Domingo, 16 de Junho de 2019
ISSN 1519-7670 - Ano 19 - nº1041
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Terra Magazine

30/06/2009 na edição 544

DIA DE LUTO
Márcio Alemão

Que pena

‘A resposta eu sei mas não me interessa saber nessa hora, porque a pergunta não diz respeito à vida de verdade, aquela que um hora acaba.

E a pergunta eu até acho que muita gente se fez: como é que o Charlie, o grande chefe d’As Panteras, foi deixar isso acontecer a um de seus mais lindos anjos, a Jill? Será que o pessoal do Departamento de Inteligência Científica – a turma que fez Steve Austin valer 6 milhões de dólares – não poderia ter cuidado da moça, considerando que ela chegou a se casar com Steve?

Tive bons sonhos com Farrah Fawcet, que durante um tempo foi a senhora Lee Majors.

Ele era o Coronel Steve Austin que, após sofrer um acidente é submetido a uma experiência que o transforma em um Ciborg. Tempos singelos aqueles. Ele ficou com um braço forte e corria bem; não tanto quanto Usain Bolt. Sim; também enxergava longe. Ou seja: um quase meio super homem bastante vulnerável.

Acredito que a última vez que a vi foi na entrega do Emmy, durante uma homenagem ao produtor Aaron Spelling. Aaron produziu As Panteras, A Ilha da Fantasia, O Barco do Amor, S.W.A.T. e muitas outras séries. Tinha um faro fino para grandes sucessos.

Fiquei triste ao vê-la, já bastante abatida pela doença..

Morreu no mesmo dia que Michael Jackson.

Para ficar em meu assunto, a TV, nos tempos que o You Tube não existia, nada provocava mais frisson e comentários e pedidos de cópias do que os videoclips de Michael.

As chamadas começavam quase uma semana antes e a estréia era no Fantástico.

Juntava-se amigos para assistir à performance do rapaz. Como muitos já disseram, Michael tinha uma imensa capacidade para inovar.

Na comemoração do 50 anos da gravadora Motown, lançaram um álbum com três CDs do artista. Desde o início do ano o tenho ouvido. Cantava muito. Dançava ainda mais. Sabia criar, inovar. Não chegava a provocar.

O documentário feito pelo jornalista inglês Martin Bashir expôs ao mundo um camarada muito mais esquisito do que já imaginávamos que ele era.

Na época, acho que em 2003, lembro de ter ficado muito triste com tudo que vi. Também confesso que fiquei com uma gigantesca dúvida: se eu tivesse realizado o documentário, será que o veicularia? O que vi tinha enorme semelhança com os circos de outros séculos que se valiam de aberrações para atrair a multidão.

O documentário era uma versão pop disso e só isso.

Em seu último ato, claro que Michael Jackson não poderia ter simplesmente contado com um ataque cardíaco. Em muitos sites, aqui e no mundo, começam a rolar as suspeitas. Over dose de morfina, de Demerol? Quem aplicou a injeção? O médico estava desaparecido, apareceu, vai ter de explicar e etc., etc., etc…

Fato é: dia 25 de junho foi um dia triste.’

 

TELEVISÃO
Márcio Alemão

Grande queima de grana

‘Quando li que além dos inacreditáveis milhões mensais a Record ofereceu um plano de carreira para Gugu, fiquei feliz: iriam finalmente oferecer a ele o Aposentec e nunca mais veríamos aqueles cabelos cuja cor ninguém jamais em tempo algum foi capaz de definir.

Qual o quê. A proposta sugere que o apresentador, famoso por ter sido apontado como eventual sucessor de Silvio Santos, famoso por introduzir no país ‘A Dança do Passarinho’ e famoso pela famosa entrevista fajuta em 2004 com supostos membros do PCC, fique na TV até o final dos tempos e mais de uma vez por semana.

Quem merece?

Eu, não; mas certamente muitos não só o merecem como o desejam, pois não posso imaginar que a Record pudesse fazer tal oferta para uma pessoa que as pesquisas apontam como velho, ultrapassado, dispensável, chato e com cabelos de cores não muito claras, apesar do matiz o ser. As pesquisas devem recomendá-lo fortemente.

Idem, idem com Roberto Justus e Eliane, que estariam sendo usados por Silvio como troco à Record.

E rolou também nessa semana o novo contrato do Faustão, que faria o do Gugu parecer o de um operário padrão. Luciano Hulk foi mencionado. A Turma do Pânico entrou na pauta. Semana de loucura total. Quem dá mais para termos cada vez menos ou, mais do mesmo?

Já escrevi nessa coluna algumas vezes: tirem do ar o Gugu e o Faustão e depois de um mês ninguém mais irá se lembrar deles. Semelhante juizo emiti sobre o Ratinho. Não entendi o por quê da volta de quem já havia ido, e tarde. Na quinta, dia 18, foi a quarta audiência atrás de Globo, Record e Band.

A Galisteu continua colecionando índices pequenos. Talvez vire Toda Terça e ainda faltarão 5 tentativas na semana antes da geladeira. E tudo isso tem custado uma fortuna. É errado afirmar que toda essa grana que é entregue mensalmente para poucas pessoas que definitivamente não merecem tanto poderia estar beneficiando milhares de outras. É uma boa verba para montar um escola de apresentadores e apresentadoras, uma escola de tingidores de cabelo, de jornalistas que não mentem, de dançarinos que vão além do Passarinho…

Repito: é errado afirmar, mas é muito bom imaginar.’

 

 

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