Sábado, 25 de Novembro de 2017
ISSN 1519-7670 - Ano 19 - nº967

ENTRE ASPAS > SEGUNDA-FEIRA, 15/3

Folha e Estadão se unem em campanha de banco

Por Leticia Nunes (seleção de textos) em 16/03/2010 na edição 581


Leia abaixo a seleção de segunda-feira para a seção Entre Aspas.


 


************


Folha de S. Paulo


Segunda-feira, 15 de março de 2010


 


PUBLICIDADE


Campanha do Santander vai unir Folha e ‘Estado’ amanhã


‘O Banco Santander decidiu reunir a Folha e o seu concorrente local, ‘O Estado de S. Paulo’, em sua nova campanha publicitária na capital paulista. Amanhã, os assinantes da Folha na cidade receberão como brinde um exemplar do ‘Estado’, enquanto os do ‘Estado’ receberão a Folha.


O objetivo da ação publicitária, segundo Fernando Byington Egydio Martins, vice-presidente de marca do Santander, é passar a mensagem de que é possível juntar produtos diferentes em benefício do cliente. O banco está na fase final da fusão com o Real, antigo concorrente adquirido em 2007.


Criada pela agência Talent, a campanha ‘Juntos’ também envolverá ações com outras empresas concorrentes.


‘Concordamos com a ação por ser inovadora, o que está no DNA do jornal’, disse Antonio Carlos de Moura, diretor-executivo comercial da Folha. ‘O impacto da ação mostra mais uma vez ao mercado publicitário as imensas possibilidades que o meio jornal permite’, acrescentou o executivo.’


 


 


TODA MÍDIA


Nelson de Sá


‘Na frente?’


‘A Confederação Nacional da Indústria e o Ibope concluíram uma pesquisa na última quarta. ‘Previam divulgá-la esta semana’, postou a ‘Veja’ no dia, ‘mas agora a expectativa é que isso só ocorra na semana que vem’. Sai na próxima quarta _e a nova edição da revista adianta que ‘mostra empate técnico, mas com Dilma Rousseff um ponto à frente’.


No exterior, o Datafolha e uma declaração de Lula à AP, dizendo que Dilma vai ‘nocautear o machismo’, estimularam textos do venezuelano ‘El Universal’ ao ‘Times of India’, dizendo que ‘o feminismo é sucesso na terra do machismo’. E o britânico ‘The Observer’ publicou perfil ressaltando que ela ‘é favorita para ser o próximo presidente do Brasil’.


EM ISRAEL


Com dois enviados, a BBC Brasil relata cada passo de Lula e comitiva em Israel. Destaca que a visita se dá ‘em meio a nova crise’, agora entre israelenses e americanos. Também que o ‘Brasil pode ter papel no processo de paz, dizem líderes palestinos e de Israel’. E que o ‘Irã pode contribuir para solução pacífica na questão palestina, diz Marco Aurélio Garcia’, assessor de Lula. Nas agências, a AFP ressaltou que Lula ‘busca trazer uma perspectiva nova para o processo de paz’, enquanto a Efe focou a ‘vertente econômica’ da viagem.


COMÉRCIO, SIM


O israelense ‘Haaretz’ publicou no domingo que o Instituto de Exportação de Israel, ‘para coincidir com a visita de Lula’, assinou um acordo para estabelecer uma empresa representante dos exportadores israelenses no país. Israel lançou dias atrás um programa para ‘entrar em mercados emergentes como Brasil, Índia e China’.


SIONISMO, NÃO


Sites noticiosos como Ynet News e Jerusalem Dispatch informaram à noite a chegada de Lula, que ‘vai se reunir com o primeiro-ministro e Peres’, o presidente. No Israel National News, porém, ‘Lula se recusou a depositar coroa de flores no túmulo de Thedor Herzl’, fundador do sionismo, o que o site tratou como um ‘insulto’.


OUTRO LADO


A Agência de Notícias Brasil Árabe, Anba, que realizou a entrevista com Lula ao lado do ‘Haaretz’, despachou dois relatos, ‘Mundo precisa de diálogo sincero, diz Lula’ e ‘Presidente leva empresários para garimpar negócios’. No final, à pergunta sobre o que fará ao deixar o governo, Lula respondeu: ‘Eu certamente tenho muita coisa para fazer dentro do Brasil e fora do Brasil’.


A entrevista ecoou em Teerã, sob títulos como ‘Brasil defende papel do Irã no Oriente Médio’.


GUERRA COMERCIAL MUNDIAL?


O ataque do primeiro-ministro chinês Wen Jiabao aos EUA, sábado, levou Alan Beattie, da coluna Global Insight, do ‘Financial Times’, a escrever para hoje que ‘Brigas não são guerra comercial aberta’.


Diz que ‘a batida de guerra comercial global está alta, na atmosfera febril da comunidade comercial mundial’, com ‘observadores ansiosos para achar o equivalente ao assassinato do arquiduque Ferdinand, que acenderia a conflagração’. Mas rebate avisando que ‘todos precisam respirar fundo e se acalmar’, questionando o ‘alarmismo’ com o litígio sino-americano, sobre o yuan, ou a retaliação do Brasil aos EUA, que foi ‘autorizada pela Organização Mundial do Comércio’.


SEM GOOGLE


Na manchete do site do ‘Wall Street Journal’, ontem ao longo do dia, ‘Google deve fechar pesquisa na China’ em poucas semanas. A notícia veio um dia depois de o ministro da tecnologia da informação, Li Yizhong, questionar a empresa americana, que havia ameaçado parar de restringir as buscas no país, em desafio às ordens de censura de Pequim. Segundo o ‘WSJ’, se o Google deixar a China, a decisão ‘removeria o último grande ator estrangeiro do mercado de internet que mais cresce no mundo’.


ON-LINE NA BABILÔNIA


O correspondente de tecnologia da BBC subiu o morro da Babilônia, no Rio, para ver como é o acesso à internet nas ‘favelas do Brasil’. Diz que o morro não é mais tão perigoso, agora que conta com polícia pacificadora, e que ‘alguns usam web de forma bem sofisticada’. Mas poucos têm computador e a maioria ‘entra on-line em ‘internet cafes’, conhecidos como lan houses’.’


 


 


CULTURA


Conferência propõe internet em regime de serviço público


‘O acesso à internet como regime de serviço público, a revisão da Lei de Direitos Autorais frente à internet e a regulamentação dos capítulos da Constituição que tratam da comunicação integraram a lista das 32 principais propostas aprovadas ontem na 2ª Conferência Nacional de Cultura.


As propostas têm redação genérica e são orientações sobre os temas. Algumas podem virar projeto de lei e outras, apenas direções à política cultural.


O ministro Juca Ferreira citou como necessárias a integração das políticas culturais com a Educação e a regulamentação trabalhista no setor.’


 


 


TELEVISÃO


Andréa Michael


MTV quer que Google pague direitos por vídeo no YouTube


‘A MTV notificou extrajudicialmente o Google. Quer receber pelo conteúdo de sua propriedade que é veiculado no site de vídeos YouTube, de propriedade do Google.


No mesmo documento, a emissora informa que deseja ver sua produção excluída do YouTube enquanto não houver pagamento pelo que entende ter direito exclusivo.


‘Tentamos conversar, mas não conseguimos. Agora tomamos uma atitude mais ríspida’, afirma o diretor-geral da MTV, André Mantovani. ‘Queremos receber o pagamento devido pelo nosso conteúdo. Se não pagarem, vamos tomar medidas judiciais.’ Não há lei para regular a exibição de conteúdos na internet. É desafio mundial definir quanto cobrar pelo produto disponibilizado na rede. A discussão conflita com a cultura de consumo gratuito da web.


O primeiro contato entre Google e MTV ocorreu quinta feira passada,mas ainda não foi definida data para iniciar a negociação de eventual acordo. O diretor de comunicação do Google, Felix Ximenes, disse que seria ‘prematuro fazer considerações’, pois ‘ainda estamos em uma fase muito preliminar da conversa’. Segundo o executivo, a empresa é ‘criteriosa no respeito aos direitos autorais’ e, no Brasil, ‘conta com importantes parceiros [para veiculação de conteúdo], como as emissoras Globo e Record’.


AVATAR


O SBT fez sua primeira captação em 3D com a ‘A Praça É Nossa’, na terça passada.É o início de uma fase de testes.


ESPELHO


Na última quinta, posse do novo presidente do Chile, Sebastián Piñera, a terra voltou a tremer e uma apresentadora do Canal 13 anunciou: ‘Para vocês que estavam aguardando o capítulo final dessa estupenda novela brasileira, que é ‘A Favorita’, informamos que foi adiado para amanhã porque, hoje, não interromperemos a cobertura jornalística’.


BANDEIRA BRANCA


Os musicais que só puderam ser vistos em trechos em ‘Dalva e Herivelto’ (Globo) estarão na íntegra no DVD da série, que terá, assim, cenas inéditas. Lançamento é para o dia 31/3.


BRASÃO


Sidney Magal e Daniela Cicarelli serão convidados de Silvia Poppovic na estréia do ‘Boa Tarde’ (Band) nesta segunda à tarde.Ao longo da semana, o programa exibirá a primeira entrevista de Chiquinho Scarpa para a TV depois de ficar 63 dias em coma.


CONFESSIONÁRIO


Chiquinho contará como foi quase receber a extrema-unção por duas vezes e também o que pensa sobre sua ex-mulher Carola Oliveira.


COCHIA


Na Record desde 2006, Tuca Andrada, um dos protagonistas de ‘Poder Paralelo’ (2009), como Téo, não renovou contrato com a emissora. Por ora,vai se dedicar só à peça ‘O Rei e Eu’.


com Clarice Cardoso’


 


 


Janaina Lage


Dilemas morais movem nova fase de ‘Good Wife’


‘O dilema moral da série ‘The Good Wife’ promete ganhar mais reviravoltas. A boa esposa do título, Alicia Florrick, interpretada por Julianna Margulies, receberá novamente em casa o marido, que estava preso após se envolver em um escândalo sexual e de corrupção.


A série foi inspirada em episódios recentes da política americana, como a renúncia do ex-governador de Nova York Eliot Spitzer por envolvimento em escândalo sexual com uma prostituta. Margulies explica que na nova fase sua personagem vai questionar a capacidade de perdoar e de deixar o que aconteceu para trás.


‘Ela presume que tudo vai voltar ao normal. É muito delicado. De um lado existe a humilhação pela qual ela passou, de outro ela está sozinha, cuidando dos filhos e continua gostando dele’, disse. O marido, um promotor de Nova York, é interpretado por Chris Noth, o Mr. Big de ‘Sex and the City’. Para a primeira fase do seriado, Margulies, que ficou conhecida por ‘ER’, pesquisou fotos e vídeos nos quais mulheres acompanhavam os maridos em entrevistas em que assumiam a culpa pelos escândalos. ‘Todo mundo pensa que sabe o que faria nessa situação, mas ninguém está preparado’, disse.


A série tem alcançado bons índices de audiência nos EUA, onde chegou a registrar 14 milhões de espectadores. Para Josh Charles, que interpreta Will Gardner, sócio do escritório de advocacia onde a protagonista trabalha, a relação peculiar dos americanos com figuras famosas ajuda a atrair a atenção do público.


‘Temos uma obsessão mórbida pela vida particular de celebridades e políticos’, diz. Na série, as mulheres são os personagens fortes. Christine Baranski, que faz Diane Lockhart, sócia sênior do escritório de advocacia, diz que se inspirou em Hillary Clinton. Mais conhecida por papéis cômicos, como no filme ‘Mamma Mia!’, ela diz que gosta de encarnar a ‘bruxa gelada’.


Segundo ela, o público tem uma relação de fascínio com esses personagens. ‘Muitas pessoas me perguntavam: ‘Ah, agora você vai ser a bruxa? Que maravilha’. E então você ganha aqueles figurinos maravilhosos e, da noite para o dia, descobre que virou um ícone gay’, disse. Entre as surpresas dos próximos episódios exibidos nos EUA, Baranski revela que a personagem, democrata convicta, terá um encontro com um republicano fã de Sarah Palin e ficará dividida entre as convicções e o romance. ‘Muitas mulheres fortes têm uma grande vulnerabilidade, especialmente no campo afetivo’, disse.’


 


 


Rodrigo Russo


‘CQC’ volta de férias com novos quadros e prioriza eleições e Copa


‘Se a sabedoria popular diz que o ano no Brasil só começa após o Carnaval, os programas humorísticos, quem diria, estão levando isso a sério. O primeiro a retomar as atividades foi o ‘Pânico na TV’; ‘Legendários’, projeto de Marcos Mion na Record, só deve estrear em abril.


Hoje, às 22h15, é a vez de o ‘CQC’, da Band, voltar ao batente, após período de férias em que foi substituído pelo ‘É Tudo Improviso’. Em sua terceira temporada, sempre com coprodução da argentina Eyeworks -Cuatro Cabezas, a atração terá como principais objetivos as coberturas da Copa do Mundo e das eleições presidenciais.


Embora a equipe do ‘CQC’ continue a mesma, com Marcelo Tas, Marco Luque e Rafinha Bastos na bancada de apresentadores do ‘resumo semanal de notícias’, haverá novos quadros e mudanças nos números já consolidados.


O ‘Proteste Já’, por exemplo, em que autoridades são cobradas por promessas não cumpridas, passa a ser comandado por Danilo Gentilli. Rafinha Bastos deixa o quadro para ter mais tempo de se dedicar ao novo programa que entrará na programação da Band, com o nome ‘A Liga’.


Gentilli, incômodo constante para os políticos de Brasília, terá trégua dessa função. Monica Iozzi, vencedora de concurso para ser a nova integrante do ‘CQC’ e única mulher da equipe, assume o cargo por ora. Alguma semelhança com a cobertura do Congresso que Sabrina Sato faz no ‘Pânico’ ou é mera coincidência?’


 


 


 


************


O Estado de S. Paulo


Segunda-feira, 15 de março de 2010


 


FACEBOOK


Matthew Shirts


A volta do jornal de bairro


‘Não sei se você está no Facebook. Se está, não preciso explicar nada. Se não está, basta dizer que é uma ferramenta da internet que coloca as pessoas em contato, permitindo-lhes trocar mensagens umas com as outras, independentemente de onde estão. Você vai formando um grupo de amigos. É possível conversar reservadamente com apenas um deles ou postar uma reflexão para todos. É como se estivesse numa festa com gente da sua vida toda, só que não dá para tocar em ninguém de forma física.


Sei que já escrevi a respeito do fenômeno. Mas o resultado não me satisfez por inteiro. Vou tentar de novo, agora que Facebook – e eu – estamos um pouco mais maduros.


São 430 milhões de adeptos do Facebook, ou FB, ou Face, como é chamado no Brasil. Se fosse um país, acho que seria o terceiro ou quarto mais populoso do mundo. Dá mais ou menos a população do Brasil e dos Estados Unidos juntos – e a população só cresce.


No meu caso, é útil e agradável. Encontro velhos amigos americanos do tempo do colégio e da faculdade espalhados pelos Estados Unidos, parentes que não sabia existirem (mais a respeito deles daqui a pouco), leitores daqui do Caderno 2 e da National Geographic, colegas de trabalho, outros editores de outras edições da National Geographic espalhados também pelo mundo todo, meus primos, meu pai (sempre chegado numa tecnologia), primos, filhos e por aí vai. Como disse, é uma festa.


A descoberta dos parentes desconhecidos foi surpreendente. Venho da mais sólida estirpe ‘caipira’ norte-americana. Gente simples. No século 19, muitos deles atravessaram os Estados Unidos a pé. Viraram pequenos fazendeiros. Trabalhadores de todo tipo. Exploraram e colonizaram o Velho Oeste. Como nos filmes. Para se ter uma ideia, fui ver, certa vez, um grafite que meu bisavô fez numas rochas no deserto – com tiros de espingarda.


Os netos e bisnetos desse povo todo me encontraram. Pois é, caipira norte-americano adora um Facebook. Esses meus parentes são excêntricos, pelo menos para meus padrões. Não vou entrar em detalhes, mas a experiência me deixou um tiquinho preocupado com a minha formação genética.


Facebook é movido a alta tecnologia. Não sei quantos servidores e cabos e engenheiros são necessários para garantir o acesso a 430 milhões de usuários 24 horas por dia no mundo todo, inclusive por celulares inteligentes. Mas garanto que é muita coisa.


E, no entanto, como diz o meu irmão Phil, o resultado acaba parecendo um jornal de bairro. Esse é o ponto. É isso que é curioso. Não interajo com 430 milhões de pessoas. Apenas com algumas centenas de amigos. Dessas, talvez 100 participem de forma ativa da conversa comigo.


Fico sabendo que a Vanessa se casou. Da frase esperta que Félix, filho da Bia, disse no café da manhã. Que meu irmão não consegue sair de Washington D.C. porque neva demais. Maurício vai descobrindo pérolas da música popular que posta para nós. Meu amigo Claudio Edinger, um militante do Facebook, nos dá aulas da história de filosofia e de arte com aforismos diários extraídos de grandes pensadores. Minha mulher Luli coloca um desenho de vez em quando. Meu pai reproduz um artigo sobre como uma nova invenção vai mudar o futuro da humanidade. E por aí vai.


Também ?acompanho o progresso das fazendas daqueles que participam do jogo de Farmville no Facebook. Quem ganhou uma vaca nova. Quem precisa de ajuda para adubar suas melancias. Às vezes, sinto que moramos todos em uma pequena cidade rural e o Facebook é o nosso jornalzinho. É esse o seu segredo. Quanto mais as pessoas se globalizam, espalhando-se pelo mundo, mais elas anseiam pelos velhos e bons laços de comunidade.’


 


 


TELEVISÃO


Keila Jimenez


Globo ao vivo no ônibus: só fora do túnel


‘Há seis meses em circulação, os ônibus de São Paulo que transmitem a programação ao vivo da Globo não saíram do lugar. Bom, pelo menos no número de veículos e na resolução dos problemas técnicos. Fruto de uma parceria da rede com a Bus Mídia, os mesmos 30 ônibus que inauguraram testes do gênero ainda sofrem com a queda do sinal, digital, dentro de túneis e em bairros mais altos. A estancada é relevante se comparada ao crescimento da outra frota que transmite produções da Globo, mas gravadas, e não ao vivo, por meio de um resumo diário: de 300, pulou para 500 o número de ônibus que circulam pela cidade com cenas em reprise. Nos próximos 20 dias, o sistema será expandido para o Rio, Porto Alegre, João Pessoa, Natal e Florianópolis. Copa no busão, ao vivo, fica para 2014.


35 pontos é a média de ibope de Viver a Vida da Globo até agora. A trama disputa com Esperança o posto de pior audiência da década em novelas.


6 novos canais em HD: é o que a Net promete lançar até o fim do ano


‘Roberto é bonitão, né? Dá para entender por que é o rei.’


Daniela Beyruti, filha de Silvio Santos e diretora do SBT, no Twitter, sobre entrevista do cantor na Hebe


Prato feito


A Record vai exibir – em pay-per-view tão exclusivo que será transmitido apenas para os anunciantes que estiverem na reunião – as cenas da ação de merchandising do Guaraná Antarctica no BBB 10. Só para rir dos participantes do reality da Globo, que passaram mal depois de beber muitos copos de refrigerante.


Seleção com pipoca e telão


Estão adiantadas as negociações da Globo com salas de cinema Kinoplex e Artplex (Rio e São Paulo), para a exibição de partidas da Copa em 3D.


Festa à fantasia


A História de Ester emplacou. A festa à fantasia da Record – no que pensar ao ver Paulo Gorgulho de Conan, o Bárbaro? – chegou a 12 pontos de média na semana passada em São Paulo, e 15 pontos no Rio.


Farinha com alho para tuberculose


Essa é uma das mais de 2 mil receitas ‘caseiras’ que Dr. Drauzio Varella recebeu via e-mail para sua nova série no Fantástico, que estreia em abril. Nela, o médico fala sobre mitos e verdades da medicina popular, as famosas receitinhas da vovó.


Boi Bumbá na Copa


Não se assuste se, durante a Copa, vir um boi bumbá na tela da Band. Não é nenhuma mandinga para a seleção. O mundial se encontrará na grade da Band com a Festa de Parintins, que tem cobertura do canal.


Saída pela direita


Hebe esperou. Xuxa e Ana Maria Braga, também. Mas Silvio Santos não deu aquela famosa ‘passadinha’ no camarim da loira da casa, durante o seu especial no dia 8, no SBT.’


 


 


AFP


Invasão falsa causa pânico na Geórgia


‘Um programa de TV na Geórgia provocou pânico ao exibir imagens de uma suposta invasão russa e anunciar o assassinato do presidente Mikhail Saakashvili e a tomada do poder pela oposição. O problema foi que muitos telespectadores não viram a breve advertência, feita logo no início do programa, de que o seu conteúdo era uma ‘simulação de eventos possíveis’. Resultado: eles pensaram que as imagens ? na verdade, relativas à invasão russa de 2008 ? eram recentes e que a história sobre a morte de Saakashvili contada pelo apresentador era verdade.


A oposição acusou o governo de estar por trás do programa, transmitido pela TV privada Imedi, e de usá-lo para atacar políticos que recentemente se encontraram, em Moscou, com o premiê russo, Vladimir Putin. Saakashvili negou e disse ter ficado ‘tão espantado quanto todo mundo’ com o incidente.


Segundo os hospitais de Tbilisi, muitas pessoas tiveram enfartes, desmaios e taquicardia ao ver o programa. Os serviços de emergência receberam um número recorde de ligações.’


 


 


CORONELISMO ELETRÔNICO


Ana Paula Scinocca e Eugênia Lopes


Políticos viram despachantes de luxo e apadrinham rádios comunitárias


‘Legalizadas há 12 anos, as rádios comunitárias são cada vez mais usadas como instrumentos de política eleitoral, num processo que vem sendo chamado de novo coronelismo eletrônico. Ligadas a entidades que quase sempre têm um político municipalista por trás ? um prefeito ou um vereador ?, as rádios comunitárias são concedidas depois que os políticos federais desempenham o papel de despachantes de luxo no Ministério das Comunicações.


Alegando que precisam agir para vencer a intrincada burocracia de Brasília, senadores e deputados pressionam para agilizar a tramitação do processo de autorização das rádios comunitárias e ganham status de seus padrinhos políticos. É desse jeito que passam a integrar uma teia de captura de votos. A estimativa é de que cerca de 50% das 3.911 rádios comunitárias, que hoje funcionam legalmente no País, tenham contado com as bênçãos de padrinhos políticos.


‘O parlamentar intercede aqui (em Brasília) para atender o cara (prefeito ou vereador) que vota nele lá no município. Aí, essa rádio fica falando bem dele para o resto da vida’, confirma o deputado e ex-ministro das Comunicações (2004- 2005) Eunício Oliveira (PMDB-CE). ‘Há centenas de pedidos de políticos, mas a pressão maior ainda é de vereadores e associações. A rádio comunitária é o local da fofoca municipal. Para prefeito e vereador, ela é o cão’, atesta ele, dono de três rádios comerciais no Ceará.


Os pedidos de concessão de rádios comunitárias não têm cor partidária ? mobilizam de petistas a tucanos, passando pelo DEM, PTB e outros partidos. Depois da legalização, em 1998, o boom das comunitárias ocorreu no governo do ex-presidente Fernando Henrique Cardoso, quando foram autorizadas em apenas três anos 1.707 emissoras ? 569 a cada ano. Em pouco mais de sete anos do governo Lula, foram legalizadas 2.204 comunitárias ? mais de 300 ao ano.


Apesar da baixa presença no Congresso, ao longo da semana passada o Estado localizou facilmente dez exemplos de deputados e senadores confirmando que atuaram para ajudar na liberação de rádios comunitárias.


No fim da década de 90, a praxe, segundo parlamentares, era procurar o titular das Comunicações para agilizar o processo. Isso ocorreu nos casos dos deputados José Linhares (PP-CE) e Arnon Bezerra (PTB-CE). Em 1999 eles se apressaram a procurar o então ministro Pimenta da Veiga (PSDB) para interceder a favor de duas rádios comunitárias, Sal da Terra e Juazeiro, localizadas em seus redutos eleitorais ? Sobral e Juazeiro do Norte.


‘Pedi a concessão não só dessa, mas de várias (rádios) em todo o Estado onde temos acesso à votação’, conta Linhares.


Gabinete em ação. Passada a fase inicial da legalização das rádios comunitárias, os deputados e senadores começaram a atuar como despachantes, não necessariamente recorrendo ao ministro de Estado, mas ao departamento responsável pela tramitação dos papéis. A tática permaneceu igual: o lobby é sempre direcionado aos redutos eleitorais.


‘Isso muitas vezes é o gabinete que faz. É questão de educação’, revela o senador Magno Malta (PR-ES), que apadrinhou ao menos três rádios comunitárias nos dois primeiros anos do governo Lula (2003 e 2004). ‘Apoiar o pedido de uma associação que pleiteia uma rádio no seu Estado é obrigação nossa’, defende o senador Flexa Ribeiro (PSDB-PA), autor de projeto de lei que obriga as associações mantenedoras das comunitárias a ter ao menos dois anos de existência para pleitear a concessão.


Ex-presidente da Comissão de Ciência e Tecnologia, a deputada Luiza Erundina (PSB-SP) reclama da legislação ultrapassada que, em sua opinião, facilita a influência política e o proselitismo religioso nas emissoras. O deputado Gustavo Fruet (PSDB-PR) compartilha dessa opinião. ‘Como não tem fiscalização, algumas rádios comunitárias viraram palanque. Em ano eleitoral isso é pior ainda’, diz Fruet.


Muitos políticos federais, mais ligados às ‘questões nacionais’, veem as rádios comerciais como a ‘cereja do bolo’, mas admitem que as comunitárias têm força em pequenas cidades. ‘A rádio comunitária é importante, principalmente quando é a única rádio da cidade’, diz o deputado e radialista Ratinho Júnior (PSC-PR), dono de um império de emissoras comerciais no Paraná.


Mas a rádio comunitária também pode crescer de importância em período eleitoral nos locais de grande circulação e aglomeração de pessoas, mesmo em cidades grandes. O deputado e ex-ministro das Comunicações (2003) Miro Teixeira (PDT-RJ) cita como exemplo a rádio do Saara, localizada em um dos maiores centros de comércio popular do Rio. ‘Em época de campanha, faz fila na porta da rádio de candidatos querendo dar entrevista’, conta Miro.


Mais padrinhos. Entre os dez parlamentares ouvidos pelo Estado que confirmaram atuação como despachante de comunitárias, está o líder do PSDB na Câmara, João Almeida (BA). Ele apadrinhou uma rádio em Caravelas, no sul da Bahia, e atuou ainda em favor de mais duas comunitárias.


Osmar Serraglio (PMDB-PR) confirma sua atuação a favor da Associação de Convivência Artística e Cultural de Janiópolis, em um de seus redutos eleitorais. A petista Serys Slhessarenko (MT) atuou como madrinha política de quatro rádios em Mato Grosso.


Líder do DEM no Senado, José Agripino Maia (DEM-RN) fala de atuação via gabinete. Segundo levantamento do Estado, o senador é padrinho político da Associação Comunitária Princesa do Trairi, em São Bento do Trairi.’


 


 


PUBLICIDADE


Internautas mobilizados no Twitter em defesa do verde


‘A operadora de telefonia Vivo resolveu recorrer às redes sociais para mobilizar clientes e não clientes em uma ação em prol da consciência ambiental.


No comercial que está no ar na TV, uma personagem aciona a sua rede de contatos ? no filme, por meio do envio de torpedos (SMS) ? para evitar que a mangueira de seu bairro seja derrubada. Seus amigos recebem a convocação e a turma se ‘planta’ nos galhos da árvore, impedindo que a mangueira vá ao chão.


Depois de apresentada a propaganda, a Vivo foi para o Twitter. A empresa pede para o internauta que, ao receber a tag #oquevcfaria, comente e espalhe a mensagem. Com isso, estará ajudando a preservar um metro quadrado de área nativa em regiões dos projetos do Instituto de Pesquisas Ecológicas (Ipê), parceiro da Vivo nessa iniciativa.


A ação ficará em cartaz até o final do mês, quando a empresa espera divulgar uma adesão que proporcione a preservação de 30 mil metros quadrados de mata no Pontal do Paranapanema e Nazaré Paulista, no interior do estado de São Paulo. ‘O indivíduo conectado realmente pode mais em prol de um objetivo comum’, diz Cristina Duclos, diretora de Imagem e Comunicação da Vivo. A evolução do projeto pode ser acompanhada no site da ONG ambiental Ipê.’


 


 


Marili Ribeiro


Plágio ou mera semelhança?


‘Plágio, cópia, coincidência. Seja qual for a origem do problema que leva duas peças publicitárias a serem comparadas pela proximidade das propostas, uma coisa é certa: cria enorme desconforto, além de prejuízos para anunciantes e agências de propaganda. Se, antes, esse tipo de descoberta podia levar meses num processo lento de comparações ? e depois desaparecer em negociações entre as partes ?, agora, com a internet, vem à tona imediatamente e requer desculpas públicas.


‘É mais uma mudança que veio com a era digital, em que todo mundo tem acesso a tudo, para o bem e para o mal, e passa a exigir dos profissionais que trabalham com criação cuidados redobrados’, diz Eduardo Lima, diretor de criação da agência F/Nazca Saatchi & Saatchi e presidente do Clube de Criação de São Paulo (CCSP). O risco a ser evitado é o do uso de ideias desenvolvidas em outras campanhas, sem se respeitar a autoria. Hoje, não existem parâmetros.


Há mais de dez anos, a Associação Brasileira de Propaganda tomou a iniciativa de organizar um registro das peças de propaganda no País. ‘Na época, entretanto, achamos que o efeito poderia ser negativo, pois poderíamos incentivar ações por roubo de ideias’, relembra João Livi, diretor-geral de criação da Talent. ‘Oportunistas poderiam registrar ideias de campanhas, sem vínculo com qualquer anunciante, apenas para processar uma agência que desenvolvesse um trabalho na mesma linha.’


Para Lima, o assunto merece nova discussão, até pela revolução trazida pela internet. Ele propõe que o tema entre na pauta do CCSP. O plágio, na opinião do publicitário, também acontece porque há muita flexibilidade com os direitos autorais das campanhas. ‘Quem é o dono da ideia: a agência ou o anunciante?’ No segmento, cresce o pedido dos anunciantes por contratos de prestação de serviço com liberação dos direitos autorais. Com isso, eles podem usar as campanhas em outras agências.


Emblemático. O caso mais recente e emblemático sobre os riscos da cópia, proposital ou não, envolve a Coca-Cola, um dos maiores exemplos de sucesso de marketing das últimas décadas. O comercial que maculou a imagem de promotora de anúncios criativos estreou em fevereiro no intervalo do Super Bowl, a final do campeonato de futebol americano, que tem um dos minutos mais caros da TV mundial.


Se uma exposição desse porte faz um anúncio virar um acontecimento, também pode multiplicar as suspeitas sobre a sua originalidade. Foi o que aconteceu com o filme da prestigiada agência americana Wieden+Kennedy para a Coca, que pareceu plágio de uma propaganda criada pela agência Young & Rubicam de Tel-Aviv, em 2002, para a marca de achocolatado Yotvata, de Israel.


Logo depois de veiculado no Super Bowl, começaram as comparações entre os dois filmes, que mostram sonâmbulos no meio da noite em busca de suas bebidas preferidas. Os dois comerciais recorrem ao clássico Bolero de Ravel como trilha sonora. As semelhanças impressionam. No YouTube, os dois comerciais vem sendo exibidos lado a lado numa montagem. ‘São os mesmos enquadramentos, os mesmos takes, o mesmo roteiro. Um parece o decalque do outro’, diz Lima.


A Coca-Cola emitiu um comunicado classificando as suspeitas de plágio de mera coincidência. ‘Apesar de compartilharem alguns elementos comuns, qualquer semelhança é mera coincidência não intencional’, informou a nota. No Brasil, a filial da empresa preferiu não comentar o caso, já que o comercial não foi veiculado por aqui.


Uma forma de se evitar esse tipo de saia justa requer horas de pesquisa na internet. É o que faz o site francês Joelapompe, criado em 1999, que se dedica a colecionar e expor casos de semelhança na publicidade. Os criadores, sem vínculos com qualquer organização, fazem piada, e convidam o internauta a comparar e tirar suas conclusões.


A própria F/Nazca foi vítima de uma suspeita de plágio que causou burburinho no maior festival do meio publicitário, o de Cannes, na edição de 2007. Só que a situação era contrária à da Coca-Cola. Ou seja, o time brasileiro viu o tema da campanha feita para a operadora de telefonia Claro resultar em um Leão de Ouro ? só que para a agência alemã Nordpol+Hamburg, com um comercial de uma companhia de energia eólica.


Os dois trabalhos recorreram a um argumento incomum. Um gigante mau muda de atitude ao ser bem tratado. No caso brasileiro, ele deixa de assustar criancinhas ao ganhar um celular da Claro. Na campanha alemã, ele para de maltratar pessoas ao ser ouvido por um funcionário da empresa de energia.


‘Quando eles ganharam em Cannes, todas as suspeitas recaíram sobre nós, afinal era natural que os sul-americanos copiassem os germânicos’, diverte-se Lima. Mas o comercial da F/ Nazca foi veiculado três meses antes de o alemão ficar pronto. ‘Eles entraram em contato para se justificar, dizendo que inicialmente não tinham pensado em usar um gigante, mas que, no processo, a ideia pareceu uma ótima solução. Preferimos aceitar e encerrar a polêmica.’’


 


 


 


************

Todos os comentários

x

Indique a um amigo

Este é um espaço para você indicar conteúdo do site aos seus amigos.

O Campos com * são obrigatórios.

Seus dados

Dados do amigo (1)

Dados do amigo (2)

Mensagem