Sexta-feira, 15 de Dezembro de 2017
ISSN 1519-7670 - Ano 19 - nº970

CADERNO DO LEITOR > QUINTA-FEIRA, 7/1

Governo gaúcho rejeita TV Brasil

Por Leticia Nunes (seleção de textos) em 07/01/2010 na edição 571


Leia abaixo a seleção de quinta-feira para a seção Entre Aspas.


 


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Folha de S. Paulo


Quinta-feira, 7 de janeiro de 2010


 


TV PÚBLICA


Ana Flor


Yeda rejeita a TV Brasil, de graça, e paga para ter Cultura


‘O governo gaúcho, da tucana Yeda Crusius, rejeitou uma proposta para que a TV educativa local, a TVE, retransmita a TV Brasil, do governo federal, para renovar contrato em que passará a pagar para veicular programas da TV Cultura -emissora ligada ao governo tucano de São Paulo.


Abrir mão da parceria com a TV Brasil significará para a TVE a perda de pelo menos R$ 500 mil em produção de programas ao ano, além de investimentos para migração para o sistema digital.


A emissora gaúcha fica ainda obrigada a mudar de sede, já que o prédio que ocupa há 30 anos e que pertencia ao INSS foi comprado pela EBC (Empresa Brasil de Comunicação), responsável pela TV Brasil.


A presidência da TVE afirma que não há necessidade de acordo com a TV do governo federal, porque ‘está muito bem servida’ pela parceria com a TV Cultura. Mas, como a emissora de São Paulo decidiu cobrar pela retransmissão, a TVE passará a desembolsar em torno de R$ 20 mil ao mês.


‘Nosso momento atual é investir em programação local. Queremos reorganizar uma fundação que busca desesperadamente sua autossustentação’, afirmou o presidente, Ricardo Azeredo.


Dentro do governo gaúcho, a opinião é que a TV Brasil é um instrumento do governo Lula. Aliados de Yeda citam como exemplo o viés governamental de programas jornalísticos, como o ‘Repórter Brasil’, que precisa ser retransmitido pelo menos uma vez ao dia pelas parceiras estaduais.


Segundo o diretor jurídico da EBC, Luís Henrique Martins dos Anjos, a proposta feita à TVE inclui repasse de cerca de R$ 500 mil para produção de material jornalístico e programas que seriam incluídos na grade nacional da TV Brasil e a possibilidade de utilizar a tecnologia da emissora federal na migração para o sistema digital.


O diretor afirma que a TV Brasil já paga pelos direitos de transmissão dos principais programas da TV Cultura -como o ‘Roda Viva’ e infantis-, que a emissora gaúcha poderia levar ao ar sem custos. Além disso, mais de 50% da grade de programas é aberta para produções locais.


‘A única explicação que eu encontro é a orientação política’, diz ele, que é responsável pela instalação da EBC no RS.


Martins dá o exemplo da TV educativa de Minas Gerais -outro governo tucano-, que tem parceria com a TV Brasil e recebe para produzir quatro programas que vão ao ar em todo o país. ‘Não é normal que todas as TVs educativas estejam erradas’, afirmou ele.


O diretor afirma que a TV Brasil tem interesse em pagar em torno de R$ 400 mil para que a TVE produza um programa infantil em rede nacional.


‘A governadora fez um anúncio de que [a TVE] ia mudar de local. Mesmo assim, nós vamos reiterar a proposta’, diz.


A presidente da EBC, Teresa Cruvinel, vai enviar um novo convite ainda neste mês.


Com o fracasso das negociações com a TVE, o Rio Grande do Sul passa a ser o único Estado em que a TV Brasil está sem parceria para retransmissão.’


 


 


Sistema digital alcança apenas três capitais


‘Criada no fim de 2007 pelo governo Lula para servir como rede pública, a TV Brasil pretende alcançar, em sistema digital, 60% do território nacional nos próximos sete anos.


Atualmente, o sistema digital da emissora alcança só as cidades de São Paulo, do Rio de Janeiro e de Brasília. Neste ano, o sinal digital vai ser ampliado para Porto Alegre (RS) e Belo Horizonte (MG).


Segundo o diretor jurídico da EBC, Luís Henrique Martins dos Anjos, o plano de expansão inclui chegar a todas as cidades com mais de 100 mil habitantes até 2016 -quando o sistema analógico deverá ser desligado, conforme o decreto da TV digital.


Pesquisa Datafolha encomendada pela EBC em agosto mostrou que a TV Brasil ainda é majoritariamente vista (64%) em casa por quem tem antena parabólica ou TV por assinatura. O mesmo levantamento mostrou que um terço da população conhece a emissora.


Na TV analógica, a TV Brasil funciona por meio de convênio com canais educativos locais ou com TVs de universidades federais. O Rio Grande do Sul é o único Estado em que ainda não há parceria, apesar de uma universidade local estar produzindo conteúdo jornalístico.


Uma das principais críticas feitas à TV Brasil se refere à baixa audiência da emissora, que estaria na zona do ‘traço’.’


 


 


CHUVA E MERCADO


Clóvis Rossi


O foguete Brasil caiu em Angra


‘SÃO PAULO – O foguete Brasil de recente capa da ‘Economist’ acabou caindo em Angra dos Reis, para citar apenas a cidade mais explorada pela televisão nas enchentes do verão que mal começou.


Ficou evidente, se ainda fosse preciso, que o Brasil é um país colossalmente subdesenvolvido, vítima do que Janio de Freitas, na terça-feira, chamou de ‘urbanismo criminoso, que tantos administradores públicos têm praticado por tão longo tempo, com a permissão para o crescimento de favelas (formas de degradação da vida urbana) e para a especulação imobiliária (como degradação também da natureza)’.


Vai ser difícil encontrar outra descrição tão apta do subdesenvolvimento em tão poucas linhas. Certamente não será encontrada na ‘Economist’, que está preocupada com a emergência do mercado brasileiro, não do país.


Subdesenvolvimento não é obra de apenas um governo ou de apenas alguns anos. E o ‘urbanismo criminoso’ descrito por Janio de Freitas é só uma de suas características centrais. Permanece o descuido, também criminoso, com educação, saúde e segurança pública, para ficar em apenas três das chagas abertas na pele do país.


Como permanece intocada a obscena desigualdade social, ainda que alguns acadêmicos, o jornalismo chapa-branca ou descuidado e a propaganda governamental façam circular a lenda de sua queda.


Ah, por falar em desigualdade, alguém aí prestou atenção na cor das vítimas das inundações? A esmagadora maioria era formada por pretos, pardos, cafuzos, não-brancos, salvo no Rio Grande do Sul. Exceto alguns turistas que estavam no lugar errado na hora errada e, por isso mesmo, viraram notícia. Preto e pobre vítima da combinação do subdesenvolvimento com excessos da natureza é rotina. É aquele imenso pedaço do Brasil que nunca emerge, mas vira e mexe submerge.’


 


 


ARGENTINA


Clarín perde desconto para comprar papel


‘O governo argentino interveio ontem na política de preços da fábrica de papel-jornal Papel Prensa, que tem como sócio majoritário o Grupo Clarín.


O grupo não poderá mais usufruir do desconto a que tinha direito como proprietário da Papel Prensa (possui 49% das ações), na compra da matéria-prima para a publicação de seus diários.


O preço pago ‘pelo maior comprador da empresa’ deverá ser válido ‘para todos os demais’, disse o ministro da Economia, Amado Boudou.


O Estado possui 27,5% das ações da Papel Prensa, expropriada na ditadura militar (1976-83) -a empresa havia sido fundada por um banqueiro acusado de operar financeiramente para o grupo guerrilheiro Montoneros.


O restante do capital da empresa pertence ao grupo La Nación, que contava com a mesma facilidade dada ao Clarín no fornecimento de papel-jornal.


Boudou classificou a iniciativa do governo como ‘antimonopólica’ e afirmou que ela ‘contribui para a liberdade de imprensa e de expressão, sobretudo de órgãos do interior do país, que não encontrarão mais uma barreira de acesso [ao insumo] adicional, gerada artificialmente pelo peso que possui um dos jogadores nesse mercado [o Grupo Clarín]’.


A intervenção do governo Cristina Kirchner na administração da Papel Prensa é vista pelo Clarín como parte de uma escalada oficial para lesá-lo.’


 


 


TELEVISÃO


Silvia Corrêa


Filmes na TV paga aumentam 25% em 2009


‘O número de filmes exibidos na TV paga brasileira aumentou 25% na comparação do segundo semestre de 2008 com o segundo semestre de 2009. Os dados são da PTS (Pay-TV Survey), empresa que monitora o mercado de TV fechada.


Pelo levantamento, os canais pagos exibiram, em média, 2.774 títulos diferentes por mês entre junho e novembro de 2008. No mesmo período do ano passado, essa média mensal saltou para 3.457.


A estratégia tem relação direta com a necessidade de elevar os índices de audiência: como são mais longos do que programas e séries, os filmes mantêm o telespectador sintonizado durante mais tempo no canal.


O benefício institucional fica evidente na análise de outros dois dados: o número de canais que exibiram filmes e o número de reprises que eles tiveram.


No primeiro trimestre da comparação (entre junho e agosto de 2008), 25 canais tiveram longas-metragens em suas programações, com um título sendo reprisado, em média, até 3,9 vezes no canal em um mês.


No último trimestre considerado no levantamento (entre setembro e novembro de 2009), o número de canais com filmes saltou para 31, incluindo o Animal Planet e o canal de música VH1. A média mensal de reprises chegou a 7,1.


A PTS acompanha também o número de estreias, mas o dado considera o caráter inédito apenas no canal de exibição, o que não indica oferta de um produto novo ao telespectador.


TOP PIRATARIA


A série ‘Heroes’ foi a mais pirateada de 2009. Segundo o site Torrent Freak, foi baixada 6,58 milhões de vezes. Na TV norte-americana, foi vista por 5,9 milhões. O site diz que é a primeira vez que os downloads superaram a audiência da TV.


FESTA DE ANIVERSÁRIO


A TV Cultura faz uma homenagem a São Paulo no mês de aniversário da cidade. Aos domingos, das 22h às 23h, exibirá, na sequência, um curta da série ‘Crônicas de São Paulo’, um documentário do pacote ‘História dos Bairros’ e um episódio de ‘Arena Conta Arena’.


ESQUENTA


A NET colocou no canal de áudio (número 300) os sambas-enredo que concorrem no Carnaval deste ano. Ficarão disponíveis até 21 de fevereiro.


MAIS DO MESMO


O ‘Melhor do Brasil’ (Record) estreia sábado um quadro chamado ‘Arruma Meu Marido’. Resumo: uma esposa vaidosa pede ajuda a Rodrigo Faro para mudar o visual do marido desleixado. É a versão masculina do quadro ‘A Patroa É um Avião’, que o ‘Superpop’ (RedeTV!) exibe às quartas e que tomou o espaço das agulhadas do costureiro Ronaldo Esper.


TV NA AREIA


O Nickelodeon abre neste sábado a oitava edição do ‘Verão Nick’, uma série de atividades para as crianças em São Sebastião. Nos outros finais de semana, a tenda segue para o Guarujá e Torres (RS). A novidade é o ‘Luau Nick’, com shows da jovem revelação Lu Alone, 16.


com CLARICE CARDOSO’


 


 


 


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O Estado de S. Paulo


Quinta-feira, 7 de janeiro de 2010


 


LIBERDADE DE IMPRENSA


Manoel Vilela de Magalhães


A censura humilha o povo e rebaixa o Brasil


‘Há quase 200 dias sob censura prévia, imposta pelo Judiciário da capital federal e de certo modo aceita em instância superior, sob a luz claríssima da democracia reconquistada pelo povo brasileiro, o Estado comemora 135 anos de circulação. Não é a primeira vez que vê tolhida a liberdade de informação, a despeito da disposição constitucional que veda qualquer tipo de censura.


Fui repórter desse jornal e, na minha caminhada, presenciei dois períodos de cerceamento à liberdade de informação. No primeiro, eu era aluno do antigo curso ginasial em escola pública no norte do Paraná, à qual, como às demais, chegavam determinações emanadas de um governo ditatorial, o ciclo de Getúlio Vargas. Tudo era proibido e notícias apenas as oficiais, como as veiculadas pela Rádio Nacional e pela A Noite, ambas do governo. Tudo ao sabor e ao requinte do extravagante Departamento de Imprensa e Propaganda, o nada saudoso DIP, copiado do regime nazista (o Nationalsozialismus) que vigorava na Alemanha de Hitler e com o fascismo, a doutrina totalitária de Benito Mussolini então vigorante na Itália. Em 1940, o DIP determinou intervenção no Estado. Sua direção foi destituída e o jornal submetido ao controle de um representante da ditadura Vargas até 1945, ao final da Segunda Guerra Mundial, que coincide com o fim do Estado Novo. Extinto, nesse mesmo ano, o DIP foi substituído pelo Departamento Nacional de Informações (DNI), mais tarde transformado no Serviço Nacional de Informações (SNI).


Como escolar, era obrigado, como todo o alunato, a ficar de mão no peito, com a escola formada para o hasteamento da Bandeira Nacional, entoando um hino de louvor a Vargas (o estribilho dizia: ‘Getúlio Vargas, Getúlio Vargas/nobre filho dos Pampas do Sul’). Não só a isso se resumiam as posturas do chamado Estado Novo, o regime político centralizado e autoritário fundado em 1937, que se prolongou até 1945. Por ordem do Palácio do Catete, então sede do governo federal, no Rio, o tradicional desfile escolar de 7 de Setembro, Dia da Pátria, foi antecipado para 5 de setembro, em homenagem a um inacreditável Dia da Raça, de inspiração ditatorial e criado como se aqui fosse a terra de Joseph Goebbels, o ministro do Povo e da Propaganda de Adolf Hitler e executor severo do controle sobre instituições educacionais e meios de comunicação na Alemanha nazista.


Não sei a extensão desse ‘feriado’ Brasil adentro. Não existia televisão e a telefonia era muito precária. Na pequenina cidade de Jacarezinho, meu colégio público teve o privilégio de contar, como diretor, com um democrata, o professor Guido Arzúa. Visando a driblar a compulsória comemoração, ele instituiu uma prova pedestre de revezamento, a ‘Corrida do Livro’, que se desenrolaria simultaneamente com o desfile. Essa modalidade mobilizava muitos corredores, que, de quarteirão em quarteirão, ao invés de bastão, iam repassando um livro. Os familiares também se mobilizavam na torcida, assim obnubilando o significado da data nazista.


O outro ciclo é mais recente: o regime militar de 1964. Fomos obrigados a conviver por duas dezenas com o Estado de exceção. Aí entra a nova tragédia imposta aos meios de comunicação, com a censura prévia. Os jornais O Estado de S. Paulo e Jornal da Tarde davam exemplos de resistência, publicando textos de Camões e receitas culinárias nos espaços vetados pelo lápis vermelho dos censores, O noticiário político originário de Brasília enfrentava mil peripécias redacionais. Na abertura das matérias (o lead, no jargão jornalístico) os repórteres localizavam as falas de líderes da Arena. Recheadas de trololós, meras frases vazias em resposta a denúncias do MDB. Desatentos, os censores encantavam-se com as frases dos governistas, plenas de elogios ao sistema, sem perceber nos parágrafos seguintes as críticas oposicionistas, em discursos na Câmara e do Senado. Isso dava certo e chegou a levar a Brasília o historiador brasilianista Thomas Skidmore, desejoso de conhecer pormenores a respeito. Entreguei-lhe cópias do registro jornalístico de minha autoria, com a síntese de palestra por ele proferida, no auditório de música da Universidade de Brasília. Adverti-o de que, no dia seguinte, no lugar da descrição de sua palestra, ele iria ler mais um trecho de Os Lusíadas.


O Estado jamais deixou de se esforçar e sempre busca estampar com isenção a realidade do dia a dia, no País e no mundo. Em caso de dificuldades, desenvolve esforços sem tamanho para que sua missão não fique incompleta. Nos primórdios do 31 de março e um pouco antes, as comunicações com Brasília foram cortadas e o aeroporto fechado. Logo no restabelecimento dos voos e com a cidade ainda sem telefones, fui instruído para tomar o primeiro avião e levar o noticiário recente e uma retrospectiva de dias angustiantes para uma população sitiada, como o indescritível momento do voo rasante do Caravelle da velha Varig/Cruzeiro sobre o DF. Viera com a missão de levar o presidente Goulart para o exílio no Uruguai.


Esses dados ajudam a desnudar uma verdade histórica: a censura só ocorria em esquemas de exceção. Jamais sob a democracia. O atual episódio vivido pelo Estado fere a liberdade. Estaria faltando apreço à ordem constituída? Em nome de quem rasgam a Constituição? Com a censura, eles aviltam o povo e rebaixam o Brasil.


*Manoel Vilela de Magalhães, professor, foi redator do Estado.’


 


 


TECNOLOGIA


Ethevaldo Siqueira


Televisão 3D é a estrela em Las Vegas


‘O Consumer Electronics Show (CES 2010), que abre hoje e vai até domingo, em Las Vegas, promete novidades de impacto entre os quase 20 mil novos produtos que deverão ser lançados este ano. Embora pouco menor do que o do ano passado, por conta da crise econômica mundial, ele ainda é o maior evento mundial de eletrônica de consumo ou entretenimento.


O grande salto deste CES 2010 são as imagens tridimensionais, não apenas da TV, mas também do novo Blu-Ray disc, do cinema e dos jogos eletrônicos. Já se fala na revolução 3D, que deverá marcar 2010, como ‘o ano da TV tridimensional’ – embora os primeiros modelos de televisores 3D lançados aqui só tenham previsão de ser comercializados no segundo semestre, assim que for estabelecida a padronização mundial da tecnologia. A partir daí, Hollywood estará produzindo mais de uma centena de filmes 3D por ano.


Entre outros produtos e tecnologias de maior impacto da feira estão os novos leitores eletrônicos, ou e-books, a nova geração de discos Blu-Ray 3D, os videogames, os serviços de localização (via GPS e/ou celular), a eletrônica verde e milhares de softwares aplicativos para computadores, smartphones e iPods. Embora o número de 2,5 mil expositores seja recorde, a área total da Feira ficou abaixo dos tradicionais 140 mil m².


‘Este é o local onde se pode ver o que há de melhor na eletrônica mundial’, diz Gary Shapiro, presidente da Associação Americana de Eletrônica de Consumo (CEA, na sigla em inglês), promotora do evento. Segundo ele, o CES 2010, além das palestras de celebridades (os keynote speakers), exibirá o que há de mais avançado na indústria mundial de eletrônica de entretenimento.


A presença da indústria eletrônica chinesa na feira é algo totalmente novo e impressionante. Do total de 2,5 mil expositores, 500 são empresas chinesas. O CES 2010 tem 20 áreas específicas para demonstrações de produtos, chamadas TechZones, que mostram as últimas tendências da tecnologia e do mercado. As novidades deste ano são as áreas de e-books, experiências em 3D, Femto células (minúsculas células para telefonia celular); Lifestyle Gadgets (bugigangas para nosso estilo de vida); TV digital móvel; Netbooks; e de Direção Segura (safe driver).


Ainda na área de veículos, a feira terá uma área de exposição dos últimos avanços nos chamados carros digitais e na eletrônica embarcada. Estão sendo apresentados diversos aplicativos – como navegador GPS portátil, serviços de localização via celular (location based services), serviços de vídeo para carros e serviços. O Taurus 2010, o carro mais avançado da Ford, do ponto de vista da eletrônica, será apresentado pelo presidente da empresa, Alan Mulally. O segmento de carros digitais alcançou o faturamento total de US$ 9,3 bilhões no mercado americano em 2009. No CES 2010, há 380 expositores dessa área.


LAPTOPS E NETBOOKS


O que poderá surgir na área de PCs, após o lançamento do Windows 7 da Microsoft e dos laptops Core i7 da Intel? A resposta é simples: dezenas de netbooks e laptops, que serão expostos em Las Vegas. As estrelas desse espetáculo são as novas versões do Atom, processador para netbooks. Anteriormente denominadas Pine Trail, essas novas CPUs poderão conferir novo desempenho às plataformas de netbooks, especialmente no que diz respeito ao vídeo de alta definição e sensibilidade de tela de toque (touchscreen), tornando-os cada vez mais populares. Alguns analistas preveem até o lançamento de netbooks com essas características por preços abaixo de US$ 300.


SAFRA DOS TABLETS


Muito se tem falado do lançamento do computador tablet da Apple e do projeto Courier da Microsoft, e tudo indica que eles virão logo. Talvez no mês que vem. Mas existem muitos outros que poderão fazer sua estreia neste CES 2010.


Entre as inovações dessa área, uma das premiadas é a do computador tablet duplo Entourage Edge, com duas telas de cristal líquido (LCD). Outro é o JooJoo (anteriormente chamado de CrunchPad), o Vega tablet, e o Dell tablet-MID. Há ainda grande expectativa quanto ao lançamento do ICD Ultra, de 7 polegadas, que roda o sistema operacional Android e é acionado por um chip Tegra T20.


É difícil prever o futuro dos tablets. A redução exagerada das dimensões pode ser uma faca de dois gumes, por causar desconforto e anular outras qualidades, como a qualidade visual do monitor de 1080p. Eles podem ser o outro lado dos smartbooks. Sem teclado, com minúsculos processadores, sua proposta é fazer o que fazem os iPhones, mas em maiores dimensões. Como um bônus extra, os tablets poderão replicar ou mesmo reduzir o mercado dos leitores eletrônicos (e-readers ou e-books).


SMARTBOOKS VÊM AÍ


A próxima geração de dispositivos de mão, ultracompactos, está no forno. São os smartbooks, híbridos de computador de mão e celular, que poderão ser mais baratos do que os netbooks, com chips equivalentes aos dos smartphones e com sistema operacional bastante simplificado ou reduzido. Suas CPUs poderão ser tanto a Nvidia Tegra quanto a Snapdragon da Qualcomm.


Muitos desses híbridos terão antena 3G e serão vendidos em lojas de celulares, nos Estados Unidos, altamente subsidiados pelas operadoras de telefonia móvel. A pergunta que muitos fazem é se esses novos dispositivos vão pegar, se vão cair no gosto das pessoas. Os especialistas respondem: tudo depende da capacidade de computação dessas pequenas máquinas.’


 


 


TELEVISÃO


Keila Jimenez


Dalva não é Dalva


‘Minissérie musical sobre a rainha do rádio Dalva de Oliveira, Dalva e Herivelto, da Globo, não terá trilha sonora. Tudo porque, na trama, Dalva nem sempre é Dalva, ou melhor, a voz original da cantora, que a emissora prometeu preservar nas músicas da minissérie, teve de ser remixada, em partes, com a voz de outra cantora – Rita de Cássia, que imitou o timbre da diva.


Ao selecionar as gravações de Dalva da época, a Globo se deparou com um problema: muitas delas tinham trechos deteriorados, que tiveram de ser regravados para a minissérie. A rede, que tinha programado o lançamento de CDs da trama – Fábio Assunção (Herivelto) chegou a entrar em estúdio para gravações – desistiu. Tudo para evitar problemas por conta dos remixes em cima dos originais de Dalva.


A Globo tentou manter a adaptação em sigilo, afirmando que Adriana Esteves, que interpreta Dalva, estava dublando músicas originais da cantora, mas não conseguiu.


A Dalva de plantão, Rita de Cássia, foi selecionada em uma grande peneira feita pelo canal e participou durante quase dois meses da remixagem de trechos de quase 80 músicas de Dalva.


Morreu bonita


Parece editorial de moda, mas a cena é trágica. Hoje, a Miss Brasil 2007, Natália Guimarães, aparece pela última vez em Bela, a Feia, da Record. Sua personagem, Mariana, morre ao cair de um penhasco – sim, só com arranhões – após ser empurrada pelo namorado, Dinho (Thierry Figueira). A Miss agora passa a apresentar o matutino Hoje em Dia, direto de Belo Horizonte.’


 


 


Keila Jimenez


Entrelinhas


‘Cheira a acordo de cavalheiros dois especiais com Cláudia Leitte exibidos na Record no fim de 2009: um de revéillon no Hoje em Dia e outro com ela no comando do Tudo É Possível.


Record e Cláudia Leitte tiveram um problema no ano passado por conta de um contrato de licenciamento de produtos da cantora pela Record Entretenimento. A rede chegou a anunciar na Web o acordo, que Cláudia dizia desconhecer.


A briga entre RedeTV! e o cirurgião plástico Robert Rey, o Dr. Hollywood, deve esquentar. O médico rompeu relações com a rede, mas quer levar o nome Dr. Hollywood para uma nova emissora. A RedeTV! garante que registrou a marca.


A Band já dublou 15 dos 26 episódios de Decisiones, uma espécie de Você Decide comprado da Telemundo. Mesmo assim, há quem garanta que a atração subiu no telhado da rede.


Na medição nacional de audiência, a Globo se deu melhor em 2009. A rede encerrou o ano com média/dia (das 7 h à meia-noite) de 20 pontos de ibope. Um crescimento de 2,5% em relação a 2008. Record ficou com média de 7 pontos, com queda de 3,5% e SBT, com 5,4 pontos, queda de 8%. RedeTV! e Band cresceram 8% em relação à 2008.


Com boa audiência no ranking da Record, a novela Poder Paralelo foi esticada até 2 de março.’


 


 


 


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