Segunda-feira, 18 de Junho de 2018
ISSN 1519-7670 - Ano 19 - nº991
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ENTRE ASPAS > INTERNET & HOAXES

Drauzio Varella

25/01/2005 na edição 313

‘Sou contra a prisão perpétua, mas sou a favor dela para quem escreve textos apócrifos na internet.

Segundo o ‘Dicionário Houaiss’, apócrifo é um texto falsamente atribuído a um autor ou de cuja autoria se tenha dúvida. Ele cita como exemplo existirem várias poesias apócrifas atribuídas a Luís de Camões por seus editores haverem introduzido em sua lírica textos de outros poetas.

Outro caso célebre de intromissão apócrifa ocorreu com o genial Jorge Luis Borges, que jamais alinhavaria as mediocridades contidas naquele que acabou divulgado como o mais popular de ‘seus’ poemas: ‘Se pudesse viver novamente minha vida, na próxima trataria de cometer mais erros… tomaria mais sorvetes… andaria descalço…’. Alguém imaginaria Borges, que passou a vida entre os livros, pelas ruas descalço lambendo um sorvete?

Mas foi com o advento da internet que a falsidade autoral chegou ao apogeu. Escritores e jornalistas como Carlos Heitor Cony, Arnaldo Jabor, Verissimo e outros foram vítimas desse desrespeito.

Comigo já havia acontecido duas vezes. Na primeira, um amigo me enviou por e-mail uma crônica com minha foto sorridente, na qual eram ressaltadas as virtudes do companheirismo entre os casais. No final, esse amigo acrescentava: ‘Que coisa melosa! Seu nível está cada vez mais baixo’.

Fiquei indignado e procurei saber como provar minha inocência. Descobri que essas coisas são lançadas na rede e se disseminam feito os boatos; impossível localizar de onde partiram.

Dias depois, fui cumprimentado por várias pessoas pela autoria desse ‘texto maravilhoso’ que uma apresentadora de TV, comovida, havia lido num programa matutino.

Meses mais tarde, com o título de ‘A Porta do Lado’, surgiu outra página apócrifa com minha foto e assinatura. Tomei conhecimento de sua existência ao receber novas congratulações pelas ‘sábias palavras’ nela contidas. Ao lê-las, no entanto, não pude perceber tal sabedoria e fiquei morto de vergonha outra vez.

Entusiasmados talvez pelo sucesso dos escritos anteriores, os responsáveis por eles lançaram um terceiro em meu nome: ‘A Arte de Não Adoecer’. Por tratar de um tema de saúde, desta vez achei conveniente afirmar publicamente que nada tenho a ver com ele.

Já no primeiro parágrafo o autor demonstra ter a mente infestada de certezas: ‘Se não quiser adoecer, fale de seus sentimentos. Emoções e sentimentos que são escondidos, reprimidos, acabam em doenças como: gastrite, úlcera, dores lombares, dor na coluna. Com o tempo, a repressão dos sentimentos degenera até em câncer’.

E segue nessa linha para chegar a um final de rara inspiração poético-filosófica: ‘O bom humor, a risada, o lazer, a alegria recuperam a saúde e trazem vida longa. A pessoa alegre tem o dom de alegrar o ambiente em que vive. O bom humor nos salva das mãos do doutor. Alegria é saúde e terapia’.

Embora já tenha recebido elogios por mais essas ‘sábias palavras’, tomo a liberdade de deixar claro que só um escritor primário, um médico ignorante ou alguém dotado de ambos os atributos assinaria um descalabro tão pretensioso.

A idéia de que através da mente conseguimos controlar os males da carne sempre encantou o homem. Conviver com a fragilidade inerente à condição humana, que pode ser extinta por um evento imprevisível e tantas vezes aleatório como a doença, é inaceitável para muitos. A história da medicina é povoada de feiticeiros, pitonisas, pajés, médiuns e exorcistas especializados na arte de expulsar os maus fluidos e os espíritos que se apossaram dos enfermos.

No século 20, quando as pessoas mais cultas começaram a sentir desconforto com a idéia de tratar pacientes por meio de intervenções sobrenaturais, os pensamentos de Sigmund Freud deturpados por gente que só ouviu falar de seus trabalhos em porta de botequim caíram como uma luva para explicar a doença como resultante de processos engendrados pelo cérebro, de forma consciente ou não.

A idéia de que o subconsciente tem esse poder é imbatível: mesmo jurando por todos os santos que você nunca pensou de determinado jeito, seu subconsciente poderá ser incriminado. Caiu de cama? Também, neurótico como você é! Não consegue melhorar? Também, com esse negativismo! No fundo, você não quer ficar bom!

Travestida de interpretação psicanalítica, essa filosofia de almanaque nada mais é do que a versão contemporânea da prática secular de atirar no doente a culpa pela doença. Na Idade Média, a hanseníase acometia apenas os ímpios que desafiavam a ira do Senhor; no século passado, morriam de tuberculose as moçoilas desiludidas e os rapazes devassos e, mais recentemente, adquiriam Aids somente os promíscuos.

Esquecer que a hanseníase e a tuberculose são causadas por bactérias desinteressadas daquilo em que pensam seus hospedeiros, a Aids, por um vírus alheio a julgamentos morais, e o câncer, por interações de alta complexidade entre o DNA celular e o meio externo é ridículo.

É lógico que o psiquismo interfere e é influenciado por todos os processos orgânicos. A interação é tão íntima que a separação didática entre corpo e mente é tema do tempo de Descartes; na medicina moderna, ninguém mais perde tempo com ele. Atirar nos subterrâneos da consciência a culpa das moléstias que nos afligem, desculpem, é ignorância em estado bruto; superestimar os poderes da mente na gênese e no tratamento delas também.’



SPAM
Gazeta Mercantil

‘EUA lideram a emissão de spams. Brasil é o 5º’, copyright Gazeta Mercantil, 20/1/05

‘Os Estados Unidos é o país do mundo responsável pela maioria dos e-mails indesejados ou não autorizados (spams) que circulam pela internet mundial, com 42,11% do total no ano passado. O Brasil melhorou sua posição, com participação menor de geração de spams em relação à lista anterior, elaborada há seis meses. Na relação mais recente, o Brasil passou para a quinta colocação, enquanto na anterior ocupava o quarto lugar.

Esse ranking foi elaborado pela Sophos, fornecedora de soluções antivírus e anti-spam para empresas, com base no exame de todas as mensagens indesejáveis recebidas em sua rede mundial de monitoramento. O segundo colocado é a Coréia do Sul, com 13,43%, vindo depois, pela ordem, China e Hong Cong, com 8,44%, e Canadá, com 5,71%, antes do Brasil.

‘Quando divulgamos nosso primeiro relatório sobre os países que mais geram spams em fevereiro de 2004, os Estados Unidos tinham como justificativa o fato de que sua legislação Can-Spam estava em vigor há apenas alguns meses’, afirma Graham Cluley, consultor sênior de tecnologia da Sophos. ‘Quase um ano depois e milhões de mensagens circulando na web, tornou-se evidente que a legislação em questão pouco contribuiu para frear a avalanche de spams’, avalia Cluley.

A Coréia do Sul, país com o maior volume de conexões de banda larga no mundo, manteve-se na segunda posição do ranking.

Cluley considera que ‘os spammers são motivados por dinheiro fácil e rápido. Muitos deles utilizam computadores de terceiros inocentes para fazer seu trabalho sujo’. Grande número de spams são enviados por computadores de usuários domésticos após invasão de hackers por conexão de banda larga.’



INTERNET NA TOMADA
O Estado de S. Paulo

‘Em 2006, acesso à internet pela eletricidade’, copyright O Estado de S. Paulo, 22/1/05

‘Após entrar na casa dos brasileiros pelo telefone ou pelo sinal de TV a cabo, a internet também poderá ser acessada pela tomada de eletricidade a partir de 2006, prevê a a Hypertrade Telecom, certificada no final do ano passado pela Agência Nacional de Telecomunicações. A empresa brasileira vai oferecer equipamentos que disponibilizam a tecnologia Powerline Communications (PLC). As distribuidoras elétricas estão atentas ao sistema, mas consideram que ainda é cedo para ter planos.’



CURSO DE HACKER
Ancelmo Gois

‘Alô, polícia!’, copyright O Globo, 22/1/05

‘Está nas bancas, acredite, uma coleção que ensina o internauta a se tornar hacker.

Chama-se ‘Hackademia’. Na minha terra, isto é crime. Na do delegado Paulo Lacerda, chefe da PF, também.’

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PRIMEIRAS EDIçõES >  

Drauzio Varella

Por lgarcia em 08/05/2002 na edição 171

VIOLÊNCIA NA TV

"Violência na TV e comportamento agressivo", copyright Folha de S. Paulo, 4/05/02

"Nunca se assistiu a tanta violência na televisão como nos dias atuais. Dada a enormidade de tempo que crianças e adolescentes das várias classes sociais passam diante da TV, é lógico o interesse pelas consequências dessa exposição. Até que ponto a banalização de atos violentos, exibidos nas salas de visitas pelo país afora, diariamente, dos desenhos animados aos programas de ?mundo-cão?, contribui para a escalada da violência urbana?

Essa questão é mais antiga do que se imagina. Surgiu no final dos anos 1940, assim que a televisão entrou nas casas de família. Nos Estados Unidos, país com o maior número de aparelhos por habitante, a autoridade máxima de saúde pública do país (?Surgeon General?) já afirmava em comunicado à nação, no ano de 1972: ?A violência na televisão realmente tem efeitos adversos em certos membros de nossa sociedade?.

Desde então, a literatura m&eaceacute;dica já publicou sobre o tema 160 estudos de campo que envolveram 44.292 participantes, e 124 estudos laboratoriais com 7.305 participantes. Absolutamente todos demonstraram a existência de relações claras entre a exposição de crianças à violência exibida pela mídia e o desenvolvimento de comportamento agressivo.

Ao lado deles, em 2001, foi publicado um estudo interessantíssimo numa das mais importantes revistas de psicologia, que evidenciou efeitos semelhantes em crianças expostas a videogames de conteúdo violento. No final do mês passado, Jeffrey Johnson e colaboradores da Universidade de Columbia publicaram na revista ?Science? os resultados de uma pesquisa abrangente que estende as mesmas conclusões para adolescentes e adultos jovens expostos diariamente às cenas de violência na TV.

A partir de 1975, os pesquisadores passaram a acompanhar um grupo de 707 famílias, com filhos entre um e dez anos de idade. No início do estudo, as crianças tinham em média 5,8 anos. Foram seguidas até 2000, quando atingiram a média de 30 anos.

Nesse intervalo de tempo, periodicamente, todos os participantes e seus pais eram entrevistados para saber quanto tempo passavam na frente da televisão. Além disso, respondiam a perguntas para avaliar a renda familiar, a possível existência de desinteresse paterno pela sorte dos filhos, os níveis de violência na comunidade em que viviam, a escolaridade dos pais e a presença de transtornos psiquiátricos nas crianças, fatores de risco sabidamente associados ao comportamento agressivo.

A prática de atos agressivos pelos jovens foi avaliada por meio de sucessivas aplicações de um questionário especializado e de consulta aos arquivos policiais.

Depois de cuidadoso tratamento estatístico, os autores verificaram que, independentemente dos fatores de risco citados acima, o número de horas que um adolescente com idade média de 14 anos fica diante da televisão, por si só, está significativamente associado à prática de assaltos e à participação em brigas com vítimas e em crimes de morte mais tarde, quando atinge a faixa etária dos 16 aos 22 anos. Essa conclusão vale para homens ou mulheres, mas não vale para os crimes contra a propriedade, como furtos e vandalismo, que aparentemente parecem não guardar relação com a violência presenciada na TV.

Conclusões idênticas foram tiradas analisando-se o número de horas que um jovem de idade média igual a 22 anos (homem ou mulher) dedica a assistir à televisão: quanto maior o número de horas diárias, mais frequente a prática de crimes violentos. Entre adolescentes e adultos jovens expostos à TV por mais de três horas por dia, a probabilidade de praticar atos violentos contra terceiros aumentou cinco vezes em relação aos que assistiam durante menos de uma hora.

O estudo do grupo de Nova York é importante não só pela abrangência (707 famílias acompanhadas de 1975 a 2000) ou pela metodologia criteriosa mas por ser o primeiro a contradizer de forma veemente que a exposição à violência da mídia afeta apenas crianças pequenas. Demonstra que ela exerce efeito deletério sobre o comportamento de um universo de pessoas muito maior do que aquele que imaginávamos.

Apesar do consenso existente entre os especialistas de que há muito está caracterizada a relação de causa e efeito entre a violência exibida pelos meios de comunicação de massa e a futura prática de atos violentos pelos espectadores, o tema costuma ser abordado com superficialidade irresponsável pela mídia, como se essa associação ainda não estivesse claramente estabelecida.

Em longo comentário ao artigo citado, na revista ?Science?, Craig Anderson, da Universidade de Iowa, responsabiliza a imprensa por apresentar até hoje como controverso um debate que deveria ter sido encerrado anos atrás. Segundo o especialista, esse comportamento é comparável ao mantido por décadas diante da discussão sobre as relações entre o cigarro e o câncer de pulmão, quando a comunidade científica estava cansada de saber e de alertar a população para isso.

Seis das mais respeitadas associações médicas americanas (entre as quais as de pediatria, psiquiatria, psicologia e a influente American Medical Association) publicaram em 2001 um relatório com a seguinte conclusão sobre o assunto: ?Os dados apontam de forma impressionante para uma conexão causal entre a violência na mídia e o comportamento agressivo de certas crianças?.

As associações médicas e a imprensa brasileira dariam importante contribuição ao combate à violência urbana se trouxessem esse tema a debate."

 

RÁDIO

"Grupo espanhol quer investir em rádio no Brasil", copyright O Estado de S. Paulo, 1/5/02

"Mesmo antes da aprovação no Senado da emenda constitucional que permite investimento de capital estrangeiro de até 30% nas empresas de comunicação brasileiras, os espanhóis tentam garantir seu espaço. ?Queremos montar uma cadeia pan-americana de rádio e sem o Brasil isso não é possível?, disse ontem o conselheiro delegado do Grupo Prisa, Juan Luis Cebrián, que está no País.

O grupo espanhol é responsável pelo jornal El País, fundado há mais de 25 anos, por outros veículos impressos e por várias rádios, emissoras de televisão e editoras na Bolívia, Chile, México, Peru, Colômbia, Argentina, Uruguai, Venezuela, entre outros países. Segundo Cebrián, o principal objetivo dessa cadeia de rádio é divulgar a música latino-americana.

?Apesar de também haver programas informativos, a linguagem do rádio é a música.? As emissoras serão dirigidas a diferentes públicos e organizadas localmente, com funcionários de cada país. Mesmo usando a denominação ?cadeia?, não haverá uma programação internacional.

O representante do Grupo Prisa disse que já tem conversado com empresários brasileiros – possíveis sócios -, mas não quis revelar o nome de nenhum deles. O filósofo e jornalista espanhol, que foi diretor fundador do El País, também não informou a quantidade de dinheiro que deve ser investido no Brasil. Mas, a julgar pela disposição demonstrada durante entrevista ontem, não é pouco. ?O povo daqui nunca foi considerado estrangeiro na Espanha.

Somos um grupo com muita vocação latino-americana.?

Bienal – O projeto de investimento na região, segundo Cebrián, não foi atrapalhado pela recente instabilidade política e econômica de alguns países da América Latina. Ele classifica Brasil e Argentina como os principais mercados e espera conseguir todo tipo de anunciante para as emissoras. Por enquanto, Cebrián garante que o interesse aqui, na área da comunicação, é apenas pelas rádios.

No ano passado, o Prisa comprou no Brasil a Editora Moderna, responsável pela publicação principalmente de livros didáticos e infantis. Além de fazer contatos com empresas brasileiras, Cebrián está no País para participar de debates na 17.? Bienal Internacional do Livro."

 

"Pimenta e a política do leite com café", copyright Folha de S. Paulo, 1/5/02

"Minas Gerais, reduto eleitoral de Pimenta da Veiga (PSDB), foi o Estado que mais recebeu concessões de AMs e FMs e autorizações para rádios comunitárias durante sua passagem pelo Ministério das Comunicações.

Levantamento finalizado pelo ministério na sexta-feira passada, obtido por esta coluna, mostra que, de 1999, ano em que Pimenta assumiu a pasta, até março de 2002, quando deixou o cargo, foram liberadas para Minas 103 FMs, quatro AMs e 275 rádios comunitárias. São Paulo, vice-campeão da ?Era Pimenta?, recebeu 30 FMs, duas AMs e 196 comunitárias (veja ao lado quadro com os números atuais em todo o país).

O então ministro, que cogitava concorrer ao governo de Minas nas próximas eleições, tomou atitudes ?históricas? para a radiodifusão mineira. No ano passado, por exemplo, subiu um morro na periferia de Belo Horizonte para entregar pessoalmente a autorização para o funcionamento da Favela FM, estação comunitária que há 22 anos é fortíssima na região.

Pimenta da Veiga também foi acusado pela oposição de liberar emissoras a seus aliados políticos.

Reportagem publicada pela Folha no ano passado dava alguns exemplos dessa prática, como o caso de uma rádio concedida ao município de Dom Silvério.

O prefeito tucano Renato Trindade Teixeira admitiu que intercedeu ao então ministro para obter a autorização à emissora administrada pela Associação de Radiodifusão Comunitária da Cidade de Dom Silvério. ?Pedi sim?, afirmou ele na época.

Pimenta negou e nega o critério político em seu plano de radiodifusão. ?Ouvi manifestações de parlamentares de outros partidos, como PDT e PT, favoráveis à distribuição de estações de rádios?, disse ele ontem à Folha.

Sobre a supremacia mineira, o ex-ministro e atual deputado tucano diz que ?Minas tem 853 municípios, e São Paulo, 645? (SP é maior em população, com 37 milhões contra 17,8 milhões em Minas, segundo o IBGE de 2000). ?É natural que o Estado se destaque?, afirmou Pimenta, que depois dessa passagem pelo ministério, abandonou sua candidatura por uma boa causa: coordenar a campanha de Serra à Presidência.

Mudança importante no dial de São Paulo: depois de quase dez anos, a Gazeta AM (890 kHz) deixa de locar seu espaço para igrejas evangélicas e passa a investir em notícia e ?MPB moderna?. Diz que conseguiu equilibrar as finanças. Pudera. Serão alunos da Faculdade Cásper Líbero que produzirão toda a programação. Em troca de nota no boletim escolar."

 

"?Jornal Eldorado? será atração também na FM", copyright O Estado de S. Paulo, 5/5/02

"Os ouvintes da Eldorado FM terão uma novidade na programação a partir de amanhã: a emissora passará a transmitir, das 6 às 9h30, em conjunto com a Eldorado AM, o Jornal Eldorado, que só era transmitido pela banda AM. De acordo com o diretor da rádio, João Lara Mesquita, a mudança se deu para oferecer o benefício de informação com mais qualidade de recepção aos apreciadores de FM – cerca de 73% dos ouvintes de rádio – e tornar mais ágil a programação da FM, que era entrecortada por boletins informativos.

A mudança, segundo o diretor, também aumentará a audiência do jornal, que ganhou vários prêmios. A Eldorado recebeu três vezes o prêmio da Associação Paulista de Críticos de Arte (APCA) – um feito inédito em emissoras de rádio – e do Instituto Cidadania, suas mais recentes premiações. ?O público da Eldorado, AM e FM, é o mesmo, composto majoritariamente por pessoas das classes A e B, formadores de opinião e gente que tem a tendência de praticar a cidadania?, explicou Lara Mesquita.

Com a mudança, os boletins em horas cheias serão suprimidos e ficará somente o resumo das notícias, tornando mais corrente a programação. No primeiro dia da nova grade, está prevista uma entrevista exclusiva com o presidente Fernando Henrique Cardoso. Terça-feira, será a vez do governador Geraldo Alckmin (PSDB) e, na quarta-feira, da prefeita Marta Suplicy (PT). Na quinta-feira, o ouvinte acompanhará mais uma exclusiva com o presidente do Banco Central, Armínio Fraga, e, na sexta-feira, com o empresário Abílio Diniz, superintendente do Grupo Pão de Açúcar."

 

"Rádio Eldorado: mais demissões e terceirização", copyright Comunique-se, 30/04/02

"A Rádio Eldorado fez um novo corte na última sexta-feira (26/4). Segundo fonte interna, a Eldorado foi o veículo de comunicação do Grupo Estado que mais demitiu, proporcionalmente ao tamanho das redações. ?De novembro até agora, 49% da redação foi demitida. Há muita gente acumulando funções aqui?, disse a fonte.

Foram demitidos Ronald Gimenez (chefe de reportagem e editor do Jornal Eldorado), William Rivera (repórter), Fabiano Fauci (escuta), Carolina Gama (produtora) e Caio Camargo (apresentador e editor).

Em dezembro, a Eldorado passou por um processo de terceirização. Quem recebe salários médios e altos foram ?convidados? a se tornar pessoas jurídicas. Dessa vez, dois chefes de reportagem, cargo considerado de confiança, também terão que abrir empresas. ?Foi dado um acréscimo de 20% nos salários por conta dessa terceirização?.

O que a equipe de Jornalismo da rádio não entende é por que demitiram pessoal agora, se, no próximo dia 6/5, o Jornal Eldorado, da AM, passará a ser transmitido também na FM.

Comunique-se tenta falar com Ederaldo Kosa, diretor de jornalismo da emissora, que está neste momento em reunião."

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