Sexta-feira, 15 de Dezembro de 2017
ISSN 1519-7670 - Ano 19 - nº970

ENTRE ASPAS > SEXTA-FEIRA, 22/2

Matéria sobre McCain provoca enxurrada de e-mails ao NYT

Por (Em espanhol) em 22/02/2008 na edição 473


Leia abaixo a seleção de sexta-feira para a seção Entre Aspas.


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El País


Sexta-feira, 22 de fevereiro de 2008


ELEIÇÕES NOS EUA
ElPais.com


Una avalancha de mensajes obliga a responder a ‘The New York Times’ sobre el reportaje de McCain


‘Más de 2.000 correos electrónicos de lectores llegan a la oficina del diario.- Editores y redactores, que elaboraron la información sobre la relación del candidato republicano con una ‘lobbysta’, contestarán a las preguntas


Pocos lectores han quedado indiferentes ante el reportaje publicado ayer por el diario The New York Times sobre la estrecha relación atribuida a John McCain con una lobbysta de Washington. Así lo ha hecho saber el propio diario estadounidense que ha informado en su portal web que una avalancha de correos electrónicos ha llegado hasta su oficina en las últimas 24 horas. Los lectores han enviado más de 2.000 mensajes, la mayoría de ellos criticando el artículo publicado dentro de un amplio reportaje sobre la ética del candidato republicano a lo largo de su carrera.


Por eso, editores y redactores, que trabajaron en la elaboración del artículo, han decidido responder a muchos de estos interrogantes y han abierto una cuenta de correo electrónico donde se pide a los lectores que envíen sus preguntas y dudas con respecto a la información revelada.


En juego está la credibilidad de The New York Times o la carrera de McCain, que siempre ha defendido la buena moralidad. Con su reportaje, el Times ha dado paso a una amplia gama de especulaciones. Las informaciones publicadas relacionan amorosamente al senador republicano de 71 años con Vicki Iseman, una trabajadora de 40 años que pertenecía a un grupo de presión. También sugiere un posible tráfico de influencias entre el comité de McCain y las empresas para las que se debía Iseman.


McCain no esperó ni un segundo a contestar sobre lo revelado en el artículo y negó por completo la información publicada. Desmintió la conducta que pone en duda su honestidad y también la relación con la lobbysta.’


 


 


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Folha de S. Paulo


Sexta-feira, 22 de fevereiro de 2008


ELEIÇÕES NOS EUA
Folha de S. Paulo


McCain nega ter favorecido suposta amante


‘Favorito para ser o candidato à Presidência dos EUA pelo Partido Republicano, John McCain se viu sob os holofotes ontem, obrigado a responder a uma reportagem do ‘New York Times’ afirmando que ele favoreceu uma lobista com quem possivelmente teve um caso nos anos 90. Sua campanha prometeu ‘guerra’ ao jornal.


Com isso, a mídia americana mudou o foco da cobertura eleitoral bruscamente, após semanas centrada na disputa entre os democratas, da oposição para a situação e para seu próprio umbigo, dando início a uma discussão sobre o momento de publicação do texto.


A mulher citada, Vicki Iseman, 40, faz lobby para o setor de telecomunicações. Embora a atividade seja legal e regulamentada nos EUA, a reportagem elenca iniciativas do senador -como pedir em cartas à agência regulatória das comunicações decisão permitindo ao mesmo grupo deter mais de um canal na mesma cidade- que teriam favorecido clientes de sua amiga. (McCain admite a amizade, mas nega o caso).


Segundo o ‘Times’, o republicano -que negou solicitações de entrevista- telefonou ao editor-executivo do jornal, Bill Keller, para reclamar dos pedidos e negar que tenha favorecido a lobista ou tido um caso.


‘Uma lobista estava aparecendo ao lado dele em eventos de arrecadação, visitando seus gabinetes e o acompanhando em jatinhos de empresas que ela representava’, diz a reportagem, assinada por quatro jornalistas e posta já na noite de anteontem no site do jornal.


‘Convencidos de que a relação havia se tornado romântica, alguns de seus principais assessores intervieram para proteger o candidato dele mesmo -orientando membros de sua equipe a barrar a mulher, alertando-a para que se afastasse e confrontando-o repetidas vezes, disseram várias pessoas envolvidas na campanha sob condição de anonimato.’


Ligações perigosas


A campanha do republicano foi veemente: ‘É uma vergonha que o ‘New York Times’ tenha rebaixado seus padrões para participar de uma campanha difamatória de ataque seguido de fuga. John McCain tem um histórico de 24 anos de serviço honrado e íntegro ao nosso país. Ele nunca violou a confiança pública, nunca prestou favores a interesses especiais nem a lobistas e não permitirá que uma campanha difamatória tire sua atenção das questões em jogo nesta eleição’.


Mais tarde, o próprio senador de 71 anos viria a público ao lado da mulher, Cindy, negar os fatos descritos no longo texto. ‘Estou desapontado com a reportagem do ‘New York Times’. Isso não é verdade’, declarou em Ohio, que terá prévias no próximo dia 4. Cindy McCain afirmou que o marido é ‘um homem de grande caráter’.


O cunho da reportagem, entretanto, não é a fidelidade conjugal de McCain, e sim sua relação com os lobbies -o senador se apresenta como uma espécie de paladino contra os interesses corporativos e é co-autor de uma das leis mais importantes da política recente americana, a que acabou com o ‘softmoney’ (doações camufladas de campanha, ilimitadas, das empresas e sindicatos ao partido).


Para o jornal, McCain ‘confia demais em sua capacidade de separar amizades pessoais com ligações comprometedoras’.


O texto lembra um escândalo do fim dos anos 80 e começo dos 90 que culminou no fim da carreira de três senadores e numa advertência a McCain por ‘avaliar mal’ a situação. Com quatro colegas, ele passara anos defendendo no Senado, com ações contra a regulamentação, o milionário do setor imobiliário Charles Keating, que o ajudara no início de sua carreira e que acabaria preso após o colapso de um fundo de crédito que causou aos cofres públicos prejuízo de US$ 3,4 bilhões.


Ontem, sites noticiosos e blogs políticos questionavam o momento da publicação da reportagem e em que ponto os fatos se tornaram suficientes e concretos. A imprensa à direita os vê como ‘especulações e anedotas’, e a mais à esquerda critica a demora -o trabalho de apuração começou ao menos em dezembro, consta no texto.


Decisão editorial


‘Publicamos as reportagens quando elas estão prontas’, disse Bill Keller, acrescentando que a versão final lhe fora entregue na terça-feira. ‘Houve um longo tempo de preparo.’


A reportagem em questão faz parte da série ‘The Long Run’, na qual o jornal foca o passado dos principais pré-candidatos à Presidência. Com Hillary Clinton, falou de sua defesa dos direitos civis. Com Barack Obama, lembrou que ele consumira drogas quando mais jovem, mas em tom condescendente.


O texto sobre McCain é o cruzamento de seu histórico no Senado com entrevistas de gente que trabalhou na primeira campanha do senador pela candidatura presidencial republicana, em 2000, e na atual campanha -estes, majoritariamente falando sob anonimato.


O ‘Times’ declarara em editoriais seu apoio a Hillary para ser a candidata democrata e a McCain para ser o republicano.


O senador lidera a corrida republicana, com 870 votos na convenção partidária, dos 1.191 necessários para se tornar candidato. Seu rival rival mais próximo, Mike Huckabee, 214 votos, disse que o adversário era ‘um homem decente e honrado’. ‘Ele negou que [o texto] seja verdade, e eu aceito sua palavra’, disse, segundo a CNN.


O comentarista conservador William Bennett disse na rede de TV que é possível que a reportagem acabe beneficiando a candidatura do senador, visto com ressalvas pela ala ultraconservadora por suas posições mais moderadas. A seu ver, o furor causado na direita pode levá-la a se unir em torno de McCain contra a imprensa ‘liberal’ (mais à esquerda).


‘Agora nós vamos para a guerra contra eles [o jornal]’, disse Charlie Black, um dos principais assessores do candidato, ao site ‘Politico’. ‘Vamos ver se isso ajuda ou atrapalha.’’


 


BASTIDORES


‘Diz a revista ‘New Republic’ que Marylin Thompson, co-autora do texto do ‘New York Times’ sobre McCain, pediu demissão há um mês porque estava frustrada com os sucessivos adiamentos da publicação. O mesmo fez Mark Santora, que atuava como ‘repórter-carrapato’ de McCain e não podia falar sobre o efeito na campanha dos rumores sobre a notícia.’


 


 


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O Estado de S. Paulo


Sexta-feira, 22 de fevereiro de 2008


ELEIÇÕES NOS EUA
O Estado de S. Paulo


McCain nega ter favorecido lobista


‘O republicano John McCain negou ontem enfaticamente que tenha favorecido as empresas da lobista de telecomunicações Vicki Iseman, com quem o jornal The New York Times o acusa de ter tido um relacionamento amoroso em 2000. Em entrevista coletiva convocada para negar os rumores, McCain classificou as denúncias feitas pelo Times de ‘mentirosas’.


‘Estou muito desapontado, não é verdade’, disse McCain ao lado da mulher, Cindy. ‘Venho servindo essa nação honrosamente por mais de meio século e em momento algum fiz algo que poderia trair a confiança pública.’ McCain disse que ele e Vicki são apenas amigos e não se encontram há meses.


Cindy McCain reforçou sua confiança no marido. ‘Meus filhos e eu não apenas confiamos em meu marido, mas sabemos que ele nunca faria algo para decepcionar nossa família’, disse Cindy. ‘Ele é um homem de grande caráter.’ A empresa de Vicki emitiu um comunicado no qual afirma que a reportagem do Times não passa de uma ‘calúnia maliciosa’.


Na quarta-feira à noite, o site do jornal colocou no ar uma reportagem na qual afirmava que McCain, de 71 anos, teve um caso com Vicki, de 40 anos, durante sua candidatura à Casa Branca, em 2000. Na época, os dois apareciam juntos em eventos para arrecadação de fundos de campanha e viajavam juntos em jatinhos de outros lobistas.


De acordo com fontes ouvidas pelo jornal, a relação começou a ficar perigosa quando McCain começou a escrever cartas para agências reguladoras em nome dos clientes de Vicki. Temendo pela carreira política do senador, seus assessores realizaram uma operação de choque para afastar o casal: bloquearam completamente o acesso que Vicki tinha a McCain.


O senador reconheceu ter escrito cartas, mas disse que em nenhuma delas pedia para tomarem decisões que beneficiassem as empresas de Vicki. ‘Eu não disse a ninguém como tomar as decisões, só pedi para que as decisões fossem tomadas e acredito que isso (o pedido) foi apropriado’, afirmou.


A equipe de campanha do republicano acusou o Times de publicar a matéria em um momento inadequado, logo após as últimas vitórias de McCain e sua possível consolidação como nomeado do Partido Republicano para as eleições de novembro. O Times respondeu em nota: ‘Temos a política de publicar as reportagens quando elas ficam prontas.’’


 


 


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