Quinta-feira, 21 de Setembro de 2017
ISSN 1519-7670 - Ano 19 - nº958

ENTRE ASPAS > FIM DE SEMANA, 2 E 3/10

O Globo

05/10/2010 na edição 610

ELEIÇÕES
Cristiane Jungblut e Henrique Gomes Batista

Debate não mudou quadro, dizem políticos

Petistas, tucanos e verdes concordaram num ponto, após o debate de quintafeira, na Rede Globo: o quinto e último encontro entre os presidenciáveis não alterou o quadro eleitoral. Entretanto, enquanto petistas saíram mais felizes do estúdio, de onde acompanharam o enfrentamento, tucanos e verdes demonstravam apreensão sobre a possibilidade de haver ou não segundo turno.

O ex-governador de Minas Gerais Aécio Neves (PSDB) disse que o evento não deve alterar o quadro eleitoral.

Mas, na sua opinião, há uma curva mais favorável à realização do segundo turno.

— Essa possibilidade, que não existia há 30 dias, agora está ocorrendo. Essa curva não se alterou com o debate. Agora, haverá tempo de causar o segundo turno? Isso, saberemos no domingo.

Mas, havendo segundo turno, que é o que acredito, teremos que começar a campanha no domingo à noite — disse.

Aécio chegou a criticar a falta de ataques mais diretos no último debate: — Talvez tenha ficado uma pontinha de frustração pela falta de confronto, mas eu não participei desta estratégia — disse Aécio, que elogiou a participação da candidata do PV, Marina Silva: — Parece que ela começou a acreditar em si mesma.

O presidente nacional do DEM, deputado Rodrigo Maia (RJ), que estava na TV Globo, admitiu que não houve intenção de os candidatos de se enfrentarem: — Não se teve a vontade dos candidatos do confronto.

Espero que, no segundo turno, haja o confronto.

O presidente do PV no Rio, Alfredo Sirkis, disse crer que Marina se saiu melhor e negou que ela tenha partido mais para o ataque: — Eu não diria que ela foi mais agressiva. Na minha opinião, ela está mais incisiva.

Vice da chapa de Dilma Rousseff , Michel Temer (PMDB) elogiou o nível do debate, lembrando que foi mais propositivo, sem abordar temas polêmicos como corrupção: — Nesse debate, houve mais espaço para tratar de propostas e temas que interessam à população. Mas não influencia na mudança do quadro — afirmou.

Jefferson anuncia voto em Plínio de Arruda Sampaio Assim como Aécio, o deputado Antônio Palocci (PT-SP) avaliou que o debate não alterou o quadro eleitoral: — O debate não muda o quadro, mas deixa o eleitor mais informado.

O desempenho de Serra provocou uma baixa ontem em sua campanha: o presidente do PTB, deputado Roberto Jefferson, anunciou que votará no candidato do PSOL, Plínio de Arruda Sampaio, e liberou os filiados do seu partido para votar como quiserem.

Oficialmente, o PTB está na coligação de Serra, mas grande parte da bancada petebista no Congresso apoia Dilma. Em seu Twitter, Jefferson criticou o desempenho de Serra: ‘Serra o mesmo de sempre. Sem graça, sem emoção, sem colorido.

Sem compromisso com o coletivo de partidos a seu lado. Eu, eu, eu… Plínio mostrou a força da terceira idade. Idealista, corajoso, fina ironia, coletivo, partidário.

(…) Plínio terá meu voto para presidente do Brasil.

Como presidente do PTB, libero meus companheiros a escolherem seu candidato’.

Ontem, integrantes da campanha de Serra disseram que o tucano cumpriu o que havia sido determinado por seus estrategistas: falar mais para o Nordeste e para as camadas mais baixas, com promessas como salário mínimo de R$ 600. A aliados, Serra explicou que, nos debates anteriores, ele perdera pontos ao ser mais agressivo e que, por isso, não deveria correr riscos.

O governador de São Paulo, Alberto Goldman (PSDB), disse acreditar que não era necessário tocar nos temas polêmicos: — Esses assuntos já são do conhecimento de toda a população.

O debate melhorou um quadro (para Serra) que já estava bom.

 

Gilberto Scofield e Natanael Damasceno

Serra e Dilma negam que tenham evitado confronto durante programa

Apesar de terem evitado o confronto direto no último debate entre os presidenciáveis, realizado anteontem pela Rede Globo, a petista Dilma Rousseff e o tucano José Serra negaram, ao fim do programa, terem se esquivado das perguntas do oponente. Segundo os dois adversários, foram as regras do debate que determinaram que houvesse pouco confronto.

— Eu perguntei para os candidatos que restavam a mim perguntar. E quando comecei o bloco, eu fiz perguntas a ele.

Não tenho nenhum problema em fazer perguntas (para Serra) — disse a petista, ao ser indagada se evitou fazer perguntas ao tucano.

Serra apresentou argumento semelhante: — Eu não evitei (fazer perguntas à Dilma). Eu só tive uma oportunidade. E que era um tema que eu achava que não era próprio para perguntas.

Apenas isso. Mas não evitei.

Tive a expectativa de que pudesse fazer isso no momento seguinte, mas o Plínio abriu (o bloco seguinte).

Serra não questiona caso envolvendo Erenice Serra disse ainda que só não questionou a ex-ministra sobre as suspeitas que pairam em relação ao filho de Erenice Guerra, sucessora de Dilma no Ministério da Casa Civil , por tráfico de influência porque não teve oportunidade.

Durante entrevista coletiva no Projac, após o programa, Dilma e Serra se disseram satisfeitos com o embate. Ele, por poder discutir propostas e pontos de vista. E ela, por ter achado elevado o nível da discussão.

— Cada um (debate) tem o seu peso. Mas esse foi muito emocionante por ser o último. E por a gente estar naquele momento em que estamos encerrando a campanha eleitoral. Eu agradeço ao Serra, à Marina e ao Plínio pelo fato de que nós tenhamos mantido um nível tão elevado nesse debate. É uma contribuição para a democracia, um desempenho como esse nas eleições — disse Dilma.

Já o tucano afirmou que, apesar de as regras do programa deixarem muitos assuntos pendentes, o encontro foi proveitoso.

Ele, no entanto, disse não ser capaz de responder se o programa será capaz de mudar o quadro eleitoral.

— Evidente que ficam muitas coisas pendentes, porque um debate tem regras, tem tempo, tem temas que são sorteados e muitas vezes não pode se tratar de tudo aquilo que de outra maneira seria abordado. Mas para mim foi bastante proveitoso.

Saio bastante satisfeito e com muita energia. Meu principal problema nesse momento é como vou dormir com tanta energia acumulada ainda agora. Se pudesse, jogaria uma partida de futebol ou iria a outro debate

 

Luiza Damé

Censura já atinge dez pesquisas no Paraná

Os 7,6 milhões de eleitores do Paraná deverão ir às urnas neste domingo às escuras.

Por maioria, o Tribunal Regional Eleitoral (TRE) manteve ontem a proibição de divulgar a pesquisa Ibope sobre intenção de votos para o governo do estado, cujo resultado seria anunciado hoje pela RPC TV, afiliada da Rede Globo. O TRE-PR aceitou o pedido de impugnação da pesquisa apresentado pelo candidato tucano Beto Richa, mas o Ibope promete recorrer ao Tribunal Superior Eleitoral (TSE) para liberar a sondagem, cujo levantamento de campo continuou sendo feito.

Esta foi a décima pesquisa de intenção de voto impugnada, parcial ou totalmente, pelo TRE.

Só o PSDB pediu a impugnação de oito pesquisas. O PSDB alegou no recurso à Justiça Eleitoral que a sondagem do Ibope tem distorções: no que diz respeito ao universo dos entrevistados com ensino médio e curso superior; a ponderação do nível econômico é o mesmo utilizado pelas pesquisas anteriores, sem base; a idade é diversa da apresentada pelo TSE, e os índices utilizados da Pesquisa Nacional de Amostra de Domicílio (Pnad) são de 2008, embora exista atualização de 2009.

A pesquisa Datafolha que seria divulgada hoje pelo jornal ‘Folha de S. Paulo’ também foi barrada, numa decisão liminar do juiz Luciano Carrasco, mas o recurso foi do PRTB. O candidato do PRTB ao governo do Paraná, Robinson de Paula, alega que seu nome foi excluído da lista de concorrentes. Se essas duas decisões forem descumpridas, a multa é de R$ 200 mil para cada um dos institutos.

 

INTERNET
Steve Ballmer, da Microsoft, perde bônus por não ter reagido à Apple

Embora a Microsoft, gigante mundial do setor de softwares, tenha conseguido obter um faturamento recorde no ano fiscal passado, seu presidenteexecutivo, Steve Ballmer, não recebeu a bonificação máxima prevista para o período. A redução do bônus do executivo se deveu a erros no segmento de celulares e ainda pelo fato de a empresa não ter reagido com rapidez suficiente ao lançamento do iPad, da rival Apple.

Ballmer, de 54 anos, recebeu ainda assim uma robusta bonificação em dinheiro: US$ 670 mil, relativos ao ano fiscal encerrado em 30 de junho.

Porém, este valor, o mesmo montante de seu salário, equivale à apenas metade de seu bônus máximo, segundo documentos da empresa apresentados na quinta-feira.

Apesar do corte do bônus, a maior fabricante mundial de softwares elogiou o desempenho de Ballmer, por elevar as vendas em 7%, para o patamar recorde de US$ 62,5 bilhões.

Isso se deveu às medidas de corte de custo que ele adotou e ao lançamento das versões mais recentes de Windows e Office, softwares usados em boa parte dos computadores do mundo. O documento anual do conselho da empresa também elogiou a atuação de seu presidenteexecutivo nos segmentos de videogames e na chamada computação nas nuvens.

Os comentários sobre a remuneração de Ballmer também fazem menção ao ‘lançamento mal sucedido do celular Kin, perda de mercado no setor de telefonia móvel e à necessidade de a empresa buscar inovações que lhe permitam obter vantagem de novos formatos’.

O Microsoft Kin, celular dotado de recursos especiais e dirigido a adolescentes, não conseguiu ir bem nas vendas.

A empresa decidiu então cancelar sua produção, apenas três meses após o lançamento da novidade.

Microsoft processa Motorola por quebra de patente Além disso, o sistema operacional Windows, presente em boa parte dos computadores pessoais, não tem obtido o mesmo sucesso em sua versão para os chamados celulares inteligentes. Esta vem perdendo terreno nos últimos anos para o iPhone; o Android, do Google; e o Research in Motion (RIM), do BlackBerry.

Neste segmento, o software da Microsoft ocupa apenas o quarto lugar nos Estados Unidos, com menos de 12% do mercado, segundo pesquisa realizada pela comScore.

Outra crítica a Ballmer diz respeito à falta de reação ao iPad.

O computador tablet da Apple vendeu mais de três milhões de unidades desde o lançamento, há alguns meses. Em junho, Ballmer declarou que os tablets com Windows serão lançados quando estiverem prontos.

Ontem, o jornal ‘Wall Street Journal’ publicou, citando fontes próximas à iniciativa, que a Microsoft apresentará oficialmente em 11 de outubro uma série de smartphones com a versão atualizada de seu sistema operacional. A AT&T começará a oferecer esses celulares quatro semanas após o lançamento, que deve ocorrer em Nova York, com eventos adicionais em outras cidades, segundo o jornal.

O ‘Journal’ também anunciou que a Microsoft iniciou uma ação judicial contra a Motorola, acusando-a de ter violado patentes com smartphones que usam sistema operacional Android, da Google.

Segundo a companhia, a ação foi impetrada na Comissão Internacional de Comércio e na Corte federal de Seattle.

A Microsoft alega que os celulares da Motorola com sistema Android violam nove patentes da Microsoft, variando da sincronização de emails, calendários e contatos, à notificação sobre sinais de força da bateria.

 

Facebook terá fotos de alta resolução no site

De olho nos 500 milhões de usuários que colocam mais de 100 milhões de fotos no site, o Facebook anunciou ontem, segundo o site eWeek.com, que um novo software permitirá a inclusão de fotos de alta resolução.

Segundo o site, também haverá uma ferramenta para baixar várias fotos de uma vez só e um visualizador de imagens mais sofisticado.

Em abril, lembra o eWeek.com, o Facebook comprou a Divvyshot, devido à especialização de seu fundador, Sam Odio. Ele desenvolveu software que permite que grupos de pessoa possam baixar, compartilhar e editar fotos na internet.

Mais do que o Picasa, da Google, ou o Flickr, do Yahoo, o Facebook é uma rede social que recebe acima de 100 milhões de fotos por dia. Muitos dos 500 milhões de usuários do Facebook usam o site para criar álbuns de fotografia on-line, acrescentando fotos de computadores e smartphones.

Como gerente de Produtos Fotográficos do Facebook, Odio recebeu como tarefa remodelar completamente seu software de fotos.

 

Analistas defendem direito autoral

Advogados e especialistas em comunicação defenderam ontem que a notícia veiculada na internet precisa ser protegida e que é preciso mobilização de todo o setor para defender os direitos autorais.

Eles também criticaram o anteprojeto de Lei de Direitos Autorais do Ministério da Cultura (MinC) por dar muita ênfase a proteger o consumidor e pouca aos direitos do autor.

O assunto foi o ponto central do Seminário a Proteção do Direito Autoral no Brasil, realizado pelo Centro de Estudos e Debates (Cedes), pela Escola de Magistratura do Estado do Rio de Janeiro (Emerj) e pela Globo Universidade.

Erick Brêtas, diretor regional de Jornalismo do Rio de Janeiro da TV Globo, ressaltou que mostrar a verdade tem um preço.

Brêtas lembrou que o Pulse, o aplicativo do iPad, computador tablet da Apple, se apropria das notícias de vários órgãos de comunicação, mas gera receita apenas para a empresa americana.

— A Apple cobra para oferecer o aplicativo aos seus usuários. As notícias são lidas, mas não geram audiência para os veículos responsáveis pelo material. Gerar esse conteúdo tem um custo. A verdade tem um preço — afirmou Brêtas.

Luis Fernando Matos Júnior, mestre em Direito da Propriedade Intelectual e membro do Conselho Diretor da Associação Brasileira da Propriedade Intelectual (ABPI), esclareceu que a legislação reconhece o direito da proteção, mas lembra que há uma dificuldade prática em aplicar a lei.

— Isso acontece devido à rapidez na internet. Por isso, é preciso uma mobilização coletiva e uma conscientização para reconhecer esses direitos. É necessário ainda que os Tribunais aceitem isso para combater essa prática — disse Matos Júnior.

Os especialistas também não pouparam críticas ao anteprojeto de lei do MinC. Segundo a professora da Faculdade de Direito da USP Silmara Chinellato, a esfera judiciária não foi consultada para a formulação do projeto: — O anteprojeto é o que eu chamaria de ‘consumerista’.

Não que eu seja contra os direitos do consumidor, pelo contrário.

Mas entendo que o consumidor não cabe em uma lei de defesa do autor. O anteprojeto é ruim como um todo, porque não respeita os direitos do autor, que pode inclusive ser punido pelo uso que faz de sua própria obra.

O anteprojeto de lei esteve submetido à consulta pública no site do MinC por 79 dias, até 31 de agosto. Uma versão consolidada, acatando contribuições da sociedade, será enviado ao Congresso para votação até o fim do ano. Para o desembargador André Corrêa de Andrade, do Tribunal de Justiça do Rio, o prazo da consulta pública não foi suficiente: — Está tudo muito corrido.

É necessário puxar o freio de mão para se discutir um tema tão importante. Isso pode evitar que o anteprojeto se torne um antiprojeto.

Críticas à possibilidade de licenças não voluntárias Andrade e a professora Chinellato também criticaram a parte do anteprojeto que dispõe sobre licenças não voluntárias, que permite à Presidência da República conceder licença de uso sem a autorização dos titulares das obras em determinados casos. Andrade se disse preocupado, argumentando que o trecho desestimularia a produção cultural: — Assim, estaríamos matando a galinha dos ovos de ouro.

O compositor Fernando Brant admitiu que seria razoável reformar a lei vigente sobre o tema, mas disse que o projeto do MinC adota ‘viés utilitário e aumenta a possibilidade do uso das obras sem autorização dos autores’: — A proposta coloca o direito do autor sob a ótica do direito do consumidor. Querem fazer um casamento entre jacaré e onça.

São coisas diferentes.

 

EQUADOR
Christine Lages

Nas rádios e TVs, somente a versão oficial

Enquanto milhares de pessoas no mundo acompanhavam pela TV os protestos de quintafeira em Quito, os equatorianos foram obrigados a se render à mídia estatal para terem informações sobre a crise que tomou as ruas da capital. Durante oito horas, as emissoras de TV e rádio privadas foram impedidas pelo governo — sob pena de punições — de transmitir seu próprio conteúdo, dando espaço obrigatório às reportagens produzidas por vias públicas.

Já os jornais impressos denunciaram que seus repórteres e fotógrafos foram agredidos durante os confrontos.

A medida foi aplicada pelas autoridades na manhã de quinta-feira. Rádios e emissoras de TV receberam por email uma mensagem do governo informando que as empresas eram obrigadas a transmitir o sinal dos canais públicos ‘de forma indefinida e ininterrupta até nova ordem’.

Ordem foi a primeira do gênero desde a ditadura A determinação — a primeira do gênero desde o fim da ditadura, em 1979 — surpreendeu os meios de comunicação.

Para o presidente da Associação Equatoriana de Rádio, Otto Sonnenholzner Sper, a população não soube de tudo o que acontecia nas ruas.

— O problema é que foi a primeira vez que fizeram algo assim.

Nunca aplicaram a lei desta forma. Se (a proibição) fosse pela segurança do Estado, entenderíamos.

Mas estávamos ajudando a informar os cidadãos sobre o que acontecia, para garantir sua segurança diante de um ambiente muito perigoso.

Sper defendeu a integridade do presidente Rafael Correa, que foi agredido fisicamente durante as manifestações, mas o criticou pela censura.

— Se ontem (as autoridades) queriam defender a democracia, deveriam ter defendido com mais democracia.

Outras entidades criticaram a ordem do governo, cuja justificativa foi de que Correa estava sequestrado e sob ameaça de golpe de Estado. A Associação de Editores de Jornais (Aedep) afirmou que ‘o estado de exceção impediu os cidadãos de terem outras versões além das oficiais’. Já a organização Repórteres Sem Fronteira condenou as ações das forças de segurança, argumentando que a crise ‘deu lugar a uma série de agressões contra os profissionais dos meios de comunicação’.

Desde que assumiu o governo, em 2007, Rafael Correa é acusado de perseguir a imprensa.

Uma proposta antiga, a Lei de Comunicações, tramita no Congresso e é chamada pela oposição de ‘lei da mordaça’. Entre seus artigos mais polêmicos estão a criação de um Conselho de Comunicação — integrado por funcionários apontados pelo governo — para verificar o que é publicado; multas a quem escrever reportagens difamatórias; e prestação de contas na internet, sobre linha editorial e código de ética das empresas

 

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