Quinta-feira, 23 de Novembro de 2017
ISSN 1519-7670 - Ano 19 - nº967

ENTRE ASPAS > QUARTA-FEIRA, 3/3

Embratur firma parceria com o Google

Por Leticia Nunes (seleção de textos) em 03/03/2010 na edição 579


Leia abaixo a seleção de quarta-feira para a seção Entre Aspas.


 


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Folha de S. Paulo


Quarta-feira, 3 de março de 2010


 


TURISMO


Embratur firma parceria com Google


‘A Embratur fez uma parceria com o Google para aumentar a visibilidade do Brasil na rede. O internauta que acessar a página www.youtube/visitbrazil encontrará um canal que congrega duas ferramentas da empresa -o YouTube, de vídeos, e o Google Maps, de mapas- para divulgar os principais destinos turísticos brasileiros.


O sistema permite ao visitante acompanhar, em um mapa, a localização das imagens mostradas na tela. Além do vídeo de abertura, que apresenta um panorama das principais atrações do país, há vários outros sobre locais ou temas de interesse específicos, como o Rio de Janeiro e o ecoturismo, por exemplo.


O canal conta ainda com uma sessão com diversos depoimentos de estrangeiros e brasileiros sobre suas experiências no país.


A parceria também inclui gravações em que pessoas famosas, como o medalhista olímpico no iatismo Torben Grael, convidam os espectadores a visitar o Brasil.’


 


 


PUBLICIDADE


Fernando de Barros e Silva


Outra devassa, por favor!


‘SÃO PAULO – A decisão do Conar (Conselho de Autorregulamentação Publicitária) de proibir a propaganda da cerveja Devassa Bem Loura, com a socialite Paris Hilton, é algo que ‘não desce redondo’.


É difícil reagir sem ironia às alegações da Secretaria Especial de Políticas para as Mulheres, órgão ligado à Presidência que denunciou a peça publicitária por considerá-la ‘sexista’ e ‘desrespeitosa’. A responsável pela acusação diz que é preciso cuidar ‘para que a mulher não seja tratada como um produto’.


Estamos de acordo, mas de que ‘catacumba 68’ saíram essas senhoras? Não há como evitar a comparação: Paris Hilton, a ‘devassa’, é loira, americana e milionária. Os arautos da dignidade reclamariam providências se, no lugar dela, estivesse a nossa Juliana Paes, ‘a boa’?


As coisas se passam como se, com a censura, pudéssemos traçar uma linha imaginária entre a nossa sensualidade brejeira e a pornografia dos outros, entre o louvor à ‘preferência nacional’ e a mera apelação vulgar, entre a ‘virtude’ e o ‘vício’.


Um site de publicidade americano debochou de nosso falso pudor, perguntando se ‘Paris Hilton seria sexy demais para o Brasil’. Só falta agora Marco Aurélio Garcia vir pregar contra o ‘esterco publicitário’ em defesa do adubo nacional.


Paris Hilton não é mesmo uma figura que inspire muita admiração. Mas que diferença existe entre ela, sempre tão hostilizada, e os socialites, descolados, artistas e que tais que desfilam com marcas de cerveja no peito em troca de privilégios e luzes nos espaços vips do Carnaval?


Ao identificar, sem mediações, mulher e cerveja como objetos de desejo, a peça da ‘devassa’ arromba a porta já aberta de um espetáculo que se fingia ver pela fechadura. A propaganda não é mais sexista nem mais agressiva com as mulheres do que a grande maioria das que vendem carro, por exemplo. Mas testa, no seu didatismo digno de um roteiro pornô, os limites da permissividade a serviço da mercadoria. A censura é sempre a pior maneira de proteger a sociedade de si mesma.’


 


 


Mariana Barbosa


Devassa recatada estreia nova campanha


‘A agência Mood, responsável pela publicidade da cerveja Devassa Bem Loura, reagiu com humor à decisão do Conar (Conselho de Autorregulamentação Publicitária), que na sexta determinou a interrupção da veiculação da campanha.


Em um novo filme, que foi ao ar ontem à noite nas principais emissoras abertas, a grande estrela é a própria cerveja, que aparece em close sendo servida em um copo. A americana Paris Hilton, que no filme original aparece com um tubinho preto curtíssimo dançando e sendo fotografada por um voyeur no prédio ao lado, mostra apenas o rosto, por breves segundos. A música é a mesma da peça original, o tema célebre de ‘O Homem do Braço de Ouro’ (1955).


A referência à censura surge no texto de abertura e na bonequinha do logo da Devassa, que ganhou uma tarja nos seios.


O Conar determinou a retirada da campanha por meio de liminar concedida no fim da tarde de sexta-feira sob o argumento de que a campanha fere o código de autorregulamentação do setor por abusar de apelo sensual. O órgão também considerou irregular uma promoção, veiculada no site da cerveja, por estimular o consumo excessivo de bebida.


O Conar agiu por iniciativa própria e também motivado por denúncias de uma dezena de consumidores, da Secretaria Especial de Políticas para as Mulheres e da Cervejaria Petrópolis, dona da marca Itaipava. Em sua representação, a Petrópolis pedia a retirada imediata da campanha.


A decisão do Conar de suspender a publicidade por meio de liminar foi considerada ‘precipitada’ pelos publicitários envolvidos na campanha. ‘Algumas categorias, como cerveja, vivem no Conar. Sabíamos que corríamos esse risco’, afirma Aaron Sutton, sócio da agência Mood. ‘Mas liminares só são concedidas em casos gravíssimos. Como no caso daquele filme da Oi em que a Dercy Gonçalves pega o celular do concorrente e joga no lixo.’


Os quatro processos do Conar contra a campanha da Devassa devem ser julgados pelos conselheiros do órgão na próxima reunião, prevista para o final do mês.


O lançamento da Devassa Bem Loura é um dos grandes acontecimentos do mercado de cerveja de massa dos últimos anos. Diversas cervejas especiais surgem no mercado, mas, no segmento de latinhas e garrafas de 600 ml, as mesmas marcas disputam há anos cada ponto percentual de participação de mercado.


Lançada durante o Carnaval do Rio de Janeiro, a Bem Loura é a versão para as massas da linha Devassa, cerveja de nicho carioca adquirida pela Schincariol em 2007. A Schincariol, que é forte no Norte e no Nordeste com a marca Nova Schin, investiu R$ 100 milhões no lançamento do produto, sua grande aposta para enfrentar a líder AmBev no eixo Rio-São Paulo.


A retirada do ar da campanha estrelada por Paris Hilton só gerou mais publicidade para a cerveja -que saiu até no ‘New York Times’. O filme já foi visto por mais de 620 mil pessoas no You Tube. No Twitter, foi criada até uma campanha, chamada ‘Volta Devassa’, que a Mood afirma ter sido ‘espontânea’.’


 


 


TRIBUNAL


Juiz condena a Folha a pagar indenização por danos morais


‘O juiz estadual André Pinto, da 36ª Vara Cível do Rio de Janeiro, condenou a Empresa Folha da Manhã S/A, que edita a Folha, e a jornalista Eliane Cantanhêde a pagar R$ 35 mil ao juiz Luiz Roberto Ayoub a título de indenização por danos morais pela publicação de um artigo em 10 de junho de 2008.


A decisão é de primeira instância e a advogada da Folha, Taís Gasparian, informou que vai recorrer.


No texto ‘O lado podre da hipocrisia’, Cantanhêde criticou a atuação do governo durante a recuperação judicial da Varig e citou um e-mail do ex-presidente da Anac Milton Zuanazzi, destinado à ministra Dilma Rousseff, em que ele menciona a aproximação do governo com Ayoub, juiz do caso Varig. Zuanazzi transcreve uma frase creditada a Dilma, de que o ‘governo não vai se submeter à decisão de um juiz de quinta’.


Para José Ricardo Pereira Lira, que defende Ayoub, a decisão confirma que houve excesso ao imputar ao juiz uma parcialidade.’


 


 


TODA MÍDIA


Nelson de Sá


‘An American in Brazil’


‘Em artigo no ‘New York Times’, entrevista à agência Xinhua e podcast do Council on Foreign Relations, instituição onde comanda os estudos de América Latina, a americana Julia Sweig analisou ontem a viagem da secretária de Estado ao Brasil.


Sob o título ‘Uma americana no Brasil’, diz que ‘a visita pode refletir a vontade política de tornar a relação uma prioridade estratégica na política externa’. E que Hillary Clinton ‘compreende que os EUA precisam se adaptar a um mundo multipolar’.


Mas talvez o Brasil não tenha o mesmo estímulo, agora que ‘os últimos sete anos catapultaram o país ao palco global’. Acrescenta ‘outro empecilho: os Estados Unidos ainda agem como potência imperial’. Cita Honduras, bases na Colômbia.


Sweig avisa que ‘o canal do Brasil com o imprevisível Teerã não deve ser descartado como uma postura antiamericana’. E que Clinton precisa entender a ‘excepcionalidade do Brasil’ para ‘começar a emergir um saudável e aberto respeito mútuo’.


NEM PENSE


Na ‘Newsweek’ da semana passada, o editor Fareed Zakaria, em reação às conclamações de Sarah Palin e outros por um ataque ao Irã, defendeu que os EUA podem até conviver com um Irã com armas nucleares. Recorreriam então à intimidação (‘deterrence’) da Guerra Fria. O texto ganhou respostas imediatas, inclusive artigo de oficiais da ativa no site Huffington Post.


Mas prossegue a reação à ameaça de nova guerra. No ‘Financial Times’, dois analistas da instituição Brookings, próxima de Obama, publicaram o artigo ‘Nem pense em bombardear o Irã’, lembrando que os EUA já têm duas ‘campanhas impopulares na região’.


COMO CUBA


Ontem na Reuters, a Chancelaria de Israel defendeu que os EUA tomem a decisão ‘unilateral’ de punir o Irã, ‘como agiram sozinhos ao adotar o embargo contra Cuba há 50 anos’.


POR OUTRO LADO


Na AP, semana passada, a mesma Chancelaria israelense deu entrevista em Brasília e, diz a agência, ‘espera anunciar acordo de livre comércio com o Brasil durante a visita de Lula à região’.


EUA CONTRA OS BRICS


Via agências, os EUA questionaram Brasil e outros para que ‘esclareçam suas medidas de acesso a mercado’, antes de avançar nas negociaçõs da Rodada Doha. ‘O valor de novas oportunidades para nossas empresas, trabalhadores e fazendeiros continua vago, por causa da flexibilidade à disposição de emergentes como China, Índia e Brasil, que são importantes mercados do futuro’, justificou o representante comercial, Ron Kirk.


O indiano ‘Business Standard’ destacou, da agenda comercial divulgada por Kirk, que Índia, China e Brasil são vistos pelos EUA com ‘novo nível de influência’, precisando ‘aceitar maiores responsabilidades’.


CHINA VAI ÀS COMPRAS


O ‘Wall Street Journal’ noticiou dias atrás que a ‘China inicia nova farra de compras’, para aliviar a ‘dor de cabeça de US$ 2,4 trilhões: as reservas em dólar’. Do Cazaquistão ao Brasil, citou o jornal, ‘praticamente todos vão ficar muito felizes’, no dizer do ex-diretor da divisão chinesa do FMI. O ‘Valor’ já informa ‘a conclusão do negócio entre o grupo chinês Wisco e a MMX, controlada pelo grupo EBC, de Eike Batista’.


E vem mais por aí. O ‘Financial Times’ destacou o lançamento de um novo fundo do JP Morgan, o Brazil Investiment Trust, e a Bloomberg noticiou a expectativa de investimento de US$ 9 bilhões no país, ‘em tudo, de infraestrutura a exploração de petróleo’.


SEM RISCO


Lula posou com Dilma Rousseff e José Serra de manhã e à tarde declarou a empresários, na manchete da Reuters Brasil, entre aspas, ‘Não aceitem a ideia imbecil que se ganhar fulano estraga’. No portal iG, ‘Nenhum sucessor trará risco, diz Lula’. No G1, ‘Lula descarta cenário de terrorismo motivado por disputa eleitoral’. Argumenta ele que ‘fizeram muito terrorismo contra mim, mentiram tanto que um dia o povo não acreditou mais’.


CRISTIANIZAÇÃO


Do blog de Reinaldo Azevedo, ontem na ‘Veja’: ‘Serra deve ir para o sacrifício caso sinta cheiro de cristianização no ar? Falo por mim, como sempre: eu não iria’.


CONTRA-INFORMAÇÃO


E do blog de Lauro Jardim: ‘Todo o trabalho da cúpula do PSDB neste momento é para sepultar os boatos de que Serra vai desistir, que cresceram após o Datafolha’.’


 


 


IRÃ


Teerã detém cineasta crítico ao regime


‘O cineasta iraniano Jafar Panahi, que ostenta série de aclamações internacionais e manifestou apoio à oposição na reeleição do presidente Mahmoud Ahmadinejad, em junho, foi detido junto com a filha, a mulher e outras 15 pessoas anteontem à noite na sua casa, em Teerã, por ‘crimes’ não especificados.


A prisão, inicialmente revelada por um site oposicionista, foi confirmada pela Promotoria da capital iraniana, que negou motivações políticas ou artísticas.


‘Ele é suspeito de ter cometido alguns crimes e foi preso sob ordem do juiz responsável pelo caso, e as investigações continuam’, afirmou o promotor de Teerã Abbas Jafari Dolatabadi, segundo a agência estatal Isna, sem dar, porém, mais detalhes.


‘A detenção de Jafar Panahi não tem nenhuma relação com sua profissão artística nem possui fundo político’, completou.


Panahi, 49, vencedor de prêmios nos festivais de Veneza (2000) e Berlim (2006), entre outros, havia sido detido no ano passado após apoiar opositores e comparecer ao funeral de Neda Agha Soltan, cuja morte, registrada por câmera amadora, rodou o mundo e virou símbolo das manifestações antirregime.


A jovem foi baleada em uma das manifestações em massa de oposicionistas na onda de protestos que se seguiu à reeleição de Ahmadinejad. Os eventos antirregime duraram meses e deram origem à mais grave crise política no país desde a revolução de 1979. Dezenas de pessoas foram detidas -centenas, de acordo com a oposição.


O cineasta manifestou também apoio ao principal candidato opositor, o líder reformista Mir Hossein Mousavi, cujos partidários alegaram fraude maciça na eleição e exigiam a realização de um novo pleito.


Em eventos no exterior, Panahi mais de uma vez prestou solidariedade aos manifestantes antirregime reprimidos ou detidos durante os protestos.


Segundo o site opositor Kaleme, próximo a Mousavi, Panahi foi preso no momento em que promovia uma festa em sua casa na segunda à noite. O cineasta, a filha, a mulher e os convidados foram surpreendidos por forças de segurança à paisana e levados para lugar até ontem desconhecido, segundo o site.


Após as detenções, os agentes fizeram uma busca pela casa e confiscaram o seu computador, além de outros pertences não especificados, diz, citando relato de outro dos seus filhos.


Os detalhes não foram confirmados nem desmentidos pela Promotoria da capital do Irã.


Em entrevista à Folha há um ano, em Teerã, Panahi disse que desde a chegada de Ahmadinejad ao poder, em 2005, não conseguia autorização para levar adiante seus projetos. Seus filmes -à exceção do primeiro, ‘O Balão Branco’ (1995), premiado em Cannes- têm transmissão proibida pelo governo.


Panahi, que esteve duas vezes no Brasil, havia sido convidado no mês passado para participar do Festival de Berlim -no qual recebera um de seus prêmios-, mas teve sua ida à Alemanha recusada por Teerã.


No mesmo relato à Folha, o cineasta iraniano disse ainda que não faz cinema político, e sim cinema social. ‘O problema é que tudo que faço aqui é visto como político’, afirmou.


Isolamento externo


O acirramento das tensões internas no Irã desde a reeleição de Ahmadinejad motivou duras críticas de EUA e aliados e contribuiu para um maior isolamento do país no ponto central da disputa entre Teerã e o Ocidente: o programa nuclear.


Atualmente, o governo americano e aliados buscam apoios para a aplicação de nova rodada de sanções contra o programa -apoiado pela oposição a Ahmadinejad-, que eles suspeitam visar a bomba atômica. O Irã, porém, nega a acusação.’


 


 


MÍDIA NOS EUA


Rumor sobre Slim movimenta ações do ‘New York Times’


‘Rumores sobre o interesse do empresário mexicano Carlos Slim em adquirir o controle do ‘New York Times’ mexeram com as ações da empresa proprietária do famoso jornal americano.


Anteontem, os papéis da New York Times Company chegaram a se valorizar em 11% com os rumores de que Slim, que já detém 7% das ações na empresa, pretendia aumentar a sua participação.


A informação, no entanto, foi negada pelo porta-voz do mexicano, Arturo Elias. ‘Não há mudança [na participação de Slim]. Nós estamos muito contentes com o desempenho da companhia’, afirmou Elias.


Com isso, as ações da New York Times Company perderam ontem parte da alta do dia anterior, terminando com queda de 1,45%.


O controle da empresa pertence à família Ochs-Sulzberger, e a venda da participação para Slim ocorreu em setembro de 2008, quando o jornal enfrentava sérias dificuldades, com a circulação e a receita com publicidade caindo. O grupo, porém, já dá sinais de melhora: lucrou US$ 91 milhões nos últimos três meses do ano passado, 229% mais que no mesmo período de 2008.


Ontem, o empresário Rupert Murdoch, dono do rival ‘The Wall Street Journal’ (que vai lançar uma seção dedicada a Nova York) e do ‘New York Post’, disse não ‘acreditar’ na venda para Slim. Para ele, os Ochs-Sulzberger tratam o jornal ‘como uma grande herança’.


Ele disse ainda duvidar que a família dona do jornal venderia o controle para alguém de fora, a não ser que fosse obrigada, ‘menos ainda para um mexicano’. O australiano esclareceu que não se referia ‘racialmente’ e elogiou Slim.’


 


 


TELEVISÃO


Andréa Michael


Deputado de São Paulo chama presidente do Ibope para depor


‘O deputado estadual Milton Flávio (PSDB) vai pedir a convocação do presidente do Ibope, Carlos Montenegro, para prestar esclarecimentos sobre o sistema de medição de audiência das TVs à Comissão de Defesa do Consumidor da Assembleia Legislativa de SP.


Ontem, a coluna informou, com base em relatório de auditoria feita pela Ernst & Young em 2009, que em 18,75% de 80 municípios avaliados controles remotos usados no sistema de contagem de público do Ibope estavam fora dos padrões.


‘Essa notícia vem se juntar a denúncias que recebi. O Ibope deve uma explicação, porque isso pode ter desdobramentos relevantes numa sociedade como a nossa, em que as pessoas gostam de comprar o produto que vende mais, de assistir à TV que é líder, de votar no candidato que vai ganhar’, disse o deputado, que é médico.


Questionado sobre que fatos acha necessário esclarecer, Flávio respondeu: ‘Queria entender como, no apagão [em novembro do ano passado], teve audiência para a Globo’.


O requerimento seria apresentado ontem à tarde e precisa ser aprovado pela comissão.


Vice-líder do governo, Flávio pretende propor a abertura de uma CPI caso não considere satisfatórias as explicações de Montenegro.


O Ibope informou que, se ‘convidado a esclarecer informações publicadas pela imprensa’, irá colaborar.


VASSOURADA 1


A Justiça deu vitória à Band e a Boris Casoy em ação de indenização de Marcelo Brito. Foi um desfecho judicial do comentário de Boris sobre garis que falavam do Ano Novo, levado ao ar em intervalo do ‘Jornal da Band’, em 31/12/2009. Disse que eram a classe baixa falando de suas vassouras.


VASSOURADA 2


Para o juiz Cláudio Xavier, o autor não sofreu prejuízo direto e não poderia entrar com a ação, que foi arquivada.


CONECTIVIDADE


No ‘Altas Horas’ 2010, Serginho Groisman, que gravou ontem na tenda do Cirque du Soleil (SP), tentará achar quem fez perguntas legais nos dez anos da atração. Estreará com garota que perguntou a Milton Nascimento e está no Twitter.


LARGADA


Tiago Leifert se junta hoje a Glenda Kozlowski para uma edição especial nacional do ‘Globo Esporte’, após os jornais regionais do início da tarde. Começa a contagem regressiva de cem dias para a Copa.


TERMÔMETRO


Morna a estreia de ‘Uma Rosa com Amor’, que deu ao SBT cinco pontos de audiência (300 mil domicílios ligados na atração na Grande SP) entre oito e nove da noite anteontem. No mesmo horário, segunda passada, o ‘Qual é o seu Talento’ teve seis pontos de ibope.


CRUZEIRO


O grupo português Ongoing negocia com a Rede TV! parceria em site e coprodução de noticiário econômico.


com CLARICE CARDOSO’


 


 


Mônica Bergamo


Nossa cara


‘Um levantamento feito pela Ancine (Agência Nacional do Cinema) em 11 canais de TV fechada no Brasil (entre outros, Cinemax, HBO, Telecine Premium, Telecine Cult, Telecine Pipoca e TNT) mostra que só 2% de um total de 5.467 títulos exibidos no primeiro semestre de 2009 tinham conteúdo nacional. O trabalho incluiu filmes, séries e programas.


FEITO EM CASA


A pátria foi literalmente salva pelo Canal Brasil. Quando ele é incluído no levantamento, o percentual sobe para 26,5%. A emissora exibiu no primeiro semestre 1.836 produções brasileiras, que ocuparam 98,2% de sua programação.


DE FORA


Já na TV aberta, 73,8% dos filmes exibidos vêm dos EUA, contra 14,7% do Brasil.


CULTURA GRINGA


O mesmo levantamento mostra que, excetuando-se as obras cinematográficas, a maior parte do conteúdo das TVs abertas é nacional. Globo, Band e Rede TV! preenchem cerca de 95% da grade com produções brasileiras, seguidas pela Record, com 89,3%. Já o SBT tem 41,3% de programação estrangeira. A surpresa fica por conta da TV Cultura, que exibiu 27,3% de programação gringa.’


 


 


INTERNET


Marco Aurélio Canônico


Os nós do Google


‘‘Don’t be evil’ (não seja mau) é o lema informal do Google. Mas não são poucos os que atualmente duvidam que a empresa consiga conciliar essa filosofia empresarial com sua posição de dominação na internet e sua crescente ambição.


Para expandir seus domínios, o Google cedeu à censura na China (para entrar no país, em 2006), ignorou direitos autorais de livros (com o Google Books), vídeos e músicas (com o YouTube) -em ambos os casos, foi processado e fez acordos, mas ainda não resolveu as questões em definitivo- e desrespeitou a privacidade dos internautas (ao impor o Google Buzz aos usuários do Gmail).


Ainda assim, viu competidores de internet crescerem por todos os lados (e reagiu, em diversos casos, com métodos considerados monopolistas e ilegais). Mesmo naquilo que fez sua fama -seu mecanismo de busca-, perdeu terreno.


Hoje, a busca do Google, apesar de ainda ser a mais usada, não é necessariamente o meio mais eficiente de encontrar informação. Uma pergunta lançada no site gera grande quantidade de resultados.


Se a mesma pergunta for feita por meio de redes sociais como o Facebook ou o Twitter, os resultados podem ser mais confiáveis e selecionados, vindo de contatos conhecidos.


‘O Google sabe disso e se preocupa com as redes sociais’, disse Ken Auletta, autor do livro ‘Googled: The End of the World As We Know It’ (‘googlado’, o fim do mundo como o conhecemos), em entrevista ao ‘Wall Street Journal’.


Um reflexo dessa preocupação pode ser visto no considerável aumento dos gastos da empresa para defender seus interesses políticos.


De acordo com números do Senado dos EUA, compilados pelo site Google Watch, o Google quase dobrou seus gastos com lobby em 2009 -US$ 4 milhões, contra US$ 2,84 milhões em 2008; o valor também é quase o triplo do de 2007 (US$ 1,52 milhão).


É claro que a empresa não é a única a gastar dinheiro defendendo seus interesses em Washington; a Microsoft, por exemplo, mesmo encolhendo drasticamente seus gastos com lobby no ano passado, ainda assim torrou US$ 6,72 milhões.


O lobby do Google é direcionado a questões ligadas à privacidade, leis de copyright e competitividade em anúncios on-line. Boa parte do dinheiro foi gasto na defesa de seu projeto Google Livros (Books), que pretende digitalizar cópias de 10 milhões de livros até 2015 (a um custo de US$ 200 milhões).


Já em seu lançamento, em 2005, o projeto foi acusado de infringir ‘massivamente’ os direitos autorais; processado, o Google chegou a acordo com autores e editoras nos EUA.


Mas a negociação foi denunciada pelo Departamento de Justiça dos EUA e pela concorrência (Amazon, Apple, Yahoo!) por ser ampla demais, favorecendo um monopólio do Google sobre os livros digitais.


O acordo foi, então, revisado, mas o caso não foi solucionado. ‘Apesar do esforço das partes para melhorar o acordo inicial, muitos dos problemas identificados persistem’, informou o Departamento de Justiça.


Outra questão é que o acordo foi feito apenas com as partes norte-americanas, o que desagradou a União Europeia (que tem seu próprio projeto de biblioteca digital, a Europeana).


A UE pretende ver o Google negociando separadamente com cada editora, para garantir que não sejam violadas leis de cada país. A França, por exemplo, já processou a empresa, em dezembro passado, para impedir a digitalização de livros.


Além disso, um inquérito do órgão antitruste da UE, aberto no mês passado, investiga reclamações de que o gigante da internet manipula o resultado de buscas por seus concorrentes, colocando-os mais abaixo na página de resultados de pesquisa de seus sites. O Google negou violar as leis ou agir para sufocar a competição.


Por fim, a empresa viu três de seus executivos serem condenados pela Justiça italiana, na semana passada, por terem permitido que um vídeo que mostra um adolescente autista sendo maltratado fosse colocado no Google Video, em 2006.


E, nesta semana, um dos parceiros do Google também passou a ser atacado. A Apple entrou na Justiça contra a fabricante de celulares HTC, de Taiwan, afirmando que a companhia quebrou cerca de 20 patentes do iPhone. A HTC, que ainda não se manifestou sobre o caso, foi a primeira empresa a fabricar celulares baseados no sistema Android, do Google.’


 


 


Google teria acordo com governo dos EUA


‘As manobras comerciais do Google geram reações iradas da concorrência e de governos, mas o que mais atinge e preocupa diretamente os internautas e os defensores das liberdades civis são as ações da empresa que ameaçam a privacidade.


O desastrado lançamento do Google Buzz foi apenas o caso mais recente.


A grande polêmica atual veio com a divulgação, no mês passado, pelo ‘Washington Post’, de que o Google está negociando um acordo de troca de informações com a NSA (National Security Agency) -a agência federal norte-americana de vigilância eletrônica.


As conversas teriam começado após o ataque de hackers chineses ao Google, que reagiu ameaçando deixar a China caso a censura (com a qual havia concordado) não fosse banida.


A outra parte da reação foi negociar com a NSA -responsável pelo Programa de Vigilância de Terroristas e pela interceptação, sem autorização judicial, de telefonemas e e-mails após o 11 de Setembro.


Oficialmente, as partes não comentam. Extraoficialmente, ambas dizem que a negociação não inclui compartilhar dados dos usuários, mas apenas analisar as redes do Google e suas aparentes fraquezas.


O temor de que a relação vá mais longe persiste. O Epic (Electronic Privacy Information Center), uma organização de interesse público, entrou com um pedido oficial de informação para saber da NSA quais são suas relações com o Google.


‘É um acordo secreto que pode impactar a privacidade de milhões de usuários do Google e de seus produtos no mundo todo’, disse Marc Rotenberg, diretor-executivo do Epic.


‘A NSA é parte das organizações militares e sua missão prioritária é espionar. Imagine se ela tiver acesso a suas buscas no Google e a seus e-mails também?’, escreveu Anthony Romero, diretor-executivo da Aclu (American Civil Liberties Union).’


 


 


Presidente do Google derruba diário virtual de ex-amante


‘O inferno astral do Google parece se estender à vida pessoal de seus funcionários. Segundo o Valleywag, blog especializado em fofocas do Vale do Silício, o executivo-chefe da empresa, Eric Schmidt, ordenou por meio de seus advogados que o blog de sua ex-amante Kate Bohner fosse retirado do ar.


Hospedado no Blogspot, serviço do Google, o Recovery Girl 007 (recoverygirl007.blogspot.com) já não pode mais ser acessado. Segundo ‘fontes próximas à situação’, nas palavras do Valleywag, Bohner removeu o site depois de ameaças dos advogados de Schmidt.


Bohner, que é jornalista e já trabalhou na revista ‘Forbes’ e na emissora CNBC, referia-se a Schmidt em seus posts por meio do apelido Dr. Strangelove, e contou que o executivo havia dado a ela um protótipo do iPhone -na época, Schmidt fazia parte do conselho da Apple.


Além disso, a jornalista relatava a luta para se livrar do vício em cocaína e álcool.


‘Eric Schmidt pode advogar para tornar a informação ‘ainda mais aberta e acessível’, mas não quando o assunto são suas amantes’, ironizou o Valleywag.’


 


 


Ronaldo Lemos


Empresa paga o preço da inovação


‘Foi preciso um economista de inclinação marxista, Joseph Schumpeter, para conceituar o fenômeno da ‘criação destrutiva’, pelo qual de tempos em tempos surgem empresas inovadoras que reúnem o capital e as pessoas necessários para mudar a forma como um determinado setor se organiza. E o Google faz isso como ninguém.


O primeiro segmento reinventado foi o próprio setor de buscas. Quem ainda se lembra do AltaVista, do Lycos, do Hotbot, do Infoseek?


Com base em uma ideia inovadora sobre como melhorar as buscas por conteúdo na rede (e sem nenhuma campanha de marketing), ficava claro que o serviço oferecido pelo site era superior aos concorrentes.


Outro segmento reinventado foi o da publicidade on-line.


Os desajeitados banners deram lugar a um modelo sofisticado, simples (como qualquer boa inovação) e bastante imitado, que descentralizou e personalizou a forma de oferecer anúncios na rede.


Com isso, passou a gerar boa parte dos US$ 23 bilhões de receita anual da empresa.


Em face disso tudo, a pergunta é: como competir com o Google? A resposta é complexa. Vou mencionar só dois pontos.


O primeiro é que o Google aposta em modelos abertos.


Em vez de trabalhar com padrões tecnológicos próprios, ele usa standards públicos.


Isso é diferente de políticas como a da Apple, que trabalha essencialmente com padrões próprios, que buscam exclusividade. Para entender melhor isso, basta pensar na diferença entre os celulares Nexus One (Google) e iPhone (Apple).


O Nexus One funciona com qualquer operadora, usa software livre e interage com qualquer outra plataforma.


Já o iPhone é desenhado para funcionar essencialmente com produtos da Apple (diga-se: iTunes, iTunes Store, Safari e assim por diante).


O segundo ponto diz respeito ao custo da inovação.


O Google navega como ninguém em um oceano de incertezas legais. Como não há regras claras para a internet, como ocorre no Brasil e em muitos outros países, os conflitos acabam tendo de ser resolvidos pelo judiciário.


Isso gera custos enormes e imprevisibilidade. O Google tem capital para lidar com um cenário turbulento como esse.


Ele pode pagar o custo da inovação. Mas, e outros empreendedores menores?


Com isso, a saraivada de processos que o Google vem sofrendo globalmente tem um efeito colateral curioso: ela afasta a concorrência.


Enquanto houver instabilidade das regras do jogo, continuará a existir um só Google.


RONALDO LEMOS é diretor do Centro de Tecnologia e Sociedade da Fundação Getúlio Vargas e do Creative Commons Brasil’


 


 


Bruno Romani


Especialista recomenda transparência


‘O atual momento do Google, cheio de críticas e ataques, lembra uma fase de outro gigante da tecnologia, a Microsoft dos anos 1990.


Especialistas ouvidos pela Folha apontam algumas semelhanças entre o Google e a empresa fundada por Bill Gates, na época em que ela era acusada de monopólio e condenada por práticas comerciais ilegais.


John Battelle, autor do livro que conta sobre o crescimento do Google -’A Busca – Como o Google e Seus Competidores Reinventaram os Negócios e Estão Transformando Nossas Vidas’-, diz que, entre os obstáculos enfrentados pela Microsoft que agora desafiam o gigante das buscas, estão o domínio do mercado, sua própria cultura corporativa e a perda de empregados vitais para empresas emergentes e ‘queridinhas’ dos investidores, como Twitter e Facebook.


Porém Richard L. Brandt, que conta a história dos fundadores da empresa no livro ‘Inside Larry & Sergey’s Brain’, faz a ressalva: ‘O Google não é mau como as pessoas pensam’.


Um grande trunfo do Google para não se tornar uma nova Microsoft é ter a possibilidade de olhar para o passado e aprender o que fazer ou não.


Para Battelle, a companhia deve evitar a arrogância e decisões que visem apenas o curto prazo.


Já Brandt diz que o Google aprendeu com a Microsoft a fazer lobby de maneira mais inteligente, para não sofrer restrições de governos. ‘O Google aprendeu a não supor que algo está dentro da lei ou supor que as pessoas vão concordar com o que ele faz’, completa ele.


Os dois afirmam que os ataques e críticas sofridos pela companhia californiana não são justificados. Battelle diz: ‘Algumas reclamações fazem perfeito sentido, mas, no geral, eu acho que a companhia sempre tenta fazer a coisa certa’.


Confira abaixo os melhores momentos das entrevistas com os dois.


FOLHA – O Google é a ‘nova Microsoft’? Quais os paralelos e as diferenças entre as duas empresas?


JOHN BATTELLE – Eu diria que o Google tem muito dos mesmos desafios que a Microsoft tinha nos anos 1990, e se encontra em uma posição parecida: domínio do mercado, cultura de uma grande corporação, perda de funcionários vitais para empresas emergentes e queridinhos dos investidores, como Twitter e Facebook.


RICHARD L. BRANDT – Existe muita gente que parece acreditar que o Google é a nova Microsoft. Eu vejo muitos paralelos, mas digo que o Google não é tão mau como as pessoas pensam.


FOLHA – Os ataques e críticas contra o Google são justificados?


BATTELLE – O Google é uma companhia muito poderosa cujas ações impactam milhões de pessoas e empresas. Um bom número deles tem reclamações que fazem sentido perfeitamente. Porém, no geral, eu acho que a companhia tenta sempre fazer a ‘coisa certa’. Mas, por vezes, ela vai falhar.


BRANDT – Não são. Eu conheci e entrevistei as pessoas do Google, e eles estão sempre tentando fazer a coisa certa. Eles não estão tentando tirar os lucros das editoras, ou tentando invadir as nossas privacidades, ou tentando dominar nossas vidas.


FOLHA – Quais são as coisas que o Google deve evitar para não ganhar o status de nova Microsoft? O que o Google aprendeu com a Microsoft?


BATTELLE – Evitar arrogância e decisões ‘míopes’, que visam o curto prazo.


BRANDT – O Google aprendeu que precisa fazer lobby de maneira mais esperta para não sofrer restrições de governos; aprendeu que não deve supor que algo está dentro da lei ou supor que as pessoas vão concordar com o que ele faz. Porém o Google ainda tem um grande problema: Larry e Sergey [fundadores da empresa] não gostam de falar com a imprensa. E, ficando por trás das câmeras, as pessoas nunca vão aprender a confiar neles.


FOLHA – Quais são os benefícios para as pessoas por ter o Google sob constante ataque? E quais são os benefícios que uma companhia feito o Google traz às pessoas?


BATTELLE – O Google fez um bem imensurável ao mundo. Porém, conforme o seu poder aumenta, ele terá que se tornar mais transparente.


BRANDT – O benefício de ter o Google sempre em xeque é que isso ajuda a manter a companhia honesta. Se o poder corrompe, então isso ajudará a mantê-lo incorrompido. Mas é uma pena que muitos dos ataques são errôneos e geralmente instigados pela concorrência.


Já o público ganha muito por ter uma companhia como o Google. Antes do Google, as ferramentas de busca eram desonestas; antes programas de computador eram caros; antes os celulares eram fechados; antes não podíamos ler livros fora de catálogo; antes era caro fazer uma ligação internacional. O Google não é o único fazendo isso, mas é o líder e faz mais que a maioria.’


 


 


Engenheiro torna público rompimento


‘‘Estamos juntos há vários anos, mas devo dizer que ultimamente vinha pensando cada vez mais em romper com você. Sua recente traição pública me fez decidir que não quero mais estar envolvido com você.’


As palavras, que parecem saídas de uma carta de amor, são de Alexandre Oliva, engenheiro de software e conselheiro da Fundação Software Livre na América Latina, anunciando seu rompimento com o Google depois do imbróglio de invasão de privacidade com o lançamento do Buzz (leia na íntegra em bit.ly/carogoogle)


Oliva contou à Folha que tinha o Google em ótima conta no quesito privacidade. ‘Tenho amigos que trabalham na SaferNet, que combate a pedofilia, e eles se descabelam porque o Google vai à justiça e defende até o fim a privacidade dos seus usuários, mesmo a dos suspeitos de pedofilia virtual’.


Mas, depois do Buzz, o engenheiro perdeu uma confiança que, para ele, dificilmente será reestabelecida.


Apesar de ter abandonado serviços como o Gmail e o Orkut, Oliva continua usando o Google como buscador, mas de forma anônima, que não considera nociva.


O engenheiro achou que sentiria falta dos serviços do Google, mas se surpreendeu ao descobrir que consegue viver muito bem sem eles. ‘Eu não tinha nenhuma dependência desses serviços, então foi muito fácil sair’.


Além disso, Oliva já mantinha cópias locais de tudo que armazenava nos serviços da empresa, imaginando que um dia pudesse querer pedir as contas. ‘Uma coisa que eu preciso reconhecer é que o Google deixa você ir embora facilmente, levando todas as coisas que tinha lá’, conclui.’


 


 


Rafael Capanema


Conheça alternativas aos serviços da empresa


‘Se você está decepcionado com o Google e pretende abandoná-lo, saiba que existem boas alternativas para quase todos os serviços oferecidos por ele. Abaixo, conheça alguns deles.


Busca


O mecanismo de pesquisa do Google, que parecia imbatível desde a sua inauguração, em 1998, finalmente ganhou um concorrente de peso, no ano passado: o Bing (www.bing.com.br), da Microsoft.


O velho Yahoo! (www.yahoo.com.br) e o novo Wol- framAlpha (www.wolframalpha.com), dedicado a cálculos matemáticos e dados tabulados, também ajudam a amenizar a abstinência de Google.


E-mail


Usuários arrependidos do Gmail podem recorrer aos gratuitos Yahoo! Mail (mail.yahoo.com), que oferece armazenamento ilimitado, e ao Windows Live Hotmail (mail.live.com), da Microsoft, que dá 5 Gbytes expansíveis automaticamente.


Documentos


Para editar documentos on-line colaborativamente, como no Google Docs, você pode criar uma conta no ZoHo (www.zoho.com), que oferece recursos como edição off-line. Além do básico -editor de textos, de apresentações e de planilhas- ele inclui ferramentas de chat, fórum de discussões e software de gerenciamento de projetos.


Fotos


Suas memórias fotográficas armazenadas no Picasa, do Google, podem migrar para o consagrado Flickr (www.flickr.com), do Yahoo!, ou para o Photobucket (www.photobucket.com).


Golpe final


Se você pretende eliminar para sempre sua conta no Google, verifique antes todos os seus dados armazenados nos serviços da empresa.


Para isso, faça login na sua conta e acesse o Painel de Controle do Google (Dashboard; google.com/dashboard).


Nessa página, você verá listadas informações como sua quantidade de blogs no Blogger, contatos, mensagens no Gmail, compromissos no Google Agenda, arquivos no Google Docs, vídeos no YouTube, fotos nos álbuns do Picasa e seu histórico de buscas.


Para cada um dos itens, há links a partir dos quais se pode gerenciar esses dados.


A empresa mantém ainda um site chamado Data Liberation Front (www.dataliberation.org), em que ensina aos usuários como transferir para seu computador documentos do Google Docs e mensagens do Gmail, por exemplo.


Depois de ter feito backup das suas informações, você estará pronto para abandonar o Google de uma vez por todas.


Vá a www.google.com.br, clique em Configurações e em Configurações da Conta do Google. Ao lado do item Meus Produtos, clique em editar.


Na página que surge, você pode remover permanentemente suas contas em serviços como Gmail e Orkut ou apagar a sua conta do Google inteira, clicando em Fechar conta e excluir todos os serviços e todas as informações associadas a ela.’


 


 


 


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O Estado de S. Paulo


Quarta-feira, 3 de março de 2010


 


VENEZUELA


AFP


Diretor de jornal opositor é morto em Caracas


‘O diretor do jornal venezuelano ‘2001’, Israel Márquez, foi morto ontem em Caracas. Márquez era crítico do presidente Hugo Chávez. Segundo a polícia, os assassinos seriam ladrões que queriam roubar o carro do jornalista. Márquez, que estava armada, teria reagido e acabou levando sete tiros. A empresa proprietária do jornal, porém, responsabilizou o governo pelo incidente. ‘Não há no país vontade política para proteger os cidadãos’, disse, em comunicado, o presidente da empresa, David Natera.’


 


 


PUBLICIDADE


Devassa volta com tarja em anúncio


‘Uma tarja preta sobre a Pin-up – símbolo da cerveja Devassa Bem Loura – marca o novo anúncio que o Grupo Schincariol pôs no ar ontem à noite em substituição ao anterior, que foi cassado por liminar do Conselho Nacional de Autorregulamentação Publicitária (Conar). A campanha protagonizada pela socialite americana Paris Hilton foi denunciada por consumidores por apelo à sensualidade.


Há uma boa dose de humor na nova peça, reconhece o publicitário Augusto Cruz, presidente da agência Mood, responsável pela campanha. ‘Mas também (há) a certeza de que não há nada de errado com o comercial anterior, que foi produzido seguindo todas as normas do Conar para o segmento de bebidas.’


A proibição do anúncio com a Paris Hilton causou reações apaixonadas nas mídias sociais aqui e no exterior. No serviço de microblog Twitter, há um movimento chamado #voltadevassa que atingiu quatro mil tweets em menos de três horas ontem pedindo a volta da campanha. O assunto chamou a atenção de veículos especializados em propaganda dos EUA e do jornal New York Times. Eles questionam se a garota-propaganda seria muito sexy para o Brasil e lembram que o anúncio foi lançado no carnaval, quando mulheres seminuas aparecem na mídia com destaque.


Luis Claudio Taya, diretor de marketing do Grupo Schincariol, não nega que gostou da exposição positiva que a denúncia provocou na mídia. Não apresenta números, mas diz que duas redes de supermercados pediram mais estoque de Devassa. Taya reconhece que tanto o Conar como os anunciantes terão de considerar a força das mídias sociais ao desenvolver campanhas.


Publicitários que trabalham para outras marcas de cerveja questionam a estratégia. ‘Quando vi o nome Devassa, uma marca que nasceu no Rio num clima descontraído, ser associado a Paris Hilton, que tem fama e comportamento condizente com a palavra, pensei: isso vai dar confusão. E deu. Há muitos brasis e o pessoal mais conservador não gosta desse tipo de associação’, diz um publicitário que não quis se identificar.


Átila Francucci, hoje da Young & Rubicam, mas que esteve à frente da campanha de lançamento da Nova Schin, chama de hipocrisia a reação do Conar, mas acredita que isso é fruto da briga por mercado, muito acirrada entre as cervejarias. ‘Experimentei dificuldades similares quando fiz a campanha da Nova Schin.’


No Conar, o relator da denúncia que pediu a suspensão do anúncio até o julgamento do conselho de Ética, ainda sem data, é o vice-presidente da instituição, Edney Narchi.’


 


 


TECNOLOGIA


Jocelyn Auricchio


Televisores 3D começam a chegar ao País


‘A LG anunciou ontem o lançamento no mercado brasileiro de duas linhas de televisores capazes de exibir imagens tridimensionais. Apesar de já terem modelos 3D fora do Brasil, seus competidores ainda não divulgaram os planos para o País. Nove modelos da LG, prontos para exibir conteúdo 3D em alta definição, estarão no mercado até o fim do ano.


Em abril, será lançada a linha LX9500 (com tamanhos de 47 e 55 polegadas) e LEX6500 (42, 47 e 55 polegadas). No segundo semestre, chegam as séries LEX9 (60 e 72 polegadas) e LEX8 (47 e 55 polegadas). Ainda não há definição de preços, mas a expectativa dos executivos da LG é de que os modelos preparados para conteúdo 3D chegarão no mesmo preço que as primeiras TVs de LED chegaram, por volta de R$ 6 mil.


Todos os televisores 3D serão iluminados por LED (sigla em inglês de diodo emissor de luz). Diferentemente das telas LCD convencionais, que utilizam lâmpadas fluorescentes, as telas iluminadas por LEDs permitem que os televisores sejam mais finos e consumam muito menos energia.


Os televisores 3D são muito mais avançados que os televisores LCD comuns. Enquanto uma tela LCD atualiza suas imagens 60 vezes por segundo, as telas 3D da LG fazem 480 atualizações por segundo. Isso garante um movimento muito mais suave, condição fundamental para que o cérebro consiga sincronizar as imagens de cada olho e registrar a ilusão de imagens que saem para fora da tela.


Os aparelhos da LG utilizam uma tecnologia tridimensional diferente da vista no cinema. Em vez de óculos passivos, que mostram uma imagem diferente para cada olho, são utilizados óculos ativos, nos quais as lentes são feitas com LCD e funcionam em sincronia com as imagens na tela. As lentes escurecem e clareiam alternadamente, funcionando como o obturador de uma câmera fotográfica. O resultado é um efeito tridimensional que causa muito menos cansaço visual, além de funcionar em qualquer ângulo.


A conectividade também foi enfatizada pela empresa. Aparelhos de TV que acessam a web sem fio, permitem ligações via Skype e passam vídeos do YouTube foram as estrelas. Também foi mostrada uma nova tecnologia de transmissão de vídeo sem fio. Com um pequeno aparelho, é possível transmitir sinal de vídeo digital de alta definição, que pode vir de um videogame ou um aparelho de blu-ray, sem qualquer ligação física com o televisor.’


 


 


IRÃ


Efe


Cineasta Jafar Panahi é detido no Irã


‘O cineasta iraniano Jafar Panahi, ganhador da Palma de Ouro em Veneza, em 2000, e um dos artistas do Irã que tinham manifestado apoio à oposição reformista, foi detido na noite de anteontem. Segundo o site Kalame.org, policiais à paisana invadiram a casa do cineasta e o detiveram junto com a mulher, a filha do casal e outras 15 pessoas que estavam na residência da família. Além de revistarem o imóvel, eles apreenderam um computador e outros pertences. Segundo um dos filhos de Panahi, o cineasta foi levado para um lugar desconhecido. A informação não foi confirmada nem desmentida pelas autoridades. A imprensa estatal não noticiou a detenção. Panahi foi convidado a participar do Festival de Berlim deste ano, mas não pôde comparece porque as autoridades iranianas não autorizaram.’


 


 


TELEVISÃO


Gustavo Miller


MTV mira o iPhone


‘Na semana passada, a BBC anunciou a criação de um aplicativo para o iPhone que servirá para transmitir a Copa do Mundo ao vivo nos celulares da Apple. Pode parecer oportunismo, mas a MTV Brasil já desenvolveu uma ferramenta semelhante a ser lançada em breve: um aplicativo que dará ao dono do telefone acesso à programação do canal em tempo real.


O Estado viu a novidade com exclusividade pelas mãos de Mauro Bedaque, diretor de Conteúdo Digital da MTV. A qualidade de transmissão é muito boa e as imagens ocupam a tela toda do celular. O conteúdo é transmitido por streaming e pode ser pausado. Há a ideia de que a ferramenta grave os programas exibidos, aproveitando-se a generosa memória interna do iPhone.


Ao contrário dos celulares que sintonizam TV digital, o aplicativo não exige uma antena específica: basta uma conexão 3G ou de internet sem fio (Wi-Fi). ‘Não existe medo de canibalização’, diz Bedaque, sobre a possibilidade do aplicativo tirar audiência do canal televisivo.


Assim que lançada, a ferramenta será colocada gratuitamente dentro da App Store, a loja de aplicativos para iPhone da Apple.’


 


 


Entrelinhas


‘O game show 1×100, apresentado por Roberto Justus no SBT, muda de horário. Hoje, vai ao ar às 23 horas, com participação de Marimoon e de Celso Portiolli. Mas o game logo será extinto para dar lugar a O Grande Desafio, próximo reality de Justus.


Apesar da baixa repercussão, a Record abre inscrições para a 3ª temporada de Ídolos, o reality show musical. As audições serão em Uberlândia (MG).


Para tentar bater recorde de inscrições, a Record ampliou a faixa de idade dos concorrentes: os interessados devem ter de 16 a 28 anos – antes os limites eram 18 e 26 anos. Informações: www.idolos2010.com.br.


NCIS: Los Angeles, que estreia hoje, às 21 horas, no canal A&E, foi, entre as novas séries, a mais vista nos EUA. O canal põe no ar também hoje, às 23 horas, Law & Order: Reino Unido, versão britânica da franquia americana que já tem 20 anos.


Roberto Gómez Fernández, filho de Chaves e da Dona Florinda – os atores Roberto Gómez Bolaños e Florinda Meza García é o diretor da área criativa da primeira produção em HD da Nickelodeon na América Latina.


Trata-se da novelinha Sueña Conmigo (Sonhe Comigo), parceria da Nick com Televisa e Illusion Studios, a ser gravada na Argentina.


Estreou com modestos 5 pontos de média o remake de Uma Rosa Com Amor, no SBT.’


 


 


 


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