Segunda-feira, 10 de Dezembro de 2018
ISSN 1519-7670 - Ano 19 - nº1016
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ENTRE ASPAS >

Renato Cruz

12/07/2005 na edição 337

‘A informação quer ser livre, certo? Da colisão entre o mundo digital e o mundo sem fio, os benefícios trazidos ao computador pela internet acabam estendidos aos eletroeletrônicos da casa. Vídeos, música e fotos armazenados no PC podem ser transmitidos, sem fio, para a televisão e o aparelho de som. Além do hábito do consumidor, o impacto também se faz sentir na indústria: as operadoras de telecomunicações passam a oferecer conteúdo e transformam-se em canal de distribuição de dispositivos eletrônicos, enquanto empresas de equipamentos de rede precisam aprender a atuar no mercado de consumo.


O que assegura esta revolução é a tecnologia Wi-Fi, que permite redes locais sem fio. O comerciante Renato Hombo, de 31 anos, comprou há dois meses um radinho Wi-Fi. ‘É bem bacana’, disse Hombo. ‘Tenho mais de 3 mil músicas no computador. Eu defino a seqüência e ouço no radinho.’ Ele poderia sintonizar também com seu rádio as emissoras da internet e costuma usar este recurso. Em sua casa, Hombo tem o roteador Wi-Fi, ligado a uma conexão de banda larga, um notebook com a antena Wi-Fi, o rádio e um ‘media adapter’, que possibilita mandar fotos e som para a TV. ‘Ainda não estou com o media center, que permite enviar vídeo.’


O chamado ‘media center extender’, da Linksys, trabalha em conjunto com o Windows Media Center, versão do sistema operacional da Microsoft que ainda não está disponível no País. ‘Até o fim do ano, vamos trazer o produto ao Brasil’, afirmou o gerente-geral da Linksys para o Cone Sul, Emerson Yoshimura, que é amigo de infância de Emerson Hombo. ‘Estamos fechando parcerias com provedores de conteúdo.’ A Linksys pertence à americana Cisco.


Combinado o sistema a um serviço de vídeo sob demanda, adeus videolocadoras. As conexões rápidas à internet ainda não são tão rápidas. Os serviços com velocidades com 300 ou 450 quilobits por segundo (kbps) são bastante comuns. Nos Estados Unidos, porém, o usual são velocidades acima de 2 Megabits por segundo (Mbps), ou 2 mil kbps. No Japão, as conexões têm 7 Mbps ou mais. ‘Com essa velocidade, é possível receber um filme de 2 horas em 10 minutos’, explicou Yoshimura.


No Brasil, ainda falta escala ao Wi-Fi. Existem entre 50 mil e 70 mil usuários de lugares públicos com a tecnologia, chamados ‘hotspots’, para um universo de pouco mais de 2 milhões de acessos residenciais de banda larga. Ou seja, entre 2% e 3% das pessoas que têm banda larga usam o Wi-Fi.


A rede local residencial, ou ‘home networking’, pode se tornar uma fonte de receita importante para as operadoras. ‘A Telefônica considera o mercado de ‘home networking’ muito promissor a médio prazo’, afirmou o diretor de Novos Negócios da empresa, Benedito Fayan. ‘Já realizamos testes e estamos modelando o serviço.’


Para Fayan, a tecnologia ainda não está pronta para ser aplicada como um serviço de massa, para clientes que não entendem de tecnologia. ‘Se o usuário modificar a configuração do ‘firewall’ (software que defende o PC de ataques pela rede), conturba o ambiente’, disse o executivo, acrescentando que, mesmo nos testes com funcionários da empresa, a requisição de visitas técnicas foi alta. ‘Estamos conversando com os fornecedores para ter monitoramento remoto. Os equipamentos evoluem e devem estar prontos em um ano ou um ano e meio.’’


***


‘Telemar testa televisão por linha telefônica’, copyright O Estado de S. Paulo, 10/7/05


‘As telecomunicações e a radiodifusão tornaram-se, definitivamente, uma coisa só. Assim como a Telefônica e a Brasil Telecom, a Telemar trabalha em seu projeto de televisão via linha telefônica, usando o protocolo de internet (IP, na sigla em inglês). Ela fez um teste com 40 funcionários no Rio de Janeiro e em Belo Horizonte e, até o fim do ano, planeja lançar um piloto comercial. ‘O foco inicial é a cidade do Rio’, afirmou o gerente de Novos Produtos da Telemar, Gilberto Mayor.


A idéia é oferecer canais e vídeo sob demanda. ‘Com dois cliques, o cliente compra um filme’, explicou Mayor. A Telemar avalia quatro plataformas tecnológicas. Diferentemente das empresas de TV a cabo, que enviam todos os canais de uma vez em sua conexão, a linha telefônica traz um canal por vez, com a tecnologia MPEG-2, ou dois, com o MPEG-4. Quando o usuário muda o canal, o sinal é trocado. As conexões têm velocidade de 4 Megabits por segundo (Mbps). Segundo o executivo, um dos sistemas avaliados, da chinesa UTStarcom, permite que o usuário tenha os recursos de gravador de vídeo digital (em inglês Personal Video Recorder, ou PVR) – que funciona como um videocassete sem fita – sem comprar o aparelho. Tudo fica armazenado no servidor da operadora.’




CYBERBULLYING
Clarissa Thomé


‘Humilhando colegas pela internet’, copyright O Estado de S. Paulo, 10/7/05


‘A recente divulgação na internet de cenas de adolescentes durante o ato sexual evidencia um novo tipo de agressão: o cyberbullying. A perseguição e humilhação de colegas, o bullying, ganhou a rede mundial de computadores e está se tornando cada vez mais comum entre jovens de classe média, que têm acesso à tecnologia.


No Rio, há um serviço de aconselhamento por telefone (21-3860-0665) em que vítimas do bullying ou cyberbullying podem buscar apoio de psicólogos e assistentes sociais. É o Telefone Amigo da Criança e do Adolescente (Teca), feito pela Associação Brasileira Multiprofissional de Proteção à Infância e Adolescência (Abrapia) em parceria com o Instituto Telemar.


‘A situação é grave no País e no mundo. Em Londres, as escolas proibiram que alunos portassem câmeras digitais ou celulares com câmeras para evitar a exposição de colegas na internet’, disse o pediatra Lauro Monteiro Filho, secretário-executivo da Abrapia, entidade que luta contra o comportamento agressivo entre estudantes.


Há duas semanas, o Ministério Público Estadual abriu inquérito para investigar dois rapazes que divulgaram imagens em que um deles mantinha relações sexuais com uma jovem de 16 anos. A Justiça determinou a internação dos dois por 45 dias no Instituto Padre Severino. Os rapazes deixaram o abrigo para menores em 24 horas, beneficiados por habeas-corpus.


Os promotores também investigam um caso em que dois alunos de uma das escolas mais tradicionais da cidade, o Colégio Santo Inácio, fotografaram uma menina de 15 anos fazendo sexo oral com um deles e divulgaram a cena pela internet. Os três foram afastados da escola.


Nem sempre os episódios de cyberbullying tornam-se casos de polícia. O psiquiatra Fábio Barbirato, presidente da Associação Brasileira de Neurologia e Psiquiatria Infantil e chefe da Psiquiatria Infantil da Santa Casa de Misericórdia, atendeu recentemente dois adolescentes em seu consultório em Ipanema, na zona sul, vítimas do cyberbullying, cujos pais não fizeram denúncia à Justiça.


Uma das vítimas era um garoto de 13 anos. Em uma viagem com colegas de classe para um hotel-fazenda, ele foi fotografado nu enquanto tomava banho. A imagem foi parar na internet, com a seguinte legenda: ‘X. numa sauna gay’. ‘Ele ficou tão estigmatizado que os pais se mudaram para o interior do Estado’, conta o médico.


A outra paciente, uma estudante de 15 anos, posou para amigas sem roupa. As fotografias foram levadas para a escola e colocadas num site por outros colegas. A família contratou advogado e as imagens foram retiradas do ar. A menina acabou transferida de escola.


‘A agressão dos jovens por outros jovens, de forma a ridicularizá-los é comum nessa faixa etária, mas no século 21 isso se dá por meio da internet’, diz o psiquiatra. Para Barbirato, essas atitudes impensadas podem ser explicadas pelo fato de o córtex cerebral, responsável pelo controle da impulsividade, ainda estar em formação na adolescência. ‘Não é um comportamento adequado, mas essa exposição que um adolescente faz do outro, o massacre, são coisas próprias da idade.’


Barbirato defende limites e punição para os jovens que cometem atos graves contra colegas. O pediatra Lauro Monteiro Filho concorda e ainda defende limites e diálogo com os pais. ‘Esse comportamento também se explica pela falta de conversa. Os adolescentes não têm quem possa ouvi-los.’


De acordo com Monteiro Filho, os telefonemas para o Teca são feitos por jovens que estão falando pela primeira vez sobre o assunto, na maioria dos casos.


Para a educadora sexual Maria Helena Vilela, diretora do Instituto Kaplan – Centro de Estudos da Sexualidade Humana, as atitudes desses jovens não têm a ver com sexualidade.


‘Não é da natureza da sexualidade humana expor o outro. Isso tem a ver com impunidade, falta de limites, falta de respeito à privacidade. A brincadeira beira a criminalidade.’’




JORNAL DA IMPRENÇA
Moacir Japiassu


‘O cego enganador’, copyright Comunique-se (www.comuniquese.com.br), 8/7/05


‘Destaque da editoria Brasil, da Folha de S. Paulo:


Presidente cogita Ermírio para a Saúde


Da Sucursal De Brasília


Na tentativa de surpreender na reforma ministerial com um nome de peso da sociedade civil, o presidente Luiz Inácio Lula da Silva pediu que fosse sondado o empresário Antônio Ermírio de Moraes para a pasta da Saúde.


Janistraquis, que ainda não foi derrotado pelo Mal de Alzheimer, alarmou-se:


‘Considerado, é bom a gente avisar pro Doutor Antônio Ermírio abrir o olho. É tanta sua pureza de intenções que ele já foi até passado pra trás por um vigarista cego de nascença, tá lembrado?’


Lembro-me bem; a espetacular rabiosca aconteceu em 1987, quando esse grande general da indústria se recuperava da derrota nas eleições para o governo de São Paulo, no ano anterior. Ele recebeu telefonema por meio do qual uma suposta entidade de apoio a deficientes visuais lhe pedia ajuda financeira. Como garantia de autenticidade, disseram-lhe que seria procurado por um cego e este realmente compareceu ao escritório da holding, provido de óculos escuros, bengala branca e um recibo da doação. Sumiu com o dinheiro.


A polícia descobriu mais tarde que o cego, que não pertencia a nenhum partido político, diga-se, era especialista nesse raríssimo e criativo golpe tipicamente brasileiro.


Desarmamento


Nota publicada na seção Contexto, da Veja que está nas bancas:


Uma lei de eficácia duvidosa


O referendo sobre a proibição de armas no país deve ser adiado para 2006. Isso porque os deputados ainda não decidiram qual a pergunta a ser feita à população. Os defensores da proibição dizem que ela trará uma diminuição do número de homicídios. Especialistas, no entanto, acreditam que a medida terá pouco efeito, já que boa parte desses crimes no Brasil é cometida com armas roubadas ou contrabandeadas. Além disso, as estatísticas mostram que não há relação entre a taxa de assassinatos e a de residências com armas de fogo. (Realce nosso)


Janistraquis leu e fez a seguinte e pertinente observação:


‘Não é preciso ser especialista para entender que a medida é uma besteira; basta não ser inteiramente tapado.’


Enterro da pomba!


O considerado Camilo Viana, diretor de nossa sucursal mineira, leu na Folha de S. Paulo:


Caixão modelo ‘Wojtyla’ vira moda na Itália


DA FRANCE PRESSE


O ataúde em estilo ‘Wojtyla’, modelo austero e sóbrio construído em madeira simples de cipreste, tem sido bastante procurado por pessoas que precisam enterrar seus entes queridos, informou o proprietário de uma fábrica de caixões da Itália.


Camilo suspirou:


Um caixão funerário virar moda… esse povo não tem mais o que inventar!


Janistraquis acha, Camilo, que o chamado féretro só está fazendo sucesso tão grande porque é barato:


‘É a melhor forma de se superfaturar o enterro do parente; você manda fazer um caixão com tábuas recolhidas no lixo da Ceagesp e espalha por aí que custou uma fortuna; afinal, é de cipreste, como o do papa, e foi importado de Roma!’


Pauta trancada


O considerado José Sérgio Rocha deixou a mesa cativa no centenário Café Lamas, pegou a última barca pra Niterói, onde mora, ligou o computador e leu o seguinte título no site MS Notícias, de Mato Grosso do Sul:


Congreço vai começar semana com pauta trancada


Rocha pensou que tivesse bebido demais, imaginou que tal congreço tivesse algo a ver com a raiz etimológica de congraçamento, por exemplo, mas o texto, correto, a bem da verdade, se referia mesmo ao Congresso:


(…) A pauta do Plenário da Câmara estará novamente trancada na próxima semana por uma medida provisória e dois projetos de lei do Poder Executivo com urgência constitucional. Somente depois de analisar essas propostas, os deputados poderão continuar a votação do Projeto de Resolução 248/05, que cria a Comissão Parlamentar de Inquérito (CPI) da Compra de Votos.


Como perdeu os movimentos depois do choque, o leitor entregou a palavra a Janistraquis, o qual se manifesta:


‘Depreendo que o editor responsável do MS Notícias, Josemil Arruda, escreveu o texto e, diante do adiantado da hora, foi pra casa e entregou a tarefa do título à faxineira…’


Pode ser, embora a gente saiba que hoje em dia há faxineiros e faxineiras com curso superior completo!


Sérgio Augusto


O ufanismo de Galvão Bueno durante a transmissão de Brasil X Argentina pela Copa das Confederações, mais a entrevista de Chico Buarque ao diário catalão La Vanguardia, na qual o cantor-compositor-escritor se refere à idiotice brasileira, inspiraram antológico artigo do mestre Sérgio Augusto no caderno Aliás, do Estadão. Leia a íntegra no Blogstraquis.


Orfandade


A imprensa de todo o país noticiou a libertação de Suzane von Richthofen, aquela doce mocinha que planejou o assassinato dos pais, hediondo crime executado com ajuda do namorado e o irmão deste. Nalguns estados americanos, mereceriam pena de morte ou prisão perpétua. Aqui, soltam e mandam pra casa.


Fiquei revoltado, porém Janistraquis, que anda de intimidades com algumas ONGs, argumentou:


‘Considerado, Suzane está muito arrependida e não se deve supliciar ainda mais uma pobre mocinha que já perdeu os pais. É uma órfã e, além do mais, o crime não foi cometido com abominável arma de fogo, porém a pauladas, o que deve ser atenuante. E no Brasil, não se pode jamais esquecer, nem todo assassinato é imputável. Aquele jornalista, o Pimenta Neves, que matou a namorada em 2000, está solto até hoje!’


É mesmo. Neste país de m…, matar é um excelente negócio. E para que o considerado leitor tenha uma idéia de como os criminosos serão tratados futuramente no Brasil, o Blogstraquis transcreve o horripilante artigo da dupla de magistrados Egberto Penido e Leoberto Brancher. Na seção Tendências/Debates da Folha eles explicaram o que é a ‘Justiça Restaurativa’.


De bombas


A propósito dessas criaturas altamente explosivas que têm aparecido no cenário político, como Roberto Jefferson, Marcos Valério e agora José Borba, nosso considerado Roldão Simas Filho, diretor da sucursal desta coluna em Brasília, faz questão de nos lembrar:


As diferenças no léxico utilizado no Brasil e em Portugal não chegam a nos separar, mas vivem nos causando surpresas. Exemplo: em Portugal, homem-bomba é bombista-suicida e temos conversado.


Janistraquis detecta, porém, brevíssima dissimetria entre as duas expressões: homem-bomba é Jefferson; bombista-suicida é Borba…


Achaques


O colunista agradece as mensagens de feliz aniversário que recebeu, embora a um sexagenário não aprazam tais festividades. Aliás, uma estudante me perguntou a idade e, honestamente, respondi: tenho 63 anos, aparento 75 e sinto-me com uns 96…


Realidade


Depois de ver a lamentável ‘entrevista’ de Zé Genoíno no Roda Viva, e de reler mais umas tantas vezes os jornais e revistas e ainda consultar a Lei Orgânica dos Partidos Políticos e o Código Penal, Janistraquis exalou profundo queixume:


‘Considerado, os petistas de boa-fé (e os há, e quantos!) precisam se convencer do seguinte: eles foram enganados, ludibriados, passados pra trás como aqueles associados das caixas de pecúlio e montepios d’antanho. É coisa normal no Brasil, acontece com as melhores famílias e não há prejuízo, moral ou financeiro, que o tempo não consiga cicatrizar no calor dos trópicos.’


Confesso que me comovi profundamente.


Entrevista


Leiam no Blogstraquis a entrevista do cientista político Bolívar Lamounier à Folha de S. Paulo de segunda-feira, 4/7. O título:


‘Complô das elites é estapafúrdio, é mistura de bobagem com paranóia’


Nota dez


Merece a nota dez da semana o artigo do considerado Augusto Nunes no Jornal do Brasil. Dê uma espiada no excerto e delicie-se com a íntegra, reproduzida pelo Blogstraquis:


A grande bandeira em frangalhos


O Lula que prende e arrebenta recorreu ao dialeto da gafieira para deixar claro, na quinta-feira, que a expansão do pântano será neutralizada a qualquer custo. ‘Se alguns dos nossos amigos fizeram algo errado, vão sambar’, informou à platéia de ministros reunida no Planalto. Sublinhou o aviso com uma frase que até traseiras de caminhão recusariam: ‘Quem mijou fora do penico, tchau e bênção’. (…)


Errei, sim!


‘A MATA DO ITAMAR – O leitor Zéluiz de Moura Pereira, de Brasília, enviou recorte do Correio Braziliense com este título: Itamar planta árvore e mata muda. ‘Será que o nosso presidente ficou doido? O que o teria levado a cometer tal desatino?’, lamenta Zéluiz. Submeti a encomenda à apreciação do meu secretário que, distraído, entendeu de forma diferente: ‘É, considerado…a popularidade do Itamar não chegou ao reino vegetal; foi ele plantar uma simples árvore para a mata se mudar imediatamente!’ Alarmado, mandei-o entender-se com Zéluiz. Que entrem nalgum acordo.’ (novembro de 1994)’

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