Terça-feira, 20 de Fevereiro de 2018
ISSN 1519-7670 - Ano 19 - nº974

ENTRE ASPAS > FIM DE SEMANA, 13 E 14/9

O Estado de S. Paulo

16/09/2008 na edição 503

INTERNET
Renato Cruz

Banda larga brasileira está entre as piores do mundo

‘A banda larga brasileira tem crescido rapidamente, mas a qualidade do serviço deixa muito a desejar. Um estudo feito pelas Universidades de Oxford e de Oviedo, sob encomenda da Cisco, analisou a qualidade da internet rápida em 42 países, e o Brasil ficou em 38º lugar, à frente somente de Chipre, México, China e Índia. Em primeiro lugar, ficou o Japão. A Cisco fabrica equipamentos de comunicação de dados.

‘O Brasil está pior do que a gente gostaria’, disse Pedro Ripper, presidente da Cisco do Brasil. O estudo teve como base o resultado de oito milhões de testes feitos pelo site Speedtest.net, que verifica a qualidade das conexões de banda larga para consumidores. O índice de qualidade de banda larga, criado para o estudo, leva em conta as velocidades de download (recebimento de dados), upload (envio de dados) e a latência (tempo que um pacote de dados leva da fonte ao seu destino). O estudo não levou em conta o preço da banda larga e a densidade de usuários.

O Brasil fez 13 pontos no índice, que vai de zero a 100. Segundo os pesquisadores, o país precisa ter, no mínimo 35 pontos, para que seus internautas possam fazer um uso adequado dos aplicativos que existem hoje na internet, como vídeos do YouTube, bate-papo com vídeo e troca de arquivos. ‘A qualidade média da banda larga brasileira está bem aquém do necessário para a web atual’, disse Ripper. Alguns países desenvolvidos, como a Espanha, a Itália e o Reino Unido, também ficaram abaixo dos 35 pontos.

Para novos aplicativos da internet, como vídeo em alta definição, seriam necessários 75 pontos. Somente o Japão fez mais de 75 pontos. ‘Por ser o único país com qualidade adequada, talvez as novas aplicações venham de lá’, acredita o presidente da Cisco. Os Estados Unidos não ficaram muito bem, no 16º lugar. ‘A qualidade da internet é um dos temas da campanha presidencial americana’, apontou Ripper. Os americanos vêem a qualidade do acesso à internet como um dos pré-requisitos para continuarem liderando o mercado de tecnologia.

Se for levar em conta os chamados Brics, a Rússia foi a mais bem posicionada, em 17º lugar, logo depois dos EUA. O Brasil ficou à frente da Índia e da China. A surpresa da lista foram a boa colocação de países do Leste Europeu, como Letônia (4º), Lituânia (7º) e Eslovênia (10º).

A qualidade da banda larga depende da infra-estrutura das empresas. Existem vários pontos da rede onde podem haver gargalos, como a rede com tecnologia IP (sigla em inglês de protocolo da internet), a conexão de sua rede com outras empresas de internet e suas conexões internacionais. A maioria dos contratos de banda larga no Brasil garante somente 10% da velocidade contratada, e existem momentos em que o usuário não consegue nem isso.

Segundo Ripper, a melhora pode ser conseguida com clientes mais educados e mais maduros e com informações mais transparentes por parte dos provedores de serviço, o que pode ser conseguido por meio de regulamentação. ‘Recentemente, a Ofcom (agência reguladora de comunicações da Inglaterra) propôs uma lei para que os provedores de internet publiquem de maneira padronizada as informações sobre o acesso, como velocidade mínima, velocidade de pico, velocidade de download e upload.’

A mostra brasileira incluiu quase 20 mil usuários aleatórios. Pode existir uma tendência de somente os internautas que acham a sua conexão ruim acessarem o Speedtest.net. Isso, no entanto, não distorceria a comparação internacional, porque serviria para todos os países.

Outro estudo apoiado pela Cisco, e conduzido pela consultoria IDC, apontou que a base de assinantes da banda larga no Brasil chegou a 10,04 milhões em junho, um aumento de 48% sobre o mesmo período de 2007. ‘Isso mostra só o aumento da densidade, não dá uma foto completa da situação da banda larga’, disse Ripper.’

 

 

O Estado de S. Paulo

Google compra empresa de software para blogs

‘O Google comprou a companhia de software para blogs sul-coreana Tatter & Co., em um esforço para se expandir em um mercado onde tem tido uma atuação relativamente pequena, de acordo com o Wall Street Journal. Os termos do acordo não foram divulgados. Chang Kim, co-presidente-executivo da Tatter, anunciou a transação em seu blog pessoal, dizendo que o acordo vai aumentar a participação de mercado do Google na Coréia do Sul, onde portais como o Yahoo são muito populares.’

 

 

TELEVISÃO
Keila Jimenez

Reprise derruba ibope

‘Além de sua audiência vespertina, que não é das melhores, a Record agora luta para recuperar o ibope na faixa das 17 às 21 horas, que vem caindo nos últimos meses. Segundo dados do Ibope, a emissora registrava em junho média de 11 pontos no horário, e caiu para 10 pontos em julho, e 9 pontos em agosto na Grande São Paulo.

A queda de audiência é atribuída à estréia da reprise de Prova de Amor, que derrubou a média do canal ao registrar ibope na casa dos 4 pontos. O repeteco da novela, que foi ao ar em 2006, já foi diagnosticado pela direção como um erro, uma vez que faz pouco tempo que a trama foi ao ar. Mesmo assim, a Record não pretende tirar a novela de cena tão cedo, pois ainda não arranjou outra solução para o horário.

A situação da emissora só não é pior porque as tardes do SBT também não vão nada bem, por conta do ibope fraco do Olha Você.

Uma grande reforma na programação vespertina da Record está prevista para o início de 2009. A rede estuda colocar séries americanas e um novo programa para tentar salvar o horário. Com isso, programas como o Balanço Geral e o Programa da Tarde podem dançar.’

 

 

LITERATURA
Ubiratan Brasil

Cartas de amor

‘A maldição do segundo livro não se apossou da escritora Carola Saavedra. Depois de conquistar o coração dos críticos e a afeição do público com seu primeiro romance, Toda Terça, a chilena de 35 anos que desde os 3 vive no Brasil não se intimidou e buscou novos caminhos para chegar com segurança a Flores Azuis (168 páginas, R$ 36), que a Companhia das Letras lança na segunda-feira.

‘Não tive nenhuma preocupação com deslumbre’, garante Carola, hoje morando no Rio de Janeiro. ‘Tão logo terminei o trabalho de lançamento do Toda Terça, no ano passado, comecei a pensar no Flores Azuis. Mas foi como se eu tivesse escolhido outro caminho, que me afastasse do primeiro romance.’

A evidência surge na comparação entre os dois livros: enquanto Toda Terça é marcado por uma falta de emoção, em Flores Azuis o amor transborda, quase em excesso. O que acontece já na abertura, quando o leitor se depara com uma carta assinada por uma mulher, que se identifica apenas por uma inicial, A. Ao longo do conteúdo, descobre-se que ela se separou do homem que é seu destinatário, um afastamento ainda não resolvido.

No capítulo seguinte, nova surpresa: a carta é destinada a um homem que já não vive mais naquele endereço e a correspondência acaba nas mãos do novo morador, Marcos, que não resiste à tentação da leitura. Também enfrentando os dilemas de uma separação, Marcos sucumbe à série de cartas que chegam ao seu apartamento, todas detalhando o inconformismo de uma mulher, que repassa as últimas horas de seu relacionamento amoroso com o verdadeiro (e desconhecido, para o leitor do livro) destinatário.

Aos poucos, as cartas se confundem com o relato em terceira pessoa, recurso que permite a Carola Saavedra dissecar em paralelo a tortuosa transformação sofrida tanto por A. como por Marcos que, obcecado pelas cartas que viola diariamente, passa a viver em função delas, o que desestabiliza sua relação com o trabalho, com a ex-mulher, a filha e a atual namorada, mulheres que não entende e que o deixam eternamente acuado.

‘Meu interesse era trabalhar com diferentes formas de linguagem, daí a escolha de uma narrativa em terceira pessoa e outra, do romance epistolar’, explica.’

 

 

DOAÇÃO
Reuters

Oprah Winfrey é eleita a mais generosa

‘Oprah Winfrey, apresentadora americana mais bem paga da TV, foi eleita a celebridade mais generosa, segundo lista anual publicada na revista Parade, realizada pelo Fundo Giving Back. Pelo segundo ano consecutivo, ela foi a mais votada, ficando à frente de outras 30 celebridades. A escolha de Oprah se deu por seu trabalho com a Fundação Oprah Winfrey e na Oprah Network, que concederam US$ 50,2 milhões para educação, tratamentos médicos e serviços de advocacia para mulheres e crianças no mundo todo ao longo de 2007. Na lista, ainda figuram Barbra Streisand, Paul Newman e o casal Angelina Jolie e Brad Pitt.’

 

 

 

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