Segunda-feira, 18 de Dezembro de 2017
ISSN 1519-7670 - Ano 19 - nº970

ENTRE ASPAS > QUINTA-FEIRA, 11/01

Roberto Carlos quer
censurar sua biografia

Por Luiz Antonio Magalhães em 11/01/2007 na edição 415


Leia abaixo os textos de quinta-feira selecionados para a seção Entre Aspas.


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Folha de S. Paulo


Quinta-feira, 11 de janeiro de 2007


RC vs. PLANETA
Talita Figueiredo


Roberto Carlos pede retirada de circulação de sua biografia


‘O advogado do cantor e compositor Roberto Carlos, Marco Antônio Campos, ingressou com uma notificação civil à editora Planeta requisitando que ela retire de circulação o livro ‘Roberto Carlos em Detalhes’, do escritor Paulo César de Araújo.


Em entrevista no mês passado, o cantor havia anunciado a intenção de processar a editora e o escritor. Ele disse ter tido sua privacidade violada e ter se sentido ofendido pelo livro.


Campos informou que a notificação, protocolada anteontem no Cartório de Registro Especial de Títulos e Documentos de São Paulo, é preparatória para a ação judicial e se baseia ‘nos ilícitos de invasão de privacidade, ofensas morais [passagens no livro que não são verdadeiras] e uso indevido da imagem’.


Na notificação o advogado afirma que ‘a publicação da obra vem causando ao artista a exploração sensacionalista dos eventos mais íntimos de sua vida, os erros, bem como as especulações sobre sua intimidade, vêm lhe causando graves danos à sua honra’.


Caso a editora não retire o livro de circulação em até cinco dias, o advogado entrará, no início da semana que vem, com ação judicial com a mesma solicitação.


Por meio de nota, a assessoria de imprensa da editora informou que ainda não recebeu a notificação oficial e que não irá se pronunciar sobre o caso. A tiragem inicial do livro foi de 30 mil exemplares e, após uma semana de colocação nas livrarias, a editora tomou a decisão de imprimir mais 30 mil -isso aconteceu antes das declarações do cantor. A editora disse não ter ainda o número de livros vendidos.


Autor


O advogado de Roberto Carlos informou ainda que entrará, até amanhã, com uma queixa crime no Juizado Especial Criminal contra o autor do livro pelos mesmos motivos. A pena varia de multa à prestação de serviços comunitários.


O escritor lamentou a decisão do cantor e disse que, nos 15 anos de pesquisa em que se dedicou à elaboração do livro, nunca conseguiu entrevistar Roberto Carlos. ‘A idéia de retirar o livro [de circulação] é abominável. Se esse tipo de processo prevalecer representa uma ameaça à liberdade de expressão. O livro é um grande tributo à música dele’, afirmou.


Em entrevista concedida no lançamento de seu novo CD, ‘Duetos’, em dezembro, o cantor disse que o livro é ‘uma biografia não-autorizada e cheia de coisas que não são verdadeiras’. ‘Coisas que ofendem a mim e a pessoas muito queridas, maravilhosas, que são colocadas em uma exposição absolutamente sensacionalista.’


Em 1995, situação similar atingiu a publicação do livro ‘Estrela Solitária – Um Brasileiro Chamado Garrincha’, de Ruy Castro. A pedido das filhas do ex-jogador, o livro desapareceu das livrarias. A Justiça havia entendido que o texto violava a imagem e a privacidade do biografado. A decisão foi revista, e a venda, liberada.


POLÊMICAS DA OBRA


O ACIDENTE


O cantor não gosta de falar do acidente que teve ainda garoto. O livro o narra: ‘A locomotiva avançou por cima do garoto, que ficou preso embaixo do vagão, tendo sua perninha direita imprensada sob as pesadas rodas de metal’.


O CASO COM MAYSA


A revelação que teve um caso com a cantora Maysa, em 1966, também desagradou Roberto Carlos. No livro, o autor escreve: ‘Os dois conversaram […], deram algumas gargalhadas e, em seguida, foram para o quarto’.


AS FOTOS ‘PROIBIDAS’


Quando era marido da atriz Myriam Rios, o cantor, diz o livro, tentou comprar da ed. Bloch fotos de arquivo dela nua, feitas para a revista masculina ‘Ele&Ela’’


VENEZUELA
Clóvis Rossi


O espetáculo Chávez


‘Transcrevo boa parte do juramento prestado ontem pelo presidente venezuelano Hugo Chávez:


‘Juro ante esta maravilhosa Constituição, juro ante os senhores, juro por Deus, juro pelo Deus de meus país, juro pelos meus filhos, juro por minha honra, juro por minha vida, juro pelos mártires, juro pelos libertadores, juro por meu povo e juro por minha pátria que não darei descanso a meu braço nem repouso à minha alma ao entregar meus dias, minhas noites e minha vida inteira na construção do socialismo venezuelano’.


Não pense que acabou não. Tem mais o seguinte:


‘Juro por Cristo, o maior socialista da história, juro pelas dores, amores e esperanças, que farei cumprir e que cumprirei com os mandatos supremos desta maravilhosa Constituição, com os mandatos supremos do povo venezuelano, ainda que à custa de minha própria vida e de minha própria tranqüilidade’.


Final, obviamente apoteótico: ‘Pátria, socialismo o muerte’.


Primeira observação, puramente factual: se a Constituição é tão maravilhosa assim, para ser por duas vezes tratada como tal, para que modificá-la, de forma a introduzir a reeleição permanente, entre outras novidades já anunciadas pelo presidente?


Segunda observação, puramente pessoal: nada contra ou a favor do socialismo, de Deus, da pátria, dos libertadores, de um Cristo socialista, mas não é um imenso excesso de histrionismo, de retórica típica dos caudilhos latino-americanos?


Quem está convencido do que diz e do que faz ou pretende fazer não precisa adotar profissão de fé em um martírio que nem remotamente está à vista.


De duas, uma: ou estou ficando velho e cínico demais ou a América Latina merece mais ousadia, sim, mas também mais seriedade e menos espetáculo.’


Folha de S. Paulo


Venezuela diz que haverá indenização


‘O presidente venezuelano, Hugo Chávez, negociará acordos com as empresas que deverão ser nacionalizadas, informou ontem um parlamentar da base governista.


‘Não vamos fazer nada ilegal. Vamos negociar’, disse ontem Ricardo Sanguino, presidente da Comissão de Finanças da Assembléia Nacional. ‘Sempre haverá compensação.’


Chávez anunciou nesta semana a nacionalização da Cantv, principal empresa de telecomunicações do país, e de empresas do setor elétrico.


No entanto, apenas a Cantv foi citada por Chávez como empresa passível de nacionalização. Sanguino se recusou a citar outras empresas, mas disse que os acionistas serão respeitados.


A nacionalização é apenas a mais visível das reformas econômicas anunciadas apenas em linhas gerais por Chávez para o novo mandato, iniciado ontem.


O venezuelano planeja também retirar a autonomia do Banco Central, mudar os direitos de propriedade ampliando o conceito de propriedade coletiva, limitar a lucratividade de bancos, instituições de saúde e educacionais e aumentar ainda mais a presença do Estado na atividade petrolífera.


Ontem, a Bolsa de Valores de Caracas subiu 5,76%, uma leve recuperação da queda de 18,66% no dia anterior. A Bolsa não é o termômetro da economia venezuelana, movida pela produção petroleira.


Em outro anúncio sobre o que pretende implementar no novo mandato, Chávez recomendou ontem que o Estado assuma os projetos de gás natural. Atualmente, a legislação venezuelana permite que empresas estrangeiras controlem projetos com esse combustível.


No discurso, Chávez disse que a Constituição ‘reserva as atividades de petróleo [para o Estado], mas não o gás’.


A medida afetaria empresas como Chevron e a Statoil. A Petrobras tem planos de desenvolver projetos de gás no país.


Carta do PT


O PT enviou uma carta ontem a Chávez parabenizando-o pela posse de ontem, mas sem referências diretas aos recentes anúncios feitos pelo venezuelano. O texto é assinado por Ricardo Berzoini, presidente do partido, e por Marco Aurélio Garcia, vice-presidente do PT e assessor internacional de Lula, entre outros dirigentes.


‘Estamos seguros de que seu governo e o governo do presidente Lula consolidarão o processo de integração dos povos que, desde o Mercosul e a Comunidade Sul-americana das Nações, estão transformando nossa América em um continente de luta por justiça, paz e democracia’, diz a carta.’


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Nota do Brasil tem avaliações divergentes


‘A missão brasileira na OEA (Organização dos Estados Americanos) fez anteontem uma intervenção dúbia no Conselho Permanente sobre a crise entre o presidente venezuelano, Hugo Chávez, e o secretário do organismo, o chileno José Miguel Insulza, provocada pela decisão de Caracas de não renovar a concessão de uma emissora de TV oposicionista.


A nota, lida pelo ministro Fernando Simas, afirma que as manifestações sobre o tema da OEA e do governo da Venezuela ‘deixam, igual e vigorosamente, constância da importância do tema da liberdade de expressão no hemisfério e da relevância do mesmo no âmbito de nosso ordenamento democrático’.


Por outro lado, a intervenção brasileira ressalva que ‘o sistema interamericano dispõe dos mecanismos adequados para que temas desse alcance possam ser vistos dentro de um espírito construtivo, solidário e cooperativo’. Traduzindo da linguagem diplomática, o Brasil afirmou que considera a liberdade de expressão um tema passível de ser tratado no âmbito da OEA, como defende Insulza, mas que a nota do secretário-geral não foi a forma mais adequada para lidar com o assunto.


Em nota na semana passada, Insulza disse que a decisão de não renovar a licença da RCTV era incomum nas democracias latino-americanas. Chávez, que apoiou a eleição do chileno, em 2005, pediu a sua renúncia.


Ontem, o venezuelano falou que vai procurar Insulza para conversar, mas voltou a dizer que ele não deveria se intrometer na sua decisão .


Em 31 de dezembro, a Relatora Especial para a Liberdade de Expressão da Comissão Interamericana de Direitos Humanos da OEA divulgou uma nota -que passou despercebida pela imprensa e não foi criticada por Caracas- na qual expressava ‘preocupação’ em relação à decisão de Chávez sobre a RCTV e exortava o governo venezuelano a ‘preservar a pluralidade dos meios de comunicação de massa’.


A intervenção brasileira, no entanto, teve mais de uma interpretação. A imprensa chilena disse que o Brasil deu ‘apoio incondicional’ a Insulza, como classificou o diário ‘El Mercúrio’.


Já a TV estatal venezuelana, VTV, fez uma leitura favorável a Chávez. A Folha apurou que o chefe da missão venezuelana na OEA agradeceu o Itamaraty pelo teor da intervenção.’


MÍDIA & RELIGIÃO
Kleber Tomaz Lilian Christofoletti


Juiz brasileiro decreta prisão dos fundadores da Renascer


‘A Justiça brasileira decretou ontem uma nova prisão preventiva para Estevam Hernandes Filho, 52, e Sônia Haddad Moraes, 47, fundadores da Igreja Apostólica Renascer em Cristo, que até ontem estavam impedidos de deixar os EUA.


Segundo informou o FBI (polícia federal norte-americana) em caráter sigiloso a autoridades brasileiras, o casal foi transferido do aeroporto para um presídio federal.


A afirmação não foi confirmada por autoridades norte-americanas, que anteontem disseram que o casal havia sido solto após pagar fiança.


O advogado do casal, Luiz Flávio D’Urso, no entanto, não confirmou nenhuma das versões. Às 19h de ontem, disse que desconhecia o paradeiro dos Hernandes. ‘Hoje [ontem] de manhã eles ainda estavam [detidos] no aeroporto.’


O desencontro de informações é provocado pelo fato de a investigação norte-americana correr sob sigilo.


O casal foi detido no aeroporto de Miami, na Flórida, anteontem, pelo FBI ao tentar entrar no país com US$ 56 mil não-declarados (mais de R$ 120 mil) em dinheiro vivo, que estava dentro de uma Bíblia, em um porta-CD e nas malas.


Foi a detenção dos Hernandes em Miami que levou o juiz da 1ª Vara Criminal de São Paulo, Paulo Antonio Rossi, a aceitar o pedido de prisão feito pelo Gaeco (grupo especial de investigação), do Ministério Público.


No despacho, os promotores acusam Estevam e Sônia de continuar a praticar lavagem de dinheiro, dessa vez em solo norte-americano -eles já respondem a esse mesmo tipo de crime na capital paulista.


Como haviam dito às autoridades de imigração que portavam menos que US$ 10 mil (R$ 21 mil), os dois foram levados pela polícia por suspeita de lavagem de dinheiro.


Segundo a imigração norte-americana, o casal pagou US$ 100 mil (R$ 215 mil) de fiança para responder em liberdade ao processo de lavagem de dinheiro que tramita na Flórida. Mas eles são alvos ainda de uma investigação do setor de imigração por terem mentido. É por esta acusação que o casal permaneceria preso.


Autoridades norte-americanas informaram que eles não poderão deixar o país por duas semanas. Nesse período, deverão se apresentar à Justiça.


No Brasil, Estevam e Sônia também são réus em processos por falsidade ideológica, estelionato e evasão de divisas. Desde então, já tiveram bens e contas bancárias seqüestrados ou bloqueados pela Justiça.


É o caso do haras em Atibaia (a 60 km de SP), comprado pela Renascer por R$ 1,8 milhão, e uma casa de praia em Boca Raton, na Flórida, que vale US$ 470 mil (R$ 1,27 milhão).


Extradição


O Gaeco informou que os mandados de prisão já foram enviados à Interpol para inclusão na ‘difusão vermelha’ -expediente que autoriza uma prisão internacional.


Mas para que isso seja feito legalmente, a Promotoria terá de pedir a extradição (ato de entrega, por um Estado a outro, de pessoa acusada no território requerente) ao mesmo juiz que autorizou a prisão dos fundadores da Renascer.


‘O Gaeco está em contato com as autoridades americanas. E acredita que, se a Justiça daqui autorizar o pedido de extradição, os EUA liberarão o casal para que ele seja preso no Brasil, segundo o tratado de reciprocidade’, disse o promotor José Reinaldo Carneiro.


O casal já havia sido alvo de outro pedido de prisão. A ordem foi cassada pelo STJ.’


POLÍTICA CULTURAL
Raphael Gomide


Gil diz que sofreu pressões do PT contra mudanças na Cultura


‘O ministro da Cultura, Gilberto Gil, disse ontem que o afastamento do presidente da Funarte (Fundação Nacional de Arte), Antonio Grassi, e do secretário de Articulação Institucional do MinC, Márcio Meira, gerou pressões do Partido dos Trabalhadores.


Os dois demitidos são ligados ao PT, que divulgou nota criticando a decisão, dia 8. Gil esteve no Rio ontem, na posse do novo presidente da Ancine (Agência Nacional do Cinema), Manoel Rangel, na sede da Firjan (Federação das Indústrias do Estado do Rio). Rangel substitui Gustavo Dahl, que dirigia a agência desde a fundação, em 2001.


O ministro da Cultura disse ontem ter sido procurado por integrantes do PT para reclamar de sua decisão de demitir os dois nomes que ocupavam os cargos indicados pelo partido. Gil considerou as abordagens normais.


‘É claro [que houve reclamações], mas as reclamações são de ordem basicamente política, partidária’, afirmou. Para ele, porém, não houve mal-estar no ministério por conta do afastamento de Grassi e Meira.


‘Não, até agora, não [houve mal-estar]. Tivemos uma conversa, eu e ele [Grassi], longa tranqüila, e vamos ter a substituição’, explicou, sem se estender no assunto. Para continuar no cargo, Gil teria pedido autonomia a Lula para as nomeações.


O ministro já escolheu o seu favorito para ocupar a presidência da Funarte, mas disse que aguarda a resposta do ator e diretor de teatro Celso Frateschi, também ligado ao PT. Ele foi secretário municipal de Cultura em São Paulo, na gestão Marta Suplicy, e em Santo André, sob o comando do prefeito Celso Daniel.


O cineasta Manoel Rangel, novo presidente da Ancine, é ligado ao PC do B e comandará a agência até 2009.’


TELEVISÃO
Laura Mattos


‘Amazônia’ dá menos ibope do que ‘JK’


‘A história do Acre relatada em ‘Amazônia’ está agradando bem menos telespectadores do que ‘JK’, a ‘telebiografia’ de Juscelino Kubistchek exibida no ano passado pela Globo.


Na semana de estréia, a minissérie da acreana Glória Perez perdeu a sintonia de quase meio milhão de domicílios (só na Grande SP) em comparação à de ‘JK’. A média foi de 29 pontos no Ibope, contra 38 da série veiculada em 2006.


A epopéia do Acre foi vista na semana passada por menos da metade dos televisores ligados no horário (48%). É um resultado abaixo dos parâmetros da Globo, que espera uma audiência de pelos menos 50% dos telespectadores. ‘JK’ registrou 57% na primeira semana.


Procurada pela Folha, Glória Perez disse estar achando ‘os números ótimos’. ‘É claro que ‘JK’, sendo uma história recente, teria números maiores na estréia. Em nenhum momento achamos que poderíamos superar essa vantagem!’, disse.


‘Amazônia’ relata a saga do Acre desde 1899, quando passou de Estado da Bolívia a país independente, até 1988, com a morte de Chico Mendes.


‘JK’ foi do nascimento do presidente, em 1902, à sua morte, em 1976. Ou seja, a trama de ‘Amazônia’ começa só três anos antes do que a de ‘JK’ e termina 12 anos depois.


Desde anteontem, com a estréia de ‘Big Brother’, ‘Amazônia’ é exibida mais tarde e deverá sofrer queda no Ibope. O efeito foi sentido também por ‘JK’. Ambas perderam 11 pontos (605 mil domicílios na Grande SP) no primeiro dia do ‘BBB’ em comparação com a estréia das séries. ‘JK’ foi de 39 para 28, e ‘Amazônia’, de 34 para 23.


Perez afirmou que já esperava esse efeito. ‘É claro que, da mesma maneira que ‘JK’ e as demais séries, os números caem muito à medida em que o horário se torna mais tardio. Logo, ao contrário do que ocorre numa novela, não estamos nem um pouquinho ligados em números, mas na repercussão, que tem sido fantástica.’


Ela não vê problemas de ritmo nem excesso de cenas da natureza. ‘As paisagens são indispensáveis para situar as pessoas na história e numa região desconhecida da maioria.’’


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O Estado de S. Paulo


Quinta-feira, 11 de janeiro de 2007


CASO CICARELLI
Editorial


O vídeo na Justiça


‘As idas e vindas da Justiça paulista no caso da modelo Daniela Cicarelli e de seu namorado, que levaram ao bloqueio do site YouTube para mais de 5 milhões de usuários no Brasil e tiveram uma repercussão altamente negativa no exterior, demonstram as dificuldades que os tribunais vêm enfrentando para lidar com conflitos inéditos causados pelas novas técnicas de comunicação, como a informação instantânea propiciada pela internet.


As polêmicas decisões do juiz e do desembargador que intervieram no processo ganharam destaque em jornais e revistas americanos, como The New York Times, o USA Today e a Business Week, estiveram entre as notícias mais acessadas no site da BBC e foram objeto de duras críticas da ONG Repórteres Sem Fronteiras, que defende a liberdade de imprensa. Blogueiros e colunistas do mundo todo colocaram na internet a cópia do vídeo cuja veiculação foi proibida pelos dois magistrados. E as operadoras de telecomunicações que acataram a ordem de tirar o YouTube do ar cogitam processar a própria Justiça, pedindo o ressarcimento pelas perdas que tiveram ao deixar de contabilizar o tráfego gerado pela exposição do vídeo que deu margem à confusão.


Tudo começou no último verão europeu, quando a modelo e seu namorado se exibiram em sexo explícito à luz do dia e em lugar público, no mar, a poucos metros de uma praia de Cádiz. As cenas foram gravadas por um cinegrafista amador e colocadas na internet, tornando-se um dos vídeos mais acessados pelos internautas. Meses após a gravação, a modelo e o namorado, invocando o direito à privacidade, requereram a proibição da exibição do vídeo e abriram ações por dano moral contra provedores, sites, blogs, colunistas, jornais e televisões.


No primeiro momento, o que se questionou foi se o casal, que, além de ter idade suficiente para saber o que se pode e o que não se pode fazer em lugar público, tem presença assídua nas colunas sociais, poderia invocar o direito à privacidade e pedir ressarcimento pelos prejuízos sofridos em sua imagem pública meses após a sua superexposição na internet e na mídia. O vídeo se tornou tão conhecido que inspirou uma bem-humorada propaganda da Secretaria da Saúde gaúcha para estimular a população a se proteger contra o mosquito da dengue.


A polêmica aumentou quando, no plano judicial, o titular de uma das Varas Cíveis da capital determinou às operadoras que fornecem os backbones internacionais (a parte central da rede) aos provedores de acesso à internet que bloqueassem o acesso ao vídeo. O problema é que a decisão esbarra num problema de territorialidade. Como pode o despacho de um magistrado paulista impor uma obrigação a sites da internet que podem ser acessados por brasileiros, mas têm sua sede em outro país? Como a ordem não pôde ser cumprida por inviabilidade técnica, um desembargador do Tribunal de Justiça, não familiarizado com o mundo da informática, mandou bloquear o acesso dos internautas brasileiros ao YouTube e fixou pesada multa para as operadoras que descumprissem a liminar.


Em nota oficial, a direção do YouTube esclareceu que só é obrigada a cumprir as leis dos EUA, onde fica sua sede. Diante das críticas de que teria restringido a livre circulação de informações assegurada pela Constituição brasileira, o desembargador informou ter determinado apenas o bloqueio do acesso ao vídeo que exibe a modelo e seu namorado. Mas, sob a alegação de que o que prevalece é a decisão nos autos e de que o despacho vedava o acesso a todo o conteúdo do YouTube, as operadoras brasileiras tiraram o site do ar, o que provocou a reação da imprensa internacional, lembrando que só Cuba, China e Irã, países de regimes totalitários, tomaram decisões tão drásticas como a da Justiça paulista. Numa demonstração de sensatez, o desembargador voltou atrás e ordenou o desbloqueio.


Embora os dois magistrados paulistas tenham atuado no caso de modo confuso e tecnicamente impreciso, as críticas que têm sido feitas a eles são injustas. Na realidade, não só no Brasil, mas no mundo inteiro, os tribunais vêm enfrentando grandes dificuldades técnicas e operacionais para atuar em questões que envolvam novidades tecnológicas, como as técnicas de informação instantânea e em rede.’


RC vs. PLANETA
O Estado de S. Paulo


Roberto Carlos quer biografia recolhida


‘O advogado Marco Campos,que representa o cantor Roberto Carlos, notificou a Editora Planeta, que publicou em dezembro a biografia Roberto Carlos em Detalhes, de Paulo César Araújo, para que retire no prazo de cinco dias todos os exemplares da obra das livrarias. A notificação foi feita em Cartório de SP. Roberto acusa a Planeta de invasão de privacidade, dano à honra e uso indevido de imagem. O autor será denunciado com queixa-crime.’


HQ
Jotabê Medeiros


Dadaísmo é cenário de HQ noir


‘Zona franca no meio dos conflitos que devastavam a Europa, paraíso neutro no meio de um país supostamente neutro, a cidade tornou-se refúgio de artistas e intelectuais e gente que não queria saber de tiro nem de canhão. Ali nasceu o antimovimento chamado Dadaísmo, cujo sentido era não fazer nenhum sentido.


Do nonsense, surgiria a coisa nova. Isso era tudo que o dadaísmo preconizava, e com isso engajou uma renca de artistas: Max Ernst, Hans Arp, Marcel Duchamp, Hugo Ball, Man Ray, George Grosz , Otto Dix, Kurt Schwitters. Os dadaístas se reuniam no famigerado Cabaret Voltaire, na Spiegelgasse, número 1. Na mesma rua, morava um sujeito chamado Lenin, que faria uma revolução na Rússia, e um de seus vizinhos era um irlandês chamado James Joyce, que faria uma revolução na literatura mundial.


Tal cenário favorece a imaginação, mas quem pensaria ali num livro policial? Bem, alguns cartunistas suíço-alemães pensaram que Zurique, além dos malucos criativos, também poderia ter abrigado espiões, assassinos, conspiradores e gente sórdida de toda espécie. E aí, o cenário mais que ideal seria o de um romance policial noir.


Charles Vallat é isso. Um tira da Polícia Política envolvido numa trama conspiracionista no meio do Cabaret Voltaire, além de às voltas com um serial killer, o Monstro do Lago. Vallat, o trabalho da trinca de autores Massimo Milano, Reto Gloor e Bruno Moor, lançado agora no Brasil pela Conrad Editora, mistura ficção e realidade. O detetive Vallat, no meio da trama, é apresentado a Hugo Ball.


Um mundo pequeno, um tipo de exílio voluntário que aproximava as pessoas, mas não tanto a ponto de seu passado tornar-se transparente. O nonsense, em algum momento, lembra aquele das histórias do detetive Diomedes, de Loureço Mutarelli (mas o nonsense de Mutarelli é mais doido, e a sua cidade mais perceptível que a de Milano, Gloor e Moor).


Como no arcabouço básico dos romances noir de Raymond Chandler ou David Goodis, há uma mulher etérea e fugidia (Kiki) e os protagonistas serão peças descartáveis numa trama insidiosa. Claro que lutarão contra esse destino.


De perseguidor a perseguido, Vallat atesta a ingenuidade da militância anarquista, espanta-se com a excentricidade vazia de parte do mundo artístico e tenta a todo custo provar a própria inocência. No fim, a história desaba em clichês, mas apresenta uma tentativa de narrativa menos industrial e previsível.’


Rodrigo Morais


Walt Disney e a polêmica com o Zé Carioca


‘Um papagaio que fuma charuto, veste colarinho e usa bengala faz as malas rumo a Hollywood. A legenda informa: ‘Walt Disney levou o papagaio.’ O macaco, um dos bichos que observam a cena, comenta: ‘Esse papagaio vai ser um sucesso de bilheteria; fotogênico, orador e, sobretudo: impróprio para menores…’ O desenho de J. Carlos, considerado por muitos o maior cartunista brasileiro, foi capa da revista Careta em outubro de 1941, pouco depois de Disney ter feito um tour pela América do Sul.


No ano seguinte, Zé Carioca, o papagaio malandro da Vila Xurupita, surgiria no cinema em Alô Amigos, ciceroneando o Pato Donald no carnaval do Rio. Em 1944, voltaria às telas, mais uma vez ao lado de Donald, em Você já Foi à Bahia? Nos filmes, coincidentemente, o louro fuma charuto, veste colarinho e se apóia em um guarda-chuva. Claro, também usa chapéu de palhinha e gravata borboleta, além de paletó. O contato entre J. Carlos e Disney está documentado e é praticamente consenso entre pesquisadores que, de alguma forma, Zé Carioca foi inspirado pelo artista brasileiro, cujo primeiro nome também é José.


A Seleções Reader’s Digest, revista americana publicada em todo o mundo, não teve dúvidas. Em edição de 1969, creditou a origem de Zé Carioca a J. Carlos. ‘Em Alô Amigos, Disney criou um novo personagem – o Zé Carioca, um papagaio inspirado num desenho do inesquecível caricaturista brasileiro J. Carlos, que Disney tentou levar para Hollywood para trabalhar em seus estúdios. O Zé Carioca de J. Carlos até hoje pode ser visto na Disneylândia.’


Walt Disney desembarcou no Brasil com status de celebridade ao mesmo tempo em que a 2ª Guerra Mundial devastava a Europa. Veio acompanhado por uma equipe de desenhistas, músicos e escritores. No Copacabana Palace, onde se hospedaram, um estúdio foi montado. Disney, porém, não estava no Brasil apenas como homem de cinema. A exemplo de outras personalidades, foi agente da política da boa vizinhança, o modo que o governo dos Estados Unidos encontrou para reforçar sua hegemonia no continente, estreitando laços afetivos por meio da indústria cinematográfica, em um período altamente conturbado. O arquiteto da viagem foi Nelson Rockefeller, coordenador de Assuntos Interamericanos no governo Franklin Delano Roosevelt, que financiou os filmes da Disney.


Em entrevistas a jornais da época, Disney anunciou que um dos objetivos da viagem à América do Sul era colher material para personagens e enredos. ‘Uma das minhas preocupações presentes é fazer coleta de material folclórico, de histórias populares, de canções e de temas musicais característicos, quer do Brasil, quer de outros países do continente, para em torno deles bordar alguns dos meus filmes’, declarou Disney, segundo reportagem de A Noite Ilustrada.


Muitos artistas locais o assediaram em busca de uma opor tunidade na meca do cinema. Mas Disney também fez a corte. Durante exposição organizada pelo Departamento de Imprensa e Propaganda (DIP) do governo Getúlio Vargas, na Associação Brasileira de Imprensa, a equipe americana se impressionou com os desenhos de J. Carlos que tinham como tema o papagaio brasileiro. O episódio é relatado pelo cartunista Nássara, que participou da montagem da exposição, e foi incluído no artigo J. Carlos, O Cronista do Traço, de Isabel Lustosa, pesquisadora da Fundação Casa de Ruy Barbosa. O texto foi publicado nos Estados Unidos, na França e, no Brasil, no livro História e Linguagens.


‘O trabalho de J. Carlos foi o que mereceu maior atenção de Disney. Conta o caricaturista Antônio Gabriel Nássara, um dos organizadores da mostra, que ‘no dia da exposição, dois fotógrafos da equipe do Disney começaram a fotografar aqueles painéis com caricaturas. Mas nos painéis de J. Carlos, eu pude observar que eles demoraram mais, principalmente nas folhas onde estavam desenhados os papagaios’.’


Em seguida, Disney fez pessoalmente um convite para J. Carlos trabalhar em seus estúdios. A oportunidade veio em um almoço no Itamaraty, oferecido pelo chanceler Oswaldo Aranha. ‘(Disney) fez questão de sentar-se ao lado de J. Carlos. Naquela ocasião, ele convidou J. Carlos a integrar-se à sua equipe nos EUA. J. Carlos não aceitou’, relata Isabel Lustosa. Também consta de seu artigo a informação de que, mais tarde, um desenho de J. Carlos teria chegado às mãos de Disney: ‘O desenho de um papagaio vestido com o uniforme da Força Expedicionária Brasileira, abraçado ao Pato Donald vestido de marine’. Mas, ressalva a pesquisadora, ‘isso nunca foi provado’.


Um esboço desse desenho está em poder dos herdeiros de J. Carlos. Na casa de um de seus filhos, Eduardo Augusto de Brito e Cunha, é possível ver uma reprodução. Cauteloso, ele não afirma de modo definitivo que o Zé Carioca é obra de J. Carlos. ‘Existe a hipótese de que o Zé Carioca tenha sido uma cópia do J. Carlos. Eu não posso garantir’, disse. ‘O Disney deve ter copiado o desenho, mas é uma coisa que ninguém pode dar certeza.’


Em busca da prova concreta do ‘Zé Carioca de J. Carlos’, a pesquisadora Tetê Amarante voou até a sede da Disney, em Burbank, na Califórnia, em 2002. Mas o desenho que teria sido modelo para o personagem não foi localizado por Tetê, neta do escritor Herman Lima, autor do primeiro livro sobre J. Carlos e da famosa História da Caricatura no Brasil, editada em 1950. ‘O desenho do J. Carlos é muito próximo do Zé Carioca definitivo. Mas não temos prova concreta para dizer que ele deu o desenho para o Walt Disney’, disse.


Apesar de todas as evidências que apontam para J. Carlos, cuja família jamais reivindicou algo da Disney, há outras pessoas dispostas a isso. Marcos Sampaio Guimarães alega que foi seu avô, Félix Sampaio, o autor do personagem. Para provar o que diz, Guimarães reuniu material durante anos e elaborou um dossiê, em inglês, de 124 páginas: The Parrot Brief. Guimarães acredita que, mais de 60 anos depois do surgimento do papagaio, pode obter uma vitória sobre a Disney na Justiça americana.’


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Multinacional leva Turma da Mônica em contrato milionário


‘O mais bem-sucedido quadrinista do Brasil em qualquer época, Mauricio de Sousa, acaba de assinar contrato com uma multinacional, a italiana Panini, que atua em cem países. Para usar a linguagem dos quadrinhos, há quem diga que o contrato é ‘quaquilionário’, mas o cartunista recomenda cuidado.


‘Não acredite’, diz laconicamente Mauricio, de 71 anos, 10 filhos, 11 netos e um bisneto. O contrato é sigiloso, e ele diz apenas que é o início de uma grande estratégia de expansão dos quadrinhos da Turma da Mônica, que já têm distribuição internacional pela Universal Syndicates (a mesma do Garfield).


Maurício começou a publicar a Mônica em 1970, na Editora Abril. Em 1986, assinou contrato com a Editora Globo, onde ficou até o fim de 2006. O Grupo Panini o corteja há dez anos. Para ele, o novo contrato também possibilita o reinício da produção de filmes, para cinema e TV.


Mônica e Cebolinha já são publicados em 15 países, incluindo a Indonésia. Na época do Plano Real, as revistas (12 títulos) chegaram a vender 4,5 milhões mensais (hoje, estabilizou em 2 milhões). A turma, que começou quando Mauricio era repórter policial na antiga Folha da Manhã, o projetou como o mais bem-sucedido da área no País.


Os produtos industriais (licenciamento da marca) ‘levam nas costas’ o faturamento dos personagens de Sousa. ‘Mas o cinema vai empatar. DVD está se tornando o melhor negócio’, diz. Com sede em Modena, Itália, o grupo Panini é líder mundial no segmento de álbuns de figurinhas e cards, além de a maior editora multinacional de quadrinhos, mangás e DVD de animês na Europa e América Latina. Em 2005, o faturamento do Grupo ultrapassou os 400 milhões.’


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Nas bancas, quatro histórias que ficaram 30 anos inéditas no País


‘Tem o gibi que é puro entretenimento e tem o gibi que faz pensar. Ken Parker, da dupla italiana Ivo Milazzo e Giancarlo Berardi, é da segunda leva. O mais indie dos caubóis de gibi, publicado nos anos 70 pela extinta Editora Vecchi, tem fãs como Arrigo Barnabé e Laerte. Quando a editora Vecchi faliu, ficaram faltando quatro histórias. No fim do ano, o Clube dos Quadrinhos lançou 500 exemplares de cada número daquelas histórias 30 anos inéditas. Greve, ultramarxista, tornou-se clássico (chegou a ser proibido em alguns países). A capa cita quadro revolucionário famoso de 1901, Il Quarto Stato, de Giuseppe Pelizza da Volpedo.’


TELEVISÃO
Etienne Jacintho


BBB7: novos números e regras


‘O BBB7 estreou anteontem com 43 pontos de média – mesmo número da edição anterior – e 59% de share (participação da Globo no universo de aparelhos ligados). Houve substituição de última hora: saiu Fernando, amigo do filho de um diretor da Globo, e entrou Felipe, skatista. Outra novidade foi o paredão formado logo no primeiro dia de confinamento. Dois casais estão emparedados: Juliana e Ayrton e Flávia e Alan Pierre. Os eliminados serão conhecidos hoje, quando estréia, no Multishow, o programa A Eliminação, às 21h15, com apresentação de Fábio Júdice.


Em comparação com a estréia do ano passado, a abertura do BBB7 traz dados interessantes de anunciantes e merchandisings. Segundo a Controle da Concorrência, empresa que monitora inserções comerciais, a estréia da vez teve 10 minutos e 4 segundos a mais que o primeiro episódio do BBB 6 – o que se explica pelas novas regras – e quase 2 minutos a mais de intervalo comercial. Doze setores da economia anunciaram na nova atração, sendo 11 deles os mesmos do BBB6. No total, foram 25 anunciantes nesta nova edição, um a menos que em 2006.


O dado mais curioso é o que diz respeito ao merchandising. A Globo trocou o televisor em que Pedro Bial aparece para os brothers. No BBB6, a Gradiente apareceu no programa de estréia por 221 segundos. Já nesta edição, a Toshiba ganhou 511 segundos na tela da Globo.


PAY-PER-VIEW


A Globosat espera que o início da sétima edição do Big Brother aqueça as vendas do pay-per-view da atração, que conta com a exibição dos confinados por quase 24 horas no ar. ‘Colocamos à venda o pacote de BBB antecipadamente, mas as compras acontecem, de verdade, depois da estréia’, conta Elton Simões, diretor de canais pay-per-view e a la carte da Globosat.


‘A expectativa é que tenhamos 115 mil assinantes’, afirma Simões. Esse número representa 15 mil assinaturas a mais do que a rede colheu com o BBB6, no ano passado. Para dar uma idéia da dimensão da procura pelo Big Brother em pay-per-view, basta dizer que a série A do Brasileirão – produto mais forte da Globosat – angariou, em 2006, 282 mil assinaturas. Já a série B do campeonato futebolístico marcou 38 mil assinaturas.


No pay-per-view da Net, a exibição do BBB7 não traz novidades nem câmeras mais indiscretas do que as que estão no ar na Globo. Já a Sky gera o canal principal 24 horas, além de um sinal com quatro câmeras diferentes e simultâneas – também disponível na Net Digital do Rio – e o canal Replay, com um delay de 4 horas em relação ao tempo atual.


entre- linhas


A Band conseguiu ficar por 20 minutos em segundo lugar no ibope, anteontem, com a exibição da partida entre Brasil e Peru pelo Sul-Americano Sub-20. A média de audiência foi de 7 pontos com picos de 8,5.


Zélia Duncan é a convidada de amanhã no programa Umas Palavras do Canal Futura, às 22 horas. Neste ano, Bia Corrêa do Lago receberá ainda Caetano Veloso e Nelson Pereira dos Santos, entre outros.


Penélope Cruz, protagonista do filme Volver, estará no David Letterman Show, dia 13, terça-feira, às 21 h, no canal GNT.’


Beatriz Coelho Silva


João Donato elogia o Acre de Amazônia


‘O músico João Donato, acreano que foi para o Rio na adolescência e tornou-se um dos criadores da bossa nova, não perde um capítulo da minissérie Amazônia. ‘Está tudo maravilhoso, estou revendo gente que nem me lembrava mais’, diz ele, que se reconhece em cada personagem. ‘E eu nem me lembrava que meu Acre era tão bonito.’ Segundo a mulher dele, a jornalista Ivone Belém, quando tem algum compromisso à noite, Donato grava o capítulo e vê assim que chega em casa.’


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