Domingo, 17 de Dezembro de 2017
ISSN 1519-7670 - Ano 19 - nº970

ENTRE ASPAS > 24 HORAS

Luciana Coelho

08/03/2005 na edição 319

‘Pobre Jack Bauer. Nem um novo emprego em Washington, uma namorada companheira e léguas de distância de sua insuportável filha Kim são suficientes para lhe garantir uma vida normal. Pela quarta vez, amanhã, o cronômetro amarelo começará a rodar implacavelmente. Jack terá mais um longo dia pela frente.

Longo e polêmico. Quando a fórmula de ‘24 Horas’ parecia gasta, os produtores Joel Surnow e Robert Cochran subiram um degrau e fizeram da melhor série de ação dos últimos tempos um bem-sucedido espaço de discussão política. E haja dedo na ferida.

Logo no primeiro episódio, somos apresentados à família Araz. Pai, mãe e filho adolescente. Terroristas. Muçulmanos. Vivendo nos EUA. Tranqüilamente.

Tamanho foi o ranger de dentes que sobrou para Kiefer Sutherland, que encarna Bauer, ler, antes de um episódio, um comunicado da Fox, que exibe a série, dizendo que ‘a comunidade americana islâmica estava do lado dos EUA ao denunciar e resistir a toda forma de terror’. Desnecessário, nesse caso, pois não se trata da visão maniqueísta adotada pelo cinema ultimamente. Na série, nem todo muçulmano é mau, e nem todo o mal tem explicação rasa.

A família Araz tem aliados entre os compatriotas de George W. Bush, e sua introdução na trama não só põe em xeque o ‘tapar-o-sol-com-a-peneira’ da maior parte da comunidade islâmica como também a fragilidade da política de segurança dos EUA.

A crítica é de mão dupla, e a série não se intimida em retratar sem um pingo de simpatia o secretário da Defesa ou em mostrar que o principal front contra o terror não é o Iraque, mas os EUA.

Só que tamanho realismo assustou. Vários grupos árabes-americanos se disseram ofendidos.

‘Parece o que aconteceu com os primeiros programas sobre os negros, quando a comunidade reclamou de ser retratada negativamente’, diz Dan Georgakas, especialista em abordagem do terrorismo pela mídia que leciona na Universidade de Nova York. ‘A comunidade árabe ainda está nessa armadilha: você só pode ter imagens positivas, qualquer imagem negativa, mesmo que faça parte da história, é vista como insulto’, diz, acrescentando que, para evitar a discriminação, falta aos muçulmanos dos EUA uma plataforma clara sobre o tema.

Em entrevista ao ‘New York Times’, Surnow disse que seguiria em frente com um único arrependimento: não ter abordado o tema antes. ‘É o terrorismo islâmico que tememos. É contra ele que lutamos. Vamos lidar com isso.’

Para quem quiser observar a mudança de tom, a Fox exibe hoje, a partir das 21h, a terceira temporada da série. Depois, resta aos fãs sintonizar o canal amanhã, às 21h, e respirar fundo. Jack Bauer não está para brincadeira.’

***

‘Interior da ilha é criação em estúdio’, copyright Folha de S. Paulo, 6/03/05

‘Se a beleza da água do mar e a areia têm a assinatura da natureza em ‘Lost’, tudo o que acontece da areia para o interior da ilha é visualmente concebido pelo diretor de arte Carlos Barbosa, colombiano baseado em Los Angeles.

Ele é nome forte no desenho e produção de cenários para comerciais top americanos e, de uns anos para cá, de seriados top.

É de responsabilidade dele, por exemplo, boa parte dos muquifos onde Jack Bauer se mete para perseguir terroristas em ‘24 Horas’ ou os becos onde são selecionados crimes em ‘CSI: Miami’.

Por e-mail, enquanto concebe o piloto (teste) da ficção científica ‘Threshold’, Carlos Barbosa falou sobre ‘Lost’. (LR)

Folha – Como se envolveu com ‘Lost’?

Carlos Barbosa – Foi um convite do produtor Jean Higgins, com quem estabeleci uma parceria desde que trabalhamos em ‘CSI: Miami’. Ele disse que tinha um trabalho intrigante, e depois vi que não era brincadeira. Achei a idéia atraente porque era uma chance de morar no Havaí.

Folha – Como foi montar aquela praia com destroços de avião?

Barbosa – Esse foi o primeiro passo e o mais fácil. Gastamos dois aviões reais. Mas o desafio maior foi criar um cenário gigante em estúdio de modo que pudéssemos controlar todos os elementos e estarmos protegidos da chuva e das condições climáticas desfavoráveis. A cachoeira com um lago está num estúdio em Honolulu.

Folha – O que ‘Lost’ representa na atual onda de seriados?

Barbosa – O surgimento de ‘Lost’, neste período de invasão de ‘reality shows’, é perfeito, porque a audiência está ansiosa por algo a mais. ‘Lost’ caminha na linha entre o ‘reality’ e o surreal. A série pega a imprevisibilidade acelerada de ‘24 Horas’ e junta aos enigmas de ‘Arquivo X’.

Folha – E como foi ‘24 Horas’?

Barbosa – ‘24 Horas’ botou todos os holofotes em mim. Procurei criar uma ambientação que provocasse uma falsa impressão de segurança. Havia todos aqueles muros e paredes, mas de algum modo sem transparentes, permitindo que ‘observadores’ pudessem olhar por todo lugar.’



Marcos Guterman

‘Democracia é vilã para os heróis de ‘24 Horas’ e ‘West Wing’’, copyright Folha de S. Paulo, 6/03/05

‘O sistema de sustentação da democracia é provavelmente o ponto da estrutura dos EUA do qual os americanos mais se orgulham, pelo menos da boca para fora. No limite, esse mesmo sistema, quando se torna empecilho para que uma certa ‘justiça’ prevaleça, passa a ser objeto do mais profundo desprezo. Essa é a mensagem clara de ‘West Wing’ e ‘24 Horas’, os principais seriados políticos dos últimos anos nos EUA.

Ambas as produções enfatizam o poder e também suas limitações, que só podem ser superadas ou por meio da negociação, ou, quando isso parece impossível, por meio da ‘quebra de protocolo’. Ignorar as regras do sistema é, de certo modo, colocar-se acima dele, o que é imoral em princípio, mesmo que a desculpa seja boa.

Mas, como Maquiavel escreveu no clássico ‘O Príncipe’ (1513), poder e sua manutenção nada têm a ver com moral, mas com interesse de Estado, e isso não é essencialmente ruim. Governar tendo em vista somente as rígidas regras morais pode ser tão pernicioso quanto ignorá-las totalmente -basta ver os exemplos do austríaco Ferdinando 2º, que fragilizou o Sacro Império Romano Germânico no século 17 porque trocou a estratégia política pelo absolutismo católico, e George W. Bush, filho dileto da extrema direita religiosa americana, para quem a diplomacia é uma entediante perda de tempo.

Em ‘West Wing’, no entanto, o presidente americano, Josiah Bartlet, age como se tivesse lido Maquiavel de ponta-cabeça. Em um dos episódios, ele manda destruir Damasco porque os sírios derrubaram um avião americano que levava um amigo seu para a Jordânia. Seus assessores militares o advertem de que esse não é o procedimento correto -de acordo com os manuais da administração, a resposta tem de ser proporcional, isto é, para um avião derrubado, um radar destruído. Bartlet reluta em aceitar o manual e ordena um plano de ataque mais abrangente. Novamente alertado pelos assessores de que uma ação desse tipo mataria muitos civis e provavelmente feriria o frágil equilíbrio diplomático regional, Bartlet finalmente aceita o que manda a regra, mas fica evidentemente contrariado.

Resumo da ópera: prevalece o interesse de Estado em detrimento do desejo de vingança pessoal do sujeito que detém o poder, conforme Maquiavel pensou em seu projeto republicano. Mas o episódio provoca deliberadamente a impressão de que quem está certo é Bartlet e de que é preciso alterar o sistema de decisões, para que ‘injustiças’ como a cometida pelos sírios não fiquem impunes, pelo menos na aparência.

Batman

Jack Bauer, diferentemente de Bartlet, não espera que lhe digam o que fazer segundo o que manda o protocolo.

O astro de ‘24 Horas’ é a essência da quebra das regras, uma espécie de vingador moralmente motivado, cuja missão nem de longe pode se dar ao luxo de respeitar os limites impostos pelas instituições democráticas nucleares da vida americana. A exemplo de outros de sua espécie ao longo da história da ficção heróica dos EUA, como Batman, Bauer é um contraventor consciente, disposto a ir até o fim para cumprir sua tarefa, superior a qualquer outra consideração política.

Em sua jornada, Bauer conta com a ajuda de outros funcionários públicos que igualmente descrêem do sistema, e este acaba se tornando, afinal, o próprio vilão a ser combatido.

A ficção, assim, justifica o esfarelamento das bases institucionais do país, com óbvio prejuízo para a democracia, conforme previsto por Montesquieu em ‘O Espírito das Leis’ (1748): ‘Corrompe-se o espírito da democracia não somente quando se perde o espírito de igualdade, mas ainda quando se quer levar o espírito da igualdade ao extremo, procurando cada um ser igual àquele que escolheu para comandá-lo’.

Quando Bauer julga estar acima de seus superiores, ou quando Bartlet se enfurece porque seu poder é limitado por normas aceitas pelo conjunto da sociedade que o elegeu, questionam-se, essencialmente, as restrições impostas pelo regime democrático, tão festejado pelos americanos.

Na primeira temporada de ‘24 Horas’, por exemplo, o senador e candidato a presidente David Palmer, ameaçado de morte, usa sua influência de favorito à Casa Branca para forçar o governo a ajudar Bauer enquanto o agente atropela os obstáculos ‘oficiais’ que são colocados em seu caminho. Na segunda temporada, isso nem é mais necessário -afinal, Palmer já é o presidente, e Bauer, o chefe do contraterrorismo.

Assim como em ‘West Wing’, resta a sensação de que heroísmo e respeito institucional são coisas incompatíveis. A certa altura, o próprio Palmer faz a incômoda pergunta: ‘Você acredita no sistema?’. Para Bauer, Bartlet, Palmer e tantos outros, a resposta é óbvia: sim, desde que não me atrapalhe enquanto eu estiver tentando salvar o mundo de si mesmo.’



TV GLOBO
Daniel Castro

‘Globo tenta tirar breguice da ‘nova’ Xuxa’, copyright Folha de S. Paulo, 4/03/05

‘Adeus botinhas até o joelho, roupas bufantes douradas e cenários multicoloridos com castelos. A Xuxa Meneghel que volta ao ar na Globo em 4 de abril, à frente do ‘Estação X’, será uma apresentadora que se veste como uma mulher rica de pouco mais de 40 anos _e não como uma criança.

Escalado para implantar o programa de Xuxa, o diretor de novelas Jorge Fernando decidiu renovar o figurino e o cenário que acompanha a apresentadora. Com os cabelos curtos, Xuxa agora vai usar roupas que ela vestiria para sair na rua, segundo a Globo.

Desenhado por Lia Renha, o cenário será ‘clean’, com poucas cores e muitos sobretons. Visto de cima, o palco lembra uma ameba. O cenário, sobre o qual serão aplicadas computações gráficas e imagens virtuais, é em 360º.

Xuxa chegará em uma nave espacial virtual para colocar uma TV no ar. Rodeada de crianças, irá apresentar quadros para diferentes idades (até 13 anos) e desenhos da Disney (‘Rei Leão’, ‘A Pequena Sereia’ e ‘Timão e Pumba’, já exibidos pelo SBT).

Entre os quadros, há um telejornal e um ‘game’ disputado por colégios. A bruxa Keka terá um ‘talk show’ e Tchu-Tchu-Cão fará uma novela. Cada edição terá um tema (bichos, por exemplo).

Com a missão de resgatar a liderança da Globo na faixa infantil, ‘Estação X’ tem 50 pessoas na produção, que é do tamanho das de novelas, e quatro diretores.

OUTRO CANAL

Blog Apesar das reclamações, o canal Telecine não vai fazer mudanças na sessão ‘Cyber Movie’, para adolescentes, que traz legendas com a linguagem usada na internet (cara, por exemplo, vira ‘kra’). Telespectadores protestaram contra o atropelo do português. Mas, segundo o canal, muita gente também elogiou.

Reviravolta Diretor de programação e artístico da Record, Hélio Vargas conseguiu contornar a crise e diz que manteve Herval Rossano na emissora. Rossano, que ameaçou deixar a Record, irá comandar a novela que Lauro Cesar Muniz escreverá para a nova faixa, das 21h, que estréia em agosto.

Vaga ‘Essas Mulheres’, novela que substituirá ‘Isaura’, terá a direção-geral de Flávio Colatrello, ex-Globo. A produção seria inicialmente comandada por Herval Rossano. Seu afastamento da missão causou a crise que quase o tirou da Record.

No ponto Está pronto o formato do novo programa, de variedades, que Eliana apresentará na Record. O produto será hoje submetido à aprovação da cúpula da emissora.

Retorno Jorge Kajuru estréia segunda o ‘talk show’ ‘Kajuru Liberado’ na TV Alphaville, operadora de TV paga de Barueri (Grande SP), da qual Silvio Santos é sócio. A primeira entrevistada será Hebe Camargo _e não Clodovil, como queria a operadora.’

***

‘Governo livra Globo e mantém ‘Laços’ livre’, copyright Folha de S. Paulo, 2/03/05

‘O Ministério da Justiça, em despacho publicado ontem no ‘Diário Oficial’, rejeitou recomendação do Ministério Público Federal para que fosse cancelada portaria, de 2003, que reclassificou ‘Laços de Família’ para o horário livre.

José Eduardo Elias Romão, diretor do departamento de classificação indicativa do ministério, recusou o pedido com a justificativa de que o ato seria ‘administrativamente inviável’, ‘ante a iminência da exibição em horário livre da novela ‘Laços de Família’.

Anteontem, a Globo passou a reprisar a novela na sessão ‘Vale a Pena Ver de Novo’, às 14h30. ‘Laços’ é uma tentativa da Globo de recuperar a audiência da sessão. A novela deu 20 pontos, contra 13 do SBT, mas, durante 55 minutos, venceu ‘A Usurpadora’ por apenas quatro pontos (19 a 15).

O Ministério da Justiça acatou parcialmente a recomendação. Decidiu que irá reavaliar todas os programas reclassificados desde 2000 _menos ‘Laços’. Isso afeta ‘Porto dos Milagres’ e ‘O Clone’, que estão na fila do ‘Vale a Pena’.

A reclassificação não será mais feita a partir de sinopse, mas ‘por meio da análise do material contendo os respectivos episódios’, ‘da obra completa’ reeditada.

Decisão da Justiça do Rio proíbe a exibição de ‘Laços’ antes das 21h, mas a Globo entende que a sentença perdeu validade porque a emissora fez, em fevereiro, acordo com o Ministério Público Estadual do Rio, autor da ação.

OUTRO CANAL

Mágica 1 ‘Beija Sapo’, o novo programa que Daniella Cicarelli grava nesta semana e que a MTV estréia no dia 9, é um namoro na TV com referências aos contos de fadas _e, para os maldosos, à própria apresentadora e seu marido, o jogador Ronaldo.

Mágica 2 Na atração, três rapazes são os ‘sapos’. Uma moça, com os olhos vendados, é a ‘princesa’. Depois de muita conversa, ela terá que escolher um dos três e, obrigatoriamente, beijá-lo na boca. O eleito vira ‘príncipe’. Só depois ela verá seu rosto.

Gasolina 1 O jornalismo da Record voltou a promover a Petrobras. O ‘Repórter Record’ de anteontem era sobre a Argentina, mas entre uma reportagem e outra, havia menções à estatal, seja com a repórter abastecendo em um posto argentino da Petrobras ou com executivos da empresa falando de sua atuação na América Latina.

Gasolina 2 No ano passado, o ‘Repórter Record’ teve uma edição dedicada à usina de extração de gás Urucu (AM). O material era parte de um ‘bônus extra’ dado à Petrobras pelo patrocínio das transmissões do futebol na Record. Curiosamente, a Record negocia a renovação desse patrocínio para 2005.

Língua A Globo já desistiu de dar ao novo programa de Xuxa o nome de ‘TV Xis’. É que já existe, em uma emissora de Minas Gerais, uma atração homônima, também infanto-juvenil.’



THE OC
Thiago Ney

‘Brasil assiste hoje ao beijo gay de ‘OC’’, copyright Folha de S. Paulo, 2/03/05

Fsp 2

‘A série teen ‘The OC’ está longe de conquistar os maiores índices de audiência nos EUA, mas sua presença em páginas de jornais e revistas é inversamente proporcional ao seu ibope. Vide o furor causado pelo caso ‘o beijo’, que será visto hoje na TV brasileira.

‘O beijo’ é a consumação da relação entre as personagens Marissa Cooper (Mischa Barton, 19, ‘princesinha’ da TV americana) e a rebelde Alex Kelly (Olivia Wilde). ‘Lonely Hearts Club’ (clube dos corações solitários), 12º episódio da atual temporada, foi exibido em 10/2 nos EUA. Hoje, às 20h, estará no canal pago Warner.

‘The OC’ nunca chegou ao ‘top 30’ da TV americana. Normalmente, não passa dos 7 milhões de espectadores. Mas ‘o beijo’ levantou a audiência da série para 8,2 milhões -ainda menor que seus outros competidores das quintas-feiras, como ‘Joey’ (11,4 milhão) e ‘CSI’ (27 milhões).

Mas apesar de não atingir o americano médio, ‘The OC’ conquistou uma importante parcela de adolescentes das classes média e alta -que têm dinheiro no bolso e servem de parâmetro para os formadores de opinião.

O seriado é como um ‘Barrados no Baile’ mais esperto e com personagens mais consistentes. É ambientado na rica Newport Beach, praia idílica de Orange County, no sul da Califórnia.

A série inicialmente girava em torno de Ryan Atwood (Benjamin McKenzie), um problemático garoto de 16 anos que é expulso de casa e que acaba se encontrando com o promotor Sandy Cohen (Peter Gallagher). Sandy o leva para casa, apresenta o garoto para a mulher, Kirsten (Kelly Rowan), e para o filho, Seth (Adam Brody).

A família adota Ryan, e o adolescente brigão logo acaba influenciando (para o bem) o comportamento de todos que o cercam -ele conquista o coração de Marissa e faz amizades na escola.

A série, criada por Josh Schwartz, então com 27 anos, se desenvolveu e aprofundou o papel de alguns personagens. Marissa mostra-se uma menina com problemas com os pais e com bebidas; Seth, um típico ‘nerd’ que adora histórias em quadrinhos e bandas indies, é responsável pelas melhores tiradas do seriado.

No episódio que vai ao ar hoje no Brasil, ‘The OC’ avança um pouco mais. A amizade entre Marissa e Alex sobe a um outro patamar quando as garotas se encontram num clube. As duas seguem então para um passeio na praia. No final do episódio, vem o beijo.

A cena não passou em branco nos EUA. Após sua exibição, foi criado o Only You, ‘o primeiro site dedicado ao relacionamento entre Marissa e Alex’. Está em www.silentbard.net/only/.

Como a personagem Alex seria apenas temporária, fãs criaram um abaixo-assinado on-line pedindo a permanência da garota. O ‘Keep Alex’ pode ser acessado em www.petitiononline.com/keepAlex/petition.html).

O comentado episódio coincide com o lançamento em DVD da primeira temporada da série. O pacote com sete discos traz extras com entrevistas e bastidores.

Outro fator que faz de ‘OC’ uma série cult é a sua bem-cuidada trilha sonora. Nos episódios, é possível ouvir canções de bandas como Modest Mouse, Bright Eyes, Secret Machines e Beast Boys. Fez tanto sucesso que os produtores já lançaram nos EUA três CDs com ‘o melhor da série’.

The OC

Quando: hoje, às 20h, no canal Warner. The OC – 1ª Temporada (DVD)

Lançamento: Warner

Quanto: R$ 140, em média’

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