Segunda-feira, 20 de Novembro de 2017
ISSN 1519-7670 - Ano 19 - nº966

ENTRE ASPAS > TELECONGRESSO DE EDUCAÇÃO

O próximo será no Rio

25/10/2005 na edição 352

O 5º Telecongresso Internacional de Educação de Jovens e Adultos será realizado em 2007, no Rio de Janeiro. O evento terá como tema ‘As Novas Competências para o Mundo do Trabalho e o Exercício da Cidadania’. O anúncio foi feito na quinta-feira (20/10) pelo diretor-superintendente do Serviço Social da Indústria (SESI), Rui Lima do Nascimento, durante o encerramento do 4º Telecongresso, realizado de 18 a 20 de outubro em Brasília com transmissão, via teleconferência, para todo o Brasil.


Abordando o tema ‘Mídia e Educação: Incluir na Sociedade do Conhecimento’, o 4º Telecongresso Internacional de Educação de Jovens e Adultos contou com a participação de conferencistas brasileiros e internacionais. O evento foi promovido pelo SESI em parceria com a Organização das Nações Unidas para Educação, Ciência e Cultura (Unesco) e a Universidade de Brasília (UnB).


Durante o encontro, que discutiu o papel dos meios de comunicação na educação, os palestrantes mostraram os avanços tecnológicos e a influência do rádio, da televisão, dos jornais e da internet no processo de ensino e aprendizagem. O encontro deixou questões para a reflexão dos mais de 14 mil participantes, e a certeza de que a tecnologia não pode substituir o homem na função de ensinar a aprender.


Segundo a diretora de Operações do SESI, Mariana Raposo, o evento, transmitido de Brasília para 249 pontos de recepção em todo o Brasil, exigiu grande complexidade tecnológica. Ela explicou que foram utilizados recursos como televisão por satélite, ISDN (Integrated Services Digital Networks), rede telefônica integrada de serviços digitais para acessar a internet, vídeo conferência e sistema de tradução simultânea.


‘O evento funciona como um sistema aberto, sem um controle central. Assim, só quando ele termina podemos avaliá-lo. Posso afirmar que o 4º Telecongresso foi um sucesso porque as metas foram alcançadas. Tivemos cerca de 14.100 inscrições, sem incluir milhares de pessoas que assistiram aos debates em canais de televisão por assinatura’, disse Mariana. Ela explicou que os debates sobre o papel dos meios de comunicação incluíram aspectos éticos e o desenvolvimento social e cultural dos cidadãos.


Meios de comunicação são decisivos para a democracia


Os meios de comunicação traduzem a realidade política, econômica, cultural e religiosa. Com isso, muitas vezes são responsáveis por mudanças na sociedade. No Brasil, por exemplo, tiveram um papel fundamental na consolidação da democracia. ‘A responsabilidade dos meios de comunicação é grande, porque eles ajudam a formar e incluir valores na sociedade’, disse Messias Guimarães Bandeira, diretor da Faculdade de Tecnologia e Ciências de Salvador, durante a última conferência do 4º Telecongresso Internacional de Educação de Jovens e Adultos, realizada nesta quinta-feira (20/10).


Segundo ele, os meios de comunicação são imprescindíveis para a democracia, porque sem informação não há liberdade. Ele lembrou das imagens sobre a queda do regime Talibã, no Afeganistão, em novembro de 2001. ‘Os canais de televisão e jornais mostraram os afegãos tentando entrar num cinema de Kabul’, explicou. Além de ser um símbolo de liberdade, porque o governo Talibã proibia o cinema e outras manifestações da população, essas imagens reforçam a idéia da importância dos meios de meios de comunicação para a sociedade. ‘As democracias contemporâneas seriam impensáveis sem os meios de comunicação’, disse Bandeira.


Também por isso, a independência dos meios de comunicação é tão importante, destacou o jornalista Ricardo Pedreira, que representou a Associação Nacional de Jornais (ANJ) no Telecongresso. ‘A liberdade de informar, de se informar e de opinar é fundamental para os veículos de comunicação’, afirmou Pedreira. Segundo ele, as imagens dos afegãos entrando no cinema confirmam a necessidade do homem de se informar e a importância da liberdade de expressão.


Na avaliação do jornalista, os meios de comunicação devem estar sintonizados com os reais interesses dos cidadãos. ‘Hoje somos massacrados por uma grande quantidade de informações. Será que tudo isso interessa de fato aos cidadãos?’, indagou. Ele destacou que o jornalismo cidadão é aquele que está atento aos anseios da sociedade, que defende os direitos do consumidor e informa sobre assuntos como saúde e educação.

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