Quarta-feira, 24 de Abril de 2019
ISSN 1519-7670 - Ano 19 - nº1034
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ENTRE ASPAS >

Daniel Castro

08/09/2005 na edição 345


‘A Globo gastou em apenas três meses pelo menos R$ 7,9 milhões para evitar um ‘êxodo’ de estrelas para emissoras concorrentes, principalmente a Record.


É o que revela relatório financeiro da Globo divulgado anteontem. O documento aponta uma despesa de R$ 7,9 milhões a mais no segundo trimestre (em relação ao mesmo período de 2004) ‘devido ao aumento do banco de talentos para produção de novelas’ (novas contratações de atores).


Quase todas essas novas contratações, apurou a Folha, foram de atores que trabalhavam por ‘obra certa’ (apenas uma novela) e que passaram a ter vínculos de mais de três anos (banco de talentos).


O aumento de gastos com contratações coincide com a ofensiva da Record para ter ‘globais’ em suas novelas. Segundo um diretor da Record, pelo menos 20 atores convidados pela emissora foram contratados pela Globo recentemente. Mesmo assim, a Record contabiliza a ‘aquisição’ de 28 ‘globais’, como Lavínia Vlasak e Gabriel Braga Nunes.


Os R$ 7,9 milhões a mais com contratações representam quase 10% dos novos custos de produção. Em relação ao segundo trimestre de 2004, a Globo gastou R$ 82,7 milhões a mais, que incluem ainda R$ 40,7 milhões com reajustes de contratos, R$ 16,1 milhões com a Copa das Confederações e R$ 11,2 milhões com produção de programas pelos 40 anos da emissora, em abril.


OUTRO CANAL


Balanço A TV Globo fechou o primeiro semestre com um faturamento líquido (já descontadas comissões de agências) de R$ 1,950 bilhão (16% a mais do que no mesmo período de 2004). O lucro líquido foi de R$ 136 milhões, segundo o relatório financeiro.


Figurante A MTV já sabe que Deborah Secco estará no VMB (Video Music Brasil, premiação de videoclipes) deste ano, acompanhando o namorado Falcão (O Rappa). Mas não a convidará para subir ao palco e entregar prêmios.


Política A MTV decidiu que todos os prêmios do VMB serão entregues por músicos que serão os mais breves possível no palco. Não haverá mais dobradinhas de apresentadores/atores (tipo João Gordo com Dercy Gonçalves). Além de evitar o desgaste de negociar com outras emissoras, avalia que essa fórmula já cansou.


Queima 1 A Globo já vendeu todas as seis cotas de patrocínio nacional das transmissões da Copa de 2006 (a R$ 59,8 milhões cada uma). Ambev (duas), Itaú, Vivo, Mastercard e Ford serão os patrocinadores. Na Copa de 2002, a Globo só conseguiu fechar a venda das cotas três meses antes do evento.


Queima 2 Já o ‘Futebol 2006’ (todos os demais torneios, menos Copa) será patrocinado por Itaú, Ambev, Vivo, Coca-Cola e Volkswagen (que substitui Alpargatas, patrocinadora em 2005).’



TV RECORD


Keila Jimenez


‘Record pode reviver show gospel ‘, copyright O Estado de S. Paulo, 8/09/05


‘Que a Record prega para todos os cantos que sua programação em nada tem a ver com os interesses de sua mantenedora, a Igreja Universal, todos sabem. Mas a estréia de um programa pode tornar mais distante essa idéia.


O filho mais novo do bispo Edir Macedo – proprietário da Universal – Moisés, encabeça na rede o projeto de uma atração musical na linha Gospel. O jovem já foi visto em reuniões com a diretoria do canal a fim de emplacar o programa, que, se aprovado, entrará na linha de shows noturna da casa (faixa que vai das 20 às 23 horas). Seria uma espécie de parada musical Gospel, batizada de Gospel Line, exibida anos atrás na emissora.


Muitos acreditam que o filho de Macedo será o apresentador da atração – é dele a insistência pela volta do programa – mas, na Record, a informação é que Moisés apenas apresentaria um quadro no programa.


O Gospel Line deve integrar um montante de mais de 22 horas semanais de atrações evangélicas que recheiam a programação da Record atualmente. São debates como o famoso Fala Que Eu te Escuto e até infantis, como a série de desenhos bíblicos que a rede exibe aos sábados, às 10 horas.


Há um time de diretores da emissora que não gosta nem um pouco da idéia de ter mais uma atração do gênero na grade, ainda mais em horário comercial. Outro time defende que, uma vez locado o horário – a Record afirma que a Universal paga pelos horários de seus programas -, a atração pode ser exibida sem o menor problema


Outra que está cercada por templos eletrônicos é a Band. A emissora exibe hoje cerca de 18 horas semanais de programas evangélicos, a maior parte ocupada pelo Show da Fé. A direção da rede até que tenta se livrar da atração, que é exibida em horário nobre e derruba a audiência no horário. O problema é um só: RR Soares paga cerca de R$ 2,5 milhões por mês à rede pelo horário, montante difícil de alcançar no faturamento comum de uma atração da casa.’


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