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Sexta-feira, 17 de Agosto de 2018
ISSN 1519-7670 - Ano 19 - nº1000
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ENTRE ASPAS > FSP CONTESTADA

Painel do Leitor, FSP

27/07/2005 na edição 339


’27/07/05


‘Apesar dos esclarecimentos já prestados, publicamente e em entrevistas para a imprensa, inclusive para este jornal, gostaria de fazer as seguintes retificações sobre informações publicadas em quadro junto da reportagem ‘Previ nega interferência de Gushiken’ (Brasil, pág. A11). Reitero que, ao longo da minha atuação sindical e parlamentar, o que inclui o governo FHC, sempre considerei absolutamente legítimo e necessário que as direções dos fundos de pensão tivessem suas atitudes pautadas pela defesa dos participantes que representam, legítimos donos do patrimônio administrado pelos fundos. Reafirmo que não exerço ‘comando’ sobre esse segmento, como equivocadamente me atribuem. A imprensa tem registrado, também equivocadamente, que três pessoas da área seriam indicações minhas, a saber, Adacir Reis (secretário de Previdência Complementar), Sérgio Rosa (Previ) e Wagner Pinheiro (Petros). É oportuno esclarecer: Sérgio Rosa já era dirigente da Previ, eleito pelos funcionários do Banco do Brasil, e liderança reconhecida pela experiência e conhecimento nessa área; Adacir Reis, da mesma forma, especialista no tema e autor de trabalhos e estudos sobre o segmento. Ambos foram indicados pelos responsáveis por tais escolhas, no âmbito das referidas entidades e órgãos de governo (Banco do Brasil e ministro da Previdência). Apenas o nome de Wagner Pinheiro, em virtude de sua qualificação técnica e larga experiência junto ao antigo fundo de pensão dos funcionários do Banespa, foi sugerido por mim. A escolha também se deu pelo órgão competente (Petrobras).’ Luiz Gushiken, chefe do Núcleo de Assuntos Estratégicos do governo federal (Brasília, DF)


‘Com relação à matéria ‘CPI convoca mulher de publicitário’, assinada por Fernanda Krakovics e Chico de Góis e publicada no dia 22/7 (Brasil, pág. A8), esclarecemos que o policial civil David Rodrigues Alves não fez nenhum saque das contas da DNA Propaganda.’


Dino Savio, assessor de imprensa da DNA Propaganda (Belo Horizonte, MG)


Nota da Redação – Ver seção ‘Erramos’, abaixo.’


26/07/05


Caixa Econômica Federal


‘Em relação à reportagem ‘Relatório denuncia desvio da Caixa para campanhas do PT’, publicada dia 21/7 (Brasil, pág. A12), sobre suposto relatório interno, baseado em telefonema anônimo, referente a irregularidades no contrato entre uma empresa e a Caixa enviado pela repórter Andréia Michael à Caixa, consideramos que a repórter é responsável por uma série de tergiversações, omissões, edição proposital no documento e falta com a verdade, com o intuito de ‘esquentar’ uma matéria sem consistência jornalística. Com essa intenção, Andréia Michael corta da matéria o principal ponto do suposto telefonema anônimo, o item 6 do documento, que supõe que a empresa Procomp seria a principal beneficiada e responsável por repasses ao PT. Não satisfeita, recortou o nome da empresa na reprodução do fac-símile publicado e generalizou, considerando que haveria fraudes em contratos, sem os definir. A Caixa, ao fornecer informações à jornalista, comprovou que a empresa não teve privilégios. Enviamos tabelas à repórter que comprovam esses fatos e que o serviço citado no documento, a terceirização das salas de auto-atendimento, está sendo internalizado pela Caixa. Propositalmente, a repórter omite esses fatos essenciais da matéria. A repórter Andréia Michael falta com a verdade e tenta confundir os fatos ao afirmar que num dia a ‘CEF desconhecia’ e no dia seguinte informava que ‘será instaurada uma auditoria interna’. A verdade é que a repórter não transcreveu as notas enviadas pela assessoria da Caixa que destacam que, ‘além das informações enviadas à Folha em 19/7 (…), a Caixa abriu um procedimento de auditoria, inclusive chamando a funcionária que supostamente assina o documento enviado pela Folha…’. No e-mail enviado a Andréia Michael às 18h28 de 20/7, esta assessoria deixa claro que a Caixa tomou conhecimento por meio da repórter e, como é esperado de uma empresa pública, abriu procedimento para convocar a funcionária que o teria assinado para apurar a sua veracidade. Na ânsia de publicar apenas o que lhe interessava, a repórter mandou às 15h11 do dia 19/7 perguntas sobre o documento e só às 17h31 do mesmo dia enviou o fac-símile do documento, pressionando por resposta rápida. Mais estranho ainda é que, no e-mail enviado, a repórter Andréia diz: ‘Tive acesso ao Relint Genas #20 004/2003’. Só que no fac-símile enviado pela repórter, o número é #30 004/2003. A Caixa informou à repórter que o tal documento não se encontrava arquivado na Caixa e que, portanto, poderia ser falso ou ter sido escrito depois da hipotética data, tendo em vista a duvidosa insuspeição da suposta autora, que responde a sindicância interna visando apurar a prática de escuta ilegal na Caixa e gestão irregular de contratos. Por que Andréia Michael não fez à autora do suposto documento perguntas básicas do jornalismo: Por que não deixou o documento arquivado, como manda o normativo da Caixa? Por que o documento não segue os padrões nem tem a marca numérica do papel oficial usado pela Caixa? Por que não perguntou qual o motivo da sua omissão por não ter aprofundado as investigações sobre o assunto? Do ‘Manual da Redação’ da Folha, destacamos: ‘O outro lado também pode levar o jornalista a refazer sua apuração, ou mesmo abandonar a notícia, se trouxer uma informação procedente que desminta a perspectiva inicial da reportagem’. Foi isso que aconteceu. A repórter não seguiu o manual da Folha.’ Gabriel de Barros Nogueira, assessor de imprensa da Caixa (Brasília, DF)’



80 ANOS D’O GLOBO


O Globo


‘Bolas brancas, bolas pretas e Ibrahim Sued’, copyright O Globo, 27/07/05


‘Colunas sociais foram durante muito tempo vistas como espaço para futilidades sobre os ricos. Mas, a partir de 1954, a seção Reportagem Social de Ibrahim Sued, no GLOBO, estabeleceu bases para um novo colunismo


Convencido, dono de posições políticas controversas e com pouca intimidade com a gramática, calcanhar-de-aquiles que seus detratores atacavam sem trégua, Ibrahim Sued tinha tudo para não dar certo na imprensa. No entanto, o Turco, como era chamado pelos amigos, fez mais do que construir uma longa carreira de repórter. Com ele, o colunismo social no país deixou de ser vitrine apenas da vida fácil dos bem-nascidos para se tornar espaço nobre de informação.


Em 18 de agosto de 1954, O GLOBO destacava a estréia da Reportagem Social de Ibrahim Sued: ‘Se os cronistas limitavam-se até hoje a descrever os ambientes que freqüentavam, os vestidos, os menus dos jantares, Sued prefere ser um ativo e bem informado repórter, colhendo na sociedade material interessante, não só para os que a freqüentam, como para o público em geral’. Foi o início de uma relação que só se terminaria com a morte do colunista, em outubro de 1995.


Aprendizes seus, como Elio Gaspari, apontam Ibrahim como o pai do novo colunismo social brasileiro. Suas colunas no GLOBO foram espaço de grandes furos jornalísticos, de exposição de suas posições políticas e de criação de expressões que até hoje circulam no vocabulário dos brasileiros. Numa coluna dos anos 70, Ibrahim, contestando uma reportagem a seu respeito, traçou o seu autoperfil profissional, seguindo o provérbio árabe que adotou como lema e popularizou no país: ‘Os cães ladram e a caravana passa’.


***


EM JORNALISMO NÃO SE BRINCA COM COISAS SÉRIAS – 1) Vocês podem não acreditar, mas não é tão fácil a vida de um repórter-colunista: se você dá uma informação pura e simples, sem opinião, antecipando a demissão de um cartola qualquer de um cargo público, e dias depois a notícia se confirma, mesmo que você tenha durante anos registrado uma boa cobertura para o próprio, o demitido começa logo a comentar: ‘O Ibrahim não gosta de mim’… 2) Querem outro exemplo? Quando o meu saudoso amigo o ex-presidente Costa e Silva foi acometido daquele derrame fatal e havia uma crise político-militar, eu na televisão revelei a verdade, informando que lamentavelmente Seu Arthur estava impossibilitado de exercer o cargo e que seu substituto, o general Médici, não assumiria para um mandato-tampão, mas seria eleito para um mandato integral. Era um grande furo, mas nessa noite no Laranjeiras houve pessoas que disseram: ‘Vamos prender o Ibrahim…’ 3) Outro dia, dois repórteres passaram a noite comigo, drincando . Uma noite só! Eu gostei da cara deles e resolvi ser franco e sincero. Resultado: eles disseram que na minha mocidade meu ídolo era Prestes. Nada disso: eu declarei que na Constituinte admirei a oratória de Prestes e sua capacidade de defender suas idéias sem terrorismo, ao contrário de Marighela. Eu sempre tive ojeriza ao comunismo. 4) A mesma reportagem afirma que eu falo errado na televisão. Ora, se eu falasse errado, estaria fazendo programa de humor e não um informativo sério, com liderança absoluta de audiência. 5) Tropeço mesmo, concordo que eu tropeço, mas isso é muito diferente de falar errado. Escreveram que a minha voz é feia. Até aí eu respeito: mas a maioria das telespectadoras considera minha voz, que é rouca, muito sexy, tipo Charles Boyer, que foi um ídolo de cinema por causa de sua voz rouca… De leve… No meu programa a vedete é a notícia. Nunca fiquei no muro. É só ver a coleção…


www.oglobo.com.br/especiais/80anos/


Glossário


BOLA BRANCA: exclamação de agrado.


BOLA PRETA: exclamação de desagrado.


BONECAS: mulheres bonitas.


CAFÉ SOCIETY: referência à alta sociedade.


CONTRABANDO: amante.


DE LEVE: ir com calma (advertência).


DESLUMBRADAS: novas-ricas que querem aparecer.


GELADEIRA (FICAR NA): não ser citado por Ibrahim.


GENTE-BEM: pessoas chiques, ricas e bem-educadas.


MARACUJÁ DE GAVETA: mulher velha, muito enrugada.


NIVER: aniversário.


PADRES DE PASSEATA: religiosos que participavam da luta contra a ditadura nos anos 70.


PÃO-COM-COCADA: termo criado para designar a juventude carioca.


REBU: confusão.


SHANGAY: cafona, de mau gosto.


SORRY, PERIFERIA: confirmação de um furo (expressão usada para alfinetar a concorrência).’



***


‘Parque gráfico é o maior da América Latina’, copyright O Globo, 27/07/05


‘Não são poucos os que, quando vêem o prédio do GLOBO na Rodovia Washington Luiz, pensam que todo o jornal funciona ali. O tamanho das instalações impressiona, mas ele é endereço apenas do setor de impressão do GLOBO e do ‘Extra’, com capacidade de rodar até dois milhões de jornais num dia. O prédio, inaugurado em 12 de janeiro de 1999, abriga o maior complexo gráfico da América Latina. E é o capítulo mais ambicioso de uma história que começou com uma impressora alugada.


Em sua primeira sede, na Rua Bettencourt da Silva, no Centro, O GLOBO começou a ser rodado em 29 de julho de 1925 numa máquina francesa Marinoni, que pertencera ao Exército inglês. O jornal pagou dez contos mensais durante três anos até finalmente comprá-la. Outras duas máquinas se juntaram a ela, e as três ficaram em atividade até outubro de 1954, quando O GLOBO inaugurou a atual sede, na Rua Irineu Marinho 35.


O edifício da Cidade Nova permitiu que a redação e o parque gráfico fossem ampliados. Na nova sede, estreou a rotativa Hoe Streamline Superproduction, a mais moderna do mundo na época. Ela trouxe mais agilidade de impressão e melhorou a qualidade do jornal. Mas ainda se trabalhava com o sistema letterpress, ou seja, de impressão a chumbo. Cada chapa de impressão em alto-relevo pesava em torno de 12kg.


Nos anos 70, ocorreu outra mudança importante. A poucos metros da sede do jornal, na Rua Marquês de Pombal, O GLOBO construiu um novo prédio para acomodar uma máquina importada dos Estados Unidos: a Goss Metroliner Rockwell. Com a rotativa de 64 metros de comprimento, O GLOBO trocou a impressão a chumbo pelo offset. Embora já estivesse sendo testada há algum tempo, foi no dia 13 de abril de 1978 que O GLOBO passou a ser impresso totalmente com o novo sistema.


Novo parque gráfico custou US$ 180 milhões


Catorze anos depois, em 92, entrou em funcionamento a Colorliner, também da Rockwell Goss, capaz de imprimir 80 mil cadernos de até 72 páginas por hora. Além disso, oferecia controle computadorizado das cores. A rotativa ocupava três mil dos 13,5 mil metros quadrados do prédio da Marquês de Pombal.


No caderno especial sobre a entrada em trabalho da Colorliner, o jornalista Roberto Marinho justificou o novo investimento: ‘Mantendo-se atualizado com as mais relevantes inovações tecnológicas na impressão industrial, O GLOBO não está apenas cuidando da qualidade material de um produto, mas também zelando pela qualidade do serviço que presta ao seu leitor; está trabalhando para levar a informação correta de cada dia ao maior número possível de pessoas, no menor tempo possível, da forma mais atraente e eficaz possível’.


Sete anos depois, a Colorliner foi aposentada. O GLOBO e o ‘Extra’ (criado em 1998) passaram a ser impressos na Rio-Petrópolis. Resultado de um investimento de US$ 180 milhões num terreno de 175 mil metros quadrados, o complexo gráfico, com três rotativas Geoman, pode imprimir 800 mil exemplares do jornal nos dias úteis e dois milhões aos domingos. E permitiu um aumento de 200% no número de páginas coloridas.’



EUA / ECOS DA GUERRA


José Meirelles Passos


‘A volta de Hanoi Jane’, copyright O Globo, 27/07/05


‘Trinta e dois anos depois, a atriz Jane Fonda voltará a encarnar, em breve, o papel mais polêmico que já desempenhou, só que na vida real: o de manifestante antiguerra.


Ela está preparando uma maratona que atravessará todos os EUA, no comando de familiares e amigos de soldados que estão lutando no Iraque, ou que estão prestes a ser enviados para lá. Fonda, de 67 anos, quer ver os EUA fora da terra de Saddam.


– Desde o Vietnã não tenho me manifestado sobre outras guerras. Mas decidi sair às ruas de novo, para protestar, depois de ter conversado muito com veteranos de guerra que têm me procurado – disse ela ao anunciar seus planos numa livraria em Albuquerque, Novo México, onde autografava exemplares do livro de memórias ‘My life so far’ (Minha vida até aqui).


A idéia é correr o país em ônibus participando de eventos antiguerra. Os veículos servirão de motivo para outra campanha, a da limpeza do meio ambiente: serão movidos a óleo vegetal.


Em 1972 Jane Fonda criou enorme polêmica ao viajar ao Vietnã para visitar o lado inimigo. Posou para fotos, usando um capacete das forças do Norte, sentada numa artilharia antiaérea, durante manifestação em que pedia o fim da guerra. Por isso a atriz ganhou o apelido de Hanoi Jane.


Muitos veteranos a desprezaram por aquela iniciativa, e iniciaram um movimento de boicote aos seus filmes.’



INTERNET


Mariana Barros


‘Buscadores entram na guerra dos mapas ‘, copyright Folha de S. Paulo, 27/07/05


‘Toda distância é relativa, ainda mais quando se trata de internet. Com apenas um clique, é possível ir do Brasil à Rússia, do Alasca à Malásia. O tráfego virtual torna-se ainda mais fácil com os programas de mapeamento digital criados para o internauta comum.


Yahoo!, MSN e Google já oferecem serviços gratuitos de localização espacial -o último lance da batalha entre os sites buscadores.


Um guia de ruas está disponível em br.mapas.yahoo.com, onde também é possível localizar parques, restaurantes e outros estabelecimentos. Os locais e lojas são exibidos por categoria. Outra ferramenta informa o melhor trajeto entre dois pontos.


Internacionais


O estrangeiro maps.yahoo.com é restrito aos EUA e ao Canadá. Ele fornece mapas, orientações de trajetos, localiza estabelecimentos e permite enviar informações diretamente para o celular.


Lançado nesta semana, o Virtual Earth (www.virtualearth.com), da Microsoft, oferece serviço de localização baseado em imagens de satélite. A aproximação dos gráficos, porém, deixa a desejar quando comparada à do Google Earth.


O site mappoint.msn.com, em inglês, também oferece mapas e orientações de trajeto no Brasil, além de opções de hotéis e de restaurantes. O canal Find a place permite procurar qualquer cidade brasileira -basta digitar o nome dela. Há ainda orientações de trajeto. O caminho sugerido para ir de São Paulo a Maceió é pegar as rodovias BR-381, BR-116 e BR-101. Links para serviços de Páginas Amarelas e de previsão do tempo estão disponíveis apenas para os EUA e o Canadá.


Em maps.google.com, não é possível localizar ruas nem trajetos no Brasil. Em contrapartida, o internauta pode optar por visualizar mapas ou imagens de satélite das cidades brasileiras.


Salas de cinema


As informações sobre os EUA oferecidas pelo site são mais abrangentes. O internauta norte-americano consegue localizar diversos serviços de uma determinada região. É possível, por exemplo, encontrar salas de cinema em Manhattan, em Nova York. Basta selecionar o canal Local Search na barra de buscas, localizado na parte superior da página inicial, digitar movies no primeiro espaço e Manhattan, NY, no segundo. A imagem apontará as salas de cinema da região. Links e telefones aparecem na lateral esquerda.


Adaptações


Os internautas também podem desenvolver outras utilidades para os mapas do Google e Yahoo!. Um sistema chamado API (sigla, em inglês, para Interface para Programação de Aplicações) permite que outros sites acessem as funcionalidades oferecidas pelo Google Maps e Yahoo! Maps -basta baixar os kits de programação, disponíveis em developer.yahoo.net/maps e www.google.com/apis/maps, respectivamente.


Com essa ferramenta, é possível criar mapas baseados nos originais, com as mais diferentes funções. O especialista californiano Paul Rademacher criou um programa que localiza imóveis do site Craiglist (www.craigslist.org) nos mapas do Google. Os serviços podem ser vistos em www.housingmaps.com, que já atraiu mais de 500 mil internautas.


Rademacher diz que apenas publicou uma nota no Craiglist pedindo voluntários para testar o funcionamento do seu sistema.’



***


‘Rede traz representações temáticas ‘, copyright Folha de S. Paulo, 27/07/05


‘Diversos sites e programas geradores de mapas têm o objetivo de fornecer informações para estudos e finalidades específicas.


No site da Divisão de Processamento de Imagens do Instituto Nacional de Pesquisas Espaciais (www.dpi.inpe.br), é possível fazer o download do Spring, programa desenvolvido por cientistas brasileiros que faz a leitura e o processamento de imagens, cruza os dados, como temperaturas médias e índices pluviométricos, e permite ao usuário montar mapas digitalmente.


Já a página do programa CBERS (sigla para China-Brazil Earth Resources Satellite, www.dgi.inpe.br/CDSR) oferece imagens feitas por satélite. Um mecanismo executa buscas por município, órbita e coordenadas geográficas.


Amantes da geografia discutem o assunto no site geobloggers. blogspot.com. Ferramentas para construir mapas digitais estão em www.maptools.org.


Quem gosta de história pode acessar um estudo de paleogeografia, com imagens dos primórdios da Terra, em jan.ucc.nau.edu/~rcb7/mollglobe.html. Os mapas representam as diferentes disposições dos continentes nos últimos 600 milhões de anos.


Navegação


Cartas náuticas podem ser baixadas no site da Diretoria de Hidrografia e Navegação da Marinha (www.dhn.mar.mil.br/bhm/publicacao).


Programas que orientam navegadores podem ser adquiridos em sites como www.navsoft.com.br e www.radiomar.com.br.


É possível gravar diários de bordo, saber o que está sob a água, localizar marinas e faróis, receber previsões meteorológicas e até controlar o piloto automático da embarcação. Há versões para notebook, PC e computador de mão.


Um programa que cria mapas baseados em dados obtidos por GPS (sigla para Sistema de Posicionamento Global) está em www.gpsvisualizer.com.’



***


‘Imagens aéreas contribuem para estudos globais ‘, copyright Folha de S. Paulo, 27/07/05


‘O Departamento de Pesquisas Geológicas dos EUA (www.usgs.gov) tem um dos maiores bancos de dados sobre mapas e imagens geradas por satélites.


Em entrevista à Folha, o porta-voz Ronald Beck deu algumas explicações a respeito dos métodos e objetivos desse tipo de registro.


Folha – Como são feitas as imagens?


Ronald Beck – Existem diversos satélites monitorando a Terra. Muitos deles medem os reflexos solares sobre a superfície terrestre e, baseados nisso, criam imagens. Outro método usado pelos cientistas é a fotografia tradicional, tirada de um avião em baixa altitude.


Folha – Qual é o alcance dessas imagens?


Beck – Isso depende do sensor ou da câmera, mas, de modo geral, as fotos aéreas podem captar imagens de objetos de um metro de altura e os satélites, de objetos de 15 metros -embora alguns consigam registrar objetos de até 2,5 metros.


Folha – Qual sua aplicação?


Beck – Contribuir para estudos sobre as mudanças na massa terrestre do planeta. Geologia, planejamento urbano, agricultura e meio ambiente são algumas das áreas que recorrem a esses estudos com freqüência. Pode-se pesquisar o desmatamento da Amazônia, o impacto do desastre de Chernobyl, o derretimento das calotas polares, secas na África e inundações na Europa.


Folha – Esses dados estão disponíveis na internet?


Beck – Sim, podem ser encontrados em eros.usgs.gov e em landsat.usgs.gov. Outro site interessante é o do Inpe, aí no Brasil.’



John Markoff


‘Nova tecnologia interliga dados ‘, copyright Folha de S. Paulo / The New York Times, 27/07/05


‘Em 1991, David Gelernter, um cientista de Yale, propôs a utilização de softwares para criar uma simulação em computador do mundo físico, tornando possível mapear o fluxo do trânsito, o crescimento urbano e diversos outros dados desse tipo.


A idéia de Gelernter ficou mais próxima da realidade nas últimas semanas, quando Google e Yahoo! divulgaram novas ferramentas de programação, chamadas API, que tornam muito mais fácil ligar praticamente qualquer tipo de informação da internet a mapas virtuais e, no caso do Google, a imagens de satélite.


Seu uso foi demonstrado de diversas formas, tanto por curiosos quanto por empresas, incluindo um guia dos lugares e restaurantes da Califórnia que aparecem no filme ‘Sideways – Entre Umas e Outras’ e mapas dos locais dos recentes atentados em Londres. Ainda neste ano, a Microsoft pretende lançar um serviço concorrente, o Virtual Earth.


Yahoo!, Google e Microsoft estão criando esses serviços com a expectativa de que se tornem uma parte importante de uma área significativa da publicidade virtual: propagandas dirigidas a públicos de locais específicos, que seriam embutidas tanto nos mapas gerados como nas imagens exibidas ao lado deles.


Web 2.0


Os novos serviços representam uma mudança para o que está sendo chamado de Web 2.0, conjunto de tecnologia que vai ligar tudo, como peças de Lego, de modos novos e inusitados.


As ferramentas API já resultaram em uma explosão de programas inovadores e, enquanto o Google encoraja experiências de entusiastas, a Microsoft volta-se aos programadores profissionais, pois prevê que eles produzirão algo comercialmente mais viável.


Já a força da nova interface do serviço do Google está em sua simplicidade para levar os mapas informativos para qualquer site.


Por outro lado, os executivos do Yahoo! dizem que estão céticos quanto à importância das imagens de satélite.


A empresa está focada nos mapas digitais e espera que vários grupos de internautas comecem a experimentá-los, acrescentando críticas a restaurantes e lojas e outras contribuições semelhantes.


Tradução de Flávio da Rocha Silveira’



Ronaldo Braga


‘Apologia do crime no Orkut dá prisão’, copyright O Globo, 27/07/05


‘Investigadores da Delegacia de Repressão aos Crimes de Informática (DRCI) prenderam ontem de manhã, em sua casa em Vista Alegre, Rafael dos Santos Aguiar, de 22 anos, acusado de fazer apologia do crime no site de relacionamentos Orkut, divulgando uma facção criminosa do Rio. Na casa, policiais apreenderam uma pistola PT 380 roubada; um carregador com capacidade para 30 balas; munição para fuzil e pistola; uma fotografia do acusado com uma arma; uma outra foto de um menor de 8 anos com um fuzil; CDs de musica e filmes pornográficos, além de uma agenda.


– Ele fazia apologia do crime falando bem de uma facção criminosa. Temos a determinação da Chefia de Polícia Civil para acabar com o tráfico de drogas e a apologia do crime no Orkut – disse a delegada titular da DRCI, Andréa Nunes da Costa Menezes.


Rafael trabalha com o pai numa empresa que presta serviços a uma seguradora. Segundo o seu advogado, Iury Fernandes, o erro do acusado foi brincar na internet.


Ontem também, o bacharel em direito Bruno Marini Mendes da Silva, de 25 anos, preso na última quinta-feira juntamente com outros nove rapazes acusados de tráfico de drogas pelo Orkut, deixou a carceragem da 76 DP (Centro de Niterói). Autuado por uso de drogas e estelionato, Bruno estava acompanhado do pai e do advogado.


Bruno foi flagrado, em escutas telefônicas autorizadas pela Justiça, colando pelo celular numa prova da OAB. O prazo de sua prisão temporária, de cinco dias, expirou ontem.’



***


‘Orkut: preso outro acusado de tráfico’, copyright O Globo, 26/07/05


‘Policiais civis do Serviço de Repressão a Entorpecentes (SRE) de Niterói prenderam ontem de manhã o engenheiro, promotor de eventos e modelo profissional William Hunstock, de 29 anos, acusado de integrar um grupo que fazia tráfico de drogas pelo site de relacionamentos Orkut. A prisão aconteceu por volta de 10h, quando ele chegava em sua residência, um edifício de classe média na Rua Nilo Peçanha, no Ingá, em Niterói. Na quinta-feira passada, dez jovens já haviam sido detidos sob a mesma acusação.


Todos os suspeitos estão na 76 DP (Centro de Niterói). O delegado Reginaldo Guilherme disse que eles estão numa cela considerada neutra – os presos são criminosos sem ligação com qualquer facção.


Segundo o delegado titular do SRE, Luiz Marcelo, William era responsável por repassar as drogas a Rodrigo Alvarenga dos Santos, de 25 anos, já preso. Agora, faltam ser cumpridos três mandados de prisão.


O grupo vendia ecstasy, LSD, skank, maconha e crack e fazia a entrega em bares, restaurantes e festas raves em Niterói, no Rio e em municípios da Região dos Lagos, como Búzios, Cabo Frio e Arraial do Cabo. O ecstasy, o LSD e o skank viriam de Amsterdã e Berlim. Além de gravar telefonemas, os investigadores filmaram o grupo vendendo drogas em bares e restaurantes de Niterói.


Agentes do SRE de Niterói informaram que o grupo também negociava o princípio ativo do ecstasy, o MDMA. Segundo a polícia, um grama de MDMA pode ser dividido em dez doses ou misturado a alguma bebida. O efeito da droga é mais rápido e potente que o de um comprimido de ecstasy.


Além de William e Rodrigo, foram presos Tiago de Vasconcelos Tauil, de 23 anos; Enrique Dário Shiff, de 27; Guilherme Caldeira Dal Bello, de 25; André Koeller Archiles, de 26; Amon de Magalhães Veslaco Lemos, de 19; Giovani Arnaud Niucastro, de 24; Aniello Caputo Filho, de 29; Gerson da Silva Castanheira, de 27; e Bruno Marini Mendes da Silva, de 25.


Durante a operação de quinta-feira passada, o Serviço de Repressão a Entorpecentes de Niterói anunciou que Bruno tinha sido indiciado por tráfico de drogas. No entanto, a Chefia de Polícia Civil informou ontem que ele foi indiciado apenas por uso de drogas e por estelionato (é acusado de receber cola pelo celular num exame da OAB-RJ). O prazo de sua prisão é de cinco dias. Os outros dez envolvidos foram indiciados por tráfico de drogas e associação para o tráfico, com 30 dias de prisão temporária decretada pela Justiça.’


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