Quarta-feira, 17 de Julho de 2019
ISSN 1519-7670 - Ano 19 - nº1046
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ENTRE ASPAS >

Jair Aceituno

09/09/2005 na edição 345


‘O edifício onde funcionam o jornal Diário de Marília e as rádios Dirceu AM e Diário FM, em Marília, no interior de São Paulo, foi incendiado na madrugada de ontem por três homens encapuzados e armados. Por volta das 3 horas, eles renderam um vigia, espalharam gasolina por dois andares e atearam fogo.


O incêndio destruiu todo o equipamento da Diário FM e parcialmente a outra emissora e o jornal. Nenhuma das rádios foi ao ar ontem e a equipe do jornal trabalhava para tentar retomar hoje a publicação, com um parque gráfico externo.


O editor do Diário de Marília, Rogério Martinez, disse ontem não ter dúvida de que o incêndio é obra de alguém interessado em calar os três veículos de comunicação, mas não especula sobre quem pode ter cometido ou encomendado a ação.


‘Nosso contencioso é grande e muitas pessoas que tiveram os interesses contrariados poderiam estar por trás disso’, afirmou Martinez. ‘Descobrir quem é tarefa para a polícia.’


VIGIA


A invasão do prédio, na Rua Coronel José Galdino, no centro da cidade, deu-se quando uma mulher, aparentando 25 anos, perguntou ao vigia Sérgio Silva de Araújo, de 39 anos, como deveria proceder para enviar cartas a um programa de rádio.


O funcionário abriu a porta e acabou rendido. Mesmo sem reagir, Araújo levou uma coronhada na testa. Os três invasores permaneceram no local por meia hora. Depois que saíram, o vigia soltou-se e chamou a polícia. Um Celta branco e uma Belina prata foram vistos nas proximidades na hora da invasão.’



O Globo


‘Jornal sofre provável incêndio criminoso em SP’, copyright O Globo, 9/09/05


‘Um incêndio destruiu ontem parte do prédio onde funcionam o jornal ‘Diário de Marília’ e as rádios Diário FM e Dirceu AM, que pertencem ao mesmo grupo, em Marília (SP). A diretoria acredita em atentado, já que o grupo adota linha editorial crítica em relação a políticos da região. A Associação Nacional de Jornais (ANJ) divulgou uma nota de repúdio, considerando o episódio ‘da maior gravidade’.


Segundo a nota, ‘pelas características do episódio, trata-se de atentado’, com o objetivo de intimidação. ‘Esse tipo de atentado se reveste de conotações terroristas que nos remetem aos piores momentos da nossa História, que todos acreditávamos superados’.


De madrugada, cinco rapazes renderam o segurança e invadiram o prédio carregando galões de gasolina. Embora anunciasse um assalto, a quadrilha não chegou perto do setor financeiro do jornal. Com a redação destruída, o jornal passou a ser veiculado apenas na internet.’



ARAFAT NA MÍDIA


Folha de S. Paulo


‘Mídia reaviva mistério sobre morte de Arafat’, copyright Folha de S. Paulo, 9/09/05


‘Um relatório do hospital francês em que o líder palestino Yasser Arafat morreu em 11 de novembro foi repassado por jornalistas a especialistas, que fizeram diferentes avaliações. Um médico consultado pelo jornal israelense ‘Haaretz’ disse que os sintomas descritos são típicos da Aids.


Após chegar ao ‘Haaretz’, a uma rádio israelense e ao jornal americano ‘The New York Times’, o relatório foi obtido ontem pela agência Associated Press. O documento, do hospital militar de Percy, diz que Arafat teve uma indisposição digestiva cerca de 30 dias antes de morrer. Também sofreu um ‘sério’ distúrbio sangüíneo, a coagulação intravascular disseminada. O relatório é assinado pelo médico Bruno Pats.


O documento foi o primeiro a trazer detalhes sobre a morte de Arafat. Sua mulher, Suha, e autoridades palestinas não deram uma causa definitiva para o ocorrido e mantiveram os registros médicos em segredo. Suha se recusou a autorizar uma autópsia.


O relatório francês foi obtido com uma fonte anônima palestina pelos dois veículos israelenses, que o repassaram ao ‘Times’. Será publicado ainda em Israel um livro sobre a morte de Arafat.


O chanceler palestino, Nasser al Kidwa, sobrinho de Arafat e um dos poucos com acesso ao tio e a seus médicos na França, disse que o relatório não traz novidades e não esclarece a causa da morte do líder palestino.


O diretor do hospital de Percy, Jean-Paul Burlaton, se recusou a comentar o material divulgado.


O ‘New York Times’ afirma que o derrame que matou Arafat foi provocado por uma coagulação intravascular disseminada, originada por uma infecção não identificada, mas descarta que a causa do quadro infeccioso tenha sido Aids ou envenenamento.


O jornal consultou um especialista israelense não identificado, que criticou o fato de os médicos franceses não terem feito um teste para Aids, mas disse que, com base nos registros, é improvável que a doença seja a origem de tudo.


O ‘Haaretz’, no entanto, credita ao presidente da Associação de Hematologistas de Israel, Gil Lugassi, a avaliação de que os sintomas descritos são típicos da Aids. ‘O que é inaceitável e de causar perplexidade é a indiferença com a possibilidade de Aids’, declarou ele, um dos que avaliaram o relatório para o jornal israelense.


Ashraf al Kurdi, que era médico de Arafat, confirmou que o palestino tinha o vírus da Aids no sangue. ‘Foi dado a ele para encobrir o veneno’, justificou. Al Kurdi, que não tratou de Arafat na França, não quis dizer quais seriam as origens do vírus e do veneno.


Palestinos acusam Israel de ter envenenado o presidente da ANP, o que os israelenses negam. ‘É conveniente repetir acusações’, disse o chanceler Silvan Shalom.


O ‘New York Times’ afirma que envenenamento é uma causa improvável, alegando que uma bateria de testes na França deu resultado negativo. Já no ‘Haaretz’, isso aparece como possibilidade.


Segundo o ‘Times’, o mistério é o que causou a infecção que levou ao distúrbio sangüíneo que matou Arafat. Os consultados não são conclusivos, como os franceses, e disseram que pode ter sido uma intoxicação alimentar.


O chanceler palestino reiterou que a causa da morte foi uma falência generalizada de órgãos após uma hemorragia cerebral e que a possibilidade de envenenamento foi descartada. Segundo ele, um comitê médico palestino ainda analisa o relatório francês.


Libertação


Foi libertado ontem o filho de Moussa Arafat, seqüestrado em Gaza anteontem, quando seu pai, primo de Arafat, foi assassinado.’


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