Sábado, 22 de Setembro de 2018
ISSN 1519-7670 - Ano 19 - nº1005
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ENTRE ASPAS > MÍDIA & TECNOLOGIA

Juliana Garçon

22/02/2005 na edição 317

‘Turbinado pela retomada do ano passado, o setor de informática deve crescer cerca de 10% sobre a já robusta base de 2004 e movimentar mais de US$ 12 bilhões neste ano, conforme especialistas e empresas ouvidos pela Folha.

O horizonte de otimismo se desenha tanto para fornecedores de equipamentos e softwares como para prestadores de serviços -até porque segue firme e ganhando força a tendência de agregar atividades e operações por meio de fusões e parcerias.

A decolagem dos negócios em 2004, após três anos de declínio, levou os gastos com tecnologia da informação (TI) à casa dos US$ 11 bilhões (alta de 14% sobre 2003), conforme Ivair Rodrigues, gerente de pesquisas de TI e telecom da consultoria IDC, que está tirando do forno um amplo estudo tomado como referência no setor. A HP também aposta num placar de resultados de dois dígitos.

As perspectivas são ainda melhores aos olhos de Roger Ingold, presidente da Accenture Brasil, para quem o mercado como um todo pode avançar entre 12% e 15%. Para a própria consultoria, a projeção é ainda melhor, de 20%, sobre a já boa base de 2004.

‘O ano passado foi muito bom. Nosso faturamento cresceu entre 28% e 30%. Projetos e clientes voltaram em investimentos mais sólidos e houve também demanda de novas empresas.’ Dos 4.300 funcionários da consultoria no Brasil, afirma Ingold, 1.400 foram contratados em 2004.

Pane e reinício

O fôlego de investimentos que sustentou o crescimento em 2004 e alimentará o de 2005, analisa Rodrigues, deriva da estagnação de 2002 e de 2003 -quando a crise econômica e o cenário político turbulento inibiram as inovações nas companhias- e da melhora da situação financeira das empresas. ‘Muitas cortaram seus orçamentos e tiveram que conviver com produtos e soluções tecnológicas defasadas naquele período.’

O ano de 2003 inspira pouca saudade. ‘Houve um apagão de investimentos’, afirma Flávio Bolieiro, diretor-geral da Microstrategy, empresa norte-americana que fornece ferramentas de inteligência de negócio. ‘Esperávamos crescer algo entre 30% e 40% no ano, já que o mercado era emergente, com potencial de crescimento grande.’

Mas a empresa avançou apenas 8%. ‘Só não tivemos retração porque os clientes fazem gastos com manutenção’, diz Bolieiro, explicando que houve desaceleração nos pedidos por licenças de software, um sinal de brecada nos investimentos.

A demanda ficou bem reprimida até 2003, concorda Ivan Paiva, gerente da área de consultoria empresarial da consultoria Deloitte. Mas no começo do ano passado, segundo Paiva, corporações de diversos setores começaram a tirar os projetos da gaveta, provocando vigorosa demanda nas consultorias.

‘A retomada pegou de surpresa os prestadores de serviços. A demanda foi por diagnósticos em processos de negócios. O volume de investimentos dobrou após o Carnaval.’

Contágio

Ao longo do período, com os planos passando para a prática, o aquecimento se estendeu a fornecedores de programas e de máquinas. Bolieiro constatou a retomada firme apenas no último trimestre de 2004, mas tão vigoroso que o crescimento no ano foi da ordem de 10%.

‘Houve incremento no número de pedidos de licença em relação a 2003 -30% a mais na média do ano-, indicativo de que softwares estão sendo comercializados. Os últimos três meses concentraram metade dos registros.’

A HP, que fechou 2004 com expansão de 24%, também verificou surpreendente arrancada. ‘Como 2003 foi muito ruim para o mercado -houve uma freada-, o começo de 2004 foi frio em negócios fechados mas quente em projetos’, observa Denoel Eller, diretor de marketing. ‘As empresas começaram a tirar da gaveta projetos de otimização de negócios e melhoria operacional.’

A Accenture também verificou demanda por tecnologia nos setores de energia, recursos naturais e siderurgia, que elevaram em 40% seus investimentos. Para telecomunicações, o índice foi de 25%; na indústria, de 20%.

à HP chegaram encomendas de operadoras de telefonia, que investiram para ampliar suas bases, diz Eller. ‘Os juros altos inibem os investimentos, mas o dólar em queda ajuda porque os itens de maior valor agregado são importados. Os investimentos neste ano são mais estratégicos.’

Lucratividade e fusões

Apesar do quadro otimista, caiu a lucratividade dos fornecedores. Concorrência e exigência crescente dos compradores os pressionam a reduzir margens. O arrocho depende do produto e da solução, pondera Rodrigues. ‘Até cinco anos atrás, por exemplo, um fabricante de PCs lucrava 35%. Hoje, lucra 5%.’

A onda de fusões aumentará no setor de informática, com grandes provedores absorvendo empresas menores para, assim, complementar seu portfólio de produtos.

Estudo do grupo Gartner, que faz pesquisas e análises do mercado em âmbito mundial, aponta que há 60% de probabilidade de que metade dos fornecedores de TI desapareça até 2007.’



Ethevaldo Siqueira

‘Um retrato do mundo digital em 7 dias’, copyright O Estado de S. Paulo, 20/02/05

‘Raras vezes uma semana traz tantas notícias de impacto no mundo das tecnologias da informação e da comunicação. Se tivéssemos que comentar em profundidade tudo que aconteceu nos últimos sete dias, teríamos que escrever um livro inteiro. Para não perder a essência dessas notícias, no entanto, vale a pena ressaltar em poucas palavras a significação desses eventos. Ei-los:

MAIOR FOGUETE

O domingo, 13 de fevereiro, marcou o sucesso do mais poderoso foguete lançador de satélites do mundo, o Ariane 5 (versão 10 toneladas), capaz de colocar em órbita dois satélites de telecomunicações de grande porte no mesmo lançamento. Esse foi o 19.º vôo do Ariane 5, dos quais 16 com total sucesso. Dos três foguetes perdidos, o último deles foi o Ariane 5 da nova versão de 10 toneladas, que explodiu em dezembro de 2002.

FUSÃO DE GIGANTES

Na segunda-feira, a Verizon fechou a compra da MCI por US$ 6,7 bilhões, apenas três semanas depois de outra mega aquisição, a da AT&T, comprada pela da SBC Communications por US$ 47 bilhões. Ícone das telecomunicações norte-americanas, fundada em 1887 por Alexandre Graham Bell, a AT&T foi incorporada a uma das sete Baby Bells, nascidas em 1984 do desmembramento do antigo Sistema Bell, liderado pela própria AT&T. Outra megafusão já havia ocorrido em dezembro, quando a Sprint comprou a Nextel, por US$ 35 bilhões. Com essas aquisições, o cenário das telecomunicações americanas passa a ser dominado por cinco operadoras gigantes: Verizon-MCI, com um faturamento anual de US$ 66 bilhões, a SBC-AT&T (com US$ 53 bi), a Sprint (US$ 20 bi), a BellSouth (US$ 15 bi) e a Qwest (US$ 10 bi). Significado indiscutível dessas duas aquisições: contrariando todas as expectativas, o mercado de telecomunicações concentra-se cada vez mais nas mãos de megaempresas, reduzindo não apenas as perspectivas de competição mais ampla, como de sobrevivência das empresas de menor porte.

O SALTO DA ÍNDIA

Você já imaginou um país passar de pouco mais de 3 milhões de assinantes de celulares para 49 milhões em apenas quatro anos? Pois esse é o caso da Índia. Além de surpreender o mundo com a expansão de seu mercado nas áreas de cinema, televisão, microeletrônica e software, a Índia está batendo todos os recordes também em telefonia celular. O crescimento do celular alcança índices impressionantes.

‘A Índia vive uma verdadeira revolução’ – diz Ramesh Krishnan, diretor de operações da VeriSign, na Índia. ‘O país tinha, ao final do ano 2000, apenas 3,5 milhões assinantes de telefonia celular. Em 2003, esse número saltou para 30 milhões, fechando 2004 com 49 milhões. E neste mês supera os 53 milhões. E segundo previsões do Banco Mundial e de empresas de consultorias, a Índia terá em 2008 algo próximo de 128 milhões de assinantes de celulares.’

RUMO AO BILHÃO

Outro caso impressionante de crescimento da infra-estrutura de telecomunicações no mundo é o da China. Até aqui ninguém imaginaria que um único país pudesse alcançar um bilhão de telefones, entre fixos e móveis. Pois a China deverá alcançar essa marca daqui a três anos. Segundo as estimativas mais confiáveis, esse país fechou 2004 com mais de 650 milhões de acessos, sendo 350 milhões de celulares e 300 milhões de linhas fixas, batendo os Estados Unidos em ambos os segmentos. O que surpreende os estudiosos, no entanto, é a velocidade do crescimento chinês nos últimos 10 anos, passando de pouco mais de 20 milhões de acessos para os 650 milhões atuais.

CONTEÚDO EM CELULAR

Dos debates realizados no 3GSM, evento mundial dos operadores de celulares, promovido aqui em Cannes, de segunda a quinta-feira, resultaram algumas conclusões interessantes sobre o futuro da telefonia sem fio, como a da importância dos novos conteúdos. Essa é, aliás, uma espécie de consenso mundial. Não basta oferecer tecnologia, cores, beleza, sofisticação, banda larga ou maior velocidade. O que pode, realmente, aumentar a receita média por usuário – como mostrou o painel das maiores operadoras do mundo – é a oferta de soluções, de informações úteis, acesso confiável à internet e ao entretenimento.

Um dos melhores exemplos dessa tendência é o download de música via celular, na mesma linha dos tocadores de música portáteis, do tipo iPod ou outros. O próprio telefone funciona como um music player digital, seja no formato MP3 ou Windows.

O primeiro anúncio foi feito na segunda-feira pela joint venture Sony Ericsson, ao lançar o primeiro telefone celular com essas novas características com a marca Walkman. Vale lembrar que a Sony BMG detém um dos maiores repertórios de músicas, pois é hoje a segunda maior gravadora do mundo.

Um segundo anúncio nessa linha foi o da Nokia e Microsoft, permitindo que os assinantes de celulares possam transferir músicas de seus PCs para os telefones, como já acontece com os tocadores digitais portáteis de música.

INTEROPERABILIDADE

Como fazer com que uma mensagem escrita do tipo SMS (short message service) circule de uma rede GSM para outra CDMA, de forma transparente e confiável? Esse é um dos grandes desafios decorrentes da extrema diversidade de protocolos, padrões e formatos nas redes de telecomunicações fixas, móveis e de internet. Mas já se torna possível, com a integração ou interoperabilidade de serviços e aplicações em escala mundial.

É o que focalizaremos na próxima coluna, a partir dos debates do evento 3GSM, de Cannes.’



INTERNET
Bruno Vieira Feijó

‘Rivais do Orkut fazem campanha via spam’, copyright Folha de S. Paulo, 16/02/05

‘Usuários do programa de comunicação instantânea MSN Messenger (messenger.msn.com.br) e do serviço de correio eletrônico Hotmail (www.hotmail.com.br) estão recebendo várias mensagens com convites para visitarem e se cadastrarem em sites estrangeiros -por exemplo, o SMS.ac (www.sms.ac) e o hi5 (www.hi5.com). As mensagens são supostamente enviadas por pessoas da lista de contatos do Messenger do usuário.

Trata-se de uma campanha de divulgação. Os e-mails não foram enviados por essas pessoas e também não trazem vírus. Tanto o hi5 quanto o SMS.ac são comunidades virtuais como o Orkut (www.orkut.com), mas com uma série de recursos complexos e pouco úteis para os brasileiros.

Os convites chegam aos montes porque esses sites montaram um artifício questionável de divulgação. Quando um usuário faz o cadastro, ele pode preencher também o e-mail e senha do MSN. Com isso, o site acessa automaticamente a lista de contatos do internauta e envia convites para todos os integrantes.

‘São ferramentas que crescem na esteira de dados do MSN e geram efeito bola-de-neve na caixa de mensagens de quem usa o Hotmail’, diz Antonio Rigoni, consultor em segurança digital. ‘A recomendação é jamais digitar senhas pessoais em páginas e endereços desconhecidos’, acrescenta Rigoni.

‘Fiquei assustado porque a quantidade de mensagens que recebi nos últimos meses foi muito grande’, diz o estudante Rafael Malpeg. ‘Algumas delas são de pessoas com quem eu nem falo mais. Se eu quisesse algum tipo de contato com elas, não seria numa comunidade que eu faria isso.’

A empresa que representa o SMS.ac fica em San Diego, Califórnia, e declara ter mais de 10 milhões de clientes, mas enfrenta problemas em muitos países.

Denúncias encaminhadas às autoridades podem ser lidas no site www.ripoffreport.com/reports/ripoff102047.htm.

No site oficial, o SMS.ac informa que não grava a senha do MSN após enviar os convites. Uma das cláusulas contratuais do termo de uso do site diz que se o usuário deixar a senha em branco e prosseguir o cadastro é possível preenchê-la depois.

O hi5 tem uma política parecida com o SMS.ac e não diz nada sobre os convites indesejados nas contas do Hotmail.

Spam no celular

Cerca de 80% dos usuários de telefones celulares do mundo todo recebem mensagens de texto indesejadas em seus aparelhos.

Os números são de um estudo realizado por empresas de telecomunicações e pela universidade suíça St. Gallen (www.unisg.ch). Foram entrevistados 1.659 consumidores de 154 operadoras.

A pesquisa também revelou que os usuários apontam as operadoras de telefonia móvel como as principais culpadas pelo problema e que a melhor solução seria a triagem de mensagens.’



Robson Pereira

‘Rompendo limites na fotografia’, copyright O Estado de S. Paulo, 16/02/05

‘Para quem acredita que o velho e bom filme fotográfico está condenado a desaparecer na avalanche digital que tomou conta do mundo, vale a pena conhecer o Gigapxl Project (www.gigapxl.org) e suas fotografias gigantes, de altíssima definição e com resolução centenas de vezes maior do que as imagens captadas pelas câmeras digitais mais avançadas existentes no mercado.

O responsável pelo site e pelas imagens é Graham Flint, um físico formado nos laboratórios da guerra fria e que hoje se diverte fazendo o que mais gosta: fotografar tudo o que vê pela frente, valendo-se de parafernálias tecnológicas que transformam nostálgicos lambe-lambes em máquinas capazes de capturar a aflição do torcedor num estádio superlotado – sem perder a trajetória da bola na direção do gol.

São dele algumas das fotos que se tornaram conhecidas em todo o mundo, como o Grand Canyon, as cidades fantasmas da Califórnia, a noite em San Diego e a Golden Gate, em São Francisco. Curiosamente, Flint não comercializa as fotos que faz, muito menos as câmeras que ele mesmo constrói, a partir de sucatas de equipamentos da Nasa, usinas nucleares ou agências de espionagens.

O resultado, segundo ele, é similar ao sistema de fotografia aérea utilizado durante a 2.ª Guerra Mundial, com a vantagem dos avanços tecnológicos ocorridos desde então. Pelo currículo exposto no site, não deve ser uma tarefa difícil para quem construiu as primeiras câmeras utilizadas pelo telescópio espacial Hubble e desenvolveu a mira laser utilizada em armas de fogo.

O equipamento pesa cerca de 50 quilos, mas o grande destaque são mesmo as imagens conseguidas por ela a partir de filmes comprados em rolos e recortados sob medida para a engenhoca. As fotos chegam a atingir a fantástica marca de 4 gigapixels e podem ser impressas, sem perda de definição, no formato 3 x 6 (metros, que fique bem claro).

Difícil é encontrar paredes ou até mesmo computadores para exibir tais fotos, produzidas a partir de um único disparo. Uma imagem com 4 gigapixels ocupa um espaço em disco equivalente a 24 gigabytes, uma vez e meia o conteúdo disponível em um CD. Mesmo com uma resolução de 1280 x 1024, seriam necessárias 70 telas de computador para visualizar por completo uma única imagem produzida pela curiosa máquina.

Com a ajuda da mulher e estabilizado financeiramente, Flint criou o Gigapxl Project com o objetivo de perenizar a América a partir de imensas fotografias de alta definição. Após completar o seu tour doméstico, o físico aposentado planeja um vôo ainda maior: fotografar todos os 788 patrimônios da humanidade listados pela Unesco (lista completa em http://whc.unesco.org).

O site, lançado no fim do ano passado, é um primor de simplicidade que serve para disfarçar um mundo de informações valiosíssimas sobre tecnologia ótica. Na área reservada às perguntas mais freqüentes, Flint explica de forma direta por que não utiliza máquinas digitais. ‘Seria preciso ter em mãos centenas de fotos para conseguir uma imagem com tamanha definição’, diz.

A comparação não é casual. No fim de novembro, um laboratório holandês anunciou ter produzido a maior foto digital já produzida até hoje, com 2,5 gigabytes e definição suficiente para revelar detalhes que não seriam percebidos sequer com o uso de binóculos. A foto, no entanto, foi obtida por meio de uma fusão de 600 imagens milimetricamente captadas a partir de um mesmo ponto com o auxílio de um computador (www.tpd.tno.nl/smartsite1090.html).

Há pouco mais de um ano, o fotógrafo americano Max Lyons utilizou 196 imagens captadas por uma câmera digital de ‘apenas’ 6 megapixels para emoldurar imagens do Parque Nacional Bryce Canyon, em Utah, nos Estados Unidos, (www.tawbaware.com/maxlyons/gigapixel.htm) e superar pela primeira vez a barreira de um gigabytes para fotografias digitais.

Outro especialista em imagens gigantes é o alemão Uwe Engler, que utilizou mil fotos digitais tiradas de helicóptero para ‘montar’ um painel com cerca de 2 gigabytes. A foto final, uma visão não panorâmica de 65 quilômetros da costa alemã banhada pelo Mar Báltico, está disponível em www.kuestenpanorama.de/kueste.php, em versão otimizada para a internet.

O recorde, no entanto, permanece em poder dos ingleses com o Millennium Map, um conjunto de imagens aéreas que cobre boa parte da Grã-Bretanha, com quase 10 mil gigapixels. O resultado final foi obtido com o processamento de mais de 150 mil imagens pela Getmapping UK (www2.getmapping.com).

JOÃO OU MARIA?

Não tem o apelo de um paredão do Big Brother, mas soa tão inútil ou divertido quanto. Acesse www.googlewar.com ou www.googlebattle.com e se delicie medindo a popularidade de pessoas ou objetos na internet, de acordo com os resultados apresentados pelo Google. Vale qualquer tipo de dupla – o difícil é parar. Entre os vários confrontos famosos que criei, vitórias para Xororó e Angélica, além de Robin e do arroz. Só não esperava ver o Google derrotado em sua própria casa pelo rival Yahoo.’



Folha de S. Paulo

‘Blog viabiliza confissão anônima’, copyright Folha de S. Paulo, 16/02/05

‘Você carrega o fardo de um antigo segredo e quer revelá-lo para se sentir aliviado? Está fazendo sucesso na internet um site que possibilita confessar anonimamente ao mundo aquilo que o atormenta ou o envergonha.

Lançado há dois meses como um projeto artístico, o blog PostSecret (postsecret.blogspot.com) já recebeu mais de 200 confissões, bem-humoradas ou tristes, em forma de desenhos, recortes ou folhas manuscritas -todos devidamente escaneados ou criados com softwares de desenho.

‘Eu quero fazer sexo com minha terapeuta’, diz um que traz o desenho de um casal em posição romântica num divã.

‘Meu namorado e minha família pensam que deixei de fumar há dois anos. Eu não parei (e continuo fumando)’, diz outro, assinado por Closet Smoker -algo como fumante no armário.

‘Eu digo que sou vegetariano, mas como carne às escondidas’, afirma um terceiro -com um esboço que evidencia um pedaço de carne e uma faca.

Curioso

O site foi criado pelo artista americano Frank Warren. Ele iniciou o projeto postando mensagens em outros blogs solicitando segredos em forma de arte. O resultado, segundo ele, fez com que se sentisse um voyeur.

‘No começo, eu me sentia fascinado com os segredos que chegavam diariamente por e-mail. Cada um oferecia uma espiada nos momentos mais íntimos de estranhos’, afirma Warren, que acredita que algumas das pessoas façam as confissões em busca da absolvição: ‘Eles querem aliviar seus fardos’.

Para o artista, o segredo do sucesso está no formato de cartão-postal das confissões. ‘Duas delas são minhas’, conta Warren, sem, evidentemente, dizer quais são.

Desabafo

O PostSecret pode ser o sucesso do momento, mas não é o único local onde internautas revelam segredos. Vários sites brasileiros usam as palavras ‘confissão’ e ‘segredo’, além de suas variantes, como revela uma simples busca no Google (www.google.com.br).

A maioria é formada por blogs nos quais, assim como no próprio PostSecrets, não há garantia de veracidade. Além disso, são raros os com proposta similar à de Warren -há mais diários virtuais do que confessionários. Com a agência France Presse’

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