Futebol Clube. ‘Nossa performance tem relativamente pouca relação com quais times estão em quais divisões’, argumenta. ‘Pelo pacote do Sócio Premier Futebol Clube, o assinante elege quais séries ele quer.’’


 


PREMIAÇÃO
Camila Molina


APCA reúne os melhores de 2007


‘Anteontem à noite, quando a escritora Lygia Fagundes Telles subiu ao palco do Teatro Sérgio Cardoso para receber o prêmio da Associação Paulista de Críticos de Artes (APCA) de 2007, na categoria livro de memórias, pela obra Conspiração de Nuvens, foi dos momentos mais emocionantes da cerimônia. Aplaudida de pé, ‘a grande dama da literatura’, aos 85 anos, disse que ‘as nuvens também conspiram, cuidado!’ assim como ‘outros amigos’ também conspiram para ela poder ser ‘lembrada pela segunda vez pela Associação’, que já a havia premiado anteriormente pelo livro As Meninas. A escritora finalizou seu agradecimento citando versos de Castro Alves: ‘Bendito o que semeia/Livros… livros à mão cheia…/E manda o povo pensar!’ Outra dama aplaudida de pé foi Bibi Ferreira, que recebeu o Grande Prêmio da Crítica de Teatro por sua carreira. ‘O teatro é todo entrelaçado, vejo aqui na platéia muitos com quem trabalhei e muitos outros com que vou ainda trabalhar. Este prêmio é mais um incentivo’, afirmou Bibi. Ela ofereceu seu troféu ao colega Paulo Autran, morto no ano passado.


A cerimônia de entrega dos prêmios da APCA em nove áreas – Artes Visuais, Cinema, Dança, Literatura, Música Popular, Rádio, Teatro, Teatro Infantil e Televisão (Música Erudita não teve quórum de críticos) – foi bem arrastada. Teve como mestres-de-cerimônia a escritora e apresentadora Fernanda Young e o ator Marcelo Serrado, ambos premiados nesta edição – ela pelo programa Irritando Fernanda Young, exibido no GNT, e ele por seus trabalhos na novela Vidas Opostas, da Record, e na série Mandrake, da HBO. Todos os premiados, já anunciados no fim do ano passado, receberam troféu criado pelo escultor Francisco Brennand. ‘Gafes, estamos contando com essa parte’, brincou a apresentadora. ‘Se a festa ficar muito comprida, isso pode me irritar bastante. Por isso vamos começar logo’, continuou Fernanda, fazendo menção ao mote do seu programa televisivo. De nada adiantou. ‘Vamos agilizar, gente?’, pediu ao microfone Wagner Moura (melhor ator de TV, por Paraíso Tropical). Foi tudo muito demorado. E a própria Young protagonizou o constrangimento maior da festa: Gabriel Villela, melhor diretor por Salmo 91, protestou ao subir ao palco com sua peça anunciada como Salmo 21. O erro foi dos críticos de teatro da APCA, porque também estava no programa distribuído ao público.


A primeira categoria a ser apresentada foi a de artes visuais, que contemplou as mostras Cinéticos (Instituto Tomie Ohtake); Vieira da Silva (MAM-SP); Kurt Schwitters (Pinacoteca); Marc Ferrez (Instituto Moreira Salles); o artista Guto Lacaz por sua obra gráfica; o fotógrafo Vicente de Mello; e a Fundação Ema Gordon Klabin. Os prêmios de literatura vieram logo em seguida. Além da passagem de Lygia Fagundes Telles, Chacal, premiado por seu livro de poesias Belvedere, disse que ‘a carreira de poeta está em extinção’ em seu agradecimento rápido, tal como foram os dos outros premiados.


A categoria teatro infantil, ‘arte que não é brincadeira’, como disse Serrado, comemorou seu reconhecimento em várias premiações na noite. ‘É um teatro que não deixa a dever ao adulto hoje. Temos várias conquistas, inclusive, de público ávido’, afirmou Johana Albuquerque, da Bendida Trupe, que recebeu o troféu de melhor espetáculo por O Tesouro do Balacobaco. Dança veio depois, com seus premiados e uma canjinha da dupla de bailarinos e coreógrafos Ângelo Madureira e Ana Catarina Vieira, que ganharam o troféu por seu percurso de pesquisa e apresentaram na festa trecho de seu espetáculo O Clandestino.


O teatro adulto contemplou o espetáculo My Fair Lady, o projeto Satyrianas, o ator Guilherme Weber, a atriz Renata Zhaneta, o autor Fauzi Arap por Chorinho (ele não esteve presente)e o diretor Gabriel Villela (Salmo 91). ‘Como diz Pascoal da Conceição (ator da peça), só a arte é mais excitante que o crime’, disse Villela em seu agradecimento. Logo em seguida veio a categoria rádio, com três premiações para a Rádio Eldorado (leia abaixo).


Mais prêmios: Selton Mello, premiado por sua atuação no filme O Cheiro do Ralo, Wagner Moura por seu vilão Olavo em Paraíso Tropical e Camila Pitanga por sua Bebel na mesma novela. Em MPB, Fernanda Takai recebeu prêmio pelo disco Onde Brilhem os Olhos Seus. ‘Essa obra faz lembrar uma artista importante, inteligente e delicada, a Nara Leão.’ A cantora Marina de La Riva, prêmio revelação, agradeceu a APCA ‘por entender que mereço’.’


 


 


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Folha de S. Paulo


Quarta-feira, 7 de maio de 2008


CASO ISABELLA
Ruy Castro


Fim do crime perfeito


‘RIO DE JANEIRO – Os leitores de Sherlock Holmes sabem. O detetive chegava à cena do crime, varejava o chão com a lupa e recolhia amostras de terra, de cinza de tabaco e de outros minúsculos corpos estranhos. Às vezes farejava portais, postigos, paredes. Depois checava as pegadas, contando os passos, como quem pisasse em ovos.


Dali a alguns dias, descrevia o criminoso. O dito se chamava Reginald Wentworth-Brewster, tinha 2,20 m, servira na Índia e morava em Crowborough, a 40 minutos de Londres. Era estrábico, filatelista, tinha oito libras no bolso e estrangulara a vítima com uma corda de violino fabricada em Budapeste.


Como Sherlock descobrira tudo isso? Simples. Era capaz de identificar a cinza de 84 marcas de fumo para cachimbo e a cor e consistência da terra de todos os subúrbios de Londres -o sujeito fumara uma cachimbada antes de cometer o crime e trazia grãos de terra na sola da bota. A distância entre os passos indicava sua altura. Quanto ao estrabismo, a filatelia, o dinheiro no bolso e a procedência da corda de violino, a Scotland Yard saberia ao ler a história na revista ‘Strand’, quando o Dr. Watson a publicasse. Com Sherlock no pedaço, o crime perfeito não existia.


A partir de 1930, o detetive culto, farejador e assexuado, digo, inglês, foi dado como fora de moda e substituído pelo durão americano, tipo Sam Spade, Philip Marlowe ou Shell Scott, que eram craques em socos e frases, tinham um caso com a vilã e não diferiam muito dos bandidos. Estes eram os detetives ‘modernos’. E parecia que estávamos conversados.


Mas acho que nos enganamos. Pelas minúcias que a polícia paulista está levantando no caso Isabella, é a volta do detetive farejador, à antiga -com todos os recursos da tecnologia. Agora, sim, é o fim do crime perfeito.’


 


TODA MÍDIA
Nelson de Sá


Achaques e ataques


‘Por algum tempo, em meio ao novo capítulo do ‘caso Isabella’, foi a manchete de Folha Online, UOL, do site de ‘O Estado de S. Paulo’. ‘Secretário-adjunto de Segurança deixa o cargo após denúncias’, também ‘Achaque ao PCC derruba secretário-adjunto de José Serra’. Foi depois da prisão do policial civil acusado de seqüestrar em 2005 o enteado de Marco Camacho, o chefe do PCC, como noticiou André Caramante dias atrás na Folha. Anteontem no ‘Estado’, a notícia era que ‘escuta indica que os achaques provocaram os ataques do PCC’ em 2006, ano seguinte.


‘BRIBE’


Foi a manchete do ‘Wall Street Journal’ -e, traduzida, também do ‘Valor’. É a investigação ‘global’ da francesa Alstom, sob suspeita de suborno para obter contratos em diversos países. A reportagem ressaltou o caso envolvendo o metrô paulistano ‘no fim dos anos 90’. Ecoou por agências, também por ‘Times’, BBC, pelos franceses todos, ‘Libération’, ‘Le Figaro’. A Alstom reagiu dizendo que não existe ‘procedimento legal’ contra ela e que o ‘WSJ’ se baseou em ‘especulação’.


O IMIGRANTE


O ‘New York Times’ deu manchete na segunda para as mortes de imigrantes sob custódia nos EUA. E o Terra contou a história de um, o brasileiro Edimar de Araújo, com foto do momento em que foi acorrentado. Ele morreu ao sofrer convulsão


OS INVASORES DO BRASIL


A notícia por William Waack e Christiane Pelajo, na Globo: ‘A demarcação de metade de Roraima como terra indígena causou um conflito armado. Índios que se julgavam no direito de invadir uma fazenda entraram em confronto com fazendeiros, que dizem ter agido em legítima defesa’. E pelo correspondente Luciano Abreu, na Globo News: ‘Um grupo de índios tentou ocupar parte da fazenda, que fica dentro da reserva. As imagens mostram a chegada dos homens encapuzados. Assim que desceram, começaram a atirar’. E não, nada de ‘flechas’.


Na AP, ‘Guardas armados abrem fogo em reserva’.


OUTROS EXERCÍCIOS


Não é só com a Marinha dos EUA que o Brasil faz operações no Atlântico Sul. Os indianos ‘Hindu’ e ‘Economic Times’ deram que ‘o eixo trilateral’ Índia, Brasil e África do Sul iniciou na segunda um exercício naval de dez dias, na costa da Cidade do Cabo. Envolvendo navios, submarinos e aviões, ‘visa a enfrentar o terrorismo no mar’.


‘DESOLADOS’


Já o ‘Times of India’ publicou longa coluna, dias atrás, sobre os EUA ‘desolados’ com a América do Sul que se move para a esquerda.


PÓS-AMERICANO 2


O livro ‘O Mundo Pós-Americano’, de Farid Zakaria, que rendeu capa à última ‘Newsweek’ e diz que o planeta vive ‘a ascensão do resto’, ganhou transcrição também no ‘NYT’, ontem, acompanhado de uma rara resenha favorável -com ressalvas- de Michiko Kakutani.


MORDE E ASSOPRA


O ‘FT’ deu editorial sobre o ‘grau de investimento’, com avisos para o Brasil não ser complacente. Na mesma edição, uma coluna ensinou como investir mais no país.


US$ 200


Uma semana atrás, o ‘Financial Times’ noticiou, sem acreditar muito, o alerta do presidente argelino da Opep -o cartel dos países exportadores- de que o barril de petróleo poderia chegar aos US$ 200.


Mas ontem foi um analista do Goldman Sachs, aliás o mesmo funcionário que, três anos atrás, tinha alertado para o barril acima dos US$ 100. Diz ele agora que US$ 200 ‘é cada vez mais provável, nos próximos dois anos’. Foi parar na submanchete do FT.com.’


 


TELES
Roberto Machado


Oi diz que vai usar só tecnologia nacional e nega contrapartida


‘Em meio à possibilidade de ser obrigada a dar contrapartidas para a compra da Brasil Telecom, a Oi anunciou ontem que vai trocar todo o sistema de gerenciamento da rede fixa de telefonia, adotando tecnologia e fornecedores exclusivamente nacionais. Até então, esse trabalho foi compartilhado entre a brasileira Trópico e a americana Tekelec. O investimento total será de R$ 100 milhões.


Uma das vantagens da nova rede para o consumidor virá com a adoção da portabilidade numérica -que vai permitir a manutenção do número de telefone, mesmo com mudança de endereço ou de operadora.


Dez dias após o anúncio da compra da Brasil Telecom (que depende de mudanças na lei e de autorizações governamentais), a assinatura dos contratos com as empresas Trópico e AsGa Sistemas e com o CPqD (Centro de Pesquisa e Desenvolvimento em Telecomunicações), na sede da Oi, no Rio, foi marcada por declarações de apoio à criação da tele nacional.


O CPqD é uma fundação privada que faz pesquisas e desenvolve tecnologias de ponta em telecomunicações -área em que o Brasil está muito atrás na comparação com países desenvolvidos e mesmo em relação a outros países emergentes.


Segundo o presidente do CPqD, Hélio Graciosa, ‘caso os planos de expansão internacional [da nova operadora] se concretizem, teremos uma chance de levar tecnologia para fora’.


O presidente da Oi, Luiz Eduardo Falco, disse que a decisão pela tecnologia nacional não foi filantropia, mas decisão empresarial: ‘É mais barato, há conhecimento estabelecido, engenheiros, centros de pesquisa, e o mercado brasileiro é grande o suficiente para pagar o custo da inovação’.


Falco disse que não estava se antecipando a eventuais contrapartidas da Anatel (Agência Nacional de Telecomunicações). Na semana passada, o presidente da agência, Ronaldo Sardenberg, havia afirmado que o uso de tecnologia nacional poderia entrar em uma eventual lista de contrapartidas para permitir a operação.’


 


TELEVISÃO
Daniel Castro


Lei de cota na TV paga terá baixo impacto


‘Estudo feito pela ONG Intervozes mostra que o projeto de lei 29, que poderá ser votado hoje por comissão da Câmara dos Deputados, terá baixo impacto na TV paga. O projeto de lei cria cotas de conteúdo brasileiro nos canais pagos.


Segundo a última versão do projeto, de 30 de abril, os canais estrangeiros (como Sony, HBO, Warner) terão de exibir três horas e meia de conteúdo nacional por semana, metade independente. Para o Intervozes, eles poderão atingir essa cota reprisando o mesmo programa.


Outra inovação do PL-29 é a exigência de que toda operadora carregue pelo menos dez ‘canais BR’. São canais BR aqueles que têm pelo menos oito horas diárias de conteúdo brasileiro, sendo quatro de ‘espaço qualificado’ (tudo menos programas religiosos, políticos, esportivos, concursos, publicidade, televendas, infomerciais e telejornais) e uma hora de produção independente. Canais abertos ou mistos não contam.


Análise do Intervozes sobre o pacote Advanced Digital da Net mostrou que a operadora estaria próxima de atingir a cota, pois o PL-29 permite a compensação entre canais de uma mesma programadora e não exclui leilões (caso do Canal Rural). Sem considerar Futura, Record News e Rá-Tim-Bum, bastariam pequenos ajustes para a Net já ter oito ‘canais BR’. GNT e Canal Brasil compensariam a falta de conteúdo independente nos demais canais.


LOST 1 A novela das sete da Globo, ‘Beleza Pura’, terá uma virada sensacional em duas semanas. Será revelado que os cinco personagens desaparecidos desde a primeira semana de exibição, vítimas de um acidente de helicóptero no Amazonas, estão vivos. O acidente levou à ruína a carreira do projetista do helicóptero (Edson Celulari).


LOST 2 Segundo a autora Andrea Maltarolli, a primeira a reaparecer será Sônia (Christiane Torloni). ‘O retorno dos desaparecidos vai revolucionar a vida de todo mundo’, diz. Por exemplo, dois ‘ex-viúvos’ hoje formam um casal. A novela não os mostrará perdidos. Outra revelação importante será a de que os desaparecidos estavam mancomunados em torno de um plano secreto na Amazônia.


CIRANDA O primeiro capítulo da boa ‘Ciranda de Pedra’ marcou 25,4 pontos na Grande São Paulo. Foi a pior estréia de novela das seis nesta década. Mas ‘Ciranda’ está no patamar de sua antecessora. A média final de ‘Desejo Proibido’ foi 23,4.


RISADA O SBT suspendeu o projeto de uma sitcom feminina, a ser escrita por Íris Abravanel, mulher de Silvio Santos. A suspensão foi pedida pela própria Íris, ocupada que está com os capítulos da novela ‘Revelação’.


TROCA TUDO A troca do ‘Charme’ por filmes continua rendendo ao SBT. Depois de triplicar a audiência do horário, a faixa de cinema conseguiu anteontem levar a rede ao primeiro lugar no Ibope durante 12 minutos.’


 


Bruna Bittencourt


‘Esquadrão da Moda’ chega ao 4ª ano


‘Espécie de personal stylist em forma de reality show, a versão americana de ‘Esquadrão da Moda’ volta hoje à TV em sua quarta temporada.


No programa, os apresentadores Clinton e Stacy promovem uma repaginação no visual de alguém que, aos olhos da dupla, não prima pelo bom gosto. A fórmula é sempre a mesma.


O participante é indicado por alguém próximo, que acredita que seu guarda-roupa tem sérios problemas. Em seguida, ele é filmado em sigilo pela produção do programa para que o ‘esquadrão’ possa estudar seu estilo -ou a falta dele.


Estudo feito, o plano para sua revolução visual é revelado pela dupla, que dá a seu pupilo US$ 5.000 (cerca de R$ 9.000) para ir às compras. E o grand finale: o participante é apresentado a amigos e família, devidamente repaginado.


A vítima da estréia da quarta temporada da série é Suzannah, uma agente imobiliária de Chicago que, para a dupla, tem o guarda-roupa discreto demais. ‘Cadê a personalidade dela?’, reclama Stacy.


Como seu título original sugere -’What Not to Wear’ (o que não usar)-, o reality show é uma sucessão de censuras em relação ao estilo de seu examinado, que pode até ficar feliz pelos US$ 5.000 em roupas novas e uma ou outra dica que levante sua auto-estima. ESQUADRÃO DA MODA


Quando: hoje, às 22h


Onde: Discovery Home & Health’


 


TELONA
Manohla Dargis


Existe mulher de verdade no cinema?


‘DO ‘NEW YORK TIMES’ – Homem de Ferro, Batman, aquele homem verde sempre zangado; a julgar pela nova temporada dos filmes de ação, é como se Hollywood tivesse compreendido que a melhor maneira de enfrentar suas dificuldades com as mulheres é simplesmente ignorá-las -as mulheres, quero dizer.


Não que os estúdios não tenham tentado dar destaque às protagonistas, em filmes como ‘Invasores’, com Nicole Kidman, e ‘Valente’, com Jodie Foster. Mas depois que esses dois lançamentos da Warner micaram, a fofoca era que o presidente de produção do estúdio, Jeff Robinov, havia jurado que nunca mais faria um filme liderado por uma mulher.


Um representante do estúdio negou que isso tenha acontecido. E, francamente, é difícil acreditar que qualquer um em Hollywood fosse idiota a ponto de dizer o que muita gente por lá pensa: mulheres não são boas diretoras, não servem como protagonistas, são um nicho.


Ninguém gosta de admitir o pior, mesmo quando está saltando aos olhos. Basta olhar para os filmes para perceber como nos tornamos irrelevantes.


Em momento algum, nossa irrelevância se torna mais aparente do que no verão. Nos próximos meses, as telas vão reverberar com os estrondos de Homem de Ferro e Hulk. O sexagenário Harrison Ford estalará o chicote como Indiana Jones.


Heróis de ação, como Will Smith e Nicolas Cage, correrão descontrolados, e o mesmo vale para comediantes como Eddie Murphy e Will Ferrell.


As garotas do verão são minoria, e as mulheres estão quase extintas. A jovem Emma Roberts interpreta uma menina mimada em ‘Wild Child’, e Abigail Breslin está loira em ‘Kit Kittredge’. Meryl Streep estrela a adaptação do musical ‘Mamma Mia!’, e o elenco de ‘Sex and the City’ chega à tela grande, ainda que suas quatro protagonistas, na verdade, sejam homens gays vestidos de mulher. Angelina Jolie exibe armas enormes em ‘Wanted’.


E Cameron Diaz contracena com Ashton Kutcher na comédia ‘What Happens in Vegas’.


Idade de Hollywood


Em agosto, Anna Faris estrela uma nova comédia chamada ‘The House Bunny’, na qual vive uma coelhinha da ‘Playboy’ expulsa da mansão por estar velha. Um trailer mostra Faris reagindo com surpresa: ‘Mas eu só tenho 27 anos’, ela diz.


‘Isso equivale a 59 em anos de coelha’, explica um amigo. Em anos de Hollywood, também.


‘The House Bunny’ é produção da Sony Pictures, que, neste verão, também lançará a mais recente comédia de Adam Sandler, ‘Don’t Mess With the Zohan’ (co-escrita por Judd Apatow) e outros dois títulos da grife Apatow, ‘Step Brothers’ e ‘Pineapple Express’.


O estúdio estréia ainda ‘O Melhor Amigo da Noiva’, uma nova versão de ‘O Casamento de Meu Melhor Amigo’, que a mesma casa lançou em 1997, mas com Patrick Dempsey no papel que foi de Julia Roberts.


Essas jogadas de reaproveitamento de material com inversão de sexo não são novidade, mas chegaram à sua apoteose em Apatow. Com sua corte de comediantes talentosos, ele contornou brilhantemente a questão complicada das mulheres no cinema ao dar aos seus protagonistas masculinos os principais papéis femininos.


Só 3 no top 20


Em 2007, apenas três dos 20 filmes de maior audiência nos EUA tinham tema feminino: um deles envolvia uma princesa (‘Encantada’), e dois outros, histórias de gravidez (‘Ligeiramente Grávidos’ e ‘Juno’).


Talvez existam mais mulheres trabalhando no setor hoje em dia, mas ninguém adivinharia, tomando por base o que se vê nas telas. Os motivos são complexos: há quem aponte para a falta de diretoras de cinema. Há quem culpe o público feminino, ainda que o sucesso de ‘Baby Mama’, assim como o de ‘O Diabo Veste Prada’, dois verões atrás, indique que, se algo decente estiver em cartaz, as mulheres comparecerão.


Entre os prazeres do cinema, estão não só os novos mundos que ele nos abre mas os prazeres que já conhecemos, como o de ver mulheres maiores, mais ferozes e mais belas do que na vida. E, quer estejamos falando de Sigourney Weaver em ‘Alien’, Rosario Dawson em ‘À Prova de Morte’ ou Meryl Streep em qualquer coisa, estarei lá para assistir.


O cineasta negro Tyler Perry construiu seu sucesso em parte sobre a verdade de que as audiências gostam de ver rostos como os seus nas telas. Em 2008, quando temos uma mulher branca e um homem negro disputando a presidência e atraindo número inédito de eleitores em parte por representarem grupos que por muito tempo foram deixados de fora, era de se esperar que Hollywood se tocasse.


Tradução de PAULO MIGLIACCI’


 


ALTA DEFINIÇÃO
Gustavo Villas Boas


Caem os preços


‘A dona da sala cresceu, está mais fina, sofisticada e barata. Levantamento feito pela Folha verificou uma redução de preço de cerca de 22% para televisores full HD de 46 e 52 polegadas nos últimos seis meses e de 24% para aparelhos de alta definição (mas não total) de 32 polegadas.


A queda de preços é um dos fatores para fazer crescer a venda dos televisores de tela plana, principalmente os modelos LCD (tela de cristal líquido). Entre março de 2007 e março de 2008, as vendas de LCD aumentaram 276%; as de televisores de plasma, 51%. Para este ano, o aumento esperado é de 130%, considerando-se as duas telas. Os dados são da consultoria GfK (www.gfkms.com.br).


Outras luzes foram jogadas sobre a alta definição nos últimos seis meses: a vitória do Blu-ray -com qualidade full HD- como sucessor do DVD, e a chegada, no país, da TV digital, que também pode ter alta definição.


A sofisticação tem um preço que não se mede só em reais, mas em siglas, palavras cifradas: full HD, 720p, plasma. Desconhecê-las pode resultar em decepção.


Aos fatos: um aparelho com o adesivo HD ready (pronto para alta definição, em português) pode não ostentar toda a qualidade do Blu-ray. E o conversor digital embutido em aparelhos atuais não será compatível com o Ginga, o sistema que proverá a interatividade na TV digital.


Confira, nesta edição, dicas para encontrar um aparelho que cumpra as expectativas.’


 


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TV digital ainda tem restrições


‘O aparelho de televisão está pronto para a alta definição total, ou full HD, mas a variedade de conteúdo disponível para essa qualidade hoje é restrita.


Para sintonizar TV digital em alta definição, é necessário ter antena UHF, além de um conversor de sinal digital, ou set-top box.


Essas caixinhas custam a partir de R$ 500, mas nem todas fazem a conversão do sinal em 1.080 linhas.


Esse é o número que representa a melhor alta definição para o consumidor final. Os aparelhos compatíveis em geral vêm com a etiqueta full HD (alta definição plena).


Também é importante saber que o conversor, seja embutido na TV, seja avulso, não é compatível com o futuro sistema de interatividade Ginga, cuja data oficial de lançamento ainda não foi anunciada.


Redes de TV


A RedeTV! transmite toda a sua programação em alta definição para TV digital, com exceção dos horários contratados por terceiros.


A Globo transmite jogos de futebol, a novela ‘Duas Caras’, filmes e séries próprias, além de, eventualmente, outros programas.


Toda a programação da Band entre 18h e 1h é em alta definição. O SBT e a Record transmitem filmes com essa qualidade. A Record também reprisa a primeira temporada da série norte-americana ‘Heroes’ em alta definição.


Por enquanto, São Paulo, Rio de Janeiro e Belo Horizonte têm transmissões digitais em estágios diferentes.


TV paga


A Net possui o decodificador Net Digital HD, que reproduz canais da rede aberta em alta definição, além do canal Globosat HD.


A TVA anunciou para junho um decodificador com conversor digital e o canal pago em alta definição de filmes e séries HBO HD.


A Sky planeja lançar até o início de 2009 um decodificador para sinal de alta definição.’


 


INTERNET
Folha de S. Paulo


Após três meses, Microsoft desiste de comprar o Yahoo!


‘A Microsoft desistiu da tentativa de comprar o Yahoo!, após três meses de negociações. A decisão foi anunciada no último sábado.


‘Continuamos acreditando que nossa proposta de aquisição era válida para a Microsoft, para o Yahoo! e para o mercado em geral. Nosso objetivo em insistir em uma combinação com o Yahoo! era oferecer uma melhor escolha e inovação no mercado e criar um valor real para nossa perspectiva aos acionistas e funcionários’, disse o chefe-executivo da Microsoft, Steve Ballmer, em declaração no site oficial.


Ballmer disse, em carta enviada ao Yahoo!, que poderia pagar US$ 47,5 bilhões (US$ 33 por ação), de acordo com a Associated Press. Mas, segundo ele, a diretoria do Yahoo! queria pelo menos US$ 53 bilhões (US$ 37 por ação).


Na abertura das bolsas na última segunda-feira, as ações do Yahoo! caíram cerca de 20% com relação à sexta-feira, segundo o ‘New York Times’.’


 


 


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