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Quarta-feira, 22 de Agosto de 2018
ISSN 1519-7670 - Ano 19 - nº1001
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ENTRE ASPAS > TODA MÍDIA

Nelson de Sá

24/08/2004 na edição 291

‘Prosseguiam ontem, pelo quarto dia seguido, tanto as mortes como a disputa eleitoral em torno dos assassinatos de mendigos.

De um lado, o site de Marta Suplicy destacava que a prefeita-candidata, além de participar de um ato ecumênico, decretou ‘luto oficial’.

De sua parte, o governador Geraldo Alckmin dizia no site da Agência Estado que ‘a questão policial está bem encaminhada. Agora, o que deveria ser feito é tirar as milhares de pessoas que dormem nas ruas’.

Secretários de ambos também saíram falando, sempre uns contra os outros.

Ao fundo distinguiam-se a vergonha e a responsabilidade, não de petistas ou tucanos, mas de São Paulo e do país.

Em meio a críticas à falta de proteção da polícia, o padre Julio Lancellotti, da Pastoral do Povo de Rua, dizia na Globo:

– Esse crime manchou nossa cidade. A nossa cidade está suja de sangue.

A Reuters e outras agências distribuíram despachos, que ocuparam jornais e sites no fim de semana, comparando o caso com o massacre da Candelária e amontoando dados:

– Cerca de 45 mil brasileiros são assassinados a cada ano, um a cada 12 minutos, segundo a Organização Mundial da Saúde. Muitas das vítimas são pobres das favelas do Rio e de São Paulo. A Anistia Internacional diz que esquadrões da morte operam em muitos Estados, praticando ‘limpeza social’.

E por aí vai, pelo mundo.

LULA, BUSH E O FUTEBOL

A ‘Economist’ desta semana destaca ‘o exemplo da diplomacia do futebol’ de Lula que ocorreu no Haiti, com ‘todas as estrelas, inclusive Ronaldo’. Apesar dos 6 a 0, os haitianos ‘fizeram festa até muito depois de terem ido embora as estrelas sul-americanas’.

Nos EUA, é George W. Bush quem apela à ‘diplomacia do futebol’, também lá um golpe de marketing eleitoral. Segundo o site Drudge Report, está sendo ‘planejada uma viagem aos Jogos Olímpicos’ e o presidente ‘pode assistir ao jogo de futebol do Iraque’. A rede NBC ouviu a Casa Branca, que negou qualquer plano.

Bush pode não ir, mas já trata de usar a participação do Iraque num comercial de campanha que afirma, diante da bandeira do país, que nesta Olimpíada há mais uma democracia -e um regime terrorista a menos. Ouvido pela revista ‘Sports Illustrated’, o meia Salih Sadir disse que o time não quer ser usado por Bush na campanha:

– Ele pode achar um outro jeito de fazer propaganda.

Compañero

Lula deu entrevista, afinal, mas foi ao chileno ‘La Tercera’ e por e-mail. Medindo suas palavras, na edição de ontem, falou das ‘relações com os EUA’:

– Tenho me esforçado por manter um diálogo produtivo e respeitoso com o presidente Bush, porque nós entendemos que esse país é um companheiro indispensável para o Brasil e a América do Sul. Reconheço que Bush reconhece o Brasil como um fator de estabilidade e de equilíbrio na região.

Evolução

Lula, no ‘La Tercera’:

– O PT nunca se congelou no tempo. Sabemos evoluir.

Bem-vindo

No mesmo jornal, o peruano Alvaro Vargas Llosa, que é filho do escritor e um colunista de centro-direita que escreve dos EUA, comentou:

– O Lula que visita o Chile é um homem renascido. Hoje, a economia recuperou ímpeto, Lula moderou o voluntarismo no exterior sem renunciar à sua estratégia global e começou a obter alguns resultados.

E encerrou, depois de uma ou outra ressalva:

– Bem-vindo, Lula.

Até as PPPs

A semana foi de boa vontade com Lula também no ‘Financial Times’. Reportagem na sexta destacou que, após 20 meses, ‘ele comemora a recuperação econômica que seus críticos não acreditavam possível’.

O jornal chegou a afirmar que ‘os empresários estão querendo investir’, mas que ‘a legislação de Parcerias Público-Privadas, em projetos de infra-estrutura, está parada no Congresso há quase um ano’.

Confiança

Um dia antes, o ‘FT’ destacou que ‘as empresas de petróleo deram um voto de confiança à indústria do Brasil’ ao comprar licenças e ‘prometer bilhões de dólares em investimentos’.

Saúde

Mas Lula, internamente, não faz questão do voto da Shell -cujos elogios abertos foram citados no ‘FT’. Quer os votos dos eleitores e vai fazer o que for preciso. Até dar ‘gotinha’, no Jornal Nacional.

A começar de um discurso em rede nacional do ministro da Saúde, na sexta, a campanha de vacinação, como quase tudo mais, ganhou ares de um outro tipo de campanha.’

***

‘Todos do bem’, copyright Folha de S. Paulo, 19/08/08

‘Eles não aceitam rejeição. Marta Suplicy, José Serra e Paulo Maluf usaram o primeiro programa para responder ao grande fantasma das pesquisas. Daí Marta e Maluf abordarem temas controversos.

Duda Mendonça, à tarde, com audiência mais feminina, fez de Marta uma ‘sogra’ elogiada até pela nora, uma boa ‘vovó’ nos olhos dos filhos e netos, uma ‘amiga’ de Lula -e sobretudo de Eduardo Suplicy.

Qualquer coisa, menos separada e casada de novo. Em golpe de teatro típico do marqueteiro, a própria Marta falou emocionada de sua separação.

Maluf, de sua parte, voltou a destacar que nasceu em ‘família de posses’ e a investir na imagem de empresário da Eucatex. Ou seja, tem dinheiro, não precisa do dinheiro público.

Serra tem a menor rejeição, nem precisa cair mais. Mas precisa manter, para avançar ao segundo turno com dianteira.

Daí o ‘Serra do bem’, a humildade ao falar da gestão na Saúde, o cuidado de não mostrar FHC, mas Mário Covas, sim.

Candidatos tão ‘do bem’, é claro, não partem de imediato ao ataque. Mas o conflito está represado só virtualmente, não nas ruas. Da Jovem Pan:

– Confusão entre militantes termina na delegacia.

Eram petistas e tucanos, na avenida Jacu-Pêssego sempre lembrada pela propaganda malufista, na zona leste.

Como sempre, Duda Mendonça já fez programas diferentes para tarde e noite.

À noite, nada de ‘vovó’. Em tom mais sério, quase rigoroso, Marta vendeu obras, sobretudo CEUs -e o programa voltou a deixar no ar a ameaça de que, sem ela, tudo vai acabar.

É o tal marketing do medo.

RIO 40 GRAUS

No Rio, o horário eleitoral não foge ao conflito. Luiz Paulo Conde (cena no alto) e Jorge Bittar atiraram contra a saúde e o transporte sob o prefeito Cesar Maia. Mas parou por aí. Bittar (centro) e seu publicitário Nizan Guanaes apostam na vinculação com Lula. E Maia, a exemplo de Marta em SP, vende e promete marcas, tipo Favela-Bairro. A singularidade carioca é a música. O jingle de Maia é do sambista Dudu Nobre. O clipe de Jandira Feghalli (embaixo) conta com a própria candidata na bateria

SAMBA-ENREDO

Chega de tias, sobrinhos/ Alegria por um fio/ ê Rio, ê Rio, ê Rio/ Chega de decoração/ De perder o tempo construindo muros/ Bittar, Bittar, Bittar/ Juntos lutar por um Rio só

JINGLE DO PT, NO RIO

‘Como Pelé’

O tom não foi ‘pra frente Brasil’, mas a narração do ‘jogo da paz’, ontem, tratou de justificar a jogada lulista no Haiti:

– Como o Santos de Pelé parou uma guerra na África, agora é a vez da seleção brasileira de fazer esse papel.

E por aí foi, com cortes constrangedores para mostrar ao menos parte do jogo que realmente importava -a vitória do vôlei feminino contra a Itália, nos Jogos Olímpicos.

Sorriso

No Jornal Nacional, não faltaram a manchete e o sorriso de Fátima Bernardes para Ronaldo, Ronaldinho e Roberto Carlos -os três com declarações simpáticas ao ‘jogo da paz’.

Pose

O colunista Ancelmo Góis, em ‘O Globo’, escreveu que Lula, não satisfeito em propor o Conselho Federal de Jornalismo, agora quer posar ele próprio de jornalista. Para o Café com o Presidente, ‘entrevistou’ Ronaldo, Roberto Carlos e outros.

Conexão

O garoto-propaganda do PT em São Paulo, Eduardo Suplicy, saiu direto da campanha de Marta para as imagens do ‘jogo da paz’, ao lado de Lula.

Placar

Valor On Line e Globo On Line seguiram a votação sobre inativos, no Supremo, num tom que fez lembrar o acompanhamento de jogos pela internet.

No primeiro, a certa altura, ‘placar de 2 a 2’. Depois, no segundo, ‘governo vira votação’. Por fim, ‘vitória só não é total porque a alíquota muda’.

O retorno

Agora não tem para Antero Paes de Barros ou José Mentor. Segundo ‘O Estado de S.Paulo’, o procurador Luiz Francisco ‘anda de namoro com o PSOL’ de Heloísa Helena.

E, segundo a Jovem Pan, já ‘vai remeter ao procurador-geral da República um pedido de ação de inconstitucionalidade contra o foro privilegiado, para o presidente do Banco Central’. É só o começo.’

***

‘Amor e medo’, copyright Folha de S. Paulo, 18/08/08

‘José Serra abriu o jogo expondo seu rosto nos intervalos, em comerciais que tomaram as redes desde a manhã.

Sorria e, em tom ameno, em meio a slogans como ‘Serra é do bem’, dizia coisas como:

– Não há mágica. É trabalho, união e um amor enorme por esta cidade de todos nós.

Em outro comercial, sublinhava o apoio de Geraldo Alckmin -e adiantava sua resposta à propaganda petista:

– Vou ser um prefeito que estará com o governo do Estado. E juntos, tenha certeza, nossa cidade vai fazer ainda mais.

Ele ‘vai fazer ainda mais’ porque Duda Mendonça, como esperado, reciclou o velho mote malufista. Da locução que encerra os comerciais petistas:

– Foi Marta que fez.

Marta Suplicy ‘fez’ os CEUs, Bilhete Único, piscinões. O que ela não fez, ao contrário de Serra, foi expor seu rosto.

A imagem foi evitada nos comerciais e no horário eleitoral. Talvez o marqueteiro esteja no aguardo de queda na rejeição. No horário, o combate à rejeição de Marta foi assumido inteiramente por Eduardo Suplicy:

– A prefeita Marta está fazendo um belo trabalho.

Também sobrou para o sorridente senador dar respaldo ao marketing do medo. Ameaçou que, ‘para que tudo continue’, só votando na prefeita.

Mas Duda Mendonça já combate em duas frentes.

Paulo Maluf, visual e tematicamente, repete eleições anteriores: coração, PAS, Cingapura. Mas sua propaganda prenuncia ataques crescentes à prefeita, pelo que se ouviu do cantor e candidato Aguinaldo Timóteo:

– Eu tenho acompanhado Maluf por todos os bairros, ouvindo a revolta da população… A baderna na segurança… As enchentes do Pirajussara.

O marketing de Marta, identificando a ameaça, abordou as duas áreas antes esquecidas:

– A cidade está mais iluminada. Mais luz, menos violência… Em três anos a prefeitura do PT construiu mais piscinões do que Pitta e Paulo Maluf juntos.

Os adversários evitaram ataques mais carregados à prefeita. Mas não faltam nanicos para tanto. Comercial de Ciro Moura:

– Você sabia que, com o dinheiro que a prefeita gastou em propaganda, daria para construir 600 leitos e seis hospitais?

Sem novidades, como se vê. Os eleitores que agüentem as próximas semanas e meses.

‘DO BEM’

Serra evitou o horário eleitoral e ocupou os comerciais da coligação com sorrisos e expressões como ‘amor’

OBRA

As inserções petistas mostraram ‘o mundo dos CEUs’ e fingiram reclamar que ‘um minuto é pouco’

CONCORRÊNCIA

O conhecido slogan do PSTU (esq.) tem adversário à altura no PCO (dir.). O alvo dos dois é o governo Lula, que ‘está entregando o Brasil’ e ‘tirou dos pobres para dar aos ricos’

Coadjuvante 1

Luiza Erundina, como era de esperar, cedeu metade do horário a Orestes Quércia e acabou por entregar até comerciais ao vice Michel Temer.

No discurso dos peemedebistas, vai ganhando ares de coadjuvante. Em outros tempos, diriam que foi ‘cristianizada’.

Coadjuvante 2

Pior que a situação de Erundina, só a do pedetista Paulo Pereira da Silva, escanteado ontem até por um candidato a vereador, Carlos Apolinário.

Dançou

Cinco jogadores não foram ao Haiti, servir Lula. A vingança da CBF veio no Globo Esporte:

– Não veio, dançou: não foi convocado para o jogo contra a Bolívia [pelas eliminatórias].

Cafu, Kaká e os demais, diria o presidente, são uns ‘covardes’.

Vazou

Querem fechar a investigação, mas o caso Banestado alimenta manchetes sem fim no JN e no Jornal da Record. Ainda que, de novo, tenha havido vazamento -e agora ‘30 escaparam’.’



FSP CONTESTADA
Painel do Leitor, Folha de S. Paulo

‘Cartas ao Painel do Leitores’, copyright Folha de S. Paulo

’23/08/04

Horário eleitoral

‘Causou-me espanto a nota ‘Expulso do paraíso’, publicada no ‘Painel’ (pág. A4, 19/8), que afirma que o vereador Carlos Alberto Jr., meu filho, teria sido impedido de participar do horário eleitoral gratuito porque a igreja da qual sou pastor-presidente, a Comunidade da Graça, teria recebido a visita da prefeita Marta Suplicy. Ambas as afirmações são falsas. Sobre o vereador, pelo que me consta, ele nunca foi expulso, mas não posso falar por ele. No entanto, sobre a Comunidade da Graça, posso afirmar: nunca recebemos a prefeita Marta em nenhum dos cultos ou celebrações que realizamos. Não porque rejeitamos a nossa alcaidessa. Porém isso nunca aconteceu e eu me senti agredido com a publicação dessa falsidade, sem que ninguém da Comunidade tivesse sido ouvido para uma eventual checagem da informação.’ Carlos Alberto de Quadros Bezerra, pastor-presidente da Comunidade da Graça, presidente do Conselho de Pastores do Estado de São Paulo (São Paulo, SP)

Resposta da jornalista Renata Lo Prete, editora do ‘Painel’ – A nota informou corretamente que Carlos Alberto Jr. foi deixado fora do primeiro dia de horário gratuito por decisão do PSDB -que ainda não esqueceu a recente tentativa de aproximação do vereador com o PT. Quanto à informação de que Marta Suplicy teria visitado a Comunidade da Graça, o missivista tem razão. Leia a seção ‘Erramos’, abaixo.



21/08/04

Loterias

‘Ao contrário do que informou a reportagem ‘GTech perde no STJ monopólio em lotéricas’ (Brasil, 20/8), a GTech Brasil não entrou em disputa judicial com a Caixa para que lhe fosse garantido o monopólio do processamento de dados das casas lotéricas. Ao recorrer à Justiça, a empresa buscava seu legitimo direito de participar da concorrência lançada pela Caixa em 2000 com uma proposta que abrangesse a totalidade dos serviços licitados, e não apenas parte deles, como pretendia a instituição bancária. Tal direito foi assegurado à GTech Brasil por decisão judicial. A GTech Brasil não causou prejuízo nenhum à Caixa. O prejuízo de R$ 233 milhões, alegado pela União, não foi comprovado. Tanto que o presidente do Tribunal Regional da 1ª Região, em 2002, e o presidente do Superior Tribunal de Justiça, em 2003, indeferiram o pedido de suspensão da decisão judicial favorável à GTech Brasil exatamente por não estar comprovado o suposto prejuízo. É preciso esclarecer ainda que o projeto de interligação dos postos de atendimento da Caixa em mais de 2.000 municípios, denominado Caixa Aqui, foi excluído da decisão judicial em abril de 2003 mediante acordo celebrado entre a Caixa e a GTech Brasil.’ Fernando Cardoso, presidente da GTech Brasil (São Paulo, SP)

Resposta dos jornalistas Marta Salomon e Iuri Dantas – Ao barrar a licitação por fatias de serviços, a GTech tentava garantir na prática o monopólio. O prejuízo foi apontado pelo STJ e pelo TCU.



19/08/04

Depósito

‘Em relação ao texto ‘Relatório do BC liga deputada a bicheiro’ (Brasil, pág. A11, 16/8), que tem o subtítulo ‘Mulher do presidente do INSS depositou dinheiro em factoring de João Arcanjo Ribeiro’, faço os seguintes esclarecimentos: 1) Reafirmo que não tenho e nunca tive nenhum tipo de envolvimento com a factoring mencionada; 2) O citado depósito de R$ 5.700 que teria sido efetuado na conta da Confiança Factoring em 10/10/2002 jamais foi feito pela minha campanha; 3) Assim que tomei conhecimento (pela imprensa) da referida denúncia, pedi averiguação imediata dos fatos e descobri que o valor se refere à quitação de serviços gráficos de publicidade e confecção de cartazes e foi pago, em cheque nominal (conforme cópia anexa), à Oriente Livraria Móveis e Gráfica Ltda., sob o nº 850.062, de 7/10/2002; 4) Ou seja, se a referida gráfica trocou o cheque em qualquer tipo de instituição financeira, não há cabimento nenhum em atribuir essa responsabilidade às minhas despesas de campanha; 5) É preciso esclarecer ainda que as cópias do cheque, do canhoto do cheque, da nota fiscal emitida pela gráfica (nº 000123) e da prestação de contas da campanha de 2002 com a Justiça Eleitoral, na qual o pagamento do referido serviço gráfico é informado, estão sendo enviadas a este jornal para que se façam os devidos esclarecimentos e que não paire nenhuma dúvida sobre a lisura da transação comercial em questão; 6) Lamento que um fato como esse tenha sido absurdamente utilizado como ‘prova’ de uma pseudoligação minha com a referida factoring e, por extensão, com o crime organizado no Estado. Tal acusação beira à calúnia, à injúria e à difamação; 7) Por certo -e isso me parece claro devido às notícias que vêm sendo publicadas pelo jornal em relação à questão- existe um movimento orquestrado em setores ainda obscuros na busca de qualquer notícia que possa prejudicar a condução dos trabalhos do diretor-presidente do INSS, Carlos Bezerra, meu marido. Como não conseguem atingi-lo, resta a esses setores iniciar ataques, ainda que sem nenhuma comprovação, contra pessoas que o cercam.’ Teté Bezerra, deputada federal (Cuiabá, MT)

Resposta do jornalista Hudson Corrêa – A reportagem se baseou em relatório do Banco Central.

Candidaturas

‘A Folha mais uma vez carrega na tinta para vender a idéia de que candidaturas petistas não vão bem, conforme a nota ‘Serpentário’ (‘Painel’, Brasil, pág. A4, 17/8). Sei que não sou a única vítima e que não é a primeira vez que isso acontece comigo. Se o jornal olhasse no retrovisor, veria que, há quatro anos, seu instituto de pesquisa -o Datafolha- publicou, na véspera das eleições, a seguinte projeção sobre Osasco: Celso Giglio, com 51% dos votos, e Emidio de Souza, com 36% dos votos. Resultado oficial no dia seguinte, conforme o Tribunal Regional Eleitoral (TRE), sobre o total de eleitores aptos a votar à época: Celso Giglio, com 39,6% dos votos, e Emidio de Souza, com 36,8% dos votos. Ou seja: a Folha errou, influenciou muitos eleitores com números fantasiosos e não reconheceu o erro. Olhar no retrovisor faria bem antes de tirar conclusões apressadas.’ Emidio de Souza, deputado estadual, primeiro-secretário da Assembléia Legislativa de São Paulo e candidato a prefeito de Osasco pela Frente Osasco Nossa Vida (Osasco, SP)

Resposta da jornalista Renata Lo Prete, editora do ‘Painel’ – Detectada por pesquisas de diferentes institutos, a dificuldade da candidatura do missivista em Osasco é reconhecida pelo próprio PT. Também a menção ao Datafolha -que não guarda nenhuma relação com a nota publicada- carece de fundamento, uma vez que resultados eleitorais só podem ser confrontados com levantamentos de boca-de-urna.’

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