Segunda-feira, 10 de Dezembro de 2018
ISSN 1519-7670 - Ano 19 - nº1016
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ENTRE ASPAS >

Keila Jimenez

27/07/2005 na edição 339


‘Correria. Esse é o clima de trabalho da produção da atração que irá substituir o Note & Anote, da Record: Assim é Melhor (nome provisório), programa de variedades que terá uma inusitada parceira no comando, Ana Hickmann e Marcelo Rezende. Com estréia prevista para 8 de agosto, Assim é Melhor terá formato parecido com o da extinta TV Mulher, da Globo.


O programa, que irá ao ar das 9h15 às 11h45, vai misturar jornalismo, serviços, culinária, moda e histórias reais. Eduardo Guedes, o marido de Eliana, que já tem uma coluna gastronômica no Tudo a Ver, também terá um espaço especial na atração. Alguns dos quadros do programa serão apresentados por ele.


Para assumir a nova missão, Ana Hickmann terá de deixar o seu quadro sobre dicas de moda e beleza no Tudo a Ver. A mais cotada para assumir o seu posto – que já foi vista negociando na emissora – é Isabella Fiorentino.


Hickmann e Rezende já estão gravando pilotos da atração, que virou motivo de piadinhas nos bastidores da emissora. Muito antes de o programa ter seu nome definido, funcionários da emissora já batizaram a atração com dois títulos: A Bela e a Fera e Nada a Ver, em alusão ao Tudo a Ver, de Paulo Henrique Amorim.


Claudete Troiano, que está saindo para a Band, fica no comando do Note & Anote até o dia 31.Na semana que antecede a estréia do Assim é Melhor irão ao ar edições gravadas do Note & Anote.’



Folha de S. Paulo


‘Marcelo Rezende pede demissão da rede Record’, copyright Folha de S. Paulo, 27/07/05


‘O ex-apresentador do ‘Cidade Alerta’ Marcelo Rezende pediu demissão ontem da Record. Ele iria apresentar o ‘Assim É Melhor’, ao lado de Ana Hickman, com estréia prevista para o dia 8. Espécie de ‘TV Mulher’, o programa teria desagradado ao repórter. Em nota oficial, a Record afirmou que ‘exigirá judicialmente o pagamento da multa’ por rescisão de contrato.’



TELESUR


O Estado de S. Paulo


‘Telesur é alternativa à CNN ‘, copyright O Estado de S. Paulo, 27/07/05


‘Ainda restrita a parabólicas por aqui, a transmissão da Telesur – ou TV Sul, em referência à América do Sul – surge como o primeiro olhar latino-americano em rede entre os países que não dizem respeito à América do Norte. Com sede em Caracas, na Venezuela, o novo canal é uma iniciativa do presidente Hugo Chávez financiada pelos governos da Venezuela, da Argentina, do Uruguai e de Cuba, contando com correspondentes nesses quatro países e também no Brasil, na Colômbia, no México e nos Estados Unidos.


Embora endosse moralmente a iniciativa, o governo brasileiro não participa da sociedade porque tem um projeto similar, a TV Brasil, canal público internacional previsto para entrar no ar ainda este ano. Tanto na futura TV Brasil como na Telesur, o objetivo é o mesmo: contar com uma reflexão própria sobre a América do Sul, e não mais depender do olhar estrangeiro dos canais CNN como referência única no noticiário televisivo dessas regiões. Uma das queixas do diretor-geral da Telesur é que os latino-americanos, só aparecem como notícia para os canais das grandes corporações quando há algum desastre.


No Brasil, as TVs comunitárias de Brasília, Porto Alegre, Florianópolis, Rio e Recife vão atuar como parceiras da Telesur, na defesa pela democratização da comunicação. Além das parabólicas, a TV comunitária de Brasília e a TV Educativa do Paraná são opções para o brasileiro sintonizar a Telesur, que também pode ser acessada pelo site www.pr.gov.br/rtve.


A Telesur (www.telesurtv.net) se auto-denomina a ‘All Jazeera da América do Sul’ justamente por tentar captar uma versão que não é a da CNN ou a da Fox, por exemplo. Mas, convém lembrar: a primeira é privada, ao contrário do novo canal, que evidentemente se ocupará de conflitos e interesses totalmente distintos daqueles focados pela TV árabe.’



O Globo


‘EUA promete reagir a ‘CNN da América Latina’’, copyright O Globo, 27/07/05


‘O governo dos Estados Unidos reagirá a reportagens da rede de TV Telesur que considerar antiamericanas. A Câmara dos Representantes dos EUA aprovou a medida semana passada, antes mesmo que a emissora, comandada pela Venezuela, entrasse no ar, o que ocorreu apenas no domingo.


– Seria uma reação diante da apresentação de mensagens com estilo antiamericano na Telesur. Se o comentário feito na Telesur não for antiamericano, não haverá necessidade de uma reação – disse ontem o embaixador dos Estados Unidos na Venezuela, William Brownfield.


Ele, no entanto, negou que Washington esteja pensando em ‘violar o espaço radioelétrico’ da Venezuela. Porém, não deu maiores informações sobre qual seria a reação americana.


O canal tem 160 funcionários e pretende ser uma espécie de CNN da América Latina. Os donos são os governo de Venezuela (51%), Argentina (20%), Cuba (19%) e Uruguai (10%).


– Lançamos a Telesur com a clara intenção de interromper a ordem midiática internacional, contra o imperialismo cultural – disse o ministro das Comunicações da Venezuela, Andrés Izarra, integrante da executiva do canal. – Não se pode entender (o canal) como uma iniciativa contra o povo dos EUA, como alguns interpretaram.


O canal está sendo transmitido, por cabo, para os quatro países que participam da sociedade, mas pretende chegar a grande parte do planeta. Por enquanto são quatro horas diárias de transmissão.’



NOVELAS / IBOPE


Laura Mattos


‘Novela tem 2 bilhões de espectadores’, copyright Folha de S. Paulo, 26/07/05


‘Telenovela não é só paixão de brasileiro ou latino-americano. São 2 bilhões de telespectadores ao redor do mundo para cerca de 500 folhetins produzidos por ano.


Os dados serão apresentados em Cannes (França), no Telenovela Screenings, evento paralelo ao Mipcom (Mercado Internacional de Comercialização de Programas de TV, de 17 a 21/10), segundo o site Tela Viva News.


Haverá apresentação de novelas das principais produtoras do planeta, entre eles a brasileira Globo, a espanhola Tepuy, as venezuelanas Venevisión e RCTV, as mexicanas Azteca e Televisa, as argentinas Telefe e Artear e as colombianas Caracol e RCN.


A Globo afirmou à Folha que levará seis títulos, número máximo permitido pelo festival. A direção da rede escolherá entre oito: ‘Celebridade’, ‘Chocolate com Pimenta’, ‘Senhora do Destino’, ‘Da Cor do Pecado’, ‘Sabor da Paixão’, ‘Coração de Estudante’, ‘Cabocla’ e ‘Começar de Novo’.


Essa é a primeira vez que o Mipcom cria um festival exclusivo para telenovelas, o que demonstra crescimento do mercado mundial. De acordo com a organização do evento, essa indústria movimenta por ano mais de US$ 130 milhões na Europa, EUA e Asia.


O Telenovela Screenings debaterá ainda as oportunidades de ‘cross media’, ou seja, a migração de folhetins para internet e celular, e o faturamento com merchandising e licenciamento.’



REALITY SHOW


Folha de S. Paulo


‘‘Projeto 48’ mostra seu terceiro curta’, copyright Folha de S. Paulo, 26/07/05


‘‘O Mendigo, o Vigia e a Rosa’, terceiro curta-metragem resultante da versão brasileira do ‘reality show’ ‘Projeto 48’, estréia amanhã na TV e é um bom exemplo para a discussão sobre a transitoriedade ou permanência de um produto cinematográfico (o curta) dentro de um dos mais utilizados formatos televisivos (o ‘reality show’).


Apresentado pela atriz Maria Luisa Mendonça (‘Jogo Subterrâneo’), que participou da pré-produção, o título passa pela mesma frenética corrida contra o tempo dos outros dois curtas já realizados, ‘A Promoção’, dirigido por Kate Farster, e ‘Madame Jeannette em: ‘A Festa’, da ZL Filmes. Afinal, o projeto tem de ser finalizado nas 48 horas do título do programa. O making of da produção, também exibido no canal, faz questão de frisar tal aperto.


A equipe que conduz ‘O Mendigo…’, Marcelo Binaghi, Marcos Faria e Luis Scarabel Junior, da produtora Nanook, elabora inicialmente uma comédia em seu roteiro, mas, frente às restrições de tempo, acaba transformando o projeto em suspense, porém com traços de romance e também de humor. A história parte da relação de um morador de rua com o zelador de um cemitério.


As reações estressadas da equipe frente à proximidade do prazo final não devem faltar. A direção geral é de Ariel Guntern.


A discussão sobre se o curta pode ter qualidade frente às restritas 48 horas de sua execução fica com o público e o meio cinematográfico, já que os realizadores dos curtas de ‘Projeto 48’ devem inscrever os títulos em eventos tradicionais do formato, como o Festival Internacional de Curtas-Metragens de São Paulo e a Mostra do Audiovisual Paulista.’


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