Domingo, 21 de Julho de 2019
ISSN 1519-7670 - Ano 19 - nº1046
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ENTRE ASPAS >

Erica Ribeiro e Paula Dias

05/10/2004 na edição 297

‘A Net Serviços de Comunicação divulgou ontem, em fato relevante encaminhado à Bolsa de Valores de São Paulo (Bovespa), que a BNDES Participações (BNDESPar) aceitou a proposta de aquisição pela Globo da totalidade das 60.138.289 ações ordinárias, o equivalente a 7,26% do capital votante da operadora de TV a cabo em poder do BNDESPar.

O BNDES confirmou ontem que aceitou a proposta de venda das ações, que corresponderá a R$ 54,1 milhões ou R$ 0,90 por ação, se a negociação for concluída até o fim deste ano. A partir de 31 de dezembro de 2004, o valor será corrigido. A proposta tem validade até 30 de junho de 2005.

No fato relevante, a Net adianta que a aquisição das ações está ‘sujeita ao fechamento da venda pela Globo de participação minoritária na Net para a Teléfonos de Mexico, S.A (Telmex), dona da Embratel e da operadora de telefonia celular Claro, e a celebração de novo acordo de acionistas da Net entre Globo e a mexicana Telmex. Na negociação, o preço por ação devido à BNDESPar não poderá ser inferior ao preço por ação ordinária a ser recebido pela Globo da Telmex, que deverá estar entre R$ 0,60 e R$ 0,80.

A saída da BNDESPar do grupo controlador da Net já estava prevista como parte do acordo de acionistas da Net em vigor.

Papéis da Net tiveram alta de 3,57% na Bovespa

Para analistas, a venda das ações pela BNDESPar é considerada uma operação bastante positiva e um passo importante no processo de reestruturação da Net. O mercado especula que a reestruturação deverá ser concluída até o fim deste ano.

Alem disso, a operação também consolida a entrada da Telmex na operadora, o que só deverá ocorrer, ainda segundo os analistas, somente após a conclusão do processo de reestruturação da Net.

Os papéis da Net figuraram entre os destaques de ontem na Bovespa. Às 12h40m, Net PN subia 5,35% e era a maior alta do Índice Bovespa, que subia apenas 0,12%. No fim do dia a Net fechou com alta de 3,57%, o equivalente a R$ 0,58 por ação, à frente da Aracruz, com 3,17%, e da Tele Nordeste Celular, com alta de 2,81%.’



CELEBRIDADES
Joaquim Ferreira dos Santos

‘O curral VIP’, copyright O Globo, 04/10/04

Aquela atriz de dentes bonitos ali no canto vai telefonar para o colunista amanhã de manhã dizendo que é tudo mentira o que ele está vendo nessa festa. É tudo miragem e alucinação fruto do estardalhaço maldito dos flashes– paparazzi, nessa festa armada para alguma coisa que neste momento, duas da madrugada, ninguém sabe mais para que surgiu, tudo já definitivamente abduzido pelo disco voador das sensações. Não cabe aqui essa bobagem de tentar lembrar.

Ela, a linda atriz loura desmentindo ao telefone, não está pegando, quer dizer, desculpe os termos, seu jornalista, ela não está namorando o atorzinho, seu colega televisivo, já meio careca e passado nos anos, que agora avança em sua direção com aquela segurança de quem já saiu várias vezes nas capas de revista nessa mesma pose. Só que com outras atrizes– modelos– manequins.

Ela diz não tem nada a ver, ô, jornalista, sequer ficou com o rapaz que agora avança mais, tomando– a pelo cangote com a mesma classe que apareceu numa novela segurando pelo gargalo uma garrafa de vinho para sacar– lhe a rolha. O ator assopra alguma frase gentil dentro das orelhas da atriz. Como se arrancasse dela, não da garrafa, mas dela moça, a rolha final que obstruía a liberação do desejo, mordisca– lhe um beijo relaxante de uísque, de croquete de endívia e pasta de morango, a marca registrada do buffet da fulana de cabelo fúcsia.

A moça cede. A moça distensiona o pescoço mais comprido da televisão brasileira, uma humilhação de beleza ao que Modigliani julgava ter inventado e depois recebido do Criador Supremo a garantia de que Ele, não se pode confiar em ninguém, jamais copiaria na vida real. A moça fecha os olhos. A moça sorri baixinho ao avanço final do galã e decide para ela mesma que não é boba. Só vai desmentir essa delícia de beijo depois que ele passar.

Na grama do Aterro sob o sol dos pirilampos, a linda atriz ao telefone começa a compactuar aquela obra de arte que carrega sobre os ombros com a suave escalada de carinhos sem ter fim do colega de minissérie. São mentiras de ventilador, beijos puros na catedral auricular do amor, brisas suaves da Marina da Glória, músicas quase inevitáveis numa festa sem propósito outro senão o de deixar os pivetes do Leblon muito longe e provocar os sentidos. Amanhã de manhã, sim. Diante do jornal no café, ela vai preferir não se lembrar de tamanho bem– estar. Não lhe condiz com a imagem. E vai ao telefone, seu jornalista, não foi bem assim.

Nunca houve tanto assalto e violência no Rio de Janeiro, mas não vai aqui qualquer intenção de denunciar nenhuma bolota de cinismo escondida entre o pedaço do roquefort e o farelo de castanha que lhe serve de confeito. Sem intenção muito menos de estabelecer relações entre o quente e o frio das tensões sociais fora do salão onde toca o DJ Moby. Sem enfim qualquer goma acadêmica – nunca houve tanta violência e tanta festa também. Há quem esteja se divertindo tão à grande, e Deus faça com que todos em breve tenham a mesma felicidade de bebericar desse Cosmopolitan utópico, que no mundo dos escolhidos só há aborrecimento profundo quando duas edições adiante do jornal eles são noticiados como proibidos de entrar na área VIP da festa trendy do Hotel Glória.

Onde já se viu?!

Essas pessoas correm céleres para a pista quando Gloria Gaynor ataca de ‘I am what I am’ mas não se identificam mais como ‘celebridades’. Essas radicais do pseudochique agora chamam– se a si próprias de ‘pessoas públicas’. Nessa condição elas costumam ligar para a redação reclamando que, imbuídas da liturgia do cargo, não podem ser vistas em situação de demérito esculhambatório como é a de serem flagradas barradas, longe do espaço dos VIPs. Exigem retratação.

Sociólogos não dançam, nunca são convidados para a abertura da loja Diesel no Fashion Mall, e assim a cena vai narrada sem maiores delongas e explicações. Parte do Rio de Janeiro, aquela que passou na praia e assistiu aos turistas sendo espancados pelos pivetes, quer abrir o jornal e ver gente algemada. O xadrez, o xadrez nessa canalha. Outra parte do Rio de Janeiro sonha com o momento de estender os próprios pulsos e, party it on !, deixar que a promoteur os algeme com as correias de plástico, ora azul, ora verde, mas sempre coloridas, que caracterizam as figuras públicas de notório saber social e dão acesso irrestrito ao salão VIP no interior das festas VIPs. O curral, o curral dos célebres, eis a nova extravagância do esnobismo carioca.

Caetano dizia que o paulista era o avesso do avesso do avesso. O carioca no curral é o por dentro do dentro adentro.

São tantos bandidos e VIPs num mesmo momento da cidade que, se não fossem os tiros de um lado e os efeitos do uísque do outro, alguém já teria tido lucidez suficiente para refletir até que ponto os dois grupos se conhecem nas manhas. Os bandidos se reproduzem às pencas, nos barracos das favelas ou nas areias das praias, o que torna uma bobagem construir Bangu 8, Bangu 20. Não caberão. Do tipo romântico, como Escadinha, ou do maligno, como Maninho, eles morrem e incorporam imediatamente num moleque qualquer. Perderam, perdemos.

No Rio, só a população vipada acompanha tamanho crescimento demográfico e inventa festas para brigar entre si pelo controle do novo ponto chique, o curral VIP, onde poderão comercializar suas drogas básicas, a vaidade, o status e a arrogância. São festas demais, flashes digitalizados que relampejam ouro, canapés da cuisine fusion e, de molho acricruel, a constatação social que corrompe toda uma cidade: alguns são VIPs melhores que os outros. É a luta de classes dentro da falta de classe, e por isso o gado melore da fama exige ficar protegido da barbárie num canto que os menos VIPs, de fora, babam, querem invadir. É o bicho. Depois das grades nos condomínios, levantaram o curral nas festas para se proteger dos que lhes deveriam ser iguais em vipagem . No Rio de hoje, todos querem deixar bem claro suas diferenças. ‘La cosa esta quedando peluda’, diria a argentina do reality show sendo empurrada pelo segurança.

Lá fora, os tiros não param e ricocheteiam cada vez mais próximos. Nas festas, todos querem fugir para a última trincheira que o medo carioca inventou. O curral da celebridade é o status maior desse tempo menor. É o direito de dançar, dar o sacode no desespero, num chiqueirinho cercado de segurança por todos os lados e onde o bicho, pelo menos é o que promete o convite dessa festa pobre, o bicho peludo ainda não pega.’



TONINO GUERRA
Cássio Starling Carlos

‘Tonino Guerra desvenda mistérios do cinema’, copyright Folha de S. Paulo, 04/10/04

‘Tanto é consenso para uns que o cinema é pura diversão quanto para outros que a expressão em imagens e sons constitui uma forma específica de arte. Para estes, a querela que se estende desde meados do século passado permanece centrada na questão do artista: afinal, quem é o autor desse tipo de obra, eminentemente coletiva em sua feitura?

No documentário ‘Um Encontro com Tonino Guerra’, a discussão retorna à tona e dela o espectador consegue sair pelo menos com um ponto de vista sólido em mãos, guiado pela posição firme de um dos mais importantes roteiristas do cinema moderno.

Poeta e romancista na origem, Tonino Guerra, 84, transferiu– se com armas e bagagem para o cinema em meados dos anos 50. A partir dali, de suas mãos saíram palavras e diálogos que seriam concretizados em imagens por integrantes do primeiro time do cinema italiano (àquela altura, baluarte da modernidade cinematográfica). Antonioni (desde ‘A Aventura’), Fellini (a partir de ‘Amarcord’), o De Sica tardio, Francesco Rosi e os Taviani foram alguns dos criadores para os quais Guerra emprestou seu humanismo clássico, sua poesia nua de sentimentalismos e, mais que tudo, sua visão pessimista da modernidade.

Como se não bastasse, a esse time depois ainda se agregariam o russo Andrei Tarkovski e o grego Theo Angelopoulos, dois mestres à sua maneira.

Sem falsa modéstia, Guerra responde à questão da autoria sem ceder à tentação da vaidade estimulada pelo entrevistador. Assume que é, sim, grande, mas lembra que o diretor é, sim, o autor. Porque ao tomar nas mãos o poder da palavra e das situações escritas num roteiro é do cineasta, em última instância, que emana o concerto de tudo em uma visão, a transformação de uma idéia em expressão. Ou seja: em cinema.’



CINEMA NACIONAL
Gina de Azevedo Marques

‘Um prêmio por uma grande paixão’, copyright O Globo, 05/10/04

‘Walter Salles ganhou no sábado o Efebo de Ouro do Centro Italiano de Pesquisas para a Narrativa e o Cinema pelo filme ‘Diários de motocicleta’. O filme concorria com 60 candidatos e foi premiado pela adaptação dos textos de Ernesto Che Guevara e Alberto Granada. A cerimônia aconteceu dentro do Museu Arqueológico de Agrigento, na Sicília.

O Centro Italiano de Pesquisas para a Narrativa e o Cinema há 26 anos se dedica a estudar a relação entre cinema e literatura.

– O cinema é um instrumento de conhecimento do mundo e a mesma coisa poderia ser dita sobre a literatura. Para mim, estas duas formas de aprendizado sempre andaram em paralelos que às vezes se convergem. Estamos na Itália e por que não falar do escritor Luigi Pirandello e o filme ‘Kaos’, dos irmãos Taviani, do escritor Lampedusa e de ‘O leopardo’, de Luchino Visconti. Esta relação de interdependência entre cinema e literatura vem quase desde a invenção dos Lumière, o cinema sempre dependeu deste diálogo – disse Walter Salles.

Do Rio para a Cidade do México, e de lá para Los Angeles, Paris e Milão e apenas uma noite em Agrigento para receber o prêmio – no dia seguinte, seguiu para Madri. Com uma agenda destas, Salles tem que passar muitas horas nos aviões. Ele admitiu que a leitura é a sua melhor companheira de viagem.

– Tem autores que sempre me interessaram, como o Rubem Fonseca, que, além estar em sincronia com a realidade brasileira tem a capacidade de anunciar o que está por vir. Outro autor brasileiro que comecei a apreciar recentemente, Bernardo Carvalho, que tem um enorme talento – contou.

Gianni Amelio ganhou o prêmio de melhor livro

Outros trabalhos de Salles são baseados em obras literárias. No universo de papel, não é fácil escolher a sua própria galáxia, descobrir um autor pouco conhecido pelo público e um livro que inspire a fazer um filme.

– O Ismael Kadaré me foi revelado pelo meu irmão João Salles, que lê muito mais que eu. Quando li o ‘Abril despedaçado’, fiquei sensibilizado por aquela narrativa, mas na reta final não fiz justiça ao Kadaré porque o livro tem uma densidade e pertinência que não consegui transmitir no filme – disse o cineasta.

Ao dar corpo às palavras, transformá– las em imagens, luzes e sons, Salles às vezes se sente injusto com o autor.

– É difícil fazer justiça a um livro, sobretudo de ficção. Numa adaptação de uma narrativa documental, como é o caso de ‘Diários de motocicleta’, o processo é um pouco menos perigoso.

A relação livro– cinema é complicada. Salles não é o único a se sentir injusto, mas, para contornar esta sensação, o cineasta italiano Gianni Amelio, Efebo especial pelo melhor livro de cinema por ‘O vício do cinema: ver, amar e fazer um filme’, optou por se libertar do autor.

– A maioria dos autores não se sente ofendida. Eles gostam porque é um exercício de criatividade, de aspectos das obras deles que eles mesmos não haviam pensado – disse o diretor.

O livro conta a sua paixão como cineasta e espectador.

– O livro faz amor com o cinema, que te envolve no escuro de uma sala de projeção – explicou.

Há 14 anos Amelio esperava ter recebido o prêmio pelo filme ‘Portas abertas’, baseado na obra do escritor siciliano Leonardo Sciascia.’



Ancelmo Gois

‘Cine Brasil’, copyright O Globo, 05/10/04

‘Pierre– Ange Le Pogam, CEO da EuropaCorp, está no Brasil (ontem foi ver Gil) para acertar a vinda para cá de um dos maiores estúdios independentes da Europa, do francês Luc Besson.

Já acertou a co– produção de ‘Federal’, de Erik de Castro, e procura outros bons roteiros.’



FESTIVAL DO RIO
Luiz Carlos Merten

‘Festival do Rio entre festa e o horror da realidade’, copyright O Estado de S. Paulo, 04/10/04

‘RIO – Já faz parte da tradição do Festival do Rio. O segundo sábado é o dia das festas. A edição de 2004 não fugiu à regra. No almoço, no Hotel Méridien, foi servida a feijoada e os diretores e convidados estrangeiros se deixaram seduzir pelo encanto da caipirinha. Hilda Santiago e o G– 8, o grupo dirigente do Festival do Rio, fizeram em casa a festa que poderia ter abafado em Cannes, em maio deste ano. À noite, foi a vez do samba no pé e a bateria da Grande Rio fez a festa na tenda do festival, armada nas areias da praia de Copacabana. Hoje, a movimentação na tenda será diferenciada. Entre 15 e 16 horas, o ministro Gilberto Gil estará no local para uma conversa informal sobre a Ancinav, o cinema brasileiro em geral e a inserção brasileira no cinema do mundo – do qual o Festival do Rio 2004 é uma vitrine rica de tendências.

Rio – Cinema da Cabeça aos Pés é o lema do evento promovido pelo Grupo Estação e pelo Cima (Centro de Informação e Meio Ambiente), com patrocínio da Petrobrás e da Prefeitura do Rio, por meio da Secretaria das Culturas (assim mesmo, no plural). Numa publicação intitulada Programação de A a Z, a direção do festival escreve – ‘Nos últimos anos, o cinema atendeu ao chamado da realidade. Como um fiel espelho das aflições humanas, a produção cinematográfica mundial refletiu o sentimento de urgência que se impôs com a disseminação da guerra e do terrorismo. O cinema político recuperou impacto e a ficção se voltou para temas atuais e inevitáveis, mesmo quando está contando histórias situadas no passado.’ A seleção do Festival do Rio 2004 espelha essa tendência.

Na sexta à noite, o homenageado do evento, o documentarista Peter Davis – autor do clássico antimilitarista Corações e Mentes, sobre a Guerra do Vietnã, que venceu o Oscar da categoria há 30 anos – , participou de um debate no Centro Cultural da Justiça Federal, após a exibição de outro de seus trabalhos famosos – O Pentágono à Venda. Davis defendeu o cinema político, elogiou Michael Moore e, claro, atacou o presidente George W.

Bush. Qualquer enquete no meio do festival revelaria um alto índice de rejeição do presidente americano. Você entrevista os convidados estrangeiros – americanos ou europeus – , conversa com o público nas filas dos cinemas e o sentimento é sempre anti– Bush. Há muita expectativa quanto ao resultado da eleição de novembro nos EUA. ‘Dele pode depender o nosso futuro’, arrisca Peter Davis, alarmado com o ímpeto guerreiro de Bush. ‘O lobby da guerra pouco ou nada tem de patriótico, por mais que se diga em contrário. é puramente econômico.’ Davis pode ser lúcido e politizado, mas não é de ferro. Caiu no samba com a Grande Rio.

No sábado, o Caderno 2 deu capa para o documentário Vocação do Poder, de José Joffily e Eduardo Escorel, sobre as eleições no Rio. A família Joffily segue em evidência – no sábado, o sobrinho de José, Felipe Joffily, mostrou, na Première Brasil, seu longa de estréia, ódiquê? Na vertente aberta por Cidade de Deus e na qual trafegaram O Invasor, Contra Todos e Carandiru, ódiquê? arrisca– se a vir a ser o filme mais falado, mesmo que seja malfalado. Conta a história de três amigos de classe média que precisam arranjar dinheiro para passar o carnaval na Bahia. Com um conhecido de classe alta, eles ingressam numa noite de loucuras que o diretor filma com o olho no relógio. Cada cena corresponde a um horário – 17h55, 18h55 e assim por diante.

Há cenas de estarrecer, como aquele em que um dos rapazes barbariza um guardador de carros, na rua. Talvez seja a cena mais terrível do cinema brasileiro recente. No desfecho, o espectador descobre que foi tudo uma armação. Tudo? Por meio de características como o linguajar dos garotos e a urgência do método de filmar, Felipe Joffily faz, em ódiquê?, um assustador retrato dos jovens cariocas que caminham entre malandragem e marginalidade.

é um cinema transgressor que atropela a ética, pela direita, para sacudir o torpor do público. O efeito real talvez seja lançar o cinema no cínico território das relações onde vale tudo. Os que ainda acreditam no humanismo com toda razão preferem Ninguém Pode Saber, o novo filme do grande diretor japonês Hirokazu Kore– eda, do genial Depois da Vida. No site do festival, não são poucos os espectadores que apontam esse filme como o melhor do festival. Você poderá confirmá– lo quando Ninguém Pode Saber for exibido na mostra de São Paulo, ainda este mês.’

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