Quarta-feira, 21 de Fevereiro de 2018
ISSN 1519-7670 - Ano 19 - nº975

ENTRE ASPAS > ELEIÇÕES 2004

Delmar Marques

12/10/2004 na edição 298

‘A diferença entre os votos apurados nas eleições no município de São Paulo e a pesquisa de boca de urna realizada pelo Ibope foi de 8%, duas vezes superior a possibilidade de erro na metodologia do levantamento estatístico. O Ibope falhou ou houve fraude no processo eleitoral eletrônico utilizado? Nunca saberemos. O sistema informatizado adotado pelo TSE é uma caixa preta tecnológica que não permite a confirmação posterior da apuração. Não há contraprova para tanto, embora isso fosse possível de se providenciar. Mas assim não se quis e assim se procedeu. Só não acho estranho que a grande imprensa brasileira tenha baixado a cabeça e aceitado passivamente esse estado de coisas. Levando em considerando o histórico manipulador de informações e o envolvimento conspiratório das grandes corporações de mídia nacionais com grupos políticos organizados para a conquista e manutenção do poder, isto até era de se esperar.

Se em 1996, quando surgiram as primeiras urnas eletrônicas, além do registro magnético, havia a impressão em papel, isso foi abolido em 1998. Simplesmente se impediu o eleitor de conferir o próprio voto e também tornou impossível qualquer fiscalização independente ao TSE. Embora, nos meios técnicos científicos isso seja inquestionável, a grande imprensa sistematicamente ignorou as denúncias dos especialistas em informática e endossou esse estado de coisas. Agora, com certeza, manipularão informações para jogar toda a responsabilidade no Ibope sobre o que ocorreu em São Paulo, desviando a opinião pública de qualquer possibilidade de fraude.

Como, simplesmente, não dá para auditar as urnas eletrônicas, já que elas não emitem documentos para tanto, será mais fácil questionar a validade da pesquisa de boca de urna, usando, para tanto, divergências de resultados de eleições anteriores. Como desde 1998 tem sido inconteste a confiança no placar eletrônico, a falha, mais uma vez, será creditada ao instituto de pesquisa. Nunca saberemos quem errou realmente.

Os ‘testes’ a que as urnas são submetidas pouco antes da eleição, na frente dos fiscais dos partidos, são pura ilusão de ótica, porque o programa de ‘teste’ não é o mesmo que será usado na eleição. Como a urna identifica o eleitor no mesmo ambiente magnético em que o eleitor deposita o seu voto Como também não passível de auditoria externa ao TSE, não há a maior segurança no resultado. O fato de aparecer na tela da máquina o nome, o número e a foto de determinado candidato na hora confirmar o voto do eleitor, não significa que ao teclar essa intenção será traduzida fielmente pela máquina. Um software fraudado pode remeter o voto para outro candidato e, ao mesmo tempo, mostrar na tela o político que o eleitor escolheu. Não há limite para o que possa ser feito no campo da fraude eletrônica.

Apontei o problema aqui no Comunique-se no ‘Eu Grito I’, artigo publicado no ‘Em Pauta’ antes de aprovada a lei da urna eletrônica pelo Congresso Nacional, em 2003. Voltei com o ‘Eu Grito II’ depois que o legislativo, numa manobra considerada recordista para todos os padrões de comportamento dos parlamentares, fez o processo transitar por todas as comissões e o aprovou numa única sessão de votação. Na semana passada, coloquei aqui o artigo ‘Domingo teremos a vitória da fraude’. Não estou, portanto, nem um pouco surpreendido com a alarmante divergência entre o resultado das ‘urnas’ eletrônicas, que de urna não tem nada (urna é o local onde se deposita algo), e a pesquisa de boca de urna.

O próprio especialista que desenvolveu o software das urnas eletrônicas fabricadas pela IBM, Márcio Teixeira, admite a falta de segurança das mesmas. Ele aponta três possibilidades de interferência no resultado. A primeira seria através de fraude interna, causada deliberadamente por alguém envolvido no processo, para prejudicar a instituição. Em segundo, aponta.a quebra externa de segurança promovida por alguém ou algum grupo não ligado ao TSE que altere o funcionamento ou o resultado de determinada urna eletrônica. Em terceiro lugar, ele considera, inclusive, a possibilidade de ocorrerem erros de programação não intencionais, mas com condição de alterar os resultados. Sem contraprova, nada disso poderá jamais ser comprovado.

Como cada urna só dispõe do espelho do que foi gravado no disquete da totalização, mais nada, não há como apurar, agora, a enorme divergência apontada pela pesquisa de boca de urna. O próprio disquete pode conter um programa oculto de troca de votos. A posteriori, depois da totalização, uma auditoria no programa da urna, com certeza, não leva a nada, até porque a interferência fraudadora pode ser auto-destrutível. Simplesmente desaparecer do programa após executar determinada operação. Acontece que ninguém sabe o que pode estar nos chips usados pela urna, informação que só as pessoas que a criaram e fabricaram detém.

A máquina administrativa reconhecidamente corrupta desse país, aliada a estelionatários da iniciativa privada que se locupletam com recursos públicos, umas poucas famílias que concentram a renda e o poder político no Brasil, poderá perpetuar-se no poder através da fraude sem que nada possa ser provado. Como essa estrutura poderosa controla a maioria do cargos de assessoria de imprensa do governo e estatais, para os quais jamais serão realizados concursos públicos, embora a Constituição o exija, nenhum jornalista ousará indispor-se contra a orientação patronal para ‘esquecer’ o assunto. Absurda teoria conspiratória? Leiam ‘1964 – A Conquista do Poder’, do Dreyfus, e se deliciem com os detalhes da integração das forças golpistas com a imprensa brasileira, sejam patrões ou meros jornalistas. O silencio em torno da possibilidade de fraude nas urnas eletrônicas só confirma que certas alianças ainda funcionam. Alguém tem dúvidas? (*) Jornalista’



Rafael Cariello

‘Serra deixa festa da MTV após cantor apoiar Marta’, copyright Folha de S. Paulo, 6/10/04

‘Diante de uma platéia de músicos e artistas, sentados, e de uma molecada em pé, o cantor pernambucano Otto sobe no palco e grita: ‘A periferia está certa. O centro não’.

No primeiro intervalo após a intervenção política na festa da MTV de premiação da música brasileira, o candidato à Prefeitura de São Paulo José Serra (PSDB) se levantou e foi embora.

A prefeita e adversária Marta Suplicy (PT) também estava lá. Numa eleição que polarizou a cidade em regiões de classes sociais, ela levou a periferia pobre, e Serra, o centro rico e de classe média.

Otto se explicou à reportagem da Folha: ‘Como eleitor e cidadão brasileiro, eu acredito no governo Marta, no governo Lula’.

Ele disse, no entanto, que achava a presença dos dois candidatos no evento um fato ‘democraticamente lindo’. ‘Eles querem escutar posições. A minha é essa.’

Ao lado de seu filho Supla, a prefeita comentou a manifestação de Otto: ‘Meu coração bate na cidade toda, e mais na periferia’.

Enquanto Marta respondia, Supla pediu licença ao repórter para apresentar amigos à mãe. ‘Posso, meu?’, perguntou. Quando quis voltar ao assunto, a reportagem da Folha ouviu o seguinte da prefeita: ‘Chega, vai. Me poupa’.

Do lado de fora do teatro, o deputado estadual Turco Loco (PSDB), que acompanhava Serra desde o início da noite, disse que o ex-ministro da Saúde tinha saído para fazer umas ligações e não sabia se voltaria ou não.

Ele afirmou concordar com Otto. ‘Também acho que é isso. A periferia está certa. E o Serra também acha’, disse o deputado.

‘A periferia fala: ‘Quem é feliz em ver seu filho nascer da barriga da miséria?’. O governo do Estado faz muito pela periferia. E ela não é só da Marta. Ela vota dividida.’

O senhor vai continuar aí? ‘Vou esperar por ele aqui’, disse.

Cinco minutos depois, o deputado volta sozinho para a sala do evento. Serra foi embora? ‘Foi.’

Disse por que? ‘Não. Só disse que precisava ir embora.’

Na entrada

Marta chegou ao VMB (Vídeo Music Brasil) pela entrada dos fundos, com Supla, às 21h15. Foi apresentada pelo filho à banda gaúcha Cachorro Grande. Ao saber que a banda havia se mudado para São Paulo, deu as boas-vindas. Sobre se foi ao VMB como prefeita ou candidata, disse: ‘Eu sempre vim como prefeita. Sempre considerei importante participar do VMB e já vim várias vezes, afinal, sou mãe de roqueiro’.

Serra chegou pela porta da frente às 20h50. Disse que foi à festa como candidato e amante da música. ‘Acho fantástico esse tipo de premiação, e ela é importante porque atinge parte do eleitorado’. Ainda na entrada, o grupo ‘Pânico’ ofereceu ao tucano o troféu ‘Careca do Ano’. Colaborou THIAGO NEY, da Redação’



Clóvis Rossi

‘Falta do que fazer/dizer’, copyright Folha de S. Paulo, 8/10/04

‘O governo Lula deve estar tendo um desempenho excepcional se tudo o que a oposição tem a criticar nele é o uso político do Palácio do Planalto por meio da reunião com os prefeitos já eleitos pelo PT.

Ou então é pura falta do que fazer. Desde que se inventaram palácios, os seus ocupantes os utilizam para fazer política, sejam de direita, de esquerda, de centro, do Brasil ou de qualquer país, de hoje, de ontem ou de anteontem.

Fazer política, de resto, é parte inerente à atividade do governante. Só quem considera a política uma atividade suja é capaz de torcer o nariz quando um presidente pratica cenas explícitas de política no palácio em que despacha.

É bom lembrar que a política se torna de fato suja em reuniões de que ninguém toma conhecimento a não ser os trambiqueiros diretamente envolvidos e, às vezes, meses ou anos mais tarde, algum investigador do Ministério Público ou do Congresso ou dos meios de comunicação.

Não há, portanto, nada de mais em o presidente reunir-se com gente de seu partido e oferecer sugestões sobre como conquistar votos para que seu partido ganhe a eleição em São Paulo ou em qualquer outro lugar.

O eleitor está suficientemente informado para decidir se quer ou não votar nos correligionários do presidente. O de São Paulo (capital), por exemplo, não deu a menor bola para a atividade político-eleitoral do presidente no primeiro turno, tanto que votou majoritariamente por outros candidatos.

Já o presidente se especializa em falta do que dizer. Anteontem, produziu a seguinte pérola sobre as perspectivas de o Brasil deixar de ser um país em desenvolvimento:

‘É preciso apenas consertar o que falta ser consertado para que as coisas entrem no eixo’.

Madame Natasha, aquela amiga do Elio Gaspari que se esforça para entender o português enrolado (ou oco, como no caso), acha que o presidente quis dizer que, se o Brasil tivesse resolvido seus problemas, o Brasil não teria problemas.’

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PRIMEIRAS EDIçõES > PUBLICIDADE

Delmar Marques

Por lgarcia em 08/07/2003 na edição 232

MÍDIA EM CRISE

"Diploma e família afastam empreendedores do jornalismo", copyright Comunique-se (www.comuniquese.com.br), 4/07/03

"A exigência do diploma para o exercício profissional e o fato de as grandes empresas do setor dependerem de estruturas familiares podem estar entre as principais causas da crise que afeta os meios de comunicações brasileiros. As assertivas estariam corretas se fossem considerados os pontos de vista de Renato Bernhoeft, um desses especialistas de vozeirão retumbante e tom afirmativo que soma a experiência em consultorias para mais de duzentas grandes companhias em três continentes.

Presidente da Bernhoeft Consultoria e representante para a América Latina da FBCGi (Family Business Consulting Group International), Renato lamenta que o sistema de ensino brasileiro, mesmo o acadêmico de mais alto nível, não prepare os alunos para assumirem o papel de empreendedores. ?Todos saem da faculdade pensando num emprego público ou em trabalhar numa multinacional?, diz. Lembrando que das cem maiores fortunas brasileiras, apenas doze são fruto de herança, ele afirma que os grandes empreendedores nascem na periferia, não têm acesso às universidades e se fazem na vida com muito trabalho e disciplina.

Os filhos da classe média, ainda segundo a opinião dele, anseiam apenas por bons salários. A segurança da família os acomodam nas aspirações medianas, evitam riscos e, invariavelmente, aplicam o pouco que conseguem poupar em carros novos e roupas de grife. Nas empresas familiares, base dos grupos societários controladores da mídia brasileira, o comodismo seria ainda maior, no entendimento de Bernhoeft.

Talvez estejam aí as razões de os grandes conglomerados de comunicações enfrentarem atualmente dificuldades financeiras e desempregarem em massa sem que surjam empreendimentos capazes de absorver essa mão de obra e ocupar os novos espaços abertos pelo desenvolvimento tecnológico e social. Herdeiros insistem em linhas editoriais ultrapassadas, brigam por picuinhas, estabelecem feudos, perdem o controle das despesas e tomam decisões equivocadas nos investimentos, comprometendo todo o patrimônio amealhado pela primeira geração. Quando buscam alternativas, recorrem sempre aos mesmos profissionais, gente moldada sob seu tacão e compromissada com a continuidade. E nada muda.

Falando sobre o tema ?Empresa Familiar: Desafio da Continuidade? no Núcleo de Jovens Empreendedores (NJE) da Federação das Indústrias de São Paulo (Fiesp), Bernhoeft colocou que muitos empresários desenvolvem um comportamento autoritário e machista, acreditando serem eternos. ?Outro dia?, brincou ele, ?tentaram dar uma tartaruguinha de presente para o Roberto Marinho, mas ao saber que o animal viveria no mínimo uns trinta anos ele a recusou, dizendo que não queria se apegar a um bichinho que poderia morrer antes dele.?

Silvio Santos seria, nas palavras de Bernhoeft, outro exemplo de descaso com a sucessão familiar, preterindo as filhas na tentativa de entregar o poder a um sobrinho. Como as herdeiras poderão ter, um dia, o controle do grupo, problemas sucessórios poderão surgir, com reflexos óbvios na empresa. ?Na volta do cemitério é a pior ocasião para se resolver as coisas.?

Na hora lembrei de Maurício Sirotsky, meu mais próximo exemplo de empresário bem sucedido no setor. Ele começou com a ?voz do poste? em Passo Fundo, foi para Porto Alegre trabalhar como radialista, assumiu uma rádio cheia de dívidas, depois um jornal quase quebrado, montou uma televisão e seguiu driblando as dificuldades até deixar o invejável conglomerado que é a RBS para seus descendentes. Acordava cedo e era dos últimos a sair. Fui produtor de um programa de notícias na sua rádio que começava às 6hs e ele o ouvia e chegava na empresa às 7hs recomendando, delicadamente, que baixasse o tom nos próximos dias para compensar o malho dado na ditadura naquela edição. Às 23 hs, quando eu colocava no ar o noticioso noturno da sua televisão, lá ainda estava ele. Haveria espaço, hoje, para essas aventuras empresariais?

Num país em que entrar para o serviço público para merecer uma aposentadoria privilegiada sempre foi a meta da grande maioria, talvez seja o momento de pararmos para pensar em todas as oportunidades de realização profissional que estamos perdendo. Fracassamos com a Coojornal (Cooperativa de Jornalistas de Porto Alegre) e em muitas outras tentativas de associação para lançamento de veículos alternativos. Seguimos de um emprego para outro, em carreiras atribuladas e inseguras, mais preocupados em lutar por ilusórios privilégios corporativos, alimentando nossos egos com títulos vazios, editor disso, diretor daquilo, sem nenhum compromisso com o futuro.

Vamos acumulando experiências desastrosas, idade e cabelos brancos, colecionando tombos, profissionais e do cavalo, literalmente, sem outra pretensão além de sentar diante do teclado, mera extensão de nossos dedos, para soltar o verbo e jogar nos impulsos eletrônicos as confusões mentais que nos afligem. Na esperança de que acordem alguém, jovem e empreendedor, capaz de construir alguma coisa onde só vemos o caos. Com trabalho e disciplina. (Jornalista, escritor e dramaturgo, diretor da DM Textual Editoração Eletrônica, de São Paulo, e da Editora Paralelo 30, de Porto Alegre.)"

 

"Sky reduz queda da TV paga em 2003", copyright Folha de S. Paulo, 4/07/03

"Pelo segundo trimestre consecutivo, o mercado nacional de TV paga por satélite teve crescimento em sua base de assinantes, invertendo tendência de queda após resultados negativos nos primeiros nove meses de 2002.

Segundo relatório da PTS (Pay-TV Survey), empresa de pesquisa do setor, de janeiro a março de 2003, as operadoras por satélite registraram saldo de 17.627 novos assinantes, 1,55% a mais do que no trimestre anterior, atingindo um total de 1,157 milhão de clientes pagantes, que respondem por 33,6% do mercado nacional.

O crescimento da TV por satélite, no entanto, se deve a apenas uma operadora, a Sky, agora sob o controle gerencial do grupo News Corp. A empresa, segundo a PTS, foi a única das grandes que cresceu no trimestre, em torno de 5% (ou 30 mil assinantes pagantes). Sua principal concorrente, a DirecTV, caiu 3,5% (cerca de 15 mil clientes a menos).

O resultado da TV por satélite, que já havia crescido 0,12% entre outubro e dezembro, amenizou o impacto da queda de assinantes das operadoras de cabo (-1,08%) e MMDS (-1,87%), que perderam, juntas, 27.017 assinantes. Assim, o setor (satélite mais cabo e MMDS) fechou o primeiro trimestre de 2003 com 9.389 clientes a menos do que em dezembro, uma queda de 0,27%. No total, a TV paga tinha em 31 de março 3,449 milhões de assinantes, 92 mil a menos que um ano antes."

 

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"BB abre concorrência por conta anual de R$ 142 milhões", copyright Comunique-se (www.cidadebiz.com.br), 7/07/03

"O Banco do Brasil abriu concorrência por sua conta publicitária anual de R$ 142 milhões. Serão escolhidas três agências para atender o BB e a Fundação Banco do Brasil. A verba prevista é a segunda maior do governo federal para o prazo de um ano. A da Secom (Secretaria de Comunicação e Gestão Estratégica) é de R$ 150 milhões e a dos Correios, R$ 72 milhões.

Agências interessadas devem entregar os envelopes com documentos de habilitação e propostas técnicas e de preços no dia 19 de agosto, das 15h00 às 16h00. Na ocasião, terá início a abertura dos envelopes de habilitação.

O edital completo pode ser obtido das 9h00 às 15h00, no Balcão de Licitações, Setor Comercial Sul, Quadra1, Bloco H, Edifício Camargo Correa, 1? andar, Brasília, mediante a apresentação de depósito de R$ 50 na conta 516.634.500-6, em qualquer agência BB."

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