Quinta-feira, 14 de Novembro de 2019
ISSN 1519-7670 - Ano 19 - nº1063
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ENTRE ASPAS >

Julie Salamon

05/10/2004 na edição 297

‘No bairro modesto de Long Island onde mora Frankie Evangelista, 8, é muito normal, numa noite de verão, ver crianças jogando bola ou aprendendo a andar de bicicleta na rua. Frankie faz essas coisas, como todas as crianças. Mas, enquanto curte os prazeres e constrangimentos da infância, costuma ser seguido por uma equipe de televisão – e isso vem acontecendo há mais de um ano.

Frankie não é ator, mas vai aparecer na televisão nacional americana, num novo ‘reality show’ da rede HBO intitulado ‘Family Bonds’ (Laços de família), que irá ao ar nas noites de domingo. Os telespectadores vão assistir aos momentos mais íntimos de sua família: Frankie chorando quando aprende a andar de bicicleta, sua mãe comentando quantas vezes por noite faz sexo com seu pai, sua irmã mais velha dando à luz (incluindo um close do bebê emergindo de sua vagina).

‘Só sei que vou ficar famoso’, disse Frankie, sentado no gramado em frente à sua casa para uma entrevista concedida algumas semanas antes da estréia do programa. Ele parecia ignorar o cinegrafista que gravava suas palavras, o som do homem parado ao seu lado com equipamentos de som e um fotógrafo de jornal registrando a cena inteira.

A impressão que se tinha era que, para o menino, ser astro de sua própria vida era um jeito totalmente natural de viver.

Na verdade, Frankie é apenas um entre dezenas de novos astros mirins da TV– realidade. Até agora o gênero era protagonizado principalmente por adultos – adultos com consentimento, que, presume– se, compreendiam as conseqüências de compartilhar suas manias, romances e crises com um público de milhões de pessoas.

Na temporada atual, porém, a TV– realidade está se voltando aos baixinhos. No programa ‘Trading Spouses’, da Fox, e em ‘Wife Swap’, da ABC, crianças são sujeitas a experimentos em que suas mães se afastam delas por várias semanas para viver com outras famílias, enquanto elas, as crianças, são obrigadas a adaptar– se a mães temporárias. A MTV vai colocar no ar ‘Laguna Beach’, que vai acompanhar as dores e as dificuldades de adolescentes ricos e bonitos em Orange County.

Em dezembro, a N, a rede ‘irmã’ da MTV voltada para telespectadores menores, vai exibir ‘Best Friend´s Date’, mostrando adolescentes em saídas com desconhecidos, e ‘Girls vs. Boys: Montana’, uma espécie de ‘Survivor’ para menores de idade.

‘Será que é impróprio?’ falou Sheila Nevins, presidente da divisão de documentários da HBO, referindo– se à participação de crianças e adolescentes em programas de TV– realidade. ‘Não sei. Provavelmente. Mas a grande atração agora são as pessoas reais. E Frankie, até agora, está sendo a maior não vítima de tudo isso. Judy Garland sofria muito mais do que ele.’

Indagados sobre os possíveis riscos para menores de idade decorrentes de sua participação em ‘reality shows’, vários profissionais de saúde mental falaram do envolvimento dos pais. Afinal, nenhum menor de idade pode participar de um programa desse tipo sem a autorização de seus pais e, em muitos casos, a participação da criança é idéia dos próprios pais.

‘Não é tanto o fato de aparecer na TV que é problemático para as crianças – é o fato de virem de famílias que concordam em brincar dessa maneira, em serem objeto de brincadeiras desse tipo’, comentou Margaret Crastnopol, psicanalista de Seattle que recentemente assistiu ao programa ‘Trading Spouses’.

Mas a psicoterapeuta nova– iorquina Elaine Heffner, especializada em desenvolvimento infantil na primeira infância, não quis condenar os pais que inscrevem seus filhos em ‘reality shows’.

‘Acho que é muita soberba dizer a um pai ou mãe: ‘Você está exagerando ao deixar seu filho participar do programa em que você vai tomar parte’, disse ela. ‘Acho que é algo ao qual eu, pessoalmente, não quereria expor meus filhos, mas não é problema de mais ninguém, a não ser que realmente ocorra abuso infantil.’

Lynn Bradley é uma das mães que iam aparecer no capítulo de estréia de ‘Wife Swap’, da ABC. Mulher simples que vive na zona rural de Nova Jersey, corta sua própria lenha e trabalha como motorista de ônibus escolar, ela ia trocar de lugar com uma mulher mimada de Manhattan que sai às compras enquanto babás cuidam de seus filhos.

Ela e seu marido se envolveram com o programa, conta Bradley, quando responderam um anúncio publicado no jornal local. Por que ela concordou que sua família inteira participasse, incluindo suas filhas de 12 e 13 anos? ‘Principalmente por ser algo no qual podíamos participar todos, como família’, respondeu. ‘Fomos avaliados por um psiquiatra para saber se as crianças seriam capazes de segurar a onda.’

As redes de TV que exibem esses programas parecem compreender que pisam em terreno ético delicado. ‘Eu teria vergonha de admitir quantas horas foram gastas discutindo questões de segurança e cicerones’, comentou Sarah Tomassi Lindman, vice– presidente de programação e produção da N, que exibe os programas de namoro juvenil e os do tipo ‘Survivor’.

Estranhamente, o representante de relações públicas de ‘Trading Spouses’, da Fox, não permitiu que as crianças que aparecem no programa fossem entrevistadas por um repórter de jornal, embora sua rede vá colocar as mesmas crianças na televisão nacional. ‘Quando se trata das crianças, tomamos muito cuidado’, explicou em mensagem de e– mail.

Em vista da sede insaciável que a TV– realidade tem de novos temas, a introdução de crianças no gênero provavelmente era inevitável. ‘O coração da sitcom norte– americana é a família norte– americana’, explicou Stephen Lambert, produtor executivo de ‘Wife Swap’. ‘A TV– realidade se encaminha para tomar o lugar de muitas sitcoms tradicionais’, continuou, sobre novo artifício da televisão para explorar e fantasiar o funcionamento das famílias.

Como quase tudo na TV, o gênero não é novo. A televisão pública rompeu a barreira da realidade em 1973, com ‘An American Family’, uma espécie de dramalhão verídico, em 12 capítulos, sobre a família Loud, de Santa Bárbara, Califórnia. Durante o seriado, o pai ficou sabendo da homossexualidade de seu filho, e a mãe decidiu pedir divórcio.

É pouco provável que as famílias dos programas de hoje conquistem a mesma notoriedade da família Loud, simplesmente porque esta se expôs antes de essa exposição tornar– se uma prática relativamente comum. Além disso, os ‘reality shows’ de hoje são mais leves, com poucas pretensões sociológicas. ‘Isto é entretenimento com apelo comercial’, disse Steven Cantor, 35, produtor de ‘Family Bonds’.

Ser escolhido para integrar o elenco de um ‘reality show’ não é tão simples quanto talvez pareça. Os produtores procuram nos astros mirins da TV– realidade as mesmas qualidades que desejam em atores: a capacidade de projetar felicidade e angústia de maneira que leve o público a reagir.

Os menores de idade que participam de ‘reality shows’ parecem totalmente despreocupados em relação à exposição da qual serão vítimas – na realidade, dizem ter gostado muito da experiência. Laura Bradley, 13, filha de Lynn, contou ter sentido prazer quando câmeras de TV invadiram sua casa em Nova Jersey por dez dias. ‘Dizem que depois de estar diante das câmeras você se vicia nessa sensação, e acho que é verdade’, disse ela. ‘Gosto de sentir a câmera ligada o tempo todo e não me importo nada em saber que as pessoas vão me ver na televisão.’

A mãe de Frankie, Flo Evangelista, foi a única pessoa da família que, num primeiro momento, relutou em participar de ‘Family Bonds’. Ela conta que cedeu porque seu marido, Tom, que trabalha com o resgate de fianças, a convenceu de que o seriado seria bom para o negócio da família. Agora, diz, já aceitou a exposição. ‘Esta é nossa vida’, disse ela. ‘A única diferença é que alguém está filmando e que irá tudo ao ar. Mas todos nós sentimos que não temos nada a esconder.’

No entanto, talvez pelo fato de ter tido seu primeiro filho no ano passado, Cantor conta que vem protegendo Frankie na medida do possível. ‘Se ele chora facilmente, não quero que as pessoas pensem que é um maricas. Se ele não tivesse aprendido a andar de bicicleta depois de chorar, não teríamos aproveitado essa cena. Se isso tivesse deixado o programa menos real, azar.’

Enquanto parentes entravam e saíam de sua casa, Frankie comentou como foi assistir à sua própria vida acontecendo em ‘Family Bonds’, que ele viu numa sessão realizada na HBO, ao lado de um público grande.

‘Achei superengraçado quando chorei na hora de aprender a andar de bicicleta’, disse ele. ‘Achei o máximo.’

Como ele se sentiu quando ouviu sua mãe falar de sexo na televisão?

‘Eu tampei os ouvidos’, afirmou Frankie.

Ele ficou com vergonha?

‘Sei lá’, respondeu o menino. ‘Meus ouvidos estavam tampados.’

Há alguma coisa que ele gostaria que não tivesse saído na televisão?

Frankie olhou para Cantor, sentado perto dele, e sorriu. ‘Espero que tudo o que você filmou acabe na TV.’’



FESTIVAL NOVELEIRO
Jornal do Brasil

‘Telenovela em festival’, copyright Jornal do Brasil, 03/10/04

‘O I Festival e Mercado de Telenovela Ibero– Americana acontecerá no Uruguai de 28 de março a 4 de abril de 2005 com a participação de especialistas de mais de 15 países. Estão sendo esperados representantes de emissoras como a RTVE, da Espanha, Rede Globo, do Brasil, Televisa, do México, e RCN, da Colômbia, entre outras. As telenovelas ocupam um terço da programação da televisão da Iberoamérica e o objetivo do festival é promover a expansão dessa indústria. As telenovelas, especialmente as de origem latino– americana, tornaram– se um gerador de divisas para a região. As produções chegaram a ganhar espaço em países como Israel, Romênia, Hungria e vários da Ásia. O encontro, que acontecerá em Punta del Este, tem apoio do ministério uruguaio de Turismo e da prefeitura do departamento de Maldonado.’



JUSTIÇA PARA MENORES
Ancelmo Gois

‘Para baixinhos’, copyright O Globo, 05/10/04

‘Nelson Jobim, presidente do STF, recebe quinta– feira agora 80 estudantes.

Vão assistir à pré– estréia do programa ‘Chico e Pipoca’, que será exibido na TV Justiça a partir do dia 12.

Será o primeiro programa de TV do país que abordará questões do Judiciário dirigido às crianças.’



BAIXA POTÊNCIA
Daniel Castro

‘Governo libera testes na av. Paulista para aumentar TVs’, copyright Folha de S. Paulo, 05/10/04

‘Quatro canais de TV de baixa potência, que só poderiam transmitir para algumas cidades da Grande São Paulo, receberam da Anatel (Agência Nacional de Telecomunicações) autorização para se instalarem na nobre e congestionada avenida Paulista, onde estão os transmissores da maioria das grandes redes.

Um dos canais, o 51, pertence ao apresentador Gugu Liberato, do SBT, e retransmite a TV Diário, de Fortaleza, com telejornais policiais e programas de forró. Sua autorização original é para operar como retransmissora em Arujá, a 38 km do centro de São Paulo. Os outros canais são o 58, de Guarulhos (a 15 km da praça da Sé), o 52, de São Lourenço da Serra (56 km), e o 57, de Juquitiba (78 km).

Instalados na Paulista, esses canais ampliaram suas coberturas não só para áreas nobres da capital mas também para boa parte das cidades da Grande São Paulo. Pagaram taxas de no máximo R$ 351 por uso de freqüência para atuar em um mercado em que uma concessão vale no mínimo R$ 20 milhões. E geraram muitas reclamações das grandes redes. A Abert (Associação Brasileira das Emissoras de Rádio e Televisão) chama a operação de ‘invasão’.

A Anatel autorizou esses canais a operarem na Paulista para ‘realizar avaliação de desempenho de filtros em canais analógicos adjacentes, com o objetivo de verificar a melhoria da qualidade das coberturas por suas estações’.

Traduzindo, os testes servirão para constatar se o canal 51, por exemplo, pode existir ao lado do 52, ambos transmitindo de um mesmo ponto, sem causar interferências um no outro. Até hoje, as regras internacionais recomendam um intervalo de pelo menos um canal entre uma emissora e outra (exceto entre os canais 4 e 5 e entre o 13 e o 14).

O resultado dos testes pode levar a um congestionamento ainda maior do espectro eletromagnético de São Paulo. Hoje, já existem 25 canais operando na cidade. Desses, cinco são originais de cidades da região metropolitana.

Segundo a Anatel, os testes poderão concluir pela viabilidade de um aumento de 15% no número de canais na cidade. Isso será importante, segundo a agência, durante a fase de transição da tecnologia analógica (a atual) para a digital. Nesse período, que pode levar até 15 anos, cada emissora terá que transmitir em um canal analógico e em um digital.

Fora do ar

As autorizações para os quatro canais operarem na avenida Paulista venceram em agosto. Todos eles já saíram do ar ou voltaram para suas cidades originais. Aguardam uma nova autorização da Anatel, para mais testes.

A primeira autorização da Anatel foi dada, diretamente aos canais, em 10 de janeiro de 2003 e valia por 90 dias. Em agosto de 2003, a Anatel deu outra autorização, por um ano, mas para a empresa RF Telecomunicações, fabricante de transmissores e filtros contra interferências. A RF é ligada a um dos quatro canais, o 57, e não nega interesse comercial em provar que canais adjacentes (o 51 e o 52, por exemplo) podem transmitir de um mesmo local. Isso aumenta o número de canais disponíveis em todo o país. E a empresa venderá mais.

As autorizações da Anatel para os quatro canais operarem na Paulista, a título de testes, gerou preocupação nas grandes redes de TV. Elas temem que os testes sirvam apenas para viabilizar a transferência definitiva desses canais para a avenida Paulista. E que outros sete canais da Grande São Paulo, na mesma situação que eles, reivindiquem também o direito de operar na capital.

A Anatel diz que isso não vai ocorrer, que os quatro canais apenas serviram de cobaias. A agência fez questão de registrar nos atos que autorizaram os testes que os canais não poderão, no futuro, reivindicar qualquer direito adquirido. Mas, para as grandes redes, isso não impede que um ou outro consiga na Justiça uma liminar que lhe dê o direito de operar na Paulista. Podem até evocar o direito do consumidor, prejudicado com a interrupção da programação após os testes.

Operar na Paulista, aliás, é o sonho de pelo menos um dos participantes dos testes. ‘São Paulo é imprescindível para qualquer rede nacional de televisão e, se não for por meio desses testes, que não têm essa específica finalidade, teremos que estar presentes nesse mercado através de uma afiliada’, afirma Gugu Liberato, que não esconde a intenção de criar uma rede. Gugu, no entanto, só possui canais retransmissores (como o 51, de Arujá), que não podem gerar programação própria (por isso retransmite a TV do Ceará).

Para montar uma rede, o apresentador precisa de uma geradora. Há dois anos, ele luta na Justiça para reverter a anulação de uma concessão que comprou no Mato Grosso. A partir dessa concessão, ele poderá formar uma rede com os canais retransmissores que possui. Levar o 51, de Arujá, para São Paulo, o maior mercado do país, é fundamental.

As grandes redes também questionam a qualidade dos testes. A Globo enviou à RF uma carta em que, em outras palavras, afirmava que os testes não são sérios.

Para as redes, os filtros da RF teriam que primeiro ser testados em laboratórios. Mas, nesse caso, as medições de laboratório foram feitas com os canais em plena avenida Paulista. Questiona– se também o fato de, durante os testes, os canais terem transmitido programações comerciais, e não barras de cores. Afirma– se ainda que não há mais espaço para novos canais em São Paulo, e que os canais digitais já estão reservados.

Para a Abert, os testes na Paulista são uma ‘alteração de foco’. ‘A invasão do espectro dificulta a migração da tecnologia analógica para a digital’, diz José Inácio Pizani, presidente da Abert. ‘A partir do momento em que se desenvolvem discussões sobre filtros e outras coisas, tira– se o foco principal que é o direito do telespectador receber TV digital de alta definição’, completa.

Canais

Além dos quatro canais (o 51, 52, 57 e 58), participaram dos testes o 59, de Cotia, que já tem autorização para operar na Paulista, sob o pretexto de que na avenida consegue melhorar a cobertura em sua cidade de origem.

O canal 59 está em nome da Associação Cotia de Comunicação e retransmite a programação da católica carismática TV Século 21.

O canal 57, que participa dos testes na Paulista, também tem programação religiosa. Ele retransmite a RIT (Rede Internacional de Televisão), do missionário RR Soares, líder da evangélica Igreja Internacional da Graça.

O canal está registrado em nome do Instituto Jeison da Criança. A entidade é dirigida pela mulher de um dos sócios da RF.

O canal 52 está em nome da Sociedade Educacional TV São Lourenço. A entidade é controlada por Paulo de Abreu, dono da Rede CBS. A TV CBS, marca do canal 52, estampa em seu site que tem ‘torre de transmissão na avenida Paulista’. Uma das torres usadas no teste é de Abreu.

Abreu controla diretamente dez emissoras de rádio em São Paulo. É conhecido nas FMs pela capacidade de comprar emissoras quebradas nos arredores de São Paulo e trazê– las para a capital.

O canal 58, de Guarulhos, pertence à Fundação Ernesto Benedito de Camargo, da mesma família dona das rádios 89 FM e Nativa.

***

‘Canais não vão mudar para SP, diz a Anatel’, copyright Folha de S. Paulo, 05/10/04

‘Superintendente de Serviços de Comunicação de Massa da Anatel, Ara Apkar Minassian afirma que os testes na avenida Paulista não servirão para justificar a migração definitiva de outorgas de cidades da Grande SP para a capital. ‘Não estamos fazendo testes para viabilizar esses canais. Os testes visam a melhoria do espectro e a migração para a TV digital’, diz. ‘Quando acabarem os testes, esses canais têm de voltar para seus lugares.’

Minassian salienta ainda que não compete à Anatel a autorização definitiva para um canal mudar de cidade. Essa competência é do Ministério das Comunicações.

Segundo o superintendente, os testes de filtro serão úteis durante a transição da TV analógica para a digital. Nesse período, numa cidade como São Paulo, praticamente todo o espectro (que vai do canal 2 ao 59) será usado. Não haverá intervalos entre canais. Canais digitais ficarão ao lado de analógicos. Os filtros que estão sendo testados, segundo a Anatel, permitirão, por exemplo, que o canal 7 (analógico) opere ao lado de um digital, o 8, sem interferências.

Minassian diz que há necessidade de viabilizar mais canais em cidades como São Paulo, onde não há canais digitais para todas as emissoras analógicas.

Ele afirma que os eventuais novos canais serão usados para transmissões digitais.

O superintendente afirma que os testes capitaneados pela Anatel são sérios. A empresa contratou o renomado CPqD, laboratório que participou das análises de padrões de TV digital patrocinadas pelas grandes redes.

Minassian diz que os canais 51, 52, 57, 58 e 59 foram usados para os testes porque estavam se instalando e são seqüenciais. A RF entrou no processo porque se prontificou a tal. ‘Foram os canais que pediram para fazer os testes. Nós entramos de carona’, afirma.

O superintendente diz ainda que o processo é ‘transparente’. Até o final do ano, os resultados dos testes serão divulgados em uma consulta pública. Só depois será dada nova autorização para testes de campo.

Jakson Sosa, diretor executivo do grupo RF, diz que não é detentora da patente da tecnologia dos filtros que está testando. ‘É um produto aberto, à disposição de qualquer fabricante’, diz. Mas admite privilégio: ‘Quem sai na frente obviamente terá vantagem no mercado’, afirma.

A RF, que faturou R$ 12 milhões em 2003 e prevê atingir R$ 17 milhões neste ano, diz que investiu quase R$ 3 milhões nos testes.

Segundo Sosa, os resultados dos testes são animadores. ‘O sistema digital não funcionará se não for resolvido o problema da interferência entre canais.’ Sosa e Minassian contestam as afirmações de que o correto, tecnicamente, seria os canais em teste transmitirem barras de cores, e não programação comercial.’

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