Domingo, 24 de Setembro de 2017
ISSN 1519-7670 - Ano 19 - nº958

ENTRE ASPAS > CASO AZEREDO

Eliane Cantanhêde

28/10/2005 na edição 352


‘Horas depois de renunciar à presidência nacional do PSDB, por envolvimento no esquema Marcos Valério, o senador Eduardo Azeredo (MG) disse ontem à Folha que se sente ‘massacrado’, ‘injustiçado’ e ‘um bode expiatório por ser do PSDB’.


Analista de sistemas, mineiro, 56, ele provocou: ‘Se a minha campanha teve irregularidades, o que dizer da do Lula, que declarou menos da metade para fazer campanha no país inteiro?’


Disse que declarou oficialmente R$ 8,5 milhões para a campanha ao governo de Minas em 1998, enquanto as contas da campanha presidencial de Luiz Inácio Lula da Silva no mesmo ano foram de R$ 3 milhões. E concluiu: ‘As contas mais baixas, essas é que têm problemas’.


Folha – Por que o sr. demorou tanto para renunciar à presidência do PSDB?


Eduardo Azeredo – Não sentia necessidade, porque o constrangimento para o partido só surgiu agora, com esse episódio do cheque do Marcos Valério [de R$ 700 mil], para um pagamento referente à campanha de 1998 e que eu reembolsei integralmente, levantando recursos com amigos, uma semana depois, em 26 de setembro de 2002. E com juros.


Folha – O sr. fala como fosse muito simples. Então, por que causava constrangimento ao PSDB e por que renunciou?


Azeredo – Foram três fatores: o constrangimento do partido, o fato de faltar pouco tempo para a eleição do novo presidente [será em 18 de novembro] e o desejo do Serra [José Serra, prefeito de São Paulo e presidente efetivo do partido] de assumir para passar a faixa para o Tasso Jereissati [futuro presidente].


Folha – Serra pressionou o sr. a sair?


Azeredo – Não houve pressão de ninguém. Ao contrário, o Serra me deu apoio e sempre disse que, no que eu decidisse, ele me apoiaria. Ele até foi muito humano, subiu no meu conceito.


Folha – Os tucanos têm sido duros na condenação dos petistas, mas ficam irritados quando o sr. é investigado. Não tem de ser igual para todos?


Azeredo – Existe uma diferenciação nítida entre recursos de campanha eleitoral e corrupção. Nos envolvidos da CPI, há alguns, inclusive petistas, que comprovam recursos de campanha. Mas há outros que estão envolvidos com dinheiro fora da campanha e até para cooptação de parlamentares. São coisas bem diferentes.


Folha -O cheque do seu caso foi em 2002, fora da campanha de 1998.


Azeredo – Mas foi para quitar uma dívida de campanha protestada na Justiça e que eu tinha autorizado. Eu nem tinha mandato, estava na iniciativa privada.


Folha – Em 1998, também houve recursos de Marcos Valério para sua campanha.


Azeredo – O coordenador da minha campanha, Cláudio Mourão, já depôs na CPI e disse que fez o empréstimo na empresa de publicidade dele [Valério] sem meu conhecimento. Eu só soube quando o empréstimo virou dívida. E é preciso lembrar que, naquela época, o Marcos Valério era um empresário conhecido em Minas, ninguém sabia dessas coisas todas que apareceram agora. Não havia por que não ter esse tipo de empréstimo dele.


Folha – Sua argumentação não é parecida com a dos demais implicados? Por que o sr. não foi processado também?


Azeredo – Estou sendo massacrado e me sinto injustiçado, porque sempre fui muito cauteloso com as minhas contas. Você sabia que a minha conta oficial foi a mais alta das eleições estaduais de 1998? Declarei cerca de R$ 8,5 milhões. Sabe quanto foi a do Lula? Cerca de R$ 3 milhões. Se a minha campanha teve irregularidades, o que dizer da do Lula, que declarou menos da metade para fazer campanha no país inteiro? As contas mais baixas, essas é que têm problemas.


Folha – Por quem o sr. se sente massacrado?


Azeredo – Essa questão eleitoral atinge todos os partidos, sim, e todos os Estados, sim. Eu sou um bode expiatório por ser do PSDB. O Planalto demonstra disposição de diálogo, via o ministro Jaques Wagner [Relações Institucionais], que me telefonou e manifestou respeito à minha biografia. Mas a disposição deles é uma e a ação aqui no Congresso, outra. A velha ambigüidade do PT.’



Fernanda Krakovics


‘Ex-secretário contesta auditoria do TCU’, copyright Folha de S. Paulo, 27/10/05


‘Em depoimento à CPI dos Correios, o ex-secretário-adjunto da Secom (Secretaria de Comunicação de Governo) Marcos Vinícius Di Flora contestou auditoria do TCU (Tribunal de Contas da União) que apontou irregularidades na área de publicidade do governo e diz acreditar que o relatório, ainda não votado pelo plenário do tribunal, será arquivado.


O TCU cobra do publicitário Duda Mendonça a devolução ao erário de R$ 4,8 milhões por serviços pagos pela Presidência da República à sua agência, mas que não teriam sido prestados ou que tiveram preços acima dos praticados no mercado. Duda fez a campanha vitoriosa do presidente Luiz Inácio Lula da Silva.


Segundo Di Flora, principal assessor do ex-ministro Luiz Gushiken na época, os procedimentos da Secom foram realizados dentro da legalidade. ‘Acredito que esse relatório vai ser arquivado’, disse ele, ressaltando que o documento é preliminar e que a secretaria não teria sido ouvida pelo tribunal.


O ex-secretário-adjunto da Secom justificou ainda o fato do Palácio do Planalto ter pago a gráficas preços de 45,3% a 203,82% superiores aos maiores valores cobrados no mercado. ‘Em serviço gráfico a comparação de preço é extremamente variada porque é afetada pela sazonalidade’, disse Di Flora. Um exemplo de ‘sazonalidade’ citado por ele foi a variação do preço do papel.


Questionado sobre telefonemas trocados com o então tesoureiro do PT Delúbio Soares, Di Flora negou que falassem sobre arrecadação de recursos. ‘Delúbio não tratava somente de tesouraria, mas também da polêmica interna do partido e de política de alianças’, afirmou ele, que fez parte do Diretório Nacional do PT de 1997 até a semana passada.


O ex-secretário-adjunto da Secom disse que só conheceu o publicitário Marcos Valério de Souza em abril de 2003, quando ele teria ido à secretaria se apresentar. ‘Há quatro meses essa CPI está esmiuçando as contas de Marcos Valério e eu não apareci nem vou aparecer como sacador ou beneficiário das contas deles’, disse o petista, que é de Belo Horizonte, assim como o publicitário.


Di Flora confirmou ter ganho uma caneta Mont Blanc de Marcos Valério, em 10 de junho de 2003, mas afirmou ter doado o presente para o programa Fome Zero. A CPI investiga se Valério foi favorecido com contratos de publicidade no governo em troca de empréstimo de R$ 55 milhões repassado ao PT.’



Folha de S. Paulo


‘Bravata Tucana’, copyright Folha de S. Paulo, 27/10/05


‘Não passa de bazófia a ameaça do líder do PSDB no Senado, Arthur Virgílio (AM), de pedir a criação de uma CPI para investigar o uso de caixa dois em campanhas eleitorais. Seria ótimo para a cidadania se as ligações espúrias entre empresas e candidatos a cargos eletivos fossem apuradas com rigor, mas é altamente improvável que isso venha a ocorrer, porque não interessa a nenhum partido -nem ao PSDB- fazê-lo.


A bravata virgiliana se inscreve no contexto da queda do senador Eduardo Azeredo (MG) da presidência nacional do PSDB. Azeredo foi pressionado por seus pares a renunciar ao cargo depois que surgiram novas evidências de que ele recebeu recursos do publicitário Marcos Valério, em setembro de 2002.


A crer em relatos de bastidores, a direção tucana decidiu ‘declarar guerra’ ao PT porque se sentiu traída com a convocação de Cláudio Mourão, que foi tesoureiro da campanha de Azeredo à reeleição para o governo de Minas Gerais, em 1998, para depor na CPI dos Correios. A intimação violaria um acordo firmado entre as duas legendas pelo qual Azeredo seria poupado nas CPIs em troca da preservação do senador petista Aloizio Mercadante (SP).


O próprio fato de Virgílio aventar a criação de uma nova CPI, em vez de tomar providências entre seus liderados para garantir que alguma das comissões já instaladas investigue suspeitas de utilização de caixa dois em campanhas eleitorais, já é um indicativo de que sua proposta é mais para constar do que para valer. Pelo menos para os mais ingênuos, o tucanato dá a impressão de que é favorável a uma apuração completa.


No mundo real, porém, sabe-se que a CPI morre sem nunca ter nascido, pois nenhum partido quer abrir a caixa de Pandora do financiamento ilícito. Nem o PT de 2000 -pré-crise e pré-Presidência- se empenhou muito em criar uma CPI para investigar o caixa dois quando teve a oportunidade de fazê-lo, na esteira de um escândalo de contabilidade eleitoral na campanha de Fernando Henrique Cardoso à Presidência, em 1994.


Infelizmente, não parece que será desta vez que o Brasil irá finalmente conhecer em detalhes como políticos se financiam.’



Painel do Leitor, FSP


‘Azeredo ‘, copyright Folha de S. Paulo, 27/10/05


‘‘Não adianta. A Folha é parcial e pronto. É só comparar a manchete de ontem com a de ‘O Globo’ para ter certeza disso. Quer dizer que uma ‘vitória’ de José Dirceu no STF é mais importante do que a renúncia do presidente nacional do PSDB ao cargo? E ainda por cima por corrupção? Nem o site oficial dos tucanos é tão parcial assim.’ José Eduardo David (Franca, SP)’


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CADERNO DA CIDADANIA > CASO AZEREDO

Eliane Cantanhêde

28/10/2005 na edição 352


‘Horas depois de renunciar à presidência nacional do PSDB, por envolvimento no esquema Marcos Valério, o senador Eduardo Azeredo (MG) disse ontem à Folha que se sente ‘massacrado’, ‘injustiçado’ e ‘um bode expiatório por ser do PSDB’.


Analista de sistemas, mineiro, 56, ele provocou: ‘Se a minha campanha teve irregularidades, o que dizer da do Lula, que declarou menos da metade para fazer campanha no país inteiro?’


Disse que declarou oficialmente R$ 8,5 milhões para a campanha ao governo de Minas em 1998, enquanto as contas da campanha presidencial de Luiz Inácio Lula da Silva no mesmo ano foram de R$ 3 milhões. E concluiu: ‘As contas mais baixas, essas é que têm problemas’.


Folha – Por que o sr. demorou tanto para renunciar à presidência do PSDB?


Eduardo Azeredo – Não sentia necessidade, porque o constrangimento para o partido só surgiu agora, com esse episódio do cheque do Marcos Valério [de R$ 700 mil], para um pagamento referente à campanha de 1998 e que eu reembolsei integralmente, levantando recursos com amigos, uma semana depois, em 26 de setembro de 2002. E com juros.


Folha – O sr. fala como fosse muito simples. Então, por que causava constrangimento ao PSDB e por que renunciou?


Azeredo – Foram três fatores: o constrangimento do partido, o fato de faltar pouco tempo para a eleição do novo presidente [será em 18 de novembro] e o desejo do Serra [José Serra, prefeito de São Paulo e presidente efetivo do partido] de assumir para passar a faixa para o Tasso Jereissati [futuro presidente].


Folha – Serra pressionou o sr. a sair?


Azeredo – Não houve pressão de ninguém. Ao contrário, o Serra me deu apoio e sempre disse que, no que eu decidisse, ele me apoiaria. Ele até foi muito humano, subiu no meu conceito.


Folha – Os tucanos têm sido duros na condenação dos petistas, mas ficam irritados quando o sr. é investigado. Não tem de ser igual para todos?


Azeredo – Existe uma diferenciação nítida entre recursos de campanha eleitoral e corrupção. Nos envolvidos da CPI, há alguns, inclusive petistas, que comprovam recursos de campanha. Mas há outros que estão envolvidos com dinheiro fora da campanha e até para cooptação de parlamentares. São coisas bem diferentes.


Folha -O cheque do seu caso foi em 2002, fora da campanha de 1998.


Azeredo – Mas foi para quitar uma dívida de campanha protestada na Justiça e que eu tinha autorizado. Eu nem tinha mandato, estava na iniciativa privada.


Folha – Em 1998, também houve recursos de Marcos Valério para sua campanha.


Azeredo – O coordenador da minha campanha, Cláudio Mourão, já depôs na CPI e disse que fez o empréstimo na empresa de publicidade dele [Valério] sem meu conhecimento. Eu só soube quando o empréstimo virou dívida. E é preciso lembrar que, naquela época, o Marcos Valério era um empresário conhecido em Minas, ninguém sabia dessas coisas todas que apareceram agora. Não havia por que não ter esse tipo de empréstimo dele.


Folha – Sua argumentação não é parecida com a dos demais implicados? Por que o sr. não foi processado também?


Azeredo – Estou sendo massacrado e me sinto injustiçado, porque sempre fui muito cauteloso com as minhas contas. Você sabia que a minha conta oficial foi a mais alta das eleições estaduais de 1998? Declarei cerca de R$ 8,5 milhões. Sabe quanto foi a do Lula? Cerca de R$ 3 milhões. Se a minha campanha teve irregularidades, o que dizer da do Lula, que declarou menos da metade para fazer campanha no país inteiro? As contas mais baixas, essas é que têm problemas.


Folha – Por quem o sr. se sente massacrado?


Azeredo – Essa questão eleitoral atinge todos os partidos, sim, e todos os Estados, sim. Eu sou um bode expiatório por ser do PSDB. O Planalto demonstra disposição de diálogo, via o ministro Jaques Wagner [Relações Institucionais], que me telefonou e manifestou respeito à minha biografia. Mas a disposição deles é uma e a ação aqui no Congresso, outra. A velha ambigüidade do PT.’



Fernanda Krakovics


‘Ex-secretário contesta auditoria do TCU’, copyright Folha de S. Paulo, 27/10/05


‘Em depoimento à CPI dos Correios, o ex-secretário-adjunto da Secom (Secretaria de Comunicação de Governo) Marcos Vinícius Di Flora contestou auditoria do TCU (Tribunal de Contas da União) que apontou irregularidades na área de publicidade do governo e diz acreditar que o relatório, ainda não votado pelo plenário do tribunal, será arquivado.


O TCU cobra do publicitário Duda Mendonça a devolução ao erário de R$ 4,8 milhões por serviços pagos pela Presidência da República à sua agência, mas que não teriam sido prestados ou que tiveram preços acima dos praticados no mercado. Duda fez a campanha vitoriosa do presidente Luiz Inácio Lula da Silva.


Segundo Di Flora, principal assessor do ex-ministro Luiz Gushiken na época, os procedimentos da Secom foram realizados dentro da legalidade. ‘Acredito que esse relatório vai ser arquivado’, disse ele, ressaltando que o documento é preliminar e que a secretaria não teria sido ouvida pelo tribunal.


O ex-secretário-adjunto da Secom justificou ainda o fato do Palácio do Planalto ter pago a gráficas preços de 45,3% a 203,82% superiores aos maiores valores cobrados no mercado. ‘Em serviço gráfico a comparação de preço é extremamente variada porque é afetada pela sazonalidade’, disse Di Flora. Um exemplo de ‘sazonalidade’ citado por ele foi a variação do preço do papel.


Questionado sobre telefonemas trocados com o então tesoureiro do PT Delúbio Soares, Di Flora negou que falassem sobre arrecadação de recursos. ‘Delúbio não tratava somente de tesouraria, mas também da polêmica interna do partido e de política de alianças’, afirmou ele, que fez parte do Diretório Nacional do PT de 1997 até a semana passada.


O ex-secretário-adjunto da Secom disse que só conheceu o publicitário Marcos Valério de Souza em abril de 2003, quando ele teria ido à secretaria se apresentar. ‘Há quatro meses essa CPI está esmiuçando as contas de Marcos Valério e eu não apareci nem vou aparecer como sacador ou beneficiário das contas deles’, disse o petista, que é de Belo Horizonte, assim como o publicitário.


Di Flora confirmou ter ganho uma caneta Mont Blanc de Marcos Valério, em 10 de junho de 2003, mas afirmou ter doado o presente para o programa Fome Zero. A CPI investiga se Valério foi favorecido com contratos de publicidade no governo em troca de empréstimo de R$ 55 milhões repassado ao PT.’



Folha de S. Paulo


‘Bravata Tucana’, copyright Folha de S. Paulo, 27/10/05


‘Não passa de bazófia a ameaça do líder do PSDB no Senado, Arthur Virgílio (AM), de pedir a criação de uma CPI para investigar o uso de caixa dois em campanhas eleitorais. Seria ótimo para a cidadania se as ligações espúrias entre empresas e candidatos a cargos eletivos fossem apuradas com rigor, mas é altamente improvável que isso venha a ocorrer, porque não interessa a nenhum partido -nem ao PSDB- fazê-lo.


A bravata virgiliana se inscreve no contexto da queda do senador Eduardo Azeredo (MG) da presidência nacional do PSDB. Azeredo foi pressionado por seus pares a renunciar ao cargo depois que surgiram novas evidências de que ele recebeu recursos do publicitário Marcos Valério, em setembro de 2002.


A crer em relatos de bastidores, a direção tucana decidiu ‘declarar guerra’ ao PT porque se sentiu traída com a convocação de Cláudio Mourão, que foi tesoureiro da campanha de Azeredo à reeleição para o governo de Minas Gerais, em 1998, para depor na CPI dos Correios. A intimação violaria um acordo firmado entre as duas legendas pelo qual Azeredo seria poupado nas CPIs em troca da preservação do senador petista Aloizio Mercadante (SP).


O próprio fato de Virgílio aventar a criação de uma nova CPI, em vez de tomar providências entre seus liderados para garantir que alguma das comissões já instaladas investigue suspeitas de utilização de caixa dois em campanhas eleitorais, já é um indicativo de que sua proposta é mais para constar do que para valer. Pelo menos para os mais ingênuos, o tucanato dá a impressão de que é favorável a uma apuração completa.


No mundo real, porém, sabe-se que a CPI morre sem nunca ter nascido, pois nenhum partido quer abrir a caixa de Pandora do financiamento ilícito. Nem o PT de 2000 -pré-crise e pré-Presidência- se empenhou muito em criar uma CPI para investigar o caixa dois quando teve a oportunidade de fazê-lo, na esteira de um escândalo de contabilidade eleitoral na campanha de Fernando Henrique Cardoso à Presidência, em 1994.


Infelizmente, não parece que será desta vez que o Brasil irá finalmente conhecer em detalhes como políticos se financiam.’



Painel do Leitor, FSP


‘Azeredo ‘, copyright Folha de S. Paulo, 27/10/05


‘‘Não adianta. A Folha é parcial e pronto. É só comparar a manchete de ontem com a de ‘O Globo’ para ter certeza disso. Quer dizer que uma ‘vitória’ de José Dirceu no STF é mais importante do que a renúncia do presidente nacional do PSDB ao cargo? E ainda por cima por corrupção? Nem o site oficial dos tucanos é tão parcial assim.’ José Eduardo David (Franca, SP)’


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