Segunda-feira, 18 de Fevereiro de 2019
ISSN 1519-7670 - Ano 19 - nº1024
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ENTRE ASPAS >

Daniel Bergamasco

14/05/2005 na edição 328


‘A apresentadora Ana Paula Padrão assinou contrato de quatro anos com o SBT, onde comandará um telejornal no horário nobre. Na última quinta-feira, a jornalista entrou em férias na TV Globo e comunicou, por telefone, seu desligamento ao diretor de jornalismo da emissora, Carlos Henrique Schroder.


As negociações com o SBT começaram há cerca de três meses e foram conduzidas pessoalmente por Silvio Santos, dono da emissora. O empresário se comprometeu a pagar a multa pela rescisão contratual.


O valor equivale aos rendimentos da apresentadora durante os quatro anos do atual contrato, que termina em julho do ano que vem. De acordo com a Central Globo de Jornalismo, ela entregará a proposta formal de rescisão na próxima semana.


Horário ruim


Um dos principais motivos da mudança foi a insatisfação da jornalista com o horário tardio do ‘Jornal da Globo’, que é variável e começa geralmente por volta da meia-noite.


No comando do telejornal havia cinco anos, ela se queixava por chegar em casa de madrugada e se dedicar pouco à vida particular. Ana Paula Padrão negociou com a direção da emissora a apresentação de um telejornal em outro horário, mas as partes não chegaram a um acordo.


A emissora ainda não sabe quem será escalado para comandar a bancada do ‘Jornal da Globo’. O jornalista Chico Pinheiro, que foi convocado para cobrir as férias de Ana Paula, assume provisoriamente a função.’



O Estado de S. Paulo


‘Ana Paula Padrão deixa a Rede Globo’, copyright O Estado de S. Paulo, 14/05/05


‘A jornalista Ana Paula Padrão, que comandava o Jornal da Globo, pediu rescisão de seu contrato com a Rede Globo. A apresentadora, que entraria em férias hoje, já não está mais à frente do programa. Ela teria acertado sua ida para o SBT, mas até as 20 horas a emissora não havia confirmado a contratação da jornalista.’



MORAIS CENSURADO


Adriana Chaves


‘Justiça mantém apreensão de livros de Morais’, copyright Folha de S. Paulo, 14/05/05


‘O Tribunal de Justiça de Goiás negou ontem recurso impetrado pela editora Planeta do Brasil com o objetivo de reverter a ordem de recolhimento do livro ‘Na Toca dos Leões’, de Fernando Morais, das livrarias de todo o país.


Com a liminar mantida, a Planeta do Brasil tem 20 dias -contados a partir do último dia 6, quando a editora foi notificada oficialmente da decisão da 7ª Vara Criminal de Goiânia- para retirar os exemplares do mercado. Caso não cumpra o prazo, será multada em R$ 50 mil.


Na quarta-feira, os advogados da Planeta pediram a revisão da decisão do juiz Jeová Sardinha de Moraes no TJ, alegando impossibilidade de cumprir a ordem.


A editora afirma já ter distribuído 50 mil exemplares a 430 clientes, que os redistribuíram a revendedores menores, atingido 1.200 pontos de venda no Brasil.


O escritor, a editora e o publicitário Gabriel Zellmeister, da agência W/Brasil, são réus em duas ações cíveis movidas pelo deputado federal Ronaldo Caiado (PFL).


Os acusados foram impedidos de falarem sobre o caso, sob risco multa de R$ 5.000 por declaração. Caiado também entrou com uma ação de calúnia contra Morais.


‘Na Toca dos Leões’ conta a história da W/Brasil e atribui a Caiado uma declaração dada em 1989, quando era candidato à Presidência e procurou a agência para fazer sua campanha.


Na página 301 do livro, o parlamentar aparece apresentando a ‘esterilização das mulheres como solução da superpopulação dos estratos inferiores da população, os nordestinos’. Caiado nega ter feito essa declaração.’



FSP CONTESTADA


Painel do Leitor, FSP


‘Febem’, copyright Folha de S. Paulo, 14/05/05


‘‘É lamentável a posição adotada pela Folha no texto ‘Alckmin omite endereço de novas unidades’ (Cotidiano, pág. C4, 13/5), sobre a Febem. O repórter foi informado de que a divulgação dos endereços não era possível naquele dia porque parte deles ainda está em fase de definição. Essa é uma decisão que obedece a critérios técnicos da instituição. Em outra parte do texto, o autor afirma ter obtido informações de que o governo teme manifestações da população com a divulgação dos locais das novas unidades. É evidente que os endereços serão de conhecimento de todos. Ou o repórter imaginou que as unidades serão construídas secretamente, às escondidas da comunidade? A construção das novas 41 unidades, anunciada pelo governador Geraldo Alckmin, é a ampliação do processo de solução dos problemas enfrentados pela Febem e de desativação dos grandes complexos, como é o caso de Tatuapé. Como frisou o governador, o problema dos adolescentes em conflito com a lei é de toda a sociedade. O Estado tem a sua responsabilidade e está trabalhando. Os municípios têm de ter a compreensão de que as unidades menores e descentralizadas possibilitarão que os adolescentes sejam atendidos em ambientes apropriados, com medidas socioeducativas adequadas, e que fiquem próximos aos seus lugares de origem, convivendo com a família e os amigos. Temos certeza de que a Folha concorda com essas medidas.’ Emerson Figueiredo, secretário-adjunto de Comunicação do governo do Estado de São Paulo (São Paulo, SP)


Resposta do jornalista Fabio Schivartche – Assessores da Febem e do Palácio dos Bandeirantes confirmaram, em entrevista gravada, que a omissão dos endereços se deve a questões estratégicas, pois o governo quer evitar especulações até o início das obras.’


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