Domingo, 20 de Maio de 2018
ISSN 1519-7670 - Ano 19 - nº987
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ENTRE ASPAS > KERRY & MÍDIA

Michael Finnegan

10/08/2004 na edição 289

‘Lamentando a concentração de poder num restrito número de grandes empresas de comunicação, o senador John Kerry, candidato democrata à presidência dos Estados Unidos prometeu ontem resistir às fusões que concentrem o setor de notícias e entretenimento.

Discursando numa convenção de jornalistas etnicamente minoritários, Kerry prometeu nomear funcionários para a Comissão Federal de Comunicações (FCC) empenhadas em promover a igualdade no emprego e em impedir a extinção das pequenas empresas de comunicação.

‘Como presidente, vou ampliar oportunidades para pessoas de cor na mídia’, prometeu Kerry a centenas de espectadores na convenção do grupo Unidade:

Jornalistas de Cor. O presidente George W. Bush, virtual candidato republicano à reeleição, deverá discursar para o mesmo grupo na sexta-feira.

Kerry observou que ali estava presente um número insignificante de âncoras, executivos ou proprietários de empresas de comunicação. ‘Vejo muitos talentos aqui neste salão e digo aos administradores dessas organizações: podemos melhorar isso, e deveríamos…’

A participação nesse encontro marcou também o breve retorno do senador democrata a Washington, após duas semanas de viagens pelo país de ônibus, trem, barco e avião. A última escala, na quarta-feira, foi Hannibal, Missouri, a terra natal de Mark Twain.

Kerry deve voltar ao Missouri, onde, com seu companheiro de chapa, o senador John Edwards, seguirá de trem em campanha para Kansas, Colorado, Novo México e Arizona.

Na convenção da Unidade, Kerry criticou o adversário republicano pela atuação dele nos primeiros momentos dos ataques terroristas de 11 de setembro de 2001. Bush tomara conhecimento dos atentados, quando participava de um evento numa escola primária da Flórida.

O documentário Fahrenheit 9/11, do cineasta Michael Moore, mostra imagens do presidente sentado diante de crianças durante sete minutos, após ser informado por um assessor sobre os ataques ao World Trade Center. ‘Se eu estivesse lendo para crianças e um de meus assessores me dissesse no ouvido que a América estava sendo atacada, diria imediatamente àquelas crianças, polida e delicadamente, que o presidente dos EUA tinha algo que precisava enfrentar naquele momento’, comentou Kerry.

Mas o senador democrata concentrou boa parte de sua participação na questão racial. Indagado sobre o recente e controvertido comentário do Bill Cosby a respeito das responsabilidades educacionais dos afro-americanos, Kerry disse que sabia exatamente onde o comediante queria chegar. ‘Bill Cosby está certo: pessoas da comunidade têm de assumir sua responsabilidade’, destacou o candidato. E acrescentou: ‘Precisamos – igrejas, pais e escolas – designar pessoas para fazer isso.’

Kerry também prometeu enviar ao Congresso nos primeiros cem dias de seu governo projeto de lei para permitir a legalização de imigrantes e encorajar a reunificação familiar. ‘Isso paralelamente à proteção de nossas fronteiras de uma forma mais justa e efetiva’, acrescentou.

Por último, destacou que vai nomear americanos nativos (indígenas ) para posições-chave na Casa Branca e em toda sua administração.’



KERRY & MÍDIA
Michael Finnegan

‘Kerry promete resistir à concentração na mídia’, copyright Los Angeles Times – O Estado de São Paulo, 6/08/04

‘Lamentando a concentração de poder num restrito número de grandes empresas de comunicação, o senador John Kerry, candidato democrata à presidência dos Estados Unidos prometeu ontem resistir às fusões que concentrem o setor de notícias e entretenimento.

Discursando numa convenção de jornalistas etnicamente minoritários, Kerry prometeu nomear funcionários para a Comissão Federal de Comunicações (FCC) empenhadas em promover a igualdade no emprego e em impedir a extinção das pequenas empresas de comunicação.

‘Como presidente, vou ampliar oportunidades para pessoas de cor na mídia’, prometeu Kerry a centenas de espectadores na convenção do grupo Unidade:

Jornalistas de Cor. O presidente George W. Bush, virtual candidato republicano à reeleição, deverá discursar para o mesmo grupo na sexta-feira.

Kerry observou que ali estava presente um número insignificante de âncoras, executivos ou proprietários de empresas de comunicação. ‘Vejo muitos talentos aqui neste salão e digo aos administradores dessas organizações: podemos melhorar isso, e deveríamos…’

A participação nesse encontro marcou também o breve retorno do senador democrata a Washington, após duas semanas de viagens pelo país de ônibus, trem, barco e avião. A última escala, na quarta-feira, foi Hannibal, Missouri, a terra natal de Mark Twain.

Kerry deve voltar ao Missouri, onde, com seu companheiro de chapa, o senador John Edwards, seguirá de trem em campanha para Kansas, Colorado, Novo México e Arizona.

Na convenção da Unidade, Kerry criticou o adversário republicano pela atuação dele nos primeiros momentos dos ataques terroristas de 11 de setembro de 2001. Bush tomara conhecimento dos atentados, quando participava de um evento numa escola primária da Flórida.

O documentário Fahrenheit 9/11, do cineasta Michael Moore, mostra imagens do presidente sentado diante de crianças durante sete minutos, após ser informado por um assessor sobre os ataques ao World Trade Center. ‘Se eu estivesse lendo para crianças e um de meus assessores me dissesse no ouvido que a América estava sendo atacada, diria imediatamente àquelas crianças, polida e delicadamente, que o presidente dos EUA tinha algo que precisava enfrentar naquele momento’, comentou Kerry.

Mas o senador democrata concentrou boa parte de sua participação na questão racial. Indagado sobre o recente e controvertido comentário do Bill Cosby a respeito das responsabilidades educacionais dos afro-americanos, Kerry disse que sabia exatamente onde o comediante queria chegar. ‘Bill Cosby está certo: pessoas da comunidade têm de assumir sua responsabilidade’, destacou o candidato. E acrescentou: ‘Precisamos – igrejas, pais e escolas – designar pessoas para fazer isso.’

Kerry também prometeu enviar ao Congresso nos primeiros cem dias de seu governo projeto de lei para permitir a legalização de imigrantes e encorajar a reunificação familiar. ‘Isso paralelamente à proteção de nossas fronteiras de uma forma mais justa e efetiva’, acrescentou.

Por último, destacou que vai nomear americanos nativos (indígenas ) para posições-chave na Casa Branca e em toda sua administração.’



IRAQUE vs. AL JAZIRA
Folha de S. Paulo

‘Iraque fecha sede da Al Jazira em Bagdá’, copyright Folha de S. Paulo, 8/08/04

‘O governo interino iraquiano ordenou ontem o fechamento dos escritórios em Bagdá da rede de TV do Qatar Al Jazira por ao menos um mês -a decisão foi confirmada pelo premiê interino do país, Iyad Allawi, que defendeu a necessidade de ‘proteger o povo do Iraque’. A emissora classificou o fechamento de ‘injustificável’.

Segundo Allawi, o governo interino monitorou as transmissões da Al Jazira nas últimas quatro semanas e concluiu que a rede incita a violência e o ódio no país.

‘É lamentável’, declarou Jihad Ballout, porta-voz da TV do Qatar. ‘Essa decisão contraria todas as promessas feitas pelas autoridades iraquianas para garantir a liberdade de expressão e a liberdade de imprensa’, acrescentou.

‘A princípio, acataremos a decisão, mas veremos quais medidas legais a serem tomadas’, disse o advogado da rede Haide al Mulla.

Tutelado pelos americanos, o governo de Allawi manteve, desde que chegou ao poder no final de junho, as críticas à Al Jazira que eram feitas pela Casa Branca durante o regime da Autoridade Provisória da Coalizão no pós-guerra. Em abril último, o governo americano chegou a pedir ao Qatar que cortasse o financiamento público à emissora, após o secretário de Estado Colin Powell usar a Al Jazira como exemplo das ‘questões difíceis’ das relações entre os dois países.

Na semana passada, o ministro iraquiano Falah al Naqib (Interior) acusara os canais árabes por satélite de encorajar seqüestros no Iraque ao exibir vídeos dos reféns ameaçados de execução. A retórica foi mantida ontem, quando um assessor de Allawi afirmou que a Al Jazira ‘encoraja criminosos e gângsteres’ no país.

A acusação foi rebatida pelo porta-voz Ballout: ‘Não somos uma organização política favorável ou contrária a qualquer pessoa. Mostramos o que acontece nas ruas da forma mais objetiva e balanceada possível’.

Ballout disse ainda que, apesar do fechamento de seu principal centro de operações no país, a Al Jazira continuará no Iraque.

Anistia

Allawi assinou ontem a lei que anistia iraquianos que cometeram crimes considerados de menor gravidade -pessoas detidas com armas e explosivos leves ou que forneceram ajuda a grupos terroristas, por exemplo. Condenados por assassinato, no entanto, não serão perdoados.

‘Essa lei destina-se a indivíduos que tenham cometido crimes menores e que não tenham sido presos ou processados’, disse Allawi.

Em Najaf (sul), houve tiroteios esporádicos entre soldados americanos e militantes xiitas leais ao clérigo Moqtada al Sadr, mas a maior parte da cidade estava deserta. Os líderes xiitas estão negociando um novo cessar-fogo na cidade e pediram à ONU que articule o fim das ações militares. Com agências internacionais’



O Globo

‘Iraque fecha sucursal da televisão al-Jazeera’, copyright O Globo, 8/08/04

‘O governo interino do Iraque determinou ontem que a rede de TV árabe al-Jazeera feche por um mês seu escritório em Bagdá. O premier Iyad Allawi disse que uma comissão vinha monitorando as atividades da TV durante as últimas semanas para avaliar se ela estaria incitando a violência. A decisão teria sido tomada para proteger o povo iraquiano.

A determinação foi considerada injustificável pelo porta-voz da rede, Jihad Ballout:

– Esta decisão vai de encontro a todas as promessas feitas pelas autoridades iraquianas em relação as liberdades de expressão e de imprensa.

Soldados dos EUA denunciaram ter sido obrigados a permitir que prisioneiros fossem torturados por iraquianos no Ministério do Interior, em Bagdá, em 29 de julho, primeiro dia do governo interino do Iraque. Segundo publicou ontem o jornal ‘The Oregonian’, os soldados perceberam que iraquianos estavam sendo surrados e foram até o prédio do Ministério impedir isso. Encontraram presos feridos que alegaram ter sofrido maus tratos dos policiais. Após tirar fotos, os soldados receberam ordens de superiores para se retirarem.

Governo oferece anistia parcial a insurgentes

Um vídeo divulgado ontem mostrando a decapitação do americano Benjamin Vanderford, de 22 anos, no Iraque, era uma fraude. Ele confessou a fraude dizendo querer impulsionar uma carreira política.

Em Bagdá, o governo ofereceu anistia parcial a insurgentes envolvidos em ‘crimes menores’ – como posse de armas leves – que ainda não tenham sido processados. A oferta é válida por 30 dias.’

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