Quarta-feira, 22 de Novembro de 2017
ISSN 1519-7670 - Ano 19 - nº967

ENTRE ASPAS > FIM DE SEMANA, 13 E 14/2

Folha de S. Paulo

16/02/2010 na edição 577

PORTUGAL
Governo de Portugal é acusado de tentar controlar a imprensa

‘O Poder Executivo português foi alvo ontem de uma série de críticas após a divulgação de gravações que envolvem o premiê José Sócrates (Partido Socialista, centro-esquerda) num suposto plano para criar um grupo de mídia favorável ao governo. O premiê nega.

Até a semana passada, quando o escândalo foi revelado pelo semanário ‘Sol’, as escutas telefônicas divulgadas sugeriam que o governo tentara usar a Portugal Telecom (PT, na qual o Estado tem participação) para adquirir o canal TVI, que, no passado, acusou Sócrates em um caso de corrupção.

Ontem, o ‘Sol’, crítico ao governo, ampliou as denúncias, revelando conversas entre membros da PT e empresários num suposto esquema para comprar jornais e emissoras do país e formar um conglomerado midiático de orientação favorável ao governo.

Segundo o ‘Sol’, o procurador João Marques Vidal considera haver ‘indícios muito fortes’ do envolvimento do governo, ‘nomeadamente o premiê’, no plano midiático. Num trecho divulgado, um executivo da PT teria dito que à empresa ‘interessa ter um acionista forte’ no setor da mídia.

Sócrates -reeleito premiê em setembro, mesmo sem maioria parlamentar- negou as acusações e disse que as escutas foram ilegais e consideradas irrelevantes pela Justiça. O ministro da Presidência, Pedro Silva Pereira, agregou que a publicação das escutas leva à ‘conclusão fantasiosa’ de busca por controle da imprensa. ‘O governo não deu qualquer instrução à PT para aquisições’ no setor midiático, afirmou ele.

O ‘Sol’ publicou as escutas a despeito de uma proibição judicial, alegando defesa da liberdade de imprensa. Críticos apontaram ‘censura prévia’ na ordem judicial, e a oposição cobrou explicações do governo e questionou sua legitimidade.’

 

IMPRENSA
Estatuto da ABI é alterado e acaba limite à reeleição

‘Em assembleia extraordinária realizada no último dia 2, a ABI (Associação Brasileira de Imprensa) aprovou mudança no estatuto que passa a permitir a reeleição de seu presidente por mais de dois mandatos.

O ex-vereador e jornalista Maurício Azedo preside a entidade já há dois mandatos, de três anos cada, iniciados em 2004. Em abril, planeja concorrer mais uma vez ao comando da ABI, caso tenha o nome lançado pela corrente interna da qual participa.

Da assembleia, participaram pouco mais de cem sócios efetivos dos cerca de 3.000 da mais famosa entidade representativa da categoria jornalística, fundada em 1908.

De acordo com Azedo, na votação por aclamação, apenas três sócios manifestaram-se contra a alteração do artigo 44 do estatuto da ABI, que, até então, vetava a reeleição por tempo indefinido.

Um dos que votaram contra foi o jornalista Lima de Amorim, conselheiro suplente com mandato até 2012.

Ele disse ontem à Folha que houve mais de três votos contra na consulta por aclamação realizada no auditório da entidade, no centro do Rio.

‘Eu levantei o braço. Olhei para trás e havia de 15 a 20 pessoas também com o braço levantado. Só que eles não contaram’, disse Amorim.

Azedo afirmou ontem que havia um anteprojeto para realizar a mudança integral do estatuto da entidade, que foi vetado pela assembleia.

A discussão limitou-se à substituição do texto do artigo 44 para acabar com o limite às reeleições e à ampliação do número de profissionais com direito a voto na entidade, medida que também foi aprovada pela assembleia geral extraordinária.’

 

TELEVISÃO
Audrey Furlaneto

‘Superbonita’ vira ‘Big Brother’ da beleza no GNT

‘O corte está muito contido, quero você mais esvoaçada.’ A anônima sorri enquanto escuta o consultor de estilo Fernando Torquatto. É ele quem vai transformá-la no ‘Superbonita’, programa do GNT que faz dez anos e vira reality show.

O ‘BBB’ da beleza começa com uma inscrição no site do canal. Os critérios são a diversidade de problemas e de biotipos (nos primeiros episódios, há uma surfista com cicatrizes de espinhas e uma advogada que nunca tirou a sobrancelha).

Apresentados por Alice Braga -que substitui Taís Araujo, condutora do programa nos últimos quatro anos-, os casos são avaliados no ar pelos especialistas (Torquatto, o maquiador Ricardo Tavares e a dermatologista Renata Bibas).

Em seguida, entra um vídeo com a ‘rotina do anônimo’, que, então, é encaminhado a outros especialistas indicados por celebridades. Os famosos são, para Alice Braga, a ‘surpresa’. E ela também é, completa o diretor Pablo Uranga.

‘Alice e outras celebridades têm a função daquela amiga que vai dar apoio para a transformação. Não é fácil mudar, e elas estão ali para ajudar nesse processo’, explica ele.

Para Alice Braga, que voltou dos Estados Unidos para o Rio especialmente para gravar os 13 primeiros episódios, ter um programa que define cabelo e maquiagem ideais ou exibe tratamentos a laser para obter uma pele ‘perfeita’ não reforça os estereótipos de beleza.

‘Sempre senti, como espectadora, que o ‘Superbonita’ mostra que a beleza está dentro de cada um’, diz. ‘Nossa ideia não é estipular o padrão magro, assim ou assado. É mostrar que, de repente, você muda apenas a sobrancelha, corta três dedos do cabelo e pronto! Já é outra pessoa!’

O diretor do programa completa: ‘Não se trata de um ‘Extreme Makeover’ [reality dos EUA em que as pessoas se submetem a plásticas]. A ideia é que a pessoa leve dicas simples para casa, nada obsessivo’.’

 

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