Quinta-feira, 23 de Novembro de 2017
ISSN 1519-7670 - Ano 19 - nº967

ENTRE ASPAS > FIM DE SEMANA, 8 E 9/04

Direto da Redação

11/04/2006 na edição 376


CRISE POLÍTICA
Eliakim Araújo


Não Ao Golpismo, 31/03/06


‘Há um visível clima de golpe no ar. De maneira aparentemente orquestrada, a Folha de SP da terça-feira, colocou todos os seus colunistas e colaboradores a serviço da derrubada do governo Lula.


Dentre todos, destaque para Boris Casoy. Com seu velho e surrado chavão ‘é uma vergonha’, voltou à casa paterna, aquela que sempre lhe deu guarida, e destilou todo seu ódio contra o presidente e o Partido dos Trabalhadores, dos quais sempre foi adversário ferrenho, mesmo antes da posse do atual governo petista. As expressões usadas por Boris são eivadas de passionalismo, como se colocasse pra fora todo veneno acumulado nesses meses em que ficou fora da mídia.


O que se nota nele e em boa parte da mídia é a preocupação em jogar no presidente a culpa de todas as mazelas cometidas por seus auxiliares. Não se trata aqui de acobertar qualquer tipo de desonestidade praticada por membros do seu governo. Se ficar provado que Palocci frequentava a casa do lobby de Ribeirão Preto, ele já é passível de punição por ter mentido perante a CPI. Se participou de negócios e/ou negociatas, mais grave ainda. Que a mão pesada da lei caia sobre ele. Que vá para a cadeia purgar pelo crime que cometeu.


Mas essa parte da mídia, aparentemente comprometida com setores que querem ver o país entrar num perigoso processo de desgaste, não está preocupada com a tranqulidade das instituiçoes e pedem abertamente o impeachment de Lula, o presidente legitimamente eleito por mais de 53 milhões de eleitores.


Não é hora de colocar mais lenha na fogueira. Ao contrário, a hora é de apagar o incêndio e deixar que o Congresso cumpra seu dever de apurar todas as denúncias e punir exemplarmente os que abusaram da confiança dos cidadãos. Sem essa de pressionar os parlamentares taxando-os como ‘cúmplices’, se não iniciarem imediatamente o processo de impeachment contra o presidente. Isso é golpismo que só interessa à turma do quanto pior melhor e, evidentemente, à oposição que até agora não conseguiu reunir forças para impedir a reeleição de Lula.


É preciso cuidar para não colocar o país numa crise institucional que um processo de impeachment fatalmente acarretaria. O que deve prevalecer, numa hora delicada como a atual, é o bom senso. Decisões tomadas em clima de paixão e pressão nem sempre são as mais acertadas. O país precisa de calma e tranquilidade e respeito às instituições para poder trabalhar em paz.


Civilizadamente, com ordem e progresso.


ESQUERDA CONTRA ESQUERDA NO SINDICATO DOS BANCÁRIOS DO RIO


O Sindicato dos Bancários do Rio de Janeiro é uma poderosa entidade de classe. São 30 mil trabalhadores sindicalizados, dos quais 75% são de bancos privados e os demais de bancos públicos, como Banco do Brasil, CEF, etc. É o segundo maior do país, só perde para o de São Paulo.


Essa eleição no Rio é importante na medida em que pode servir como um termômetro para se avaliar a próxima eleição presidencial, pois trata-se de um micro universo bastante representativo da população brasileira.


O destaque é que, pela primeira vez em 12 anos, a eleição para a diretoria do Sindicato terá uma chapa de oposição. Curiosamente, essas chapas não representarão tendências de direita e esquerda, como acontece tradicionalmente. A disputa terá esquerda contra esquerda. De um lado, a Chapa 1, onde estão o Campo Majoritário do PT e a CUT, que controlam o sindicato há muito tempo, de outro, a Chapa 2, que reune os setores de esquerda descontentes com a administração petista.


As urnas estarão abertas para a votação no período de 3 a 7 de abril. E o que a população espera da chapa vencedora é que o sindicato transforme em bandeira de luta a redução das cerca de setenta taxas que os bancos cobram dos correntistas e que proporcionaram (repito, só em taxas) uma arrecadação de 31 blhões de reais em 2005.’




******************


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O Estado de S. Paulo – 1


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Dentre todos, destaque para Boris Casoy. Com seu velho e surrado chavão ‘é uma vergonha’, voltou à casa paterna, aquela que sempre lhe deu guarida, e destilou todo seu ódio contra o presidente e o Partido dos Trabalhadores, dos quais sempre foi adversário ferrenho, mesmo antes da posse do atual governo petista. As expressões usadas por Boris são eivadas de passionalismo, como se colocasse pra fora todo veneno acumulado nesses meses em que ficou fora da mídia.


O que se nota nele e em boa parte da mídia é a preocupação em jogar no presidente a culpa de todas as mazelas cometidas por seus auxiliares. Não se trata aqui de acobertar qualquer tipo de desonestidade praticada por membros do seu governo. Se ficar provado que Palocci frequentava a casa do lobby de Ribeirão Preto, ele já é passível de punição por ter mentido perante a CPI. Se participou de negócios e/ou negociatas, mais grave ainda. Que a mão pesada da lei caia sobre ele. Que vá para a cadeia purgar pelo crime que cometeu.


Mas essa parte da mídia, aparentemente comprometida com setores que querem ver o país entrar num perigoso processo de desgaste, não está preocupada com a tranqulidade das instituiçoes e pedem abertamente o impeachment de Lula, o presidente legitimamente eleito por mais de 53 milhões de eleitores.


Não é hora de colocar mais lenha na fogueira. Ao contrário, a hora é de apagar o incêndio e deixar que o Congresso cumpra seu dever de apurar todas as denúncias e punir exemplarmente os que abusaram da confiança dos cidadãos. Sem essa de pressionar os parlamentares taxando-os como ‘cúmplices’, se não iniciarem imediatamente o processo de impeachment contra o presidente. Isso é golpismo que só interessa à turma do quanto pior melhor e, evidentemente, à oposição que até agora não conseguiu reunir forças para impedir a reeleição de Lula.


É preciso cuidar para não colocar o país numa crise institucional que um processo de impeachment fatalmente acarretaria. O que deve prevalecer, numa hora delicada como a atual, é o bom senso. Decisões tomadas em clima de paixão e pressão nem sempre são as mais acertadas. O país precisa de calma e tranquilidade e respeito às instituições para poder trabalhar em paz.


Civilizadamente, com ordem e progresso.


ESQUERDA CONTRA ESQUERDA NO SINDICATO DOS BANCÁRIOS DO RIO


O Sindicato dos Bancários do Rio de Janeiro é uma poderosa entidade de classe. São 30 mil trabalhadores sindicalizados, dos quais 75% são de bancos privados e os demais de bancos públicos, como Banco do Brasil, CEF, etc. É o segundo maior do país, só perde para o de São Paulo.


Essa eleição no Rio é importante na medida em que pode servir como um termômetro para se avaliar a próxima eleição presidencial, pois trata-se de um micro universo bastante representativo da população brasileira.


O destaque é que, pela primeira vez em 12 anos, a eleição para a diretoria do Sindicato terá uma chapa de oposição. Curiosamente, essas chapas não representarão tendências de direita e esquerda, como acontece tradicionalmente. A disputa terá esquerda contra esquerda. De um lado, a Chapa 1, onde estão o Campo Majoritário do PT e a CUT, que controlam o sindicato há muito tempo, de outro, a Chapa 2, que reune os setores de esquerda descontentes com a administração petista.


As urnas estarão abertas para a votação no período de 3 a 7 de abril. E o que a população espera da chapa vencedora é que o sindicato transforme em bandeira de luta a redução das cerca de setenta taxas que os bancos cobram dos correntistas e que proporcionaram (repito, só em taxas) uma arrecadação de 31 blhões de reais em 2005.’




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