Sexta-feira, 24 de Março de 2017
ISSN 1519-7670 - Ano 19 - nº937

ENTRE ASPAS > SEXTA-FEIRA, 16/03

Novo ministro da Justiça
defende circulação da opinião

Por Luiz Antonio Magalhães em 17/03/2007 na edição 424


Leia abaixo os textos de sexta-feira selecionados para a seção Entre Aspas.


************


Folha de S. Paulo


Sexta-feira, 16 de março de 2007


SEGUNDO MANDATO
Valdo Cruz e Kennedy Alencar


Tarso defende liberdade de ‘circulação de opinião’


‘O novo ministro da Justiça, Tarso Genro, defende a discussão ‘da liberdade de circulação de opinião, principalmente da opinião política’, na imprensa.


Afirma que não há problema de liberdade de imprensa no país, mas ‘de circulação de opinião de forma mais plural’.


Segundo Tarso, que deixa hoje o ministério de Relações Institucionais e assume novo posto na Esplanada, o que falta é a possibilidade de ‘a cidadania mais deslocada do debate político poder exprimir de forma abrangente a sua opinião’.


Em entrevista à Folha, Tarso diz ter três prioridades na pasta: reforma política, continuar a política de segurança pública do antecessor, Márcio Thomaz Bastos, e ‘integrar as políticas de segurança pública com as políticas sociais’.


Tarso rejeita a avaliação de que será mais propenso a pressões políticas por ter interesses partidários diretos. Afirma que a PF terá ação ‘republicana’.


FOLHA – Quais serão suas prioridades na Justiça?


TARSO GENRO – Reforma política, continuidade do trabalho do Márcio na segurança pública e, a médio e a longo prazos, integrar as políticas de segurança pública do governo com as políticas sociais. Essa última permitirá que a segurança pública seja tratada rigorosamente como questão policial, científica, de articulação institucional entre a União e os Estados. Ao integrar a questão da segurança pública na afirmação da cidadania, me refiro particularmente aos jovens das periferias.


FOLHA – O sr. compartilha da tese, já expressada pelo presidente, de que a violência nos grandes centros urbanos é herança de governos passados, descaso com a juventude e resultado da desigualdade social?


TARSO – Não entendi que o presidente tivesse culpado qualquer governo passado. Interpretei suas afirmações como herança do Estado brasileiro. A desigualdade e a expectativa diferente sobre futuro influem na criminalidade, mas são fatores.


FOLHA – Entra governo e sai governo, e a segurança permanece um problema no país. Por quê?


TARSO – Urbanização acelerada, ausência de políticas públicas de inclusão e de integração social. Há ainda a estética da morte, a estética da violência, que faz parte de um tipo de cultura de uma sociedade como a nossa. Isso não é responsabilidade de um governo em especial, mas resultado de uma formação social concreta.


FOLHA – Como essa estética da morte se expressa?


TARSO – Por meio da exacerbação da violência, que influi na juventude, por meio da ausência de uma educação pública que afirme os valores da solidariedade, que dê oportunidades para as pessoas se integrarem socialmente. Isso ocorre não somente no Brasil, mas também nos países desenvolvidos. É um problema civilizatório.


FOLHA – Qual sua posição sobre redução da maioridade penal e o tempo de internação do jovem infrator?


TARSO – Em relação à redução da maioridade, o governo já expressou sua posição contrária. O aumento do tempo de internação tem de vir acompanhado de medidas eficazes educativas e de reintegração, se essa for a opção. Não há uma avaliação rigorosa se isso é realmente necessário, se terá efeitos dissuasórios na criminalidade.


FOLHA – Na campanha de 2006, o sr. sustentou que a imprensa agiu contra a candidatura de Lula em aliança com a elite paulista. Mantém a avaliação?


TARSO – No país não existe problema de liberdade de imprensa, nem de mau exercício da liberdade de imprensa. Existe um debate político importante sobre o futuro da democracia brasileira, em que a questão dos meios de comunicação é um elemento importante. Não acho que existe qualquer campanha conspiratória contra o governo Lula nem contra a democracia. O que falei foi que nitidamente a maior parte da imprensa estava contra o governo. Apenas o óbvio.


FOLHA – Na tese Mensagem ao Partido, documento para o 3º Congresso do PT assinado pelo sr., prega-se a democratização dos meios de comunicação. O que seria isso?


TARSO – Não será a partir do Estado. É uma questão de consciência da sociedade de como se organiza a circulação da opinião. No Brasil, existe liberdade de imprensa. Ela tem de ser preservada e está preservada na Constituição. Agora, qualquer país sério tem de discutir a liberdade de circulação de opinião, principalmente da opinião política, o que muitos países estão fazendo, mas não se trata de problema de liberdade de opinião ou de imprensa, e sim de circulação de opinião de forma mais plural.


FOLHA – Falta pluralidade à imprensa brasileira?


TARSO – Não falta pluralidade, porque os meios de comunicação têm várias posições políticas. Falta possibilidade da cidadania mais deslocada do debate político, afastada de assuntos de informação, poder exprimir de forma tão abrangente como os demais sua posição.


FOLHA – Como isso poderia ser feito, por meio de TV pública?


TARSO – Uma TV pública é importante. E o aumento do número de jornais, revistas, TVs privadas e públicas regionais.


FOLHA – O sr. acha necessário alguma regulação da imprensa, como se tentou no primeiro mandato com o Conselho Federal de Jornalismo?


TARSO – Não, eu acho que a liberdade de imprensa está bem regulada, há meios legais para que os cidadãos exerçam seus reparos à imprensa quando se sintam ofendidos.


FOLHA – O sr. interpelou judicialmente um colunista (Demétrio Magnoli) que o chamou de ministro da classificação racial, numa referência à política de cotas pelo sr. defendida. Não é um atitude contra o direito de opinião?


TARSO – Em primeiro lugar, não fui eu que fiz. Foi o advogado-geral da União. Em segundo lugar, para um filho de mãe judia, ser qualificado como integrante do ministério da ‘classificação racial’ é extremamente ofensivo. Se o advogado-geral não o tivesse interpelado, eu o teria feito. É um direito individual de um cidadão de esclarecer no plano jurídico o que a pessoa quis dizer com uma classificação desse tipo. Soube que a interpelação foi respondida e ela satisfez o advogado-geral. Respondeu que não teve a intenção de ofender.


FOLHA – O sr. comandará a PF, que ainda investiga o dossiegate. Qual será sua orientação para esse caso?


TARSO – Quem vai comandar a Polícia Federal é o chefe da Polícia Federal, não o ministro da Justiça. O ministro não comanda nem orienta a Polícia Federal fora da legalidade. A PF tem uma normatividade muito clara dos seus deveres e obrigações, e é uma legislação muito republicana. Ao ministro da Justiça não compete interferir nas ações, a não ser para preservar a legalidade, quando isso, eventualmente, for ferido.’


Carlos Heitor Cony


Aquele abraço


‘JORNAIS E revistas, na semana passada, deram destaque à foto de Lula e Bush unidos num abraço que pareceu a todos sincero, afetuoso de parte a parte.


Ninguém esperava que os dois se engalfinhassem por conta das divergências pessoais e políticas que marcam as relações do Brasil com os Estados Unidos. Cada qual ficou na sua, Lula não se comprometeu a romper relações de amizade com Chávez, Bush não prometeu mudar a legislação de seu país sobre o comércio dos nossos produtos.


Mesmo assim, o abraço (que em breve se repetirá em Camp David) foi positivo, Lula poderia se recusar ao gesto de amizade, alegando a malignidade do satanás de plantão. E Bush poderia recusar qualquer tipo de intimidade com o presidente de um país que condenou a invasão do Iraque – pedra de toque que ficará marcando sua participação no cenário internacional do nosso tempo.


E por falar no Iraque, lembro o abraço que ficou faltando entre o mesmo Bush e Saddam Hussein. Não se trata de um delírio do cronista. Dias antes da invasão, o ditador iraquiano deu uma entrevista a uma rede de televisão norte-americana, convidando Bush a um encontro pessoal. Que ele viesse acompanhado de seus principais assessores, técnicos e informantes para verificar se havia ou não armas de destruição em massa em algum ponto do território iraquiano.


Delegações internacionais e da própria ONU já haviam feito os relatórios negando a existência deste arsenal apocalíptico, mas Bush continuava brandindo suas acusações sobre o poder destruidor das armas inexistentes de Saddam Hussein. Mentira que já custou e continuará custando milhares de mortes e colocou Bush no patamar de vilania no qual se encontra.


Bush não respondeu ao apelo, já estava em negociações com outros chefes de Estado para apoiarem a invasão, ele desejava destruir Saddam Hussein de qualquer maneira, obrigou o general Colin Powell a exibir as provas do arsenal inexistente. E partiu para uma guerra que ainda não acabou, livrando-se de seu inimigo, que terminou na forca, julgado e condenado pela Justiça iraquiana, mas por outros crimes pontuais de sua ditadura e não pelas armas de destruição em massa que ele não tinha.


Se Bush tivesse aceitado o apelo de Saddam Hussein, não precisaria abraçá-lo afetuosamente, tal como fez com Lula. Bastaria o encontro em si para desarmar o dispositivo de guerra que já estava montado, pelo menos adiaria por tempo indeterminado a invasão, até que fossem criadas novas condições para um novo ultimato.


Uma guerra – já foi dito por aí- é a continuação da diplomacia por outros meios, os meios da força bruta que nada têm de diplomático. E Bush queria a guerra, repetindo o argumento do lobo contra o cordeiro na fábula de Esopo.


Evidente que Saddam não podia ser comparado a um cordeiro, mas naquele episódio -o do arsenal que não possuía- estava sem a culpa alegada pelo lobo para destruí-lo.


Dizem que a fome de um lobo é formidável. Por necessidade de ofício e por gosto pessoal, Bush continua sendo o lobo catando no cenário internacional os cordeiros que nem sempre são mansos e inofensivos, como Chávez, Morales e o próprio Lula, que atravessa uma temporada realmente inofensiva aos interesses dos Estados Unidos. Daí ter recebido o abraço carinhoso, sagrando-o como o líder da América Latina para o gosto de Bush e do próprio Lula, que está vendo sua liderança continental sumir pelo ralo do petróleo de Chávez e do gás de Morales.


Há sempre uma moeda para pagar os almoços que nunca são grátis. Lula não dispõe de petróleo suficiente nem de gás bastante para negociar mas tem canaviais à beça para poupar o milho de onde os norte-americanos obtêm um combustível alternativo. Pode e deve ser considerado um ‘friend’, tal como Roosevelt considerava Vargas, chamando-o de ‘my friend Vargas’.


E foram realmente amigos: Vargas cedeu a Roosevelt a base militar de Natal para abastecer os exércitos aliados que lutavam no norte da África contra os tanques nazistas. E Roosevelt colocou a construção da usina de Volta Redonda entre as prioridades do esforço de guerra que os Estados Unidos atravessavam.


Da amizade dos dois líderes resultaram benefícios concretos para os dois países. Donde se conclui que um abraço pode mudar a história, mesmo que seja na base do toma lá e dá cá.’


TV PÚBLICA
Nelson Motta


Fora do ar


‘O controle remoto está cheio de canais de televisão municipais, estaduais, federais, judiciários, legislativos, educativos e culturais espalhados pelo Brasil, a um custo fabuloso.


Quase todos são cabides de empregos, com programação pífia e audiências que somadas não chegam a um ponto de share. Dividindo as despesas pelo número de beneficiários, deve ser um dos custos per capita mais altos do mundo. Com os gastos para chegar a tão poucos espectadores, daria para lhes dar comida e computadores em vez de programas chatos.


A maioria absoluta dos programas desses canais poderia dispensar as antenas e ser apresentada em circuito fechado aos seus escassos espectadores, num bar ou num ônibus. Sairia mais barato do que colocar no ar.


É ótimo para a democracia que se possam acompanhar as sessões da Câmara e do Senado. Mas ninguém precisa das ‘programações culturais’, ou pior, ‘jornalísticas’, desses canais que só se vêem quando pega fogo o circo das CPIs.


Quando o governo, qualquer governo, desde os militares, fala em rede pública de TV, a idéia é sempre ‘oferecer opções’ (as deles) ao público, dominado pelos interesses das TVs privadas, que só pensam em ganhar dinheiro.


Os sábios acham que o povo é bobo e só vê Globo, Record, SBT e Band porque não tem nada melhor. Mas, quando essas mentes iluminadas se metem a dar ‘algo melhor’ à massa, a audiência é traço. Mas a conta é alta, paga por todos nós.


O custo previsto da RPTV, que certamente se multiplicará ao longo dos anos, é de R$ 250 milhões de nossos impostos, abrindo centenas de novos empregos públicos para amigos e correligionários que não conseguem trabalho em emissoras melhores.


Mas para que serve mais uma TV que não se vê?’


TODA MÍDIA
Nelson de Sá


Muito, muito


‘Como observou Daniel Castro na Folha, a televisão comercial, ou melhor, a Globo, ‘por incrível que pareça, é favorável ao projeto de rede pública’. Afinal, ‘não acredita que vá ter audiência’, em UHF. Mas ‘o projeto do governo’ vai além. Lauro Jardim diz na Veja On-line que o Ministério da Comunicação Social, que Franklin Martins ‘já deu todos os sinais de que irá aceitar’, abrange a nova rede, Radiobrás, Secom ‘e as verbas publicitárias do governo’. É por elas, verbas de R$ 1,5 bilhão, que o provável futuro ministro já está sendo descrito como ‘muito, muito mais poderoso do que se supunha inicialmente’. Martins foi dispensado pela Globo no ano passado.


‘DEMOCRATIZAÇÃO’


A Abert, que representa as redes comerciais, ou melhor, a Globo, reage às teles no Congresso. Na Câmara, segundo o site Tele-Síntese, cobrou ‘a democratização das teles, que vão produzir conteúdo e estão nas mãos de quatro empresas [sem] limitações, como a de pertencerem a brasileiros’.


No Senado, segundo o site Tela Viva, o presidente da comissão de Comunicações, suplente de Hélio Costa, ‘convidou’ o presidente da Anatel a ‘prestar informações acerca da aprovação de licença à Telefônica para TV via satélite’.


‘ESCRAVIDÃO’


De um lado, ‘Oposição ameaça bloquear votações no Senado se a emenda 3 da Super-Receita for vetada’, no título do ‘Valor’. Até Aloizio Mercadante declara que o governo ‘não pode ignorar uma posição apoiada por ampla maioria de parlamentares’.


De outro, no enunciado da agência Associated Press, em sites de jornais dos EUA à Europa, ‘Escravidão no Brasil pode aumentar se presidente assinar emenda’. A AP diz que ‘a escravidão por débito é comum’ no Brasil e atinge 25 mil, segundo a Igreja Católica.


A CORRIDA


O mapa dos itinerários de Bush e Chávez apareceu primeiro na Telesur, depois BBC, até ‘Economist’ (esq). Para a revista, Bush ‘chegou à frente na corrida’, não por oferecer mais, mas porque ‘hoje os desígnios para a região são menos imperiais que os de Chávez’.


MUITO MAIS


O ‘Financial Times’, em editorial, se junta aos tantos que cobram a redução da tarifa sobre o álcool. Até elogia a turnê como ‘um começo útil’, mas ‘Bush precisa pensar grande’. Para começar, ‘os ferozmente defendidos subsídios aos produtores de etanol são sérias distorções de mercado e minam o plano de combustível verde’ com o Brasil.


SEM SUBSTÂNCIA


Nos diários de viagem de ‘New York Times’ e ‘Washington Post’, muito folclore, como ‘a frase surpreendente’ de Lula sobre o ponto G, que confundiu a secretária de Estado. Sobretudo, a avaliação renitente de que o ‘simbolismo’ venceu a ‘substância’.


COMPAIXÃO, NÃO


Andrés Oppenheimer, no ‘Miami Herald’, avalia que a ‘compaixão’ de Bush não colou. Para exemplicar, citou frase que ouviu de Clóvis Rossi, da Folha, ‘a América Latina quer comércio e investimento muito mais que compaixão’. No fim, o colunista do ‘Miami Herald’ arriscou que ‘este acordo do etanol com o Brasil pode se mostrar mais que retórica vazia’.


DEBATE


Em seu blog, o mesmo Oppenheimer festejou que Chávez fez um ataque direto a ele, Oppenheimer, ‘mais um direitista’ etc. Nos comentários, vários leitores concordaram com Chávez. O colunista prometeu resposta domingo.


UMA NOVA BOLHA?


O site IDG Now, no UOL, informou que uma ‘rede social brasileira de web 2.0 recebe aporte de capital de risco’, afinal. É a Via6, do site de edição social Rec6. Em posts pela blogosfera, com destaque no próprio Rec6, enunciados na linha ‘O Vale do Silício é aqui’. Em seu blog, Ralphe Manzoni avaliou comedidamente que por aqui ‘os empreendedores da web 2.0 não vão ficar milionários nem os investidores torrarão dinheiro’, mas, diante da notícia, perguntou aos leitores:


– Será que nós vamos viver uma nova bolha? Comente.’


TELEVISÃO
Daniel Castro


Novela das seis supera ‘Paraíso Tropical’


‘Caos na Globo. Principal produto da emissora, ‘Paraíso Tropical’ teve anteontem desempenho inferior ao da novela das seis, o remake ‘O Profeta’.


‘Paraíso’, que vem registrando recordes negativos (é a pior estréia do horário na década), marcou 32,40 pontos no Ibope da Grande SP, contra 32,41 de ‘O Profeta’. A rigor, empataram em audiência absoluta.


Mas ‘O Profeta’ teve ‘share’ (participação no total de televisores ligados no respectivo horário) de 54,6%, maior do que o de ‘Paraíso’, de 49,3%. Isso ocorreu porque há menos gente vendo televisão no horário da novela das seis (59% dos televisores estavam ligados) do que na faixa das 21h (66%).


A quarta-feira (dia em que as novelas das oito dão menos audiência, porque têm capítulos menores devido ao futebol) foi particularmente infeliz para a Globo. Os dois programas que deram mais ibope do que a trama das 21h, tradicional líder de audiência da TV, ficaram abaixo dos 40 pontos: ‘Jornal Nacional’, 34, e ‘BBB 7’, 35.


A média diária da Globo foi de 17 pontos. Há um ano, era de 20 pontos. A Record, que em 2006 tinha 6 pontos, já subiu para 8. O SBT caiu de 8 para 6.


Para finalizar a ‘quarta-feira de cinzas’, a novela ‘Vidas Opostas’ (Record) foi líder às 22h44, por 17 a 16, quando a Globo exibia uma chamada de ‘Paraíso Tropical’ no final do intervalo do jogo Treze x Corinthians.


TOPETÃO 1 O publicitário Roberto Justus, apresentador de ‘O Aprendiz’, vai participar de novela. Ele entrará no último capítulo de ‘Bicho do Mato’, que a Record exibe na próxima terça-feira, no desfecho da personagem Betinha (Amandha Lee), uma alpinista social.


TOPETÃO 2 Na cena, Betinha estará em um semáforo distribuindo folhetos quando o carrão do publicitário pára. Ao vê-lo, Betinha pede a Justus para ser seu ‘pistolão’, arrumando-lhe uma vaga no próximo ‘Aprendiz’. Acaba tomando lição de moral.


DESMONTE A TV Cultura extinguiu a edição dominical de seu principal telejornal. A emissora diz que o ‘Jornal da Cultura’ aos domingos era só ‘experiência’.


CURRÍCULO As ex-’Big Brother Brasil 7’, Íris e Flávia foram convocadas para uma reunião com Mário Lúcio Vaz, diretor-geral artístico da Globo. Já se especula na emissora que as duas podem virar atrizes. A ex-sacoleira Íris caberia no ‘A Turma do Didi’.


VISÃO ERÓTICA O Ministério Público de São Paulo arquivou denúncia de uma ONG pesquisadora de mensagens subliminares que reclamou que ‘BBB 7’ faz merchandising de sexo, álcool e cigarro. Para a ONG, há imagens eróticas no cenário do confessionário do programa.


TUDO IGUAL O ‘Mais Você’, de Ana Maria Braga, não ficará mais curto a partir de abril. Continuará começando às 8h05 e terminando por volta das 9h27.’


************


O Estado de S. Paulo


Sexta-feira, 16 de março de 2007


RADIOBRÁS
O Estado de S. Paulo


Lucro da Radiobrás em 2006 cai 67%


‘A Radiobrás fechou o ano passado com queda de 67% em seus lucros. O resultado líquido da empresa de comunicação do governo federal caiu de R$ 20,764 milhões em 2005 para R$ 6,836 milhões em 2006. Além do aumento dos custos proporcionalmente maior que o avanço das receitas, a piora no resultado final foi motivada por redução nas subvenções do Tesouro Nacional. A Radiobrás opera seis emissoras de rádio, três de TV e duas agências de notícias na internet.’


SEGUNDO MANDATO
O Estado de S. Paulo


Frei Betto critica Lula por não abrir arquivos


‘‘A arte, através da literatura e do cinema, está fazendo o que o atual governo, presidido por um ex-preso político, deveria fazer: abrir os arquivos da ditadura.’ A crítica partiu de ninguém menos do que Frei Betto, amigo e ex-assessor de Lula. Ele é autor do livro Batismo de Sangue, que serviu de roteiro ao filme de mesmo nome que ontem foi exibido no Rio. O filme narra a participação de frades dominicanos na luta clandestina contra a ditadura militar e retrata a repressão política.’


CASO PEARL
O Estado de S. Paulo


‘Eu degolei Pearl’, diz terrorista


‘O paquistanês Khalid Sheikh Mohammed, número três na hierarquia da Al-Qaeda e acusado de ser o mentor dos ataques de 11 de Setembro, surpreendeu o mundo ontem ao confessar que estava por trás de outros 30 atentados, alguns dos quais nem mesmo a CIA desconfiava. Entre as inesperadas revelações de Mohammed está o assassinato do jornalista Daniel Pearl, em 2002. ‘Com a minha abençoada mão direita, eu decapitei o judeu americano Daniel Pearl’, teria dito ele durante interrogatório realizado sábado, mas cuja transcrição foi divulgada apenas ontem.


Pearl era correspondente do Wall Street Journal na Índia e havia sido seqüestrado no Paquistão. Depois de uma semana de cativeiro, teve sua cabeça cortada com um punhal. As imagens chocantes da decapitação foram colocadas na internet.


No depoimento dado na prisão da Base Naval dos EUA de Guantánamo, em Cuba, o terrorista afirmou ser o comandante de operações militares da Al-Qaeda e membro do conselho da organização – submetido apenas ao líder Osama bin Laden e a seu braço direito Ayman al-Zawahiri. Como era esperado, confessou ter planejado os ataques ao World Trade Center. ‘Eu fui responsável pela operação do 11 de Setembro, de A a Z’, declarou.


Na transcrição do depoimento, liberada anteontem pelo Pentágono, alguns trechos haviam sido omitidos – inclusive o que falava da execução de Pearl. Os militares se justificaram, dizendo que era preciso ganhar tempo para que a família do jornalista fosse notificada. Contudo, a parte em que Mohammed comenta sobre os maus-tratos sofridos na prisão também foi apagada, o que fez as organizações de direitos humanos receberem com desconfiança a confissão.


Mohammed, que havia sido capturado em março de 2003, ficou três anos isolado em uma prisão secreta da CIA. Durante o interrogatório, ele tentou se apresentar como ‘combatente inimigo’ e comparou suas ações às de outros revolucionários. ‘Se os ingleses tivessem capturado George Washington durante a Guerra da Independência, também o teriam considerado combatente inimigo’, disse. No depoimento de 26 páginas, o terrorista paquistanês falou em um inglês truncado, pediu ajuda a um tradutor de árabe e lamentou a morte de ‘crianças inocentes’ nos ataques de 11 de Setembro. Entretanto, disse que as vítimas faziam parte da guerra.


No fim, surpreendeu a todos quando seu advogado começou a ler uma lista de operações das quais o acusado assumia responsabilidade direta. Entre elas estão a explosão de um caminhão-bomba no World Trade Center, em 1993, que matou seis pessoas; e a minivan que levou pelos ares uma discoteca em Bali, na Indonésia, em 2002, matando cerca de 190 pessoas. Mohammed revelou ainda que planejou destruir o Canal do Panamá e o Big Ben, e que tentou matar o papa João Paulo II e os ex-presidentes americanos Bill Clinton e Jimmy Carter. De acordo com ele, uma segunda onda de atentados deveria seguir o 11 de Setembro. Entre os alvos estavam a Sears Towers, de Chicago, e o Empire State, em Nova York.’


JORNALISMO INVESTIGATIVO
O Estado de S. Paulo


SIP debate jornalismo de investigação na América Latina


‘A Sociedade Interamericana de Imprensa (SIP) realiza a partir de amanhã sua reunião semestral, desta vez em Cartagena de Índias, na Colômbia. Um dos principais painéis do evento, patrocinado pela Fundação Konrad Adenauer, discutirá a situação do jornalismo investigativo na região. Outros dois painéis tratarão de ética e da cobertura de conflitos armados.


Os dois principais convidados à reunião da SIP, que contará com cerca de 600 delegados, são Gabriel García Márquez, prêmio Nobel de Literatura de 1982, e o presidente da Microsoft, Bill Gates, que vai falar sobre o impacto das novas tecnologias – especialmente as conexões de banda larga à internet e a telefonia móvel – sobre a atividade jornalística. Jon Lee Anderson, colaborador da New Yorker, também participará.


No domingo, a SIP prestará homenagem a Márquez, que fez 80 anos no dia 6 de março. Além disso, em 2007 se celebra 40 anos de publicação de Cem Anos de Solidão, obra-prima do escritor e jornalista.


SINAL DE QUALIDADE


‘Devemos impactantes revelações ao jornalismo de investigação sobre fenômenos de corrupção, narcotráfico e violações de direitos humanos’, disse Jaime Mantilla, presidente do Instituto de Imprensa da SIP.


Mantilla acrescentou que esse tipo de jornalismo é um ‘sinal de qualidade e de compromisso com a verdade’ dos jornais da América Latina.


Segundo uma pesquisa elaborada em 2006, encomendada pelo Instituto de Imprensa da SIP, 90% dos jornalistas entrevistados disseram que os meios devem lutar mais para desenvolver o jornalismo investigativo. Quando questionados sobre o que impede esse desenvolvimento, 63,6% dos entrevistados apontaram falta de pessoal, e 61%, de capacitação dos profissionais de imprensa. EFE E AFP’


TELEVISÃO
Etienne Jacintho


BBB7 bate recorde


‘A sétima edição do Big Brother Brasil começou tímida, sem grande audiência nem repercussão. O elenco sem graça e repleto de mauricinhos não atraía o público, que não se via retratado por Cidas e Maras. Mas isso mudou a partir do momento em que o público elegeu um herói. E, quando os inimigos da audiência começaram a ameaçar Diego e seus aliados, o BBB voltou à boca do povo. O ibope da atração, porém, ainda não chega perto dos índices alcançados nas primeiras edições do reality show.


No entanto, o Big Brother Brasil é produto rentável na TV paga – entre um público mais elitista. O Multishow quebrou seu próprio recorde de audiência entre os canais pagos ao exibir flashes do reality. No dia 27 de fevereiro, o Multishow atingiu 7,5 pontos de audiência, o que corresponde a quase 1.153 milhão de pessoas. O número foi alcançado ao mostrar as cenas que sucederam a eliminação de Íris contra Diego – a primeira aliada derrubada pela turma liderada por Alberto, o vilão do BBB7.


Enquanto o Multishow comemora a marca, a Globo tenta inventar regras, paredões inusitados e outras surpresas, na tentativa de voltar à faixa dos 50 pontos de ibope que costumava marcar.


entre-linhas


Os casos resgatados pelo programa Linha Direta – Justiça, na Globo, vão virar livro.


Quem acompanha o crescimento da Record jura que o setor aéreo faz parte dos planos de expansão do grupo controlado pela Igreja Universal do Reino de Deus. A ver.


Cenas do ator Juca de Oliveira na pele de João Gibão na novela Saramandaia, de 1976, podem ser vistas hoje, no portal G1. A exibição dos vídeos é uma homenagem ao ator, que completa 72 anos.


A Cultura transmite amanhã, às 17h15, a partida entre Porto e Sporting, pelo Campeonato Português de Futebol.


E, por falar em Cultura, a emissora irá lançar gibis do Cocoricó. A novidade será o primeiro fruto da parceria fechada a Editora Globo.


A Play TV dará mais espaço ao esporte em sua programação. Foi criada uma equipe de produção de esportes da Play TV em conjunto com a Band. Amanhã, às 22 h, vai ao ar o primeiro programa semanal sobre a Fórmula Truck. E no domingo, às 22 h, começa a série de 2007 sobre a Fórmula Indy.


O desenho Fullmetal Alchemist, exibido pela RedeTV!, foi um dos grandes vencedores do 1º American Anime Awards, premiação que ocorreu em Nova York no último dia 24.


Taís Araújo comemora hoje um ano à frente do Superbonita. No GNT, às 22 horas.’


************

Todos os comentários

x

Indique a um amigo

Este é um espaço para você indicar conteúdo do site aos seus amigos.

O Campos com * são obrigatórios.

Seus dados

Dados do amigo (1)

Dados do amigo (2)

Mensagem