Terça-feira, 17 de Setembro de 2019
ISSN 1519-7670 - Ano 19 - nº1055
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ENTRE ASPAS >

O Estado de S. Paulo

28/07/2009 na edição 548

GOLPE
Roberto Lameirinhas

Mídia hondurenha ignora movimento pró-Zelaya

‘Jornais e emissoras de TV de Honduras praticamente não informam sobre a situação tensa na fronteira com a Nicarágua. Noticiam apenas o movimento das ‘forças de ordem’ para garantir a ‘segurança de todos os hondurenhos’ da região e sobre ‘agitadores estrangeiros’ que reúnem ‘vândalos’ para atentar contra o Estado hondurenho.

Membros do governo do presidente deposto, Manuel Zelaya, não têm voz, exceto por frases fora de contexto exibidas em spots curtos para vinculá-los ao presidente venezuelano, Hugo Chávez.

‘Vivemos um período complicado. É preciso ter responsabilidade na missão de informar a população’, disse ao Estado Erwin Damaso, repórter do Canal 5, estatal e francamente a favor do presidente de facto, Roberto Micheletti. ‘Temos de ter cuidado para não passar a impressão de que um pequeno grupo de agitadores representa a maioria da população.’

Na verdade, a mídia hondurenha vem criando uma realidade paralela, ignorando o movimento pró-Zelaya e a tensão latente, apresentando um país que vive em completa tranquilidade, exceto pelas pouco numerosas hordas de subversivos patrocinadas por governos estrangeiros, como o de Chávez e o do presidente nicaraguense, Daniel Ortega.

Nos dias que se seguiram ao golpe do dia 28, emissoras de rádio e TV, assim como os jornais de Tegucigalpa, apressaram-se em divulgar a versão do governo de facto de que a substituição do presidente tinha obedecido estritamente a Constituição, enquanto âncoras e comentaristas desafiavam a comunidade internacional que insistia em condenar a deposição de Zelaya.

A CNN em espanhol chegou a ser retirada do ar pelas operadoras de TV a cabo, assim como a emissora chavista Telesul. A única emissora de rádio que se posicionou contra o golpe foi a Rádio Globo, que assumiu – também de forma apaixonada – a defesa de Zelaya.

‘As grandes emissoras e os principais jornais do país tomaram para si a tarefa de tergiversar e garantir o apoio popular ao golpe. Não há debate de ideias, só a intensa propaganda pró-Micheletti’, afirma um dos editores da Rádio Globo, Hugo Escobar.

O Canal 5 exibe, a cada dez minutos, declarações antigas de Zelaya comparando-as a discursos de Chávez. Faz paralelos entre a retórica dos dois presidentes sobre temas como reeleição, reformas constitucionais, socialismo e liberdade de imprensa.

Entre um e outro intervalo de propaganda, mostra Micheletti distribuindo cheques para a antecipação do pagamento de salários de funcionários públicos, anunciando aumento de soldos para soldados e policiais e acusando Zelaya de ter deixado uma ‘herança maldita’ em termos de economia e segurança pública.

As ‘marchas pela paz e dignidade’, pró-Micheletti – como a que ocorreu ontem em San Pedro Sula – têm transmissão praticamente ao vivo nas TVs.’

 

FOTOGRAFIA
Antonio Gonçalves Filho

Strand e sua máquina da verdade

‘Com um acervo fotográfico que começou a tomar forma em 1995 e hoje passa da meio milhão de imagens, o Instituto Moreira Salles (IMS) conseguiu reunir a mais importante coleção de fotografia brasileira do século 19, ampliando-a para receber os pioneiros da foto experimental no século 20 e seus herdeiros. Como ninguém nasce sozinho, faltava ao IMS fazer esse acervo dialogar com os mestres da fotografia internacional clássica e contemporânea. Hoje, com a inauguração da primeira exposição brasileira do fotógrafo norte-americano Paul Strand (1890-1976), surgem as primeiras frases desse diálogo com os estrangeiros. O Museu Lasar Segall, parceiro do IMS, abre suas portas para receber 107 fotos de Strand, cuja obra completa é preservada pela Aperture Foundation.

Desde que o fotógrafo realizou sua primeira exposição, em 1916, seu lugar como pioneiro da ‘straight photography’ – literalmente ‘fotografia direta, pura’ – já estava garantido ao lado de outros nomes históricos da fotografia no século 20, como Alfred Stieglitz (1864-1946). Casado com a pintora Georgia O?Keefe, Stieglitz, dono de uma galeria em Nova York, introduziu no mercado americano muitos artistas da vanguarda europeia, como Picasso e Matisse – além de Strand, é claro, a essa altura um rival na disputa pelas atenções da voluntariosa Georgia. Strand cedeu, desistindo da pintora. Preferiu preservar Stieglitz, convencendo-o de que o futuro da fotografia não estava no pictorialismo, ou seja, na mimética incorporação de elementos da pintura numa arte que havia nascido como forma autônoma de expressão.

Para provar que suas fotos eram ‘brutalmente diretas’ (como as definiria depois Stieglitz), Strand saiu às ruas de Nova York com uma câmera sem pudor, disposta a flagrar homens-sanduíche e o movimento incessante de Wall Street, vista numa das fotos da exposição como um abstrato cenário geométrico que parece antecipar as paisagens metafísicas de De Chirico. E isso foi apenas o começo de 60 anos de atividade ininterrupta desse humanista que iria descobrir sua verdadeira vocação, a de fotografar gente. Nesse sentido, ele fez o percurso inverso dos pintores abstratos: começou geometrizando a paisagem e acabou confrontando a figura humana.

E é esse percurso que a curadora Heloísa Estrada mostra nas 107 fotos da exposição, dividida, de forma didática, não apenas por décadas, mas em seis núcleos que definem as mudanças de foco de Strand a cada virada de decênio. Assim, no primeiro, surgem as imagens de uma Nova York monumental, populosa e rica, em contraste com a miséria de seus deserdados, como um homem-sanduíche flagrado em 1916. Já então Strand esboçava um discurso ideológico que iria lhe trazer muitos problemas na era macarthista, obrigando-o a mudar para a França em 1951. Documentos hoje disponíveis para consulta na Universidade do Arizona provam que os agentes da Inteligência americana sempre estiveram na cola do fotógrafo, suspeito por ser amigo de cineastas comunistas (Eisenstein, Joseph Losey) e mandar imprimir seus livros em Leipzig, na antiga Alemanha Oriental.

Oficialmente, Strand era apenas um esquerdista simpatizante. Sua admiração por operários da construção civil é flagrante no curta-metragem Manhatta, que rodou em 1921 com o pintor amigo Charles Sheeler e que integra a retrospectiva. A curadora Heloísa Estrada não entra em discussões ideológicas, mas identifica dois momentos-chave de sua obra: o início, quando Strand se liga ao movimento modernista (mais particularmente, ao precionismo, ou realismo-cubista) e os retratos que faz de comunidades espalhadas pelo mundo, do México (em 1933) ao continente africano (em 1964), passando pela Nova Inglaterra (décadas de 1920-1940), França e Itália (anos 1950). ‘É na Nova Inglaterra que Strand começa a fazer esses retratos frontais, austeros’, lembra a curadora, justificando a presença desses rostos hieráticos, bizantinos, em todos os núcleos da mostra.

Serviço

Paul Strand. Museu Lasar Segall. Rua Berta, 111, Vila Mariana, tel. 5574-7322. 14 h/19 h (dom. até 18 h; fecha 2.ª). Até 27/9. Abertura hoje, às 17 h, para convidados’

 

LITERATURA NA REDE
Ubiratan Brasil

Saramago prova das delícias de ser blogueiro

‘‘Sou como um elefante numa loja de louças: não sigo pauta, nem roteiros.’ Desde setembro do ano passado, o escritor português José Saramago é um ilustre ?elefante? que circula com desenvoltura pela rede mundial de comunicação. Na função de blogueiro, ele abastece sua página na internet (www.josesaramago.org) com certa regularidade, tratando desde temas particulares (sua passagem por São Paulo, no ano passado) até os aguerridos, como suas críticas à atuação do primeiro-ministro italiano Silvio Berlusconi. Aliás, os ácidos comentários (‘Na terra da Máfia e da Camorra, que importância poderá ter o fato provado de que o primeiro-ministro seja um delinquente?’) impediram a publicação, na Itália, do livro O Caderno (224 páginas, R$ 45), lançado aqui pela Companhia das Letras.

Trata-se de uma seleção de textos que Saramago postou entre setembro de 2008 e março deste ano. Na introdução, o escritor lembra-se de quando os cunhados lhe ofereceram um caderno, em 1993, no qual deveria registrar seus dias na nova moradia, em Lanzarote, nas Ilhas Canárias. Saramago jamais rascunhou uma letra ali, mas se inspirou para escrever Cadernos de Lanzarote, publicado cinco anos depois.

No ano passado, com seu site já no ar, o escritor foi incitado a repetir a experiência no formato de blog. Ainda que convalescente de uma doença que quase o levou à morte, Saramago aceitou a empreitada. Na verdade, empolgou-se a tal ponto que, quando sua mulher Pilar pediu para diminuir a quantidade de posts a fim de descansar nas férias, ele ficou triste, acreditando que Pilar não estivesse gostando de seus comentários. Afinal, ali era seu novo campo de batalha, no qual acariciou amigos (Jorge Amado, Carlos Fuentes, Chico Buarque) e também cutucou políticos, como no texto ‘Sarkozy, o Irresponsável’ e naquele contra Berlusconi que, dono da Einaudi, justamente a editora que publica a obra do escritor na Itália, proibiu o lançamento de O Caderno em italiano. Sobre essa nova forma de expressão (pretende lançar outra seleção de textos em setembro), Saramago respondeu, por e-mail, as seguintes questões do Estado, sem esconder um certo tom birrento que se lhe tornou característico.

Depois de alguns meses escrevendo como blogueiro, o que o senhor pensa dessa ferramenta de comunicação? Seria mesmo um revolucionário modo de se comunicar?

A rapidez é a sua grande virtude, mas daí a ser revolucionário vai uma grande distância. Revolucionário foi o telefone; o que veio depois são alargamentos tecnológicos dele, sempre com o mesmo objetivo: chegar mais longe e mais depressa.

Para um escritor, qual a principal utilidade de um blog: útil apenas para exercitar a escrita ou criar um canal quase imediato de comunicação com seu público?

A escrita não se exercita num blog. Se assim fosse, o mundo estaria cheio de escritores. Mas é certo que o blog permite um contato quase instantâneo com os seus destinatários, de certo modo o mesmo tipo de diferença que existia entre uma carta e um telegrama. A obsessão da rapidez é uma das características da nossa época em todos os aspectos da vida. Mas é uma perigosa ilusão pensar que se pode vencer o tempo.

O senhor definiu, certa vez, a internet como ‘uma página infinita’. Qual a importância da internet em sua opinião?

‘Página infinita’ era uma definição de algum modo poética que a internet não tem que me agradecer. O que importa, porém, é o que se escreve nela. A tal ‘página infinita’ aceita tudo, aguenta tudo, incluindo o pior. A liberdade de expressão não é boa nem má por si mesma, mas pelo uso que dela se faça.

Nos textos selecionados para o livro O Caderno, percebem-se desde considerações sobre notícias do dia ou sobre outros artistas (escritores, em especial) até narrativas pessoais, como sua passagem pelo Brasil no ano passado. Qual critério o senhor utiliza na escolha do assunto que lhe parecerá atraente para o leitor e, ao mesmo tempo, pouco ou nada invasivo em sua vida particular?

Nenhum critério em particular. Reajo a estímulos que na sua maioria me vêm de fora, faço os comentários que me parecem adequados e passo a página.

As leis que controlam o direito autoral de textos lançados na internet ainda são precárias. O que pensa o senhor disso? Deveria haver um controle ou o espaço deve ser livre, a despeito de suas consequências?

Embora considere que todo o trabalho deve ser remunerado, inclino-me a pensar que o espaço de internet deverá ser livre. Mas esta é a opinião de um leigo na matéria.

A prática do blog pode condicionar as pessoas a escreverem (e também a lerem) textos mais curtos? Será que as histórias muito curtas terão matéria verbal suficiente para corresponder a gêneros literários reconhecíveis?

Não creio que venha a existir esse condicionamento. O curto e o comprido têm feito boa companhia um ao outro e assim irão continuar.

Os textos que estão no livro também estão disponíveis gratuitamente no blog. O fato de se adquirir o livro significa que o leitor (ao menos, um punhado deles) ainda tem respeito e dá o devido valor para a obra impressa?

Assim é. Tal como o conhecemos, o livro terá ainda uma longa vida. Uma biblioteca é um lugar especial, os livros são os homens e as mulheres que os escreveram. Estar numa biblioteca é estar acompanhado.

Os escritos de um blog podem ser considerados obra menor na carreira de um escritor?

Os escritos de um blog não definem, por si sós, uma qualidade determinada. São filhos da casualidade, do humor, dos apetites. Salvo alguma exceção que não conheço, duvido que alguma vez esses escritos venham a ser considerados obras maiores.

Ao escrever para o blog, o senhor diminuiu o tempo dedicado à escrita da literatura? Como conciliá-los? Aliás, o exercício do blog ajuda de alguma forma o da literatura?

Vinte e quatro horas dão para tudo. É uma questão de administrar racionalmente o tempo de que se disponha. Quanto a ajudar o exercício do blog o da literatura, não ajuda nem desajuda. São duas tarefas diferentes e não complementares.’

 

***

Antologia reúne os internautas letrados

‘O primeiro blog da história, Robot Wisdom, foi lançado em dezembro de 1997 pelo americano Jorn Barger. Dois anos depois, o número de blogues era estimado em menos de 30. Foi durante o início do novo século que tal forma de comunicação se tornou um fenômeno mundial, somando atualmente 140 milhões, com cerca de 120 mil criados diariamente (1,4 por segundo). Os dados foram levantados pelo escritor Nelson de Oliveira que, por sua vez, consultou o estudo State of Blogosfere. Dados interessantes que figuram no posfácio de Blablablogue: Crônicas e Confissões (160 páginas, R$ 25), lançamento recente da Terracota Editora.

Trata-se da primeira antologia nacional de textos publicados em blogue.. Nelson não se julga um blogueiro assíduo, mas lê com atenção o que escrevem outros autores. Assim, convidou 21 deles, todos relacionados com a literatura, a selecionarem os próprios posts. ‘Dada a natural diferença de formação, estilo e abordagem que há entre eles, temos aqui um pouco de tudo: ironia, melancolia, entusiasmo, lirismo, militância, dicas de leitura, ficção, fantasia, crítica, fofoca, jornalismo, memória, crônica, confissão’, escreve ele.

Entre os selecionados, despontam nomes conhecidos. Como o de Marcelino Freire, que alimenta o blog Eraodito. Um dos textos que escolheu trata do sentimento provocado pela morte de atores, trabalho artístico do qual sonhava exercer quando criança. ‘Quando uma estrela se vai, lembro do que morreu em mim.’ Ele também revela sua face provocativa ao questionar a atitude de Roberto Carlos em processar Paulo Cesar de Araújo, autor de uma biografia retirada de circulação pelo Rei. ‘Ele, sim, sempre invadiu a nossa privacidade. A nossa casa, no Natal. E no fim do ano.’

Os blogueiros convidados, no entanto, fiaram-se muito nas lembranças ao selecionarem seus textos, reforçando a tese de que o blog, embora sendo a mais democrática das atuais formas de expressão, ainda é um repositório de confissões, seja de atos concretizados, seja de sonhos irrealizados.

Ivana Arruda Leite, por exemplo, que bloga desde 2005, traça uma belo perfil da mãe e do avô. E Fabrício Carpinejar lembra-se da professora primária.

O blog desponta também como um fértil campo para o exercício literário. Não raros são os contos ou minicontos escritos pelos autores, experiências para um provável romance. Ademir Assunção, por exemplo, escolheu um texto curto que escreveu sobre o ato de fumar, Miniconto Tabagista.

Já a campineira Índigo revela-se uma das pioneiras do que hoje é a atual febre da rede mundial, o Twitter. Em 5 de outubro de 2007, ela detalhou, em textos curtos, sua agenda do dia. Assim, ao meio-dia, ela conta que foi convidada (e aceitou) jantar na casa da amiga Ivana, que cozinha bem. Às 13h30, porém, Ivana desconvida todos, pois percebeu que a comida não era suficiente. E assim vai, ao longo dos dias, prenunciando, quem sabe, um livro futuro, agora sobre blogueiros.’

 

TELEVISÃO
Keila Jimenez

Pânico, 300 edições

‘Em sua melhor fase de audiência, com média na casa dos 10 pontos, o Pânico comemora amanhã 300 edições no ar. No cardápio da atração da Rede TV! os melhores – e piores para alguns – momentos do programa que tem conseguido bravamente se renovar nesses quase 6 anos no ar. Uma prova disso é o material que eles reservaram para o programa especial.

Pânico 300 trará o melhor da Dança do Siri – claro, com Galvão Bueno dançando -, as Sandálias da Humildade e as campanhas Fala Maísa (pedido para Silvio Santos deixar Maisinha dar entrevista ao Pânico) e Rubinho, Faça um Pontinho, atormentando o piloto de F1.

As perseguições aos famosos serão reprisadas, entre elas, as encrencas com Clodovil. Os desafios de Sabrina Sato e a passagem dela pelo Congresso Nacional também terão destaque.

Vesgo e Silvio devem ganhar um bloco só deles, com os encontros com personalidades nacionais e internacionais, como Britney Spears.

Vesgo na corrida de queijo da Inglaterra, e a faixa ‘Parabéns Chico’, que a dupla ergueu com balões durante o SPTV, da Globo, no aniversário de Chico Pinheiro, também irão ao ar.’

 

Etienne Jacintho

Giselle Itiê leva 1 hora para ficar feia

‘Dá mais trabalho ser perua que ser feia. Giselle Itiê, a protagonista de Bela, a Feia, da Record, disse que demora cerca de uma hora para ficar feia – contando maquiagem, aplique de cabelos, óculos, aparelho dentário e figurino bem parecido com o de America Ferrera, a Betty americana. Já Bárbara Borges leva cerca de 1h30 para se transformar na perua cafona Elvira, irmã de Bela. Segundo a atriz, os acessórios, maquiagem e cabelos demandam muito tempo. ‘Mas para me vestir é rapidinho’, brinca a atriz, que usará pouca roupa.’

 

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