Terça-feira, 11 de Dezembro de 2018
ISSN 1519-7670 - Ano 19 - nº1016
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ENTRE ASPAS >

Ruy Mesquita

19/10/2004 na edição 299

‘Mais uma vez, em nossa mais que centenária trajetória de parceiro das inúmeras gerações de brasileiros que acompanhamos pelos intrincados meandros de nossa História e de nossa aventura política, o Estado procura adaptar o seu modelo gráfico às novidades da época, para melhor servir aos que nos distinguem com sua preferência na procura de informações sobre a cidade, o País e o mundo.

Como sempre procuramos fazer no passado – o Estado promoveu substanciais mudanças gráficas em 1889, 1932, 1989, 1991 e 1993 – somos, mais uma vez, dóceis, na busca de caminhos para tais aperfeiçoamentos, aos sinais emitidos pelo público, que queremos servir da melhor forma possível como usuários das cidades em que vivem, como consumidores, como cidadãos e como participantes da vasta teia de relações que as sociedades humanas proporcionam.

Concomitante com mudanças maiores em todo o universo da informação e da comunicação – que de repente as novas tecnologias tornaram vasto como nunca e cada vez mais variado e segmentado -, esta, que iniciamos com alterações em nosso modelo gráfico e no ‘menu’ básico de temas que passaremos a oferecer para nossos leitores, certamente será a menor das que, ao longo de um processo de revolução tecnológica que apenas se inicia, tendem a transformar mais profundamente o jornalismo diário como o conhecemos até hoje, traçando fronteiras mais nítidas entre a busca pura e simples da notícia e da ampliação da cobertura que estiveram nas origens do nosso ofício, para privilegiar o aprofundamento da análise e da discussão dos temas mais importantes, sua contextualização e sua situação no espaço e no tempo históricos.

Os jornais diários parecem cada vez mais destinados a ajudar a pensar, a compreender e a criticar do que simplesmente a informar. Não é uma alteração que assuste o Estado, de cujo código genético faz parte esse tipo de relação mais íntima e aprofundada com os leitores. Para esse aspecto de nossa função – e aqui é mais de missão que se trata -, cujo valor conhecemos e reconhecemos no contrato que sabemos precário e que, há quase 130 anos, renovamos diariamente com cada um de nossos leitores, continuaremos, como sempre fizemos, procurando a ajuda dos mais abalizados colaboradores dentro e fora do Brasil, para procurar enxergar o que está além ou por trás da notícia; para procurar fazer entender mais do que para simplesmente provocar sensação.

E no cumprimento dessa missão, estaremos engajados, como sempre estivemos, nas lutas pelo que consideramos as boas causas para o beneficio do interesse público. Imparciais, tanto quanto for humanamente possível, mas jamais neutros diante dos antagonismos de idéias e de ideais. A crise deste momento, marcada pelos ventos da globalização, é especialmente abrangente e tende a produzir, entre suas muitas outras manifestações, alterações especialmente radicais na química interna das empresas de mídia e na combinação de valores que deve orientá-las. A rápida superação de nossa crise financeira é o atestado de que, graças ao nosso longo aprendizado de exercício do senso crítico, deixamos de embarcar na ‘exuberância irracional’ da ‘bolha de Wall Street’ e soubemos preservar nosso ‘core business’ dos danos mais pesados que ela produziu nas empresas de informação dentro e fora do Brasil.

Mas ainda que não fosse assim, não nos permitiríamos tergiversar sobre o principal. O que neste artigo se renova é a promessa de que não esqueceremos o que aprendemos nestes 130 anos e quatro gerações de luta: que a dimensão institucional das empresas jornalísticas é o único elo sólido de relação entre ela e seus leitores e a única forma de legitimar o pedido diário, que lhes renovamos, para sermos ouvidos e para influenciarmos – como influenciamos – a vida política e comportamental da Nação. Aqui reafirmamos nossa plena consciência de que este nível de nossa relação com os leitores é de natureza diferente do outro – mais prático e utilitário, de que tratamos no início deste artigo – no qual se pode e, até certo ponto se deve, deixar conduzir pelas pesquisas e tendências de momento. E renovamos o ‘trato’ desta casa, fundadora de universidades, e desta empresa, que foi fundada para lutar pelo Abolicionismo e a República, com seus leitores e com o Brasil, de que os valores e ideais que este jornal vem abraçando na sua dimensão institucional, desde 4 de janeiro de 1875, continuam tendo precedência na ordem de suas prioridades internas, prevalecendo sempre sobre sugestões de mudança da linha editorial a partir de pesquisas de marketing, que não se compatibilizem com eles.

Neste quesito, enquanto for nossa responsabilidade, seguiremos, ouvindo as vozes de nossa História e de nossa consciência, conduzindo, em vez de nos deixarmos conduzir.’



José Maria Mayrink

‘Tradição e pioneirismo’, copyright O Estado de S. Paulo, 17/10/2004

‘Pioneiro desde a fundação de A Provincia de São Paulo, seu nome até a proclamação da República, O Estado de S. Paulo alcança hoje 40.542 edições com um novo visual e novos cadernos, sem prejuízo da qualidade que sempre marcou sua trajetória, em quase 130 anos de existência – ou 125 de vida independente.

‘O jornal adota agora uma diagramação mais moderna e mais atraente, garantindo a mesma credibilidade que foi a característica de sua evolução ao longo de todas essas décadas’, disse Francisco Mesquita Neto, presidente do Conselho de Administração do Grupo Estado.

Quem manuseia a coleção do Estado percebe como ele foi evoluindo nesses 130 anos. De cinco colunas nos primeiros números, o jornal variou entre oito e dez colunas nas décadas seguintes, até se fixar em seis. O responsável pela transformação foi inicialmente Julio Mesquita, que dirigiu a redação de 1891 a 1927. Foi ele quem enviou Euclides da Cunha para cobrir a guerra de Canudos – cobertura que resultou no livro Os Sertões.

Primeiro a publicar um anúncio em cor, ainda em 1879, o jornal tomou outras iniciaticas pioneiras. Lançou em 1915 o Estadinho, que circularia até 1919. Sob a coordenação de Julio de Mesquita Filho, ele renovou a linguagem dos vespertinos.

Presos e exilados por sua participação na Revolução de 32, Julio de Mesquita Filho e seu irmão Francisco Mesquita voltaram a ser perseguidos pelo Estado Novo. Raras vezes o jornal deixou de circular – uma delas em 25 de março de 1940, com a invasão do jornal pela ditadura de Getúlio Vargas. A ocupação durou cinco anos.

Durante o regime militar, o Estado foi censurado de dezembro de 1968 a janeiro de 1975. Mais uma vez, inovou. Substituía por trechos de Os Lusíadas, de Camões, as matérias cortadas. Seu diretor era, desde 1969, Julio de Mesquita Neto. Sob a direção de Ruy Mesquita, o Jornal da Tarde, fundado em 1966, preenchia o espaço censurado com receitas de bolos e doces.

O prazer de ler

Aliás: Uma releitura da semana, com os principais fatos e a agenda da próxima semana, com entrevistas e reportagens especiais e indicações de lazer

Link: Mais que um caderno com as inovações da tecnologia, uma comunidade eletrônica reflitindo sobre o uso dos equipamentos de última geração

Metrópole: A relações dos habitantes com a cidade de São Paulo, onde as tendências e as intervenções no espaço urbano são os destaques

Lazer e entretenimento

TV&Lazer: Um caderno que vai além da programação das emissoras de TV e traz informações para o lazer dentro de cada, de equipamentos a CDs e DVDs.

Casa&: Um roteiro completo de objetos e serviços que tornam a casa um ambiente especial, com muita prestação de serviços e um canal aberto com os leitores

Guia: Um roteiro completo do lazer em São Paulo, sem medo de indicar opções para toda a semana, de cinema, shows e teatro a bares e passeios.

Caderno 2 mais arejado

Caderno 2: O universo da atividade cultural do País, enriquecido por críticas de cinema, teatro, música e literatura. Além de reportagens com tendências, entrevistas e bastidores, além da coluna social da cidade.

Cultura: Um momento de reflexão, com artigos, colunas e tendências..

Viagem&Aventura: O tradicional roteiro de viagens, agora acrescido de informações sobre aventura, um mercado que cresce e desperta interesse

Suplementos com novo visual

Feminino: As tendências da moda, gastronomia e decoração, com reportagens voltadas à família e ,muito serviço sobre como fazer e onde comprar

Agrícola: O mundo da agricultura e pecuária com reportagens e serviços para os que se dedicam à vida rural ou sonham com atividades e lazer no campo, além da inovações em genética

Bairros: O dia-a-dia das principais regiões da capital, com seus personagens, atividades de lazer e muito serviço. Um caderno que é também u m guia de cada região da cidade, com sugestões de lazer e serviços nos bairros.

Estadinho: O universo lúdico da criança, com jogos e brincadeiras e muita informação do mundo real numa linguagem simples, instigante ao universo da criança, que encontra ainda muitas sugestões de jogos neste suplemento.

Novos serviços aos leitor

Negócios: No espaço reservado a Negócios, de segunda à sexta-feira haverá reportagens especiais contemplando cada dia da semana. Todas as segundas-feiras, a equipe da Agência Estado traçará cenários de vários setores da economia, como Automotivo, Alimentos e Bebidas, Construção Civil, Comércio e Serviços, Mineração e Siderurgia, Energia, Telecomunicações e Tecnologia da Informação.. Às terças-feiras, a reportagem especial será dedicada à microempresa, destacando as iniciativas dos empreendedores. Às quartas-feiras, será a vez de mostrar o vasto campo da Responsabilidade Social e, às quintas-feiras, na área de Carreiras, contaremos como está o mercado de trabalho para executivos. Finalmente, às sextas-feiras, os Agronegócios serão focalizados e detalhados pela equipe da Agência Estado.

24 horas: O caderno Metrópole, que circulará na Grande São Paulo, terá uma seção chamada SP 24 horas. Nela, serão registrados fatos ocorridos na capital e em outras cidades da região metropolitana, com destaque para o horário em que ocorreram. Será uma seção bem ilustrada, com boas fotos. A página trará também uma agenda de cursos, palestras, workshops e exposições. Ainda haverá um serviço especial a cada dia da semana. Na segunda-feira, os leitores terão a seção Tome Nota, com dicas sobre impostos a vencer, etc. Na terça, a Se Vire vai indicar o que fazer em caso de roubo,perda de vôo, compra de passagens, etc. Na quarta, os números da cidade. Na quinta-feira, a dica de um lugar.. Na sexta, um passeio e, no sábado, um tesouro paulistano. Nos domingos, como hoje, uma entrevista, em poucas palavras.

Vida&: A nova seção Vida& brinda os leitores com reportagens voltadas ao conhecimento de uma maneira ampla e contemplando assuntos como ciência, tecnologia, religião, saúde e educação, entre outros. Para facilitar a leitura, a editoria terá de segunda a sexta-feira uma página fixa, com reportagens especiais, seções de notas, agenda. Nas segundas-feiras, o foco será a Educação, com novidades sobre cursos e comportamento e a escolha das profissões.. Na terça-feira, trará reportagens sobre Saúde, muito mais voltadas para as inovações tecnológicas e tratamentos do que a doenças. Na quarta-feira, as reportagens sobre Ciência. Nas quintas-feiras, o meio ambiente e nas sextas-feiras, o bem-estar, com tudo o que o leitor pode sonhar para ter uma vida mais saudável.’



Carlos Franco

‘Inovações para o lazer e a vida na cidade e em casa’, copyright O Estado de S. Paulo, 15/10/2004

‘Um guia com novo formato, fácil de carregar e fácil de manusear. É esse o objetivo do Guia do Estadão, que começa a circular todas às sextas-feiras e que terá por finalidade estampar informações que durem toda a semana, embaladas por uma capa em papel de qualidade.

O editor do Guia do Estadão, Ilan Kow, diz que entre os diferenciais, além de um roteiro completo, com indicações sem o medo de ousar recomendar atividades, haverá mais espaço para a programação infantil. ‘Hoje, a cidade de São Paulo é um importante pólo do entretenimento infantil, seja no teatro, nos museus e nos parques públicos. O Guia do Estadão vai trazer para suas páginas esse movimento e essa oferta de lazer.’

Uma coluna de Saul Galvão vai falar dos prazeres da mesa, com dicas de vinhos e outras bebidas que acompanham as refeições de fim de semana, como os vários tipos de cerveja. O roteiro de bares e restaurantes completa as informações. Outro destaque, diz Kow, são as indicações de lazer e passeio pela cidade. Tudo isso complementado por críticas de filmes e espetáculos, assinadas por especialistas.

TV&Lazer – E se o Guia do Estadão privilegia o lazer fora de casa, o novo caderno TV&Lazer, aos domingos, terá o compromisso de trazer informações para o lazer dentro de casa. A editora de TV&Lazer, Cristina Padiglione, diz que, mais do que a programação das emissoras de televisão, o caderno abre as suas páginas para os equipamentos do lazer dentro de casa.

‘Não vamos nos limitar a aparelhos de televisão e DVD, porque também traremos inovações em MP3, computadores, projetores e tudo aquilo que possa ser parte do entretenimento dentro de casa, além de indicações de livros.’

A intenção, diz Cristina Padiglione, é que o caderno preste um serviço ao leitor, apresentando as inovações da tecnologia do lazer, preços e até dicas de manutenção e manuseio de aparelhos. ‘Também não deixaremos de trazer a síntese dos capítulos das novelas, que é uma seção que o leitor procura, nem as entrevistas, mas tudo isso com qualidade e diferencial para que o leitor se sinta bem informado e tenha uma visão completa da oferta de lazer nas emissoras.’

Outra novidade do TV&Lazer é a coluna do astrólogo Quiroga, com indicações para a semana. As famosas tirinhas, com histórias em quadrinhos, também estarão estampadas neste caderno, que trará ainda a seção de palavras cruzadas. ‘O caderno também vai exibir a programação top das rádios, trazendo sempre um ranking do que há de melhor na TV, em DVDs, em CDs e em literatura voltada ao lazer’, diz a editora do TV&Lazer.

Metrópole – O caderno Cidades, que na Grande São Paulo passa a se chamar Metrópole, se propõe a mostrar ainda mais as tendências, aquilo que é notícia e o que é novidade. A editora Marcia Glogowski explica que, além de reportagens com as tendências, o caderno pretende prestar serviço aos leitores. ‘Nas segundas e terças-feiras, vamos trazer informações para quem precisa pagar uma taxa ou imposto, tirar um documento ou regulamentar uma propriedade na cidade de São Paulo.’

Não é só. O Metrópole vai dar dicas de passeios e lugares interessantes da cidade, às vezes pouco conhecidos pelas pessoas. Tudo com o intuito de prestar ao leitor um serviço que hoje ele não encontra nos jornais. ‘O mais importante, porém, serão as reportagens com a vida da cidade, revelando o comportamento da comunidade e as inovações que têm lugar nos diferentes bairros.’

Negócios – Outra novidade do jornal é a criação da seção Negócios, dentro do de Caderno de Economia. O editor de Economia, Ari Schneider, explica que a nova seção vai reforçar a cobertura que, com o apoio da Agência Estado, tem situado o jornal em posição de destaque diante da concorrência. E, adicionalmente, acrescentará à cobertura do setor o aspecto lúdico que envolve o mundo dos negócios.

A editora de Negócios, Nair Suzuki, diz que essa área pretende trazer aos leitores histórias de sucesso de empresários e negócios, além de informações sobre microempresas, responsabilidade social, agronegócio, carreiras e cenários dos diferentes setores da economia na visão dos empresários.’

***

‘Informação clara e de fácil acesso no ‘Estado’’, copyright O Estado de S. Paulo, 14/10/2004

‘Tornar o jornal O Estado de S.Paulo mais atraente e renová-lo sem perder sua identidade. Este foi o desafio assumido pelo escritório espanhol de design de informação Cases i Associats, de Barcelona, que também redesenhou os jornais Clarin, da Argentina; Sudoest, da França; Diário de Notícias, de Portugal; Dimanche.ch, da Suíça; El Periódico, da Espanha; El Comercio, do Peru; La Stampa, da Itália; Lance, do Brasil; Sport, da Espanha; e Esti Päevaleht, da Estônia, entre outros.

O resultado do trabalho de uma equipe de quatro profissionais – um americano, um argentino e dois espanhóis -, chefiados pelo brasileiro Francisco Amaral, chegará aos leitores no próximo domingo. ‘Nosso escritório sempre teve o cuidado de ser multicultural, capaz de conhecer o comportamento de um público específico, antes de realizar os projetos. É isso que ajuda a preservar a credibilidade dos veículos, ao mesmo tempo em que se buscam inovações gráficas mais modernas.’

Amaral adianta que todas as reportagens terão mais entradas – com títulos e destaques visando a dar uma visão do que trata a informação – e espaços mais arejados, para facilitar a leitura, além de infográficos que facilitam a compreensão dos assuntos cotidianos, especialmente quando estes envolvem números e expressões novas. O que, ele acredita, contribui para uma leitura mais prazerosa e ordenada do noticiário diário.

Com 41 anos, Amaral atua no escritório Cases i Associats, fundado em 1990 pelos catalães Antoni Cases e Quim Regas, desde 2001. Antes, o profissional cuidou da renovação gráfica do jornal Correio Braziliense, o que lhe valeu vários prêmios, entre os quais o Esso de Jornalismo por direção de Arte e Primeira Página, e o prestigiado World Best Designed da Society for News Design (EUA), em 1999.

‘Um jornal deve apresentar a informação de forma ordenada, atraente para os leitores, sem esconder suas reportagens, a sua oferta diferenciada’, diz Amaral. E afirma que, em todos os projetos da Cases i Associats, o que se tem procurado é ir ao encontro de um leitor que quer praticidade e não dispensa o prazer da leitura de um jornal, mas exige que essas informações sejam claras, transparentes e de fácil acesso.

Em todos os projetos desse escritório, incluindo o das revistas DNa, de Portugal; Specchio, da Itália; Viva, da Argentina; e Zdorovie, de Moscou, entre outras, a preocupação, reforça Amaral, tem sido a de manter a identidade cultural, mesmo que buscando uma unidade gráfica em linha com os melhores veículos de comunicação do mundo.

Os novos cadernos e seções do Estado, diz ele, também visam a facilitar a leitura, além de oferecer novas oportunidades de informação aos leitores e também portas novas para os anunciantes.

Guia – Em novos cadernos, como o Guia, que passa a circular às sextas-feiras, houve uma mudança radical de formato. Tudo para facilitar o acesso daqueles que, durante uma semana, querem ter em mãos o que há de melhor na programação cultural e de entretenimento da cidade. Da mesma forma, cadernos novos como o Metrópole, que substitui o atual Cidades em São Paulo, têm como meta trazer aos leitores personagens e informações sobre as cidades de forma limpa e clara. O caderno também passa a oferecer o resultado diário das loterias, inclusive os últimos sorteios, na página 2. A oferta de serviços também será ampliada, suprindo a necessidade dos leitores.

Amaral diz que, como o projeto de o Estado será implantado em etapas, nesse primeiro momento procurou não se mexer no formato do logotipo e se manteve a tipologia com a qual os leitores já identificam o jornal. Outra preocupação foi a de manter a densidade informativa do jornal. Portanto, os leitores vão encontrar no mesmo espaço informações aprofundadas, enriquecidas por novos elementos editoriais.

‘Um dos desafios foi oferecer uma hierarquia mais clara às informações, o que afeta diretamente o uso da imagem. A idéia é que, em vez de várias fotos pequenas nas páginas, o leitor encontre uma grande foto que tenha um valor informativo relevante.’ Casa& – O caderno Casa& que começa a circular no domingo tratará da casa não apenas como um conjunto criativo de tijolos, telhas e tábuas, com espaço para a decoração resplandecente e anônima das revistas, mas como algo que respira e reflete a história de seus moradores. É assim que a editora de Casa&, Maria Lúcia Carneiro, define o novo caderno com base em uma afirmação da escritora americana Alice Hoffman, que diz serem as casas como os livros, separadas em capítulos e cheias de histórias.

São histórias o elemento principal do caderno que vai circular no domingo e que traz em suas páginas a casa de um arquiteto, carregada de móveis de suas viagens que remetem à sua cultura, lembranças e amores. Da mesma forma, será apresentada a cozinha de um gourmet, em que cada detalhe tem a ver com o prazer de preparar os pratos.

Só que Casa&, além das reportagens, pretende também ser um guia de tendências, capaz de auxiliar no planejamento de obras, decoração e compras de móveis e objetivos. Ele apresentará informações úteis como tabelas de preços de mão-de-obra e objetos, além de uma relação com os endereços em que se pode encontrar de tudo. O caderno pretende mergulhar no universo da casa, da decoração interna à construção e reforma de ambientes ao paisagismo e tudo aquilo que possa interessar e ser útil aos leitores.

‘Nosso compromisso é o de levar uma informação completa, reveladora do comportamento dos usuários e também das inovações tecnológicas de equipamentos e engenharia’, diz Lucia, reforçando que, com linguagem direta, simples, e muita imagem, o Casa& chegará aos leitores todos os domingos.’

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‘‘Aliás’, o novo caderno do ‘Estado’ traz uma reflexão sobre os fatos’, copyright O Estado de S. Paulo, 13/10/2004

‘No próximo domingo, os leitores de O Estado de S. Paulo vão receber em casa ou vão encontrar nas bancas um jornal com novo visual, novos cadernos e seções. É nesta data também que o público conhecerá o caderno Aliás, Para Entender a Semana, uma das novidades que marcam a evolução do jornal fundado em 4 de janeiro de 1875. Aliás trará em suas páginas mais que um resumo dos principais acontecimentos da semana, a análise dos fatos que marcam a vida do País e do mundo.

O editor-chefe do Estado, Flávio Pinheiro, diz que o caderno surge para suprir a necessidade dos leitores de ter uma visão completa do que foi publicado no decorrer da semana, acrescido de uma boa entrevista com quem foi destaque. ‘A intenção é trazer um novo olhar sobre o que foi notícia nos últimos dias, como reforça o próprio título do caderno. Será uma reflexão, mais do que um simples resumo, embora o caderno faça uma triagem dos acontecimentos que realmente marcaram a semana.’ Pinheiro ressalta que será destaque no Aliás a foto da semana, aquela imagem que resume o que mobilizou atenções no Brasil ou no mundo.

O novo caderno de O Estado de S. Paulo, ressalta Pinheiro, também trará indicações do que será relevante na semana seguinte em todas as áreas, com especial atenção para cultura e entretenimento. ‘Teremos recomendações, respaldadas por especialistas, da programação das salas de música, teatro e cinema, shows, lançamentos literários, enfim, tudo que deverá ser assunto obrigatório em todas as rodas de conversa.’

Outro destaque de Aliás serão as reportagens que vão mergulhar na vida das pessoas, ao longo de uma semana, trazendo à tona os bastidores de quem é notícia ou de quem tem uma história peculiar a ser revelada. O caderno também trará artigos que reflitam diferentes opiniões sobre o mesmo fato, estimulando debates e qualificando a informação que chega aos leitores.

‘Aliás foi criado para estimular o prazer da leitura, para informar o leitor daquilo que ocorreu e daquilo que poderá ocorrer, oferecendo subsídios para um novo olhar sobre o comportamento da sociedade, no Brasil e no mundo.’

As entrevistas de Aliás, diz Pinheiro, pretendem de forma precisa, aprofundada e em espaço que vai além de uma página, dar voz a quem pode discutir tudo aquilo que mexe com a vida dos leitores, da comunidade, do País e de outros países. As frases da semana, da mesma forma, vão procurar trazer uma síntese prazerosa do que foi dito e de quem disse. Vida& – Também a partir de domingo, os leitores passam a contar com a seção Vida&. Nele, explica a editora Viviane Kulczynski, o leitor vai encontrar reportagens com foco na qualidade de vida e nas inovações relacionadas à ciência, ao meio ambiente e ao corpo humano.

Para facilitar a leitura, nas segundas-feiras, o foco de Vida& será a Educação, trazendo novidades sobre cursos e comportamento, a escolha das profissões e as escolas que fazem a cabeça de quem dita as regras no mundo.

Na terça-feira, Vida& trará reportagens sobre Saúde, muito mais voltadas para as inovações tecnológicas e tratamentos do que a doenças, enquanto na quarta-feira, o espaço será reservado para as reportagens sobre Ciência, como as últimas descobertas, a grande aventura dos planetas e as pesquisas que desvendam o homem, a exemplo do Projeto Genoma.

Nas quintas-feiras, as páginas de Vida& abrem espaço para as reportagens relacionadas ao meio ambiente, onde os tratados internacionais, as questões relacionadas ao clima e à biodiversidade ganham destaque. Já na sexta-feira, Vida&, traz reportagens sobre bem-estar, com tudo o que o leitor pode sonhar para ter uma vida mais saudável.

Pinheiro diz que, com esses novos cadernos e seções, os leitores de O Estado de S. Paulo passam a contar com um jornal ainda mais rico em informações e à frente daquilo que a sociedade espera em termos de conteúdo e o prazer da leitura.’



O Estado de S. Paulo

‘‘Estado’: novo visual, novos cadernos’, copyright O Estado de S. Paulo, 17/10/2004

‘A partir de hoje, o Estado traz novidades aos leitores. Mais que uma reforma gráfica que visa a facilitar a leitura e tornar mais atraente o cardápio diário de informações, este jornal de quase 130 anos de vida complementa seu conteúdo com novos cadernos e seções e nova forma de abordar seus temas.

Nesta edição, começam a circular cadernos como Aliás, Casa& e TV&Lazer, num movimento que se completará com Link, Viagem&Aventura, Negócios, Guia São Paulo e Vida&, além do caderno diário Metrópole.

Além dos cadernos, haverá novas seções, a exemplo de Boleiros, que vai circular com o caderno de Esportes e é estreada nesta edição pelo cineasta Ugo Giorgetti. Nesse espaço, a paixão pelo futebol se expressará em comentários diários.

Outro destaque das novidades que marcam a evolução do Estado é a valorização da fotografia, para que capte mais que uma imagem instantânea e transmita a força das idéias expressas nas reportagens. Tudo isso sem fugir da responsabilidade do Estado de registrar, com imparcialidade e com visão histórica, o que ocorre na cidade, no País e no mundo.’

***

‘‘Estado’ se renova e mantém fidelidade à sua história’, copyright O Estado de S. Paulo, 16/10/2004

‘‘Um jornal que continue forte e influente, ao mesmo tempo em que se torne cada vez mais agradável e contemporâneo.’ É assim, em poucas palavras, como é seu estilo, que o jornalista Sandro Vaia define o objetivo da nova etapa que começa amanhã na vida de O Estado de S. Paulo.

Diretor de Redação do jornal e responsável pela área de informação de todo o Grupo Estado, Sandro Vaia caracteriza como um processo de evolução as novidades que o Estado apresenta neste domingo aos seus leitores. ‘O Estado é e continuará a ser o jornal de referência, por seu papel institucional e informativo’, afirma.

As premissas para o projeto de renovação gráfica e editorial do Estado, segundo Sandro Vaia, passam pela própria história e tradição de um jornal de quase 130 anos, marcado por forte credibilidade, e que nunca parou de evoluir ao longo desse tempo. Mas tudo isso temperado pela percepção de que os leitores de hoje exigem cada vez mais análise e interpretação dos veículos impressos.

Um cuidadoso trabalho de avaliação precedeu as transformações que o Estado apresenta agora. A começar por uma pesquisa de percepção encomendada pela empresa para medir o pulso do público leitor, que foi concluída em meados deste ano.

A pesquisa não deixou dúvidas de que o chamado meio jornal continua a ser, entre as várias alternativas da comunicação moderna, ‘o meio mais completo e confiável’, como definiram os pesquisados.

Outras fontes de informação confirmaram esse papel capital que ainda está reservado aos veículos impressos, em plena era da revolução dos meios eletrônicos de comunicação.

Os jornais, segundo atesta uma pesquisa realizada pela Associação Nacional de Jornais (ANJ) neste ano, ainda representam o meio mais usado pelo consumidor para tomar suas decisões de compra. ‘Fica claro que, apesar da multiplicação das opções informativas, o jornal continua a ser ‘o farol’, ‘o porto seguro’, como está dito nas pesquisas, de quem está à procura de interpretação, análise e explicação dos acontecimentos’, destaca Sandro Vaia.

O projeto construído de renovação do Estado leva todos esses dados em consideração e procura oferecer aos leitores um jornal com textos mais objetivos, claros e carregados de substância.

Ao mesmo tempo, o novo visual do Estado busca tornar mais agradável e amigável a interação do leitor com o jornal num processo que Sandro Vaia define como uma ‘simbiose entre forma e conteúdo’. Até mesmo por isso, segundo ele, o lançamento que ocorre amanhã é considerado apenas uma etapa nesse processo de aprimoramento constante, que se impõe aos meios de comunicação que pretendem fazer um jornalismo de qualidade.

Mas o profundo e extenso trabalho técnico que norteou a nova etapa da existência do Estado seria certamente insuficiente, se não contasse também com a experiência e o talento dos profissionais de redação reunidos sob a liderança de Sandro Vaia.

De novo em seu estilo econômico de palavras, ele traduz de forma clara toda a parafernália de tabelas e dados estatísticos apurados pelos especialistas que participaram do projeto: ‘Para ser sério, crível e profundo, o jornal não precisa ser chato.’

Desafio – O jornalista Elói Gertel e o engenheiro Célio V. Santos Filho, diretores-superintendentes do Grupo Estado, lembram que o grande desafio que foi enfrentado desde o início no processo de modernização do Estado foi o de transformá-lo de leitura obrigatória, como sempre foi reconhecido, em também prazerosa.

‘Modernizar o melhor e mais influente jornal do País é assegurar que o prestígio acumulado se reforce e se amplie’, afirma Elói Gertel. O objetivo, como ele enfatiza, é o de consolidar a liderança do Estado no mercado brasileiro de jornais, com o fortalecimento e a diversificação de seu conteúdo.

‘Sem alterar a essência, pretendemos ampliar sua referência de qualidade, para que possa refletir cada vez mais e melhor o espírito de uma complexa sociedade em desenvolvimento’, aponta Elói Gertel, responsável pela articulação das diversas áreas e unidades do grupo envolvidos no projeto.

A meta em que os diretores apostam é a de aumentar a circulação do jornal no atual público leitor e expandi-la nos segmentos feminino e jovem, ampliando a base de leitores, que hoje está na casa de 1 milhão, em pelo menos 10%.

Uma mudança considerada fundamental para se atingir todos os objetivos traçados, segundo Célio Santos, é de caráter interno. O que significa, como ele comenta, um esforço para entender e perseguir processos de trabalho, dentro do novo modelo de governança do Grupo Estado, que produzam o aprimoramento de todos os profissionais da empresa.

‘Trabalhamos para construir uma empresa inovadora e rentável e, para isso, estamos combinando os mais modernos recursos e tecnologias disponíveis com uma ação integrada e contínua, num trabalho de equipe’, comenta Célio Santos.

Elói Gertel acrescenta que o Grupo Estado é hoje uma empresa financeiramente saudável, destacando a evolução não só do jornal Estado, como também do Jornal da Tarde, o Portal Estadão, a Rádio Eldorado AM e FM, a OESP Mídia e a Agência Estado, com todos os seus produtos em tempo real e virtuais para mercados especializados.

Satisfação – Elói Gertel enxerga ainda, dentro do Grupo Estado, ‘o início de um processo moderno, permanente e animador para nossos profissionais’. Ele acredita que o projeto de renovação do Estado permitirá que se aumente o grau de satisfação dos leitores fiéis ao jornal e dos que se pretende atrair. Assim como será possível, segundo ele, ampliar o retorno esperado pelos anunciantes, em todos o mercados.

Ao longo de sua existência, como conclui Célio Santos, o Grupo Estado já enfrentou e venceu, com seu principal jornal, desafios maiores, sem nunca abandonar seus princípios mais caros, como a defesa da democracia e da liberdade de expressão.

Esses mesmos princípios fundamentam também o novo ciclo que se inicia: ‘O jornal é respeitado por suas inequívocas e claras opiniões institucionais, por sua independência e qualidade editorial, pela abrangência de sua cobertura jornalística e pela credibilidade de seus conteúdos.’’

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