Terça-feira, 18 de Dezembro de 2018
ISSN 1519-7670 - Ano 19 - nº1018
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ENTRE ASPAS >

Tiago Dória Weblog

18/11/2008 na edição 512

TRANSIÇÃO
Tiago Dória

YouTube presidencial, 14/11

‘O Twitter? O Barack Obama o abandonou. Desde o dia 05 de novembro, quando foi eleito presidente dos EUA, a sua assessoria não atualiza mais o seu perfil. Mas em relação ao YouTube a história é diferente.

Segundo informa o Washington Post, o discurso semanal do democrata no rádio estará também disponível no YouTube. Será o primeiro presidente dos EUA que oficialmente utilizará o site de vídeos.

O primeiro discurso será disponibilizado neste sábado no YouTube e em seu site de transição Change.gov.

Uma das grandes questões em relação à eleição de Obama era se ele continuaria a utilizar ferramentas web e adotar essa postura mais aberta de comunicação mesmo quando estivesse no poder.

Pelo visto, essa pergunta já está meio que respondida.’

 

 

TELEVISÃO
Tiago Dória

Melhores momentos da NewTeeVee Live, 14/11

‘Pelo que deu para acompanhar via transmissão ao vivo de vídeo, blogs e twitter, o evento foi bem fraco neste ano. Talvez devido ao marasmo das recentes demissões nas empresas de internet.

Separei alguns pontos discutidos na conferência que consegui acompanhar.

Transmedia – Peça central na produção de seriados como Heroes, Lost e o filme Matrix, o conceito de transmedia foi visto como principal responsável atual pela ‘ponte’ entre TV e web.

De forma simples, é a produção de conteúdo para diversos suportes – games, celular, TV, revista – de forma coordenada e sem cair na redundância.

Mais ou menos, como aquele jogo do filme Senhor dos Anéis em que você joga contra o mocinho do filme. No filme, você torce pelo mocinho. No game, a favor do bandido. Dessa forma, o jogo complementa e adiciona uma outra perspectiva à narrativa do filme.

Não cai na redundância, ao contrário do que normalmente acontece quando empresas de mídia querem criar conteúdo para web, celular, TV etc. Repetem o mesmo conteúdo em diversos dipositivos sem acrescentar nada à narrativa central, que pode ser um filme, seriado ou programa de TV.

A convergência de Obama – Um ponto que também foi levantado aqui, no blog. A internet por si só não foi a responsável pela vitória do democrata, mas uma ação integrada entre diversas mídias (convergência).

Em nenhum momento, a campanha de Obama minimizou o poder das outras mídias. Historicamente, foi o candidato que mais gastou dinheiro com televisão e dias antes da votação comprou um espaço comercial de 30 minutos nas maiores redes de TV dos EUA.

Controle remoto do futuro – Reed Hastings, diretor geral do Netflix, disse que o Wiimote é um prenúncio de como será o controle remoto no futuro, você poderá clicar e arrastar objetos na tela da TV. Será?

Banco de vídeos gratuito – Um dos pontos comentados é que existem muitos sites de vídeos, mas poucos bons serviços em torno de vídeos.

Uma das sugestões levantadas é a de que deveria existir um banco de vídeos online. Semelhante ao Getty Images, mas ao invés de imagens, vídeos, onde as pessoas pudessem pegar de graça trechos de vídeos de qualidade para utilizar em suas produções.

Hulu, o bom exemplo- Parceria entre NBC e Fox, o site de vídeos, que disponibiliza, de graça, em HD e com exibição de publicidade, programas de TV e filmes completos, é visto como um case de sucesso, que encontrou o meio termo entre agradar os interesses de anunciantes, usuários e estúdios.

É o 6º site de vídeos mais visitado do mundo e caminha para ser um dos que mais tem receita com publicidade.

Na palestra de Jason Kilar, diretor geral do Hulu, nada foi comentado sobre o site de vídeos ganhar uma ‘versão global’ e deixar de ser restrito apenas aos usuários residentes nos EUA.’

 

 

LITERATURA
Tiago Dória

Livro Livre: bookcrossing nacional, 14/11

‘O projeto faz parte do conceito de ‘biblioteca aberta’. As pessoas são incentivadas a deixar livros em locais públicos para que outras pessoas possam encontrá-los A idéia é estimular a troca e a distribuição gratuita de livros.

No site do Livro Livre, as obras são trackeadas. Toda vez que você encontrar um livro do projeto, você tem que registrá-lo no site. A mesma coisa vale se você quiser deixar um livro em um local público. Para isso, existe uma etiqueta para identificá-lo (imagem acima) e que pode ser baixada no site.

Neste sábado, durante o lançamento do projeto, será feita uma ‘blitz literária’ no bairro da Lapa, em São Paulo, onde 1.000 livros serão distribuídos. O trajeto da blitz começa às 10h no Terminal da Lapa.’

 

 

FAKE
Tiago Dória

Jornal pirata, 13/11

‘Uma edição pirata do NYTimes, que foi distribuída ontem em Nova York e contava com uma falsa manchete sobre o fim da Guerra do Iraque, também está disponível online em NYTimes-se.com.

A ação foi feita pelos ativistas do grupo The Yes Men, que se apresenta como anti-consumista.

Em 2004, o grupo conseguiu enganar a BBC. Um dos seus integrantes se passou por um executivo de uma empresa durante uma entrevista ao vivo.’

 

 

REMODELADO
Tiago Dória

Quem vê capa não vê coração, 11/11

‘O jornal Financial Times relança nesta terça-feira o seu site com uma nova home. Em relação ao seu site anterior, é um grande diferencial.

Mas em relação aos concorrentes, é mais do mesmo. Mais espaços em branco, títulos maiores, no entanto, cada mídia no seu canto e não integradas, como manda a ‘nova tradição’.

No modelo de negócios, o site continua na mesma. Cobrar pelo acesso à parte de seu conteúdo. Modelo que o jornal não pretende mudar tão cedo.

No final dos anos 90, o acesso ao FT.com era gratuito, mas devido a ter um setor comercial muito fraco, tinha pouca receita com publicidade. Para virar o jogo, começou a cobrar pelo acesso em 2007.

Porém, o mais importante da mudança do site do FT, que já começou há umas 3 semanas, é outra coisa.

É o lançamento do The Long Room, um ‘ambiente virtual’ onde as pessoas podem discutir diversos tópicos da semana junto a jornalistas, analistas de mercado e comentaristas do jornal.

Os leitores podem fazer o upload de vídeos, textos e áudios para incrementar mais ainda as discussões.

O nome da nova seção é uma alusão a um restaurante/bar inglês de mesmo nome, onde os investidores tinham o costume de se encontrar para bater um papo, trocar umas idéias.

O The Long Room é o avanço mais significativo do tradicional jornal para a participação dos seus leitores e revela mudanças bem mais profundas que estão a caminho.’

 

 

 

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