Domingo, 19 de Novembro de 2017
ISSN 1519-7670 - Ano 19 - nº966

ENTRE ASPAS > CONAR, 25 ANOS

Fernando F. Kadaoka

25/10/2005 na edição 352

‘Nesses 25 anos de existência, o Conselho Nacional de Auto-Regulamentação Publicitária (Conar), brigou com os poderosos da ditadura militar, no final da década de 70; defendeu com unhas e dentes a liberdade de expressão e de imagem; e tirou muito comercial do ar que vendia gato por lebre, para proteger os consumidores. A cada ano, o Conselho se fortalecia e, em alguns momentos, foi um dos maiores opositores à censura prévia e um intransigente defensor da ética e da liberdade na publicidade. Desde a criação do primeiro código de auto-regulamentação da propaganda brasileira, em 1978, foram abertos mais de cinco mil processos – metade deles resultou em correção ou retirada do comercial ou anúncio. ‘Otto Lara Rezende dizia que no Brasil as leis são como vacinas: umas pegam, outras não. No caso da auto-regulamentação, que não é uma lei, ela virou vacina’, lembra Gilberto Leifert, atual presidente do Conar e diretor da Rede Globo.

Com 50 artigos, 19 anexos que disciplinam as normas éticas de anunciantes e agências de propaganda, e 130 integrantes encarregados de avaliar possíveis transgressões ao código, o Conar virou referência quando o assunto é disciplinar publicidade desde que passou de código a Conselho, em 1980. ‘Se houvesse um Conar para a propaganda política, certamente estaríamos nas mãos de melhores governantes e de melhores representantes no Congresso Nacional’, compara o jornalista Ari Schneider, autor do livro Conar 25 anos – ética na prática, lançado na quinta-feira 20, em São Paulo. Não faltou polêmica na trajetória do órgão. Desde a primeira briga envolvendo marcas de bronzeadores, em 1979, passando pelo anúncio que discriminava a categoria das secretárias, até as recentes disputas entre as operadoras de telefonia, o Conselho tem se pautado pela ética e tem sido atendido pelas empresas que prontamente se submetem às normas do código. ‘Não obrigamos nada. Nos valemos da força moral do mercado e da disposição dos veículos em acatar as ordens do Conar’, diz Leifert. E assim tem sido.’



GLOBO vs. TOM
Keila Jimenez

‘Globo pode processar Tom por plágio’, copyright O Estado de S. Paulo, 24/10/05

‘Depois de ser processado por Silvio Santos por satirizar o ‘Qual É a Música?’, Tom Cavalcante corre o risco de sofrer o mesmo tipo de sanção da Globo. Fontes da rede garantem que o Departamento Jurídico da emissora estaria se agilizando para processar o humorista da Record pela sátira de programas como ‘Big Brother Brasil’ e ‘Domingão do Faustão’. O que se sabe é que Fausto Silva gosta da sátira, mas a emissora não. Até o fechamento desta edição, a Assessoria da Globo não havia se manifestado sobre o caso.’



IPTV
Renato Cruz

‘Televisão chega pela linha telefônica’, copyright O Estado de S. Paulo, 23/10/05

‘Se o ministro das Comunicações, Hélio Costa, dono de rádio e ex-repórter do programa ‘Fantástico’, acha ruim a TV no celular, o que dirá disso? As operadoras de telefonia local se preparam para lançar, no ano que vem, o serviço de IPTV, televisão digital e interativa, que usa o protocolo de internet (IP, na sigla em inglês), distribuída pelo par de fios de cobre usados pelo telefone. A linha telefônica é conectada a um decodificador, como o da TV a cabo, plugado ao aparelho de televisão.

‘Ainda temos de resolver questões regulatórias’, afirmou o diretor de Novos Negócios Residenciais da Telefônica, Márcio Fabbris. As operadoras interpretam que, pela regulamentação atual, podem oferecer somente vídeo sob demanda. Para as empresas de televisão paga, nem isso. No que os dois grupos concordam é que para venderem canais por assinatura, precisariam de uma nova licença. A Telefônica já opera um serviço chamado Imagenio na Espanha e quer lançar a TV paga via fio do telefone em São Paulo até o fim do primeiro semestre de 2006. Ou seja, até a Copa do Mundo.

O grupo de fornecedores do sistema da Telefônica no Brasil é liderado pela Lucent Technologies. Segundo Fabbris, não foi possível trazer a tecnologia usada na Espanha para o País, por causa da capacidade da rede. Lá, o Imagenio usa o padrão MPEG-2, que exige um acesso de 4 megabits por segundo (Mbps). Aqui, a idéia é usar o MPEG-4, com mais compressão, que precisa de até 1,5 Mbps. Na TV a cabo, todos os canais são transmitidos ao mesmo tempo, no mesmo cabo. Na IPTV, cada par de fios carrega um canal por vez. A Brasil Telecom já trabalha há alguns anos no projeto de IPTV e a Telemar tem um piloto, para funcionários, no Rio de Janeiro, onde testa quatro plataformas tecnológicas.

A IPTV é um dos temas mais quentes da Futurecom, maior evento de telecomunicações do País, que começa amanhã em Florianópolis. A francesa Alcatel e a americana Microsoft vão demonstrar na feira um sistema de televisão digital por telefone que é fruto de uma parceria mundial. ‘A IPTV é o assunto do momento’, disse Helio Rubens Nobre, diretor comercial do Grupo de Comunicações Fixas da Alcatel. ‘Mas não se restringe a vídeo, também é videoconferência, bate-papo na TV, compartilhamento de fotos.’

‘Se fosse só vídeo, as empresas iam competir somente em preço’, explicou Renato Cotrim, gerente regional de Negócios da Microsoft. ‘A televisão passa a se integrar com outros aparelhos da casa, como o telefone, o computador e o telefone móvel. Será possível, por exemplo, programar a gravação de um canal por celular.’ O cliente poderá receber identificar quem está ligando na tela da TV ou transferir música, vídeo e fotos do computador para a TV. O sistema da Microsoft e da Alcatel foi contratado pela americana SBC Communications. No Brasil, está sendo testado pela Telemar, entre outras.

O principal caso de IPTV no mundo é da PCCW, de Hong Kong, que tem cerca de 500 mil clientes. Em seguida, vêm a France Telecom, com 200 mil assinantes, e a espanhola Telefónica, com aproximadamente 100 mil. ‘Essas precursoras representam cerca de 60% da base mundial de assinantes de IPTV’, apontou o gerente da Microsoft. ‘Elas tiveram de desenvolver soluções próprias.’

Para quem estranha o envolvimento da empresa de Bill Gates neste mercado, Cotrim lembrou que o esforço começou há 8 anos, quando foi comprada a WebTV, que permitia acessar a internet pela televisão, mas não teve o sucesso comercial esperado: ‘O grupo de IPTV se desenvolveu a partir da WebTV’. A divisão de TV não fica na sede da empresa, em Redmond, Washington, mas em Moutain View, Califórnia, a duas quadras do Google.

Outra empresa que tem sua solução em teste pela Telemar é a UTStarcom. Seus produtos são usados pela Yahoo Broadband, maior empresa de banda larga do Japão, que tem cerca de 40 mil clientes de IPTV, e pela China Netcom, que iniciou piloto com 30 mil pessoas na cidade de Harbin, onde também está a subsidiária chinesa da Embraer. ‘Como tudo na China, o projeto piloto tem tamanho incomum’, disse Hitoshi Nagano, diretor da UTStarcom no Brasil.

‘As empresas podem adotar novas maneiras de cobrar pelo conteúdo’, afirmou Eran Wagner, vice-presidente de Soluções de IPTV da Amdocs. Normalmente, as empresas de TV paga cobram mensalidade e um preço fixo pelo pay-per-view. A IPTV permite vídeo sob demanda e os clientes podem ter formas variadas de pagar, como por pacote de filmes, ou um preço único para acessar quantos quiserem, por um período. ‘A operadora se transforma em varejista de conteúdo, podendo até adicionar alguma possibilidade de negociação de preço ao sistema.’

A Sun Microsystems foi uma das fornecedoras do Imagenio, da Telefónica, na Espanha. Aqui, negocia com várias operadoras. ‘Também temos teste com a SBC’, afirmou Érsio Libera, diretor de Desenvolvimento de Negócios de Telecomunicações da empresa para a América Latina. ‘O mercado tem muito potencial.’ Para ele, um grande desafio no Brasil será formatar o serviço para chegar à classe C.’



TV NO CELULAR
Renato Cruz

‘TV no celular pode precisar de rede especializada

‘, copyright O Estado de S. Paulo, 23/10/05

‘O presidente da Qualcomm no Brasil, Marco Aurélio Rodrigues, está preocupado com os rumos das discussões sobre terceira geração (3G) no Brasil. Há emissoras de televisão contrárias à entrada da tecnologia no País. ‘Elas acham que será usada para assistir ao vídeo no celular’, afirmou o executivo. ‘Mas para um mercado de larga escala, o vídeo via 3G não é adequado.’

Rodrigues explicou que a TV no telefone móvel transmitida pela rede celular é um serviço de nicho. Para se tornar de massa, segundo ele, serão necessárias redes especializadas, separadas da telefonia móvel e da TV aberta. Nos Estados Unidos, uma empresa da Qualcomm comprou a licença para usar o canal 55, com tecnologia própria, chamada MediaFLO. Ela irá transmitir 20 canais formatados para o celular num canal de 6 MHz, com lançamento comercial até o fim de 2006.

Existem sistemas concorrentes, como o T-DMB (terrestre) e o S-DMB (via satélite), da Coréia do Sul, o europeu DVB-H e o japonês ISDB-T. A sul-coreana SK Telecom lançou um serviço de TV via rede celular em 2002, com tarifa plana, com tanto sucesso que sobrecarregou o sistema. Foram conquistados 1 milhão de assinantes em 8 meses, que levaram a operadora a mudar o modelo de cobrança. Este ano, lançaram um novo serviço, via satélite e com tarifa plana.’

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PRIMEIRAS EDIçõES > SCHWARZNEGGER GOVERNADOR

Fernando F. Kadaoka

Por lgarcia em 14/10/2003 na edição 246

SCHWARZNEGGER GOVERNADOR

“Balaio de gatos”, copyright IstoÉ, 14/10/03

“A atriz Mary Carey propôs trocar as armas por filmes pornográficos

Pode até parecer piada, mas não é. Numa eleição em que o vencedor foi ninguém menos do que o exterminador do futuro Arnold Schwarzenegger, é possível imaginar a lista das 135 pessoas que se candidataram para governar o Estado da Califórnia. Além do vencedor, mais presente nas páginas de entretenimento do que nas seções de política do jornal, havia uma série de candidatos, no mínimo esdrúxulos, para fazer jus à peculiar democracia da Califórnia. Desde uma atriz pornô até um ex-boxeador, passando por um líder de uma banda de rock e um pornógrafo, várias pessoas comuns pagaram a módica taxa de US$ 3.500 (mais 65 assinaturas válidas de votantes sem filiação política) para poder concorrer ao mais alto cargo do mais rico e populoso Estado americano.

Uma delas pode não ser a candidata mais apropriada ao cargo, mas, certamente, foi a mais vistosa. Mary Carey, 23 anos, tem quase a mesma profissão do vencedor Schwarzenegger, porém com uma sutil – mas fundamental – diferença: o público-alvo. Mary é atriz pornô e sua plataforma de campanha teve como bandeira o desarmamento da população. Para convencer os californianos, Mary propôs a troca de armas por filmes pornográficos – o Porn for pistols. Outra de suas idéias originais era taxar os implantes de silicone nos seios. ?Somente em Beverly Hills, nós poderíamos arrecadar milhões com essa taxa?, dizia. E Mary ainda fez um adendo pessoal à sua proposta: ?Notem: eu sou toda natural e, pessoalmente, desencorajo o uso de implantes.? Advindo de parecida área de atuação profissional, o editor da revista pornográfica Hustler, Larry Flynt, também concorreu ao cargo. Com sua controvertida vida mostrada no filme de Milos Forman O povo contra Larry Flynt, agora ele pôde divulgar politicamente suas idéias de liberdade de expressão e direitos individuais. Flynt foi o sétimo mais votado e Mary a décima, com 15.454 e 10.110 votos, respectivamente.

Entre os candidatos que buscaram seu lugar ao sol, há também aqueles que são, digamos, mais segmentados. Ned Roscoe, 42 anos, trabalha para uma fábrica de cigarros e defende os fumantes. ?Os políticos têm de ser cuidadosos ao lidar com os fumantes e enterrá-los com impostos?, diz. Já Richard Gosse é autor de oito livros sobre a vida de solteiro e afirma que aqueles que não contraíram o matrimônio são sobretaxados com impostos. Ele buscou o voto dos 34% de votantes solteiros. Detalhe: o próprio Gosse é casado desde 1999. Talvez isso explique os seus parcos 429 votos. Mas nem sempre tudo dá certo. Mathilda Karel Spak conseguiu o dinheiro da taxa através de patrocínio de uma cadeia de lojas.

Com toda a vitalidade, Mathilda já se preparava para a campanha quando teve sua candidatura desqualificada por falha nas 65 assinaturas necessárias. Aos 101 anos, Mathilda perdeu a oportunidade de se tornar a pessoa mais velha a concorrer ao posto de governador dentro dos EUA .”

“A política como sedução”, copyright Jornal do Brasil, 12/10/03

“O que têm em comum Reagan, Schwarzenegger e Berlusconi? O uso da sedução na política. Entre os dois primeiros, os elementos comuns parecem claros. Na Califórnia, Estado de Hollywood, não é difícil imaginar como o triunfo do mundo das imagens no mundo da política tenha ali seu berço. Berlusconi, por sua vez, projetou a imagem do ?empresário vitorioso?, além disso magnata da mídia. Berlusconi afirmava expressamente que iria fazer ?dar certo? o Estado italiano, da mesma forma que o havia feito com suas empresas (um objetivo ideal do liberalismo é refundar o Estado conforme a lógica do custo/benefício).

Em todos os casos, a onipotência está projetada através das imagens, substituindo o raciocínio pela sedução.

Na manipulação da opinião pública, da mesma forma que no funcionamento do Estado, as armas da sedução levam a melhor sobre a convicção racional. É o triunfo do mercado sobre a política, dos interesses privatistas sobre o interesse público, da pesquisa de opinião sobre o debate e o voto, da audiência sobre o poder de convencimento, da imagem sobre o raciocínio, da sedução sobre a razão.

A crise do público e, com ela, da democracia, se reflete na prioridade do local, do urgente, do ?concreto?, em detrimento dos princípios; no declínio dos sindicatos e dos partidos em benefício de ?redes? e de lobbies; no emperramento das formas públicas de representação, substituídas por radiografias de supostas ?opiniões públicas? e pesquisas qualitativas; na eliminação, seguindo o modelo norte-americano, das fronteiras entre o público e o privado; no poder de arbitragem que a mídia privada se atribui, no lugar das instâncias públicas, eleitas democraticamente pelo voto universal; na degradação do serviço público e da idéia de esfera e interesses públicos, a favor da ?filantropia?, das campanhas televisivas, das ?parcerias? com empresas privadas, do ?voluntariado?.

A isso corresponde a mudança dos discursos dos governantes, sempre televisionados, que perdem solenidade em favor das alocuções dialogadas, do vocabulário familiar, proverbial, com planos próximos, até o grande plano do rosto do chefe de Estado, como marca da máxima intimidade.

Tradução do declínio simbólico, o recuo comprovado da leitura colocou o consumo audiovisual no primeiro lugar do emprego do tempo do cidadão. Um Estado que não ocupasse a telinha perderia o contato com a opinião pública. Os indivíduos, por sua vez, são concitados a abandonar seu status de cidadãos, para reduzir-se ao de consumidores, ouvintes, televidentes, assinantes.

É a TV que faz o Estado, não o inverso. Não é a TV que se adapta ao Estado e ao poder, mas este que se adequa àquela. Governantes e políticos em geral falam para a telinha, para a chamada do telejornal; buscam pautar o noticiário com frases curtas e de efeito. Sua plena realização é a reprodução pela mídia das imagens que forjou, dos provérbios a que apelou, das modas linguísticas que logrou introduzir.

O Estado cidadão fica superado pelo Estado sedutor. Se aquele manifesta uma tendência progressista, o Estado sedutor não consegue esconder sua tendência conservadora. A educação é um mito da esquerda, a comunicação um mito da direita. A primeira vê no homem um ser dotado de razão, com capacidade de julgar bem e deliberar de acordo com esse julgamento. A segunda, um ser de necessidade destinado, antes de tudo, a possuir e trocar mercadorias. A publicidade tem o lucro grudado na pele. Por isso o publicitário é mais valorizado do que o professor; na sociedade da mercadoria, do tudo se vende, tudo se compra.

Os valores assimilados pelos alunos passam pela TV, pela música, pelo rádio, pela moda, pela publicidade, mais do que pela escola. As escolas privadas já não recebem mais alunos, mas usuários, clientes, consumidores.

O Estado se deixa aprisionar pelo aparelho ideológico do mercado midiático, regulado pela ditadura das sondagens.

Num mundo assim constituído, Reagan, Berlusconi, Schwarzenegger se tornam os grandes protagonistas. Cowboys, ?mocinhos?, empresários magnatas da comunicação: chegará o dia em que seremos convocados a votar em Pedro Bial para evitar que Alexandre Pires se torne presidente do Brasil, se não resgatarmos o caráter público – e portanto, democrático – da política.”

“Por que o ator venceu”, copyright O Estado de S. Paulo / San Francisco Chronicle, 9/10/03

“Com a disciplina de um modelador do corpo, a concentração de um ator preparando-se para o seu maior papel e a confiança de um chefe de vendas, o candidato republicano de primeira viagem, Arnold Schwarzenegger, transformou-se do maior herói de filmes de ação do cinema americano no novo líder de uma das maiores economias do mundo.

A espantosa façanha do ator – que conseguiu destronar o governador democrata Gray Davis, um veterano com 30 anos de militância política, por duas vezes eleito para o cargo – levou apenas nove semanas, desde o lançamento da candidatura, no dia 5 de agosto, no programa de TV The Tonight Show with Jay Leno, até a noite da eleição, na terça-feira.

Os eleitores estavam tão indignados com Davis, particularmente por causa da deterioração da economia estadual, que, em meados de agosto, uma pesquisa de opinião mostrou que a aprovação popular do governador havia caído para 22% – inferior até mesmo à aprovação de 24% que os californianos deram ao presidente Richard Nixon em agosto de 1974, alguns dias antes de sua renúncia.

A clara vitória de Schwarzenegger reflete o que, na opinião de seu assessor Don Sipple, é uma tendência para o ?domínio do forasteiro?, ou seja, de candidatos vindos de fora com uma mensagem ?antiestablishment?.

Mas isso reflete também a habilidade de Schwarzenegger, que conseguiu chegar até o eleitor comum com uma mensagem positiva e otimista. ?As pessoas subestimam este homem. Ele aprende rápido. Ele tem uma séria propensão populista e, neste ambiente, uma revolta pública contra o establishment funcionou muitíssimo em seu favor?, avaliou Sipple.”

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