Terça-feira, 19 de Novembro de 2019
ISSN 1519-7670 - Ano 19 - nº1064
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Terra Magazine

20/10/2009 na edição 560

A IMPRENSA E O MST
Francisco Viana

De fatos e opinião

‘O fato é o mensageiro da comunicação, tanto no jornalismo como na comunicação organizacional e nos movimentos sociais. O fato é o Hermes moderno. É que ninguém esqueça: na mitologia Hermes foi o deus enviado do Olimpo para ensinar os homens a fazer política, depois que Prometeu entregou o fogo sagrado a humanidade e abriu caminho para que desenvolvesse o conhecimento. De que fale o conhecimento sem a política? Nada. A política é que constrói a utilidade do conhecimento. E o culto aos fatos é a essência da política que constrói e afasta as trevas da manipulação e da mentira.

Vamos aos fatos.

Na semana que ficou para trás, a invasão da fazenda Santa Henrique, em São Paulo, de propriedade da Cutrale, a maior produtora de sucos de laranja no País, foi um dos temas dominantes no noticiário. Mas o dado novo não é esse e, sim, a eficácia da comunicação do MST – Movimento dos Trabalhadores Rurais Sem Terra e do Incra . Não desejo avaliar se os trabalhadores estão certos ou errados, nem avaliar as relações entre o Incra e o MST, mas lançar de luzes sobre o caminho objetivo que escolheram para se comunicar com a sociedade.

O noticiário da Folha no domingo, dia 11, é emblemático. Vejamos as manchetes:

Incra veste camisa do MST, diz ruralista

Presidente da UDR critica declaração de superintendente, que afirmou que área de 50 mil hectares no centro-oeste de SP é da União

Antes da fala do ruralista, representante do Incra-SP negou relação privilegiada com o movimento e afirmou que se relaciona com todos

Na matéria está escrito:

O presidente nacional da UDR (União Democrática Ruralista), Luiz Antonio Nabhan Garcia, disse que o Incra (Instituto Nacional de Colonização e Reforma Agrária) ‘veste a camisa do MST’. O Incra reivindica na Justiça terras no interior de São Paulo ocupadas por fazendeiros e empresas.

Entre essas propriedades está a fazenda da multinacional Cutrale em Iaras (271 km de São Paulo), invadida pelo MST no dia 28 de setembro e desocupada na quarta-feira, com pés de laranja destruídos e máquinas e imóveis depredados.

O superintendente do Incra-SP, Raimundo Pires Silva, diz que a fazenda está dentro de uma área de 50 mil hectares no centro-oeste do Estado formada por terras da União e ocupadas irregularmente. ‘Ele (presidente do Incra) recebe dinheiro público e não está no cargo para defender o MST. Tenho certeza de que ele veste a camisa do MST’, afirmou o presidente da UDR.

‘Ele não pode dizer que a área é da União. Só pode haver um pronunciamento neste sentido depois que houver uma sentença final sobre o caso’, afirmou Nabhan Garcia.

Ele diz que as terras foram registradas em cartório e, por isso, as empresas são proprietárias legítimas. ‘Agora vem o Incra, depois de mais de um século, dizer que as propriedades são devolutas? São décadas de produção e de trabalho destas empresas naquela área.’ A Folha tentou ouvir o superintendente do Incra-SP, mas não conseguiu localizá-lo. Em entrevista antes das declarações de Nabhan Garcia, ele negou que o órgão tenha uma relação privilegiada com o MST. ‘Nós nos relacionamos com todos os assentados, organizados ou não’, afirmou.

Ele condenou o que chamou de ‘atos de vandalismo’ do movimento durante a invasão da fazenda da Cutrale em Iaras. Silva argumentou que não pretende prejudicar as empresas ao reclamar o direito às terras. Ele afirmou que é falso criar uma oposição entre o Incra e o setor produtivo. Ele diz que é trabalho do Incra é realizar assentamentos e é direito da União reivindicar terras públicas.

Com relação ao MST registrou o jornal:

Mídia influenciou em reintegração, afirma sem-terra

Integrante da coordenação nacional do MST, Jaime Amorim afirmou que a decisão judicial de reintegração de posse da fazenda da Cutrale ‘foi influenciada pelo show midiático’, em uma referência às imagens exibidas pela TV que mostraram um trator passando por cima de milhares de pés de laranja na propriedade, em Iaras (SP).

‘Por causa da pressão gerada pelo show midiático, com a exibição das cenas de destruição dos pés de laranja, a Justiça da região chamou para si a responsabilidade, mas a competência jurídica não é estadual porque a área é federal’, disse Amorim. Durante a invasão, membros do movimento destruíram pés de laranja com trator da fazenda. Segundo o MST, foram cerca de 3.000 pés. A empresa diz que foram derrubados de 7.000 a dez mil. A fazenda tem cerca de 1 milhão de pés de laranja.

Para o líder dos sem-terra, o MST tentou demonstrar que é ‘contra a monocultura’. ‘Transformaram suco de laranja em seres humanos, como se nós tivéssemos destruído uma geração. O que o MST quis fazer é demonstrar que somos contra a monocultura’, disse.

E emendou: ‘O que eles (integrantes do MST) fizeram foi demonstrar para o país um sentimento patriótico. Alguém tem que defender este país contra latifúndio e monocultura’.

Ao ser questionado sobre as acusações de depredações e furtos por parte do MST, Amorim disse que podem ter ocorrido ‘excessos’, mas que foram causados por pressão da mídia.

‘Não sabemos se é verdade. É claro que, na luta do dia a dia, há os excessos e a gente não pode ficar controlando todos. A verdade é que os companheiros ficaram muito indignados e pressionados com o show midiático que fizeram em cima de alguns pés de laranja’, disse.

Na sexta-feira, o MST divulgou nota na qual afirma que ‘repudia a versão construída para responsabilizar o MST pela depredação da fazenda’.

O que se pode concluir desse confronto de posições. Primeiro, um erro do Incra, a despeito dos acertos em ocupar espaços. O seu porta-voz deveria ter ficado de plantão para falar com os jornalistas enquanto durasse o conflito. Enquanto falou, o Incra fez política. Quando permite que o jornal afirme que não o encontrou(A Folha tentou ouvir o superintendente do Incra-SP, mas não conseguiu localizá-lo. Em entrevista antes das declarações de Nabhan Garcia, ele negou que o órgão tenha uma relação privilegiada com o MST.’Nós nos relacionamos com todos os assentados, organizados ou não’, afirmou.) está errando politicamente. Não porque não atendeu ao jornal, mas porque não se comunicou com a sociedade. A questão é sempre a sociedade. A liberdade não é da imprensa, mas da sociedade. O direito a informação não é da imprensa, mas da sociedade. A sociedade é o centro, o principio e o fim de toda comunicação.

A objetividade dos fatos é mensagem. O leitor julga. O leitor avalia. Os fatos são o trunfo e o algoz da comunicação. Faço esse registro porque um dos maiores problemas da Comunicação da área pública, independente de questões ideológicas, é assimilar um dado essencial da realidade. Quando em treinamentos e palestras ouço alguém reclamar da imprensa, a primeira pergunta que me vem a mente é: qual é a realidade factual? Certa vez um secretário de saúde disser: eu administro toda uma rede de postos de saúde e apenas um tem problema. Representa 20% do atendimento. Será que ninguém vê a realidade dos demais? Uma questão não exclui a outra. São fatos distintos. Não é porque 80% da rede de atendimento vai bem que se vai fechar os olhos para os 20% que vão mal.

Comunicação é fato, opinião precisa ser alicerçada em fatos, mensagens têm suas raízes nos fatos. E o que é o fato? O fato é o acontecimento, seu contexto, sua história, mas é também uma forma de ver a realidade. Contudo, há uma objetividade matemática na verdade factual. Dela não se pode fugir. Ou a fazenda invadida pertence ao Estado ou não pertence. Ou os pés de laranja foram destruídos na proporção denunciada ou não foram. Ou existem relações privilegiadas entre o Incra e o MST ou não existe. Há uma objetividade nas questões. E essa objetividade é que constrói a realidade. Marx foi um jornalista excepcional. Por que? Estava sempre atento aos fatos. Basta ler suas reportagens. Suas posições eram tiradas a partir dos fatos da história, da realidade. Um dos seus livros mais excepcionais, 18 Brumário de Luís Bonaparte é pura ourivesaria dos fatos. Para a Crítica à economia política segue pelos mesmo caminho. O capital é o zenit dessa metodologia de respeito aos fatos. Não estou falando da questão ideológica, mas do método. Sem fatos não há argumentos.

Quando o presidente da UDR, referindo-se ao presidente do Incra, afirma: ‘Tenho certeza de que ele veste a camisa do MST.’ Ele não está se escudado nos fatos, mas emitindo uma opinião. Terá consistência? Somente os fatos poderão confirmar. Quando o representante do MST afirma que os trabalhadores destruíram 3.000 pés de laranja e não de 7.000 a dez mil pés, como afirma a empresa, não estão dando opinião, mas referindo-se a um fato. Será realidade? Uma investigação idônea facilmente apontará a verdade. O episódio MST versus Cutrale é um exemplo emblemático do caminho que a comunicação precisa seguir. Fatos acima de tudo. E opinião também baseada em fatos. O que é positivo nesse episódio é que o Incra foi a campo fixar sua posição; o MST também. A empresa não ocupou sozinha os espaços na mídia. É evidente que a Cutrale mereceu mais espaços, inclusive com clara posição de condenação ao MST. A Veja, por exemplo, estampou o título explosão da barbárie. E publicou um texto onde os trabalhadores sem terra são acusados de malandros, vândalos e criminosos. Mas, filtrado os adjetivos, o fato é que a revista se posiciona contra a reforma agrária. Faz parte do jogo. Na política, não há isenção. E os posicionamentos precisam ser respeitados. Entendidos e respeitados.

No jornalismo também não há isenção. A isenção jornalística é ouvir as partes, ouvir fontes que sejam idôneas. Por exemplo, na questão da terra quando se ouve a UDR ou a Confederação Nacional da Agricultura, seria sinal de isenção ouvir uma fonte de uma Universidade, de um Instituto de pesquisa sem vínculos com o empresariado rural. A isenção é isso: ouvir as partes. Não se significa que não se tome partido. Se tomar partido até na forma com que se hierarquiza os fatos, com que se escreve as primeiras palavras do texto. Que ninguém se iluda: a isenção no jornalismo é como o centauro, aquele belíssimo espécime que era metade humano, metade animal que todos acreditavam existir, mas que ninguém jamais viu.

Daí, ser imperativo ao recurso à comunicação objetiva. Uma revista como a Veja pode, e deve, emitir a opinião que melhor lhe convier; mas os fatos são sagrados, o espaço para os dois lados, também. Se a Comunicação pública for feita a partir dos fatos, é certo que as opiniões políticas – leia-se manipulações – tendem a diminuir. E é simples: vivemos numa sociedade plural, os problemas estão à flor da terra e , claro, o leitor julga. O leitor toma também posições. O leitor identifica o veículo de comunicação que trabalha mais com opiniões do que com fatos. Ele também se posiciona.

A pergunta central é: qual é a razão dos fatos? Na primeira eleição presidencial, a TV Globo manipulou a edição do último debate entre Collor e Lula. Até hoje trabalha para recuperar o passivo de imagem-reputação deixado pelo episódio que, logo, tornou-se público e provocou vastas reações. Há múltiplas definições do jornalismo e da comunicação, mas todas elas convergem para esse misto de deus e profeta tão falado, mas geralmente esquecido: os fatos. Fora dos fatos tudo é especulação e opinião. E, como diz o velho Platão na República: opinião não é conhecimento. É sim o meio do caminho entre a obscuridade das trevas e a luz. Os fatos, eles sim, são os olhos que iluminam a essência da realidade, o sol que ilumina o saber. Sobretudo, o saber público.

É o que deve reger, principalmente, a comunicação publica a serviço da sociedade.’

 

JORNAL
Thais Bilenky

Impresso, ‘Brasil Econômico’ quer público sofisticado e cult

‘Financiado pelo grupo português Ongoing, o jornal ‘Brasil Econômico’ acaba de chegar às bancas brasileiras, destinado ao ‘público sofisticado, que lida com economia na rotina, mas não gosta só de economia’, como define o diretor de redação, Ricardo Galuppo.

Com tiragem inicial de 55 mil exemplares, a equipe do jornal diário conta com 120 profissionais, sendo 85 deles na redação em São Paulo, descontando-se dois jornalistas instalados em Brasília e dois, no Rio de Janeiro.

O valor do investimento da Ongoing não foi revelado por ‘questões estratégicas’, justifica Galuppo. Mas, ‘se não fosse vantajoso, se não houvesse espaço para jornal de papel, nós não o faríamos’, afirma o jornalista.

Em tempos de twitter, blog e portal, a chegada de um veículo impresso pode soar estranha. As pretensões do ‘Brasil Econômico’ que se lançou concomitantemente nas bancas e na internet, na quinta-feira passada, 8, vão além do html: televisão corporativa, telefone celular e info points (monitores de plasma colocados em pontos de grande circulação).

O jornal tem uma edição especial de final de semana, mais aprofundada. São colunistas desta edição, por exemplo, o escritor e jornalista Humberto Werneck e a antropóloga Lilia Moritz Schwarcz, que não tratam geralmente de economia.

Uma vez por mês, é publicado o suplemento ‘Fora de Série’, como foi no final de semana passado. Trata-se de outro agregador do ‘leitor qualificado’ que o jornal, segundo o diretor de redação, quer alcançar, ao tratar de ‘temas, situações e pessoas especiais. Que são fora de série’, afirma.

‘A gente investe muito na portabilidade do jornal. É tablóide, muito mais fácil de ler no avião, no banco de trás do carro. É muito mais fácil você colocar na sua mesa porque ele não suja a mão’, diz Galuppo. Estão aí os ingredientes que a direção do jornal se auto-receita para diferenciar-se dos concorrentes: sofisticação, suplementos e portabilidade.

‘A gente procura condensar tudo e entregar para a pessoa que necessita de informação da forma mais amigável possível’, descreve o jornalista.

Galuppo evita falar dos planos de crescimento da empresa por avaliar que seja cedo demais. ‘A gente vai testar a resposta do mercado ao produto, e investir no que for necessário, para que fique cada vez mais adequado ao leitor brasileiro. Fazer projeção de crescimento agora seria leviano’, avalia.’

 

CONVITE
Diogo Moyses

A Conferência Nacional de Comunicação

‘ A 1ª Conferência Nacional de Comunicação vai ocorrer entre os dias 14 e 17 de dezembro, em Brasília. Antes disso, devem acontecer etapas estaduais em praticamente todos os Estados, além de algumas etapas municipais.

O evento – que melhor se enquadraria no conceito de ‘processo’- é um marco na história política brasileira: enquanto muitas áreas de políticas públicas já realizaram diversas edições de suas conferências, a comunicação manteve-se até agora fora da lista de temas que mereciam ser discutidos de forma pública e transparente. É assim com a saúde, com a educação, com o meio ambiente, com a segurança pública e tantos outros assuntos. Por que haveria de ser diferente com a comunicação?

Historicamente – e isso não é segredo para ninguém – a comunicação tem sido tratada no Brasil como uma pauta privada, com portas sempre fechadas e bem trancadas. Empresas de rádio e televisão, assim como as empresas de telecomunicações sempre tiveram interlocução privilegiada com o poder público. Para elas, as portas estão invariavelmente abertas.

Defender os interesses da sociedade nesse campo sempre foi tarefa difícil. Por isso, a realização da 1ª Conferência foi e deve ser comemorada.

Mas, como já era esperado, o processo tem sido complexo: os empresários, conscientes de que possuem um relacionamento privilegiado com o Estado, se encarregam de tentar deslegitimar a iniciativa. Liderados pela Abert – Associação Brasileira de Emissoras de Rádio e TV -, muitos já inclusive pularam fora da comissão organizadora.

Não é de se estranhar. Afinal, para quem hoje manda e desmanda no governo e no Congresso, o que melhor pode acontecer é ficar tudo exatamente do jeito que está.

Mesmo buscando tornar a Conferência um evento de menor importância, os empresários obtiveram do governo o direito de indicar 40% dos delegados com direito a voto, percentual nunca visto em qualquer outra conferência. Com esta ‘representação’, terão o poder de veto a quaisquer resoluções que contrariem seus interesses, reduzindo drasticamente a capacidade da Conferência apontar diretrizes que realmente busquem democratizar as comunicações no Brasil.

Mesmo com essas limitações – que infelizmente contaram com a bênção de setores da sociedade civil – a Conferência ainda sim é um espaço importante de intervenção política, nem que seja para tornar o tema realmente presente no cotidiano da sociedade brasileira. Para um assunto quase sempre invisível, não é pouca coisa.

Entre as pautas a serem discutidas, duas merecem destaque.

O primeiro está relacionado às concessões de rádio e TV. Até hoje, ao contrário de todos os países desenvolvidos, o Brasil não possui instrumentos que permitam à sociedade participar dos processos de outorga e renovação das concessões. É fundamental, por isso, que a Conferência aponte caminhos para que os concessionários sejam fiscalizados e regulados como quaisquer outros prestadores de serviço público, sem que empresários e seus porta-vozes acusem estas iniciativas de censura. Não custa lembrar que censura e controle social são coisas completamente distintas, opostas até. Todas as democracias consolidadas no mundo sabem disso.

O segundo tema está relacionado à universalização da banda larga. O acesso do serviço por todos os cidadãos é um imperativo ético de nossos tempos. Se a exclusão digital é motor da perpetuação e radicalização das desigualdades já existentes, a universalização do acesso pode ser um motor para que essas desigualdades sejam reduzidas.

Se esta bandeira já foi praticamente apropriada por todos os setores (até as empresas de telecomunicações dizem que querem universalizar o serviço), o que está em debate é a forma de torná-la realidade, seja por meio das empresas que atualmente ofertam banda larga, seja por meio de uma empresa pública forte. Após anos de dominação do pensamento neoliberal, hoje (ufa!) já há condições de discutirmos soluções para além do mercado.

Mas os temas em debate na Conferência não se resumem a estes. Todos os outros também são de grande interesse da sociedade.

E, mesmo sabendo dos limites impostos ao debate em função do boicote empresarial e da passividade do governo, vale à pena participar. Pelo menos para mostrar que a sociedade não mais aceita que poucos mandem e desmandem em um setor tão importante para a democracia brasileira.

Fica o convite.’

 

RIO 2016
Márcio Alemão

Discovery e Rio 2016: Tudo a ver

‘Não se fala em outra coisa: a Olimpíada é nossa.

Acredito que em semanas o COB já estará divulgando um acordo feito com as emissoras fechadas para comercializar antecipadamente, e com um descontão, o pacote olímpico carioca 2016.

O comprador terá direito de assistir a 24 horas de programação, só com aqueles jogos de quadra poliesportiva que consagraram a transmissão de nossas tevês, tanto no jogos cariocas de inverno quanto em Pequim 2008. Vale lembrar que o preço do pacote poderá sofrer alterações porque imprevistos acontecem.

E vejam vocês que coisa curiosa: estava eu a olhar a programação do Discovery Channel e vejam só: tá tudo lá.

Explico melhor.

O programa ‘Mega Construções’ já deve ter entrado em contato com o tal comitê para começar a captar as imagens do mega canteiro de obras que irá se transformar o Rio de Janeiro.

Acredito que na sequência, a julgar pelos antecedentes da turma que está capitaneando a proeza, lançarão um novo programa: ‘MEGA ROMBOS’. A idéia é boa porque funciona em qualquer lugar do planeta. Já podem começar com a Copa, esquentando os tamborins para 2016.

Outro da grade que vai querer estar presente na cidade maravilhosa é o ‘Grandes Destruições’. Começariam com Parque Aquático Julio Delamare e o Estádio de Atletismo Celio de Barros.

Adequadíssimo também ‘O Escapista’. No caso, no lugar do protagonista da série, Jonathan Goodwin, teríamos aquela turma lisa que escapa de qualquer investigação, ainda que o programa Mega Rombo tenha registrado tudo. Seria legal conhecer suas técnicas.

‘The Amazing Race’. Esse ficaria para quele momento, que sabemos que chegará, que os atletas estarão se dirigindo para a vila Olímpica e a turma da vila ainda estará dando os toques finais do tipo, instalando vasos sanitários e piso. Esse promete ser um dos mais emocionantes programas.

O ‘Fora de Controle’ também já foi pautado. O Nuzman, se continuar a dizer que, por exemplo, o estouro de 800% no Pan foi plenamente justificável porque houve mudança no projeto, será a estrela da série.

Também se cogita a participação do citado no ‘A Prova de Tudo’.

‘Mythbusters: Os caçadores de Mito’ estão loucos para virem descobrir, em 2020, se de fato a Olimpíada fez com que o Rio voltasse a ser uma Cidade Maravilhosa em todos os aspectos.

E as possibilidades não param. ‘Assombrações’ ­ poderão surgir muitas ao longo das obras.

‘O Segredo das Coisas’ ­ esse dificilmente rola.

Enfim, hoje é dia de Nossa Senhora Aparecida, padroeira do Brasil. Vale a pena pedir a ela que ilumine o coração e a consciência de todos os envolvidos nesse projeto.

Que ele não precise de milagre e muito menos do sacrifício do povo para acontecer.’

 

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