Sábado, 23 de Setembro de 2017
ISSN 1519-7670 - Ano 19 - nº958

ENTRE ASPAS > IMPRENSA REGIONAL

Oscar Araripe

16/11/2004 na edição 303

"Muito devem a Independência e a República ao Ceará. E muito o Ceará ao próprio Ceará, pois só agora se faz a revisão que há de nos colocar melhor na História. Aqui se viveu não só a primeira mas a mais bela República. No entanto, ainda se nega a primazia das idéias republicanas de Quixeramobim e do Crato, e ainda não se reconhece inteiramente, de fato e de direito, o animoso Tristão de Alencar Araripe como o Primeiro Presidente republicano do Brasil.


Nem mesmo nas ruas e nos livros o nome de Tristão é assinalado corretamente, faltando-lhe quase sempre o nome de escolha, o Araripe brasílico. Enquanto isto, o de Costa Barros, por exemplo, sangrento facínora, pois mandou fuzilar vários heróis quando já nem era necessário, ostenta completo e correto pelas ruas de nossas cidades, embora poucos se dêem conta. É como se Silvério dos Reis fosse homenageado e Tiradentes tivesse seu nome surrupiado…


Contudo, a História vai contando novas histórias, agora de baixo para cima, e já se reconhece em Bárbara de Alencar a Mãe da Independência e da República do Brasil. Mas, ainda que na Galeria dos Presidentes cearenses, no hall do Plenário da Assembléia do Estado, no texto do retrato do Conselheiro Tristão, filho do herói, possa se ler ter sido Tristão Araripe o Primeiro Presidente da República da Confederação do Equador, ainda não se aceita inteiramente ter sido a Confederação nossa primeira República, o que é um absurdo.


Mas por que tanta demora? Tanta resistência em se ver o Ceará como o berço de tais conquistas? Sabe-se do mau hábito de negar-se ao talento e à extração popular, à espontaneidade, a autoria dos fatos históricos. Nossa Independência, assim, teria sido uma benesse do Imperador e nosso primeiro presidente republicano tinha que ser de alta patente, e não um animoso herói do Cariri, de liderança inconteste, que levantava um cavalo com uma das mãos, que recusou o exílio e que tinha a consciência do porvir.


Diz-se que a mídia pernambucana, mais eficiente, talvez até única à época, seria também responsável pela versão pouco cearense dos episódios de 17 e 24, e iria impregnar e nortear as publicações cearenses e do país, e que as perseguições que se seguiram à débâcle republicana acabariam por imprimir na nossa alma a desimportância da nossa participação, ao nos quebrar a estima. Sabe-se que quase 500 revolucionários participaram do Grande Conselho em que Araripe foi eleito Presidente, mas ainda assim diz-se comumente que a Confederação teve pouca participação popular, quando tal número por si só atesta a magnitude do evento. Facilmente, por aqui, repete-se que Pernambuco teve a liderança dos dois episódios, simplesmente recorrendo-se à cronologia, mas esquecendo-se que, ao se assim apreciar, melhor seria creditar-se às idéias pernambucanas às revoluções Americana e Francesa, que as inspiraram. Se Pernambuco teve valorosos Carvalhos e Amores Divinos, o Ceará teve vários Alencares, Mororós, Sucupiras, Ibiapinas, Carapinimas, Antas, Araripes e outros. Ou seja, aqui ocorreram as maiores batalhas, daqui partiu a vitoriosa expedição a Fidié; por aqui nossos heróis brotaram como flores em mandacarus molhados; aqui se decidiu a batalha final e aqui a esperança da vitória viveu até o fim, e mesmo após.


Diz Joaquim do Amor Divino, o Frei Caneca, em seu Diário, às páginas 451: …’Ceará, talvez não tenha havido entre as províncias do império do Brasil uma que tanto se chocasse com o aborto da dissolução da Assembléia soberana quanto o Ceará Grande’.Pág. 452: ‘… derrocaram o monstro da cadeira da presidência (Costa Barros), formando um governo temporário, debaixo da presidência de Tristão Gonçalves de Alencar Araripe; e se dispõem para resistirem a toda agressão da parte do Ministério do Rio, quer no bem, quer no mal’. Pág.527: ‘O Ceará tem tomado uma atitude que mostra a sua decisão enérgica contra os planos do Rio de Janeiro, e qualquer agressão externa’. Pág.528: ‘Quem lhes ministrou, aos cearenses, planos tão bem concertados, providências tanto a tempo e cautelosos? Qual tem sido a província do Brasil que tem desenvolvido tanto liberalismo e despregado tanta energia? Que exemplo mais imitável aos povos do Brasil? Pernambuco mesmo deve fitar os olhos no Ceará, e confundir-se. Ali alçou o primeiro grito a liberdade, e seu eco fez estremecer o coração do império’.É Frei Caneca, o grande herói pernambucano, quem diz a importância que o Ceará não se diz.E lembrem que em sua fuga, foi para o Ceará, ao encontro de Alencar, Filgueiras e Araripe que se dirigiu, na esperança de aqui ganhar as forças que já não tinha em Pernambuco. Diz ele: ‘…que, tomando-se todas as medidas necessárias para a defesa da liberdade da pátria, se levantasse o acampamento, e se procurasse outra posição vantajosa, donde pudéssemos ter comunicação com os liberais das províncias do Ceará…e especialmente com o General Filgueiras, a fim de combinarem os planos de ataque sobre o inimigo’.Tivesse tal encontro se dado e talvez a Confederação fosse vitoriosa. Mas, nesta grande revisão em que passa a História, mesmo a derrota às vezes tem sabor de vitória, e dia a dia a Independência e a República, sem dúvidas, vão sendo mais nossas."



RESPONSABILIDADE SOCIAL

Cristina Charão

"Responsabilidade Social: para jornalistas, imprensa precisa aprender a separar ‘o joio do trigo’", copyright Repórter Social, 11/11/04"É hora de os jornalistas começarem a separar o joio do trigo no que diz respeito à cobertura da área de Responsabilidade Social, mas os problemas para que isso ocorra são vários. Da obsessão da imprensa pelo denuncismo e a tragédia à ‘concorrência desleal’ entre a estrutura de comunicação das grandes empresas e os pequenos agentes da sociedade civil, muitos são os fatores que fazem com que matérias equivocadas multipliquem-se nos meios de comunicação.


A opinião é compartilhada por três especialistas neste tipo de cobertura, Ricardo Voltolini (consultor de terceiro setor da TV Cultura), Gilberto Nascimento (editor de Cidadania da revista IstoÉ) e Marco Piva (diretor da Newswire Comunicação). Os jornalistas participaram na noite desta terça-feira do Debate ‘Jornalismo e Responsabilidade Social – Onde está a notícia?’, promovido pela ONG Ijor e o Senac-SP.


Para Piva, é necessário que os jornalistas estejam o tempo todo se questionando sobre as implicações sociais e o próprio conceito de Terceiro Setor, em especial no tocante às ações sociais de empresas. Fazendo uma retrospectiva conceitual sobre a Responsabilidade Social Empresarial, ele provocou a platéia com algumas polêmicas. ‘A RSE muda de fato as estruturas de dominação e de relações sociais?’, questionou o assessor de imprensa, que entre seus clientes têm o Programa Fome Zero e a Fundação Bank Boston.


A resposta veio em forma de exemplo: ‘Montadoras podem investir em projetos culturais ou no apoio a crianças em situação de risco, e isso é positivo, mas nunca vão investir em projetos de melhoria do transporte público.’


Os riscos de uma cobertura equivocada das ações empresariais podem ser evitados com apurações mais cuidadosas sobre os antecedentes das companhias, a repercussão dos projetos e seus impactos. A afirmação feita por Ricardo Voltolini foi ratificada por Nascimento.


Voltolini creditou à formação e à atuação generalista dos profissionais da imprensa os erros de avaliação. ‘Um generalista despreparado está sujeito a comprar propostas frágeis de empresas grandes e de seus eficientes aparatos de comunicação’, afirmou.


Na mesma linha, Nascimento lembrou que ‘empresas que foram criticadas a vida inteira por atuações fraudulentas em licitações públicas, por poluírem o meio ambiente, estão cada vez mais de olho aberto para os projetos sociais’. O colunista da IstoÉ fez, no entanto, mais um alerta. ‘Temos de tomar cuidado para não transformar a responsabilidade social em clichê’, afirmou.


Os três jornalistas convergiram também na idéia expressada por Voltolini de que ‘o Terceiro Setor é um campo de anônimos’. ‘O anônimo não tem assessoria de imprensa; o anônimo não chega até o jornalista’, afirmou o consultor da TV Cultura. ‘Vamos ser mais proativos e descobrir novas fontes.’As empresas, no entanto, não podem ser deixadas ‘em paz’. Ao contrário, segundo Marco Piva, é hora de cobrar ‘não a responsabilidade social, mas a responsabilidade histórica dessas empresas’. Citando Paulo Nassar, Piva lembra que a atual situação social foi também criada pela atuação do mercado."




TV SEM BLOQUEIO
Cristiana Nepomuceno


"Pressão da Abert funciona e Senado rejeita MP sobre bloqueador de programas", copyright Telecom Online, 11/11/04


"A pressão da Abert (Associação Brasileira das Emissoras de Rádio e TV) funcionou e o plenário do Senado rejeitou e arquivou, ontem, 10, a Medida Provisória que fixava novo prazo para que os aparelhos de TV comercializados no país tenham um dispositivo eletrônico que permita bloquear a recepção de programas e também tratava da classificação indicativa da programação.


A partir de um acordo de líderes, o relator do projeto de conversão da MP, senador Tião Viana (PT-AC), apresentou um novo projeto de lei (PL 324/2004) no qual tratou apenas da fixação do novo prazo para que os bloqueadores estejam disponíveis no mercado – 31 de outubro de 2006 -, ou seja, toda a parte de classificação indicativa de programas da qual a MP tratava, e que era o temor da Abert, foi rejeitada. O projeto de Viana fixando o prazo também foi aprovado no plenário ontem. Durante a votação da MP na Câmara, os deputados incluíram algumas emendas que abriam espaço para mudanças na forma como é feita a classificação indicativa dos programas, hoje a cargo do Ministério da Justiça.


O texto aprovado na Câmara dizia, por exemplo, que o Executivo poderia firmar convênios com estados, municípios e entidades privadas sem fins lucrativos que poderiam auxiliar na classificação indicativa da programação de natureza regional. Da forma como o texto estava, na avaliação da Abert, abriria precedentes para que uma organização não governamental, por exemplo, pudesse opinar e interferir na classificação indicativa dos programas. Com a aprovação do projeto de lei de Tião Viana, a MP foi definitivamente arquivada e para que o tema ‘classificação indicativa’ volte a ser debatido no Congresso terá que ser por meio de outro projeto de lei.


Na avaliação da Abert, a solução encontrada no Senado ‘foi melhor do que a associação prentendia’. Agora, o projeto de lei votado no Senado voltará para a Câmara para a votação final."



TV PAGA
Wanise Ferreira

"Operadoras de TV a cabo já ultrapassaram a pior fase de descapitalização, diz ABTA", copyright Telecom Online, 11/11/04

"As operadoras de TV a cabo já se afastam do período mais difícil que enfrentaram para a equalização de suas estruturas financeiras.


A opinião é do vice-presidente da ABTA (entidade que reúne os operadores de TV por assinatura), Antônio João Filho. O executivo também é vice-presidente da Vivax, empresa que resultou da união das operações da Horizon e Canbrás e conta, atualmente, com 267 mil clientes, dos quais 47 mil de banda larga. Ele cita como exemplo da melhoria dessa fase de descapitalização a NET, líder no mercado de TV por assinatura, que conseguiu equalizar sua dívida e está ganhando um acionista de peso, a Telmex, que deve potencializar o uso do serviço de banda larga da operadora.


‘As outras operadoras que entraram mais tarde no mercado já contavam com uma estrutura mais rentável e não perderam base de assinantes em 2002 e 2003’, ressaltou. Ele participou do 14º Seminário Telecom, promovido pela Plano Editorial, onde falou sobre as oportunidades de negócios das operadoras de TV a cabo com o crescimento da banda larga. ‘Hoje o acesso rápido à Internet é a grande aposta’, ressaltou.


No caso da Vivax, ela já representa 30% do faturamento. E é a partir da oferta de banda larga aos seus assinantes que as operadoras de TV a cabo também terão acesso a outras oportunidades de negócios, como o fornecimento do serviço de voz sobre IP. ‘Nós temos um grande ativo, que é a infra-estrutura, a necessidade de um investimento muito baixo de barreira de entrada e a possibilidade de ganhar novas receitas sem a canibalização das atuais’, afirmou o executivo. Além disso, o acesso à Internet também se transforma em uma ferramenta importante de fidelização da base de clientes.


Antônio João Filho também comentou que, atualmente, grandes operadores já oferecem o serviço de VoIP para seus assinantes, citando como exemplos a Time Warner e a Cable Vision, nos Estados Unidos, e a Liberty Cablevision, na América Latina. Entre as oportunidades de negócios que surgem com o casamento de banda larga com o serviço de voz sobre IP, o executivo citou a possibilidade de serem formados call centers distribuídos, que permitem o funcionamento do serviço sem que todos estejam todos no mesmo lugar."




Daniel Castro

"Globo amplia venda de futebol na TV paga", copyright Folha de S. Paulo, 12/11/04

"A Globosat, programadora de TV paga das Organizações Globo, está concluindo negociações para a venda, no sistema ‘pay-per-view’ (pague para ver), da transmissão de jogos dos campeonatos estaduais de futebol de São Paulo, Minas, Rio Grande do Sul e Bahia. Com isso, a Globo irá aumentar em 2005 a concentração sobre o futebol nacional na TV. Até este ano, a Globosat, pelos canais Première, só oferecia em todo o país ‘pay-per-view’ do Carioca, além dos nacionais das séries A e B.


O estadual do Rio é um sucesso de ‘pay-per-view’. As operadoras Net e Sky venderam em todo o país 70 mil pacotes do campeonato em 2004, quase o dobro da compra da Série B do Brasileiro (45 mil). A Série A deve fechar o ano com 300 mil clientes em ‘pay-per-view’, sistema que amortece os custos de direitos esportivos pagos pela Globo e gera receitas aos clubes de futebol.


Com o ‘pay-per-view’ do Paulista, Gaúcho, Mineiro e Baiano, a Globosat quer atrair torcedores distantes das cidades dos clubes para os quais torcem e que não recebem os jogos pela TV aberta.


A Globosat coloca no ar em meados de dezembro o canal que fará a transmissão integral de ‘Big Brother Brasil 5’ em ‘pay-per-view’. O ‘reality show’ reestréia em janeiro. Até lá, o canal irá reprisar compactos das quatro primeiras edições do programa."



GLOBO EM CRISE
MM Online

"Globopar finaliza acordo com credores", copyright MMOnline, 11/11/04

"Segundo comunicado assinado por Roberto Irineu Marinho grupo reduziu envolvimento nas empresas de distribuição de conteúdo, como Net e Sky


Dois anos após a Globopar anunciar a suspensão dos pagamentos para reescalonamento da sua dívida, comunicado oficial assinando por Roberto Irineu Marinho, presidente das Organizações Globo, informa que acordo com os credores foi finalmente assinado. ‘Após a conclusão deste processo de renegociação, e dependendo da aprovação das autoridades competentes, a TV Globo e a Globopar irão se transformar em uma única empresa, que será responsável pelo cumprimento dos acordos firmados’, declara Marinho no comunicado. Esta informação foi antecipada em nota publicada na coluna Em Pauta da edição de 1º de novembro.


Leia a seguir a íntegra do comunicado:


‘Companheiros, demos hoje um importante passo na reestruturação da dívida da Globopar. Após longas e complexas negociações assinamos um acordo com os ‘Comitês de Negociação de Bancos Credores’ e de ‘Detentores de Títulos’. Este acordo está sendo publicamente comunicado hoje e será apresentado para ratificação em assembléias dos credores.


Desde o início dessas negociações, estabelecemos três premissas fundamentais para as Organizações Globo. A primeira delas era que a força dos nossos negócios de mídia deveria ser preservada, pois é nossa maior garantia de continuidade. A segunda era assegurar a flexibilidade necessária para que as empresas se adaptem a mudanças no ambiente considerando as peculiaridades do nosso negócio e a instabilidade histórica da economia brasileira. A terceira premissa era a manutenção da gestão das nossas empresas de mídia sem interferências externas, pois estamos convencidos de que o talento de nossas equipes é que faz a diferença.


Ficamos extremamente satisfeitos porque os credores entenderam a importância desses princípios e, em conjunto conosco, foram capazes de desenvolver soluções para nosso endividamento compatíveis com esses princípios. Os resultados positivos apresentados por nossas empresas e a qualidade da gestão têm sido elementos essenciais para o encontro dessas soluções.


Tais resultados são encorajadores e falam por si mesmos. Todas as nossas empresas têm sido competentes em obter resultados com eficiência. Nenhuma delas perde dinheiro ou requer investimentos que não seja capaz de realizar com seus recursos.


Além de fortalecer nossos negócios de mídia, procuramos reduzir nosso envolvimento nas empresas de distribuição de conteúdo, como Net e Sky, diminuindo nossa dívida e eliminando compromissos de investimento. Exemplos dessa estratégia, recentemente anunciados, são o acordo com a News Corp. e Directv com relação a Sky Brasil e a venda de participação na Net Serviços de Comunicação S.A. para a Telmex.


Após a conclusão deste processo de renegociação, e dependendo da aprovação das autoridades competentes, a TV Globo e a Globopar irão se transformar em uma única empresa, que será responsável pelo cumprimento dos acordos firmados. Na prática, todas as unidades de negócio (TV Globo, Globosat, Globo.com, Som Livre, Editora Globo e Globo Cochrane) continuarão mantendo suas identidades, suas estratégias e relacionamentos com seus públicos específicos. Com isso serão mantidas todas as condições necessárias para a continuidade do sucesso de nossas empresas e para o cumprimento de nossos compromissos.


Quero agradecer o apoio de cada um durante esse processo, que tem ainda algumas etapas a serem cumpridas. Ao longo desses meses difíceis de negociações, nossas equipes dedicaram toda sua energia e talento ao que sabemos fazer melhor: produzir e distribuir conteúdo de alta qualidade para a sociedade brasileira. É essa sincera dedicação que nos dá a certeza de vencer os desafios atuais e construir um futuro promissor. A todos, o meu muito obrigado e o meu abraço.’ Roberto Irineu Marinho"

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