Segunda-feira, 22 de Outubro de 2018
ISSN 1519-7670 - Ano 19 - nº1009
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ENTRE ASPAS >

Jabor e os fantasmas da internet

03/11/2009 na edição 562


Leia abaixo a seleção de terça-feira para a seção Entre Aspas.


 


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O Estado de S. Paulo


Terça-feira, 3 de novembro de 2009


 


INTERNET


Arnaldo Jabor


Blogs, twitter, orkut e outros buracos


‘Não estou no ‘twitter’, não sei o que é o ‘twitter’, jamais entrarei neste terreno baldio e, incrivelmente, tenho 26 mil ‘seguidores’ no ‘twitter’. Quem me pôs lá? Quem foi o canalha que usou meu nome? Jamais saberei. Vivemos no poço escuro da web. Ou buscamos a exposição total para ser ‘celebridade’ ou usamos esse anonimato irresponsável com nome dos outros. Tem gente que fala para mim: ‘Faz um blog, faz um blog!’ Logo eu, que já sou um blog vivo, tagarelando na TV, rádio e jornais… Jamais farei um blog, este nome que parece um coaxar de sapo-boi. Quero o passado. Quero o lápis na orelha do quitandeiro, quero o gato do armazém dormindo no saco de batatas, quero o telefone preto, de disco, que não dá linha, em vez dos gemidinhos dos celulares incessantes.


Comunicar o quê? Ninguém tem nada a dizer. Olho as opiniões, as discussões ‘online’ e só vejo besteira, frases de 140 caracteres para nada dizer. Vivemos a grande invasão dos lugares-comuns, dos uivos de medíocres ecoando asnices para ocultar sua solidão deprimente.


O que espanta é a velocidade da luz para a lentidão dos pensamentos, uma movimentação ‘em rede’ para raciocínios lineares. A boa e velha burrice continua intocada, agora disfarçada pelo charme da rapidez. Antigamente, os burros eram humildes; se esgueiravam pelos cantos, ouvindo, amargurados, os inteligentes deitando falação. Agora não; é a revolução dos idiotas online.


Quero sossego, mas querem me expandir, esticar meus braços em tentáculos digitais, meus olhos no ‘google’, (‘goggles’ – olhos arregalados) em órbitas giratórias, querem que eu seja ubíquo, quando desejo caminhar na condição de pobre bicho bípede; não quero tudo saber, ao contrário, quero esquecer; sinto que estão criando desejos que não tenho, fomes que perdi. Estamos virando aparelhos; os homens andam como robôs, falam como microfones, ouvem como celulares, não sabemos se estamos com tesão ou se criam o tesão em nós. O Brasil está tonto, perdido entre tecnologias novas cercadas de miséria e estupidez por todos os lados. A tecnociência nos enfiou uma lógica produtiva de fábricas vivas, chips, pílulas para tudo, enquanto a barbárie mais vagabunda corre solta no País, balas perdidas, jaquetas e tênis roubados, com a falsa esquerda sendo pautada pela mais sinistra direita que já tivemos, com o Jucá e o Calheiros botando o Chávez no Mercosul para ‘talibanizar’ de vez a América Latina. Temos de ‘funcionar’ – não viver. Somos carros, somos celulares, somos circuitos sem pausa. Assistimos a chacinas diárias do tráfico entre chips e ‘websites’.


ESCRITORES FANTASMAS


O leitor perguntará: ‘Por que este ódio todo, bom Jabor?’ Claro que acho a revolução digital a coisa mais importante dos séculos. Mas estou com raiva por causa dos textos apócrifos que continuam enfiando na internet com meu nome.


Já reclamei aqui desses textos, mas tenho de me repetir. Todo dia surge uma nova besteira, com dezenas de e-mails me elogiando pelo que eu ‘não’ fiz. Vou indo pela rua e três senhoras me abordam – ‘Teu artigo na internet é genial! Principalmente quando você escreve: ‘As mulheres são tão cheirosinhas; elas fazem biquinho e deitam no teu ombro…’


‘Não fui eu…’, respondo. Elas não ouvem e continuam: ‘Modéstia sua! Finalmente alguém diz a verdade sobre as mulheres! Mandei isso para mil amigas! Adoraram aquela parte: ‘Tenho horror à mulher perfeitinha. Acho ótimo celulite…’ Repito que não é meu, mas elas (em geral barangas) replicam: ‘Ah… É teu melhor texto…’ – e vão embora, rebolando, felizes.


Sei que a internet democratiza, dando acesso a todos para se expressar. Mas a democracia também libera a idiotia. Deviam inventar um ‘antispam’ para bobagens.


Vejam mais o que ‘eu’ escrevi: ‘As mulheres de hoje lutam para ser magrinhas. Elas têm horror de qualquer carninha saindo da calça de cintura tão baixa que o cós acaba!’… Luto dia e noite contra cacófatos e jamais escreveria ‘cós acaba!’. Mas, para todos os efeitos, fui eu. Na internet eu sou amado como uma besta quadrada, um forte asno… (dirão meus inimigos: ‘Finalmente, ele se encontrou…’)


Vejam as banalidades que me atribuem:


‘Bom mesmo é ter problema na cabeça, sorriso na boca e paz no coração!’


Ou: ‘A vida é uma peça de teatro que não permite ensaios. Por isso cante, chore, dance e viva intensamente antes que a cortina se feche!’


Ainda sobre a mulher: ‘São escravas aparentemente alforriadas numa grande senzala sem grades.’


Há um texto bem gay sobre os gaúchos, há mais de um ano. Fui ‘eu’, a mula virtual, quem escreveu tudo isso. E não adianta desmentir.


Esta semana descobri mais. Há um texto rolando (e sendo elogiado) sobre ‘ninguém ama uma pessoa pelas qualidades que ela tem’ ou outro em que louvo a estupidez, chamado ‘Seja Idiota!’…


Mas o pior são artigos escritos por inimigos covardes para me sujar. Há um texto de extrema direita, boçal, xingando os brasileiros, onde há coisas como: ‘Brasileiro é babaca. Elege para o cargo mais importante do Estado um sujeito que não tem escolaridade e preparo nem para ser gari. Brasileiro é um povo trabalhador. Mentira. Brasileiro é vagabundo por excelência. Um povo que se conforma em receber uma esmola do governo de 90 reais mensais para não fazer nada, não pode ser adjetivado de outra coisa que não de vagabundo. 90% de quem vive na favela é gente honesta e trabalhadora. Mentira. Muito pai de família sonha que o filho seja aceito como ‘aviãozinho’ do tráfico para ganhar uma grana legal. Se a maioria da favela fosse honesta, já teriam existido condições de se tocar os bandidos de lá para fora… O brasileiro merece! É igual a mulher de malandro – gosta de apanhar…’


E o pior é que muita gente me cumprimenta pela ‘coragem’ de ter escrito esta sordidez.


Ou seja: admiram-me pelo que eu teria de pior; sou amado pelo que não escrevi. Na internet, eu sou machista, gay, idiota, corno e fascista. É bonito isso?’


 


 


LIBERDADE DE IMPRENSA


Fausto Macedo


‘Censura prévia é algo típico dos regimes autoritários’


‘‘A censura à imprensa é absolutamente negativa, ela não é compatível em hipótese alguma com o Estado Democrático de Direito’, advertiu o ministro Ricardo Lewandowski, do Supremo Tribunal Federal (STF). ‘A censura prévia à imprensa é realmente algo típico dos regimes autoritários.’


O Estado atravessa longa jornada sob censura, desde 31 de julho, por decisão do desembargador Dácio Vieira, do Tribunal de Justiça do Distrito Federal (TJ-DF). Ele acolheu ação movida pelo empresário Fernando Sarney, filho do presidente do Senado, José Sarney (PMDB-AP), citado na Operação Boi Barrica, da Polícia Federal.


Contra a mordaça, o Estado ingressou com duas exceções de suspeição do desembargador e mandado de segurança. Mas a censura não cai.


O alerta de Lewandowski contra o silêncio imposto à imprensa reforça relatos de seus colegas. Na semana passada, o ministro Celso de Mello, decano do Supremo, assinalou que a censura ‘é inaceitável, intolerável’. Mello observou que ‘tão preocupante quanto a censura emanada do Poder Executivo é também a censura revelada em decisões judiciais’.


‘A Constituição diz expressamente, em seu artigo 1º, que o Brasil é um Estado Democrático de Direito’, ressalta o ministro Eros Grau, que nos anos de repressão notabilizou-se pelo empenho na luta contra a censura prévia no teatro.


‘POSTURA SÓLIDA’


Nos últimos dois anos, segundo levantamento feito pela Associação Nacional de Jornais (ANJ), pelo menos 12 sentenças da Justiça decretaram censura prévia a veículos de imprensa. ‘Essas decisões ainda não chegaram ao Supremo’, anotou Lewandowski. ‘O STF tem uma postura absolutamente sólida no sentido de garantir a mais ampla liberdade de imprensa’.


O ministro disse ainda que a posição do STF foi reafirmada no julgamento sobre a Lei de Imprensa, em abril. Sete dos 11 ministros da corte, em sessão histórica, derrubaram a lei com data de 1967, resquício do regime de exceção que ainda vigorava. A lei era incompatível com a democracia, concluíram.


‘A Lei de Imprensa foi considerada pelo STF totalmente inconstitucional’, disse Lewandowski, doutor em direito pela Faculdade de Direito da Universidade de São Paulo. ‘Mesmo quando julgamos (em junho) a questão da obrigatoriedade do diploma de jornalista, as intervenções do Supremo foram no sentido da mais absoluta e irrestrita liberdade de imprensa.’


Ele prevê que a censura aos jornais deve ser derrubada no STF. ‘Eu tenho a impressão que, se essa matéria chegar ao Supremo, uma decisão que tenha dado guarida à censura prévia deverá ser revista’, analisa. Lewandowski diz ficar chocado com a censura a veículos de comunicação. ‘Vai contra todos os ideais e princípios do Estado Democrático de Direito’, observa o ministro.


Liminar do Tribunal de Justiça do DF em ação movida por Fernando Sarney proíbe o jornal de publicar dados sobre a investigação da PF acerca de negócios do empresário, evitando assim que o ‘Estado’ divulgue reportagens já apuradas sobre o caso’


 


 


TELEVISÃO


Keila Jimenez


Troca de inquilinos


‘O canal Shop Tour será despejado da Net até o dia 27 de novembro. Com prioridade na renovação de seu contrato com a operadora de TV paga, o canal de vendas de Luiz Galebe terá de desapropriar o canal 14 ainda este mês para o novo inquilino da Net, outro televendas, a TV Mais, já forte no ABC Paulista e na Baixada Santista.


A Net, por meio de sua assessoria de imprensa, informa que o contrato do Shop Tour venceu em agosto e, mesmo com prioridade de renovação, não houve acordo. A operadora explica que, para canais de vendas, o programador compra espaço nas TVs por assinatura, daí os contratos com canais como Mix TV, Medalhão Persa e o Shop Tour.


A TV Mais anuncia que conseguiu a vaga em uma disputa com ofertas públicas e deve estrear na maior operadora do País em janeiro. Até lá, um slide do canal ficará no ar. A Net não assume o novo inquilino e diz que essa informação ainda é confidencial.


Procurado, o diretor de Operações e Marketing do Shop Tour, Marcos Amazonas, disse desconhecer a desapropriação. O canal deve voltar a comprar espaço nas TVs aberta e fechada, como fazia no passado.’


 


 


 


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Folha de S. Paulo


Terça-feira, 3 de novembro de 2009


 


TODA MÍDIA


Nelson de Sá


Mais do que dizem


‘Com o aniversário amanhã da eleição de Obama, a ‘Economist’ avalia que ‘ele alcançou mais do que dizem seus críticos, mas o melhor ainda está por vir’. Em meses, da saúde ao Irã, ‘a América e o mundo vão começar a ver se ele pode ou não pode’. No texto ‘mais popular’ do ‘Wall Street Journal’, na mesma direção, um levantamento das ‘pequenas mudanças’ que já assinou em lei, de novos direitos trabalhistas a maior proteção a mulheres e homossexuais.


Quanto à economia, ontem na manchete on-line do ‘WSJ’, a indústria voltou a crescer nos EUA. No ‘New York Times’, a Ford alcançou um lucro inesperado nos EUA, o primeiro em quatro anos.


HALLOWEEN


Nouriel Roubini, no ‘Financial Times’, atacou ontem a política dos EUA que cria a bolha emergente e previu estouro. E foi para a balada ‘pós Halloween’ com Oliver Stone, de ‘Wall Street 2’


‘SUPER-HOT’


Sob o título ‘Preocupação em desenvolvimento’, a coluna de aplicações do ‘WSJ’ abriu a semana alertando para escapar dos ‘superquentes fundos de ações emergentes’. Porém, ‘se você estiver especulando, é outra história’. E sob o título ‘Emergentes levam a bolha de títulos’ o ‘China Daily’ publicou reportagem da Reuters alertando para o risco no Brasil e na própria China.


Por outro lado, o ‘Financial Times’ destacou avaliação da maior empresa de publicidade do mundo, a WPP, de que o mundo passa por uma recuperação ‘LUV’ ou ‘love’ -em L na Europa, U nos EUA e V nos Brics.


O MAIOR ÊXITO DE OBAMA


Em editorial, o ‘Washington Post’ saudou Thomas Shannon pelo ‘maior êxito diplomático de Obama’, o acordo em Honduras, e cobrou dos republicanos sua aprovação como embaixador no Brasil.


Já o ‘NYT’, cauteloso sobre o acordo, destacou o efeito das sanções e da própria crise política sobre a economia de Honduras, que ‘ainda aguarda a cura’.


IMAGEM


‘Brasil Econômico’ e iG destacaram levantamento da Imagem Corporativa, mostrando que 85% das reportagens sobre o país no exterior foram positivas, no terceiro trimestre, em notícias como o acordo militar com França ou o golpe em Honduras.


SUPERPOTÊNCIA


O ‘Cornell Daily Sun’, do campus da universidade nos EUA, destacou a palestra ‘Brasil como potência?’, de Leslie Armijo, para quem o país será ‘a primeira superpotência da América Latina’ e ‘logo teremos duas superpotências no hemisfério’.


ALIBABA E A CLASSE C


O site chinês Alibaba.com postou e, entre outros, o americano Seeking Alpha ecoou longa análise sobre a ‘crescente classe média’ do Brasil, onde as pessoas já ‘pressionam por mais voz’, mas o fenômeno ‘não é uma cura para todos os males sociais’.


Ouve uma faxineira brasileira, o brasilianista Thomas Skidmore, um especialista do Council on Foreign Relations e um investidor da BlackRock.


AO SUPREMO


Gary Duffy, da BBC, reportou a persistência da diferença racial no Brasil e a resistência às ‘cotas’. Diz que o STF vai decidir no ano que vem


O DESPERTAR


A AP despachou da Bolívia sobre o ‘Despertar político dos índios’ latino-americanos que ‘tumultua’ a região, Brasil inclusive


MILHÕES


Foi destaque na escalada do ‘Jornal Nacional’. No ‘SPTV’, ‘a cidade se agita com a Marcha para Jesus’. Foi assim também por sites e portais.


Ao fundo, o Radar postou dias atrás que a Renascer, que faz a marcha, ‘está praticamente fechada com Serra’, e a Universal, que participa, ‘vai de Dilma’.’


 


 


TELEVISÃO


Rodrigo Russo


Acordo entre Globo e Disney é renovado e segue até 2013


‘A Globo e a Disney anteciparam a renovação do acordo que têm para que a emissora brasileira exiba conteúdo produzido por empresas do grupo americano. Com isso, o contrato, que era válido até 2010, será estendido por mais três anos, com duração até 2013.


O anúncio será feito oficialmente amanhã, em Miami, durante encontro entre Roberto Buzzoni, diretor da Central Globo de Programação, e Fernando Barbosa, vice-presidente senior da Disney Media Networks Latin America.


Com a renovação da parceria, a Globo garante o direito de exibição de novas temporadas de séries como ‘Hannah Montana’ e ‘Lost’ e filmes, entre os quais ‘Piratas do Caribe – O Baú da Morte’ (segundo título da franquia do produtor Jerry Bruckheimer), ‘O Motoqueiro Selvagem’ e a animação ‘Carros’. Os desenhos da empresa também fazem parte do acordo, que começou em 2005.


A carteira de produtos representados pela Disney também engloba produções da Dreamworks e da Marvel, adquirida neste ano pela empresa.


Para Roberto Buzzoni, ‘a iniciativa da Disney [de renovar o acordo] reconhece os investimentos constantes feitos pelo Globo em toda a sua programação e é uma grande demonstração de confiança em nossa parceria’.


O diretor de programação também conta que está negociando a renovação de outros acordos com empresas da indústria cinematográfica. A Globo tem contratos semelhantes, chamados de ‘volumen deal’ no mercado, com a Fox, Paramount, Sony e Nickelodeon.


XURUPITA…


Depois de uma semana polêmica, em que Zina foi detido por porte de drogas, o ‘Pânico na TV’ exibiu matéria de 35 minutos contando a história da participação do ex-segurança noturno no programa. Ali, aproveitaram para discutir a questão do vício em drogas e da esquizofrenia, doença da qual Zina é portador. O assunto nunca tinha sido trazido abertamente ao público.


…E LIDERANÇA


Durante a matéria, o programa mais uma vez alcançou por alguns minutos a liderança do horário, com pico de 17 pontos, segundo os dados preliminares do Ibope. O ‘Programa do Gugu’ chegou a ter oito pontos de audiência nesse momento.


20 ANOS DEPOIS


O ‘Jornal da Globo’ começa nesta semana a exibir matérias especiais sobre a Alemanha, tendo como gancho os 20 anos da queda do Muro de Berlim, no dia 9. Além de entrevista com o último chefe da Stasi (polícia secreta e de espionagem da Alemanha Oriental), William Waack traz o relato de família de Berlim Oriental, já filmado pela Globo em 1989 e 1999, sobre mudanças na vida pós-comunismo.


FANTÁSTICO


Depois de disputa acirrada com o ‘Programa do Gugu’ na semana passada, o ‘Fantástico’ de anteontem passou boa parte do programa em confortável liderança, na casa dos 20 pontos no Ibope.’


 


 


Audrey Furlaneto


Série ‘Cinquentinha’ quer ser comédia pop


‘Autor de novelas como ‘Senhora do Destino’, Aguinaldo Silva se inspirou nos seriados americanos para escrever novo trabalho na Globo. ‘Cinquentinha’, que estreia no dia 8 de dezembro, terá, além de ritmo em cenas curtas e trilha rock and roll, personagens inspiradas nas próprias atrizes. ‘Sinceramente? Como a ideia original era de um seriado, fiz como fazem os americanos especializados no gênero: coloquei um pouco do que imagino ser a personalidade das atrizes em suas personagens’, explica.


Assim, ‘Cinquentinha’ terá Susana Vieira e Marília Gabriela, por exemplo, como mulheres de olho em homens mais jovens. ‘Sim, a arte imita a vida, que resulta em arte. As atrizes eventualmente se reconheceram nas personagens, e eu não teria a minissérie se elas não encarassem essa ‘semelhança’ com ótimo humor e extrema boa vontade’, afirma o autor.


Marília Gabriela, 61, ex-mulher de Reynaldo Gianecchini (20 anos mais novo que ela), gostou. ‘Faço uma fotógrafa, e ela, é claro, gosta da beleza. Marília Gabriela gosta da beleza também. No meu caso, é uma história mais comprida. Sempre gostei, desde o meu primeiro casamento. Costumo brincar que veio no meu DNA’, diz.


No quarto papel na Globo, ela será uma das quatro protagonistas em busca da herança do ex-marido milionário à beira da morte, interpretado por José Wilker. ‘A série é uma comédia de costumes muito honesta.


Tem muita ficção, mas é muito verdadeira. São novas famílias, uma nova organização social, que ele [Aguinaldo Silva] trata com muito humor e fina ironia’, avalia a atriz.


O autor diz que, se a série não é uma comédia de costumes, ela é uma tentativa de mostrar como os hábitos vêm mudando com ‘extrema rapidez de uns tempos para cá’. Ele exemplifica: ‘Tenho uma amiga de 53 que acabou de ter um filho, não do marido, porque esse não podia tê-lo, mas de um pai de proveta. Há cinco anos, isso seria impossível. Gosto de flagrar essa mudança de costumes no meu texto e mostrar o choque cultural que ela provoca’.


Já na ficção, entre os ‘choques culturais’ escritos pelo autor, está a história da própria personagem de Marília Gabriela: ela será flagrada pelo neto beijando seu melhor amigo.’


 


 


 


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