Segunda-feira, 25 de Setembro de 2017
ISSN 1519-7670 - Ano 19 - nº958

ENTRE ASPAS > QUARTA-FEIRA, 6/10

Resultado da eleição surpreende marqueteiros de Tiririca

Por Leticia Nunes (seleção de textos) em 06/10/2010 na edição 610


Leia abaixo a seleção de segunda-feira para a seção Entre Aspas.


 


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Folha de S. Paulo


Quarta-feira, 6 de outubro de 2010


 


CAMPANHA


Fernando Gallo


‘Marqueteiros’ de Tiririca ficam surpresos com resultado


‘Você acha que a gente sabe fazer uma campanha política, que a gente entende de marketing político? Zero. A gente não entende nada. Tentamos ajudar um cara que é muito engraçado a falar um negócio engraçado’.


Os humoristas do ‘Café com Bobagem’ Zé Américo e Ivan de Oliveira sabem de marketing político tanto quanto Tiririca da Câmara dos Deputados, mas são dois dos responsáveis pela campanha de TV que deu 1,3 milhão de votos ao candidato mais votado do Brasil.


Em 2009, o palhaço ligou para Zé Américo, de quem ficou amigo há mais de dez anos, quando a canção ‘Florentina’ estourou em todo o país, para contar que havia sido convidado a engrossar o time de candidatos do PR.


Surpreso, o amigo recomendou que ele pensasse bem para não ser ‘mais um’.


Nove meses se passaram e Tiririca voltou a ligar. Desta vez para convidar os dois amigos -são próximos a ponto de frequentarem as respectivas casas- a criar frases engraçadas para impactar os eleitores e angariar votos na televisão.


Com a habilidade de quem faz piadas como troca de roupa, os parceiros humoristas fizeram surgir as polêmicas piadas da campanha.


Ivan fez a rima ‘pra deputado, vote no abestado’. Zé Américo saiu-se com ‘o que faz um deputado federal? Na realidade, eu não sei. Mas vote em mim que eu te conto’.


Num rompante de estúdio, durante as gravações, o editor Peter Lucas de Araújo, que trabalhou com ambos no SBT e foi convidado a integrar o time, soltou o já clássico ‘pior que tá, não fica’.


O ex-diretor de programas do SBT Marcos Ramos sugeriu as dancinhas. Mas nada disso, segundo os companheiros, teria dado certo não fosse o talento de Tiririca.


‘Um humorista que nem o Tiririca tem graça própria. Você fala um negócio, mas na boca dele é muito melhor. Acho que é por isso que a campanha chamou a atenção’, diz Zé Américo.


‘Ele não é falso, é daquele jeito mesmo. Você pode ver na TV. Ele não tava lendo. Todos os outros candidatos estavam’, corrobora Ivan.


Os humoristas foram pagos pelo PR pelo trabalho, mas não revelam quanto ganharam. Afirmam que fariam até de graça porque Tiririca é um grande amigo.


Nenhum dos dois conta quem foi o responsável pelo convite a Tiririca, embora afirmem que tudo passou pelo presidente do PR-SP, José Tadeu Candelária.


Zé Américo e Ivan ficaram impressionados com a ousadia da direção do partido em dar aval para uma campanha tão ímpar e inusitada.


‘Os caras são doidos de deixar a gente fazer isso e colocar dessa forma. Porque é muito chocante. Você brincar é uma coisa, mas deixar colocar dessa forma, achei bastante ousado’, diz Zé Américo, ainda espantado.


Ele e Ivan já foram criticados por amigos politizados por terem topado o trabalho.


‘Tem gente que tem suas convicções políticas, se revolta, fala ‘não, isso é uma brincadeira de mau gosto’. Mas não vi nenhuma propaganda que diga ‘se você não votar no Tiririca, nós vamos matar sua mãe e toda sua família’, justifica ele.


‘É o mesmo trabalho de um mecânico. ‘Você sabe arrumar um motor?’ ‘Sei’. Mas eu sei que um mecânico não vai arrumar um milhão de votos pra ninguém’, diz.


Os dois humoristas garantem: apertaram 2222 no último domingo e ajudaram a eleger, na urna como na TV, o candidato a deputado federal mais votado do país.


 


 


TRIBUNAL


Julgamento de recurso da Folha sobre o caso Dilma é suspenso


Um pedido de vista (tempo para analisar melhor o processo) interrompeu ontem o julgamento do mandado de segurança protocolado pela Folha para ter acesso, no STM (Superior Tribunal Militar), aos autos do processo que levou a candidata do PT à Presidência, Dilma Rousseff, à prisão durante a ditadura (1964-1985).


Após mais de duas horas de debate entre ministros do STM, com divergências sobre liberdade de imprensa e direito à privacidade, a ministra Maria Elizabeth Rocha disse precisar ‘de mais informações’ e pediu a suspensão do julgamento.


O julgamento estava empatado em 2 a 2 quando foi paralisado -13 ministros analisam o caso. Antes, os ministros Marcos Martins Torres, relator, e José Coêlho Ferreira, haviam discutido asperamente. Torres negou a liminar e questionou as intenções da Folha.


‘Talvez não seja propriamente o de informar, mas possivelmente o de criar um fato político às vésperas das eleições’, disse. Coêlho defendeu o mandado. ‘Será que não estamos exercendo uma pequena censura?’.


A advogada Taís Gasparian, defensora da Folha, espera que o julgamento continue em poucos dias: ‘O pedido de vista vai contribuir para a decisão da questão. Tenho confiança de que o tribunal vai proferir a decisão em tempo hábil de informar o cidadão, antes do segundo turno.’ No recurso, a Folha havia justificado a necessidade do acesso agora para que os leitores tivessem conhecimento do passado de Dilma.


No dia 17 de agosto, a Folha revelou que o processo sobre a petista estava trancado em cofre no STM. O material foi retirado dos arquivos e mantido em sigilo por decisão do presidente do tribunal, Carlos Alberto Marques Soares, que diz querer evitar o uso político do material.


 


 


TODA MÍDIA


Nelson de Sá


Mais e mais dólar


Manchete no Valor Online, ‘Dólar faz nova mínima após alta do Imposto sobre Operações Financeiras’. Na Agência Brasil, ‘Dólar cai, mas Guido Mantega acredita que é cedo para avaliar medidas’.


Na home do ‘Financial Times’, ‘Investidores estão calmos com elevação de imposto’ e ‘deram de ombro para controle introduzido’. Avalia que ‘dois grandes motivos’ atraem o capital estrangeiro, a necessidade de investir em infraestrutura e os juros altos.


No site MarketWatch, ‘real prolonga alta, pouco constrangido por imposto’. Na Bloomberg, ‘real sobe devido ao corte nos juros pelo Japão, que sobrepuja esforço de Lula para enfraquecer moeda’.


A BATALHA DO FMI


Destaque da Reuters, a alta do imposto financeiro no Brasil e o corte dos juros no Japão elevaram a ‘tensão cambial’, às vésperas da reunião do FMI.


Na manchete on-line do ‘FT’, ‘Chefe do FMI alerta para guerra na taxa de câmbio’. E na manchete de papel do ‘FT’, ontem, o ‘Chamado por um novo acordo global de moedas’ feito pelos maiores bancos comerciais. Os dois textos destacam o ‘alarme’ soado antes por Guido Mantega.


O ‘Wall Street Journal’ postou que Washington vai ‘pressionar contra interferências no câmbio’ na reunião do FMI. E o colunista Martin Wolf se questiona, hoje no ‘FT’, se chegou a hora da ‘guerra cambial’ entre EUA e China.


Wolf e o G20 Destaque ontem no iG, Martin Wolf disse em São Paulo que a China deve sustentar crescimento acelerado por mais 10 a 15 anos e que o mundo passa por mudança no ‘equilíbrio do poder’, com a ascensão do G20. Do Brasil, sublinhou os ‘altos níveis de transferência de renda’. Outro legado A tradicional revista esquerdista ‘Monthly Review’, dos EUA, postou ‘O legado trabalhista de Lula’, dizendo que vai além de Bolsa Família etc. ‘Pouco notados fora do Brasil’, saudou a ‘crescente formalização’ no emprego e a maior consciência e demanda pelos direitos.


PETRÓLEO EM CAMPANHA


O ‘WSJ’ postou que ‘Conselheiro de José Serra diz que não há necessidade de novo modelo de petróleo no Brasil’, sobre David Zylberstajn, que chefiou a agência de petróleo sob FHC. E o Radar da ‘Veja’ deu que Lula ‘reclamou ao comando do comitê de Dilma da timidez na inclusão da capitalização da Petrobras na campanha’.


Por outro lado, a Bolsa subiu, mas ‘Petrobras leva tombo após Itaú cortar avaliação’, no título da Bloomberg. Já a Dow Jones não creditou a queda ao Itaú Unibanco e sim ao ‘efeito ainda da grande oferta de ações de setembro’.


Dilma lá Abrindo foto da petista, a home do Council on Foreign Relations, de Nova York, deu manchete ontem para um analista prevendo que ela ‘provavelmente não faria o bastante em reformas econômicas’, mas ‘baixaria o tom da ‘diplomacia hiperativa’ do atual presidente’. E também que ela ‘ainda deve vencer’.


Marina lá O site da ‘Foreign Policy’ saudou ‘um bom dia para os verdes’ com a ‘grande surpresa’ de Marina Silva, mas duvidou que seja indício de um ‘tsunami verde’ no hemisfério. Também ironizou que a secretária Hillary Clinton estaria com inveja de Dilma, ‘a caminho de ser a primeira presidente do Brasil’.


TRÊS BALAS DE PRATA


Manchete no Globo Online pela manhã, o site reproduziu o discurso de Dilma em reunião fechada com aliados, apontando três choques como responsáveis por não ter vencido no primeiro turno: ‘a história da Receita, que apareceu e agora desapareceu’, ‘a questão da Casa Civil, que não dizia respeito a mim’, e ‘a pior calúnia, que não se identifica, através de uma campanha na internet’, referência ao aborto.


Ontem na manchete do G1, reapareceu a primeira, ‘Receita diz que acesso a dados de tucano foi imotivado’. No registro do Terra, por outro lado, ‘PSDB diz que acesso a dados foi irregular’, identificando ser informação de ‘fontes da presidência do PSDB’.


‘SEND IN THE CLOWN’


Concorrendo com Dilma e Marina em repercussão no exterior, Tiririca já inspirou coluna na contracapa no francês ‘Le Monde’, longa reportagem no ‘Financial Times’ e post irônico na ‘Economist’. E nos últimos dois dias surgiu por todo lado, do argentino ‘La Nación’ anunciando ‘O palhaço mais votado’ ao ‘Washington Post’ dizendo que deveria liderar as listas de melhor comercial.


O ‘palhaço não-metafórico’, na expressão da ‘Atlantic’, levou os sites da ‘New Yorker’, do ‘USA Today’ e da ‘Time’ a citar expressão corrente no teatro americano, quando o espetáculo vai mal: mande o palhaço para o palco.


 


 


ARGENTINA


Associação de jornais faz crítica a Cristina


A Associação Mundial de Jornais e Editores de Notícias, que reúne 18 mil veículos de 120 países, pediu à presidente argentina, Cristina Kirchner, que cesse os ‘ataques contra meios independentes’ e manifestou preocupação com o ‘plano de controlar a distribuição de papel-jornal’.


Há dois anos, Cristina mantém uma guerra contra o Grupo Clarín, maior conglomerado multimídia do país, que briga na Justiça para manter suas licenças de transmissão de TV.


Ontem, a Corte Suprema manteve a suspensão da nova lei que obrigaria o Clarín a se desfazer de parte das licenças.


 


 


EUA


‘NYT’ quer pagar antes empréstimo de Slim


O grupo dono do ‘New York Times’ planeja pagar três anos antes do previsto o empréstimo de US$ 250 milhões (R$ 422 bilhões) feito pelo bilionário mexicano Carlos Slim.


O empréstimo foi feito em janeiro do ano passado, em meio ao rescaldo da crise do ano anterior, e tem o vencimento para janeiro de 2015.


O New York Times Company paga taxa de juros de 14% pelo crédito. Espera-se que a antecipação do pagamento gere uma economia de US$ 100 milhões aos cofres da companhia.


De acordo com a empresa, nos últimos dois anos sua dívida foi reduzida de US$ 1,1 bilhão para US$ 670 milhões.


Em julho último, pela primeira vez desde 2007, os resultados financeiros mostraram um aumento de receita, impulsionado pelos negócios on-line.


Slim é um dos principais acionistas individuais do New York Times Company, excluindo-se os membros da família Sulzberger, que controlam a companhia.


MAIS RICO


Segundo lista da revista ‘Forbes’ divulgada em março, o mexicano superou Bill Gates e é o homem mais rico do mundo, com fortuna estimada em US$ 53,5 bilhões.


Ele é dono das empresas de telecomunicações América Móvil e Telmex, do grupo financeiro Inbursa e do grupo Carso, um conglomerado de indústrias, comércio e empresas de infraestrutura.


 


 


TELEVISÃO


Laura Mattos


Onda no cinema faz canal espírita crescer na TV paga


O sucesso de filmes espíritas no cinema nacional alavancou a presença da TV CEI (Conselho Espírita Internacional) nas operadoras de televisão por assinatura.


No ar desde 2006 na internet e 2009 no satélite, o canal teve de negociar com dificuldades a entrada nas primeiras 20 operadoras, todas de pequeno ou médio porte.


No ano passado, um abaixo-assinado com 11 mil assinaturas pediu, sem sucesso, a entrada do canal na Sky.


Com o boom da bilheteria dos longas ‘Bezerra de Menezes’, ‘Chico Xavier’ e ‘Nosso Lar’, todos espíritas, dobrará esse número até o final do ano. Segundo Luis Hu Rivas, coordenador-geral da TV CEI, as negociações com a Net estão avançadas.


‘Da metade do ano para cá, percebemos uma facilidade muito maior na negociação com as operadoras. Muitas delas nos procuram porque assinantes ligam pedindo o canal’, afirma Rivas.


A TV CEI tem sede em Brasília e produz programas de debates como ‘Mundo Além’ e ‘Falemos de Espiritismo’. Metade de sua programação é com conteúdo regional, entre eles o ‘Encontro com Divaldo’, do médium baiano Divaldo Franco, um dos mais respeitados pelos espíritas atualmente.


Produz ainda animação e séries e é mantida pela Federação Espírita Brasileira.


TARANTELA


No capítulo que será exibido nesta noite, em ‘Passione’ (Globo), Clara (Mariana Ximenes) conhece o misterioso cantor de cantina Diogo (Daniel Boaventura)


Mais onda ‘Chico Xavier’, maior bilheteria do cinema nacional do ano, será exibido no Telecine Premium em 13/11, sete meses após estrear.


Fase boa Três novelas da Globo bateram seus recordes de audiência anteontem. ‘Passione’, com o resultado da exumação do marido de Beth Gouveia, marcou 40 pontos. ‘Araguaia’ subiu para 27 e ‘Malhação’, 23, melhor desempenho da temporada (dados preliminares do Ibope da Grande SP, onde cada ponto equivale a 60 mil domicílios).


Tiririca Dados do Ibope da Grande SP mostra que o horário eleitoral só não derrubou a audiência da Record, na comparação entre setembro de 2009 e 2010. Foi de 6,8 para 7. As outras caíram (Globo 18,8/15,9; SBT 5,9/5; Band 2,5/2,3; Rede TV! 1,7/ 1,5).


É Natal A Record exibirá no fim de ano telefilme baseado no conto ‘As Mãos de Meu Filho’, de Érico Veríssimo. Assim como em anos anteriores, com adaptações de obras de Machado de Assis, essa será uma produção independente, da Contém Conteúdo. A produtora começa a trabalhar no especial neste mês e prepara também um longa do autor.


Proibido proibir A Band e a MTV, que exibem a série independente ‘Tô Frito’, tentaram classificá-la como não recomendada a menores de 14 anos. O Ministério da Justiça não autorizou. Disse que o programa tem que ser livre.


Merecia A Globo, única que irá transmitir os shows do SWU, o ‘Woodstock’ de Itu, não usará câmeras de alta definição. O festival acontece desta sexta até segunda-feira.


 


 


Clarice Cardoso


‘Cougar Town’ faz reencontro de ‘Friends’ para atrair audiência


Bem que Courteney Cox tenta. Desde o final de ‘Friends’, em 2004, ela é uma das que mais tenta emplacar um novo hit na TV. A última empreitada é a divertida ‘Cougar Town’, que, de série sobre quarentonas atrás de garotões -como o título sugere-, mudou e muito no primeiro ano atrás de audiência. Tanto que até o criador, Bill Lawrence, pensou em mudar o título, que afastaria telespectadores.


Com um ‘ainda’ antes do título, ‘Cougar’ volta amanhã ao Sony com outro atrativo: Jennifer Aniston. É a segunda vez que Cox chama ex-colegas de ‘Friends’ para atrair atenção à série (no ano passado, foi a vez de Lisa Kudrow) e que se reúne com Aniston: em 2008, as duas deram até selinho em ‘Dirt’.


Agora, em ‘Cougar’ nada muda muito em relação ao ano anterior: Jules (Cox) continua neurótica e beberrona, só que agora tem uma terapeuta bem no estereótipo new age (Aniston) que lhe enche de clichês.


Uma fórmula batida que nem ao menos funcionou: esse episódio foi assistido por 8 milhões nos EUA, contra 11 milhões da estreia.


 


 


PUBLICIDADE


Coca-Cola desiste de Rooney em propaganda


O rosto de Wayne Rooney, atacante do Manchester United e da seleção inglesa, iria estampar garrafas e latas de Coca-Cola no Reino Unido, mas a empresa desistiu da ação.


A fabricante julgou inoportuno usar a imagem de Rooney agora, quando tabloides ingleses publicam matérias acusando-o de contratar os serviços de garotas de programa.


Apesar da desistência, a empresa afirma que continuará trabalhando com o jogador.


 


 


INTERNET


Google Street View flagra cenas do cotidiano brasileiro


O serviço do Google que registra imagens das ruas de cidades, Google Street View, chegou ao Brasil na última semana e causou mobilização entre os usuários.


No Twitter, alguns deles reclamavam de estar passando boa parte do expediente ‘andando’ pelas ruas virtuais. Outros comemoravam ter sido registrados pelas câmeras do serviço do Google.


Também foram flagradas cenas engraçadas, bizarras e até macabras. Uma das mais chocantes foi a de um cadáver fotografado no meio de uma avenida no Rio de Janeiro. Em Belo Horizonte, outro corpo foi encontrado pelos internautas.


Para denunciar imagens inapropriadas, o usuário deve clicar em Informar um problema, no canto inferior esquerdo da imagem exibida pelo Street View. Segundo o Google, imagens impróprias denunciadas serão retiradas do ar.


O Street View chegou a 51 cidades brasileiras na última semana. (AD)


 


 


MERCADO EDITORIAL


Marcos Flamínio Peres


Feira de Frankfurt abre hoje com foco nas mídias digitais


Vivendo à custa de um dos suportes mais antigos de que se tem notícia -o papel-, a tradicional Feira de Livros de Frankfurt começa hoje obcecada pela tecnologia e por novas mídias.


Nesta edição, o mais importante evento do gênero em todo o mundo não cansa de destacar em seu site e no material promocional o ‘Frankfurt Sparks’ [faísca de Frankfurt] -um inédito conjunto de debates, conferências e encontros sobre ‘iniciativa digital’.


A ideia é aproximar editores e agentes -a velha mídia- de ‘representantes da indústria tecnológica’ ou de quem detém o conhecimento de e-books, tablets, smartphones, portais, plataformas e direitos autorais na web -isto é, a nova mídia.


‘Esse é o lugar para ver o futuro da indústria editorial’, afirma Juergen Boos, diretor da feira que, neste ano, tem como país convidado a Argentina.


É um mercado ainda incipiente no Brasil, mas que caminha velozmente nos mercados de língua inglesa e da China.


Uma das palestrantes será Ann Betts, diretora comercial do Instituto Nielsen, responsável por recente pesquisa que diagnosticou pela primeira vez a sangria dos impressos.


Em entrevista à Folha, Betts defende que certas temáticas ‘irão desaparecer quase completamente em sua forma tradicional’ -é o caso, por exemplo, dos ‘guias de viagem’.


Para o Brasil e boa parte dos outros países, avalia Betts, ‘ainda é muito cedo para falar do futuro’. Mas acredita que a definição desse novo mercado ‘também dependerá muito do tema’.


Os organizadores da feira acreditam tanto nisso que programaram 350 eventos ligados à mídia digital. Além de ideias e palavras, a feira oferece um bom dinheiro: 5.000 aos 12 melhores projetos sobre integração de plataformas.


Outro evento reunirá pesos-pesadíssimos da indústria editorial impressa.


Contudo, entre outros temas, diretores mundiais da Harpercollins, Simon & Schuster, Penguin e da francesa Flammarion também irão debater o novo cenário.


Ouvido pela Folha, Volker Weidermann, editor do prestigioso suplemento literário do ‘Frankfurter Allgemeine’, também se diz ‘muito impressionado com os e-books’ e crê haver ‘um grande mercado’ para eles.


Mas pondera: ‘Assim como a TV não matou o cinema, e a internet não aboliu a TV, permanecerá mais um mercado -o do papel’.


Tecnologia à parte, várias estrelas terão seus novos títulos negociados à moda antiga -no corpo a corpo entre agentes e editores.


Orhan Pamuk, ganhador do Prêmio Nobel de 2006, verá ir a leilão seu romance ‘A Strangeness in My Mind’ (uma estranheza em minha mente). Nele, o escritor turco revisita sua Istambul natal ao narrar a história de um vendedor de rua.


 


 


 


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O Estado de S. Paulo


Quarta-feira, 6 de outubro de 2010


 


COBERTURA ELEIÇÕES


Estadao.com.br faz mapa inédito do voto em tempo real


Pela primeira vez numa cobertura eleitoral no Brasil, os leitores do Estado e os internautas que navegam pelo portal estadão.com.br tiveram acesso, em tempo real, a mapas com os resultados da votação para presidente em todos os municípios do País.


Foram dois meses e meio de planejamento e execução do projeto, num trabalho inédito de integração entre a redação, as editorias de Arte do portal e do jornal e a área de tecnologia de informação do grupo.


No total, 30 pessoas participaram do projeto, entre jornalistas do portal e do Estado e profissionais da área tecnológica.


Depois de obtidas junto à base de dados do Tribunal Superior Eleitoral (TSE), as informações foram processadas pela redação e, com a ajuda de um aplicativo de georreferenciamento, transformadas em mapas de fácil compreensão pela Editoria de Arte do estadão.com.br, sob a supervisão de Gabriela Allegro.


Foi desenvolvida uma ferramenta para que os mapas fossem exportados para a Editoria de Arte do jornal, que adequava o material originado na web para as páginas do Estado.


O resultado serviu para subsidiar as análises dos jornalistas do grupo. No total, foram pré-definidos 32 mapas, com a orientação do jornalista, colunista do Estado e blogueiro do estadão.com.br José Roberto de Toledo.


O resultado é um mosaico de cores que mostra o desempenho dos candidatos nos Estados brasileiros. No estadão.com.br, a página Geografia do Voto traz os dados município a município.


Ao clicar sobre o mapa, o internauta obtém o resultado da eleição presidencial em todos as cidades brasileiras, com informações sobre o eleitorado total do município, os votos válidos e o desempenho de cada presidenciável. Além disso, é possível também consultar a votação de cada candidato separadamente e ainda comparar com o resultado da eleição de 2006.


Num outro item, o internauta descobre como foi a eleição para governador de São Paulo em todas as cidades paulistas.


Também pode checar o desempenho do tucano Geraldo Alckmin e do petista Aloizio Mercadante isoladamente nos municípios, além de comparar com a eleição de 2006.


Um terceiro mapa traz a abstenção em todo o País, numa escala que permite visualizar onde o índice de ausência foi maior.


 


 


ASSINATURA


Karla Mendes


Oi acelera a oferta de TV paga via satélite


Os planos ambiciosos da Oi de cobrir todo o território nacional com TV por assinatura via satélite (DTH) até o primeiro trimestre de 2011, anunciados ontem, já são reflexo da perspectiva de entrada de capital da Portugal Telecom (PT) na operadora.


‘A chegada do dinheiro dos portugueses dá mais possibilidades à empresa do que ela tinha antes. Estavam muito limitados (por causa do alto endividamento da aquisição da Brasil Telecom)’, revelou uma fonte ligada às negociações à Agência Estado. Em princípio, explicou a fonte, o primeiro pagamento da PT para a empresa é direcionado aos acionistas, mas, na sequência, será feito o aumento de capital, que impulsionará os investimentos da companhia.


Pelo acordo firmado entre as duas empresas, a PT investirá até R$ 8,4 bilhões na Oi. A Agência Estado apurou que a Agência Nacional de Telecomunicações (Anatel) deve aprovar no dia 21 a anuência prévia para a operação. O sinal verde da agência para a operação casa com o anúncio feito ontem pelos controladores da Oi de que o contrato de venda da participação para os portugueses será fechado em 30 dias, ou seja, em 5 de novembro no máximo. Esse anúncio, inclusive, segundo essa fonte, só ocorreu depois da vinda dos portugueses ao Brasil na semana passada, que acertaram a formalização do negócio com os acionistas da Oi.


Isso porque, apesar de serem operações aparentemente independentes, o negócio foi feito por triangulação. Tanto que, segundo essa fonte, os passos só começaram a ser dados pela Oi depois que a Anatel deu a anuência prévia para a compra da participação dos portugueses na Vivo pela Telefónica há 15 dias e da publicação do ato do Conselho Diretor no Diário Oficial da União na semana passada. ‘Só depois da venda da Vivo é que a PT está livre para qualquer outra coisa. Só depois de sair de um é que pode entrar em outro. Senão, poderia dar problema estar nos dois ao mesmo tempo, nem que fosse por pouco tempo’, relatou a fonte.


Expansão. Ontem, a Oi lançou no Distrito Federal e em seis Estados serviço de TV por assinatura via satélite por R$ 34,90, valor para o pacote básico, que contempla 28 canais. Esse preço é destinado aos clientes que já possuem um telefone fixo da operadora. Quem não tem ou não deseja contratar a linha telefônica da Oi pagará um acréscimo de R$ 20 mensais, referente ao aluguel do equipamento que é cedido ao cliente por meio de comodato. O lançamento abrange, além do Distrito Federal, os Estados de Alagoas, Goiás, Paraíba, Pernambuco, Rio Grande do Norte e Ceará. Hoje o serviço já é oferecido nos Estados do Rio de Janeiro, Minas Gerais, Paraná, Santa Catarina, Rio Grande do Sul, Bahia, Sergipe e Espírito Santo.


Segundo Pedro Ripper, diretor da Oi, a meta da empresa é cobrir todo o território nacional até primeiro trimestre de 2011. ‘Diferente do telefone fixo e do móvel, a TV paga tem penetração aquém até da banda larga’, comentou. A previsão do executivo é que o mercado de TV por assinatura deve dobrar nos próximos cinco a seis anos. Hoje o mercado brasileiro tem cerca de 9 milhões de clientes de TV por assinatura. ‘Até um ano e meio atrás, eram 6 milhões. Queremos ser um desses provocadores para que esse mercado dobre e queremos ser um dos líderes desse mercado’, ressaltou.


O desafio, segundo ele, é oferecer um serviço de qualidade e que caiba no bolso do consumidor. A estratégia da empresa, segundo Ripper, é a oferta de serviços convergentes, o chamado quadriplay, que agrega telefonia fixa e móvel, banda larga e TV por assinatura. O início da atuação da Oi no mercado de TV por assinatura ocorreu em Minas Gerais, quando a operadora adquiriu a Way, operadora de TV a cabo em Belo Horizonte e algumas cidades do interior. Hoje a empresa tem cerca de 300 mil clientes de TV paga em todo o País, sendo que 75% usam o serviço de TV via satélite. ‘O DTH tem vantagens. A primeira é que, para a empresa que atua em território nacional, talvez seja a única tecnologia que vai possibilitar que se chegue em muitas regiões’, observou.


 


 


TELEVISÃO


Keila Jimenez


Estudo redefine cara e conceito da GloboNews


Obra de reforma iniciada há dois anos, sob a necessidade de repensar seu conceito nesse mundo de novas mídias e redes sociais, uma nova identidade visual será colada à GloboNews a partir do dia 18. Isso inclui vinhetas, logotipo, títulos, cenários e o propósito de ficar mais moderninho e ágil. O estudo de reposicionamento do canal foi elaborado pela agência F/Nazca. A assinantes e ex-assinantes, foi perguntado como seria o canal perfeito de notícias. O Jornal das Dez será todo repaginado e os boletins do Em Cima da Hora, a cada meia hora ou hora cheia, serão rebatizados como Jornal da Globo News. Nascido há 14 anos, o canal é pioneiro do gênero no Brasil.


40 pontos foi a média de audiência alcançada segunda-feira, na Grande São Paulo, por Passione: é o recorde da atual novela de Silvio de Abreu na Globo


‘Vale Tudo é do tempo em que guardar dinheiro na calcinha era coisa de gente honesta’: De @HugoGloss (Twitter), sobre cena da novela que reestreou no canal Viva


Bem que Marcelo Tas, Rafinha Bastos e Marco Luque admitiram no ar: a audiência do CQC é ruim no início do programa. O diagnóstico atende por Operação de Risco, ‘reality’ policial da RedeTV! que normalmente bate a Band no Ibope.


No embate direto entre Operação de Risco e CQC, anteontem, das 22h12 às 23h, a RedeTV! ficou com 5,5 pontos e a Band, com 3,4 pontos na Grande São Paulo.


Fernanda Montenegro, Cassiano Gabus Mendes, Janete Clair, Tarcísio Meira, Glória Menezes, Boni e Regina Duarte são alguns dos focos de TV 60, série produzida pela TV Brasil que estreia domingo na TV Cultura, às 19h30, sobre os 60 anos da TV.


R$ 250 mil é o custo estimado por capítulo para a versão nacional de Rebelde, novela que a Record começa a produzir em novembro, em parceria com a Televisa, dona do título. Estreia no início de 2011.


A Record levou Ribeirão do Tempo e as séries Sansão e Dalila e História de Esther a Cannes, para oferecer ao mercado internacional na Mipcom, feira de audiovisual.


De Diamantina: embora a personagem Nonoca (Eunice Bráulio) viva afugentando os turistas de sua loja na ficção de A Cura, a dona real da loja nem retirou a placa lá instalada pela produção, o que faz a fama da fachada para fotos.


E os diamantinenses lamentaram o fato de A Cura não ter sido exibida na semana passada, por causa do debate eleitoral estadual. Consta que a cidade, tranquila de tudo, só vai dormir às terças-feiras depois que o capítulo termina.


O psiquiatra Flávio Gikovate, que participa de Passione como psiquiatra de Gerson (Marcello Antony), falou sobre sexo virtual e relacionamentos via web no Mais Você de ontem – tudo pode valer como pista para o segredo da personagem.


 


 


 


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