Terça-feira, 18 de Setembro de 2018
ISSN 1519-7670 - Ano 19 - nº1004
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ENTRE ASPAS > CLAIR NA BAND

Keila Jimenez

19/07/2005 na edição 338

‘A Band está correndo atrás de um grande trunfo das telenovelas para reativar para valer a sua produção de folhetins: obras de Janete Clair. A emissora já iniciou a negociação com os produtores Márcio Tavolari e Luque Daltrozo para aquisição de algum título da novelista para realizar um remake.

Explicando: Daltrozo e Tavolari compraram os direitos das obras de Janete Clair que não ficaram com Dias Gomes, que foi casado com a dramaturga.

Gomes, que era contratado da Globo, ficou com boa parte dos direitos das obras de Janete Clair. Após a morte dele, em 1999, essa herança foi comprada pela Globo.

Entre as obras que estão nas mãos da Globo há sucessos como Selva de Pedra, Pai Herói, Pecado Capital e Irmãos Coragem.

Entre os textos que a Band está negociando há muitas peças de teatro e novelas de rádio de Janete.

As negociações, que estão apenas começando, fazem parte dos planos do diretor Herval Rossano, recém-contratado pela Band para coordenar o núcleo de dramaturgia da rede.

Herval, que negocia uma trama com Ana Maria Moretzsohn, convidou recentemente Del Rangel, ex-Record, para integrar sua equipe.

Outra vontade do diretor é produzir, a partir de outubro, um programa no estilo do extinto Brava Gente, da Globo – bons enredos produzidos para um único episódio – para exibir mensalmente na Bandeirantes.

A direção da Band ainda não bateu o martelo com nenhum desses projetos.’



BAND CALIENTE
Laura Mattos

‘Band deve pôr novela picante após evangélico’, copyright Folha de S. Paulo, 17/7/05

‘Cenas ‘calientes’ poderão ir ao ar logo após o ‘Show da Fé’, com o missionário R.R. Soares, na Band. A rede prepara para 2005 reformulação na programação, com estréia de novela noturna.

Herval Rossano, diretor de teledramaturgia, encomendou a Ana Maria Moretzsohn (ex-Globo) a adaptação do romance ‘Amor de Perdição’, de Camilo Castelo Branco. A autora deverá modificar o original. O final, por exemplo, não teria a morte trágica do casal romântico, no mar. A Band cogita a transmissão da novela às 22h, após o programa evangélico e no lugar do ‘Boa Noite Brasil’.

Nesse horário -impróprio para menores de 16 anos- terá liberdade para cenas mais ousadas.

Moretzsohn, que até quinta-feira ainda não havia assinado contrato por falta de um acerto financeiro, prefere não dar entrevistas.

A escolha de ‘Amor de Perdição’ foi de Rossano, não dela, que havia entregue ao diretor quatro sinopses de sua autoria. A autora poderá utilizar personagens de outros romances do escritor.

Apesar da vontade do departamento artístico de tirar o evangélico do horário nobre, ele tem contrato com a Band até 2007.’



TROCA-TROCA NA TV
Simone Mousse

‘E começa a temporada do troca-troca’, copyright O Globo, 17/7/05

‘Depois de cinco anos sem mudanças, o ‘Note e anote’, da Rede Record, terá outro dono a partir de setembro. É que Claudete Troiano está trocando de emissora: vai para a Rede Bandeirantes. O contrato da apresentadora vai até 31 de agosto, mas ela já não dá mais expediente na Rede Record. Claudete deixou alguns programas gravados e outros serão reprisados neste meio tempo. Ela ainda não acertou com a direção da Band qual horário ocupará na grade, mas especula-se que não será durante as manhãs.

Para seu lugar, a Record trabalha, por enquanto, com duas possibilidades: Ana Hickman, a mais cotada, e Clodovil. A modelo, que faz parte do ‘Tudo a ver’, está há quase um ano esperando a oportunidade de comandar um programa só seu.

Enquanto não decide o que fazer com as manhãs, a Record começa a investir nos seus domingos. Finalmente Eliana estreará sua atração, ‘Tudo é possível’, no dia 7 de agosto. A loura entrará na briga pela audiência e disputará o ibope com a primeira parte do ‘Domingão do Faustão’, das 14h às 15h45m.

— Será um programa com quadros de variedades, musicais e entrevistas para animar as tardes de domingo. A idéia é entreter toda a família — aposta Eliana.’



CELULAR NA TV
Antonio Brasil

‘Terror, TV e telejornais em celulares’, copyright Comunique-se (www.comuniquese.com.br), 17/7/05

‘Essa foi uma semana de muitas notícias espetaculares no Brasil e no mundo. Além dos nossos famigerados mensalões, das malas repletas de dinheiro e de cuecas recheadas de dólares, pasmem, a grande notícia internacional gerou em torno dos atentados em Londres. Tanto os terroristas como os jornalistas estão descobrindo o verdadeiro poder das novas tecnologias como os celulares para explodir ou para mostrar a realidade. Nesse contexto de um mundo de cabeça para baixo, também surge uma nova ferramenta poderosa para a cobertura jornalística e para o registro da história.

Após a revolução das poderosas e onipresentes câmeras de vídeo que nos garantiram imagens extraordinárias das torres do World Trade Center, dessa vez, as câmeras a bordo dos telefones celulares mostraram as imagens dos ‘subterrâneos’ do terror. Telefones celulares com câmeras de vídeo se tornam videofones populares. Enviar imagens ao vivo de qualquer lugar do planeta a baixo custo era o sonho de todo correspondente internacional. O futuro chegou e nos reserva grandes surpresas.

Jornalistas amadores

A velha BBC, sempre a velha BBC, criou uma página especial (ver aqui) para reunir todos os detalhes testemunhados por esses ‘jornalistas’ amadores. Aqui entre nós, sempre considerei muito injusto identificar os produtores dessas imagens como ‘cinegrafistas amadores’. Pode ser. Mas também podemos considerá-los um novo público – um híbrido de telespectador, internauta ou leitor de notícias cada vez mais participante e interativo. Hoje, os papéis se confundem e se complementam. Surge um jornalismo ao alcance de todos produzindo jornalistas amadores e competentes. Talvez devêssemos considerar o poder das novas tecnologias de não só mostrar um mundo de cabeça para baixo, mas também o seu potencial de quebrar paradigmas e preconceitos. Com uma câmera acoplada ao celular, o público garante o registro e a transmissão ao vivo da história. A cada dia, perdemos a exclusividade de testemunhar os fatos. Mas ainda cabe aos jornalistas se prepararem ainda mais e melhor para interpretarem e contextualizarem os fatos.

No entanto, a nova geração de celulares não se limita a serem meras ferramentas de registro da realidade a nossa volta. Também estamos assistindo ao surgimento de um novo e poderoso meio de comunicação: a televisão ‘radinho de pilha’ ou a TV em celulares.

Apesar de desprezada pelos donos da TV digital brasileira, a portabilidade da nova TV promete uma revolução no meio. Em vez de buscarmos a TV para conferirmos a realidade, a TV nos acompanha sempre. Celulares com câmeras e recepção de TV são vias de mão dupla. Registram os fatos e nos mostram o mundo.

E ninguém parece se importar com o tamanho ou a qualidade da imagem nos minúsculos celulares. Quando o assunto é urgente ou explosivo, nossos olhos querem sempre participar e interagir. Precisamos de imagens instantâneas para aceitarmos o nosso próprio assombro. Em um mundo em aceleração, temos que criar nossas redes de comunicação, temos que tomar decisões nem sempre certas, mas certamente urgentes. Queremos ver para crer ou descrer. Não aceitamos mais os limites da sugestão e os das palavras para explicar o que talvez seja simplesmente ‘inexplicável’. De uma forma otimista, temos que ver para evitar os erros do passado e cometer somente erros novos.

Telejornais em celulares

Mas como serão os novos telejornais produzidos para uma TV digital que também pode ser assistida em telefones celulares? Para responder a essas perguntas, a equipe da rede americana CBS está trabalhando na reformulação geral do seu departamento de telejornalismo e na produção de seus telejornais. Assim como os terroristas ou os jornalistas amadores, eles também prometem virar os telejornais de cabeça para baixo. Após o escândalo do Rathergate que garantiu a demissão do mais antigo e respeitado âncora da TV americana e na lanterninha da audiência, a CBS não tinha mesmo alternativa. Crise é ‘oportunidade’ para mudanças drásticas e perigosas. Essas mudanças podem ser para melhor ou mesmo para pior. Mas jamais podem ser como na política brasileira: para ficar tudo sempre do mesmo jeito.

Nos próximos meses, a equipe da CBS quer recriar a forma de contar as notícias pela TV. Em seus laboratórios, jovens e não tão jovens jornalistas e produtores experimentam novas linguagens e narrativas para salvar os velhos telejornais de uma decadência constante e perigosa. A idéia básica e aprofundar a convergência dos meios e, quem diria, valorizar a participação do público. A CBS demonstra que aprendeu com seus erros. Menosprezou o poder dos jornalistas amadores e suas armas poderosas para mostrar a realidade e a verdade.’

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