Terça-feira, 17 de Outubro de 2017
ISSN 1519-7670 - Ano 19 - nº962

ENTRE ASPAS > SEGUNDA-FEIRA, 5/03

Telefônica inaugura
TV paga até junho

Por Luiz Antonio Magalhães em 06/03/2007 na edição 423


Leia abaixo os textos de segunda-feira selecionados para a seção Entre Aspas.


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O Estado de S. Paulo


Segunda-feira, 5 de março de 2007


TELEVISÃO
Graziela Valenti e Renato Cruz


Telefônica pretende lançar sua televisão por assinatura até junho


‘O novo presidente da Telefônica, Antônio Carlos Valente, foge da polêmica com o governo. Ao contrário do seu antecessor, Fernando Xavier, que comprou briga com o Ministério das Comunicações e com a Agência Nacional de Telecomunicações (Anatel) para aprovar a televisão por satélite da Telefônica, Valente adotou um discurso conciliador. Na prática, porém, a obsessão é a mesma. Valente já tem até data para colocar a TV no ar. ‘Queremos oferecer pacotes flexíveis a preços competitivos’, disse o executivo ao Estado.


Ele disse que espera viabilizar a TV paga da Telefônica, por meio de licença para transmissão por satélite (DTH), até junho. O pedido para que a Anatel desse o sinal verde para o negócio foi feito em maio do ano passado, mas até hoje a agência não deu resposta. Normalmente, um pedido de licença demora dois meses.


Xavier enfrentou publicamente o ministro das Comunicações, Hélio Costa, para tentar liberar a licença e fechou uma parceria com uma pequena empresa de TV paga, DTHi, para lançar o serviço no interior de São Paulo. Além de brigar com Costa, Xavier foi atacado pela empresa de TV a cabo Net, que resiste à entrada da companhia telefônica em seu mercado e acusa a Telefônica de ter comprado, de maneira disfarçada, a DTHi para driblar as restrições legais.


Em meio à polêmica, a Telefônica comprou o controle da TVA, maior rival da Net, mas sua prioridade ainda é ter sua própria TV por satélite . Ao ter sua própria operação, a companhia pretende fazer o que Valente chama de universalização da TV paga no Brasil. Ou seja, vender pacotes em massa.


As conversas de bastidores em Brasília indicam que o conselho diretor da agência pode avaliar o pedido de autorização da TV da Telefônica ainda em março. Valente não quis estimar o potencial do negócio, mas diz que há muito espaço para crescer. A companhia tem registrado vendas diárias de 2,5 mil pacotes com o serviço de internet de banda larga e TV paga desde que estreou sua parceria com a TVA em janeiro.


A estratégia para enfrentar a concorrência será oferecer pacotes flexíveis, nos quais os assinantes possam decidir combinações, por preços bastante atrativos. Hoje, o pacote de banda larga e TV mais barato que a empresa oferece, em parceria com a DTHi ou com a TVA custa R$ 69,90. Depois da aprovação pelo órgão regulador, Valente acredita que em três meses poderá lançar o produto.


Valente se baseia na experiência que teve como presidente do Grupo Telefônica no Peru. No final de julho do ano passado, a empresa recebeu a autorização para ter uma televisão no País. Em outubro, o serviço já estava disponível para os clientes. Ao final de 2006, o grupo contava com 26 mil assinantes de TV. A Telefônica também colocou no ar sua televisão no Chile em 2006 e fechou o ano com 94 mil clientes.


Valente procurou se mostrar bastante tranqüilo a respeito do fato de a Globo não ter liberado ao grupo seu sinal de TV aberta para transmissão no pacote por satélite, quando a companhia tiver seu próprio produto. Ele explicou que o conteúdo da TV aberta pode ser recebido em conjunto com o sinal de satélite, bastando, para tanto, um simples preparo para as duas recepções pelo televisor.


Para o executivo, a TV paga por satélite e a tecnologia de IPTV, que permite vídeo por banda larga direto no televisor, não são soluções excludentes. Ele aposta que há espaço para vender os dois serviços, de forma até mesmo complementar.


A companhia pretende usar a licença solicitada à Anatel para oferecer os pacotes tradicionais, aos quais os consumidores já estão habituados. Com IPTV, a alternativa seria vender conteúdos de vídeo sob demanda com portfólio variado. Mas a empresa aguardará a definição das questões regulatórias para definir qual será seu posicionamento comercial.’


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‘O desafio é a convergência’ – Entrevista / Antonio Carlos Valente


‘Com a liberação da licença para TV via satélite, o que mudaria na estratégia de vocês?


Nos tivemos uma experiência muito interessante de TV via satélite no Peru, onde tive oportunidade de desenvolver, e no Chile. A oferta é ter pacotes flexíveis e preços extremamente competitivos.


Mais flexíveis e competitivos do que são com a DTHi?


Acho que a gente pode sempre melhorar. Como dizia o presidente da AT&T, na época em que a operadora era a maior do mundo, nada está tão bom que não possa melhorar pelo menos 10%.


A Telefônica deve trabalhar com diversas plataformas de TV por assinatura. Isso não prejudica os ganhos de escala?


A possibilidade de chegar com velocidade ao mercado se contrapõe aos ganhos por ter plataformas tecnológicas unificadas. Na nossa vida cotidiana, não nos preocupamos com o meio, mas com o serviço. Outra questão é que, em algumas situações, a empresa não dispõe de licenças para determinadas tecnologias. Se se concretizar a aquisição da TVA, estamos adquirindo licenças de MMDS (TV por microondas) em algumas cidades, então só tenho essa possibilidade técnica e tenho que adaptar o desejo de ter ganhos de escala à realidade do mercado. As áreas rurais possivelmente têm a solução via satélite como a mais adequada.


Qual é o seu principal desafio?


É colocar a Telefônica neste mundo de fortes transformações, onde haverá cada vez mais integração de plataformas e serviços, com uma concorrência cada vez mais forte. A convergência é o maior desafio.’


Etienne Jacintho


Fox traz canal Sci-Fi


‘Os sábados sci-fi do Universal Channel podem estar com os dias contados. Mas os fãs não precisam se preocupar. Em 1º de abril chegará ao Brasil o canal Sci-Fi, que será distribuído pela Fox. O canal, da NBC Universal – mesmo grupo do Universal Channel -, trará produções originais como Eureka e Dresden Files, populares no exterior, e clássicos como Star Trek.


O Universal Channel é distribuído no País pela Globosat e não perderá suas séries mais famosas do gênero: The 4400 e Heroes, que não entram na grade do novo canal.


O diretor-geral da NBC Universal Global Networks na América Latina, Steve Patschek, promete surpreender na programação do novo canal. ‘Haverá séries sci-fi diferentes para atender também o público feminino como as que abordam eventos paranormais’, explica.


O público-alvo do Sci-Fi são jovens e adultos de 19 a 49 anos, de ambos os sexos. ‘Estamos otimistas em ser um dos 10 canais mais vistos, já que o gênero tem conquistado público e atravessado fronteiras’, fala Patscheck. O canal contará com site na internet para promover chat e fóruns – ferramenta indispensável para fãs de sci-fi.


Fim de novela das 9 perde 7 pontos


Bateu em 53 pontos a média de audiência do último capítulo de Páginas da Vida, sexta-feira, com 76% de share, porcentual de aparelhos sintonizados na Globo dentro do universo de ligados. São dados da Grande São Paulo, onde 1 ponto vale 54,4 mil domicílios. É gente.


Mas, tomando as últimas novelas do horário como referência, a platéia foi fraca. Belíssima e Senhora do Destino tiveram 60 pontos no encerramento. América terminou com 66 pontos (em parte pelo golpe do beijo gay que não houve), mas, mesmo os capítulos que antecederam o fim tiveram mais ibope que a reta final de Páginas.


entre-linhas


Enquanto espera Silvio Santos decidir quando estréia a terceira temporada de SuperNanny, Cris Poli lança o livro Filhos Autônomos, Filhos Felizes hoje, às 18h30, na Livraria Siciliano do SP Market.


É hoje, às 21 h, a tão esperada estréia da terceira temporada de Lost no Brasil. No canal AXN.


Por falar em Lost, Evangeline Lilly (Kate) estará amanhã no Late Show with David Letterman, no GNT, às 21 horas.


O comentarista esportivo Chico Lang estará no RockGol de hoje, às 22 horas, na MTV.’


INTERNET
Pedro Doria


Propaganda no MySpace


‘Rupert Murdoch tem novos planos para o MySpace: propaganda. O MySpace, pouco utilizado no Brasil, é como um Orkut. A diferença é que, se o Orkut é o site de relacionamentos preferencial para nós, o MySpace é o que os americanos usam. Agora, o site, que já reunia uma quantidade infindável de pessoas nos EUA, terá nova serventia para seu dono.


Pode revolucionar a internet – e isso não é necessariamente bom.


Murdoch é um velho australiano que fez carreira comprando jornais. Vinha de uma cidade pequena onde tinha um diário, avançou sobre a capital de seu país, dominou a mídia local. Como não havia o que fazer por lá, seguiu para a Grã Bretanha, fez mais dinheiro com tablóides. Aí comprou o Times, o jornal mais tradicional da Inglaterra.


O velho australiano não é conhecido pela fidelidade à ética jornalística. Usa, e sem pudores, seus veículos para angariar poder. Assim, na Inglaterra dos anos 80, pôs o que deu em serviço da primeira-ministra Margaret Thatcher. Era mais ou menos a época em que seguia para os EUA, onde comprou o New York Post – ele gosta de começar com os tablóides.


Nos EUA, hoje, Murdoch é dono do sistema Fox, que vai de estúdios de cinema à um canal de tevê, a FoxNews, especializada em notícias com uma pitada do sensacional e a serviço do governo Bush. O velho capo da mídia, que sempre demonstrou faro apurado para negócios, havia perdido o bonde da internet até o momento em que, dois anos atrás, tirou dinheiro do bolso para comprar o MySpace.


Perdido o bonde é modo de dizer. Isso é o que se comentava. Outra forma de dizer é que o faro jamais falhou – e ele comprou um dos sites mais visitados dos EUA pagando pouco mais de 300 milhões de dólares no momento em que, finalmente, a rede ficaria de fato importante. Pagou um troco, afinal, quando comparado ao 1,6 bilhão gasto pelo Google para levar o YouTube.


O problema sempre foi como converter muitos visitantes diários em dinheiro grande. Os novos planos de Murdoch, que começam a ser postos em prática neste ano, envolvem propaganda orientada. Um novo software vai correr todos os perfis do MySpace para angariar relatórios detalhados de todos os usuários. Estes relatórios virão com idade, etnia, origem cultural, local onde vive e local de onde vem – as coisas que bancos de dados de cartão de crédito ou assinaturas de revistas costumam ter.


Mas como os dados vêm de um site de relacionamentos, haverá mais para Murdoch colher. Além dos números demográficos, gostos. Se o sujeito tem gatos ou cães, se gosta de vídeo-games, que tipo de música ouve, que livros lê – se é que música ou livros lhe sejam importantes.


Tendo essas fichas, é fácil responder a uma pet shop interessada em pagar um pouco mais pelo anúncio se tiver certeza de que todos os recipientes do reclame têm gatos. A promoção de ração vai atrair muito mais clientes, claro. Idem para os que gostam de rap – ou para os que preferem Sherlock Holmes.


O grosso da propaganda na internet, hoje, é spam. Não importa se o sujeito tem ou não interesse em Viagra, ele receberá mensagens azucrinando. Nesse universo, não é má a idéia de que, mesmo que você continue recebendo anúncios, ao menos o assunto é de seu interesse.


Mas há um perigo aí, inevitável. Quando pôs seus quem sois no MySpace – ou no Orkut, ou no YouTube -, o usuário imaginou que pessoas visitariam aquele espaço. O que não pensou foi que grandes empresas transformariam suas coisas íntimas em ficha corrida.


Um governo pode decidir que gente com interesse no Islã, por exemplo, é perigosa e um pouco mais suspeita. Vai acontecer, mas é a tal história: a privacidade acaba de diminuir um pouco mais.’


Luis Nassif


Ele aposta na web para melhorar o País


‘Fã de tecnologia, Nassif nunca fica desconectado; para ele, é preciso estruturar o caos de informações da internet


O jeito rápido de falar já indica que o jornalista Luis Nassif não quer saber de vida mansa. Tanto que abandonou, no ano passado, uma bem-sucedida coluna em um dos maiores jornais do País para se dedicar à internet.


Viciado em tecnologia, ele permanece conectado o tempo todo e acha que chegou a hora de usar a web para descobrir maneiras de melhorar o Brasil. ‘Há um conhecimento difuso por aí, que é relevante. A internet permite reunir tudo isso.’


Ex-colunista da Folha de S. Paulo, Nassif dedica agora a maior parte do seu tempo à Agência Dinheiro Vivo, que criou em 1988, e ao seu blog, que traz informações sobre economia e também cultura, principalmente sobre música instrumental brasileira.


A agência, pioneira no conceito de informação eletrônica, mantém dois sites: o Guia Financeiro – com notícias sobre contas externas, mercado, política monetária, entre outros temas – e o Projeto Brasil, um fórum de discussões sobre o País.


Por meio dessas páginas, Nassif estimula debates e procura extrair o máximo de ensinamentos desse caldeirão de informações. Ele vê a internet como uma ferramenta indispensável para fazer com que o conhecimento produzido pelo País sobre os mais variados assuntos seja amplamente divulgado, o que não ocorre hoje. ‘Há um conhecimento acumulado que ficou preso, esmagado, por falta de disseminação’, destaca.


Segundo o jornalista, muitas das idéias e experiências que surgem em universidades, igreja ou partidos políticos não chegam à sociedade.


Tanto o site Projeto Brasil como o blog servem como um canal para que essas informações passem a circular. Logo após o acidente da Gol, por exemplo, Nassif decidiu pôr uma nota no seu blog. ‘A única coisa que fiz foi uma provocação: disse que aquele negócio de desligar o transponder para fazer malabarismo não estava fechando’, lembra. ‘De repente vem um piloto que te dá um conjunto de informações, um controlador que fala em off.’ Na semana posterior ao acidente, ele conseguiu montar todo o quadro com as hipóteses do acidente e descobrir coisas que só apareceram na imprensa tempos depois, como os problemas com os controladores de vôo.


Embora a internet permita discussões densas e variadas, o jornalista acha que o próximo passo é filtrar todo esse conhecimento. ‘A primeira parte, que é o porre, é quando todo mundo percebe que pode opinar. Então você tem um caos criativo que é muito importante’, diz. ‘A segunda parte é como você pode aprender a estruturar essas discussões.’ Por isso mesmo, o Projeto Brasil ganhará este mês uma ferramenta Wiki para ajudar numa melhor organização dos debates que já ocorrem dentro do site. ‘Temos hoje um acervo de trabalhos sobre políticas públicas que acho que é o maior do País.’


Dono de dois notebooks, de um micro de mão e de um smartphone, ele não deixa de dar uma espiada na tela do PC ao ouvir o som do MSN e do Skype – nem mesmo durante a sua entrevista para o Link.


Quando está em trânsito, Nassif trabalha dentro do carro. E não deixa de usar o computador para tocar outros projetos quando chega em casa, à noite, depois de participar do Jornal da Cultura.


O interesse pelo mundo digital surgiu de repente, num estalo. ‘Saía do Jornal da Tarde, passava numa dessas lojas de fliperama e ficava 40 minutos lá’, lembra. ‘Também ficava jogando xadrez durante horas.’


Como gostava de desafios que estimulassem o raciocínio, Nassif achou que aproveitaria melhor o seu tempo se estudasse matemática financeira e programação de computadores. Gostou tanto que não se desligou mais desse mundo. Não deixa de lado o computador nem mesmo quando está descansando. ‘É uma diversão’, conta.


Segundo Nassif, a troca intensa de informações pela internet mudará no futuro o modo de trabalho dos jornalistas, que conseguirão entender assuntos complexos em tempo recorde.


‘A interação dos blogs é fundamental. Te dá a sensibilidade para ver se você está sendo bem entendido’, afirma. ‘E você não pode vacilar. Se joga um raciocínio que está manco, o cara vem e manda bala. Isso nos obriga a aprimorar o rigor lógico, os argumentos. É um mundo de uma riqueza fantástica.’’


MÍDIA & RELIGIÃO
O Estado de S. Paulo


Dos EUA, Hernandes fazem culto via satélite


‘Cerca de 10 mil fiéis assistiram anteontem em São Paulo a uma pregação via satélite de Estevam e Sonia Hernandes, fundadores da Igreja Renascer em Cristo. O culto foi transmitido de um templo na Flórida para quatro telões no Ginásio do Ibirapuera. A duas semanas de serem julgados nos EUA, no dia 19, por quatro crimes, o casal apareceu chorando nos telões. Eles foram presos em janeiro, assim que desembarcaram em Miami com dinheiro não declarado. Aguardam o julgamento em liberdade, mas não podem deixar os EUA.’


COMUNICAÇÃO CORPORATIVA
O Estado de S. Paulo


Ogilvy lança unidade de relações públicas


‘De olho no mercado de comunicação empresarial, que cresce a um ritmo de 15% ao ano no País, a agência Ogilvy Brasil lançou a Ogilvy Public Relations, unidade responsável pelo planejamento de ações de relações públicas. O mercado de comunicação empresarial brasileiro reúne cerca de 1,1 mil empresas, que movimentaram, em 2005, R$ 600 milhões, segundo dados da Associação Brasileira das Agências de Comunicação (Abracom). Nos Estados Unidos, berço das maiores empresas de relações públicas, o setor tem uma receita anual de US$ 2,5 bilhões.’


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Folha de S. Paulo


Segunda-feira, 5 de março de 2007


TODA MÍDIA
Nelson de Sá


Ganhar, ganhar e perder


‘Deu no ‘New York Times’, ‘Le Monde’ etc. O final de semana foi de viagem de George W. Bush e álcool. No título de Larry Rohter e sucursal de Washington, ‘EUA e Brasil buscam promover etanol no Ocidente’. E trechos como ‘o acordo pode levar a crescimento substancial da indústria no Brasil, com tecnologia e equipamento lá desenvolvidos sendo exportados para outros países’. Antônio Simões, do Itamaraty, ao ‘NYT’ e outros, avaliou que o acordo ‘é um ponto de convergência na relação, mais densa e intensa que qualquer coisa nos últimos 30 anos’. Ela é ‘win-win’, ‘Brasil vai ganhar, EUA vão ganhar’. Venezuela, não.


‘BOA IDÉIA’


Richard Lapper, editor no ‘Financial Times’, saudou a ‘boa idéia’ do acordo Brasil/ EUA por reduzir dependência americana de petróleo, ‘criar empregos e aliviar a pobreza’ -e ser ‘indústria verde’. Só lamentou ser programa de investimento tão ‘modesto’.


E ‘BOA SORTE’


Andrés Oppenheimer, do ‘Miami Herald’, defende que os EUA ‘reduzam subsídios’ e selem o acordo que ‘ajudará o Brasil a recuperar estatura e conter a Venezuela’. Encerra desejando ‘boa sorte’ a Bush e anunciando um blog sobre a viagem.


VALE-TUDO


‘Jornal Nacional’ e ‘Jornal da Record’ brigam manchete a manchete pela ‘estudante baleada’, até com ‘a primeira entrevista’, sábado no ‘JR’.


O ‘Domingão do Faustão’, após edições de campanha pela redução da maioridade, ontem apelou à pornografia ‘soft’ com alguém de ‘Big Brother’ (cena acima). E no ‘Fantástico’ a guerra de audiência tornou atração a atriz Suzana Vieira, falando de seu casamento e da nova novela.


WEB 2.0, 3.0, 4.0


Na conferência de Web 2.0, dias atrás em SP, sobraram evidências de que a internet interativa, como também é chamada, é prioridade de grandes investidores -e vai muito além dos ‘start-ups’ locais Rec6 e eucurti ou dos pioneiros Camiseteria.com e Tipos, este um portal de blogs.


Registre-se, por outro lado, que segundo o blog do evento o ‘buzz’ já fala de Web 3.0 ou semântica e até de Web 4.0.


TORCIDA 2.0


No final da semana, jornais deram a condenação do líder da torcida Independente, do São Paulo, a 14 anos de prisão por matar um palmeirense.


Reproduzida em diversos sites interativos tipo Estação Tricolor e SP Net, a notícia estimulou torcedores com pseudônimo a defender o condenado e prometer mais, inclusive contra aqueles que, nos mesmos ‘comentários’, os chamavam de terroristas.’


LÍBIA NA MÍDIA
William Maclean


Em talk-show com Giddens e Barber, Gaddafi rejeita a democracia


‘DA REUTERS, EM TRÍPOLI – Muamar Gaddafi, o ‘showman’ político de sempre, escolheu o talk-show como um novo meio de enviar uma mensagem ao Ocidente: reformas econômicas ajudarão a Líbia, mas mudanças políticas não são necessárias.


Na sexta passada, sentado ao lado de uma mesa diante da mídia internacional, o ditador afirmou -em um inesperado debate com dois pensadores ocidentais e um celebrado jornalista britânico- que a arena de votação não era coisa para seu país.


A globalização, contudo, pode ser um benefício econômico para uma Líbia estagnada economicamente, disse Gaddafi, que governa o país desde que chegou ao poder, em 1969, por meio de um golpe.


A gravação do debate será distribuída a TVs internacionais e colocada no site do governo líbio na internet.


Mas apesar das declarações pró-democracia dadas no ano passado por seu filho mais proeminente, Saif al-Islam, Gaddafi foi objetivo. ‘A democracia direta será, nos próximos anos, um modelo para outros países’, afirmou o ditador aos cientistas políticos Benjamin Barber e Anthony Giddens, em discussão mediada pelo jornalista David Frost.


Limites


Observadores afirmaram que o evento mostrou tanto as possibilidades quando os limites das mudanças no país.


Se o debate fosse transmitido na Líbia, as imagens do debate poderiam provocar reivindicações pela livre expressão, em uma país cuja imprensa é controlada pelo Estado.


Gaddafi foi desafiado por Giddens e Barber em sua oposição à democracia.


‘Tenho uma discordância básica em relação ao sr. Gaddafi’, disse Giddens, usando uma linguagem jamais ouvida publicamente na Líbia.


Mas as edições de sábado dos jornais líbios destacaram apenas que Gaddafi, durante o evento, atacou a dominação ocidental do mundo e exortou o povo líbio a realizar treinamento militar para se preparar para a invasão de fora. Não havia palavra sobre o debate.


‘É uma incompreensão comum de que reformas políticas e econômicas caminham lado a lado’, disse o especialista em África do Norte George Joffe, da Universidade de Cambridge.


‘O governo Gaddafi tornou-se mais sutil e tolera mais a variedade do que no passado. Mas os mecanismos básicos de controle permanecem.’’


MEMÓRIA / JOSÉ NOBRE ROSA
Folha de S. Paulo


Jornalista morre aos 95 anos


‘O jornalista José Nobre Rosa, que trabalhou na Folha de 1948 a 1982, morreu aos 95 anos no último dia 25.


A missa de 7º dia será realizada hoje, às 12h, na igreja São José, localizada na rua Dinamarca, 32, Jardim Europa (zona sul de São Paulo). O enterro ocorreu no Cemitério do Araçá.


Rosa deixa a mulher Leonor Peters Rosa, 88, as filhas Rosires, Yeda e Cleyde, as netas Fernanda, Fabíola, Adriana e Luciana e o bisneto Arthur.’


TELEVISÃO
Folha de S. Paulo


Globo proíbe concorrência entre afiliadas


‘A Globo vetou uma operação em que o empresário J.Hawilla, dono de quatro emissoras da rede no interior de São Paulo, comprava 50% da afiliada de Juiz de Fora (MG), a TV Panorama. O negócio já estava fechado, mas teve de ser desfeito.


Hawilla controla as Globo de Sorocaba, Bauru, São José do Rio Preto e Itapetininga.


A Globo vetou a operação alegando que não foi informada previamente. A emissora não pode impedir seus afiliados de venderem suas propriedades, mas tem o direito de vetar a transferência do direito de retransmitir seu sinal. Oficialmente, foi isso o que ocorreu.


Mas a Globo acabou criando uma nova regra, a que impede a concorrência entre seus afiliados. A partir de agora, o dono de uma afiliada à venda terá que consultar antes as afiliadas vizinhas. O dono de uma TV no Nordeste, por exemplo, terá que oferecer seu canal a empresários da região antes de negociá-lo com colegas do Sudeste. A regra também vale para outras mídias: o dono de uma TV em Vitória não poderá lançar um jornal em Belo Horizonte.


No caso da TV Panorama, a prioridade de compra passou a ser da EPTV (Varginha).


Omar Peres, presidente da TV Panorama, confirma que a negociação foi abortada. ‘Foi-me sugerido que eu consultasse o mercado, conversasse com quem está mais próximo. Não houve imposição’, diz. J.Hawilla não se manifestou.


LEMBRETE 1 Os executivos da Globo não escondem mais o incômodo com o crescimento da Record, que em fevereiro ultrapassou o SBT na média diária do Ibope na Grande SP. Acham injusto competir com uma TV que tem uma fonte de recursos isenta de Imposto de Renda: o dinheiro da Igreja Universal do Reino de Deus, que paga pelo menos R$ 250 milhões por ano pelo espaço que ocupa nas madrugadas.


LEMBRETE 2 Na última edição do ‘Bip’, jornal da Globo dirigido ao mercado publicitário, a emissora faz questão de lembrar que sua audiência, na média nacional, é oito vezes maior do que a da segunda colocada no Ibope no horário da novela das oito. Em Brasília, mostra um gráfico, essa relação chega a ser de dez vezes, de 51 pontos contra 5.


TCC Os roteiristas assistentes e colaboradores de autores da Globo produzirão neste ano um curta-metragem cada um, com recursos da emissora. Será apenas um exercício de criação. O material não irá ao ar.


PAREDÃO O ‘Superpop’, programa mais prestigiado pela cúpula da Rede TV!, virou vitrine para prostitutas e travestis. Toda semana, há pelo menos uma edição com esses personagens.


LICENÇA Salette Lemos ficará afastada do ‘Jornal da Cultura’ por alguns dias, até a semana que vem, se recuperando de uma cirurgia. Ela afirma que não está negociando com a JB TV (a rede que o empresário Nelson Tanure está montando com emissoras da CNT).’


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