Sexta-feira, 24 de Novembro de 2017
ISSN 1519-7670 - Ano 19 - nº967

ENTRE ASPAS > TV NOS EUA

Joanne Ostrow

16/11/2004 na edição 303

‘The Denver Post – Grace McCallister, a mãe solteira liberal, feminista e maconheira de ‘Jack & Bobby’, está deprimida. A professora colegial interpretada por Christine Lahti usou um botão Kerry-Edwards e aplaudiu os Estados azuis (democratas) durante a apuração dos votos.

A devastação de Grace reflete a de quase metade do país, incluindo os autores do programa. ‘A comunidade de Hollywood está incrivelmente perturbada com os resultados da eleição’, disse Vanessa Taylor, criadora e co-produtora-executiva do programa ‘Jack & Bobby’, da Warner Bros. ‘Eu diria que estamos num estado de decepção chocada.’

A comunidade criativa da televisão está apreensiva sobre o segundo mandato do presidente Bush, num momento em que Washington já influi no conteúdo dos programas e as considerações orçamentárias predominam.

Muitos na mídia temem uma maior interferência da Comissão Federal de Comunicações (FCC na sigla em inglês) no conteúdo dos programas, possíveis medidas do órgão contra operações de cabo e satélite, novas consolidações de propriedades de mídia e um endurecimento geral dos controles corporativos que poderão prejudicar a expressão criativa.

É claro que nem todo mundo em Hollywood lamenta a reeleição de Bush. Muito dinheiro republicano também foi angariado lá. Mas é verdade que muitos na profissão criativa -escritores, produtores, atores, diretores- tendem para a esquerda.

O setor está tão nervoso que na semana passada cerca de uma dúzia de afiliadas da ABC se recusarm a transmitir ‘O Resgate do Soldado Ryan’ no Dia dos Veteranos, temendo que a linguagem e a violência pudessem superar o valor patriótico e artístico do filme. ‘Com a atual FCC, simplesmente não sabemos’, disse um operador de estação em Des Moines, Iowa.

Embora alguns proprietários de grandes veículos possam estar satisfeitos, os produtores independentes de Hollywood temem que o Partido Republicano favoreça a suspensão de limites para propriedade de mídia. Eles observam com temor o acúmulo de propriedades -redes, estúdios, sistemas a cabo, estações locais e jornais- amarradas em pacotes corporativos: como podem se safar se não estiverem conectados? Eles se preparam para a possibilidade de que as maiores fiquem ainda maiores.

Ao mesmo tempo, a Viacom quer que a FCC retire sua acusação de indecência e uma multa de US$ 550 mil contra canais de TV pelo comercial do Super Bowl com Janet Jackson, em que ela mostrava um seio. Essa batalha provavelmente chegará à Suprema Corte.

Se, como disse Jon Stewart, a reeleição de Bush marca a vingança dos conservadores por ‘Will & Grace’, então a televisão comercial pode estar entrando num percurso acidentado. E a TV a cabo poderá ser a próxima.

Temendo multas ou suspensão de licenças, as redes poderão evitar assuntos polêmicos: temas gays poderão ser desencorajados; os autores poderão se autocensurar quando apresentarem idéias.

Taylor, de ‘Jack & Bobby’, disse que entre os autores-produtores ‘as pessoas estão dizendo: ‘Devo ir trabalhar para a Planned Parenthood [Paternidade Planejada] ou escrever meu longa-metragem?’ Sua posição é: ‘Se você tiver um púlpito de qualquer espécie, use-o’. Ainda assim, ela e seus colegas se perguntam se em algum momento a liberdade artística será cerceada a tal ponto que eles não queiram mais trabalhar nesse ramo.

A vitória de Bush poderá ser ótima para as artes pequenas, não comerciais, marginais -teatro experimental e música subterrânea poderão florescer se os artistas canalizarem sua raiva para a criatividade. Mas a televisão comercial regulamentada pelo governo federal poderá enfrentar uma temporada gélida. Os programas das grandes redes poderão ser reescritos sob a influência do ‘fator medo’. E republicanos conservadores declararam a intenção de impor seus regulamentos ao cabo proximamente.

A roteirista Vivienne Radkoff comenta que em longo prazo podemos estar rumando para a programação de nichos, sob medida. No seu entender, essa poderá ser a salvação da TV.

‘Haverá os grandes canais com programas de altos orçamentos e audiência de massa’, disse Radkoff. ‘Mas haverá uma proliferação de programação menos cara no cabo, dirigida para todos os pequenos grupos. Eu prevejo o nascimento de canais controlados por jovens, em que eles farão o conteúdo. Isso será possível porque o preço do equipamento está muito barato, e eles são movidos pela paixão, e não pelo dinheiro.’

A pergunta crítica é como o Partido Republicano vai perseguir seu objetivo de regulamentar o cabo assim como a TV aberta. Um executivo de estúdio que pediu anonimato disse que ‘a programação aberta já tem censores, a pergunta é o que vai acontecer com o cabo. A FCC vai inventar um jeito de censurar o cabo’.

‘Os Sopranos’, da HBO, e Howard Stern, na rádio por satélite Sirius, vão cair sob o jugo do que pode ser considerado obsceno pela FCC? Executivos do cabo pretendem manter o rumo. ‘Nossa estratégia não vai mudar nada’, disse o porta-voz da rede FX, Jon Solberg.

A programação de vanguarda da FX vai muito bem nos Estados vermelhos (republicanos), assim como em Nova York, Los Angeles e Boston. A primeira temporada do drama de cirurgia plástica ‘Nip/Tuck’ teve audiências maiores em Oklahoma City do que em Nova York ou Los Angeles. ‘Não há uma diferença mensurável entre Estados vermelhos e azuis’, disse John Landgraf, presidente de entretenimento da FX.

Adorando o debate, a FX está gravando um piloto sobre soldados no Iraque chamado ‘Over There’, que os mostra ao mesmo tempo heróicos e desiludidos. A FX poderá aproveitar ainda mais a divisão nacional com ‘30 Days’, considerado o primeiro ‘reality show’ político. Um ateu será colocado junto com uma família cristã devota, um guarda de fronteira contrário à imigração deverá viver com uma família de imigrantes ilegais e assim por diante. Eles estão apostando que um país polarizado poderá ser bom para os negócios.

Se você convida a TV a cabo para sua casa, pagando mais pelo privilégio, não deveria poder assistir ao que quer? Defensores da Primeira Emenda constitucional dizem que o governo não tem maior controle do que é apresentado através do sistema a cabo do que sobre as revistas enviadas para sua caixa de cartas. A indústria do cabo se agarra a essa crença.

Quaisquer mudanças de programação serão gradativas. Por enquanto, ‘Jack & Bobby’, da WB, tem matéria-prima polêmica a caminho, incluindo um episódio sobre o suicídio de um adolescente gay. Grace só vai ficar mais briguenta. ‘Eu não os odeio’, ela diz sobre os pais da namorada fundamentalista cristã de seu filho. ‘Eu odeio tudo o que eles representam’.

Por enquanto a oposição está viva no horário nobre. ‘As pessoas provavelmente vão colocar em seu trabalho as emoções que estão sentindo em relação à política’, disse Taylor. ‘Ironicamente, pelo fato de a comunidade artística estar tão irritada com a eleição, vai produzir arte de ótima qualidade’, ela disse.

Tradução: Luiz Roberto Mendes Gonçalves’



MÍDIA ANTI-BUSH
Olavo de Carvalho

‘Fanatismo epidêmico’, copyright O Globo, 13/11/04

‘Recebi de amigos uma coleção de matérias antiamericanas e anti-Bush saídas na mídia nacional nos últimos meses. É um massacre total, de uma virulência insana, empreendido com o espírito do mais fanático unanimismo e absoluta exclusão da possibilidade de confronto, mesmo desigual, com argumentos discordantes.

Não há mais como disfarçar: o jornalismo brasileiro na sua quase totalidade tornou-se propaganda assumida, manipulação cínica, ativismo político explícito. Não tenho a mínima pretensão de, com artiguinhos semanais de duas laudas, oferecer resistência eficaz à epidemia goebbelsiana. Limito-me a anotar algum exemplo mais simples, para estimular os leitores a buscar nas fontes estrangeiras as comparações que o jornalismo local lhes nega. Aqui vai mais um.

A pesquisa do epidemiologista Les Roberts, segundo a qual a mortalidade no Iraque teve um acréscimo de 98 mil pessoas desde o começo da guerra, foi celebrada nesta parte do mundo como descoberta científica idônea, tanto mais insuspeita por ter emergido da Universidade Johns Hopkins (que um dos entusiastas da pesquisa chega a alardear como ‘conservadora’, embora conhecendo-a tão bem que grafa ‘John’ sem o ‘s’) e publicada na respeitável revista médica ‘Lancet’.

Jornalistas, professores e até acadêmicos de fardão, que deveriam ter um pouco mais de compostura intelectual, festejaram a notícia como a prova definitiva da maldade de George W. Bush. Como sempre acontece nesses foguetórios instantâneos, é tudo mentira grossa. No que diz respeito à credibilidade das fontes, a pesquisa foi feita em associação com a Universidade de al-Mustansiriya, uma das mais antiocidentais do mundo islâmico. Les Roberts é mais conhecido como ativista radical do que como homem de ciência. E a ‘Lancet’, cujo prestígio vem sofrendo sucessivos abalos desde que confessou ter recebido dinheiro de um grupo de advogados para alardear falsamente que vacinas causavam autismo, acabou de liquidar seu restinho de credibilidade ao admitir que publicara a pesquisa de Roberts antecipadamente, saltando as consultas de praxe ao conselho de redação, com o propósito deliberado de influenciar as eleições americanas. Segundo o jornalista científico Michael Fumento, a revista tornou-se, com isso, a ‘al-Jazeera do Tâmisa’.

No conteúdo, a pesquisa está cheia de artimanhas metodológicas calculadas para produzir o resultado escandaloso. Na época em que a mídia pretendia culpar as sanções econômicas internacionais pela desgraça do Iraque, a mortalidade média alegada mundialmente, com base em dados da ONU, era de oito para cada mil iraquianos por ano. Na tabulação de Roberts, essa média foi baixada para cinco, sem explicação razoável, produzindo artificialmente a impressão de aumento anormal no período seguinte.

Os resultados obtidos foram, mesmo assim, decepcionantemente elásticos: dada a precariedade das informações, colhidas de entrevistas com mil cidadãos iraquianos confiados tão-somente na sua memória pessoal dos óbitos, o cálculo final das mortes ocorridas desde o início da guerra dava algo entre oito mil e 194 mil. Não poderia haver incerteza maior. Como sair dessa? Roberts e sua equipe não hesitaram: tiraram a média e publicaram. Como observou o colunista Fred Kaplan na ‘Slate’, ‘isso não é uma estimativa: é um jogo de dardo-ao-alvo’.

Um jornalismo decente teria dado espaço ao menos a algumas das objeções feitas à pesquisa, todas de ordem científico-matemática, que saíram na mídia americana. Mas hoje em dia essa sugestão está excluída a priori como inaceitável provocação direitista. Quem há de querer cumprir a velha regra de ‘ouvir o outro lado’, sabendo que o outro lado é o lado direito?

Para poupar os jornalistas brasileiros de semelhante vexame, que sua consciência profissional jamais lhes perdoaria, o leitor pode assumir o encargo de pesquisar por si mesmo. Eis algumas fontes:

http://techcentralstation.com/110104H.html; http://www.weeklystandard.com/Content/Public/
Articles/000/000/004/858gwbza.asp; http://www.stats.org/record.jsp?type=news&ID=481; http://www.slate.com/Default.aspx?id=2108887&; http://techcentralstation.com/102904J.html.

OLAVO DE CARVALHO é filósofo.’



MÍDIA PRÓ-BUSH
Pedro Ribeiro

‘Fox News Ameaça ‘Networks’ Americanas’, copyright Público, 15/11/04

‘Entre os vencedores das presidenciais americanas é preciso incluir a Fox News. Há dois anos que este é o canal de notícias por cabo mais visto nos EUA; na noite eleitoral do início deste mês, a Fox News não apenas consolidou a sua liderança como chegou a ‘morder os calcanhares’ das estações generalistas em canal aberto (‘networks’).

A Fox News teve uma audiência média de 8,1 milhões de espectadores na noite das eleições, bem acima dos 6,2 milhões da CNN, e o triplo do que tinha obtido em 2000. Por sua vez, segundo números divulgados pela empresa de audimetria Nielsen, as três grandes ‘networks’ perderam em média 25 por cento de espectadores em relação a 2000.

A NBC liderou, com 15,7 milhões de espectadores, seguida da ABC (13,7 milhões). A CBS, com 10,1 milhões, ficou pouco à frente da Fox. Estes resultados levam analistas dos ‘media’ a interrogar-se sobre se, a médio prazo, a Fox News poderá tornar-se na principal fonte de notícias da televisão americana.

O triunfo da Fox na noite eleitoral é notável por vários motivos. É surpreendente que um canal transmitido apenas por cabo (nem todos os norte-americanos o recebem, ao contrário das ‘networks’) esteja quase ao nível das TV em sinal aberto.

É ainda mais surpreendente considerando que o projecto tem apenas oito anos de existência. A Fox News foi criada em 1996, como uma resposta do magnata Rupert Murdoch à popularidade da CNN de Ted Turner.

Nesse ano foi criado outro canal de notícias, a MSNBC, uma sinergia entre a NBC e a Microsoft. Mas enquanto a MSNBC se arrasta nas audiências, desde 2002 que a Fox News se tornou no canal de notícias mais visto no cabo norte-americano, superando a CNN.

Este ano, durante as convenções dos partidos Democrata e Republicano, a Fox News ultrapassou mesmo as audiências das veneráveis ‘networks’ (que fizeram uma cobertura limitada destes eventos).

Segundo a própria empresa, os lucros da Fox News excedem os 200 milhões de dólares anuais, e Rupert Murdoch contempla a hipótese de abrir um novo canal dedicado apenas ao noticiário financeiro (numa altura em que a estação de Atlanta encerra a sua CNNfn – ver caixa). O seu director, Roger Ailes, anunciou o objectivo de tornar a Fox News no canal mais visto em todo o cabo americano (o actual líder é o canal infantil Nickelodeon).

O sucesso da Fox não tem implicações apenas a nível do mercado dos ‘media’. O modelo de jornalismo do canal de Murdoch coloca um desafio às estações mais ‘tradicionais’: a programação da Fox News é preenchida menos por ‘hard news’ que por ‘talk shows’ com apresentadores agressivamente opinativos.

As outras implicações são políticas. A linha editorial da Fox é considerada geralmente próxima do Partido Republicano. Um estudo do instituto independente Pew Research Center apurou que bem mais de metade dos seus espectadores votam republicano.

Muitos críticos acusam a Fox de ser parcial. O filme ‘Outfoxed’, lançado este ano, descrevia o canal de Murdoch como a ‘voz do dono’ da administração de George W. Bush.

A Fox News rejeita as acusações, e no seu ‘slogan’ proclama-se ‘justa e equilibrada’. Mas para muitos americanos a ‘parcialidade’ da Fox é apenas uma resposta ao que os republicanos vêem como o tradicional tendenciosismo dos ‘media’ a favor da esquerda.

Vários estudos mostram que os jornalistas tendem a estar ideologicamente mais à esquerda que à direita. A revista ‘Time’ divulgou este ano que no seu grupo, Time Warner (em que se inclui a CNN), para cada funcionário que contribuiu para a campanha de Bush, cinco contribuíram para a campanha do democrata John Kerry.

A relação dos republicanos com as ‘networks’ é particularmente conturbada. A queda nas audiências da CBS News terá sido particularmente saborosa para a direita americana; foi este canal que, em Setembro, divulgou documentos comprometedores sobre o serviço militar de George W. Bush (que depois veio a admitir serem forjados).

O ‘pivot’ do telejornal da CBS News, Dan Rather, tem uma história especialmente rancorosa com a família Bush; em 1988, Rather fez uma entrevista bastante agressiva a George H. Bush, que culminou em acusações mútuas de hipocrisia.

O triunfo da Fox não é ainda, contudo, total. Em Maio, o ‘Wall Street Journal’ divulgou que a audiência da Fox News é mais vasta mas também menos rica que a da CNN – e que as tarifas de publicidade da Fox eram, por isso, inferiores às cobradas pela estação de Atlanta.

A CNN também gosta de enfatizar que, embora a audiência média da Fox News seja superior, ‘mais americanos vêem a CNN que qualquer outro canal de notícias’. Ou seja, os espectadores da Fox passam mais tempo a assistir ao ‘seu’ canal, dando-lhe a liderança nas audiências, mas em termos absolutos, é a CNN que atrai mais espectadores.’



EUA vs. GAYS
Barbara Gancia

‘A culpa é dos gays ou da Fox?’, copyright Folha de S. Paulo, 12/11/04

‘Para a extrema direita norte-americana, a culpa de tudo agora é dos gays e de quem eles acham que é gay. Quando ficou óbvio que os médicos de Iasser Arafat não estavam autorizados a falar sobre a doença do líder palestino, começaram as especulações. Informalmente, um dos médicos do hospital de Bercy mencionou que Arafat apresentava sinais de uma anormalidade hematológica conhecida como síndrome de púrpura.

Imagine no que deu. Basta ir à internet e ‘googlar’ três palavras: síndrome, púrpura e Aids para obter várias páginas de informações sobre a doença, que costuma surgir na fase inicial da Aids.

Outra consulta, desta vez juntando as palavras Arafat e Aids, e você obterá especulações mais graves, lançadas por gente graúda. Como David Frum, figurinha carimbada do governo Bush e responsável por cunhar o termo ‘eixo do mal’, que disse à rádio ABC, em outubro, que a CIA teria alertado Ariel Sharon de que Arafat sofria de Aids. Segundo Frum, a notícia iria arruinar a reputação do líder palestino no mundo árabe.

Do outro lado do planeta, até os eleitores de Kerry agora culpam os gays pela derrota do democrata, alegando que a iniciativa, no ano passado, de legalizar a união civil dos homossexuais teria enterrado o candidato, que se posicionou a favor das parcerias.

Será? Segundo o jornal ‘The New York Times’, além de Bush, outro grande vitorioso nas eleições foi o conglomerado Fox, do australiano Rupert Murdoch, um republicano rasgado. No dia da votação, a Fox News obteve o dobro da audiência da CNN.

A despeito de seu slogan ser ‘noticiário honesto e equilibrado’, a Fox News é de uma parcialidade escandalosa e, segundo o ex-âncora Walter Cronkite, inédita nos Estados Unidos.

Uma pesquisa para saber se os americanos crêem que exista um elo entre o Iraque e a Al Qaeda revelou que 67% dos telespectadores da Fox News acham que sim. Só 16% dos que assistem a outros canais concordam.

Pois basta assistir a dez minutos de Fox News para entender como a mentira é propagada. Nos últimos meses, todas as menções a Kerry tiveram conotação negativa. Até quando a Bolsa caía, na Fox, isso sinalizava que o mercado estava pressentindo a vitória do democrata.

O que não dá para entender é o que leva o público gringo a dar preferência a uma emissora cujo padrão de jornalismo, em terras tapuias, equivaleria ao do SBT.’

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