Terça-feira, 12 de Dezembro de 2017
ISSN 1519-7670 - Ano 19 - nº969

ENTRE ASPAS > FIM DE SEMANA, 20 E 21/01

Direto da Redação

23/01/2007 na edição 417

DIRETÓRIO ACADÊMICO
Ana Beatriz

Jornalista 24 horas, 16/01/07

‘Roanoke (USA) – Infelizmente (ou talvez felizmente), é difícil hoje em dia encontrar-se estabilidade em qualquer profissão que se preze. Especialmente no jornalismo.

É difícil formar uma família e ficar num lugar só, principalmente quando a ambição professional é grande. Difícil até comer e dormir quando um artigo domina sua mente. Ou tem que ficar pronto em poucos minutos ou demora dias, semanas ou até anos para ser concretizado. E quando é concretizado, há a repercussão, boa ou ruim, muitas vezes dividida.

Há o tormento quanto a possíveis erros e buracos no texto. Serei detestado? Serei despedido? Ganharei o Pulitzer?

Mas, na maioria das vezes, entre jornalistas que realmente amam a profissão, a pergunta seria: ‘Será que dei a notícia da melhor maneira que poderia ser dada? Ofereci aos leitores a oportunidade de interpretá-la, escrevendo de maneira detalhada e equilibrada?’

É uma luta diária. A luta pela ética, pela justiça e por cada palavra. A luta contra os cortes de editores que pregam a idéia de simplificar o mais possível e, nesse processo, acabam deixando de fora informações importantes. A luta pelo espaço que dividimos com os anúncios, que são postos nas páginas antes das notícias.

E ainda temos que pensar nos cortes de equipe nas redações. A crise da indústria fez milhares de jornalistas nos Estados Unidos perderem emprego nos últimos poucos anos. Companhias são vendidas, uma a uma, tornando-se parte de um pequeno número de grandes conglomerados.

É difícil, principalmente para os jornalistas mais maduros e com raízes mais profundas do que aqueles que, como eu, estão apenas começando, se adaptarem a esse novo jornalismo. É o jornalismo da Internet e da diversidade – uma diversidade cultural e intelectual que vive lado a lado com preconceitos que vêm à tona quando as minorias decidem se rebelar e virar notícia.

Mas não conseguimos desistir. Isso é, quando o jornalismo toma conta de nossos corações e mentes viramos escravos da notícia e das longas horas, só conseguindo paz interior quando a notícia é publicada e o veredito dado, pelo público e nós próprios.

Até o dia seguinte.

(*) Jornalista formada pela Florida International University (FIU), de Miami. Trabalha Roanoke Times, um jornal do estado da Virginia’

******************

Clique nos links abaixo para acessar os textos do final de semana selecionados para a seção Entre Aspas.

Folha de S. Paulo – 1

Folha de S. Paulo – 2

O Estado de S. Paulo – 1

O Estado de S. Paulo – 2

Carta Capital

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