Quinta-feira, 18 de Julho de 2019
ISSN 1519-7670 - Ano 19 - nº1046
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07/07/2009 na edição 545


AMISH
Deonísio da Silva


A testemunha, desta vez na Bolívia


‘Há dias atrás, uma comunidade amish da Bolívia, situada em Cotoca, a 150 km de Santa Cruzde la Sierra, ganhou a mídia por motivos policiais de novo.


Cerca de 80 mulheres, umas casadas, outras solteiras e por isso ainda virgens, pois chegam assim ao casamento, algumas das quais ainda menores, vinham sendo violadas desde 2007 por um grupo de homens, já presos por ordem da juíza Natália Rosa Fernández, segundo noticiou o jornal espanhol El País (2/7/09). Eles entravam à noite nas casas e utilizavam soníferos em spray para fazer adormecer e depois estuprar as vítimas. Também homens e cachorros recebiam jatos do mesmo spray para não atrapalharem.


Os crimes foram descobertos somente agora por um pai que, surpreso com a mudança de hábitos do filho, seguiu-o durante a noite e constatou que ele entrava furtivamente na casa vizinha. Pobre pai! Teve que denunciar o próprio filho, que indicou os cúmplices.


Em outubro de 2006, nos EUA, uma chacina dentro de uma escola amish resultou na morte de cinco crianças entre 6 e 13 anos, além do atirador de 32 anos, que se suicidou.


O atirador era um motorista de caminhão de leite que atendia a comunidade. Tomou 10 meninas como reféns. No mesmo dia, membros da comunidade visitaram a família de Roberts (o motorista) para dizer que o perdoavam.


A Testemunha (1985), com Harrison Ford, venceu o Oscar de melhor roteiro e foi indicado ainda para filme, diretor, autor, direção de arte, fotografia e trilha sonora. O filme se passa nos EUA, na comunidade Amish, palavra que veio do alemão amich, do nome do pregador menonita suíço Jakob Amman, fundador da seita, que viveu entre os séculos XVII e XVIII.


Um menino é testemunha de um assassinato. Para protegê-lo, o investigador leva mãe e filho para a comunidade amish onde ambos viviam. As coisas ficam muito complicadas quando Harrison Ford descobre que os assassinos são policiais.


A Testemunha mostra o modo de vida dos amish nos Estados Unidos. Homens usando ternos e chapéus pretos e mulheres com a cabeça coberta por um capuz branco e com um vestido preto. A comunidade amish considerou muito liberal a imagem que se fez deles.


As comunidades amish vêm do anabatismo, que os suíços denominaram anabaptisme, palavra francesa, uma das quatro línguas da Suíça: as outras são o inglês, o alemão e o italiano. A origem é o grego anabaptismós, novo batismo.


A Suíça tem este nome porque o cantão que liderou a formação do país era conhecido como Schuyz, depois escrito Schweiz em alemão. Designa um tipo de corte de barba originalmente feito por mercenários suíços, que deixavam a barba crescer em chumaço, das orelhas até perto das laterais da boca.


Os anabatistas originaram-se dos menonitas, do nome do teólogo Menno Simons, que viveu entre os séculos XV e XVI, numa região da antiga Germânia, na atual Alemanha. Há cerca de 200 000 mil amish no mundo, 50 000 deles nos EUA. Eles vivem afastados do restante da sociedade, não prestam serviço militar e não aceitam assistência do governo.


Os amish bolivianos desconhecem o espanhol e falam um dialeto do alemão, o que está dificultando as investigações.’


 


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