Terça-feira, 11 de Dezembro de 2018
ISSN 1519-7670 - Ano 19 - nº1016
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ENTRE ASPAS >

Ricardo Moreira

25/01/2005 na edição 313

‘A dona-de-casa Marielza de Sousa Santos, de 46 anos, participante do ‘Big Brother Brasil 5’ da Rede Globo, sofreu um acidente vascular cerebral (AVC) na noite de sábado, quando estava na banheira do hidrospa da casa que serve de confinamento. Marielza foi levada para a Clínica CardioTrauma, em Ipanema, no início da madrugada de domingo, com hipertensão arterial, dor de cabeça e paralisia do lado esquerdo do corpo. No seu lugar entrou a carioca Aline, de 19 anos, auxiliar de vendas, que também foi sorteada pela promoção por telefone.

Ontem à tarde, o marido de Marielza, Kamel Ali Ahmad, e os filhos dela, Carolina e Vítor, puderam visitá-la no CTI. Ela chegou a conversar com a família. Como ficou muito emocionada, o médico restringiu as visitas. Ela ficará sob observação e não há previsão de alta.

– Foi um grande susto. Graças a Deus, agora ela está bem – disse Kamel.

Antes de entrar na casa, no dia 13 deste mês, Marielza fez um check-up . O resultado do exame cardiológico apresentou um problema. Ela o refez e o novo exame deu normal.

Esta não é a primeira vez que um participante é substituído no reality . No ‘BBB 3’, o lutador Dilsinho não suportou a pressão psicológica e pediu para sair. Em seu lugar, entrou o professor de inglês Harry.’



Tribuna da Imprensa

‘Participante do Big Brother é internada após sofrer um AVC’, copyright Tribuna da Iprensa, 24/1/05

‘A dona de casa Marielza Souza Santos, de 47 anos, uma das participantes da quinta edição do programa da Rede Globo ‘Big Brother Brasil’ (BBB), foi internada na noite de sábado após sofrer um acidente vascular cerebral (AVC) e está fora da competição, segundo a emissora. Ela foi socorrida pelos companheiros da casa e atendida pelos médicos de plantão da Globo.

Marielza, que, junto com Antônio Marcos Maçaneiro, foi a última a entrar no programa, por meio de sorteio, tem quadro estável e está no Centro de Tratamento Intensivo do Hospital Cardiotrauma, em Ipanema, Zona Sul. Não há previsão de alta. Ela será substituída no programa por outra candidata escolhida por sorteio. A carioca Aline, de 19 anos.

Informações no site oficial do ‘BBB’ dizem que Marielza começou a passar mal na banheira do ofurô e desmaiou em seguida. Jean e Grazielli a ampararam até a chegada do socorro. Boletim médico divulgado ontem à tarde pelo hospital informou que a dona de casa, moradora de Duque de Caxias, na Baixada Fluminense, teve um AVC isquêmico, provocado por bloqueio de fluxo sangüíneo em determinada área do cérebro.

Segundo o boletim, assinado pelo médico Marcos Knibel (chefe do CTI), Marielza chegou ao hospital por volta de meia-noite e quarenta, com dor de cabeça, pressão alta e fraqueza no lado esquerdo do corpo. Ela ficará em observação por, pelo menos, 72 horas para constatação da existência ou não de seqüelas. A dona de casa está consciente, respira sem a ajuda de aparelhos, mas continua com os movimentos do lado esquerdo do corpo comprometidos, segundo a assessoria de imprensa do hospital.

O site do ‘Big Brother’ informa também que, depois de socorrida, Marielza ainda ficou na casa, conversando com os outros 13 participantes. Ela não participou da festa promovida sábado pela produção do programa.

Mãe de Carolina, de 18 anos, e Vítor, de 14, a integrante mais velha que o ‘BBB’ teve até agora entrou na casa no dia 13 de janeiro, ainda na primeira semana. Ela é casada com Kamel Ali Ahmad, de 54 anos, e mora em uma casa cedida pelo primeiro marido dela, no bairro Jardim América.’



Gazeta Mercantil

‘BBB5 prova que formato ainda atrai’, copyright Gazeta Mercantil, 20/1/05

‘Versão brasileira do reality show garante novos recordes na audiência e nas vendas de pay-per-view. Apesar de ter sido já muito utilizada nos últimos anos, a fórmula dos reality shows continua dando bons resultados, tanto de audiência na TV aberta, quanto na venda de pacotes pay-per-view na televisão paga. O Big Brother 5, da Rede Globo, que estreou no dia 10 deste mês, registrou média de 46 pontos no Ibope no primeiro dia, 68% do total de televisores ligados. Estes números estão acima de todas as outras edições, só equiparado aos números da estréia do BBB1, em janeiro de 2002, que teve 49 pontos e 66% de participação – quando o modelo ainda era uma novidade.

A venda de pay-per-view, por sua vez, já ultrapassa 70 mil unidades e projeta um total de 120 mil, de acordo com a Globosat, empresa que comercializa os pacotes nas operadoras Net e Sky. As duas últimas versões venderam 100 mil pacotes cada uma.

De acordo com o diretor-geral de pay-per-view e canais premium da Globosat, Elton Simões, são diversos os fatores que explicam o sucesso maior desta quinta edição do reality show da Globo. ‘Começamos com um campanha forte ainda em novembro de 2004. Isso não se reverte em vendas imediatas, mas potencializa a demanda quando o programa começa. Foi o que aconteceu’, afirma Simões.

Segundo o executivo, as pessoas começam a ver a campanha de divulgação – que ocorreu também na Rede Globo – e quando o programa estréia se sentem instigadas a gastar por volta de R$ 80 para acompanhar a vida dos participantes (que, de início, são 14) dentro de uma mansão. ‘Além da própria divulgação, mais forte nesta edição, o próprio programa está melhor, o que é mérito da Endemol e da Rede Globo.’ A Endemol é uma produtora holandesa, responsável por todas as edições mundiais do BB.

Os preços de cada pacote variam de R$ 60 a R$ 80, dependendo da forma de compra. Estes valores estão 12,7% acima dos do ano passado. Corrigindo pela inflação. ‘O ano também começou melhor do que 2004. A situação econômica está mais favorável e somos extremamente suscetíveis a isso’, informa Elton Simões, da empresa Globosat.

‘Esta é uma época do ano muito forte, em que trabalhamos com uma demanda alta, também pela venda de pacotes para o futebol, a Série A, Série B e campeonatos regionais’, diz. A expectativa quanto ao Campeonato Brasileiro, por exemplo, é que neste ano sejam vendidos 360 mil pacotes, em comparação com as 300 unidades vendidas em 2004. No caso do Big Brother, Simões diz que em 2004 levou todo o mês de janeiro para que fossem vendidos 71 mil pacotes.

Até ontem, este número tinha acabado de ser ultrapassado. ‘A nossa meta era vender 100 mil pacotes para este reality show, mas já estamos revendo. Devemos chegar a 120 unidades comercializadas’, estima o executivo. ‘É claro que também deve ser considerado que houve nas operadoras um aumento da base de assinantes’, diz o diretor.

Um dos diferenciais da atual versão do Big Brother – que entre seus patrocinadores tem Assolan, Fiat, Calçados Azaléia, Minuano e Niely – é que o vencedor sairá da casa com R$ 1 milhão depositado em conta bancária, o que significa que a premiação dobrou – até então era R$ 500 mil.

O público pode acompanhar o programa no Premiere Shows, um canal pay-per-view da Globosat. Ao total são 11 semanas, com cobertura quase 24 horas por dia. Com as 36 câmeras da transmissão distribuídas por todas as dependências da casa, o Premiere Shows busca fazer com que o assinante se sinta parte do programa. Assim, é possível conhecer melhor cada um dos 14 participantes do BBB5 e votar nos candidatos à eliminação no ‘paredão’, episódio que acontece sempre às terças-feiras.

Desde sua primeira edição, em 2002, o Big Brother Brasil teve exibição em pay-per-view. ‘O Big Brother é um programa que o brasileiro já se acostumou a ver. E tem um público fiel que se interessa por acompanhar mais de perto o dia-a-dia dos participantes. Por isso, nossa perspectiva é de grandes resultados’, enfatiza Simões.

Dentro desta campanha de apresentação antecipada do Big Brother 2005, o assinante teve a possibilidade de um parcelamento maior do pacote e ainda pôde conferir um canal-teaser com 24 horas de programação com os melhores momentos das edições anteriores do programa no Brasil e no mundo, além dos engraçados vídeos dos candidatos a participante eliminados. ‘Essa campanha foi fundamental para conseguirmos números ainda melhores.’

Dentro das opções oferecidas pela Globosat, é possível escolher entre a aquisição do pacote completo, com a os três meses de transmissão do reality show, ou o pacote semanal. Quem adquire o Big Brother Brasil 5 recebe também descontos para assinar outros pacotes pay-per-view ou canais a la carte, como o Campeonato Brasileiro 2005 (Séries A e B) e os Campeonatos Paulista, Carioca, Mineiro, Gaúcho e também Baiano.

O BBB5 será exibido ao vivo no Premiere Shows durante quase todo o dia. Apenas nos momentos de ‘santuário’ serão mostradas atrações gravadas. São chamados de ‘santuário’ os momentos em que os participantes estão no banheiro, no confessionário ou quando estão acontecendo gincanas ou tarefas especiais. Durante estes períodos, o canal exibirá programas com os melhores momentos do convívio dos concorrentes na casa – desde as brigas até os banhos, passando pelas festas temáticas.’



MALHAÇÃO
Bia Abramo

‘‘Malhação’ caricaturiza universo jovem’, copyright Folha de S. Paulo, 23/1/05

‘Os roteiristas das novelonas deveriam olhar com atenção para ‘Malhação’. Não que ela seja ótima. Não é. É chatinha, cheia de atores sofríveis, com humor infantilóide etc. É superficial como um filme plástico -cheia de adolescentes com dramas, mas sem conflitos reais, e adultos infantilizados, e solene como uma aula de educação sexual- ao abordar os assuntos, uhn, sérios, o tom pedagógico, normatizador, predomina.

Mas ‘Malhação’ descobriu um formato entre a novela e a sitcom que talvez consiga apontar para uma renovação do gênero. Mais ágil e ligeira (aqui, no melhor sentido), há, como nas novelas, tramas que se alongam no tempo, mas seu ciclo é mais curto. À maneira das sitcoms, de- senrola-se a partir das variações de uma mesma situação, o que confere previsibilidade nas histórias e fidelidade do espectador.

‘Malhação’, em suma, conseguiu incorporar algo das narrativas mais contemporâneas, mais rápidas e que exigem menos concentração e comprometimento sentimental do cinema e da TV globalizados sem perder de vista gosto pelo melodrama que perdura no telespectador brasileiro e encontrou uma forma na novela. Além disso, encontrou uma maneira de baixar o tom da novela para transformá-la mais adequada ao gosto adolescente médio.

Agora, o que é realmente um espanto é a incapacidade de construir personagens e tipos que não sejam caricatos. Os jovens de ‘Malhação’, assim como os que costumam habitar as novelas, não existem nas ruas, nos shoppings, nas escolas, nas academias -nem mesmo os da Barra da Tijuca. Claro, é obra de ficção, e não há obrigação de haver uma correspondência unívoca com a verossimilhança, mas é mais que isso. É quase um atavismo das novelas e minisséries, sobretudo da Globo, caricaturizar o comportamento, as falas e as maneiras do universo jovem.

Não dá para entender o motivo: há dinheiro, há onde pesquisar e gente que entende, de verdade, disso. A prova são as minisséries, que caracterizam com eficiência qualquer lugar e época que o roteiro exigir. Mas, quando se trata de jovens, a tentação de exagerar, distorcer e ridicularizar atitudes e códigos de vestimenta e de fala parece ser irresistível. Não há, como já houve em ‘Ciranda, Cirandinha’ ou ‘Armação Ilimitada’, ou mesmo nas minisséries de Gilberto Braga sobre os anos 50 e 60, a tentativa de observar o universo jovem e dele se aproximar.

Ao contrário das séries americanas, cujo esforço para captar as modas e manias jovens é notável, a produção brasileira de ficção, embora consiga falar a adolescentes, não consegue falar deles. Ou seja, sabe fazer funcionar uma história para jovens, mas não sabe ir buscar e ficcionalizar as histórias protagonizadas por jovens reais. As exceções mais recentes podem ter sido ‘Cidade dos Homens’ e uma certa fase de ‘Turma do Gueto’, mas é pouco perto do poderio e da fascinação dos seriados americanos.’



TV CULTURA NA CÂMARA
Folha de S. Paulo

‘Câmara faz contrato com a TV Cultura’, copyright Folha de S. Paulo, 22/1/05

‘A Câmara paulistana contratou, sem licitação, a TV Cultura para operar a TV Câmara. O valor do contrato não foi revelado. Ligada ao governo estadual, a Cultura é comandada por Marcos Mendonça, ex-secretário da Cultura do governador de São Paulo, Geraldo Alckmin (PSDB). A decisão foi tomada pela Mesa Diretora da Câmara, comandada por Roberto Tripoli (PSDB).’

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