Quarta-feira, 20 de Setembro de 2017
ISSN 1519-7670 - Ano 19 - nº958

ENTRE ASPAS > FIM DE SEMANA, 27 E 28/12

O Estado de S. Paulo

29/12/2008 na edição 518

INTERNET
Renato Cruz

Decresce registro de endereços na internet

‘O registro de endereços na internet, que vinha crescendo cerca de 30% ao ano, avançou somente 19% no terceiro trimestre deste ano, comparado ao mesmo período de 2007, chegando a 174 milhões em todo o mundo. ‘Os efeitos da crise só devem ser sentidos neste trimestre’, disse Erica Saito, gerente de Marketing para América Latina da VeriSign. ‘É a primeira vez que o crescimento fica abaixo de 20%.’ A VeriSign é responsável pelo registro dos endereços com final .com e .net.

Do total, 68,9 milhões de domínios tinham código de países. O mais popular entre os códigos de países é o .cn, da China, que ultrapassou o da Alemanha (.de) no trimestre passado. O código da China é o segundo mais popular no mundo, depois do .com. O crescimento anual do domínio .cn foi de 76% em 12 meses. ‘O .cn está em promoção há mais de um ano’, disse Erica. ‘Custa US$ 0,13 o registro.’

No ranking dos códigos de países, o Brasil (.br) subiu do nono para o oitavo lugar. O registro de endereços com final .br recebeu o incentivo de uma mudança na política do Comitê Gestor da Internet no Brasil em maio, que passou a registrar em endereços para pessoas físicas. Antes, a entidade exigia um número de CNPJ para fazer o registro. Existe atualmente cerca de 1,5 milhão de registros .br, segundo o Comitê Gestor da Internet no Brasil.

O país com mais endereços de internet na América Latina é a Argentina (.ar), com cerca de 1,8 milhão registrados. Está em sexto lugar no ranking dos domínios de países. ‘Na Argentina, o registro é gratuito’, explicou Erica. ‘Somente 20% são de verdade, entre 350 mil e 400 mil.’ No Brasil, a taxa para registro do domínio .br custa cerca de R$ 30 por ano.

No trimestre passado, foram registrados 11,5 milhões de endereços, o que representou uma queda de 2% tanto em relação ao segundo trimestre quanto ao mesmo período de 2007. O registro de domínios .com e .net, mais usados nos Estados Unidos, somou 6,9 milhões entre julho e setembro, uma queda de 9% em relação ao trimestre anterior e de 8% sobre o mesmo período de 2007.

Cerca de 8% da base registrada de .com e .net tem como objetivo gerar receita com publicidade on-line. ‘Este último segmento revelou-se especialmente fraco mais uma vez no terceiro trimestre, graças, em parte, às mudanças no programa Ad-Sense do Google e à redução de investimentos com publicidade na internet’, informou a empresa, em comunicado.

No Brasil, existiam 44,9 milhões de internautas no fim do ano passado, segundo o Comitê Gestor da Internet no País. O Ibope NetRatings aponta que havia 36,3 milhões de brasileiros com acesso à rede mundial em casa no fim do terceiro trimestre – 24,4 milhões usaram o serviço ao menos uma vez. Do total de internautas, 70% têm banda larga.

VÍDEO

Em seu relatório, a VeriSign destacou a maturidade do mercado de vídeos na internet. Cerca de 80% dos internautas dos Estados Unidos assistem a vídeos on-line ao menos uma vez por mês. Até 2002, devem chegar a 88%, ou cerca de 190 milhões de pessoas. As mulheres são 55% dos espectadores da web, o que reflete a divisão entre os gêneros em relação à TV convencional.

Entre os que têm banda larga em casa, 92% vêem vídeos on-line ocasionalmente nos EUA. Mais de um terço dos que têm de 18 a 29 anos assistem diariamente. Notícias, atualidades e comédias são os tipos de vídeo mais populares, seguidos de trailers de filmes. Os internautas costumam ver clipes com duração de um a cinco minutos. Os mais populares têm até três minutos.

Apenas 10% dos internautas americanos publicam seus vídeos na internet. Entre o grupo de internautas de 18 a 29 anos, essa parcela aumenta para 15%. Três quartos dos internautas usam mecanismos de busca para encontrar vídeos interessantes. Quarenta e seis por cento preferem vídeos com qualidade profissional.’

 

***
Verizon terá indenização de US$ 33 milhões

‘EFE – A Verizon Communications, uma das maiores operadoras dos Estados Unidos, deverá receber de indenização mais de US$ 33 milhões de outra empresa que registrou domínios na rede muito similares aos seus, informou ontem a companhia.

Um juiz da Califórnia deu razão à empresa de Nova York na disputa que mantinha com a OnlineNIC, com sede em São Francisco, e à qual acusou de se aproveitar de seus clientes com o uso de endereços na rede que podiam ser facilmente confundidos com os legítimos da Verizon.

A empresa explicou, em comunicado, que a OnlineNIC registrou de forma indevida ao menos 663 domínios que eram parecidos com os seus. ‘O tribunal concluiu que os registros de má-fé por parte da OnlineNIC de nomes relacionados com a Verizon foram feitos para atrair usuários da rede que buscavam acessar sites legítimos da companhia’, disse a operadora. O tribunal definiu indenização de US$ 50 mil por domínio registrado.’

 

Gerusa Marques

Telebrás terá aporte de capital de R$ 200 milhões

‘A Telebrás está mais próxima de se tornar a gestora de um programa nacional de inclusão digital, com o aumento de capital de R$ 200 milhões, autorizado pelo governo na quarta-feira e comunicado oficialmente ontem ao mercado. Para tanto, segundo técnicos do governo, a Telebrás usaria a rede de fibras óticas da Eletronet, prestadora de serviços de telecomunicações criada em 1999 por empresas de energia elétrica, que entrou em falência em 2003.

O aporte de R$ 200 milhões está previsto desde dezembro do ano passado e consta da Medida Provisória 405/2007 que liberou R$ 5,45 bilhões em créditos extraordinários para vários ministérios. Naquela época, a justificativa foi a promoção do equilíbrio de contas da Telebrás, para prepará-la para coordenar um programa de inclusão digital e de universalização da banda larga.

Os R$ 200 milhões, segundo um técnico do governo, foram empenhados no ano passado e ficaram como restos a pagar em 2008. Os recursos teriam sido liberados para evitar que se perdesse na virada do ano.

O aporte de capital provocou uma alta das ações da Telebrás na Bolsa de Valores. A empresa, que está em um processo inconcluso de extinção, era uma holding que controlava as operadoras estatais de telefonia, privatizadas em 1998. Desde então, administra um quadro de funcionários, muitos dos quais cedidos à Agência Nacional de Telecomunicações (Anatel).

A idéia de se revitalizar os 16 mil quilômetros de fibras óticas da Eletronet nunca foi abandonada pelo governo, que trava uma briga na Justiça com os credores da empresa (Alcatel-Lucent e Furukawa). A dívida estaria entre R$ 130 milhões e R$ 300 milhões. Fontes do governo sustentam, porém, que há no contrato da Eletronet uma cláusula que dá à estatal Eletrobrás o direito de tomar para si os ativos da empresa no caso de falência, mas o imbróglio aguarda decisão da Justiça Federal do Rio de Janeiro.

Caso a Eletronet seja liberada pela Justiça, Eletrobrás e Telebrás fariam um acordo para o uso da estrutura. A reativação da Eletronet, entretanto, exigirá investimentos ‘significativos’ para a construção de ramificações que liguem a estrutura de fibras óticas às cidades. A rede da Eletronet é como uma espinha dorsal, ligando o Brasil do Sul ao Nordeste, pela parte Leste do País.

Há no governo divergências a respeito da utilização da estrutura da Eletronet. Uma corrente pensa nessa rede como uma empresa estatal independente, capaz de prestar serviços de transmissão de dados, e outra corrente defende o uso dessa estrutura como complemento às atuais redes das concessionárias de telefonia.’

 

TELEVISÃO
Alline Dauroiz

Novela em cruzeiro

‘A TV Globo Internacional encerra 2008 com a maior presença mundial registrada desde 2005 e parceria firmada, só este ano, com 13 operadoras de TV de países como Suíça, França, Portugal, Estados Unidos, Chile, Nicarágua, El Salvador e Honduras. E, entre os contratos fechados, pela primeira vez figura uma operadora que distribui conteúdo exclusivamente para cruzeiros em território latino-americano, a Oceans TV.

Assim que sair de águas brasileiras, o Splendour of the Seas será o primeiro navio a receber o sinal internacional da emissora, que tem programação diferente da Globo no País.

Ao completar 10 anos em 2009, a Globo Internacional comemora os quase 80 mil assinantes nos Estados Unidos, 10 mil no Canadá e pouco mais de 25 mil em Portugal. E as novelas são o maior sucesso do canal. Entre janeiro e dezembro, espectadores de 47 países assistiram a 32 delas.

A campeã de exibição foi Páginas da Vida, em 22 países, seguida por Sete Pecados, em 18 países, Paraíso Tropical, em 12 países, e Cobras & Lagartos e Da Cor do Pecado, ambas exibidas em dez países.’

 

Thaís Pinheiro

Papo de adolescente no Mais Você

‘O Mais Você, da Globo, começa 2009 com um novo quadro. A escritora Thalita Rebouças, considerada ‘fenômeno’ entre as adolescentes brasileiras, esteve em outubro no programa de Ana Maria Braga e, a partir do dia 9, assume a série Puxando Assunto. Sua missão será conciliar as conversas nem sempre tão amistosas entre pais e filhos e colocar na mesa as dificuldades de diálogos, temas polêmicos e as típicas divergências de opiniões. A escritora já teve passagem pela emissora quando ainda atuava como jornalista.

Entre-linhas

O autor Aguinaldo Silva já comemorava ontem, em seu blog, a possibilidade da sua Senhora do Destino ir ao ar à tarde, no Vale a Pena Ver de Novo, da Globo. Na véspera de Natal, o Ministério da Justiça liberou a novela para maiores de 10 anos, o que significa que a inesquecível Nazaré Tedesco (Renata Sorrah) pode voltar ao vídeo em qualquer horário.

O Multishow apresentará um making of de Maysa, no dia 7, às 21h45. O programa acompanha a produção da minissérie, em especial a preparação da atriz Larissa Maciel para viver a cantora.’

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