Segunda-feira, 17 de Dezembro de 2018
ISSN 1519-7670 - Ano 19 - nº1017
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Folha de S. Paulo

28/10/2008 na edição 509

ELEIÇÕES
Laura Mattos e Catia Seabra

Petista usa caso do ‘vagabundo’ no último dia de programa da TV

‘Marta Suplicy (PT) explorou ontem, no último programa do horário eleitoral, o episódio em que Gilberto Kassab (DEM) chama um manifestante, aos gritos, de vagabundo.

Durante toda a campanha, havia a expectativa sobre o uso desse trunfo, que acabou sendo guardado pela campanha petista para o último momento.

A propaganda noturna de Marta exibiu a seqüência de imagens do prefeito xingando o publicitário Kaiser Paiva Celestino da Silva e o expulsando de um posto de saúde, em fevereiro do ano passado. Ele protestava por ter perdido o emprego em razão do Cidade Limpa (que proibiu a propaganda em outdoor na cidade) e apareceu chorando na última cena mostrada pelo horário eleitoral do PT.

Antes de colocar as imagens no ar, o narrador martelou a estratégia, que vem sendo explorada ao longo do segundo turno, de apontar ‘dois Kassabs’, o ‘real’ e o ‘da propaganda’ e disse que ‘as duas faces dessa moeda aparecem no próprio comportamento dele’.

Com imagens de Kassab no corpo-a-corpo com eleitores e crianças, o apresentador prosseguiu: ‘Um prefeito que às vezes quer ser simpaticão, boa-praça e até beijoqueiro, mas às vezes não consegue’.

Luiz Gonzalez, marqueteiro de Alckmin, disse nos bastidores do debate da TV Globo, que começaria em pouco mais de uma hora, que o uso do episódio do ‘vagabundo’ revela ‘desespero’ da petista e simboliza ‘o começo do terceiro turno’, em referência à disputa pelo governo do Estado, em 2010.

Os comerciais da petista no último dia também foram utilizados para atacar o adversário. Ela reprisou o debate da TV Record em que Kassab prometeu ir ao CEU Vila Formosa na terça-feira, o que ele não cumpriu.

Samba

Com 18 pontos de vantagem sobre Marta na última pesquisa do Datafolha, Gilberto Kassab manteve o tom ‘sorria, meu bem’ na despedida do horário eleitoral. Agradeceu aos paulistanos, voltou a mostrar suas realizações na prefeitura, o ‘kassabão’ e o ‘kassabinho’.

O prefeito encerrou a propaganda com o samba de Gonzaguinha ‘Eu Acredito é na Rapaziada’, o ‘Sorria, Meu Bem’ em ritmo de Carnaval e uma queima de fogos de artifício.’

 

 

Folha de S. Paulo

Debate da Globo é o mais visto nesta campanha em São Paulo

‘O programa de ontem, o último desta eleição, registrou 26 pontos de média no Ibope. Cada ponto na Grande São Paulo equivale a 56 mil domicílios. Esse foi o sexto debate realizado por emissoras de TV na capital. Antes da Globo, o melhor resultado de um programa tinha sido na Record, no domingo, com 14 pontos. No primeiro turno, a Globo não realizou confronto entre candidatos. A emissora tentou fazer o debate com apenas cinco políticos, mas disse ter encontrado resistência de ‘nanicos’, que não abriram mão de participar.’

 

 

CRISE GLOBAL
Clóvis Rossi

A crise e a casa tomada

‘MADRI – Coube a um escritor a melhor descrição da crise, noves fora a catarata de números e de expressões esotéricas como ‘swaps reversos’.

Trata-se do mexicano Jordi Soler, radicado em Barcelona, da qual emigraram seus pais. Em artigo para ‘El País’, Soler recupera o conto ‘Casa Tomada’, do argentino Julio Cortázar, para explicar tudo. É a história de dois irmãos quarentões que vivem em uma casona herdada, têm um cotidiano banal, ‘uma vida quase perfeita’.

Até que um dia, do fundão da casa, ao qual nunca iam, vem ‘um ruído impreciso e surdo, como o de uma cadeira caindo sobre o tapete ou um sussurro de conversa’.

O irmão avisa a irmã: ‘Tomaram a parte dos fundos’. Aos poucos, vão tomando o resto até encurralá-los na garagem.

Pois é, a crise é assim. Sujeito oculto, sem rosto, mas invasivo. No começo, tomou a parte dos fundos (a crise das hipotecas subprime).

Foi avançando, avançando e já sufoca agora a parte da casa -os países ditos emergentes- que todos, governantes e palpiteiros, diziam estar absolutamente blindada.

O mundo parece encurralado. Alguns países na garagem, outros no porão, terceiros em cantos ainda confortáveis (China e seus 8% de crescimento, por exemplo), um completamente exangue (a Islândia). O pior é que ninguém sabe até onde irá o sujeito sem rosto, mesmo porque todos os sábios que faziam previsões desistiram de fazê-las -o que é, aliás, o único ganho com a crise.

Não li o conto de Cortázar para poder saber como é o final e se a crise tende a ter desfecho idêntico.

Mas li o texto de Soler, que termina assim: ‘Damas e cavalheiros, a casa está oficialmente tomada. Mas por quem?’

Será que pelo menos isso os sábios poderiam se dignar a responder -ou se sentem cúmplices?’

 

 

MÍDIA
Folha de S. Paulo

Reportagem sobre a polícia dá à Folha prêmio da União Européia

‘Com a reportagem ‘O Infiltrado – A PM por dentro’, o jornalista Raphael Gomide, da Folha, foi um dos três vencedores do Prêmio Lorenzo Natali 2008, na região América Latina e Caribe.

O prêmio é concedido desde 1992 pela União Européia para trabalhos sobre direitos humanos, democracia e desenvolvimento. O nome é uma homenagem ao vice-presidente da Comissão Européia Lorenzo Natali, que morreu em 1990.

Neste ano, 1.501 jornalistas de 151 países participaram do concurso, que tem como parceiros a organização Repórteres sem Fronteiras e a Associação Mundial de Jornais e aceita trabalhos de imprensa, internet, rádio e televisão.

Publicada em 18 de maio no Mais!, a reportagem revelou o cotidiano da formação de soldados da Polícia Militar do Rio, Estado em que as forças de segurança mais matam e morrem no país. Para fazê-la, o repórter foi aprovado em concurso, com sete meses de duração, e foi recruta por 23 dias.

A cerimônia de entrega dos troféus será no dia 17 de novembro em Estrasburgo, na França, com a presença de três escolhidos em cinco regiões (Ásia e Pacífico; África; América Latina e Caribe; Europa; e Mundo Árabe e Oriente Médio). Apenas nesse dia será conhecido o ganhador do Grande Prêmio Lorenzo Natali, que pode ser de qualquer região.

É a segunda vez que a Folha recebe o prêmio Lorenzo Natali. Em 2003, o jornalista Mário Magalhães recebeu uma menção honrosa.’

 

 

FIM DE SEMANA
Mônica Bergamo

SP em NY

‘O jornalista Seth Kugel, do ‘New York Times’, abandonou sua coluna ‘Fim de Semana em Nova York’, do caderno de turismo do jornal, para morar por um ano em São Paulo- de onde enviará matérias para o ‘NYT’ e outras publicações.’

 

 

LIVRO
Eduardo Simões

síndrome de Estocolmo

‘A literatura policial sueca tem ao menos dois nomes contemporâneos bem-sucedidos de crítica e público, editados também no Brasil: Hakan Nesser e Henning Mankell. Mas nada se equipara ao sucesso de Stieg Larsson, cuja trilogia ‘Millennium’ vendeu, desde o lançamento em 2005, quase três milhões de cópias somente na Suécia. A obra, editada em 35 países, acaba de chegar ao Brasil com seu primeiro volume, ‘Os Homens que Não Amavam as Mulheres’, que já está na lista de mais vendidos da Folha.

Na trilogia, Larsson espelhou boa parte de sua própria vida: seu protagonista, Mikael Blomkvist, jornalista como ele, é contratado por um milionário para escrever sua biografia e investigar o sumiço de uma sobrinha. Em contrapartida, o milionário salvaria a sua revista, ‘Millennium’, da falência.

O que Larsson não poderia imaginar é que na vida real sua morte fosse contribuir com a aura de mistério -e o marketing- em torno do livro. O autor morreu repentinamente, aos 50, meses após entregar os originais à editora Norstedts. Nem viu a obra ser publicada.

Não demorou até que surgissem rumores de que Larsson havia sido morto por extremistas de direita, de quem sofreu ameaças enquanto foi editor da ‘Expo’, revista que investigava movimentos nacionalistas, racistas etc. Logo se concluiu, no entanto, que Larsson havia sofrido um infarto.

‘Ele morreu pouco antes de um jantar que planejávamos fazer para comemorar seus livros. Tínhamos acabado de voltar da Feira de Frankfurt, onde tínhamos feito as primeiras vendas internacionais de direitos’, conta Eva Gedin, editora de Larsson na Suécia, que na última feira alemã iniciou negociações para publicar a trilogia na Turquia, Indonésia, Tailândia e Índia, entre outros países.

‘Millennium’ tem sido divulgada como leitura tão fácil quanto Agatha Christie. Um fenômeno como ‘Harry Potter’, como diz Ana Paula Hisayama, da Companhia das Letras, sua editora no Brasil. Ela esteve em Estocolmo no início do mês para um encontro de editores de Larsson. Lá, foram exibidas as primeiras imagens da adaptação para o cinema, que estréia em fevereiro na Suécia.’

 

 

Alessandro Pinzani

Monólogos azedos de Reinaldo Azevedo substituem argumentação por injúrias

‘O mundo de Reinaldo Azevedo é um mundo onde existem o certo e o errado, onde vigoram postulados indiscutíveis como ‘nunca houve socialismo democrático’ (as grandes socialdemocracias européias nunca existiram, então) ou ‘tudo o que é ruim para o PT é bom para o Brasil’ (e vice-versa).

Qualquer tentativa de pôr em questão o que ele considera certo é ‘o triunfo do relativismo, da moral de ocasião, que serve aos assaltantes do Estado’, o triunfo do mal, que ele define como a ‘incapacidade de evocar uma tradição abstrata, puramente valorativa, para dizer ‘isso não!’ (p. 298).

Naturalmente, a tradição em questão não é a da justiça social, o ‘isso não!’ não é a reação perante a miséria e as condições inumanas nas quais vive a maioria dos brasileiros.

Isso seria ‘utopismo’ de desgraça, ou ‘cretinismo político’, como aquele do qual Azevedo acusa, por exemplo, Chico Buarque (p. 293) sem tentar desmontar a sua argumentação, aliás, sem tentar nem sequer entendê-la (neste caso específico, Chico fala de uma violência generalizada que tomou conta da sociedade inteira, classe média incluída, e não somente das áreas ‘marginais’).

Em geral, Azevedo nunca tenta colocar-se no ponto de vista do outro, ou melhor, do seu adversário (já que, para ele, os que têm uma opinião discordante da sua são inimigos, malvados, idiotas, canalhas etc.). Ele afirma ter direito ao preconceito. Só que isso o leva simplesmente a cobrir de injúrias os que têm uma visão de mundo diferente, não a entrar num debate com eles. Claro, ninguém se interessaria em debater com pessoas que considera idiotas, canalhas etc.

Mas assim, inevitavelmente, o livro se apresenta como um conjunto de monólogos azedos e raivosos nos quais a ironia é substituída pelo escárnio, a argumentação (e Azevedo tem argumentos e, às vezes, bons argumentos) pela injúria.

Repetição

Isso torna a leitura extremamente cansativa, já que os insultos se repetem, a polêmica política (sempre em tons excessivos) entra até em textos dedicados à literatura, as piadas e os trocadilhos são reiterados tantas vezes que perdem sua graça.

Fica a impressão de que uma mente potencialmente brilhante resolveu desperdiçar-se numa longa, incansável invectiva contra tudo aquilo de que ela não gosta, sem tentar entender em momento nenhum a posição do outro.

Em alguns momentos, Azevedo argumenta como um conservador que defende uma certa visão da relação entre Estado e cidadão (não-interferência do primeiro na vida privada do segundo) ou determinados valores morais (por ex. em relação ao sexo entre adolescentes); mas não consegue segurar-se e escorrega imediatamente para o lado da polêmica feroz e da ridicularização do governo PT. Não é assim que os grandes polemistas conservadores norte-americanos (dos quais Azevedo deve gostar) vêem suas tarefas. Mas afinal, a revista ‘Veja’, com certeza, não é a ‘National Review’, e Azevedo tampouco é Christopher Buckley ou Rich Lowry.

Ele lembra antes Ann Coulter ou Michelle Malkin pelo modo de fazer polêmica substituindo por insulto pessoal os argumentos baseados em pesquisas jornalísticas, em dados econômicos, em fatos historicamente comprováveis.

Um estilo deste tipo pode encontrar sucesso entre uma porção de público brasileiro (a parcela cuja atividade cultural se limita à leitura de livros de auto-ajuda e a assistir a novelas), que pode até ser uma porção majoritária entre os brasileiros que, ao menos, lêem algo (ou têm a possibilidade econômica e o lazer para fazê-lo).

Mas a quantidade de leitores não é garantia da boa qualidade do texto.

ALESSANDRO PINZANI é professor de filosofia política na UFSC (Universidade Federal de Santa Catarina)

O PAÍS DOS PETRALHAS

Autor: Reinaldo Azevedo

Editora: Record

Quanto: R$ 38 (338 págs.)

Avaliação: ruim’

 

 

Eduardo Graeff

Autor tempera crônica política com humor e erudição filosófico-literária

‘O que a resistência à ditadura uniu o governo Lula separa. ‘Chegamos àquele ponto da trajetória que divide, sim, os partidários da herança comunista e liberal’, constata Reinaldo Azevedo em ‘O País dos Petralhas’.

O Brasil hoje é o campo de batalha dessas duas facções. De um lado o ‘Apedeuta’ espertalhão e sua tropa de esquerdistas sem utopia, mas com volúpia do poder do Estado e suas boquinhas mil. Do outro lado, os que não se deixam tapear nem intimidar na defesa do Estado de direito democrático, ainda que carimbados de direitistas.

Azevedo tem sido de longe o crítico mais afiado do lulo-petismo na imprensa brasileira, primeiro na chefia de redação da revista ‘Primeira Leitura’, depois no blog hospedado por ‘Veja’. Se você não era leitor dele (porque não ligava para política ou acabou de voltar da Lua, sei lá), o livro recém-lançado é a chance de mergulhar de cabeça numa seleção pelo próprio autor dos mais de 11 mil textos que postou no blog desde 2006, além de artigos que publicou no jornal ‘O Globo’ entre 2005 e 2006.

Para você que é freguês do blog, como eu, a leitura selecionada e no papel realça o que o tiroteio on-line (são em média uns 20 posts por dia) pode esfumaçar: o arcabouço de idéias por trás das visões e opiniões variadas e o perfil do autor como personagem dele mesmo.

Munição e graça

Em política, Azevedo tem uma idéia fixa, e basta: a democracia -sem tergiversação- liberal, fundada na liberdade do indivíduo e escudada na lei. Em defesa desse valor fundamental, ele fustiga sem piedade a esquerda que chegou ao poder pela democracia, mas que, movida por interesses corporativistas e reflexos totalitários, não dá em troca sinais convincentes de respeito pelas instituições democráticas.

Sobram balas para outros, é verdade: os políticos tradicionais gostosamente enquadrados na nova ordem governista; as elites pseudoliberais que fecham os olhos para a deterioração das instituições enquanto isso parece não contaminar o mercado financeiro e o ambiente dos negócios em geral; a oposição parlamentar vacilante entre o dever de resistir aos avanços do lulo-petismo e o medo de arrostar a popularidade do ‘Apedeuta’ e suas patrulhas sindicais-ideológicas.

Diferentemente dos jornalistas que usam a independência como álibi para a neutralidade, no entanto, Azevedo não deixa de distinguir as diferenças. O grosso de sua munição vai para os ‘petralhas’ de acordo com o peso e a medida dos seus pecados contra a democracia.

Se ficasse nisso, ele poderia ser só um crítico excepcionalmente ácido do lulo-petismo.

Para sorte dele, e nossa, Azevedo tempera a crônica política com boas doses de erudição filosófico-literária, uma visão idiossincrática bem-humorada das variedades da indústria cultural e uma exposição comedida de impressões e sentimentos pessoais.

É aí, quando rumina as lições de teologia de são Tomás de Aquino, dialoga com poetas mortos ou registra casualmente momentos de ternura familiar, que ele se expõe como personagem do seu diário de bordo. Individualista radical, homem-célula errante da blogosfera, um Jason Bourne em versão digital. Mau feito pica-pau, como ele prefere se apresentar aos adversários. Mas sem perder a graça jamais.

EDUARDO GRAEFF é cientista político e foi secretário-geral da Presidência da República no governo Fernando Henrique Cardoso

Avaliação: ótimo’

 

 

TELEVISÃO
Ivan Finotti

Tatuadores cariocas ganham reality show não muito real

‘Depois de ‘Miami Ink’ e ‘Los Angeles Ink’, o canal pago People+Arts exibe na semana que vem uma versão nacional da série. Trata-se de ‘Rio Ink’, episódio único -com potencial para se tornar série-, que segue os passos e as vidas do dono de um agitado estúdio de tatuagens em Ipanema e de seus quatro funcionários.

Difícil acreditar que se trata mesmo da realidade, com R maiúsculo, num canal de entretenimento. Mais difícil ainda quando vemos a modelo que vai tatuar uma borboleta acima do bumbum cair de amores pelo tatuador. Ela passa a assediá-lo sem se importar com a namorada do rapaz ou as câmeras do programa. Talvez o faça justamente pelas câmeras.

Quem é que vai acreditar que justamente o táxi que Lúcio Tattoo, o dono do estúdio, pega para resolver uma urgência acaba encostado no meio-fio, sem gasolina? E mais: que nosso herói vai empurrar o táxi em apuros até o posto mais próximo? Mas já faz muito tempo que nós, telespectadores, sabemos que, de realidade, os reality shows não têm nada. A única diferença entre uma novela da Globo e um programa qualquer da Endemol é que, neste último, se exibem não atores.

Mas, se não é realidade crua que se busca na tela da TV, ‘Rio Ink’ pode servir. O programa e seus personagens são simpáticos. Talvez falte um pouco de carisma à turma, mas as histórias dos tatuadores e tatuados oscilam entre curiosas, divertidas e tristes. Triste mesmo: uma garota foi terminar uma ‘tattoo’ igual à do namorado, que morreu no último acidente aéreo em Congonhas. Outra chora por sua cachorra, e quer eternizá-la em sua panturrilha.

Um advogado tatua Dom Quixote enfrentando moinhos; uma empresária, um tigre asiático; um casal apaixonado, uma espécie de aliança.

Em comum, uma única coisa: todos adoram as tatuagens feitas no estúdio carioca. Derretem-se em elogios e exclamam não acreditar como o resultado ficou muito melhor do que jamais poderiam imaginar. Ou, pelo menos, essa é a realidade desse reality show.

RIO INK

Quando: terça-feira, às 22h

Canal: People+Arts

Classificação: não indicado a menores de 12 anos

Avaliação: regular’

 

 

Folha de S. Paulo

‘The Mentalist’ estréia na Warner

‘Elogiada pela crítica americana, ‘The Mentalist’ estréia na Warner no dia 6/11. A série gira em torno de um homem que, com grande habilidade para observar, passa a ajudar a polícia a desvendar crimes.’

 

 

Adriana Pavlova

Série relembra bailarinos brasileiros

‘Num país onde pouquíssimo se faz para preservar a memória de nossos bailarinos e coreógrafos, uma série como ‘Figuras da Dança’, que a TV Cultura estréia segunda-feira, cumpre um papel importante.

O projeto das diretoras da São Paulo Companhia de Dança, Iracity Cardoso e Inês Bogéa, reúne programas de meia hora sobre cinco personagens que dizem muito para a história coreográfica paulista.

A bailarina Ivonice Satie (1950-2008) abre a série. Morta em agosto, Satie deu uma entrevista para o projeto em abril. Seu depoimento se junta a uma minuciosa pesquisa de imagens de espetáculos, entrevistas e testemunhos de colegas.

Esta estrutura se repete nos outros episódios que celebram as trajetórias da bailarina e professora Ady Addor (quarta-feira), da professora Penha de Souza (quinta-feira) e da bailarina e coreógrafa Marilena Ansaldi (sexta-feira).

O único episódio que foge do formato é o do coreógrafo e maître de balé Ismael Guiser (1927-2008), morto em abril, dias antes de dar seu depoimento. Mesmo assim, está lá, no programa de terça, toda sua extensa carreira.

FIGURAS DA DANÇA

Quando: estréia na segunda-feira, às 20h30; até 31/10

Onde: TV Cultura

Classificação: livre’

 

 

 

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