Terça-feira, 18 de Dezembro de 2018
ISSN 1519-7670 - Ano 19 - nº1018
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ENTRE ASPAS >

O Globo

28/07/2005 na edição 339


‘Após semanas de negociações, o grupo francês de telecomunicações France Télécom anunciou ontem oficialmente a aquisição de 80% da Amena, divisão da Auna e terceiro maior operador de telefonia móvel da Espanha, por 6,4 bilhões de euros ((US$ 7,72 bilhões) em dinheiro. Com o negócio, a France Télécom entra no mercado espanhol de telefonia celular, segmento que se soma às suas atividades de telefonia fixa e de internet.


A aquisição foi efetuada por meio da Orange, divisão de telefonia móvel da France Télécom, e estará concluída definitivamente após a separação das atividades de cabo e telefonia da Auna, controladora da Amena. Em seguida, a France Télécom – que está presente no mercado de internet da Espanha por meio da marca Wanadoo – procederá a fusão entre Auna e Amena, formando o segundo maior grupo de telecomunicações da Espanha.


Para analistas, termos do acordo são bons


Parte da transação será paga à vista e parte será financiada, com o aumento de capital com o aporte de três bilhões de euros. Com isso, a operação eleva o valor da Amena, incluindo sua dívida, a 10,6 bilhões de euros.


O negócio dará ao grupo France Télécom entre 75% e 80% do novo grupo. O restante será propriedade do Santander Central Hispano (SCH), da Unión Fenosa e da Endesa, assim como dos minoritários que quiserem conservar sua participação na empresa, entre os quais, alguns fundos de pensão espanhóis. A France Télécom calcula que economizará um bilhão de euros com possíveis sinergias.


‘Essa fusão reforça o papel de liderança da France Télécom em um dos mais atraentes mercados de telecomunicações da Europa’, afirmou a companhia, em nota.


– Os termos do acordo são melhores do que o esperado, mas não trazem grandes surpresas – disse o analista da corretora ETC Pollak, Manuel Lachaux.’



TV PAGA


Adriana Mattos


‘TV a cabo para baixa renda pode custar R$ 15 ‘, copyright Folha de S. Paulo, 28/07/05


‘Uma recente flexibilização das regras de funcionamento das operadoras de TV por assinatura deve fazer chegar o serviço a certos bolsões de pobreza das capitais ainda neste ano. As grandes operadoras estão, finalmente, avaliando esse negócio agora. A expectativa é que os pacotes de TV a cabo, a preços médios de R$ 15, possam ser oferecidos para a população das favelas, por exemplo.


A questão foi debatida ontem, durante apresentação, em São Paulo, dos resultados do setor de TV por assinatura neste ano.


O assunto ganha importância agora porque a Anatel (Agência Nacional de Telecomunicações) fez uma advertência no último Plano Geral de Metas de Qualidade, publicado em junho e seguido pelas empresas do setor. A agência determinou que as regras estabelecidas para o serviço -a ser oferecido para consumidores de baixa renda- podem agora ser flexibilizadas. Por exemplo, o prazo de atendimento a uma região menos favorecida, em caso de pane no sistema, será menos rígido do que em outros locais já atendidos pelas operadoras.


‘Pode ser mais complicado atender a certas exigências da Anatel em um local de difícil acesso. Sem essa flexibilização das regras, as empresas evitavam atender esses locais porque corriam o risco de serem multadas pela agência’, disse ontem o diretor-executivo da ABTA (Associação Brasileira de TV por Assinatura), Alexandre Annenberg.


As operadoras têm a responsabilidade de ‘cobrir’ certas áreas com padrões de qualidade e de atendimento determinados e fiscalizados pelo órgão.


O projeto para atender camadas mais pobres é discutido há cerca de dois anos pela ABTA e pela Anatel. Agora, explica Annenberg, as empresas encaminharam a questão para o departamento jurídico para verificar os riscos da operação. Ele acredita na possibilidade de as operadoras oferecerem pacotes de R$ 15, em média, que podem conter os canais de TV aberta e canais públicos.


‘Acredito que esses pacotes possam ser oferecidos para essa camada da população ainda neste ano’, disse ele.


‘Gatos’ e ‘antenistas’


A cobrança de uma mensalidade elevada para o bolso da classe baixa fez com que a pirataria em regiões mais pobres crescesse. Estima-se que os chamados ‘gatos’ -instalações ilegais de TV por assinatura- respondam por 13% do parque instalado existente. São cerca de 300 mil conexões piratas de TV a cabo, que deixam de gerar às operadoras uma receita anual próxima de R$ 200 milhões.


Cerca de 90% das conexões piratas são de pessoas que já tiveram acesso ao serviço e deixaram de pagá-lo ou que foram cancelados por inadimplência.


Atualmente, as regiões mais isoladas nas capitais são atendidas por empresas chamadas pelo mercado de ‘antenistas’. Elas vendem o serviço a cabo ao captar, por satélite, sinais de TV aberta e retransmiti-los para regiões em que o sinal não era recebido. Por R$ 13 ao mês, é possível contratá-los.


Segundo dados apresentados ontem pela ABTA, o país tinha, ao final de março, 3,8 milhões de clientes de TV por assinatura. O número é 1,2% maior que o verificado em dezembro e 6,6% superior ao de igual mês em 2004.


Em 12 meses, de março de 2003 a março de 2004, entraram como assinantes novos 239 mil pessoas no país, o que dá 19,9 mil por mês.


Essa alta de 1,2% é próxima da esperada em termos de crescimento vegetativo para o país neste ano (1,5%). O resultado é considerado bom pela ABTA porque o setor amargou um período de estagnação anos atrás. A melhora da renda em 2004 e do desemprego neste ano pode explicar os resultados, diz a entidade.’


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